A explicação para Ronaldinho desmoralizar o Flamengo está no contrato. Não há cláusulas de punição. O clube está de mãos amarradas. Daí, as farras. Por isso Joel Santana chora…

reproducao331 A explicação para Ronaldinho desmoralizar o Flamengo está no contrato. Não há cláusulas de punição. O clube está de mãos amarradas. Daí, as farras. Por isso Joel Santana chora...
Joel Santana já chorou ao falar do Flamengo.

Foi constrangedor.

De dar pena...

As lágrimas mostraram o quanto ele está amarrado.

Ganha para ver e fingir que não enxerga.

Principalmente o que acontece com Ronaldinho Gaúcho.

Não pode desvalorizar o maior investimento do clube.

A estrela internacional.

Era esse caminho que Vanderlei Luxemburgo não queria trilhar.

Só que ele resolveu enfrentar o mostro da Gávea.

Pagou por isso.

E acabou recebendo o indesejável bilhete azul, o da demissão.

Seu clube de coração o enxotou.

O ex-presidente Márcio Braga define bem a situação.

"Patricia Amorim ficou empolgada com a contratação do Ronaldinho.

Se perdeu.

Acreditou ter acertado na loteria.

Pensou que conseguiria trazer milhões ao clube.

Ganhar todos os títulos.

E garantir a reeleição.

Confundiu futebol com natação.

Ele não é César Cielo.

E não protegeu o Flamengo contra Ronaldinho."

O que o dirigente diz a conselheiros do clube teve a melhor tradução nesta quarta-feira.

A revelação é patética.

O Flamengo está há cerca de um mês 'de férias'.

Não chegou às finais do Campeonato Carioca.

E ainda caiu na primeira fase da Libertadores.

A presidente preferiu não buscar amistosos.

Deixou o período para Joel remontar o time.

E fazer o elenco trabalhar muito.

Principalmente a sua maior estrela.

Tudo ia sob aparente controle, até que chegou a quarta-feira pela manhã.

Ronaldinho chegou ao clube no horário, com os seus seguranças.

Disse que estava com dores musculares e que não poderia treinar.

Queria ir para o departamento médico ou para casa.

Zinho, o novo diretor de futebol, usou toda a sua manha de ex-jogador.

Foi conversar com Ronaldinho Gaúcho para saber o que havia acontecido.

Ele sentiu que o jogador aparentava estar sob o efeito de álcool.

Percebeu que, provavelmente, havia emendado a noite com o dia.

E tudo o que queria era dormir.

Zinho não quis nem saber.

Não poderia ser desmoralizado.

Mandou que participasse do treinamento de qualquer maneira.

E lá foi ele dar umas voltas burocráticas em volta do campo.

Era o máximo que poderia fazer.

Enquanto isso, Joel dava um coletivo e preparava o time para a estreia no Brasileiro contra o Sport.

Os jogadores perceberam o que acontecia.

Ronaldinho Gaúcho não foi punido.

E ficou outra vez explícito ao time os privilégios que ele tem.

Quem decidir ir para a festa, beber e não dormir, pode fazer.

O máximo que acontece é ser obrigado a dar umas voltinhas ao redor do campo.

Não há punição, afastamento, punição.

Seus salários atrasam graças à uma briga com a Traffic.

E ele faz a festa.

Sabe que vai receber no futuro.

Milionário não se preocupa.

E se diverte com suas festas que viram a noite...

A direção chegou ao vexame de distribuir uma cartilha de boa conduta.

Ela foi feita pensando em Ronaldinho Gaúcho.

Mas acabou entregue a todo o grupo de jogadores para disfarçar.

Não é preciso escrever que ela foi um fracasso.
divulgacao3 A explicação para Ronaldinho desmoralizar o Flamengo está no contrato. Não há cláusulas de punição. O clube está de mãos amarradas. Daí, as farras. Por isso Joel Santana chora...

Pior para Joel, que outra vez vê a sua figura de comandante ser desmoralizada.

Era tudo o que Luxemburgo tentava evitar ao flagrar Ronaldinho com uma mulher na concentração.

Quando Márcio Braga afirma que o Flamengo não se protegeu do ídolo sabe o que diz.

Não há nada no contrato entre ele o clube que prevê multas, punições ou demissão sumária.

Muito pelo contrário.

No contrato que vale até 2015, sim, até 2015, só o salário de R$ 1,250 milhão mensal.

Ele já recebe esse salário há um ano e meio.

Em conta simples: ele já custou ao Flamengo nada menos do que R$ 22,5 milhões.

E a multa absurda de R$ 400 milhões caso alguém queira contratá-lo.

Não é por acaso que patrocinadores fogem do clube da Gávea.

E principalmente de projetos envolvendo Ronaldinho Gaúcho.

O projeto já se mostrou um fracasso.

Projeções apontam que hoje ele valeria pouco mais de R$ 6 milhões.

Isso pela fama, pelo passado.

Com a chegada de Marin na CBF, Mano não vai mais convocá-lo.

É uma determinação do presidente.

Uma ordem.

Não quer que ele 'contamine' o grupo de jovens atletas.

Marin ficou revoltado ao saber que ele tinha chances de ir para a Olimpíada.

Cortou qualquer possibilidade.

A notícia que chegou aparentemente alcoolizado à Gávea é mais um triste capítulo.

Patricia Amorim não se preveniu e não há como dispensar o jogador sem pagar até o último dia do seu contrato.

Por isso vai fazer um contrato de risco com Adriano.

Compensar com ele tudo o que fez de errado com Ronaldinho.

Qualquer piscada, o ex-corintiano poderá ser dispensado sem receber um tostão.

Ele está avisado do seu contrato de risco.

Enquanto isso, o Flamengo vai sofrendo com Ronaldinho Gaúcho.

Poucas vezes na história um jogador prejudicou um clube de maneira tão clara.

E os dirigentes não reagem.

Não tem como reagir.

Muito pelo contrário.

Foram amarrados pela empolgação da contratação.

Patricia estava orgulhosa por vencer o leilão com Grêmio, Palmeiras e Corinthians.

E agora?

Só resta esperar.

Assistir de camarote onde tudo isso vai terminar.

Os vexames se sucedem.

São cada vez piores.

A cada revelação fica mais fácil entender porque Joel Santana chora...

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De nada adiantará Luís Álvaro ver Bayern e Chelsea. Se o favorito Santos não curar a ressaca do inútil Campeonato Paulista, 2012 acabará na semana que vem. Adeus Mundial, adeus Libertadores…

reproducao322 De nada adiantará Luís Álvaro ver Bayern e Chelsea. Se o favorito Santos não curar a ressaca do inútil Campeonato Paulista, 2012 acabará na semana que vem. Adeus Mundial, adeus Libertadores...
É para se preocupar.

E muito.

Não pela derrota em si.

Mas pela maneira com que o Vélez anulou o Santos.

Muricy ficou tão tenso com a situação que já implorou à diretoria.

Quer a partida de volta na Vila Belmiro.

O clube que esqueça o dinheiro a mais que arrecadaria no Pacaembu.

O importante é a sobrevivência.

A terceira derrota na Libertadores não pode ser creditada à altitude.

Nem a juiz ou a um acidente de trabalho.

Os argentinos foram superiores.

Conseguiram anular o ataque mais talentoso da América do Sul.

Com rispidez, organização e preparo físico.

Não foi por acaso que o Santos ficou sem marcar.

Não ficava um jogo sem fazer gol, desde a fatídica partida contra o Barcelona.

E não fez ontem também porque caiu na mesma armadilha.

Ricardo Gareca estudou o adversário mais forte.

O time que era de Guardiola serviu de inspiração.

Sem o talento de Messi, Iniesta, Xavi, Fábregas, o argentino pegou o que tinha à mão.

E adaptou.

Não ganhou o jogo no ataque, mas na marcação.

Organizou duas linhas intermediárias.

E ordenou que seu time marcasse sob pressão.

Os jogadores santistas desgastados com as finais e pela festa da conquista do inútil Campeonato Paulista travaram.

Não tinham força física e nem raciocínio para escapar da armadilha.

Parecia que o time estava de novo em Yokohama.

Os genéricos tinham diferença, além do talento muito menor que os catalães.

O Vélez foi um time não violento, mas ríspido.

Com seu preparo físico muito melhor do que o dos brasileiros, não havia espaço para firulas.

Neymar e Ganso eram os alvos.

Acabaram encalacrados, sem saída.

O desafogo do time, Arouca, também foi vigiado e não pôde sair com a bola dominada, cabeça erguida, como adora.

