Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras…

1reproducao21 Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras...
O vexame e a vingança estão unidos no Parque São Jorge. Afetam os artilheiros do Corinthians. O peruano Pablo Guerrero escancara a inaceitável epidemia de dengue que o governo estadual tenta esconder. O governador Geraldo Alckmin repete o que fez com o vexatório racionamento de água em São Paulo. Procura desviar o foco. Só que agora não existe a elegante expressão crise hídrica. Epidemia é epidemia.

O político do PSDB evitava de qualquer maneira se aprofundar em relação à doença tropical infecciosa, que assola os países mais pobres do mundo. Em 2014 já mostrava desconforto quando houve 35 mil casos no estado. Este ano a situação se agravou. E não há como fugir da temida palavra. A Organização Mundial da Saúde considera 300 casos por cem mil habitantes como epidemia. O estado mais rico da América Latina já tem 258 mil casos só nos três primeiros meses do ano. O que já alcança 585 casos por 100 mil, quase o dobro do necessário.

Com dores em todo o corpo, principalmente cabeça e olhos, febre alta e tremedeira, Guerrero mostrava no sábado pela manhã todos os sintomas da doença. Está internado no luxuoso hospital São Luiz, no nobre bairro do Morumbi. A previsão dos médicos corintianos é a que leve 20 dias para se recuperar plenamente. O corintiano escancara de faz pensar no que a população sobre com a epidemia sem controle. Foram 14 mortes só em São Paulo por causa da dengue no ano passado. E o governo de Alckmin segue com desculpas, sem ações efetivas contra a doença.

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O Corinthians corre o risco de perder seu fundamental atacante para o restante do Campeonato Paulista. Nos dois últimos jogos da fase de grupo pela Libertadores, contra San Lorenzo e São Paulo. E talvez até o primeiro jogo das oitavas de final da competição sul-americana.

Com isso, de maneira inesperada, Tite perde seu melhor atacante. O definidor. Atleta que vive seu auge. Marcando os gols, atuando como pivô. Definidor para as jogadas aéreas tão treinadas. O técnico tem de optar por Vagner Love.

Ao contrário do peruano, o auge do jogador foi há cerca de cinco anos, quando atuava no CSKA. Love fará 31 anos em junho. Envelheceu mal. Perdeu o arranque, a velocidade que o tornavam diferenciado. Mais pesado, se tornou um alvo mais fixo dos zagueiros. Embora ainda possua boa técnica, não é tão letal quando o titular corintiano.

"Para complicar, o Vagner não está com a explosão, reação instintiva rápida quando a bola chega para a definição. Seu treinamento na China era completamente diferente. Como era na Rússia. Foi por isso que não conseguiu jogar no Palmeiras em 2009. Ele só estará bem no Corinthians do meio do ano para a frente. A readaptação para alguns atletas é mais lenta, como no caso do Vagner", revela o técnico Jorginho, que comandou o Palmeiras em 2009.

Com Vagner em campo, o Corinthians muda a sua maneira de atacar. Emerson, Jadson e Renato Augusto precisam ficar mais adiantados, o que exige um desgaste maior do trio. O time fica sem referência na frente e nas bolas altas. Tite tentará resolver soltando mais o trio. Para que tenha sempre companhia para infiltrações e tabelas, como no gol que Renato Augusto marcou contra a Ponte Preta.

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Vagner Love não poderia estar mais motivado. Não só pela importância dos jogos da Libertadores. Mas especialmente nesta semifinal diante do Palmeiras, no domingo. Apesar de haver nascido no clube, o atacante cultiva grande rancor de sua saída do Palestra Itália em 2009.

Sua chegada no meio do Brasileiro e, principalmente sua exigência salarial, implodiram o ambiente. Diego Souza foi o mais revoltado. Exigiu equiparação salarial ao ídolo que o então presidente Belluzzo trazia de volta. O meia não conseguiu. Houve muitas discussões no elenco. Houve um racha que acabou sabotando o trabalho de Muricy e o título nacional que estava nas mãos palmeirenses.

Membros das organizadas souberam o que havia acontecido. Não quiseram saber que não foi culpa de Love. Ele apenas havia aceito o que Belluzzo decidiu pagar. Com o Palmeiras perdendo o título, membros das facções mais violentas palmeirense se encontraram com Love em uma agência do Bradesco na Água Branca. Houve troca de agressões.

A situação já estava complicada. Para piorar, o jogador passou a receber ameaças de morte. Não só para ele, mas para sua família. Inclusive esposa e filha. Seu empresário, Evandro Ferreira, acompanhou todo o drama. E avisou aos dirigentes que, no Palmeiras, ele não atuava mais.

Os membros das organizadas palmeirenses o consideram um traidor. E enquanto houver confronto com os times em que ele estiver, não há perdão. É xingado, ameaçado. Por isso, Vagner Love entra diferente em campo quando enfrenta o Palmeiras.

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Um dos maiores prazer que teve na carreira foi quando marcou o gol de empate em 2 a 2 no confronto com o Flamengo em 2012. Seu gol sacramentou o rebaixamento palmeirense, a volta à Segunda Divisão. No confronto pela semifinal do Paulista, no Itaquerão, pelo seu novo clube, ele sabe o quanto será vigiado pela torcida corintiana. E já adiantou. Terá o maior prazer em marcar novo gol contra o clube que o lançou. E comemorará para valer com a torcida do maior maior rival.

Essa gana é sua maior arma para convencer Tite que ele é a aposta ideal. Aliás, o treinador está muito satisfeito com o empenho do atacante nos treinamentos. Quer aproveitar a chance dada pelo desleixo do governo paulista com sua população. Poder colocar a camisa titular corintiana enquanto Guerrero padece em um hospital com dengue.

O futebol é como a vida, imprevisível. Ainda mais com a população de um país tão desprotegida por seus políticos omissos. O Brasil segue sujeito a epidemias que refletem apenas o desleixo, a irresponsabilidade e, muitas vezes, a corrupção.

Não fossem Guerrero e Vagner Love ninguém se lembraria das 258 mil pessoas infectadas pela dengue em São Paulo. Por quê? Porque são anônimas. Agora que a doença infecta o atacante titular do Corinthians, quem sabe o governador comece a cumprir sua obrigação. A desmoralização envergonha.

São Pedro o ajudou com as chuvas de março, já que não houve obras significativas anos atrás para enfrentar a previsível 'crise hídrica'. É preciso descobrir qual será o santo que nos protegerá da dengue.

Caso o Corinthians fracasse nos dois jogos que restam na fase de grupo da Libertadores ou não vença o Campeonato Paulista, será muito bom lembrar da pífia política para a saúde pública do digno governador Geraldo Alckmin. Cúmplice da epidemia de dengue no estado mais rico da América Latina...
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No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras…

1gazetapress 1024x682 No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras...
As semifinais do Campeonato Paulista serão as dos sonhos de Marco Polo del Nero. Sem times pequenos. Na partida que a Globo não quis mostrar, com medo de baixa audiência, o Santos venceu o XV de Piracicaba por 3 a 0 . E enfrentará o São Paulo em um dos clássicos que definirá os finalistas. Provavelmente esse jogo acontecerá no próximo sábado. Na Vila Belmiro ou no Pacaembu, dependerá da diretoria santista. Corinthians e Palmeiras no Itaquerão, domingo.

Há agora a garantia de interesse redobrado, arrecadações altas. O futebol paulista badalado em todo o país. O que é ótimo para Marco Polo, presidente da CBF a partir da próxima quinta-feira. Terá uma saída de gala, como gostaria.

Mas não houve só alegria hoje. A diretoria santista ficou revoltada, mas não houve negociação. A TV Globo não quis mostrar o jogo que teria direito. Sem Neymar, a equipe do Litoral ganhou a fama de enterrar audiência. A emissora carioca preferiu mostrar para São Paulo um filme: "O Espetacular Homem-Aranha". O restante do Brasil ficou com Flamengo e Vasco. Fiel à sua tradição de comprar para não mostrar e não deixar mostrar, a Globo proibiu a Band de mostrar o Santos. Mostrou o GP de Louisiana, de Fórmula Indy.

Em Santos, a partida foi muito disputada. O Santos tinha torcida e melhor time. Mas o XV de Piracicaba tentou fazer história. Toninho Cecília buscava surpreender a favorita equipe de Marcelo Fernandes. O time interiorano estava muito bem montado taticamente. No agora cada vez mais famoso, 4-1-4-1. A estratégia era preencher o meio de campo. Não dar espaço para o Santos se impor.

