Lucas Barrios. A grande estrela que o Palmeiras contratou não consegue render. Seu estado físico é de apenas 50%. Precisaria de férias. Mas tem de jogar…

1reproducao28 Lucas Barrios.  A grande estrela que o Palmeiras contratou não consegue render. Seu estado físico é de apenas 50%. Precisaria de férias. Mas tem de jogar...
Já foram cinco partidas com a camisa 10 do Palmeiras. Desempenho pífio, nenhum gol. Ou jogada brilhante. Justo dele, que representa um investimento enorme. O maior no vasto elenco de 25 jogadores que Alexandre Mattos trouxe clube. R$ 7,3 milhões pelos direitos do jogador. Mais 1,8 milhão de euros, cerca de R$ 6,2 milhões,sem impostos, a cada um dos três anos de contrato.

Uma transação de R$ 25,9 milhões. Este o dinheiro envolvido com o argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios.

Donos da Crefisa se apresentaram como mecenas. Colocaram o atacante argentino, naturalizado paraguaio, porque são palmeirenses e muito amigos de Paulo Nobre. Conselheiros da oposição desconfiam que foi o bilionário presidente quem deu o dinheiro pelo jogador.

Barrios era um velho sonho de Nobre. Nasceu de uma longa conversa com o ex-treinador palmeirense Gareca. O clube observava atacantes na América do Sul. Dois nomes possíveis e caros chegaram até o dirigente. Lucas Pratto que estava no Vélez. E Lucas Barrios, no Montpellier.

Gareca não titubeou. Na sua visão, Barrios teria muito mais recursos técnicos. A negociação era mais difícil. O então executivo de futebol, José Carlos Brunoro, não conseguiu contratá-lo. Mas seu substituto, Alexandre Mattos, teve êxito. Durante a Copa América, atuando pela Seleção Paraguaia, a transação foi fechada.

Lucas Barrios é um nômade. O Palmeiras é a 12ª equipe que atua. Já passou por Argentino Junior, Tigre e Tiro Federal da Argentina; Temuco, Cobreloa e Colo Colo, no Chile; Atlas, do México; Borussia Dortmund, Alemanha; Guangzhou Evergrande, da China; Spartak Moscou, da Rússia; e Montpellier, da França.

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Recusou se naturalizar chileno em 2008. Tinha esperança em ser lembrado pela Argentina. Acabou aceitando jogar pelo Paraguai, em 2010.

Oportunista, veloz, técnico, ótimo nas bolas aéreas. Suas qualidades são animadoras. Mas...Precisa estar muito bem fisicamente para render o que pode. E não está.

Como já disse a socialite milionária, 'o mundo é pequeno e mal frequentado'. Em um estabelecimento comercial em São Paulo, na semana passada, Lucas Barrios estava conversando com um amigo. E disse abertamente, perguntado sobre seu fraco começo no Palmeiras.

"Estou fazendo o máximo. Mas meu lado físico só está a 50%. Estou tentando me recuperar o mais rápido que consigo. Mas ainda vai demorar um pouco. Sei que o clube precisa de mim. E eu quero jogar. Mas é um processo demorado. Não depende só de vontade."

Lucas Barrios falou abertamente sem olhar ao redor. Disse o que se desconfiava no Palestra Itália. Mas não se assumia abertamente. Lá é segredo de estado. Afinal, o jogador é a maior esperança para o clube conseguir a vaga para a Libertadores da América em 2016. E brigar pelos títulos da Copa do Brasil e Brasileiro.

3ap1 1024x576 Lucas Barrios.  A grande estrela que o Palmeiras contratou não consegue render. Seu estado físico é de apenas 50%. Precisaria de férias. Mas tem de jogar...

Infelizmente o jogador tem enfrentado problemas musculares na sua carreira. Tanto que, além do aparelho de som com cds de reggaeatón e cumbia, algo é obrigatório nas suas transferências de clubes. O equipamento de quinesiologia, pequenos aparelhos que aceleram a recuperação muscular.

Está longe de ser normal um atleta carregar para a China, Rússia, França e Brasil esses aparelhos. Demonstra um pré-disposição para contusões. No Palmeiras fisioterapeutas e fisiologistas trabalham para analisar se há qualquer desequilíbrio muscular no jogador. Como havia, por exemplo, em Alexandre Pato na Europa. O Corinthians conseguiu recuperá-lo.

Enquanto vive esse processo de análise, Lucas Barrios já teve contusões musculares no Palestra Itália. Na coxa e na panturilha direitas. O caso é tratado com todo cuidado e sigilo. Por precaução, o atacante treina com bermuda elástica por baixo do calção. Para dar mais firmeza aos músculos.

Se não puder jogar amanhã, facilita o fato de o Palmeiras ter várias opções para sua posição. Leandro Pereira, Rafael Marques, Alecsandro, Cristaldo, Kelvin, Gabriel Jesus e Mouche.

Não foi por acaso que Lucas Barrios já foi poupado contra o Atlético Mineiro no domingo. Está sendo preparado com todo cuidado para tentar enfrentar o Cruzeiro amanhã. Mas não está descartada a chance de também não jogar.

Barrios veio de uma temporada inteira com o Montpellier. Emendou com a Copa América pelo Paraguai. Em seguida chegou ao Palmeiras. Todos sabem do que ele precisava. Ainda mais com 31 anos. De um mês de férias. Só que não houve essa possibilidade. Por isso, os tais 50%...

Esta é a explicação para um início tão decepcionante. A maior estrela palmeirense precisaria de mais tempo com suas máquinas de quinesiologia. Mas não há como esperar neste absurdo calendário brasileiro. Ainda mais por alguém que envolveu tanto dinheiro: R$ 25,9 milhões.

Tudo é uma questão de bom senso entre Marcelo Oliveira, Barrios e os departamentos médico, físico e fisiológico.

Colocar ou não Lucas Barrios contra o Cruzeiro?

Eis a questão...
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Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou…

1ae21 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...
Sua carreira vinha firme, sendo consolidada com trabalhos longos, convincentes. Seguia o caminho firme. De equipes médias, emergentes até chegar às grandes. Passou por Figueirense, Fortaleza, Criciúma, Juventude, Sport, Avaí, São Caetano. Até chegar ao Cruzeiro, Coritiba, Vasco e, finalmente, Santos.

Em 2010, Dorival Júnior fez seu trabalho mais empolgante. O que abriria as portas definitivamente para o limitado mundo dos melhores treinadores do país. Conseguiu montar uma equipe moderna, competitiva. E repleta de coadjuvantes comprometidos para que Neymar, Ganso e Robinho brilhassem.

O time venceu o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil daquele ano. Estava desenhado para vencer o Brasileiro. O treinador já projetava a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2011. Muricy seguiria os seus planos e conseguiria seus objetos, o sucedendo.

Até que chegou a partida contra o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. Jogo que deveria ser tranquilo. Até que Neymar sofreu um pênalti. Ele tentou dar um chapéu em Daniel Marques. Leandro Vuaden marcou a penalidade. Neymar era o cobrador oficial do time. Mas Dorival o estava sentindo nervoso naquela partida. Mandou o recado que Marcel cobrasse.

Neymar ficou histérico. E disse que iria cobrar de qualquer maneira. Aqui, o que cada personagem falou, naquela noite inesquecível.

"Só falando o que ele (Dorival) falou lá. Mandou (você) não bater, esqueci de falar", avisou Léo a Neymar.

" Porra! Porra, tomar no c*", respondeu Neymar.

"Que foi, que foi? Hein? Hein? Que foi? Que foi, p***? Olha aqui, eu quero falar contigo. Que foi, porra?, perguntava Marquinhos.

"Esse maluco (Dorival), rapá. Porra, não me deu o pênalti. Se f***", explicou Neymar.

Marcel cobrou e fez 4 a 2. Neymar não se conformou e começou a fazer gracinhas em campo. Edu Dracena, capitão do time, quis que ele jogasse sério. Ouviu uma dura resposta.

"Vai se f***, car***. Tomar no c*."

Marquinhos tentou acalmar novamente o atacante.
"Ei, Ney! Ei, Ney!"

Dorival Júnior começa a chamar a estrela do time.

"Ô, Ney! Que é isso?", perguntou.

"Se f***, respondeu Neymar.

"Ô, rapaz, seu moleque do c***, desabafou o treinador.

Há poucos dias, soube o que aconteceu no vestiário após esse fatídico jogo. E que faria a carreira de Dorival estagnar por cinco anos.

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Esta é a importante revelação. Assim que Neymar entrou no vestiário, o auxiliar do treinador, Ivan Izzo, começou a cobrar Neymar. O ex-goleiro do Palmeiras disse que ele precisava respeitar o técnico, Marcel, os companheiros, o Santos. O jovem atacante não teve dúvidas. Jogou um copo de Gatorade na cara de Ivan. O tumulto foi generalizado. O auxiliar teve de ser seguro para não brigar com o jogador.

Diante desse deplorável quadro, Dorival disse ao presidente Luiz Álvaro que queria o jogador afastado de algumas partidas. O dirigente disse que multaria o atacante e ele seguira atuando normalmente. Só que na Vila Belmiro todos tinham certeza, não haveria multa alguma. Laor não enfrentaria Neymar.

Haveria dois jogos seguidos. Guarani e Corinthians. A diretoria não queria Neymar fora de nenhuma das partidas. Brum, Marquinhos, Léo e Edu Dracena acreditavam que Dorival ficaria desmoralizado. E procuraram Laor.