Por onde os santistas tentavam correr, estava o exército azul, com disposição, força e travas das chuteiras à mostra.

Está é a explicação para os patéticos chutões da defesa santista para o ataque.

Não havia meio de campo para conduzir a bola.

Foi uma triste reprodução do vexame no Japão, que nenhum santista esquece.

Por sorte, o placar ficou no magro 1 a 0 para o Vélez.

Rafael ficou vendido no simples desvio de Óbolo.

Gol inaceitável para o goleiro que é candidato a assumir a seleção principal.

Mas depois o goleiro se recuperou fazendo importantes defesas no segundo tempo.

Muricy Ramalho ficou assustado com o que viu.

Neymar não pode dizer que foram só as pancadas de Peruzzi e Cubero que o travaram.

Mas sim as antecipações.

Fernández e Cerro fecharam a intermediária, ocuparam o espaço onde ele gosta de vir com a bola dominada.

Paulo Henrique Ganso estava outra vez passivo demais.

Para um jogador tão importante, ele precisa reagir quando está bem marcado.

Ser criativo, cair pelas laterais, brigar pela bola.

Não simplesmente recuar, passar a atuar atrás dos volantes santistas.

Elano se limitou a cobrar faltas e marcar mal Papa.

Por ironia, ficou claro o erro da liberação de Ibson antes do fim da Libertadores.

O Santos mereceu perder.

Só que ao contrário das derrotas facilmente reversíveis contra The Strongest e Bolívar...

Os argentinos são muito mais perigosos.

Time cascudo e organizado.

Assume a inferioridade técnica mas compensa com organização, preparo físico e garra.

Muricy sabe que o Santos precisa da Vila Belmiro.

Foi bem claro.

O time precisa do caldeirão, dos gritos da torcida.

O Vélez é capaz de tirar o time da Libertadores.

Jogar no Pacaembu seria correr o risco de ganhar uns tostões a mais e depois chorar.

O recado chegou até Luís Álvaro.

O presidente santista que disse que iria para Munique.

Para observar Bayern e Chelsea e espionar o adversário santista no Mundial do Japão.

Brincadeira tola e inconsequente de publicitário.

Antes disso, ele tem de dar condições ao Santos de passar pelo Vélez.

A acanhada Vila nunca foi tão fundamental.

Muricy que segure seus jogadores concentrados, descansando também até quinta-feira.

Principalmente Neymar.

Ele sentiu que é humano.

Desgastado e bem marcado taticamente, a bola praticamente não chega até ele.

Foi o cartão de visitas de um time argentino, que ainda não conhecia.

Desta vez quem fez os salamaleques de apresentação foi o Vélez.

Para derrotar esses argentinos, Neymar, Muricy e o Santos precisam fazer muito mais do que ontem.

A começar jogando no seu quintal, na vila mais famosa do planeta.

E virar as costas ao Pacaembu.

Este é o primeiro passo obrigatório.

Os demais são descansar os jogadores.

Em casa, o troco terá de vir na marcação fortíssima na saída de bola argentina.

Para encurralar o Vélez há que ser ter pulmão, disposição e personalidade.

Muricy tem de compactar o time, ontem a equipe atuou distante demais.

E cobrar forte Paulo Henrique Ganso.

Se ele quer virar o craque que pensa ser, é preciso firmeza de caráter.

Assumir a camisa 10 que carrega nas costas e lutar.

Sendo passivo quando as coisas estão difíceis, não chegará a lugar algum.

Assim como Neymar não pode esperar que os adversários aceitem seus dribles.

Frágil marcação e proteção dos árbitros só no Campeonato Paulista.

O Santos precisa reagir ao choque de realidade que tomou ontem em Buenos Aires.

Para que 2012 não termine no dia 24 de maio...

“Se Luís Fabiano continuar jogando como está, o Mano pode levá-lo para a Copa. Ele é de Seleção Brasileira. Pena que pipocou para jogar no Corinthians.” Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF…

reproducao32 Se Luís Fabiano continuar jogando como está, o Mano pode levá lo para a Copa. Ele é de Seleção Brasileira. Pena que pipocou para jogar no Corinthians. Andrés Sanchez, diretor de Seleções da CBF...
Se Andres Sanchez ainda tiver poder na Seleção...

Há uma excelente notícia para Luís Fabiano.

"Se continuar jogando como está, o Mano pode levá-lo para a Copa.

O Mano está montando a base da Seleção Brasileira.

E vai encaixar alguns jogadores perto de 2014.

O Luís Fabiano tem tudo para ser um deles.

Ele é de Seleção Brasileira.

É ótimo jogador, mas pipocou para jogar no Corinthians."

Andrés revelou o que já foi publicado no blog na tevê, na Band.

Vale relembrar a história.

De acordo com o dirigente, o atacante tinha acertado tudo jogar no Parque São Jorge.

Mas a notícia vazou.

Acabou pressionado por Juvenal Juvêncio e voltou atrás, preferiu o São Paulo.

Luís Fabiano seria o substituto de Ronaldo para Andrés e não Adriano.

O atacante quer mudar a sua imagem no Morumbi.

Apesar de artilheiro, ele só tem no currículo uma conquista com o time de Juvenal.

Só o Rio-São Paulo de 2001 e olhe lá.

O atacante tinha a possibilidade de atuar em outro clube médio na Europa.

Mas preferiu voltar do Sevilla para o Brasil pensando justamente na Copa do Mundo.

Ficou muito frustrado com o que aconteceu na África do Sul, com a eliminação do Brasil.

Fez um pacto com Kaká que os dois estariam no Mundial de 2014.

Está seguindo o seu caminho.

Ele vai completar 32 anos.

Assumiu a capitania do time são paulino com a operação de Rogério Ceni.

Passou por duas cirurgias desde que voltou.

Ficou cerca de seis meses sem poder jogar.

Mesmo assim, já marcou 20 gols desde o seu retorno.

Não perdeu o dom da artilharia.

Mas a falta de sangue frio ainda o acompanha.

Tomou o terceiro cartão amarelo contra o Bragantino em uma partida fácil.

E não disputou a semifinal do Paulista contra o Santos.

Ele quer ganhar de qualquer maneira a Copa do Brasil.

Sabe que a trilha até levar o São Paulo de volta à Libertadores não é nada complicada.

Está vivendo outra vez um momento de empolgação.

Sua confiança é fundamental para o time de Leão.

Agora a confirmação do diretor de Seleções da CBF que pode disputar o Mundial vem na hora certa.

É um estimulante a mais.

Resta esperar se Andres e Mano Menezes vão suportar a pressão até a Copa.

Se aguentarem, só cabe a Luís Fabiano realizar seu último grande sonho na carreira.

E disputar o Mundial de 2014 no Brasil.

Ainda há certa desconfiança em relação a Leandro Damião, Pato, Hulk.

Um jogador experiente poderia ser fundamental para Neymar.

Alguém para suportar a obrigação de ganhar a Copa no Brasil.

Luís Fabiano se encaixaria neste perfil.

Cabo eleitoral de peso e corintiano ele já tem...

O Corinthians escapou da derrota para o Vasco graças a Sandro Meira Ricci. O gol de Alecsandro em São Januário deixou dúvida até no tira-teima. Em dúvida, a Fifa recomenda que o gol seja validado. Por que não foi?

reproducao01 O Corinthians escapou da derrota para o Vasco graças a Sandro Meira Ricci. O gol de Alecsandro em São Januário deixou dúvida até no tira teima. Em dúvida, a Fifa recomenda que o gol seja validado. Por que não foi?

Além das 17 regras do futebol, a Fifa faz inúmeras recomendações.

Entre elas, uma que protege a emoção do esporte.

Em caso de dúvida, o gol deve ser confirmado.

Todos os árbitros mais gabaritados sabem disso.

Sandro Meira Ricci é árbitro Fifa.

Ele é o mesmo juiz que marcou pênalti mais do que duvidoso em 2010.

Penalidade máxima de Gil em Ronaldo.

O Corinthians ganhou do Cruzeiro graças ao lance.

Zezé Perrella, Cuca e os jogadores do time mineiro ficaram revoltados com Ricci.

Nesta madrugada a hashtag #apitoamigo domina o Twitter no Brasil.

Graças ao mesmo árbitro.

E em um lance duvidoso que favoreceu o Corinthians em um jogo importantíssimo.

Aos 26 minutos do segundo tempo, Thiago Feltrin cruzou, Diego Souza ajeitou e Alecsandro fez o gol.