Marcelo Fernandes queria decidir logo o jogo. E comprou a briga. Montou seu time no 4-3-3. Apostava no talento principalmente dos seus jogadores do meio para a frente. Sem mercado na Europa, aos 31 anos Robinho ainda se impõe nos campos brasileiros. Principalmente enquanto tiver fôlego. No Santos faz o que quer. Só se preocupa em atacar e tentar, na base dos dribles e da velocidade, desmontar as defesas adversárias. Embora continue abusando de firulas desnecessárias.

Enquanto Robinho chamava atenção, dois jogadores desequilibravam para valer a partida: Lucas Lima, esse sim digno de já jogar na Europa. Volante de muita técnica, força física e excelente visão de jogo. Ele dominava as intermediárias. Para acompanhá-lo, Geovânio. O meia canhoto está amadurecendo. Deixando de cair em provocações baratas. E conseguindo ditar o ritmo santista.

Diante do ímpeto interiorano, o Santos aos poucos acabou se impondo. A técnica venceu a vontade. O XV de Piracicaba cometia um pecado mortal. Dava muito espaço aos jogadores santistas pensarem. E logo aos 10 minutos, Geovânio deu chutou como quis da entrada da área. A bola acertou o travessão de Roberto. Seria assim o jogo todo. O time de Toninho Cecílio correndo, lutando enquanto a equipe de Marcelo Fernandes criava chances agudas de gol.

Tanto que aos 15 minutos, Lucas Lima invadiu a grande área driblando. Sofreu pênalti claro e desnecessário de Fabiano. Não havia o que discutir. Robinho pegou a bola e não se importou se Ricardo Oliveira briga para ser artilheiro do Paulista. Cobrou e marcou: Santos 1 a 0.

O XV se enervou perdendo a partida. Se abriu. O que foi ótimo para o Santos trocar passes, encontrar mais espaço para jogar. Dominou as intermediárias e foi criando e desperdiçando chances de gol. Vale a pena destacar a velocidade do ataque santista. É uma enorme arma que Marcelo Fernandes descobriu na reestruturação da equipe.

Aos 37 minutos, o melhor do jogo, Lucas Lima acertou outra vez a trave de Roberto. O time santista não terminou o primeiro tempo goleando por uma questão de detalhes. Vale destacar, a lealdade do XV. Mesmo com seus jogadores driblados, Toninho Cecílio não permitia pontapés desleais. O time era superado, mas não apelava.

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No segundo tempo, a consolidação da vitória no placar. Marcelo Fernandes colocou seu time marcando sob pressão a saída de bola piracicabana. Foi um massacre. Os atletas do XV não tinham técnica para escapar do sufoco.

Aos sete minutos, Robinho, que já estava cansado, saiu. Saiu com dores na coxa esquerda de uma trombada com Fabiano. Entrou Marquinhos Gabriel no seu lugar. Geovânio e ele passaram a revezar pela direita e esquerda, abrindo espaço para marcar mais gols.

O Santos criou várias chances até que Marquinhos Gabriel chutava com chance para marcar o segundo gol. Mas a bola 'morreu' no braço esquerdo de Leonardo. Outro pênalti legítimo. Ricardo Oliveira cobrou com convicção e fez 2 a 0, aos 35 minutos. Se igualou a Crislan, do Penapolense, com nove gols. São os artilheiros até agora deste Paulista.

Mas ainda viria o terceiro gol, que faria justiça ao domínio santista. Lucas Lima se aproveitou de bobeada de Fabiano, driblou o zagueiro e o desesperado goleiro Roberto. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. Santos 3 a 0.

O time de Marcelo Fernandes foi o que menos teve trabalho nestas quartas de final. Irá enfrentar o São Paulo com a vantagem do mando de jogo. A diretoria pensando em mais dinheiro quer o Pacaembu. Os jogadores desejam a Vila Belmiro, velho dilema.

Mas quem perdeu nesta tarde foram os santistas que não têm tevê a cabo. A Globo os impediu de ver uma ótima apresentação do seu time de coração. Muito melhor do que um filme repetido do Homem-Aranha. Esse é o problema do monopólio...
12 1024x575 No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras...

O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão…

1reproducao20 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...
A entrada de Valdivia foi fundamental. Ajudou a desmontar a retranca do Botafogo de Ribeirão. Com muito sofrimento, o Palmeiras dominou, mas criou poucas chances. Venceu por 1 a 0 em um lance que nasceu do talento do problemático chileno e acabou nos pés de Landro Banana. Está na semifinal do Campeonato Paulista. O jogo foi tenso. Marcado pela péssima arbitragem de Marcelo Rogério. Se o Santos vencer o XV de Piracicaba, o adversário será o Corinthians, no Itaquerão.

Trauma é algo importante. Persegue o homem onde ele for. Esse foi o caso de Oswaldo de Oliveira. No ano passado, ele perdeu o título paulista como treinador do Santos. O adversário era o pequeno Ituano. A decepção ficou tatuada na sua pele. E doze meses depois, a chance da volta por cima. O primeiro passo em busca do título era tirar da frente o Botafogo de Ribeirão, um outro time pequeno, como aquele de Itu.

Oswaldo pensou, analisou a torcida apaixonada, desesperada por título. Como a diretoria que, humilhada, ainda tem o gosto da Segunda Divisão na boca. O bilionário Paulo Nobre mudou radicalmente sua postura conservadora. E mesmo com os mais de R$ 200 milhões em dívidas, tratou de montar um elenco forte, com 20 reforços.

No planejamento de Nobre, Mattos e Oswaldo, há duas metas realistas. Uma classificação e um título possível. A vaga para a Libertadores de 2016. E a conquista do Campeonato Paulista, já que Corinthians e São Paulo estão divididos pela maior competição sul-americana e o Santos está se remontando, sem grandes possibilidades financeiras.

Mas até chegar a estes confrontos, o Palmeiras precisaria se livrar do Botafogo. Antes da Crefisa tomar a péssima decisão de bancar os árbitros dos jogos decisivos do estadual, Nobre já estava irritado. Ele sabe mais do que ninguém o quanto estava rendendo para seu time atuar na nova arena. Até o jogo de hoje, a torcida já havia colocado nos cofres verdes nada menos do que R$ 11,2 milhões. O time que mais faturou no País.

O presidente queria o clube nas primeiras colocações. Para pelo menos decidir uma eventual semi no seu estádio. Apesar da arrecadação dividida, havia não só a certeza de mais dinheiro, como o apoio de seus torcedores. Só que Oswaldo fracassou. Fez a quarta pior campanha, atrás dos outros três rivais.

A Federação Paulista de Futebol deu uma bela mãozinha. Pisou no regulamento e manteve, de maneira inexplicável, o jogo contra o Botafogo no campo palmeirense. Apenas Corinthians e São Paulo deveriam ter esse privilégio. Só que a FPF viu que jogaria dinheiro importante em taxas tirando a partida da Capital paulista.

Ou seja, o Palmeiras não tinha do que reclamar desse confronto de hoje. O elenco de Oswaldo é muito melhor do que tem Régis Angeli. A expectativa era a de que o Palmeiras iria partir decidido, imponente para conseguir uma vitória que despertasse a autoestima, a confiança. Para isso precisaria atacar seu adversário. Era evidente que o time de Ribeirão Preto iria se defender.

Foi o Botafogo entrou para o jogo. Preso ao sistema consagrado 4-1-4-1. Nada de espaço no meio de campo. Todos atrás da linha de bola quando o Palmeiras atacasse. A surpresa foi como Oswaldo montou seu time.

Escaldado pelo sofrimento com o Santos, o treinador não escancarou o Palmeiras. Pelo contrário. O plano tático era simples. O usado pela Seleção Brasileira na Copa do ano passado. O 4-2-3-1. O time deveria atuar sem afobação. Trocando passes, invertendo os lados, com paciência para conseguir o resultado. Sem o menor drama de consciência em deixar Valdivia e Cleiton Xavier no banco de reservas.