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"Eles já tinham definido que o Neymar não seria punido. Fiquei triste pelo Dorival Júnior. Então fomos a sala do presidente e, após eu dizer que a decisão não seria boa para o Dorival e para o clube, o treinador resolveu pedir demissão. Então, acabei pedindo demissão junto, alegando que sairia só se o Dorival saísse”, disse o volante, que reverteu a situação com a atitude.

"Depois o Dorival me liga e diz que eles tinham aceitado afastar Neymar do jogo contra o Guarani. Mas, a diretoria me chamou e disse que eu estava demitido, e não viajei com o elenco para Campinas. Treinei separado, fui multado em 10% do meu salário, mas depois fui reintegrado", revelou Brum.

Só que veio a partida contra o Corinthians. E Dorival não queria Neymar em campo. Foi quando o presidente e grupo gestor que comandavam o Santos o mandaram embora. Preferiram ficar com o jogador. Ele sentiu todo o poder que possuía. Neymar viu os dirigentes a seus pés e o técnico que ousou não deixá-lo cobrar um pênalti no olho da rua.

6ae7 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Todo esse episódio de setembro de 2010 mexeu profundamente com Dorival Júnior. O abalou psicologicamente. Sofreu. Ficou traumatizado. Seus trabalhos consistentes se tornaram decepcionantes.

Ainda mais porque se tornou um treinador caro, empresariado por Carlos Leite, o mesmo agente de Mano Menezes. Dorival sucumbiu no Atlético Mineiro, Internacional, Flamengo, Vasco, Fluminense, onde ficou apenas cinco partidas, e no clube de seu coração, o Palmeiras.

7reproducao2 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Percebeu que precisava se reciclar. E, acompanhado de Vagner Mancini, foi para a Europa. Acompanhou dez dias de treinamento no Bayern de Guardiola, passou pelo Real Madrid de Ancelotti. E assistiu várias palestras. Estudou futebol. Buscou modernidade.

Se reinventou.

E esperou por um convite.

Ele veio, por ironia, do Santos. Retornou diferente. Setoristas que acompanham o dia-a-dia do clube garantem que Dorival se mostra mais seguro, firme. E, sem uma estrela do quilate de Neymar, está mais à vontade para exigir do elenco.

Com o clube mergulhado em dívidas, o grande medo era o rebaixamento no Brasileiro. O treinador tratou de montar uma equipe com grande intensidade nas duas intermediárias, velocidade, personalidade na frente. Passou confiança a Geovânio, Gabriel e, principalmente, Lucas Lima. Os veteranos Renato e Ricardo Oliveira estão jogando melhor do que eles mesmos esperavam.

34 Enfrentar a ira de Neymar custou cinco anos na carreira de Dorival Júnior. Abalou suas convicções. Sofreu, se reinventou. Tirar o Corinthians da Copa do Brasil será uma das provas que o trauma acabou...

Em dez partidas com o retorno de Dorival Júnior, o Santos venceu sete. Empatou duas. E perdeu apenas uma. Para o Palmeiras, em São Paulo. Ele assumiu o clube na zona do rebaixamento no Brasileiro, na 17ª colocação. Com dez pontos. 17 pontos depois, o time já está em 11º, a seis pontos do G4.

Na Copa do Brasil, o Santos se impôs de maneira impressionante contra o Corinthians, líder do Brasileiro. Venceu na semana passada por 2 a 0. E terá a revanche amanhã, no Itaquerão. A equipe de Tite precisará derrotar sua equipe por 3 a 0 para ficar com a vaga às quartas.

Dorival sabe o quanto será importante para ele esse clássico. Eliminar o Corinthians em pleno Itaquerão seria um resultado impressionante. O treinador sabe o quanto ainda é questionado. E também o parafuso em que se meteu desde aquela partida há cinco anos.

Neymar sempre que o encontra pede desculpas. Sabe o estrago que fez na carreira de Dorival. Enquanto está milionário no Barcelona, o técnico perdeu confiança, ficou traumatizado. Hoje nem mais trabalha com Ivan. O seu ex-auxiliar que tomou o copo de Gatorade no rosto.

Dorival está reconstruindo seu caminho. E deseja mais do que ninguém a classificação para as quartas da Copa do Brasil. Tirar o badalado Corinthians de Tite da frente.

E mostrar, que demorou.

Mas sobreviveu à ira de Neymar.

Agora quem manda no futebol do Santos é Dorival Júnior...
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Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo. Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o ‘professor’ para o São Paulo…

1reproducao27 Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo.  Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o professor para o São Paulo...
Os bastidores do futebol são comandados por pessoas que se portam como jogadores de xadrez. Precisam estar sempre antevendo a jogada do adversário.

No Morumbi, os aliados de Juvenal Juvêncio estão acompanhando muito interessados a falta de rumo do futebol. Principalmente a real possibilidade de Juan Carlos Osório deixar o clube. Ele continua revoltado com o desmanche que o São Paulo fez, tirando oito jogadores que estava utilizando.

O Lorde compreendeu que é sua carreira que está exposta com os vexames. Afinal, não veio ao Brasil para morrer aqui. E sim usar os holofotes para vôos maiores, como o futebol europeu. Só que já percebeu vários motivos que fazem os treinadores estrangeiros fracassarem por aqui.

Muito mais do que o calendário absurdo, a intolerância, a incompreensão com novos métodos, como o rodízio, há algo venenoso, peçonhento: o fogo amigo. Dirigentes do clube que criticam, pressionam, trabalham contra. Não bastasse a ruidosa oposição de Juvenal, há os aliados de Carlos Miguel que não toleram o colombiano.

Principalmente a sua 'frouxidão' com Paulo Henrique Ganso, Michel Bastos e Centurion, por exemplo. O meia o deixou de cumprimentar, o volante que joga de ponta direita o xingou e o atacante argentino criticou os poucos minutos que o treinador o coloca em campo.

O rodízio de jogadores, sistema que pode significar modernidade na Europa, no Morumbi significa incoerência, falta de convicção na escolha da equipe. Os diferentes sistemas táticos durante as partidas também. E é lógico, os resultados muito fracos. São 16 partidas com o treinador: 6 vitórias, três empates e sete derrotas.

O clube tem pela frente três jogos contra adversários teoricamente fracos. O Ceará pela Copa do Brasil na quarta-feira. No sábado, a Ponte Preta, no Morumbi. Na quarta, Joinville em Santa Catarina. Os dirigentes esperam três vitórias obrigatórias. Se não vierem, a pressão contra o técnico irá aumentar e muito.

 Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo.  Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o professor para o São Paulo...

O noticiário internacional garante que os mexicanos deram um mês de prazo para Osório decidir se quer deixar o São Paulo. Na madrugada de ontem, o técnico trocou mensagens com jornalistas amigos. E revelou toda sua mágoa pela falta de apoio no Morumbi. E principalmente pelas criticas que recebeu por e-mail de um membro da diretoria.

Osório confirmou que está sendo sondado pela Seleção Mexicana. E teria um mês para decidir se aceita ou não cargo. A proposta chegou no seu momento mais delicado. Com os jogadores irritados por sua maneira de trabalhar, seu bendito revezamento. E pela solidariedade da torcida estar se esvaindo.

O irônico de tudo isso é que nasce um movimento no Conselho Deliberativo do clube. Pessoas influentes, poderosas, com amizade com o presidente do CD, Carlos Augusto Barros e Silva, já estão se articulando. Não para salvar ou demitir Osório. O que elas querem? Que o clube não abra as portas para Vanderlei Luxemburgo.

Essas pessoas já estão antevendo o que poderá acontecer. Osório não continua no São Paulo. Demitido pelos fracos resultados, pela pressão ou pedindo para ir embora treinar a Seleção Mexicana.

Vanderlei Luxemburgo faz uma campanha vergonhosa com o Cruzeiro, atual bicampeão do Brasil. O treinador dirigiu a equipe 19 vezes. Poderia conseguir 57 pontos. Obteve 22. A diretoria e a torcida estão revoltadas com o pífio desempenho. As desculpas, sempre acusando os jogadores pelas derrotas. Uma eliminação da Copa do Brasil para o Palmeiras, quarta-feira, no Mineirão, pode ser o ponto final. Apenas um fracasso a mais para o treinador que foi demitido dos últimos sete clubes. O Cruzeiro seria apenas o oitavo.

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Juvenal Juvêncio fez um juramento público. Vanderlei Luxemburgo nunca seria treinador do São Paulo enquanto o dirigente fosse presidente. E ele cumpriu o que falou. Nos oito anos que fez o que quis no Morumbi, Luxemburgo foi nome vetado.

"Ele não tem o nosso perfil. A comunidade do clube não gosta dele. Sei que ele gostaria de treinar o São Paulo. Só que comigo o Vanderlei não trabalhou e nunca trabalhará", disse o ex-presidente em 2013, quando demitiu Ney Franco.

Os membros mais tradicionais da diretoria, não só os conselheiros, mas até membros da Mesa Diretora do Conselho Deliberativo, não suportam Vanderlei. Os vários problemas que ele teve na CPI. Como a admitida falsidade ideológica, acusações de sonegação de impostos. Fora situações recentes. Como dívida em cassino nos Estados Unidos. Seu instituto de futebol falido. Site de vinho. Noitadas de pôquer. A mania de querer ser manager, vendendo e comprando jogadores. Tudo isso fez com que conselheiros se unissem. E estão decididos. Carlos Miguel Aidar terá problemas políticos se contratar Luxemburgo.

 Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo.  Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o professor para o São Paulo...

O vice Ataíde Gil Guerreiro tenta acalmar a todos. Garantindo que segurará Osório. E que não precisam se preocupar com Luxemburgo. Ele mesmo não gosta de Vanderlei.

"Ele é um grande técnico, mas não se enquadra naquilo que quero para o São Paulo. Quero um técnico moderno, que tenha condições de fazer uma reestruturação completa no São Paulo", disse Ataíde em maio, na TV Bandeirantes.

O grande problema é o ego de Carlos Miguel Aidar. Se fracassar o projeto do treinador estrangeiro, de Osório, o dirigente ainda pensa em Vanderlei. Se o técnico não titubeasse ao largar o Flamengo no início do ano, assumiria o São Paulo. Luxemburgo tinha certeza que ganharia espaço e teria todo o departamento de futebol da Gávea sob seu controle. A diretoria percebeu o que queria e o despachou sem dó.

No Cruzeiro, ele não está nada seguro. A comparação com o excelente trabalho de Marcelo Oliveira é cruel. Gilvan Tavares é o único na diretoria que acredita na sua promessa de montagem de time para 2016. Conselheiros e dirigentes já se cansaram de mais um dos seus 'projetos'. Perceberam o quando ele está envelhecido, assim como seus conceitos de futebol. Não é nem sombra do técnico campeão brasileiro com o clube em 2003.

52 Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo.  Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o professor para o São Paulo...

A situação está caminhando para o que não deu certo no início do ano se concretize. Caso Osório parta, Luxemburgo poderia sim chegar ao São Paulo. É tudo o que grande parte do Conselho Deliberativo do São Paulo não quer. Se Aidar fingir não ouvir o levante contra Vanderlei, terá muito trabalho para se reeleger. Aliás, seu mandato ficará ainda mais complicado.

Avisado Aidar já está.

Se Osório deixar o clube...

E presidente quiser problemas, contrate Luxemburgo.

Assuma que o 'professor' é a 'nova cara' do São Paulo Futebol Clube...
1 Osório segue magoado. Não sabe se vai para o México. Enquanto isso, conselheiros se antecipam e formam frente contra Vanderlei Luxemburgo.  Aidar está avisado. Se quiser problemas, leve o professor para o São Paulo...

(21h43. Assessores do presidente Aidar não podem garantir que Osório ficará. Nem irá embora. "Depende só dele", manda dizer Carlos Miguel. Pessoas próximas a Osório insistem que ele segue magoado, decepcionado. Mas que deve seguir pelo menos até o jogo contra o Ceará, quarta-feira. Depois, ninguém sabe...)

As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians…

1ae20 As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians...
Dois jogadores choraram muito após voltarem a marcar. Um ainda dentro do campo, no Maracanã. E outro nos vestiários do Itaquerão. Ambos tão diferentes mas ligados profundamente pelo destino. Guerrero e Vagner Love.

"Vinha com chances claras de gol, mas infelizmente a bola não entrava. Hoje também tive oportunidades antes de marcar e a bola não queria entrar. A bola quica muito aqui no Maracanã, e não consigo finalizar do jeito que gosto. E não estava conseguindo dormir direito. O motivo? Era o jejum", confirmava Guerrero.

"Tenho minha bagagem e meu currículo, por onde passei fiz gols e ganhei títulos. Quero ganhar aqui também. Sei que muitos zagueiros ainda me respeitam, e vou procurar aumentar ainda mais esse respeito. Não só os zagueiros, mas alguns colegas de vocês (jornalistas) têm de me respeitar. Eu tenho uma história, não caí de paraquedas no futebol. A cada dia vou mostrar mais isso", desabafava Vagner Love.

A ligação entre eles é umbilical. Eles sabem. Guerrero só está no Flamengo por causa de Vagner Love. E Vagner Love só está no Corinthians porque Guerrero estava no Parque São Jorge.

Por trás dessa estranha relação está o ex-presidente Mario Gobbi. Cansado da longa e difícil negociação para o peruano continuar no Corinthians, o dirigente começou a ser ríspido com os empresários de Guerrero. A reação? Os agentes disseram que não negociaram mais com ele. Só com o novo presidente, Roberto de Andrade.

Gobbi sabia da terrível situação financeira do Corinthians. Só haveria condições financeiras para um só atacante caro. E inviabilizou a permanência de Guerrero contratando Vagner Love da China. Ofereceu contrato de 19 meses. Com salário de R$ 500 mil. Golpe de mestre para quem não aceita desaforo. E lá se foi Guerrero para a Gávea.

A atitude de Gobbi teve reflexos pesados nos dois jogadores. A sombra do peruano ainda continua forte, incômoda para Vagner Love. O atacante teve de admitir que o seu antecessor está patamares acima dele mesmo.

 As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians...

"Se o Guerrero fosse brasileiro seria titular da Seleção Brasileira. Mostrou isso na Copa América. Mesmo atuando pelo Peru, uma seleção que tem fama de não ter grandes jogadores. Foi terceiro lugar na competição. E acabou como um dos artilheiros. Representaria bem o futebol brasileiro." O jogador fez essa análise de forma exclusiva ao R7.

Love teve de suportar a injusta comparação. Ele tem menos recursos técnicos do que o peruano. E ainda mais estava vindo da China, onde o treinamento é muito menor do que nos grandes centros do mundo. O futebol por lá é primário. Falta intensidade, técnica. E Vagner precisa estar muito bem treinado para render.

Foi o diagnóstico de Tite. Por isso, o jogador ficou afastado do grupo buscando se recondicionar fisicamente. Mesmo assim, quando seu rendimento seguia baixo. Ele havia perdido a confiança, estava tenso, correndo errado. Prejudicando o time.

O jovem Luciano finalmente mostrava estar dominando o ego. Sua passagem no Panamericano do Canadá deu mais confiança. E seria firmado como titular do Corinthians. Love teria de se conformar com a reserva. Até que, contra o Santos, Luciano rompeu os ligamentos cruzados do seu joelho direito. Ficará entre seis e oito meses sem jogar. A volta será apenas em 2016.

Daí a oportunidade voltar para Love. Mas por um motivo médico. Não técnico. E ele sabia disso. O choro, o pedido de respeito são justos. Se for analisado o passado. O presente do jogador ainda é instável. Não rendeu bom futebol e nem marcou os gols necessários para despertar confiança na torcida ou na imprensa.

4ae15 As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians...

Love continuará muito pressionado, cobrado.

E ele sabe disso.

Paolo Guerrero sabia o que enfrentaria no Rio de Janeiro. A diretoria do Flamengo o quer transformar no maior ídolo do futebol deste país. Só por isso aceitou pagar R$ 12 milhões de luvas e R$ 500 mil mensais. Vale a pena explicar. O jogador aceitou menos do que os R$ 18 milhões de luvas que pedia ao Corinthians. Por um motivo simples, com a chegada de Love, os corintianos não tinham condições de oferecer nem R$ 5 milhões de luvas. E um salário de meio milhão de reais. Gobbi implodiu essa possibilidade.

O presidente Bandeira de Mello fazia, com o peruano, sua grande investida na reeleição. Ele percebeu que sua política de austeridade, para diminuir a espantosa dívida de R$ 850 milhões, garantiria um time fraco, torcida, sócios e conselheiros descontentes. Chance de derrota na eleição do clube no final do ano.

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Daí a aposta em Guerrero. O peruano sentiu a pressão. Sabia que vinha para ser a solução para o clube mais popular do Brasil. A sua apresentação já deixou clara a expectativa da torcida, da imprensa. O peruano nunca falará isso publicamente. Mas ele sabe que o time flamenguista é fraco. O que torna tudo muito mais difícil.

Ele já entra em campo que terá poucas chances de gol, ao contrário que acontecia no Corinthians. Por isso bastaram cinco partidas sem marcar e seu estado emocional ficou abalado. A cobrança veio forte. Principalmente dele mesmo. Por isso o desabafo, as lágrimas ao marcar contra o desarrumado São Paulo de Juan Carlos Osório.

E ambos sabem da importância da quarta-feira. Os dois precisarão ser peças fundamentais nas viradas que Corinthians e Flamengo precisam dar na Copa do Brasil. Os times foram derrotados em clássicos pelos rivais Santos e Vasco. Os clubes que lhes pagam meio milhão de reais a cada trinta dias precisam de seus gols.

Os dois entendem muito bem seus papéis. O que todos esperam da dupla. Até porque, por coincidência, os dois têm 31 anos. Não são mais meninos. Longe disso.

Se fossem, deixariam escapar. A ligação de Guerrero com o Corinthians é para sempre. Foi o artilheiro do Mundial de 2012. Se sentia muito feliz no Parque São Jorge. A ponto de dizer que encerraria sua carreira por lá.

Vagner Love mais ainda. Ele assumidamente ama o Flamengo. Ainda hoje. Um dos maiores presentes seria acabar sua trajetória por lá.

Mas os dois não tiveram como controlar suas carreiras. E estão cada um no clube que o outro desejava estar. Ironia do futebol.

6ae6 As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians...

Só a dupla sabe. O melhor é esquecer o sentimento. E fazer valer o profissionalismo. Por isso, vão dar a alma para que a insônia, a irritação, a boca amarga, a raiva não voltem.

As lágrimas de alívio já estarão secas daqui a dois dias, às 22 horas.