O jogo até então era equilibradíssimo.

Com os sistemas de marcação levando vantagem diante dos ataques.

Era a primeira partida das quartas de final da Libertadores.

Tite abriu mão de um atacante fixo na área.

E travou seus laterais.

Tudo para congestionar o meio de campo e matar a maior arma vascaína: o toque de bola.

Deu certo.

Até por covardia de Cristóvão.

Ele não teve coragem de escalar Juninho Pernambucano e Felipe juntos.

Preferiu colocar o truculento Nilton no lugar de Felipe e facilitou as coisas para o Corinthians.

Faltou consciência, talento no meio de campo carioca para escapar da marcação.

Estava claro que Tite queria o 0 a 0.

Tanto que só houve um contragolpe em velocidade que deu certo.

Quando Jorge Henrique cabeceou e Fernando Prass fez uma grande defesa.

O Corinthians queria levar a decisão para o Pacaembu com a moral de não ter perdido no Rio.

Sem o desespero de ter de reverter o resultado de qualquer maneira.

O empate em 0 a 0 estava perfeito e foi o que conseguiu.

O ambiente no Vasco está péssimo.

O inseguro Cristóvão perdeu de vez o comando do grupo.

Juninho Pernambucano e Diego Souza ficaram revoltados ao serem substituídos.

Não concordaram em deixar o jogo.

Desrespeitaram às claras o treinador.

Cristóvão não tem apoio dos dirigentes para tomar qualquer atitude.

Eles querem a sua saída.

Só esperam o final da participação vascaína para agir.

O post deveria terminar aqui.

Mas não é possível.

Pelo simples motivo do lance aos 26 minutos do segundo tempo.

Na cabeçada de Alecsandro para as redes, Emerson estava na lateral direita.

Atacante, não prestou atenção ao lance como deveria.

Sua posição nula na lateral poderia comprometer o seu time.

E comprometeu.

O assistente Alessandro Rocha Matos marcou impedimento impossível de ser confirmado a olho nu.

Até com o famoso tira-teima, sistema de computação deixa dúvidas.

Não há ninguém em São Januário ou no Brasil que não tenha hesitado em relação ao lance.

Se o gol foi válido ou não.

Aí é hora de voltar para a recomendação da Fifa.

Em caso de dúvida, o gol deve ser validado.

Ou há alguma diretriz secreta que se for contra o Corinthians deve ser anulado.

Sandro Meira Ricci não poderia ter convicção do impedimento.

Assim como o bandeira Alessandro Rocha Matos.

É impossível.

As imagens congeladas da tevê não esclarecem.

Deixam dúvidas.

Na TV Globo, Arnaldo César Coelho durante a transmissão falou que o gol foi legal.

Depois, no tira-teima disse que estava impedido.

Na Fox Sports, Carlos Eugenio Simon vendo o lance de todos os ângulos chegou a uma conclusão.

O gol foi legal.

Ou seja, no mínimo, o lance foi duvidoso.

O gol deveria ser validado.

O presidente vascaíno Roberto Dinamite ficou revoltado.

Disse que não entende a insistência da escalação de Sandro Meira Ricci em jogos decisivos do Corinthians.

Mas Dinamite é muito passivo.

E reclama depois, o que não funciona no futebol.

Deveria ter feito como a direção do Sport que exigiu árbitro estrangeiro contra o Palmeiras na Libertadores de 2009.

O paraguaio Carlos Torres foi a Recife.

O Vasco precisa aprender a agir nos bastidores com os pernambucanos.

Agora o dirigente lamenta, reclama, chuta paredes.

Torcedores revoltados congestionam o Twitter.

Mas nada vai adiantar na prática.

O Corinthians saiu de São Januário com o 0 a 0 que queria.

A pressão está em muito diminuída no confronto decisivo no Pacaembu.

Se o time tivesse perdido por 1 a 0 seria péssimo, o clima do jogo seria outro.

Mas não foi assim porque o gol de Alecsandro foi anulado.

E Sandro Meira Ricci coleciona mais um lance polêmico na sua carreira.

Lance que, por coincidência, favoreceu e muito o Corinthians.

Por pura coincidência, claro.

Quem sabe ele não é confirmado para apitar também na semana que vem?

Se depender da apatia de Roberto Dinamite, o apito é dele...

(Algo muito estranho aconteceu com o tira-teima da Globo.

Pela primeira vez na história ele confirma um jogador estar impedido.

E não dá a distância deste impedimento.

Aparece um desenho do pé de Alecsandro.

E só.

Por que será?)

Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi…

agestado44 Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi...

A recuperação de Lula é fundamental ao Corinthans.

O ex-presidente se mostra revigorado depois do tratamento para o cancêr na laringe.

Está saindo de casa, conversando, articulando.

Desde que foi diagnosticado com a doença, a vida de Andres Sanchez travou.

E a do Corinthians fora de campo também.

O ex-presidente corintiano viu seu grande mentor fora de combate.

Em seguida, Ricardo Teixeira fez o que não poderia,.

Deixou a presidência da CBF e foi buscar abrigo em Boca Raton.

Andrez ficou sem padrinho.

Pagão viu quem não esperava renascer.

José Maria Marin foi o Jason na vida do corintiano.

Ele assumiu a CBF e o apadrinhado passou a ser Juvenal Juvêncio.

O São Paulo tomou do Corinthians o livre acesso à CBF.

A reviravolta foi tardia para a Copa do Mundo.

Mas pode não ser para a Copa das Confederações.

Os estádios estão atrasados e correm perigo.

Salvador e Recife são os mais ameaçados.

E não é que Juvenal Juvêncio disse que o Morumbi está 'às ordens'?

O Itaquerão não é nem levado em consideração.

Marin quer que o novo estádio esteja pronto para abrir o Mundial.

E só.

Sem Ricardo Teixeira e Lula, Andres ficou pagão, vagando como um fantasma na CBF.

O diretor de Seleções e Mano Menezes perderam todo o prestígio que tinham.

O técnico tem que formalmente dizer quem pretende convocar.

E submete os nomes ao veto de Marin.

Andres, matreiro, sumiu do noticiário.

Percebeu que a hora era de se recompor.

E fazer novenas para a recuperação de Lula.

As preces foram ouvidas.

O ex-presidente está recuperado.

Na hora em que o Corinthians mais precisa dele.

Por mais que o clube já tenha oferecido a dezenas de empresas...

Nenhuma se mostrou disposta a pagar R$ 400 milhões para dar nome ao Itaquerão.

Está uma enorme dificuldade.

Todos estão tentando ajudar.

E lucrar, lógico.

Ronaldo com a sua 9ine tentou seduzir a Ambev.

Mas a negociação mal começou e vazou pela imprensa.

E foi travada.

Rosenberg entrou em contato com os representantes da Emirates.

Muita conversa e nada de útil.

O vice corintiano foi até a Pequim.

Tinha esperança que Zizao mudasse alguma coisa.

Mas empresários não se empolgaram com o chinês que não sai do departamento médico corintiano.

O projetos se mostrou um fracasso em todos os sentidos.

Andres tinha a certeza que o Itaquerão teria nome em 2011.

E que R$ 400 milhões deitariam nos cofres corintianos.

Agora tem a esperança que Lula possa ajudá-lo nos contatos.

Principalmente com estatais.

Dilma Rousseff fechou o Palácio do Planalto para o Corinthians.

Andres não é atendido semanalmente pela presidente como era por Lula.

A esperança do dirigente é que tudo mude com a recuperação do padrinho.

Mas ele tenta ser sutil.

Poderia ter forçado a barra e ido no jogo do São Bernardo.

Na tribuna estava José Maria Marin e Lula.

Seria óbvio estar o ex-presidente corintiano.

Mas ele não foi porque sabia que seu grande novo inimigo ocupava um belo lugar.

Marco Polo del Nero é o mentor de Marin.

E trouxe o poder das decisões do futebol brasileiro para São Paulo.

Andres nunca teve proximidade de Marco Polo.

Não pensou que precisava.

A roda gigante mudou de posição e ele estava em baixo, preocupado.

Sem poder, esquecido.

Lula revigorado é a sua esperança.

Quer virar o jogo novamente.

Mas está difícil.

Um ex-presidente nunca é tão influente como nos tempos em que estava no poder.

Sabe que Lula fará o que puder.

Nada é garantido como outrora.

Sem Luis Ignácio da Silva, o Itaquerão não sairia do papel.

A cúpula da Odebrecht, a luta de Kassab pela isenção fiscal de R$ 420 milhões.