Oswaldo nunca foi um conhecedor profundo dos times interioranos de São Paulo. E não estudou a fundo o Botafogo. Se tivesse, saberia que seu sistema defensivo é lúcido, firme. Não adiantaria manter jogadores sem recursos técnicos como Rafael Marques e Leandro Banana. Apenas Dudu e Robinho mostravam talento, inteligência diante dos troncudos zagueiros interioranos.

Logo no início do primeiro tempo, dois lances importantíssimos. Aos cinco minutos, Dênis levantou para a área. Eli Sabiá subiu para cabecear. Fernando Prass disputou a bola com ele pelo alto. Ela sobrou para Bruno Costa que marcou. Lance discutível. Mas Marcelo Rogério anulou. O árbitro carregava na barriga o mesmo logotipo Crefisa do Palmeiras, algo lamentável.

A resposta palmeirense veio em um escanteio. Aos 22 minutos, Zé Roberto cruzou, Vitor Ramos desviou e a bola sobrou livre para Dudu. Ele estava a um metro do gol aberto, sem goleiro. Acertou a trave. Se tentasse dar um peixinho seria muito mais fácil.

2ae9 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...

O Palmeiras mostrou muita paciência e pouca penetração. Principalmente pelas laterais. Lucas e Zé Roberto estavam travados. Faltava intensidade ao time de Oswaldo, que dominou mas pouco criou.

A torcida, tensa, esperava por Valdivia, no intervalo. Ele não veio. Quem apareceu foi Victor Luíz, que entrou no lugar de Zé Roberto, que sentia dores na perna. Mas o time voltou melhor. A postura mais ofensiva, marcação na saída de bola do Botafogo demonstrava mais obstinação, vontade de ganhar o jogo. A paciência, a la Barcelona, ficara no vestiário.

Aos sete minutos, um erro absurdo do inseguro Marcelo Rogério. Em um cruzamento, Dudu chegou na frente da zaga para cabecear. Gimenez o empurrou. Pênalti claro que o inseguro árbitro não marcou. Efeito do patrocínio da Crefisa. O Botafogo teve uma chance de ouro. E irregular. Raro contragolpe, Diogo Campos desceu livre pela direita. E serviu para o veterano Zé Roberto, ex-Botafogo, livre com Fernando Prass. Ele chuto para fora. Para sorte do Palmeiras e do árbitro. O jogador do clube interiorano estava impedido.

Oswaldo de Oliveira decidiu deixar a prudência de lado. Esquecer o Ituano. E tratou de colocar Valdivia. Mas escancarou seu time. Tirou o firme volante Gabriel. O problemático chileno continua muito talentoso. O que faz que abuse da diretoria e dos torcedores palmeirenses. Mal entrou em campo e o meia já centralizava todas as tentativas de ataques palmeirenses.

Bastaram 11 minutos, dos 17 aos 26 minutos. E logo Valdivia mostrava sua importância. Com habilidade deixou um marcador caído depois de driblá-lo e descobriu Lucas livre na direita. O cruzamento foi rápido, rasteiro. Antes de a zaga botafoguense se articular. A bola encontrou Leandro Banana livre. O toque para as redes trouxe a tranquilidade que os torcedores sonhavam. Palmeiras 1 a 0.

Como o Palmeiras continua uma equipe muito inconstante emocionalmente, o gol trouxe confiança. E o time passou a jogar ainda melhor. O Botafogo não tinha força e nem talento para conseguir coisa melhor. A vitória foi suada até o momento do gol. Depois, acabou consolidada com troca de passes conscientes, com o time seguro. Robinho soube preencher o meio de campo aberto, passou a atuar como volante, para que Valdivia atuasse como meia.

O resultado foi importantíssimo. Mostrou ao executivo Alexandre Mattos o quanto ele precisa contratar um meia talentoso para se livrar de Valdivia. Caso contrário, a dependência continuará. E mais, ficou cristalino o quanto foi prejudicial o patrocínio da Crefisa para os juízes.

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A expectativa se confirmou. O desconforto, o nervosismo, a insegurança de Marcelo Rogério tentando mostrar que não iria ajudar o Palmeiras, acabou atrapalhando sua atuação. E tudo promete se complicar ainda mais. Como entrará o juiz do mais que provável encontro contra o Corinthians no Itaquerão, valendo uma vaga à final do Paulista?

Por R$ 60 mil, a milionária Federação Paulista de Futebol conseguiu abalar a credibilidade do seu campeonato mais importante. A Crefisa só atrapalhou quem deveria ajudar: o Palmeiras...
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Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores…

1ae13 1024x682 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...
Uma cobrança perfeita de falta de Rogério Ceni. E a história de São Paulo e Red Bull mudou radicalmente. O gol do ídolo de 42 anos fez um enorme bem para seu clube. A vitória por 3 a 0 não só classificou a equipe para a semifinal do Paulista. Mas resgatou a confiança, fundamental no confronto contra o Danúbio, no Uruguai, pela Libertadores, quando a vitória também será obrigatória.

Rogério Ceni foi fundamental na classificação de hoje. Apesar da diferença técnica entre os times, o São Paulo estava sendo envolvido pelo Red Bull. Mauricio Barbieri colocou seu time marcando a saída de bola. Ele queria se aproveitar da falta de controle emocional do time de Milton Cruz. A insegurança era nítida quando o jogo começou.

Cada atleta de camisa tricolor sabia da pressão que enfrentaria em caso de derrota. O time todo se culpava pela demissão de Muricy Ramalho. Não se esforçou para tentar salvar o emprego do técnico que sofria com diverticulite, arritmia e pedras na vesícula.

Só que hoje tinham de jogar por cada um. Eles têm plena consciência que um novo treinador será contratado. Por enquanto, Alejandro Sabella é o nome mais divulgado pela diretoria. Mas que ninguém se esqueça de Mano Menezes. Ou do próprio Vanderlei Luxemburgo, em caso de o Flamengo não ganhar o Campeonato Carioca.

Portanto, precisavam vencer o novado Red Bull e seguir adiante. Milton Cruz sabia que seu time não tinha condições psicológicas para arriscar. E, vivido, montou o São Paulo em um seguro 4-5-1. Sua intenção era preencher o meio de campo. Travar o time leve e atrevido de Barbieri.

O Red Bull disputava pela primeiras vez a Primeira Divisão do Paulista. Não tinha nada a perder. Muito pelo contrário. A sensação no clube empresa era que a campanha havia sido ótima. Importante. Os jogadores estavam em um mata-mata nas quartas contra o grande São Paulo.

Só que os atletas queriam mais. Assim como seu técnico. E trataram de tentar aprontar uma enorme zebra. Marcando a saída de bola do São Paulo, eles complicaram a partida no seu início. Tiveram o domínio do jogo. Edmílson teve duas chances excepcionais, cara a cara com Rogério Ceni. Mas o rodado atacante pareceu um juvenil. E chutou em cima do goleiro. Lulinha também teve sua chance. Deu de letra e Ceni defendeu.

Outra vez, Ganso era vaiado com razão pelos torcedores não conseguia armar. A maior esperança do time era o canhoto Michel Bastos, atuando como se fosse ponta direita. Milton Cruz queria utilizá-lo como Guardiola faz com Robben. Na frente, Alexandre Pato esperava qualquer sobra. Não tinha coragem de sair da área para tentar a tabela.

Mesmo com três volantes, Denílson, Souza e o estreante Wesley, o São Paulo era envolvido pelo bom toque de bola do time campineiro. Os 18 mil torcedores que foram ao Morumbi se mostraram irritados, tensos. A situação estava péssima para o São Paulo. Parecia questão de tempo para o Red Bull fazer seu primeiro gol. Se ele acontecesse, a impressão era que o time de Milton Cruz desabaria.

2ae8 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...

Foi quando aos 42 minutos, Alexandre Pato recebeu a bola. E decidiu partir para cima dos zagueiros. Na entrada da área tomou um pontapé de Romário. Os jogadores do Red Bull perceberam o que fizeram. Falta a caráter para Rogério Ceni. Ele foi para a batida. Os atletas campineiros tentaram tumultuar, enervar o veterano ídolo. A falta levou dois minutos para ser cobrada. E quando foi, mudou o jogo.