Flamengo e Corinthians precisam de mais uma virada marcante na sua história. Ou não sobreviverão na Copa do Brasil de 2015.

Love e Guerrero disfarçam, mas têm consciência.

A cobrança por gols virá redobrada.

Quem falou que seria fácil?

Os dois são os atacantes mais pressionados do Brasil.

Sentem o peso da camisa 9 do Flamengo e do Corinthians...
1reproducao26 1024x693 As lágrimas de Guerrero e Vagner Love. Os dois sentem na pele. São os atacantes mais pressionados do futebol brasileiro. Será sempre assim até o final de seus dias no Flamengo e no Corinthians...

Jogadores não aceitam mais rodízio. Time cada vez mais enfraquecido com o desmanche. Três derrotas seguidas. Osório se cansou. E vai pensar se vale a pena ficar no São Paulo…

1reproducao25 Jogadores não aceitam mais rodízio. Time cada vez mais enfraquecido com o desmanche. Três derrotas seguidas. Osório se cansou. E vai pensar se vale a pena ficar no São Paulo...
"A situação é delicada, mas não é o melhor momento para dar uma resposta final. Tenho sentimentos confusos. Todos conhecemos como é o ser humano, vou analisar a situação com a minha família e decidir.

"Depois do jogo anterior, recebi uma mensagem de um diretor, um membro da diretoria, e fiquei muito surpreendido. É muito difícil falar já, agora estou tranquilo, escalei o time que podia, que posso para hoje. Vou pensar e pensarei o que é o melhor, e decidirei."

Juan Carlos Osório era o retrato da indecisão após a derrota do São Paulo contra o Flamengo, por 2 a 1 no Maracanã. O técnico se mostrava irritado, decepcionado, desnorteado e, principalmente, traído.

A terceira derrota consecutiva do São Paulo, o clube já despenca na tabela do Brasileiro. Com as mesmas vinte partidas está a 12 pontos do primeiro colocado Corinthians. É o sexto colocado, mas entrou em descendente. Além de correr sério risco de eliminação da Copa do Brasil para o Ceará. No primeiro jogo, no Morumbi, foi derrotado para a equipe reserva cearense, última colocada no Brasileiro da Segunda Divisão.

Foi após esse jogo que Osório foi cobrado por um dirigente. O clima ficou pesado demais com a derrota. Conselheiros não param de atormentar o vice Ataíde Gil Guerreiro, inconformado. O presidente Carlos Miguel Aidar está inacessível neste momento delicado.

O que não agrada aos jogadores é o incessante rodízio imposto pelo treinador colombiano. Ele parece não se importar com a irritação dos atletas, que estão acostumados com a definição de um time titular quase intocável. Há muito descontentamento. Que não é manifestado publicamente. Só que chega aos ouvidos dos setoristas que acompanham o dia a dia do São Paulo.

2ae16 Jogadores não aceitam mais rodízio. Time cada vez mais enfraquecido com o desmanche. Três derrotas seguidas. Osório se cansou. E vai pensar se vale a pena ficar no São Paulo...

Osório já foi avisado. Mas ele decidiu que será do jeito dele. Ou não será. Sua paciência acabou.

No Maracanã após a derrota de hoje diante do Flamengo, ele mostrou toda sua raiva pela traição dos dirigentes. Ele não se conforma com o desmanche promovido por Aidar e Guerreiro. A confirmação da ida de Toloi para o Atalanta mexeu profundamente com o ânimo do técnico. Assim como já haviam mexido as saídas de outros sete atletas do Morumbi.

Com a venda do zagueiro, o São Paulo já perdeu oito jogadores desde que o técnico Juan Carlos Osorio assumiu a equipe, no começo de junho. A lista ainda traz Boschilia, Denilson, Souza, Paulo Miranda, Jonathan Cafu. O jovem Ewandro também foi negociado, mas por empréstimo. Outro a sair foi o zagueiro Dória, que estava no clube por empréstimo.

Osório está sendo sondado pela Seleção Mexicana. Não há motivo lógico para continuar perdendo prestígio. Nem conviver com o desmanche interminável e ainda com dirigentes que começam a questionar seu trabalho.

Ataíde Gil Guerreiro vem em sua defesa. Gil foi o mesmo que garantiu que o São Paulo não contrataria colombiano de jeito algum para Osório. Nem se fosse Pelé. Mas em seguida foi buscar no México, Wilder Guisao, reserva no Toluca.

"O Osorio vai ficar conosco. Contratá-lo foi a melhor coisa que nós fizemos. Não são três derrotas seguidas que vão afastá-lo de nós. Contratamos um técnico ofensivo e imaginamos que isso poderia acontecer porque tivemos de abrir mão de muitos jogadores do sistema defensivo. Isso não é culpa dele."

A tentativa de defesa tem vários objetivos. Osório é um treinador barato. Recebe R$ 250 mil. Além disso, se sair, desmoraliza a promessa de Aidar e Ataíde. Ambos juraram que ele ficaria anos no Morumbi. Só que esconderam dele a terrível situação financeira do clube, os quase R$ 400 milhões em dívidas. Daí a necessidade das vendas.

3ae27 Jogadores não aceitam mais rodízio. Time cada vez mais enfraquecido com o desmanche. Três derrotas seguidas. Osório se cansou. E vai pensar se vale a pena ficar no São Paulo...

Osório sabe que o Corinthians está oferecendo Alexandre Pato. Quer vender o principal atacante do Morumbi. Caso seja confirmada a negociação, o treinador ficaria ainda mais exposto às criticas. A perda de força ofensiva seria outro golpe enorme no seu trabalho no Brasil.

Na Colômbia o técnico tem uma fama. Não mente. Ou seja, se ele disse na coletiva após a derrota diante do Flamengo, que está confuso e não sabe se continua, a possibilidade é real de sua saída.

O São Paulo está implodindo de maneira assustadora.

A responsabilidade da diretoria é total.

Esconder o desmanche, que já estava programado, é imperdoável.

Não se faz isso com treinador brasileiro rodado.

Quanto mais com um colombiano chegando ao país.

Que modernidade é essa?

Osório se cansou...

(22h01. O elenco do São Paulo acaba de chegar em São Paulo. Ataíde disse que conversou muito com Osório. E o convenceu a continuar no Morumbi. Disse que, por ser muito educado, o técnico colombiano ficou triste com as críticas e com um e-mail de um dirigente são paulino reclamando da derrota para o Ceará.

Ataíde confirmou que Osório não foi avisado do desmanche. Porque quando foi contratado o São Paulo pagava salários em dia. Quando começou a atrasar, o clube teve de vender oito atletas. O irônico é que o clube deve quase R$ 400 milhões desde o início do ano.

Mesmo com Osório continuando agora, o colombiano deixou claro após a partida do Flamengo. Pensa em abortar o projeto São Paulo. O clube não é nada do que ele esperava...)
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Itaquerão fez Corinthians jogar como Corinthians. Goleou o pobre Cruzeiro de Luxemburgo por 3 a 0. Disparou na liderança do Brasileiro. E ainda recuperou Vagner Love…

2ae15 Itaquerão fez Corinthians jogar como Corinthians. Goleou o pobre Cruzeiro de Luxemburgo por 3 a 0. Disparou na liderança do Brasileiro. E ainda recuperou Vagner Love...
Nem parecia o mesmo time acovardado que perdeu para o Santos na Copa do Brasil, na Vila Belmiro. Se atuasse em qualquer campo como se estivesse em Itaquera, o Corinthians seria imbatível. Equipe com personalidade, intensidade, vibração, agressividade. Chegou fácil à sua oitava vitória consecutiva no seu estádio. O confronto de hoje foi até constrangedor.

Triste o que Gilvan Tavares fez com o Cruzeiro. O atual bicampeão do país nas mãos de Marcelo Oliveira, não passa de uma triste caricatura, nas mãos do decadente Vanderlei Luxemburgo. A derrota por 3 a 0 foi até modesta. Não é por os paulistas lideram o Brasileiro e os mineiros namoram com o rebaixamento.

O destaque do jogo foi quem mais Tite desejava. Vagner Love. Luciano, com rompimento de ligamento no joelho, só voltará a atuar em 2016. O treinador precisava que seu artilheiro despertasse da letargia. A péssima dupla de zaga Manoel e Paulo André, colaborou. E o atacante marcou dois gols na fácil vitória.

"Foi um dia especial. Graças a Deus, Ele me deu a oportunidade de fazer os gols. Agradeço minha família e meus companheiros, sempre estiveram do meu lado, me apoiaram. Não fui só eu que fiz o gol. Todos os jogadores fizeram comigo. Esse grupo é muito especial. Minha hora ia chegar", comemorava Love.

O duelo foi desigual até antes do jogo. Na escalação. Tite optou por um agressivo 4-2-4 quando o time tinha a bola. Quando não tinha, marcava a frente, na intermediária cruzeirense. Fez do atual bicampeão brasileiro, um time pequeno. Luxemburgo levou à campo uma equipe insegura, amedrontada. Tentou encher o meio de campo, mas os jogadores recuaram naturalmente diante da pressão adversária. O sufoco corintiano no primeiro tempo foi intenso.

A bem da verdade, o Cruzeiro teve um grande momento aos dez minutos. Quando Leandro Damião e Marquinhos encaixaram uma linda tabela. E o atacante chegou cara a cara com Cássio. O chute saiu forte, cruzado. O goleiro fez ótima defesa.