Os R$ 80 milhões de 'apoio' de Alckmin.

A participação do BNDES.

E tudo o que está sendo necessário para a construção do estádio de um bilhão de reais.

A participação de Lula junto a Ricardo Teixeira e à Fifa foi primordial.

Agora seu poder é menor, mas continua poderoso.

E sua ligação ao Corinthians é algo que transcende a lógica.

É uma paixão de torcedor.

Como Laudo Natel, que ama o São Paulo e fez tudo pelo Morumbi.

Assim fica mais fácil entender a felicidade de Andres Sanchez...

reproducaospfc Lula recuperado. Para alegria de Andres Sanchez. Lula representa para o Corinthians e, para o Itaquerão, o que Laudo Natel foi para o São Paulo e para o Morumbi...

Corinthians, Vasco, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético, Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad. A importância do primeiro jogo eliminatório na Libertadores e na Copa do Brasil…

divulgacao038 Corinthians, Vasco, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético, Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad. A importância do primeiro jogo eliminatório na Libertadores e na Copa do Brasil...
A angústia do primeiro jogo de dois eliminatórios.

Vasco, Corinthians, São Paulo, Goiás, Palmeiras, Atlético...

Vitória, Coritiba, Libertad e Universidad de Chile...

Cada um deles com um plano diferente para sobreviver.

A começar pelo Vasco.

Cristóvão e seus experientes jogadores sabem que hoje é o dia.

Usar o caldeirão de São Januário para vencer o Corinthians, de qualquer jeito.

Um gol de vantagem está excelente.

Tite deixou escapar que não desejava confronto com times brasileiros antes da final.

O motivo todo torcedor de arquibancada sabe.

E os vascaínos também.

Quando o time pisa no Pacaembu precisando da vitória para não ser eliminado é uma agonia.

A Libertadores é o campeonato dos sonhos e do desespero para corintianos.

O torneio tira os torcedores e dirigentes do sério.

O ambiente fica insuportável.

O time acaba transpirando não suor, mas medo.

"Foi como nós eliminamos o Corinthians.

Sabíamos que nosso time era mais fraco, só que eles travariam.

E travaram mesmo no Pacaembu, com Ronaldo, Mano e tudo mais."

Esta a explicação de Vagner Love lembrando do que aconteceu na Libertadores de 2010.

As equipes brasileiras costumam tirar vantagem do trauma.

Assim, Cristóvão preparou seu time para resolver a situação hoje.

Mesmo sem Dedé, melhor zagueiro do País, vai abrir seu time.

Nenhuma equipe tem tanta massa encefálica.

Juninho Pernambucano e Felipe compensam em neurônios os muitos anos.

Caberá aos dois ditarem o ritmo do jogo.

E fazer com que Diego Souza e Éder Luís abram espaço para Alecsandro resolver.

Fágner e Thiago Feltri também estão liberados para jogar como pontas.

A ordem é conseguir a vitória de todo o jeito.

Plano exatamente contrário ao de Tite.

Não foi por acaso que o treinador não deixará um atacante fixo.

Seu sonho é ver seu time se comportando como o Barcelona de Itaquera.

Com Danilo, Alex, Jorge Henrique e Emerson trocando passes e posições.

Fazendo com que o Corinthians acabe com o ímpeto vascaíno tocando a bola.

De pé em pé para deixar o ritmo lento, procurando espaços na fraca defesa carioca.

Não haverá pressa.

Muito pelo contrário.

Tite não pensa na história mais batida da Libertadores.

Perder marcando gols é interessante para quem decide em casa, na próxima rodada.

Pode ser para todos os outros times, menos para o Corinthians.

Derrota em Libertadores significa um pé no Apocalipse.

É proibido sonhar com a postura ofensiva que o time adotou no México, contra o Cruz Azul.

Será muito mais próxima da contra o Emelec no Equador.

O sonho é travar o advesário fora e matar em casa.

Simples assim.

Um empate seria considerado maravilhoso.

A maior chance de vitória paulista será nas bolas aéreas.

O treinador sabe que é o caminho diante de Renato Silva e Rodolfo.

Escanteios e faltas laterais serão a válvula de escape.

Mais do que as bolas levantadas por Alex, o grande medo em São Januário tem nome e sobrenome assustadores.

Sandro Meira Ricci.

Ninguém o queria neste jogo.

Foi uma teimosia de Sérgio Correa.

A sorte está lançada.

No Morumbi, a dupla caipira Leão e Paulo Miranda são as estrelas.

O treinador resolveu enfrentar a diretoria e o bom senso.

Escalou o zagueiro que foi afastado das partidas contra a Ponte por Juvenal Juvêncio.

Quis mostrar que manda na escalação do time, mesmo com a direção não querendo o retorno do jogador.

Leão está por sua conta e risco.

Ele tem contas para acertar com o campeão goiano.

O Goiás foi a última equipe que treinou antes de ser aposentado compulsoriamente.

Saiu de lá brigado com a direção.

Ouviu que estava acabado para o futebol.

Passou um período no exílio até que Juvenal o resgatou.

E o vaidoso técnico quer mostrar o quanto estavam errados os dirigentes do Planalto Central.

Colocará o São Paulo para matar a decisão no primeiro jogo.

Todo escancarado no ataque.

Só Denílson protegendo Paulo Miranda e Rhodolfo.

Casemiro, Cícero, Jadson, Lucas e Luís Fabiano na frente para limpar a honra de Leão.

Douglas e Cortez estão liberados para atacar.

Ao mesmo tempo, se precisar.

Será a certeza de muita emoção e pouca razão no Morumbi.

O Goiás de Enderson Moreira não é ingênuo.

Muito pelo contrário.

É um time de muita pegada, marcação no meio de campo.

E velocidade no contragolpe.

Enderson até que está gostando dessa ansiedade são paulina.

Seu plano de jogo busca explorar exatamente essa correria desenfreada que Leão quer.

Ele sabe o quanto o time paulista se desmancha taticamente quando ataca.

E vem preparado para contragolpes cirúrgicos.

Acredita ser o segredo para mostrar à direção do seu clube que estava certa.

Não adianta ter um técnico do Sudeste famoso e ultrapassado.

Leão quer acabar com as quartas de final da Copa do Brasil hoje.

Enderson também.

Cada qual de sua maneira.

Em Curitiba, o medo entra em campo com o Palmeiras.

Luiz Felipe Scolari não se esquece dos 6 a 0 contra o Coritiba.

O Atlético Paranaense de Carrasco não tem o toque de bola e nem a eficiência ofensiva do time de Marcelo Oliveira de 2011.

Mas é uma equipe ferida, raivosa.

O rebaixamento no Brasileiro de 2011 empurrou o clube para a Série B.

Houve uma reestruturação profunda.

O time joga a Copa do Brasil para resgatar o orgulho.

Está mais atormentado por perder o Paranaense na decisão por pênaltis.

Quer usar o Palmeiras para se vingar.

O treinador uruguaio sabe que terá pela frente uma equipe famosa.

Mas limitada.

Vai usar a força, a virilidade para tentar ganhar bem o jogo.

Sabe da insegurança de Maurício Ramos e Leandro Amaro em qualquer cruzamento.

O Atlético tem seu Marcos Assunção: Paulo Baier.

Será um duelo de bolas aéreas.

Manoel e Renan Foguinho se viram um pouco melhor.

O time paranaense sabe que depois da Copa do Brasil virá o ostracismo.

A dureza da Série B.

E faz da competição o seu torneio do ano.

Luiz Felipe sabe que está em contagem regressiva no Palmeiras.

Não renovará seu contrato nem sob tortura.

E quer tirar o trauma de Curitiba.

Escapar de outra humilhação.

Com um time tão sem esperanças quanto o de 2011, ele vai tentar se defender no Paraná.

E rezar para que o inconstante Valdivia esteja disposto e em um bom dia.

O pior custo/benefício do futebol brasileiro estará de novo com a camisa 10 verde.

Banido da Seleção Chilena, cabe a ele ser o articulador dos contragolpes verdes.

E tentar levar a bola para Barcos, que mostra uma enorme dificuldade contra times bons.

Foi o rei contra equipes de aluguel no Campeonato Paulista.

Resumo da ópera, o Palmeiras jogará em Curitiba para escapar de um novo vexame.

E o Atlético quer se vingar do mundo e aproveitar os holofotes diante do time do angustiado Scolari.

O Vitória perdeu a hegemonia do futebol baiano no domingo.

E tem de reagir.