Rogério Ceni colocou Paulo Henrique junto à barreira, para tirar a visão de Juninho. O goleiro do Red Bull tentou adivinhar. Imaginou que a bola iria no outro canto, por cima do batalhão de atletas que tinha à sua frente. Deu um passo para a direita. Foi suicídio. Rogério cobrou a bola na direção de Ganso, que se abaixou. 1 a 0 São Paulo, aos 44 minutos do primeiro tempo. Era a 127ª vez que tinha o prazer de estufar as redes adversárias. Nunca um goleiro na história teve tamanha ousadia.

O gol mudou todo o panorama da partida. No segundo tempo, o Red Bull se escancarou tentando o empate. Era tudo o que Milton Cruz e seus jogadores sonhavam. Campo para jogar. Com maior técnica e melhor preparo físico, o São Paulo se impôs.

Logo aos cinco minutos, Ganso deixou Pato livre. A dupla tão desacreditada funcionou. São Paulo 2 a 0. Os próprios jogadores do Red Bull sabiam que tudo estava perdido. O golpe de misericórdia veio em um excelente cruzamento de Michel Bastos, o Robben de Milton Cruz, para Ganso. O meia fez o que tanto Muricy Ramalho pedia. E cabeceou para as redes. 3 a 0.

Depois do sufoco inicial, vitória incontestável do São Paulo. Classificado para as semifinais do Paulista. E mais confiante, espiritualmente mais forte para lutar pela vitória obrigatória no Uruguai, contra o Danúbio. Enquanto isso, os dirigentes garantem que Alejandro Sabella está mais próximo. Mas isso fica para depois. Hoje a missão foi cumprida. Com marcante participação do eterno Rogério Ceni...
3reproducao3 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...

A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite…

1ae12 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...
A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação logo no primeiro jogo das quartas-de-final. Mostrou sua incompetência. A Ponte Preta teve um gol absurdamente anulado, quando dominava o Corinthians e a partida estava 0 a 0. O bandeira Vicente Romano Neto inventou impedimento.

O lance foi claro, vergonhoso. Ajudado, o time de Tite se recuperou na partida e venceu o dificílimo jogo por 1 a 0, gol de Renato Augusto. Foi muito injusto o que aconteceu no Itaquerão. A maneira que o Corinthians chegou à semifinal do Paulista acabou sendo constrangedora.

Logo na manhã deste sábado, uma surpresa nada agradável para Tite. Guerrero acordou com febre alta, suando e com fortes dores no corpo. Os sintomas clássicos de dengue. Guerrero foi internado imediatamente no hospital São Luiz. A previsão do departamento médico corintiano é que, se confirmada a doença, o peruano ficará dez dias, no mínimo, longe do futebol.

Se isso se confirmar, o artilheiro perderá jogos fundamentais. Como o contra o San Lorenzo, no Itaquerão, na quinta-feira. A esperança é que se recupere a ponto de enfrentar o São Paulo, no último jogo da fase de grupos da Libertadores.

O desfalque de Guerrero mudaria toda a maneira de o Corinthians atacar. O time está mais do que habituado em atuar com o peruano como referência no ataque, fixo. Brigando, prendendo dois zagueiros. Com Vagner Love, as características do ataque se transformariam. Não haveria mais um atleta como referência na frente. A defesa rival teria mais tranquilidade não só para marcar, como sair com a bola dominada.

O duelo entre Tite e Guto Ferreira mereceu um capítulo à parte. Os dois se conhecem muito. Guto foi auxiliar do próprio Tite por dois anos no Internacional, entre 2008 e 2009. Continuam grandes amigos. As conversas sobre futebol são constantes. Cada um sabe como o outro pensa.

E Guto começou a agir ainda durante a semana. Fez seu time treinar em gramado rente e molhado, para a bola correr muito, como no gramado do Itaquerão. Os atletas foram obrigados a usar travas de alumínio, que muitos não gostam. Tudo para que seu time treinasse com toda a intensidade com que sonhava anular o time do amigo.

Guto tratou de tirar um meia e colocar mais um volante. Sabia que o ponto forte corintiano está no meio de campo, com seus jogadores se aplicando para dominar o setor. E assim controlar o adversário. Atacar e defender em bloco. Com o apoio dos laterais. A maneira mais comum que os grandes times europeus atuam.

Para o veneno, o antídoto. Com nada menos do que quatro volantes com forte pegada, Juninho, Fernando Bob, Josimar e Bruno Silva, o oxigênio não chegava aos pulmões corintianos. Elias, Jadson, Renato Augusto e Emerson era muito bem vigiados. Quase não conseguiram jogar no primeiro tempo.

Apenas o volante da Seleção Brasileira teve uma ótima chance. Fagner e Jadson tabelaram e abriram a defesa. A bola foi rolada para Love que descobriu Elias livre, na entrada da área. Em vez de correr mais com a bola, afobado, chutou fraco para fácil defesa de Matheus.

O lance aos dez minutos o que o Corinthians fez de melhor no primeiro tempo. A Ponte Preta foi ganhando confiança por conseguir anular o adversário. Os atletas percebiam a afobação dos corintianos. Não tinham paciência para se livrar dos adversários. Precipitavam jogadas.

Inteligentes, os jogadores rodados de Campinas como Renato Cajá e Rildo encontravam espaço por trás de Ralf e Elias. Começavam a incomodar, encontrar espaço. Principalmente pelas laterais. Tanto Fagner como Uendel estavam sobrecarregados. A Ponte tinha maior posse de bola do que o Corinthians no Itaquerão, um feito.

Cássio já tinha feito duas ótimas defesas, quando veio o lance mais polêmico do jogo. A Ponte Preta teve um gol legal anulado. Lance claro, que comprometeu todo a partida.

Biro Biro encontrou Juninho livre, o chute saiu forte, Cássio rebateu. A bola sobrou livre, para Renato Cajá, que empurrou para as redes. A Ponte Preta fazia 1 a 0 aos 37 minutos. Só que o bandeira Vicente Romano Neto não deixou. Sabotou o trabalho do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Marcou um inexistente impedimento. A arbitragem bancada pela Crefisa ajudou o rival do Palmeiras. Impediu que o time interiorano saísse na frente.

O Corinthians estava dominado. Se ficasse atrás no placar, ninguém pode dizer o que aconteceria. E ninguém vai poder. Porque Vicente Romano Neto não permitiu.

O 0 a 0 foi no intervalo foi um presente para o Corinthians. Triste injustiça para a Ponte Preta. O time interiorano não merecia tamanho erro do bandeira.

Nos 15 minutos que teve para conversar com seus jogadores, Tite agiu. E muito bem. Tratou de adiantar a marcação na saída de bola dos campineiros. E exigir maior proximidade dos atletas. Assim dariam mais opção para quem estivesse organizando a jogada. Era para atuar com mais personalidade.

3ae6 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Os atletas da Ponte souberam no intervalo o quanto haviam sido prejudicados. Entraram no segundo tempo irritados com a arbitragem. Perderam a concentração. Um gol anulado injustamente tem peso enorme. Ainda mais em uma decisão na casa do adversário favorito. O dano que o bandeira Vicente Romano Neto foi imenso.

Muito melhor postado e com confiança, o Corinthians foi outro no segundo tempo. E logo marcou 1 a 0. Jadson tocou de peito para Renato Augusto. Ele procurou e encontrou Vagner Love. O atacante fez muito bem o pivô, devolvendo a bola com açúcar e afeto. A zaga da Ponte não acompanhou Renato Augusto. O corintiano foi ágil e chutou rasteiro, rápido. Matheus ainda tocou na bola, mas ela foi morrer no fundo das redes. Gol do Corinthians, aos dez minutos.

1reproducao19 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

A partir daí, Tite fez seu time recuar. Inverteu o tabuleiro de xadrez. Era seu time que marcava, que esperava o erro do adversário. O Corinthians passava a atuar no 4-1-4-1. Renato Augusto, Jadson e Emerson passaram a fechar a intermediária. Apenas Love ficava mais adiantado.

O time campineiro estava muito nervoso, irritado. Com o erro do primeiro tempo e com o gol sofrido. A Ponte não tinha espaço para tocar a bola. O vivido e consciente Corinthians, invicto há 30 partidas no Itaquerão, sabia muito bem o que fazer. Marcou, diminuiu o ritmo de jogo. E conseguiu a importantíssima vitória. Chegou à semifinal do Paulista.