Chance perdida, o castigo veio a galope. O canhoto Malcom levou a bola da direita para o meio da defesa cruzeirense. Quando estava pronto para chutar, Elias se antecipou e bateu forte. Fábio rebateu. E a sobra foi para Vagner Love estufar as redes mineiras. Ele não marcava desde 2 de julho, contra a Ponte Preta. Quem mais vibrou com o gol foi Tite. O treinador recebeu a notícia da diretoria que o clube não tem dinheiro para contratar ninguém na vaga de Luciano. A única solução era a recuperação de Love.

1ae19 Itaquerão fez Corinthians jogar como Corinthians. Goleou o pobre Cruzeiro de Luxemburgo por 3 a 0. Disparou na liderança do Brasileiro. E ainda recuperou Vagner Love...

O gol ensandeceu o Itaquerão lotado. Chegou a seu maior público pós Copa e sem as arquibancadas móveis, 41.014 pessoas. A vantagem no placar deu personalidade ao time de Tite. O treinador não caiu na tentação de recuar sua equipe para atrair o rival, depois que sai na frente no placar. Não. O Corinthians continuou corajoso, pressionando o Cruzeiro para arrancar uma vantagem ainda maior.

Virou o duelo de um time organizado e que articulava seus ataques contra um amontoado de atletas. O Cruzeiro dependia absolutamente de jogadas individuais. Como o futebol costuma ser injusto, quase empatou assim mesmo. Sem querer, Fagner ajeitou a bola para Leandro Damião dar uma linda bicicleta. Mas a bola foi fora.

O Corinthians não só se refez do susto. Como foi além. Marcou 2 a 0. Mayke, o pior jogador em campo, fez uma enorme bobagem. Mena virou a bola da esquerda para a direita. O lateral correu como Usain Bolt. Evitou que ela saísse pela lateral. Mas tudo que conseguiu foi ajeitar para Renato Augusto. O meia correu pela esquerda, livre, e cruzou para Vagner Love. O atacante não a alcançou. Mas Jadson vinha livre da direita. 2 a 0, com a maior facilidade, aos 44 minutos.

Quem estava e até quem não estava no Itaquerão sabiam. O jogo estava liquidado. A combinação de um elenco comum com um técnico decadente não permitia sonhar com viradas maravilhosas. Esse Luxemburgo genial morreu há mais de dez anos.

Tanto que a 'incrível' mudança nos vestiários de Luxemburgo foi a entrada do lateral Fabiano. No lugar do lateral Mayke. Fantástico. Ou seja, o Cruzeiro não mudou nada. Iria continuar sua postura submissa diante do Corinthians. O time de Tite não precisava mesmo mudar.

E logo aos 2 minutos, Malcom encontrou a defesa do Cruzeiro escancarada. Em um simples contragolpe, ele desceu pela esquerda e cruzou para a direita. Fábio errou o tempo de bola, falhou. E Vagner Love marcou seu segundo gol.
3 a 0 Corinthians. A torcida aplaudia satisfeita. Sabia muito bem o quanto precisa do artilheiro confiante. Quanto ao jogo tudo estava definido.

Tite sabia que já tinha os três pontos. E que precisava seu time inteiro, confiante diante do Santos na quarta-feira, pela Copa do Brasil. Mandou que Renato Augusto e Jadson diminuíssem o ritmo. Cadenciasse mais a partida. O Cruzeiro não tinha forças para mudar o panorama. Levaria de São Paulo a segunda derrota em dois jogos seguidos. A primeira foi para o Palmeiras, na Copa do Brasil.

Aos 40 minutos, Tite fez o que aprendeu com o futebol europeu. Substituiu Vagner Love por Danilo. Fez o atacante que marcou dois gols receber todos os aplausos dos corintianos. Deu o toque a mais de confiança que ele precisa, por exemplo, para o clássico decisivo da Copa do Brasil contra o Santos.

4ae14 1024x682 Itaquerão fez Corinthians jogar como Corinthians. Goleou o pobre Cruzeiro de Luxemburgo por 3 a 0. Disparou na liderança do Brasileiro. E ainda recuperou Vagner Love...

O péssimo Cruzeiro de Luxemburgo está a um ponto da zona do rebaixamento. Gilvan Tavares é o grande responsável. Primeiro o desmanche no time. Depois a demissão de Marcelo Oliveira. A perda de Alexandre Mattos. E a escolha absurda do decadente Luxemburgo. Não há surpresa nesta triste campanha.

Vanderlei após a goleada teve a coragem de jogar a derrota nos ombros dos jogadores, lógico.

"Foram três gols em erros individuais. Aí fica complicado. Mas, se você pegar no contexto geral, a equipe não jogou mal. A equipe teve uma atuação boa. Tomamos três gols. Tivemos chances e não fizemos. Não botamos a bola para dentro. Errar contra o Corinthians é morrer. Tivemos o erro no primeiro gol e conseguimos equilibrar o jogo. Tomamos o segundo gol com outro erro. Depois, teve outro erro, mas com um escorregão. O campo é bastante escorregadio. Com certeza, é uma estratégia bem utilizada. O resultado é ruim, mas a atuação não foi ruim, não". Então, tá... Pobre Cruzeiro...

O Itaquerão segue como o maior aliado do time de Tite. No Brasileiro foram oito partidas. Sete vitórias e uma só derrota, contra o Palmeiras. Além dos resultados, há a personalidade. O Corinthians é outro. Esta a maior esperança não só na manutenção da liderança no Brasileiro, como reverter os 2 a 0 que time tomou do Santos na Vila Belmiro. Esquecer a postura acovardada e ser o time corajoso, vibrante, intenso de hoje, é a receita...
2reproducao13 Itaquerão fez Corinthians jogar como Corinthians. Goleou o pobre Cruzeiro de Luxemburgo por 3 a 0. Disparou na liderança do Brasileiro. E ainda recuperou Vagner Love...

Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega…

1ap3 Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega...
Maurício Noriega é o comentarista mais veemente do Sportv. Forma uma dupla muito especial com Milton Leite. A química é excelente. As narrações divertidas, inteligentes se completam com observações táticas e técnicas que destrincham o jogo, os esquemas táticos.

Conheço Noriega há pelo menos vinte anos. Filho do brilhante jornalista Luiz Noriega, ele seguiu a carreira do pai. Sempre muito sério, determinado. Foi meu concorrente. Enquanto eu cobria Corinthians, Palmeiras e São Paulo pelo Jornal da Tarde, o encontrava pela Folha da Tarde, Diário de São Paulo.

A amigos próximos nunca escondeu que desejava se tornar comentarista na tevê. E seguiu seu rumo. É um dos melhores comentarista de futebol do país. Já está no Sportv há 13 anos. Ganhou o prêmio de melhor comentarista da Associação dos Cronistas de São Paulo por cinco vezes.

Mas a vontade de escrever não morreu. Pelo contrário. Já é autor de quarto livros. "Os 11 Maiores Técnicos do Futebol Brasileiro", "Kléber, o Gladiador", "Marques, o Messias." E na próxima sexta-feira, lançará Rivellino, na Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, aqui em São Paulo.

O personagem é muito interessante e pouco conhecido. Rivellino. Nome que desperta muitas sensações no corintiano. Orgulho, decepção, raiva. Ele foi um dos maiores jogadores que nasceram no Parque São Jorge. E símbolo da derrota em 1974, na decisão do Paulista contra o Palmeiras, que poderia terminar o jejum de 20 anos sem conquistas.

Na Seleção Brasileira, o meia canhoto foi sensacional. Um dos responsáveis pelo excepcional time campeão do mundo em 1970. Participou de 1974, quando houve um racha entre paulistas e cariocas, que Zagallo não soube domar. E também do time 'campeão moral' em 1978, na Argentina.

Conhecer Rivellino é desfrutar de um período em que o Brasil tinha mesmo o melhor futebol do mundo. As histórias se sucedem, cada uma mais interessante do que a outra. Como aquela que ainda ecoa nos corredores do Palestra Itália. A que o camisa 10, que Maradona considera seu ídolo, deveria ter sido jogador do Palmeiras...

Aqui, a exclusiva com Mauricio Noriega, muito empolgado, com razão, com seu "Rivellino"...

 Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega...

Qual a importância do Rivellino no futebol brasileiro?

O Riva é um dos maiores da história do nosso futebol. Ele influenciou gerações de jogadores com seu estilo, técnica, o chute. Até mesmo o bigode (rs). Um cara que é citado como o maior jogador do Corinthians, mesmo sem ter sido campeão, e foi escolhido o maior jogador do Fluminense, além de ter participado como protagonista da seleção de 70 é um dos pilares do nosso futebol, sem dúvida.

Por que ele é mais valorizado fora do país?

Não vejo desta forma. Acredito que ele seja muito valorizado no Brasil, mas nós não temos a cultura de reverenciar os grandes do passado como têm os europeus e também os argentinos e os uruguaios. O torcedor brasileiro é muito imediatista e só quer saber das vitórias do time dele. Em muitos casos abandona o time quando está perdendo. O culto ao Rivellino existe em todos os países do mundo em que o futebol é apreciado como uma arte. No Brasil ainda não atingimos esse patamar de reconhecimento, embora eu acredite que o Riva seja um dos jogadores mais reconhecidos do Brasil.

Como foi o confuso teste no Palmeiras? Por que ele não ficou no time do seu pai?