Na sua casa contra o Coritiba, campeão paranaense.

O time passa pelo ridículo.

Insiste com Paulo César Carpegiani.

O técnico que aceitou a proposta, mas teve de voltar atrás.

Sua mulher não queria que trabalhasse em Salvador.

O treinador mandou avisar que mostrou quem manda em casa.

Conseguiu a carta de alforria e deve assumir o clube.

Tristes dirigentes que dependem de uma crise entre marido e mulher para seguir em frente.

O eterno interino Ricardo Silva sabe que o empate em casa é interessante.

A começar por não poder escalar o goleiro Renan, machucado.

Douglas, o vilão da decisão do Baiano, continuará no time, apesar do protesto da torcida.

Pedro Ken e Uelliton foram suspensos na partida de eliminação do Botafogo.

Romário, Nino Paraíba e Léo continuam machucados.

O Vitória estará desfigurado, abatido pela perda do título para o Bahia.

E com Ricardo Silva de saída.

A sempre empolgada torcida baiana está insatisfeita com o clube na Série B novamente.

O lado psicológico da partida pende para o lado do Coritiba.

Com a conquista do Campeonato Paranaense, no domingo, Marcelo Oliveira está empolgado.

Quer conquistar a competição que foi vice em 2011.

O estilo de toque de bola em velocidade não mudou.

Os deslocamentos, as infiltrações e, principalmente, as triangulações fazem do Coritiba uma das equipes mais modernas do País.

Além disso tem Everton Ribeiro em ótima fase.

Mesmo sem a regência de Theco, o Coritiba é franco favorito hoje em Salvador.

Tem tudo para deixar bem fácil a situação na partida de volta das quartas no Paraná.

Já Libertad tem na violenta torcida paraguaia a sua maior arma contra a Universidad de Chile.

Os chilenos tem uma equipe de toque de bola, a ponto de ser batizada de Barcelona da América do Sul.

Vendeu jogadores importantes e fragilizou seu sistema defensivo.

A Universidad foi goleada pelo Deportivo Quito, mas deu a volta por cima.

Foi sensacional...

A velocidade é o ponto forte do Libertad neste primeiro confronto das quartas da Libertadores.

Enquanto a equipe andina tentará impor seu toque de bola.

Jogo muito interessante e imprevisível.

A noite desta quarta-feira será fundamental para o destino destes dez times em 2012.

Mostrará toda a importância do primeiro jogo de dois eliminatórios.

E que muita coisa já está decidida quando começa o segundo...

“Não ficaria surpreso se Anderson Silva parasse depois de lutar com Sonnen. Não há adversários à sua altura no UFC. Ele sabe disso.” Eduardo Ohata, autor da biografia do melhor lutador de MMA de todos os tempos…

reproducao4477 Não ficaria surpreso se Anderson Silva parasse depois de lutar com Sonnen. Não há adversários à sua altura no UFC. Ele sabe disso. Eduardo Ohata, autor da biografia do melhor lutador de MMA de todos os tempos...

Anderson Silva.

"O maior lutador de MMA de todos os tempos."

A definição é de Dana White.

O presidente do UFC não morre de amores por ele, mas reverencia o seu talento.

É obrigado.

Anderson é campeão dos médios desde outubro de 2006.

Foram nove defesas de cinturão.

Quebrou todos os recordes da entidade.

É cultuado no Japão, na Inglaterra e, principalmente, nos Estados Unidos.

Quase um semideus.

Mas no Brasil nunca teve essa notoriedade.

E isso sempre o incomodou.

Com o UFC disposto a fazer valer o ditado que é o esporte que mais cresce no mundo...

Os irmãos Fertitta, donos do evento, resolveram incluir o Brasil no circuito.

E lógico que Anderson foi a estrela principal do UFC no Rio.

A partir deste vendo, decidiu que a hora havia chegado.

Seria conhecido no seu país.

Virar um ídolo nacional, como sempre foi seu sonho.

E passou a fazer uma contínua peregrinação em programas de tevê.

Foi para rádio, falou a jornais, sites.

Mas nunca foi tão profundo, intenso como na sua corajosa biografia.

Anderson escolheu com cuidado a quem iria contar a vida sofrida que teve.

E a reviravolta no destino que o transformou no maior lutador de MMA de todos os tempos.

Eduardo Ohata foi o jornalista privilegiado que ouviu sua história.

Responsável pela coluna mais respeitada de bastidores do futebol brasileiro, o Painel.

Ohata é também um especialista em boxe e artes marciais.

O jornalista conseguiu revelações incríveis do reservado Anderson.

Como a que chegou a pegar uma arma para matar o treinador Rafael Cordeiro.

O sentimento de culpa que carrega por não ter recursos quando sua filha morreu nos seus braços.

Ter perdido os cabelos que desejava lisos passando um creme chamado Alisabel.

E inúmeras outras.

O livro se chama O Relato de Um Campeão. Nos Ringues e na Vida.

O Brasil começa a conhecer de verdade Anderson Silva.

Ninguém melhor de quem teve o privilégio de partilhar a intimidade de Anderson para decifrá-lo.

Em entrevista exclusiva com Eduardo Ohata a oportunidade de entendê-lo.

O Anderson está com 37 anos. Até quando o Anderson vai lutar?

Eu tenho a nítida impressão que essa luta contra o Chael Sonnen pode decidir seu destino. Ele já é campeão dos médios há seis anos. Não há ninguém mais na categoria com chance de brigar de verdade pelo cinturão. O Sonnen é a última esperança do UFC, dos fãs que desejam um combate disputado. Na histórica luta entre eles, o Anderson estava com uma costela trincada. E o Chael dopado. Mesmo assim, o brasileiro ganhou. Se vencer novamente sabe que não há na sua categoria alguém para ameaçá-lo. Eu não ficaria surpreso até se ele resolvesse parar de lutar. O seu espírito não é de uma pessoa que vai ficar lutando até não poder mais. Muito pelo contrário, o Anderson quer parar no auge, para ser lembrado. O motivo é simples. Sua alma é de professor, não de lutador. Seu sonho é montar uma rede de academias de MMA pelo Brasil e talvez até nos Estados Unidos. Tenho a certeza que ele está usando as lutas para se tornar uma legenda. E usar a sua fama para atrair alunos e dar aulas. Ele não tem raiva, sentimento de vingança, ódio. O Anderson se tornou o maior lutador de MMA de todos os tempos tirando o sentimento das lutas. Ele é frio, calculista e estuda demais os adversários. E a cada vitória ele sabe que fica mais famoso, mais rico e mais próximo de parar e voltar a dar aulas, como fazia quando nem era ainda lutador.

Por que o Anderson Silva é tão vitorioso?

Porque ele desenvolveu o dom natural estudando, ralando muito. Desde menino lutou taekwon-do, jiu-jitsu, muay thai, boxe, capoeira. Naturalmente foi se preparando para o MMA sem querer. E ele mergulhou de cabeça em cada estilo. Ele é paulistano, mas cresceu em Curitiba, criado pelos tios. Sua educação foi rígida, firme como um militar. Anderson tem uma disciplina que foge do normal. Perfeccionista, ensaia um golpe que vê ou imagina até deixá-lo perfeito. Como em todos os fenômenos esportivos, ele seu instinto aguçado antecipa o golpe do adversário. Não só sabe como neutralizá-lo como contragolpear, aplicar um chute, soco ou finalização que o rival não espera. A luta se desenvolve antes na sua cabeça. Ele é um gênio dentro do octógono. E tem outra característica importante. O seu poder esquiva é enorme e não se machuca. E também não tem interesse em machucar ninguém. Quer logo finalizar a luta e seguir sua vida. Sabe da importância do show no UFC, mas para ele é o seu trabalho. O faz da melhor maneira possível. Suas lutas são tecnicamente incríveis.

O presidente do UFC, Dana White, detesta o Anderson? O que ele fez em Dubai, com Damien Maia, não dá razão ao americano?