Tite tem a plena consciência que sua equipe não atuou bem. E que precisa agradecer ao seu melhor jogador hoje no Itaquerão. A torcida ainda precisa decorar seu nome: Vicente Romano Neto, bandeira, patrocinado pela Crefisa...
2reproducao5 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata-mata decisivo…

1reproducao18 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...
Quanto vale abalar a credibilidade do maior estadual do Brasil? Cerca de R$ 60 mil. Será esse o valor que a Federação Paulista de Futebol receberá da Crefisa para bancar os árbitros na fase decisiva do torneio. A negociação é ilegal. Por um singelo motivo.

A Crefisa também é a patrocinadora do Palmeiras, clube classificado para essas partidas que decidirão o campeão paulista. Paga R$ 43 milhões para que seu logotipo e também da Faculdade das Américas estejam na camisa verde. Quanto mais as marcas aparecerem, melhor. O time de Paulo Nobre enfrentará amanhã o Botafogo de Ribeirão. Se vencer, se classificará para a semifinal. Ganhando, decidirá o título. Sendo campeão, fantástico para a empresa.

Acontece que quem apitará os jogos do Palmeiras serão os mesmos árbitros patrocinados pela mesma instituição financeira. Um escândalo em qualquer lugar do mundo. A Fifa proíbe porque o conflito de interesse é evidente. De acordo com o regulamento de Organização de Arbitragem, o que acontece em São Paulo é absurdo.

"Anúncios de patrocinadores nas camisas dos árbitros serão permitidas somente se não criarem conflitos de interesse com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve usar a camisa com a publicidade." Está muito claro no artigo 15. E mais: a Fifa só permite propaganda nas mangas. Mas não é o que a FPF promete. Uniformes que foram vazados mostram o logotipo da Crefisa nas costas e no peito das camisas dos juízes e bandeiras.

Segue o mesmo critério que impede que juízes sirvam de homens-placa para cigarros, bebidas alcoólicas e cassinos. Uma questão de ética.

Tudo se torna mais mesquinho, estranho, desnecessário quando se analisa quanto o Campeonato Paulista rende para a Federação. Vale a pena começar com números chocantes. A entidade presidida por Marco Polo del Nero arrecada cerca de R$ 130 milhões com o torneio de 2015. Os números foram confirmados pela Veja São Paulo. O grosso do dinheiro vem de patrocinadores, direitos de televisão. Mas também de taxas.

Vale a pena divulgar que a FPF só ficou atrás de Palmeiras e Corinthians em termos de arrecadação deste torneio. Ela recebe 5% dos jogos. E até agora, nas 150 partidas, do Estadual chegou a R$ 2.138.090,79. Os cofres palmeirenses arrecadaram R$ 11.251.787,68. Os corintianos, R$ 5.579.874,44. Os demais 18 times ficaram abaixo.

Não custa detalhar o que a FPF abocanhou de cada clube até agora. Os tais 5% de cada partida.

R$ 873.684,25 do Palmeiras.

R$ 511.047,75 do Corinthians.

R$ 121.803,75 do São Paulo.

R$ 98.872,25 do Santos.

R$ 56.414,99 do Penapolense.

R$ 52.000,25 do São Bernardo.

R$ 51.400,45 do São Bento.

R$ 49.720,00 do XV de Piracicaba.

R$ 45.680,25 do Osasco Audax.

R$ 45.038,75 do Ituano.

R$ 37.931,75 do Botafogo.

R$ 33.143,00 do Bragantino.

R$ 29.422,25 do Capivariano.

R$ 28.942,10 da Ponte Preta.

R$ 23.414,50 do Rio Claro.

R$ 22.606,75 da Portuguesa.

R$ 18.624,25 do Linense.

R$ 17.762,25 do Marília.

R$ 13.409,25 do Red Bull.

R$ 7.272,00 do Mogi Mirim.

A FPF descontará seguirá descontando mais 5% de cada partida até o jogo final...

1ae11 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...

A Federação não perdoa clube algum. Com tanto dinheiro fica mais revoltante esse patrocínio da Crefisa aos árbitros. Os R$ 60 mil englobam taxa que recebem para apitar, verba de hospedagem, viagem e alimentação. Esse dinheiro para a riquíssima entidade de Marco Polo é insignificante.

Mas a FPF não se preocupou com a credibilidade de seu campeonato. Qualquer erro a favor do Palmeiras marcará esse Campeonato Paulista de 2015 para história. Como pode haver o reverso da medalha. Juízes querendo mostrar que não se deixaram levar pelo dinheiro dos patrocinadores. E apitar lances duvidosos contra o Palmeiras, só para deixar claro que não protegem o clube da Crefisa.

Até os jogos dos rivais também terão uma lupa de aumento. Se Corinthians, São Paulo ou Santos forem prejudicados, há quem possa pensar que os erros aconteceram para atrapalhar os rivais do Palmeiras. É uma sinuca de bico.

Tudo seria absolutamente evitável. Há milhares de empresas que poderiam bancar esses R$ 60 mil. E que não têm qualquer vínculo com time algum. Ou então a FPF assumir esse mísero custo, diante de sua realidade. Não prejudicar o torneio que ela mesmo tenta salvar.

Outro ponto questionável é em relação ao departamento de marketing da Crefisa. Que tipo de publicidade negativa é essa? A imagem da empresa foi absolutamente desgastada. Bancar juízes que trabalharão na decisão do Paulista, inclusive nos jogos do Palmeiras é a mais pura bobagem.

O presidente Paulo Nobre teria a obrigação de se colocar contra a transação. É óbvio que ele terá aborrecimentos incríveis. À toa. Ele conseguiu montar um elenco capaz de ser campeão paulista. Sem ajuda de ninguém. Mas se vier o título, a sombra ficará eternamente manchando a conquista.

Desgaste desnecessário também para Marco Polo del Nero. A situação trouxe a lembrança que ele é conselheiro vitalício palmeirense, torcedor do clube e filho de um ex-jogador do Palestra Itália. Por pura birra, diante da péssima repercussão do patrocínio, o dirigente garante que o contrato será cumprido.

Assim, por mesquinharia da FPF, o Paulista de 2015 conseguiu empanar sua fase mais interessante. Os mata-matas que levarão ao título. Do time da Crefisa ou não. A verdade é uma só: o campeonato está negativado...
 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...

O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub-20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante…

1ae10 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...
O Corinthians está enroscado financeiramente com o Itaquerão. Não é segredo para ninguém. Os R$ 420 milhões em forma de CDIs estão bloqueados pelo Ministério Público, que os consideram ilegal. A Odebrecht quer mais de R$ 1,2 bilhões envolvidos no estádio. O clube promete pagar em 12 anos. E tudo que consegue arrecadar desvia para o fundo que administra a bilionária dívida.

Renovações importantíssimas como as de Guerrero, Sheik e Danilo estão em compasso de espera. Não há dinheiro. Salário, direitos de imagem e premiações estão atrasados.

Já é absurdo, demonstração de incompetência e irresponsabilidade dos dirigentes não pagarem em dia os profissionais. Tudo fica ridículo, inaceitável quando os juniores corintianos não recebem.

Muitos garotos são arrimo de família. Pais, mães, avós, irmãos tiveram suas vidas sacrificadas para que pudessem jogar futebol. Seus salários são incomparavelmente mais baixos que os dos profissionais. A diretoria do Corinthians sabe muito bem disso. Mas não leva em consideração. E está dando enorme vexame.

Os garotos que foram campeões sub-20 paulistas e brasileiros de 2014 e que venceram a Copa São Paulo de 2015, não viram um centavo das premiações. Nada, zero.

O deputado federal pelo PT e mentor do presidente Roberto de Andrade, Andrés Sanchez, é acusado de ter prometido R$ 1 milhão para os jogadores, Comissão Técnica e funcionários se o time vencesse o Botafogo de Ribeirão e conquistasse a Copa São Paulo. O jogo foi no dia 25 de janeiro. E até agora, nada. Nem satisfação.

No dia 6 de dezembro, a equipe empatou com o Grêmio Osasco e foi campeã paulista. Quebrou jejum de 17 anos. Exatos 15 dias depois, o time derrotou o Atlético Paranaense por 2 a 0 e se sagrou campeão do Brasil. Cada uma desta conquista corresponderia a R$ 10 mil.

2ae7 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...

O Corinthians deve cerca de R$ 50 mil a cada atleta. O Lance! informa que Yan e Marcinho, PC, Henrique, Ualefi e Gilmar já até deixaram o clube. E não viram a cor desse dinheiro.