Cosme, vou dar uma prévia e espero que as pessoas conheçam a história toda lendo o livro.(rsrs). Riva estava arrebentando no futsal do Banespa e foi chamado para um teste no Palmeiras, que era o time da sua família (e dele também). Foi algumas vezes e não entendeu que teve atenção. Era o Mário Travaglini o treinador do infantil. Riva ficou chateado e terminou aceitando um convite de um diretor do Indiano que também era do Corinthians e foi parar no Timão. O Verdão ainda tentou recuperar o prejuízo, mas não conseguiu. Detalhes no livro.

3ae26 Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega...

Ele,sozinho, era capaz de levar torcedores para ver os jogos dos aspirantes do Corinthians?

Sim. Ele tinha uma fama grande já nessa época. Eram os tempos do Faz-me Rir, um dos piores times da história do Corinthians. O Rivellino se destacou no juvenil,foi para os aspirantes e foi campeão nessa categoria em 1964. A Fiel ia ver o time de aspirantes e muita gente ia embora antes do jogo principal.

Como era ser o grande ídolo em pleno auge do jejum de títulos? De 1954 a 1977.

No livro tentei capturar esse sentimento do Riva. A pressão era muito grande, o Corinthians só teve times fracos naquele período e a bomba sempre estourava nas costas do Rivellino, por ser o melhor e o mais famoso.

4ae13 Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega...

Você pode dar a sua visão de toda a participação do Rivellino na decisão de 1974?

Eu era muito pequeno naquele tempo mas já revi o jogo em teipe, inclusive com a narração do meu pai, Luiz Noriega. Rivellino fez um jogo bom, não foi excepcional, mas estava enfrentando um adversário muito superior e bem mais tranquilo. O time do Palmeiras era gelado, estava acostumado a ser campeão.

Como ele reage até hoje diante de torcedores que garantem que ele se intimidou naquela decisão?

Ele discorda, acha que fez um bom jogo e diz que o time do Palmeiras era muito melhor. Essa parte da história dele está destacada no livro.

O que você acredita que realmente houve? O Vicente Matheus repassou a culpa para o Rivellino?

Houve um movimento por parte do Matheus, de dirigentes do Corinthians, torcedores e parte da imprensa no sentido de apontar o Rivellino como culpado de uma tragédia anunciada e inevitável.

Na sua visão como comentarista, qual time era mais forte em 1974? Palmeiras ou Corinthians? Por quê?

Não dá para comparar. O time do Palmeiras era muito melhor, vinha do bicampeonato brasileiro, uma base, inclusive da seleção brasileira. Tinha Leão, Luís Pereira, Dudu, Ademir da Guia e Leivinha. O time do Corinthians era mais rápido, tinha o Vaguinho, o Rivellino, o Lance, o Adãozinho. Mas tecnicamente o time palmeirense era infinitamente superior.

Você também escreveu a biografia do Oswaldo Brandão. Qual foi o segredo para ganhar aquela decisão que parou o país? Como ele anulou o Rivellino? Ele mandou algum jogador o desestabilizar?

Brandão era espetacular, conhecia todos os truques. Ele sabia que o time do Palmeiras era mais cadenciado e fez de tudo para o segundo jogo ser no Morumbi, depois de empate por 1 a 1 no primeiro, no Pacaembu. Ele pediu ao Gino Orlando, administrador do Morumbi e amigo del, que molhasse bastante o campo, que tinha sido reformado semanas antes. Ficou pesado, tirou a velocidade do jogo, que era a arma do Corinthians. O Dudu, volante do Palmeiras, me contou na entrevista para o livro que quando enfrentava o Corinthians o Brandão pedia que o Luís Pereira jogasse praticamente como volante só para marcar o Rivellino, e ele ficava mais atrás. Sacadas simples e geniais. O Palmeiras tocou o jogo praticamente como quis.

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O quanto foi decepcionante para o país e para o governo o Corinthians perder a decisão para o Palmeiras?

Não sei dizer se houve impacto para o País, mas certamente houve para o Corinthians, ao ponto de praticamente abrir mão de seu maior jogador e culpá-lo de um crime que ele não cometeu.

Dê detalhes da saída do Rivellino para o Fluminense... Ele queria ir para o Rio? Ou o Matheus não o queria em um rival?

Detalhes no livro.rsrs Mas o Riva considera que houve uma reportagem feita por um jornalista que se transformou em poderoso empresário anos depois, inclusive envolvido no escândalo de corrupção da Fifa,que foi determinante para sua saída. O livro traz os detalhes, nomes e inclusive um pedido de desculpas do envolvido. Basicamente o que houve depois da final do Paulista de 1974 foi que nenhum clube procurou o Rivellino, a não ser o Fluminense, através das sacadas brilhantes do Francisco Horta. E no Flu o Riva redescobriu a alegria e o prazer de jogar futebol. O livro traz essa história, o sentimento de mudança, a troca da pressão pela alegria. Ele foi muito feliz no Flu e foi campeão. Quem ler o livro verá que os valores da transação foram ridiculamente baixos.

Por que com tanto talento, clubes do Exterior não levaram Rivellino no auge?

Houve tentativas de grandes times europeus. Ainda quando ele estava no Corinthians, muito jovem, o Milan se interessou. Depois, já no Flu, o Real Madrid fez uma bela proposta, que o Horta recusou..

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Por que ele foi parar no Al-Hilal?

Segundo palavras do próprio Riva, um príncipe maluco apareceu no Fluminense e fez a proposta, que foi boa para todos. Ele foi para o futebol saudita o que o Pelé foi para os Estados Unidos no Cosmos.

O dono do time queria mesmo a mulher do Rivellino?

No livro ele desmente essa história com veemência.

Ele tentou acertar um chute no príncipe?

Também desmente isso no livro.

Por que seu passe ficou travado no Al-Hilal?

O passe era do clube, que queria renovar o contrato, mas o Rivellino conta no livro que queria voltar ao Brasil e que o passe era do clube, segundo ele não ficou preso, nada disso, apenas não apareceram interessados.

Ele estava acertado para jogar no São Paulo mesmo?

Segundo a história que está no livro o Riva fez tratamento no São Paulo, participou de um treino e o Travaglini, que era o treinador, o consultou para saber se queria jogar. Mas o Riva já estava com 36 anos e não se entusiasmou, embora tenha jogado pelo São Paulo num amistoso contra a Arábia Saudita, coincidentemente.

O Corinthians o deixou de lado por muito tempo. Só recentemente vieram as homenagens. O que aconteceu? Ele ficou marcado por 1974?

Eu acho que o peso dos 21 anos e daquela final marcaram muitos torcedores e jornalistas da época, que foram transferindo isso para outras gerações. Eu conheço muitos corintianos que sempre idolatraram o Rivellino. Mas acredito que o torcedor brasileiro não tem muito respeito por ídolos que não dão sorte, jogadores que se destacam em épocas de vacas magras, mesmo sendo gênios como o Rivellino. Há casos do Roberto Dias, no São Paulo, que virou ídolo no tempo da fila tricolor. O Riva sempre gostou do Corinthians, mas o fato de ele ter sido vencedor no Fluminense talvez tenha incomodado alguns corintianos e alguns dirigentes. Felizmente acho que o Corinthians e o Riva se entenderam e ele tem sido muito homenageado recentemente.

1reproducao23 Rivellino, o maior camisa 10 do Corinthians e Fluminense. E um dos melhores jogadores de todos os tempos. Fundamental na maravilhosa Seleção de 70. Sua trajetória revelada no livro de Maurício Noriega...

O Rivellino queria ter jogado no Palmeiras?

No livro fica claro que não. Tampouco me parece que esse seja um drama para o Palmeiras e para o Rivellino.

O Rivellino entendeu que deveria mudar sua maneira de jogar para ser titular em 1970?

Ele percebeu que taticamente o Zagallo gostava de um meia que ajudasse a recompor a marcação. No livro conto a história do dia em que ele ganha a vaga no time titular, é uma história bem engraçada e, digamos, picante. Mas o Riva nunca abriu mão de suas características individuais para ganhar a vaga no time. Ele se impôs na base da categoria que tinha.

Qual a importância do Rivellino naquele time maravilhoso?

Na minha visão de comentarista, o Rivellino fez um encaixe preciso com jogadores como Tostão, Gérson, Clodoaldo, Pelé e Jairzinho. Ele era um jogador de toque, técnica, gostava de tabelar e chegar finalizando. Nisso tinha o Tostão como parceiro. Sabia abrir espaço, saía da área. O que era ótimo para o Pelé. Com o Gérson formou uma dupla espetacular de armadores, cada um ao seu estilo. Gérson mais recuado, com mais visão de jogo, e Rivellino mais próximo da área adversária, mais agressivo. Era um time fantástico.

Há algumas histórias de bastidores daquele Mundial?

Sim. Eu gosto da história do dia em que o Riva ganha a vaga no time antes de um amistoso contra a Áustria. O jogo foi 1 a 0, mas ele fez dois golaços.rsrs E tem coisas do ambiente, algumas inimizades contornadas também.

O Rivellino fala da militarização da Seleção?

Conta inclusive que recebia telefonemas diários de um general de altíssima patente. Detalhes no livro.rsrs

Como Zagallo domou o ego de Rivellino, Pelé, Gerson, Paulo César Caju?

Acho que os jogadores domaram seus egos porque sabiam que aquela era uma oportunidade única para muitos deles e tinham consciência de que contavam com uma geração de craques rara de se reunir.