O Dana não pode detestar o Anderson já que ele é o seu melhor lutador. E de todos os tempos. Ninguém ganhou tantas lutas de maneiras fulminantes, empolgantes como ele. O que acontece é que o Anderson é um monge. Ele gosta de treinar, ensinar, se aperfeiçoar. Não curte ficar promovendo lutas e o UFC como Dana White gostaria. Mas ele sabe muito bem o que significa de lucro, de pay-per-view as lutas do Anderson. O que houve em Dubai foi ruim para o Anderson. Ele ficou ofendido com o Demian Maia. O Demian disse que não o respeitava como homem. Isso foi fatal. Mexeu com a honra dele. Anderson sabe da necessidade de promover a luta, de um atletar provocar e até ofender o outro atleta. Mas não o homem. Ele tem um código de conduta como um samurai. Não admite que ofendam sua honra. O que fez no octógano foi se vingar. Batia um pouco, xingava, provocava. Não quis acabar logo a luta, só xingar, humilhar Demian. Foram cinco assaltos dessa loucura. O Dana ficou louco. Nem quis colocar o cinturão no Anderson. Ele havia conseguido levar o UFC para Dubai, buscar mais dinheiro e adeptos ao MMA. E Anderson resolve fazer tudo menos lutar contra o Demien. Na coletiva, Dana White disse que pela primeira vez ficou envergonhado por ser presidente do UFC. Estava vexado pelo que o brasileiro havia feito. Anderson estava perto, mas como não entendia inglês, só sabia que Dana estava irritado. Depois de alguns dias, quando soube tudo o que Dana disse, ele garantiu que iria embora da coletiva e iria pensar se continuaria no UFC. Depois dessa luta, os empresários de Anderson resolveram contratar uma pessoa só para cuidar da sua imagem. A reação mundial foi de indignaçao por esse combate.

Mas o Anderson tem uma postura arrogante, prepotente. Não é um ídolo simpático, embora se esforce...

Eu também tinha essa mesma impressão antes de escrever sua biografia. Ele é muito reservado. Criou um personagem que agrada a mídia, os fãs, mas nunca abre brecha para maiores contatos. É exatamente isso que busca, pouca intimidade. Para os amigos ele é uma pessoa alegre, simpática, muito leal. Tem treinadores fantásticos que sabem que ele é o melhor do mundo. Mas com a noção da realidade. Não o deixam deslumbrar, eles são firmes para mantê-lo com os dois pés na Terra. Sabem que neste mudo do MMA, um soco na cara transforma o melhor do mundo no pior. O Anderson tem de agradecer mesmo ao Minotauro. Ele dá bronca, cobra, mostra erro, exige que evolua. O Minotauro vive repetindo ao treinadores de Silva: 'técnico não pode ser fã. Se for não presta'. A definição é brilhante e ninguém dá moleza ao Anderson. Isso segura o seu ego. Ele acaba expondo ao consumo da mídia o personagem. As pouquíssimas pessoas que chegam perto dele descobrem que é um monge, alegre, simples e muito fiel aos amigos. Fiel. Vou dar um exemplo de como isso conta. Ele treinava junto com Vitor Belfort. E nunca esperava que ele aceitasse enfrentá-lo pelo título. Considerou o desafio uma traição à amizade que tinham. E foi para o combate disposto a mostrar que, nem por cinturão, amigo vira as costas a um amigo de verdade. Mostrou. Com aquele chute que acabou com a luta, Anderson fez Vitor pensar que não valeu a pena enfrentar o amigo.

Quando Anderson Silva virou Anderson Silva?

Foram em dois momentos. Um bem dramático. Quando ele era pobre e apenas dava aulas de jiu-jitsu. Sua segunda filha morreu nos seus braços. Nasceu prematura, seus órgãos não estavam formados. Não resistiu. Sua morte lhe deu trouxe um sentimento de culpa fortíssimo. Ele acredita até hoje se tivesse mais recursos, mais dinheiro, ela talvez tivesse sobrevivido. Foi aí que decidiu que sempre teria recursos de sobra para se um filho seu precisasse de qualquer cuidado médico. Teria dinheiro para cuidar da família em qualquer ocasião. O segundo momento decisivo foi a conquista do seu primeiro cinturão no Shooto, evento no Japão. Foi quando se descobriu um lutador especial, que poderia enfrentar qualquer um. Foi quando comparou seu talento com os demais. A conquista lhe deu a confiança que mostra até hoje. A culpa pela morte da filha e o gosto da primeira vitória marcante estão presente nele até hoje. Em qualquer octógano que pise.

A superioridade do Anderson Silva faz bem para o UFC? Ele quer lutar com o Jon Jones? Com o George Saint Pierre?

Para alguém entender a importância do Anderson ao UFC basta comparar ao Ali no boxe. Os lutadores que o enfrentaram e perderam são muito talentosos, fizeram história. Mas acontece que encontraram alguém fora do normal, que transcendeu. O UFC tem de agradecer ter surgido alguém como ele. E não lamentar se as lutas terminam cedo, nos primeiros rounds. Na categoria médios, como já disse, só restou o Sonnen. Depois não há mais ninguém. O Anderson tem tudo, para se quiser, ficar com o cinturão por anos. Em relação à sonhada luta diante do Jon Jones, não há a intenção de acontecer. Por um motivo muito simples. O Anderson teria de engordar para enfrentar Jones na sua categoria, meio pesado, até 93 quilos. O Anderson luta pelos médios, até 84 quilos. São nove quilos de diferença. Ele perderia sua velocidade e daria toda a chance para o americano, que também é um talento, massacrá-lo. A disparidade de peso inviabiliza a luta. Até porque o Jones não quer descer de categoria, perder peso para enfrentar o Anderson. Aí seria ele que perderia força, vigor físico. O mesmo se aplica com George Saint-Pierre. Luta como meio médio, até 77 quilos. São sete quilos a menos que o brasileiro. Ele não vai engordar e perder velocidade. E o Anderson não vai emagrecer. É a mesma coisa. São supercampeões os três, não vão se expor a um vexame por dinheiro. Não precisam. Essas lutas só vão acontecer no vídeo game. Na realidade, é inviável aos lutadores.

Muito se fala também sobre a vaidade do Anderson. Até onde ela vai?

Ele é um homem assumidamente vaidoso. Passa creme no rosto e tudo mais. A busca pela beleza cobrou seu imposto. Ele é negro e queria alisar os cabelos. Passou muito um creme chamado Alisabel. O resultado foi um desastre. Seus cabelos caíram. Ficou careca. O Anderson adora e sabe dançar muito bem. É um dom que tem a ver com o controle dos movimentos do corpo. Quando era criança antes de começar a lutar, foi para o balé. Adorava. Não se importava com as crianças o provocando, chamando de bichinha. Ele sempre foi muito bem resolvido com isso. Teve várias mulheres. O Anderson adora imitar o Michael Jackson e tem muito talento dançando. As aulas de balés foram marcantes. Se não lutasse, poderia ser um ótimo bailarino.

A história que ele chegou a pegar uma arma para matar o técnico Rafael Cordeiro é terrível...

Ele foi mesmo com um revólver até a frente da academia Chute Boxe em Curitiba para matar o Rafael. Ele havia proibido Anderson de dar aulas de jiu-jitsu sem ser faixa preta. Não importava que fosse em outra academia. Rafael Cordeiro não só falou, mas deu um tapa na cara de Anderson Silva. Ele ficou humilhado e pediu para um amigo lhe arrumar um revólver para matar Rafael. Os dois foram para a frente da Chute Boxe. Mas na última hora, Anderson desistiu. Seu amigo quis matar Rafael para ele, mas Anderson o segurou e disse que havia desistido da ideia. "Foi uma questão de índolo", me disse repetiu várias vezes Anderson. Foi o que melhor poderia ter acontecido. Se tivesse matado Rafael, o mundo não conheceria Anderson.

Você acredita que o MMA chegou de vez para o Brasil? O seu crescimento é incrível...

Eu quero ver o que há de modismo e o que vai sobrar. Acompanho o UFC há quase 15 anos, desde o início. A sua popularização no Brasil tem muito a ver com a qualidade desta geração de lutadores: Anderson Silva, José Aldo, Cigano, Minotauro, Shogun. É empolgante ver um brasileiro campeão do mundo, sendo dono de cinturão. Eles fazem parte da elite do mundo das lutas. A propaganda que o UFC faz é massacrante. Acho que ainda muita gente vive a empolgação da novidade. Vamos ver o que vai sobrar quando tudo fizer parte da normalidade. Estamos ainda sob o efeito da febre. Temos três campeões do UFC: o Anderson, o Cigano e o José Aldo. É eles são lutadores empolgantes. Por enquanto está excelente. O Brasil não pode ser massacrado por eventos. O primeiro UFC no Rio foi maravilhoso. O segundo, nem tanto, com lugares sobrando, você estava lá e viu. O terceiro agora será sem o combate entre Anderson Silva e Sonnen, no Mineirinho. É preciso saber dosar, deixar o interesse aceso.