A situação é constrangedora. É vexatória. É maravilhoso, depois de mais de cem anos, o Corinthians ter um estádio para chamar de seu. Confortável, moderno. Mas não a esse preço. Comprometendo todas as finanças e dando calote até em menores, indefesos.

Nenhum deles terá a coragem de processar, de cobrar publicamente o clube. O medo de se queimar, antes mesmo de começar para valer a carreira impera. Os garotos acreditavam que era nisso que os dirigentes acreditavam. Todos iriam se calar.

R$ 50 mil significam muito para cada menino que está começando a vida. O dinheiro foi prometido a eles. E quando ganharam os títulos acreditavam que receberiam. Avisaram seus pais, que fizeram planos. Muitos são humildes, vivem em situação precária.

Desde as conquistas do Paulista e do Brasileiro são quase cinco meses de atraso. Da Copa São Paulo, já se aproxima de três meses. Essa situação não é digna de um clube da grandeza, da história do Corinthians.

Passou da hora de Roberto de Andrade e, seu mentor, Andrés Sanchez, cumprirem a obrigação. E pagarem os meninos corintianos. É uma questão de decência...
3ae5 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...

O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz…

1gazeta O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz...
A soberba é um sentimento traiçoeiro. Impede de enxergar a realidade. Uma defesa fantasiosa. Ela se torna perigosa porque vai além da arrogância, falseia a realidade, insistem muitos psicanalistas.

A definição cabe muito bem com o que ocorre com a diretoria do São Paulo. Depois de conduzir de maneira amadora a doença e, ainda bem pior, a demissão de Muricy Ramalho, chegou a hora de buscar o substituto.

Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro fizeram vazar na imprensa. Seus quatro treinadores pretendidos: Alejandro Sabella, Vanderlei Luxemburgo, Abel Braga e até Jorge Sampaoli aceitaram o convite. Sites e jornais seguem o caminho escolhido para a dupla para acalmar torcedores, conselheiros e companheiros de diretoria.

Agem como se os treinadores estivessem desesperados, ávidos para ter a oportunidade de trabalhar no Morumbi. Como se o clube ainda fosse o vanguardista da década de 80 e 90, quando parecia um europeu perdido nos trópicos. Quando virou referência de modernidade. Valorizou Centro de Treinamento, Fisiologia, Medicina Esportiva, Preparação Física de Alto Rendimento, Nutrição. Os garotos ganha

Telê Santana não ficou seis anos seguidos por acaso. Só saiu por ter sofrido uma isquemia cerebral. Perfeitamente casado com a filosofia revolucionária são paulina. Foi quando o clube mexeu com a estrutura do futebol brasileiro ao antever a importância da Libertadores da América. Valorizou a competição e difundiu a importância da globalização.

Não havia nada de original no planejamento do São Paulo de décadas anteriores. Os conceitos vieram da Europa. Mas foram tão bem difundidos, enraizados, que deram frutos até bem pouco tempo.

Só que o sucesso trouxe a acomodação e a inveja. Juvenal Juvêncio comandou com mão de ferro por dez anos. Nos últimos deles, por ter estraçalhado a oposição, o dirigente permitiu a estagnação. Não percebeu a necessidade de continuar buscando aprimoramento. Adormeceu. Quando despertou, enxergou a modernização de clubes poderosos como Corinthians, Cruzeiro, Internacional, Grêmio e, mais recentemente, Palmeiras.

Sem energia e adoentado, Juvenal precisava de um sucessor. Alguém que seguisse a sua mesma filosofia. Nos últimos anos consecutivos, pensou em alguns herdeiros. O principal deles deveria ser Adalberto Baptista. Milionário, apaixonado pelo São Paulo, autoritário e muito fiel ao então presidente. Estava tudo certo. Até que foi testado no comando do futebol do clube. Foi um desastre. Implodiu o elenco, escolheu mal jogadores e treinadores. Teve de se demitir.

2afp O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz...

Foi quando Juvenal decidiu recompensar o homem que o fez diretor de futebol. Abriu o caminho para que se tornasse o caudilho do Morumbi. Milionário, dono de um escritório de advocacia consagrado, ex-presidente da OAB, fundador do Clube dos 13 e filho de Henry Aidar, dos mais importantes dirigentes da história do São Paulo: Carlos Miguel Aidar.

A escolha calou a oposição e os vários candidatos da oposição. Carlinhos, como é conhecido entre os dirigentes mais velhos, teve uma administração muito boa nos anos 80. Agora, muito mais velho, completará 69 anos em agosto, estaria pronto para fazer o São Paulo voltar à vanguarda. Juvenal só queria o controle do seu amado Centro de Treinamento de Cotia, destinado aos garotos.

Juvenal tinha tanta certeza a escolha correta que chegou a abandonar várias vezes seu tratamento de câncer na próstata para auxiliar a candidatura de Aidar. Só que eleito, Carlinhos se desentendeu com seu protetor. A briga foi feia, pessoal, envolveu familiares. Com o poder nas mãos, Carlos Miguel fez Juvenal passar pela vergonha maior, ser demitido de Cotia.

E tratou de acusar o ex-presidente pelo atraso que o São Paulo mergulhou. A começar pelo Morumbi, que assumiu ser um estádio velho, ultrapassado. Ele queria construir uma nova arena. Não conseguiu apoio. Buscou a reformulação do estádio, a oposição liderada por Juvenal, barrou.

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O clube não tem a mesma facilidade para impressionar patrocinadores. O dinheiro faltou. As dívidas que já passam de R$ 200 milhões atrapalham. Salários, direito de imagem e até premiação passaram a atrasar. Jogadores não escondem seu descontentamento nos bastidores. Nas catacumbas do off, como dizia um jornalista amigo.

Muricy não tinha saúde para fazer um bom trabalho há pelo menos um ano. Mas Aidar se via protegido. Tinha no treinador amado pela torcida e supervalorizado pela imprensa um escudo. Ele desviava o foco da grave crise administrativa, do atraso vivido pelo São Paulo. O ultrapassado Morumbi perdeu, com Juvenal, os clássicos, os shows, a Copa do Mundo. As arenas dos rivais Corinthians e Palmeiras reúnem o que há de mais moderno no mundo.

Com um grupo descontente, desmotivado, envelhecido e sem a cobrança forte de um treinador saudável, o São Paulo naufraga em campo também.

Mas Carlos Miguel Aidar não perde a pose. Entrou em contato com Alejandro Sabella, ex-treinador da Seleção Argentina. O dirigente deixou vazar que o técnico vice campeão do mundo já aceitou. Só que a situação não é bem assim. Sabella não quis renovar o contrato com os argentinos porque desejava trabalhar em um grande time da Europa a partir do meio de 2015. Pegar uma equipe desde o início da temporada. Representantes de clubes europeus sabem de sua intenção Seu representante tenta, desesperadamente, encaixá-lo no Manchester City. O chileno Manoel Pellegrini estaria pronto para ir embora.

1reproducao17 O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz...

A situação ainda está longe de uma definição. Mas os dirigentes do São Paulo vazam que na terça-feira, o argentino acertará sua vida. O mesmo valeria para Vanderlei Luxemburgo.

O técnico também teria ficado de joelhos com a chance de trabalhar no Morumbi, que seria um velho sonho seu. Aidar ironiza as portas fechadas a ele pelo falecido presidente Marcelo Portugal Gouvea, por Juvenal Juvêncio e pelo ex-responsável pelo futebol, João Paulo de Jesus Lopes. "Nenhum dos três está mais no São Paulo." Ou seja, por ele, tapete vermelho para Luxemburgo.

Mas ele quer que o treinador se vire em relação à multa de R$ 1,2 milhão com o Flamengo. E espere a definição de Sabella, o preferido. Vanderlei teria se submetido e avisado que, 'pelo São Paulo, tudo'. Aceitaria ficar como mera opção.

Assim como Abel Braga. O técnico teria não só já aceito. Mas também na geladeira como um pedaço de bacon, esperando ser lembrado. E até decidido virar as costas aos árabes que poderia pagar R$ 1 milhão por mês. E, submisso, sabe que ficaria como terceira opção. Atrás de Sabella e Luxemburgo. Assim, dirigentes do São Paulo querem que todos acreditem.