Em 1974, o grupo estava mesmo rachado? Rivellino era o comandante dos paulistas e Caju dos cariocas?

Riva conta que havia esse racha, mas sem apontar lideranças. Támbém fala de mudanças feitas em cima da hora por Zagallo, que treinou um time e escalou outro para a estreia.

Como Rivellino, na reserva, contundido, acompanhou a Copa de 1978? Ele acha que o resultado foi manipulado para que a Argentina fosse campeã?

Tem essa desconfiança, sim, por parte dele. Mas ele também entende que a seleção brasileira não chegou tão forte para aquele Mundial, do qual ele foi praticamente um espectador.

Além de Maradona, há outros jogadores importantes no mundo que o reverenciam. O Pelé o considera um dos cinco melhores da história do futebol. Você acredita que a geração de craques que o Brasil teve na década de 70... e o fracasso na decisão do Paulista em 1974 macularam a imagem do Rivellino por aqui? Ele é um desconhecido dos torcedores?

Não, ele segue sendo muito conhecido e admirado. O livro tem depoimentos especiais de Pelé, Tostão, Zico, Platini, Beckenbauer, Neto, Alex, todos reverenciando o Rivellino como jogador. E acho que ele é um dos jogadores mais conhecidos de todos os tempos, ainda hoje. A figura dele, muito também pelo bigode, é emblemática. E o jeito de jogar é inesquecível, ele brincava de jogar bola.

E na sua opinião como comentarista, jornalista? Qual o patamar que o Rivellino ocupa no futebol mundial?

Seguramente está entre os maiores de todos os tempos. Entre os cinco ou dez maiores, sem dúvida. Foi gênio. Eu procurei escrever um perfil do jogador, tentei buscar razões que expliquem porque ele se tornou Rivellino e por quais motivos não aparecem mais jogadores como ele. Não se trata de uma biografia, mas de um perfil biográfico. Não me ative a detalhes como datas, muitos números, tentei contar de outro jeito a vida do garoto Roberto que virou Rivellino.

Por que os principais personagens do futebol brasileiro estavam longe dos livros?

Brasileiro lê pouco, infelizmente. Mas isso parece estar mudando na área do futebol e dos esportes, muitos lançamentos estão acontecendo. Tomara que apareçam muitos outros.

Qual a sua visão em relação ao fracasso da Seleção na Copa do Mundo?

É o fracasso do futebol brasileiro, de uma estrutura arrogante, viciada e que de desconectou completamente da realidade.

A Seleção estará pronta para um treinador estrangeiro algum dia? O que você pensa dessa questão?

Não vejo drama. Mas também não acho que seja a única saída. O Brasil tem bons treinadores, mas a seleção não tem projeto, a CBF não tem sistema de trabalho para a seleção, com diretrizes. Quer ganhar dinheiro com amistosos e jogar torneios oficiais. Não existe uma proposta de estratégia, de estilo. Cada treinador que entra faz o que bem entende e não deixa nada para o próximo.

Corrupção na Fifa, Marin preso, Edilson Pereira de Carvalho, CPI do Futebol. Você acredita que tudo isso faz com que o torcedor perca a ingenuidade, a fantasia? Isso é bom ou ruim para o futebol?

É péssimo. Mas é o retrato do País, mergulhado na lama, e o futebol faz parte. Mas acho que a magia do futebol sobreviverá a tudo isso.

Qual a diferença entre um comentarista de futebol vindo do jornalismo do ex-jogador? Eu acredito que se complementam. E você?

Acho que são visões e estilos diferentes que podem, sim, ser complementares. Um não anula o outro e não basta ser jornalista ou ex-jogador para ser bom comentarista. Tem jogador comentarista fraco e jogador comentarista excelente. Assim como jornalista fraco e excelente. Mas a dupla pode dar bom caldo, sim...

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Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo…

1reproducao22 Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo...
Eram 22 minutos do segundo tempo no estádio Centenário de Caxias do Sul. Domingo, 9 de agosto. Dia do maior clássico da cidade, o Caju. Caxias contra Juventude. Pelo Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão, a Série C.

Maílson do Juventude é substituído por Erik. Na saída de campo é vaiado, xingado, provocado pela torcida do Caxias. O atacante havia defendido o rival, mas foi dispensado pelos dirigentes.

Ele não teve dúvidas. Ao passar perto dos torcedores devolveu a provocação. Além de mandá-los 'calar a boca', foi além. Imitou uma galinha. O gesto é considerado ofensa à honra para quem torce para o Caxias. Mailson foi xingado, amaldiçoado nas arquibancadas.

Nas redes sociais, o ódio explodiu. Palavrões, ofensas de todos os tipos. E ameaças de morte no WhatsApp do jogador. Ele não levou a sério. Seguiu até ironizando a situação. Até a noite da quinta-feira.

Em um restaurante, acompanhado por seu colega Jô, Mailson se sentiu observado por três homens desconhecidos. Mas não tomou qualquer atitude. Depois que os atletas comeram, saíram. A partir de agora, o relato de Maílson ao jornal Zero Hora.

"A gente tinha ido jantar, tinha ido comer um sushi no centro, e tinha uns três caras suspeitos na porta do restaurante na saída. Meio estranho, mas não demos bola. Aí, decidimos ir no Bar do Luizinho. No caminho, passamos por algumas avenidas e chegamos numa rua escura.

"Nessa rua escura, um Uno se aproximou da gente e um cara deu o tiro. Deu o estouro no vidro. Quando a gente olhou, o cara já estava recolhendo a arma, aí meio que perdemos o controle do carro e eles fugiram e o carros se distanciou da gente.

Nós fugimos também e fomos para a delegacia. Graças a Deus não acertou nós, não, porque a gente estava com os bancos baixos, inclinados. Se os bancos estivessem na posição normal, a gente estava morto agora."

O tiro estilhaçou os vidros da frente do Focus preto do jogador. E, por sorte, ninguém foi atingido.

"Quando se trata de paixão, como é o caso do futebol, nós temos de tomar um pouco de cautela", censura o delegado Rodrigo Duarte que investiga o caso.

Maílson pede desesperado para ser vendido pelo Juventude. Não quer seguir vivendo em Caxias do Sul. Jô também tem muito medo. Os dois não quiseram ficar na cidade.

2reproducao12 Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo...

"Ficamos perplexos. Não esperávamos nunca uma atitude dessas e agora o caso está entregue às autoridades policiais. Deixamos que eles verifiquem o que aconteceu. Não tem muito o que comentar nesse momento. Os atletas pediram para viajar com a gente e eles estão dispostos a participar do jogo", diz o presidente do Juventude, Raimundo Demore.

O ex-jogador do Palmeiras, Antônio Carlos, é o novo técnico do Juventude. E não sabe se escala a dupla, principalmente Mailson, para o confronto com o Guarani.

O que aconteceu com Mailson mostrou a que ponto não está o futebol. Mas a sociedade brasileira. Com pessoas decidindo resolver a bala provocação. Não de torcedores adversários. De jogadores rivais. Um precedente perigosíssimo foi quebrado em Caxias do Sul.

Emerson Sheik sentiu na pele o resultado de provocar um time rival. O atacante do Flamengo foi ironizado por Eurico Miranda. E decidiu contragolpear. Postou foto sua com uma marreta derrubando uma parede.

3reproducao6 Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo...

"Cuidado! A casa está caindo! Eu tenho apenas cinco anos de Brasil e não 116 anos. Fiz algumas coisas interessantes. Ganhei carioca, paulista, três Brasileiros, Recopa Sul-Americana, Libertadores, Mundial... Esse último poucos clubes tem! Imagina podendo jogar 116 anos. Muito prazer, Márcio Passos de Albuquerque. Apelido, Emerson Sheik... Atual jogador do Flamengo. Minha boca está limpa e minha língua sempre muito afiada!"

Não demorou e ele passou a receber ameaças de morte. Nas redes socias e no seu WhatsApp. Emerson percebeu que as pessoas que juravam acabar com sua vida sabiam detalhes. Como onde morava. Onde ia. E assustado, convocou uma coletiva e se desculpou.

"A minha resposta foi direcionada ao presidente do Vasco. Eu errei ao atingir o torcedor vascaíno. Peço desculpas", disse, realmente abalado.

Estas duas situações merecem ser muito analisadas pelo diretor de marketing do Corinthians, Marcelo Passos. O dirigente não tem noção do país que vive. E o que pode expor os corintianos e o rivais.

Ele tem autorizado provocações no telão do Itaquerão. Após a vitória contra o Internacional no dia 13 de junho, ficou estampado após a partida uma frase. #poenodvd, referência ao famoso dvd que a diretoria do clube gaúcho, em 2009, encaminhou um dvd à CBF sobre supostos erros a favor do Corinthians.

 Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo...

A diretoria do Internacional ficou revoltada. E, pelas redes sociais, os torcedores colorados prometeram 'revanche' no Rio Grande do Sul. O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, e Tite disseram que a pessoa responsável pelo telão seria demitida. Dias depois o ex-presidente Andrés Sanchez, garantiu que não havia motivo para ninguém ser mandado embora.

O telão corintiano voltou a agir na vitória contra a Ponte Preta, no dia 2 de julho. Após nova vitória, a frase #desde77 ficou estampada nos telões. Mesma situação. A diretoria campineira ficou revoltada e protestou na CBF. Torcedores campineiros prometem vingança em Campinas, no jogo da volta.