Três situações me perturbam no UFC. A pesagem que transforma em injustos vários combates. As punições muito leves por doping. E os donos do UFC estarem ligados ao mundo dos cassinos, onde as apostas nas lutas são milionárias.

Eu concordo com você em relação à pesagem. O UFC imitou o boxe. Os lutadores costumam ter um peso e secar de forma rápida e radical para o dia da pesagem. Muitos chegam a perder sete, oito quilos no dia. E 24 horas depois, na hora da luta, estão com grande parte desses quilos. Pior para quem tem metabolismo lento ou que não luta de verdade na sua categoria. Levam enorme desvantagem. Já se tentou fazer a pesagem no dia das lutas, mas os atletas chegavam a ela muito desgastados para perder peso. E caía a qualidade dos combates. Não me preocupo com as altas apostas feitas nos cassinos. Os resultados dos combates no UFC nunca levantaram suspeitas. Agora o que admito é esse desleixo com o doping. O Sonnen como exemplo. Ele lutou dopado contra o Anderson. Ficou seis meses suspenso. É o tempo médio que lutadores ficam sem poder combater. Não concordo. Mas no resto, o UFC é bem organizado demais. É uma máquina de promoção, entreter e fazer dinheiro.

Como você acredita que será a luta entre o Anderson e o Sonnen? E como você pode resumir o Chael Sonnen?

A luta será perigosa para o Anderson. Vou usar o boxe para explicar. O Frazier ganhou do Ali. O Ali humilhou o Foreman. O Foreman massacrou o Frazier. É uma questão de estilo. O Sonnen pegou como ninguém o tempo de queda do Anderson. Na primeira luta entre os dois, o derrubou como quis. Perdeu no finalzinho, mas havia ganho o combate, se não fosse o sensacional triângulo do brasileiro. É preciso descontar o fato de o Anderson ter lutado com uma costela fissurada e o doping do Sonnen. Mas tenho receio desta luta. Quanto ao Sonnen ele é imbecil. Passou da conta na promoção das lutas. Dizer que todos cheiram cocaína no Brasil, que vai invadir a casa do Anderson para dar um tapa no traseiro da sua mulher... É um palhaço do mal. O UFC elimina um lutador porque resolveu brincar sobre estupro. O Sonnen ofende um país e nada acontece. Ele está manchando a imagem do UFC. Dana White tem de acordar e eliminar esse boçal que só está atrapalhando o esporte.

Você entrevistou também o Mike Tyson, que comparação faz ao Anderson Silva?

São dois gênios das lutas. Atletas fenomenais. Que marcarão esta e as próximas gerações. Mas com uma grande diferença. Embora os dois tenham surgido da pobreza, de famílias desestruturadas, Mike Tyson não teve quem o orientasse na infância, na adolescência. E acabou se perdendo ao virar homem. Anderson Silva, não. Teve um tio que lhe deu disciplina, valores na vida. Ele é determinado e centrado como Bruce Lee por causa da educação firme dada por seu tio em Curitiba. Ele o preparou para a vida. O trauma da sua morte também pesa demais para Anderson Silva. Sua identificação com o Homem Aranha tem a origem pelos dois terem sido criados pelos tios. E como o super-herói, Anderson não pôde evitar a morte do tio que era mais do que um pai para ele. Por isso escolheu o mais triste dos heróis para usar o apelido. Ao entrar para lutar, todos sabem: lá vem Anderson 'Spider' Silva. O melhor lutador de MMA de todos os tempos...

José Maria Marin encantado com Muricy. Ele ganha pontos preciosos para substituir Mano Menezes. Enquanto a falta de respeito à hierarquia de Felipão desilude seu maior defensor: Marco Polo del Nero…

reproducao1 José Maria Marin encantado com Muricy. Ele ganha pontos preciosos para substituir Mano Menezes. Enquanto a falta de respeito à hierarquia de Felipão desilude seu maior defensor: Marco Polo del Nero...
Uma guinada que pode mudar o rumo do futebol brasileiro.

No São Paulo, dirigentes e conselheiros comentam.

José Maria Marin está encantado com o trabalho de Muricy Ramalho.

Admirado com o que faz com o Santos.

Com Neymar, com Ganso...

A história vazou no Morumbi graças à proximidade de Marin com Juvenal.

O presidente da FPF e mentor do atual dirigente da CBF é Marco Polo del Nero.

Ele é conselheiro vitalício do Palmeiras.

Sabe tudo e mais um pouco do que acontece no clube de seu coração.

E o descontrole emocional de Luiz Felipe Scolari é assunto predileto.

Principalmente à ala ligada a Frizzo, que Marco Polo tem acesso.

O dirigente é defensor de Felipão na vaga de Mano Menezes.

Para ele, não haveria nem a necessidade de um fracasso nas Olimpíadas.

Sempre foi.

Ou pelo menos ao saber do quanto Felipão está nervoso e estressado.

Marco Polo é viciado em hierarquia.

Advogado, faz questão de ser tratado por doutor.

Ele ficou revoltado ao saber que Felipão disse que faltava hombridade à direção do Palmeiras.

O treinador agiu assim para tentar se defender dos inúmeros jogadores ruins que chegam e vão do clube.

Todos com o seu aval, como dizem conselheiros a jornalistas.

Seu assessor descobriu o que se passava e aconselhou o treinador a uma resposta.

Ele disse que os jogadores ruins eram aqueles oferecidos pela diretoria.

Felipão revelou que pediu jogadores bons, mas sempre ouvia que o clube só tinha dinheiro para estes atletas limitados.

Sem ter o que fazer, o treinador os aceitava.

E dispensava quem considerava fraco demais.

Marco Polo considerou uma traição do treinador.

Ele expôs a direção palmeirense.

É tudo o que não quer que aconteça com o técnico da Seleção.

José Maria Marin deu um longo abraço em Muricy na conquista do tri paulista pelo Santos.

Sabe do arrependimento de Juvenal Juvêncio por ter ouvido Leco e dispensado Muricy do São Paulo.

Marin já passa a acreditar que é mais justo dar o cargo para Muricy e não mais para Felipão.

O novo presidente da CBF quer alguém leal ao extremo, em caso de queda de Mano.

Ele quis saber mais detalhes da permanência de Muricy no Fluminense quando foi chamado para assumir a Seleção.

Vibrou ao ter a confirmação que o treinador foi fiel à direção do clube que não aceitou liberá-lo.

Luís Álvaro também não conteve os elogios a Muricy para o presidente da CBF.

O próprio treinador santista já tem uma postura mais firme se vier o convite.

"Eu não tive nada a ver com o que aconteceu entre o Fluminense e a CBF.

As diretorias eram brigadas, não se falavam.

Eu estava no meio das duas.

Se o convite fosse feito direto da CBF ao clube tudo talvez fosse diferente.

Com o Santos não tem esse problema.

Mas não quero tomar o cargo de ninguém.

O cargo na Seleção está muito bem entregue ao Mano.

E ele deve continuar até a Copa de 2014.

Eu continuo trabalhando muito feliz no Santos.

Não quero o cargo de ninguém."

As frases de Muricy chegaram aos ouvidos de Marin e Marco Polo.

Os dois ficaram encantados.

Bem ao contrário de, na semana passada, quando ouviram os palavrões de Felipão.

Felipão está perdendo prestígio na eventual briga de sucessão de Mano.

Muricy nunca esteve tão bem cotado.

O assessores do treinador recomendou que não faltasse hoje à festa de entrega das medalhas ao campeão paulista.

Marco Polo será o anfitrião.

A festança será na Federação Paulista de Futebo.

E há enorme chance de José Maria Marin estar por lá.

A ocasião tem tudo para ser excelente para Muricy...

Oswaldo de Oliveira. Ótimo para o Japão. Ruim para o futebol brasileiro. Pior para o Botafogo. Excelente para o Fluminense, campeão carioca de 2012…

divulgacao3255 Oswaldo de Oliveira. Ótimo para o Japão. Ruim para o futebol brasileiro. Pior para o Botafogo. Excelente para o Fluminense, campeão carioca de 2012...
Oswaldo de Oliveira falou que o caminho do Botafogo é o da continuação.

Quer seguir trabalhando.

Mesmo com o time humilhado.

Em uma semana importantíssima, sob seu comando, a equipe sofreu sete gols.

Marcou dois.

Foi eliminado da Copa do Brasil em casa pelo Vitória.

E perdeu o título carioca de maneira vexatória para o Fluminense.

Oswaldo de Oliveira foi para o Japão porque não tinha mercado no futebol brasileiro.

Não entre os grandes.