Também entrou nessa conversa Jorge Sampaoli. O treinador argentino comandante do Chile. Ele teria mandado responder que, se o clube esperasse o fim da Copa América, ele viria correndo. Dinheiro seria detalhe.

Esta é a versão da soberba. Na verdade, Milton Cruz foi avisado que comandará o time contra o Red Bull, nas quartas do Paulista. Se ganhar, fica para a semifinal e, se tudo der certo, a final. Ele também que se vire na Libertadores. Vença não só o Danúbio como o Corinthians. Classifique o clube no Grupo da Morte. E depois, procure um novo clube. Muito ligado a Juvenal, Milton sabe que deverá ser dispensado assim que um novo técnico chegar. Por isso sua alegria foi embora há muito tempo nos treinos.

2afp1 O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz...

Os quatro treinadores pretendidos, 'de impacto', como quer Ataíde e Carlinhos, ainda têm vários obstáculos. Não estão 'na mão' como está sendo vazado para jornalistas amigos. O clube não é a preferência de nenhum deles. O descontente Milton Cruz, homem de Juvenal, poderá ficar mais tempo do que parece. Para desgosto dos dois homens que mandam no futebol.

Assim caminha o São Paulo. Convivendo entre a realidade e a fantasia...

(Seguindo o roteiro de Aidar. O presidente confirmou hoje que desistiu de Luxemburgo. Não quer pagar a multa de R$ 1,2 milhão. E nunca quis Abel. É verdade. Desistiu ao saber que o treinador tem uma oferta fantástica para trabalhar no Oriente Médio. Riscou os dois nomes. Falou em Sabella e Sampaoli. Mas disse que pode seguir com Milton Cruz. Esse é o São Paulo sem rumo de Aidar e Ataíde...)
5ae3 O São Paulo vive entre a soberba e a realidade. Sabella, Luxemburgo, Abel e Sampaoli rezariam para serem contratados. Na verdade, o clube sonha com um dos quatro. E dá o time a Milton Cruz...

A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha…

1ae9 1024x665 A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha...
Uma união inusitada, entre Corinthians e São Paulo. Um patrocínio indecente. Um belo agrado financeiro ao Botafogo de Ribeirão Preto. A Globo continua fazendo o que lhe interessa, tem mais poder que a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. E a certeza de que o Palmeiras é o clube que tem melhor relacionamento com a FPF.

Este foi o resumo da reunião que definiu as quartas-de-final do Campeonato Paulista de 2015. Os relatos de quem esteve presente são impressionantes. O que esteve por trás das reviravoltas dos quatro jogos do torneio.

Tolo de quem acreditar que tudo foi definido na luxuosa sala de reunião da FPF, no milionário repleto de câmeras em cada cômodo. Lembrança do falecido ex-presidente Eduardo José Farah, que Marco Polo soube utilizar como ninguém. Um lápis não cai no prédio da Barra Funda sem que ele fique sabendo.

Jornalistas com fontes na FPF souberam a partir de domingo que os jogos deveriam ser: São Paulo e Red Bull no sábado, às 16h20, no Morumbi. O Corinthians enfrentaria a Ponte Preta no Itaquerão, às 11 horas. O Santos jogaria às 18h30, na Vila Belmiro, contra o XV de Piracicaba. E o Palmeiras pegaria o Botafogo no novo Palestra Itália, na segunda-feira às 20h30.

A tabela seria um agrado de Marco Polo ao secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes. Ele estaria preocupado com dois jogos de clubes grandes no mesmo dia na Capital. E também não queria, de jeito algum, o Corinthians atuando às 16 horas do domingo. Ele sabe que uma grande mobilização está marcada contra a presidente Dilma e a corrupção dos políticos em todo o Brasil. Em São Paulo, a utilização do metrô será intensa. Não desejava o encontro entre torcedores e manifestantes. A grande maioria dos corintianos para ir até o Itaquerão usa o metrô.

2ae6 A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha...

Mas acontece que a FPF e a Secretaria de Segurança se esqueceram de quem manda no futebol de São Paulo e do Brasil: a Globo. A emissora não queria o Corinthians, seu filho predileto, atuando às 11 horas do domingo, de jeito algum. Os executivos tiveram bom senso. Sabiam que seria um caos colocar o jogo contra a Ponte Preta no mesmo horário do auge da manifestação contra Dilma. Então preferiram antecipar a partida para o sábado. Às 16h20. E ponto final.

Só que aí a cúpula do São Paulo reclamou. Não aceitaria jogar às 11 horas do domingo de jeito algum. Assim como o rival, disputará jogo decisivo na Libertadores na quarta-feira. A direção corintiana concordou. Pensando em uma futura reciprocidade, foi a favor da manutenção do jogo do rival tricolor também no sábado.

A Globo, via Sportv, também queria dois jogos no sábado. Não teve como Marco Polo agradar o secretário da Segurança Pública. Alexandre de Moraes que arrume policiamento para as duas partidas na capital, no mesmo dia.

Com o Santos, ninguém mexeria. Pelo menos no dia. A partida na Baixada Santista contra o XV de Piracicaba foi antecipada para as 16 horas. A Globo precisava de um jogo para separar as duas partes do Faustão, como faz por anos.

Já a partida do Palmeiras às 20h30 da segunda-feira foi abortada. A cúpula global vetou. Não quer saber de jogos no horário mais reivindicado pelos torcedores. Há o medo de dar muito certo. Na grade da emissora carioca, o futebol durante a semana, acontece às 22 horas, depois da novela. E ponto final.

O jogo entre Palmeiras e Botafogo passou para as 11 horas do domingo, no novo Palestra Itália. Paulo Nobre aceitou de bom grado. Porque ele sabia o quanto seu time foi beneficiado. Pelo regulamento da própria FPF, só os dois times da Capital de melhor campanha atuariam em São Paulo. O Corinthians foi o líder geral. O Santos foi o segundo, mas como é da Baixada, não conta. O segundo melhor da Capital acabou sendo o São Paulo.

1reproducao16 1024x485 A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha...

O Palmeiras teria de jogar em outro município. Teoricamente essa partida aconteceria em Barueri. Só que um argumento surgiu para convencer a cúpula do Botafogo a fazer de conta que não sabia do regulamento: dinheiro. Os palmeirenses decidiram propor que todos as arrecadações seriam divididas meio a meio. Lógico que, desde sua partida acontecesse na sua nova arena. Correndo o time de Ribeirão Preto aceitou. Seguido dos pequenos XV de Piracicaba, Red Bull. E da média Ponte Preta. O Santos também aceitou. Corinthians e São Paulo não teriam como protestar.

O bom relacionamento do Palmeiras com a FPF passou a ser absurdo no final da reunião. Quando foi anunciado que a Crefisa patrocinará os árbitros das quartas até a decisão do Paulista. Uma indecência. A empresa que gasta R$ 43 milhões para mostrar sua marca e a da Faculdade das Américas na camisa verde resolveu inovar. E vai pagar todas as despesas de arbitragem até ser definido o campeão paulista de 2015.

Inaceitável. A Federação Paulista de Futebol é a mais rica do país. O faturamento do Campeonato Paulista de 2015 rendeu R$ 130 milhões, entre patrocinadores, tevês, taxas. Impossível que não tenha dinheiro para bancar os juízes nesses jogos finais.

A infeliz decisão deixa sob suspeita todos os jogos. Os árbitros serão mais do que nunca pressionados. A começar por Marcelo Rogério, juiz de Palmeiras e Botafogo. Qualquer erro que derrube um time grande pode ser visto como favorável ao time do Palestra Itália. Na prática seria um rival a menos. Flavio Rodrigues de Souza apitará Corinthians e Ponte. Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza comandará São Paulo e Red Bull. E Santos e XV de Piracicaba terá Guilherme Ceretta de Lima.

1 A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha...

O patrocínio seguirá nas semifinais e na decisão. Uma vergonha!

Lógico que a Fifa proíbe patrocínios que sejam conflitantes, como é o caso. Mas a Federação Paulista de Futebol já avisou. Não voltará atrás. Fará valer o seu direito de organizadora. E a Crefisa estará nos uniformes dos árbitros. Além do dinheiro que sairá dos seus cofres para bancar viagens, hospedagem, alimentação. Um escândalo inacreditável em qualquer lugar do mundo. Menos aqui.