O motivo é o mesmo que afastou Caio Júnior do País.

O treinador botafoguense não tem o perfil que times nacionais exigem.

É apático e não passa confiança no banco de reservas.

Quando tudo está ruim e seus jogadores procuram soluções, apoio, estímulo, não encontram.

Esta tem sido uma triste sina.

Mesmo a ausência de Fred não ajudou ao Botafogo na final de hoje.

O time estava destroçado com a goleada por 4 a 1 que havia sofrido no domingo passado.

Oswaldo foi responsável pelo vexame.

Mesmo com o time com um jogador a menos, ele não teve visão e comando para segurar sua equipe.

O bom senso indicava que o melhor seria segurar um gol de desvantagem.

E tentar mudar as coisas neste segundo jogo.

Mas ele escancarou a equipe no ataque.

O Botafogo foi goleado nos contragolpes: 4 a 1.

Resultado impossível de reverter.

Depois veio a atuação patética contra o Vitória.

Lucas foi expulso de novo e o time naufragou.

Na decisão de hoje, a equipe brigou, em alguns momentos foi até melhor do que a do Fluminense.

Mas todos sabiam que tudo estava definido no último domingo.

Até que veio o gol de Rafael Moura.

E a confirmação da semana mais do que frustrante do Botafogo.

O clube que se gabava por ser o último dos invictos entre os clubes grandes do país.

Ganhou quando nada valia.

Na disputa verdadeira, por títulos, fracassou.

O treinador que é bom para os japoneses foi péssimo para os botafoguenses.

E mal terminou a partida, ele pediu para continuar.

Quem acompanha a carreira de Oswaldinho desde os tempos do Corinthians sabe que é assim.

Ele ganhou fama com o título mundial de 2000.

A equipe havia sido montada por Luxemburgo.

Tinha jogadores importantes que não precisava de treinador.

Fabio Luciano, Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho Carioca e Luizão comandavam o time.

Mas Oswaldinho de Oliveira ficou com o mérito.

O gesto dele 'abraçando' a torcida foi histórico.

E vazio.

Os anos passaram e as decepções se acumularam.

O que aconteceu hoje no Engenhão foi apenas mais uma.

O Fluminense, que nada tem a ver com a escolha da direção botaguense, comemora.

E Oswaldo fala em continuação do trabalho.

Com ele é assim.

Perdeu, vamos para outra...

O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé…

divulgacao9923 O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé...
Na festa do novo tricampeonato paulista, hora de reflexão.

No Cruzeiro, no Vasco, no Palmeiras, no São Paulo, no Grêmio...

E se esses clubes tivessem se estruturado...

E segurado Ronaldo, Romário, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho...

Desse condições para esses jogadores ficarem na plenitude de suas carreiras atuando aqui.

Com coragem e muito dinheiro, o Santos reverteu a maré.

"Deixamos de trocar pedras preciosas por espelhos.

Não somos mais índios que entregam seus diamantes.

Com o Neymar acabou a festa.

Europeu aprendeu que não aqui não é mais a casa da Mãe Joana.

O talento é do Santos e vai ficar no Brasil.

Se quiserem, que desta vez eles assistam o Neymar na televisão.

Não nós.

Nós o veremos na Vila Belmiro, no Brasil.

Para que não acreditava, ele vai ficar até 2014 ou mais.

Acabou a festa para os europeus, dinheiro nós também temos."

As frases me foram faladas por Luís Álvaro Ribeiro.

O presidente santista foi o grande artífice da festança do Morumbi.

O Santos brincando ganhou o tricampeonato.

Venceu por apenas 4 a 2.

Se jogasse sério poderia ter conquistado uma vitória bem maior e sem susto.

Mas depois da bronca de Muricy Ramalho no intervalo, o time voltou mais consciente e matou o jogo.

O 2 a 2 do primeiro tempo serve como alerta para Rafael, especialista em soltar bolas fáceis.

E que Durval está sujeito a falhas infantis.

No mais, o Santos teve pela frente um adversário brioso.

O Guarani foi além do seu potencial, graças também à distribuição tática do injustiçado Vadão.

No segundo tempo, o Santos mostrou mais pegada, vontade e marcação mais forte.

Fez mais dois gols e venceu com toda a justiça o tricampeonato.

Neymar conseguiu pela primeira vez artilheiro em São Paulo.

Marcou 20 gols.

Está evoluindo rapidamente, gostando de estufar as redes.

Fez a festa, fez amigos pularem das arquibancadas para o gramado.

Ficou só de sunga.

Foi perseguido por centenas de repórteres que invadiram e enfeiaram a festa santista.

Acabou venerado como o maior ídolo do Brasil.

Como toda a justiça.

Mas nada disso teria acontecido se tivesse sido vendido em 2010, como Wagner Ribeiro queria.

Ou em 2011 como Wagner Ribeiro e Ronaldo desejavam.

Em 2012 nem o empresário e muito menor o ex-jogador abrem a boca.

Estão testemunhando que o projeto de segurá-lo no Brasil deu mais do que certo.

Ele já ganha mais de R$ 3 milhões a cada trinta dias.

É tratado como um rei.

Tem a mulher que deseja ao estalar dos dedos.

Se tornou o principal jogador da Seleção.

E desequilibrou o futebol sul-americano a favor do Santos.

Ele sozinho conseguiu fazer o time da Vila Belmiro, o mais admirado pelos rivais.

Como no tempo de Pelé, corintianos, são paulinos e palmeirenses assistem às partidas santistas para ver o show.

Não chegam ainda a ser como seus pais ou avós que iam ao estádio para ver Pelé.

Mas esse dia vai chegar.

Se o Santos continuar a seguir o projeto Neymar, o Brasil vai virar santista.

O Real Madrid e o Barcelona já se dispuseram a pagar R$ 100 milhões por ele.

Mas Luís Álvaro conseguiu dizer não.

Os deuses do futebol também estão abençoando Neymar.

Ele tem uma aura que o protege dos pontápes dos medíocres.

Aliás, os jogadores do Guarani nos dois jogos finais do Paulista foram leais.

E se dobraram diante dele sem apelar, uma postura admirável.

Neymar tem a sorte de contar com Paulo Henrique Ganso e Muricy.

O meia esquerda é o seu parceiro ideal.

Merece da vida um acerto entre Laor e Delcir Sonda.

E ter um plano de carreira digno.

Passar a ganhar muito mais do que os R$ 185 mil que embolsa.

A inteligência, o talento e a frieza de Ganso completam Neymar.

E atraem a marcação adversária.

Fica mais fácil para o atacante dar seus dribles, fazer seus gols.

Ganso está apalavrado com o Porto.

Cabe ao Santos se apressar e segurá-lo também no Brasil.

Muricy é o treinador perfeito para o momento de Neymar.

Alguém que compreende o prazer que ele sente ao driblar, já que era um meia muito talentoso.

E também tem a autoridade para fazê-lo jogar sério.

E é o que o treinador vem alternando para o benefício santista.

Neymar alucinado com a comemoração do tricampeonato paulista deixou escapar.

"Não tenho a menor ideia de onde isso tudo vai parar, de onde vou chegar.

O que eu quero é festejar."

Essa festa toda só aconteceu porque ele ficou.

Está no Brasil.

Poderia estar atuando em qualquer time do Mundo.

Mesmo com apenas 20 anos mostra talento impressionante.

E dá faz o santista chorar de alegria, de orgulho.

Mas provoca um sentimento estranho nos times rivais que já tiveram alguém fora de série?

E se Ronaldo tivesse ficado alguns anos a mais no Cruzeiro?

Romário no Vasco?

Rivaldo no Palmeiras?

Ronaldinho Gaúcho no Grêmio?

Kaká no São Paulo?

Hoje o Santos mostrou que é possível.

Segurou um dos melhores jogadores do mundo.

E desfruta a ousadia.

É tricampeão da Libertadores da América.

E ganha pela terceira vez o tricampeonato paulista.

Luís Álvaro merece o reconhecimento.

Ousou ir além.

Desta vez o diamante foi lapidado no Brasil.

Sorte nossa.

O exemplo foi dado.

Lucas, Oscar, Dedé e Leandro Damião podem ficar mais alguns anos por aqui.

Basta que o exemplo do Santos seja seguido.

A Europa que espere...

reproducaotwitter O Santos, tricampeão da Libertadores e agora paulista, mostrou o caminho. O Brasil está desfrutando seu craque maior: Neymar. A Europa que espere também por Oscar, Lucas, Leandro Damião, Dedé...

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