4ae6 A Federação coloca sob suspeita a decisão do Campeonato Paulista. É ilegal e indecente o patrocínio da Crefisa, que banca o Palmeiras, aos árbitros nestes jogos decisivos. Vergonha...

Mas este é o futebol brasileiro. Tudo que a Crefisa e a Federação Paulista conseguiram foi empanar um possível título palmeirense. A lente da suspeita estará em cada jogo até a definição do campeão. Principalmente se for verde, com o logotipo da empresa no peito. Enquanto os árbitros são obrigados a divulgar a mesma empresa nas costas. Indecente sob qualquer aspecto.

"Já falei várias vezes. Não tem nada a ver. Isso não importa. Não importa que eles sejam patrocinadores do Palmeiras também. Eu confio nos meus árbitros e isso não vai prejudicar em nada as decisões. Não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra", diz o coronel Marcos Marinho, militar que comanda a arbitragem em São Paulo.

Os dirigentes de futebol desse país já perderam há muito tempo o senso de ridículo. Mas em São Paulo conseguiram ir além...
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Com o apoio da Fifa, CBF, Federações e clubes se juntaram. Desmoralizaram a proposta de Dilma Rousseff. Se for para tentar acabar com os privilégios dos dirigentes, não querem o financiamento de R$ 4 bilhões. A utopia acabou…

 Com o apoio da Fifa, CBF, Federações e clubes se juntaram. Desmoralizaram a proposta de Dilma Rousseff. Se for para tentar acabar com os privilégios dos dirigentes, não querem o financiamento de R$ 4 bilhões. A utopia acabou...
Acabou a utopia. Os ingênuos que acreditavam que a CBF e os clubes aceitariam as imposições da presidente Dilma. Pelo financiamento de R$ 4 bilhões em 20 anos, aceitariam as imposições. De uma hora para outra iriam abrir mão de privilégio de décadas.

Foram 16 representantes da Série A até o Rio de Janeiro. Não por acaso, na sede da CBF. E mandaram seu recado. Não vão aceitar as imposições feitas pelo governo. Querem o dinheiro. Mas não aceitam contrapartidas. Usarão o escudo da Fifa para não se democratizarem, não serem obrigados a ter responsabilidade.

Aqui os sete itens que, utópicos, sonhavam que os clubes e a CBF aceitariam.

1) Publicação das demonstrações contábeis padronizadas, separadas por atividade econômica e por modalidade esportiva, após terem sido submetidas a auditoria independente.

2) Pagar em dia todas as obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e contratuais com atletas e demais funcionários, inclusive quanto ao direito de imagem.

3) Gastar no máximo 70% da receita bruta anual com a folha de pagamentos e direitos de imagem do futebol profissional

4) Manter investimento mínimo nas categorias de base e no futebol feminino (questão que ainda será regulamentada).

5) Não realizar antecipação ou comprometimento de receitas referentes aos próximos mandatos, a não ser em situações específicas como 30% do primeiro ano do mandato seguinte; substituição a passivos onerosos, desde que implique em redução do nível de endividamento.

6) Adotar cronograma progressivo de redução dos déficits que deverão ser completamente zerados a partir de 2021.

O sétimo item vale ser detalhado.

Publicação na internet de prestações de contas e demonstrações contábeis;
- representação de atletas no âmbito dos órgãos e conselhos técnicos que elaboram os regulamentos;
- autonomia do Conselho Fiscal;
- limitação de mandato de até quatro anos para os dirigentes, com apenas uma reeleição, além da inclusão de atletas nos colegiados e na eleição para os cargos.
A MP prevê ainda que os regulamentos das competições disputadas pelos clubes que aderirem ao refinanciamento tenham punições esportivas para quem descumprir as regras a partir de 2016:

Previsão no regulamento geral de competições a exigência de que todos os participantes observem as práticas de transparência e tenham regularidade fiscal atestada por meio de CND.

1reproducao15 793x1024 Com o apoio da Fifa, CBF, Federações e clubes se juntaram. Desmoralizaram a proposta de Dilma Rousseff. Se for para tentar acabar com os privilégios dos dirigentes, não querem o financiamento de R$ 4 bilhões. A utopia acabou...

Previsão, a partir de 2016, no regulamento geral de competições, no mínimo, as seguintes sanções: advertência; proibição de registro de novos atletas; rebaixamento para divisão inferior.

Fora o polêmico item que responsabilizaria os dirigentes por gestões irresponsáveis, corruptas. Eles teriam de arcar com seus bens particulares se fosse comprovada a má administração. Fora a criação de um órgão que regulamentaria, acompanharia a vida financeira dos clubes, federações e da própria CBF. Os dirigentes ficaram revoltados, não aceitariam esse controle de jeito algum.

Simplificando. O Bom Senso FC convenceu o ex-ministro Aldo Rebelo que o governo deveria parcelar R$ 4 bilhões de dívidas que os clubes têm com o governo. São impostos que as empresas sérias deste país, quando ficam devedoras, podem até fechar. Mas os clubes, não. Tudo sempre foi empurrado com a barriga. Loterias foram criadas tentando facilitar o pagamento. Só que nunca adiantou.

Líderes do Bom Senso tentaram ser oportunistas. Acabarem com o vergonhoso calote e atrasos de salários e direitos de imagem, práticas corriqueiras no futebol brasileiro. E também com a perpetuação dos dirigentes nos cargos. Tanto nos clubes, como nas Federações e na CBF. Seria um toma lá, dá cá.

Jornalistas famosos, importantes, consagrados se deixaram iludir. Acreditaram que pessoas entronadas no poder iriam abrir mão de reeleições, escancarariam as finanças, trariam transparência às negociações. 'Jogariam dinheiro fora', de acordo com essas pessoas, com futebol feminino. E ficariam de joelhos, modernizando a força as categorias de base. Só para posarem de democratas. De jeito algum.

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O blog teve acesso a vários dirigentes de clubes brasileiros. Em off, declararam que se fosse assim, não aceitariam o dinheiro. O pressionado governo de Dilma que desse o dinheiro e ponto final. Espertos, sabiam que não há força política e, infelizmente, legalidade para impor essas mudanças, democratizar o futebol.

Os dirigentes ontem na sede da CBF, simplesmente riram muito. Principalmente da possibilidade de rebaixamento em caso de não se adequarem às exigências para o empréstimo.

Tudo o que esta Medida Provisória utópica conseguiu foi unir dirigentes de clubes, federações e CBF. Eles tomaram a resolução que não vão aceitar imposição alguma. A MP será inteira alterada. Ou Dilma passará pelo maior vexame. Os clubes não aceitarão esses R$ 4 bilhões.

A bancada da Bola, formada por deputados, senadores, prefeitos e governadores, ligada aos clubes, federações e CBF já foi acionada faz tempo. Tanto que já houve absurdas 181 sugestões de emendas. Todas convergindo para o mesmo tema: não aceitar controle, contrapartida alguma.

A postura é simplista. Se Dilma insistir em tentar controlar os clubes, federações e a própria CBF, ninguém aceita esse parcelamento. Se ela quiser promover uma ação populista, sem contrapartida, tudo certo. Caso contrário, o combinado é boicotar, virar as costas a essa oferta.

Simples. Acabou de vez a utopia. O futebol é o último resquício da Ditadura Militar neste país. Os poderosos estão protegidos pela legislação própria que criaram. Com a bênção da Fifa. Aliás essa legislação que impede a intervenção do governo no comando do futebol nasceu graças a um brasileiro. João Havelange, o ex-sogro de Ricardo Teixeira. Ele sempre soube o que fazer quando era presidente da Fifa. Principalmente recompensar quem o apoiava.

Blatter já se colocou à disposição de Marin e Marco Polo. A Fifa não aceitará intervenção do governo brasileiro na administração do futebol. Se Marco Polo suportar ficar por 40 anos como presidente da CBF, não é problema de Dilma.

Por isso medida provisória alguma, populista oferta de refinanciamento de R$ 4 bilhões não comove nenhum dirigente da CBF, das Federações ou dos clubes. Eles sabem muito bem que o poder que exercem vai muito além dessa proposta de Dilma Rousseff.

A presidente não tinha ideia das pessoas com quem resolveu mexer. Os aplausos fáceis e precipitados da sociedade, da imprensa, viraram profundo constrangimento. Talvez Dilma comece agora a entender porque entrou o troféu da Copa do Mundo para a Alemanha...
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