"Não tem coisa mais legal que uma brincadeira sadia entre amigos ou torcedores rivais. Futebol é uma paixão. O jogo de domingo é assunto a semana inteira até outro domingo.

"O futebol não pode ficar chato. A gente já teve tantos casos negativos, violência, brigas...

"Por que não estimular o espírito de brincadeira, de curtição? Nosso intuito não é uma provocação idiota, ofender ou coisa do tipo. Queremos rivalidade sadia", disse o diretor de marketing do Corinthians, Marcelo Passos, ao Lance!

110 Tentativa de homicídio a um jogador do Juventude. Ameaças de morte a Emerson Sheik. Mesmo assim, o diretor de marketing do Corinthians comemora ironias no telão contra o Inter e Ponte Preta. Brinca com fogo...

Está muito claro que se acontecer alguma coisa com os torcedores corintianos em Porto Alegre ou em Campinas, por causa da 'curtição' do dirigente e seu poder sobre o telão do Itaquerão.

Em um país sem lei e que premia a impunidade, não existe essa história de 'futebol está ficando chato', o 'gostoso é provocar o rival'. Não há mais lugar para tanta alienação.

Nem de um diretor que vai ao estádio cercado de seguranças e se sente no camarote. Detalhe, sem usar a camisa do clube que diz amar, como os torcedores nas arquibancadas.

Porque Marcelo Passos não coloca uma camiseta com os dizeres "Eu sou o homem do telão do Itaquerão"? E vá com ela para o Beira Rio ou para o Moisés Lucarelli nos jogos de volta contra o Internacional e Ponte Preta?

Vá curtir, Marcelo...

É preciso responsabilidade até para comemorar uma vitória no futebol.

Quem não pensa assim deve procurar Maílson do Juventude...
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A derrota para os reservas do Ceará foi a gota d’água. Osório está decepcionado com o São Paulo. O desmanche não para. Se o México confirmar a proposta, o colombiano deve ir embora…

1spfcnet A derrota para os reservas do Ceará foi a gota dágua. Osório está decepcionado com o São Paulo. O desmanche não para. Se o México confirmar a proposta, o colombiano deve ir embora...
"Volta Juvenal, volta. A gente paga o uísque."

O berro era de um torcedor são paulino revoltado diante de fotógrafos e alguns jornalistas no portão de entrada do Morumbi. Foi para lá que ele foi após a absurda derrota do São Paulo para os reservas do Ceará, último colocado na Segunda Divisão por 2 a 1, em pleno Morumbi. Com dois gols de Rafael Costa, atacante dispensado do Joinville, penúltimo colocado da Série A.

O time de Juan Osório agora precisa vencer por dois gols de vantagem em Fortaleza, se quiser se classificar para as quartas da Copa do Brasil. O risco de eliminação é real e vergonhoso.

O que aconteceu ontem no Morumbi foi patético. Osório seguiu com seu interminável rodízio, não dando tempo para time algum se entrosar. O Ceará já chegou ao Morumbi sonhando em não ser goleado. O time do técnico Marcelo Cabo tinha como prioridade poupar nove jogadores para O Brasileiro da Série B.

Afinal, é o último colocado e o sonho está em evitar o rebaixamento para a Terceira Divisão. Até porque, a lógica indicava uma rápida e indolor eliminação da Copa do Brasil, diante do 'poderoso' São Paulo.

Para evitar maior desgaste emocional e na confiança de jogadores, o Ceará veio ao Morumbi com reservas e jogadores sub-20. Se sofressem uma goleada histórica, os titulares não ficariam abalados e seguiriam concentrados na santa missão de continuar na Segunda Divisão.

Só que Cabo não poderia prever que o milionário clube paulista está sem rumo, se desintegrando. A diretoria e as pessoas de bom senso não querem que Juan Carlos Osório seja julgado com preconceito. Com xenofobia, aversão aos estrangeiro. Elas têm razão.

Só que ser colombiano não o isenta de erros primários. Ser uma pessoa decente, que se dá ao trabalho de explicar suas decisões, também é ótimo. Mas suas escolhas têm sido péssimas.

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A principal delas é o rodízio de jogadores. É algo que está enfronhado na sua alma. Ele aprendeu quando morou na Inglaterra e acompanhava, como estudioso, os treinos e jogos de Gérard Houllier. O treinador francês ficou seis anos no Liverpool. E acreditava que a troca constante estimulava seus atletas e atrapalhava os adversários, que nunca sabiam que tática ou característica teria seu time.

Osório tem três diplomas de técnico conseguidos na Europa. Passou cinco anos como assistente no Manchester City. Implantou sua filosofia de troca constante de atletas e esquemas táticos no Atlético Nacional. O clube médio colombiano aceitou sem questionar suas decisões que aprendeu na elite do futebol mundial.

E os números são chocantes. Osório ficou 149 partidas à frente do Atlético Nacional. Quantas vezes ele repetiu uma escalação? Nenhuma! Fatores fundamentais no futebol mundial como entrosamento dos setores, do time. Confiança dos atletas. Parceria entre os jogadores titulares. Tudo isso não importa na visão que tem de futebol.

O que é algo que choca com a cultura do futebol no Brasil. Não é porque Osório fala com respeito, educação, delicadeza. Não se importa com os questionamentos, queixas, críticas. E responde como um lorde, aliás, seu apelido na Colômbia.

Seus conceitos não estão dando certo no São Paulo. É preciso ter humildade para repensar a teoria, suas convicções. Graças a Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, o treinador colombiano tem na mãos o elenco mais problemático do futebol brasileiro.

No São Paulo, os presidentes sempre foram os grandes responsáveis pela montagem dos times. Comprando os atletas que seus egos indicavam ou aqueles que empresários amigos convenciam ser 'ótimos negócios'. Os inimigos de morte Juvenal e Aidar estão por trás dos atletas que o treinador tem para trabalhar.

É um grupo desequilibrado. Formado por jogadores com muito nome, mas veteranos, longe de seu auge, quando atuavam na Europa. Outros sem a capacidade técnica que imaginam ter. Alguns esforçados mas fracos. Um líder a quatro meses da aposentadoria. Revelações inseguras. O pior de qualquer time, atletas que desejavam estar bem longe do Morumbi, como Luís Fabiano e Paulo Henrique Ganso.

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Como molho, uma dívida que já se acerca de R$ 400 milhões. E faz com que os dirigentes vendam atletas sem piedade. Boschilia, o jovem meia polivalente que encantava Osório. Souza para o Fernebahçe, Denílson para o Al-Wahda, Paulo Miranda ao Red Bull Salzburg e Jonathan Cafu para o Ludogorets. Agora os dirigentes querem, de qualquer maneira, empurrar Toloi para o Atalanta. Auro está sendo negociado com o Estoril de Portugal. O Corinthians está animado com a chance de vender Pato para o futebol turco.

Osório deixa claro que foi traído. Quando aceitou trabalhar no Morumbi não sabia da possibilidade do desmanche. E muito menos da profunda dificuldade financeira são paulina.

Só que tudo isso não isenta. É fraquíssimo o futebol das equipes diferentes que têm colocado em campo com a camisa do São Paulo. Mesmo no baixo nível do cenário brasileiro, o objetivo de garantir uma vaga para a Libertadores de 2016 está ficando cada vez mais difícil.

As duas últimas partidas, derrotas no Morumbi, para o Goiás e Ceará, Osório mostrou o São Paulo espalhado em campo de uma forma tola. Contra os goianos adiantou a marcação do time e fez seus zagueiros jogarem mais à frente, quase no meio de campo. Simples contragolpes foram responsáveis pelos 3 a 0 para os goianos.

E ontem o time em campo com a soberba tática de quem iria golear o time reserva do Ceará, como era obrigação. Só que os jogadores não mostraram empenho, triangulações, intensidade, vibração. Diante de um adversário fraquíssimo, só cruzamentos da intermediária. Falta de paciência e inteligência dos atletas. O time nordestino em dois contragolpes fez 2 a 0. O treinador Cabo nem acreditava no que estava acontecendo. E seguiu mandando que sua equipe se defendesse com duas linhas de cinco jogadores. Uma à frente de sua grande área e outra na intermediária.

 A derrota para os reservas do Ceará foi a gota dágua. Osório está decepcionado com o São Paulo. O desmanche não para. Se o México confirmar a proposta, o colombiano deve ir embora...

O que o São Paulo fez? Continuou a levantar a bola para a área. Qualquer treinador de várzea iria além. O meio de campo não existia, era pulado pelo time. Ganso se irritou tanto que discutiu feio com Carlinhos. Pediu para ele tocar a bola e parar de chutar a bola de qualquer jeito para a área. O lateral não gostou e quase partiu para a briga com o meia. Osório, do banco, nada fez.

Pato descontou. E o São Paulo seguiu criando chances pela fragilidade técnica dos cearenses. No final, a derrota vergonhosa. Resultado que nem os jogadores do Ceará ousaram sonhar.

Após a partida, Aidar e Guerreiro fugiram dos jornalistas. Deixaram Osório sozinho. Outra vez se responsabilizou pelas derrotas e disse que não aceita crítica aos seus jogadores. Mostrou coragem. Mas conselheiros importantes já questionam seu trabalho. Mesmo diante do endividamento do São Paulo, exigem time e esquema táticos definidos. Assim é o futebol brasileiro, ele deveria saber.

Para amenizar a pressão sobre o treinador, foi divulgado o boato de que a Seleção Mexicana deseja ter Osório. O técnico já recusou proposta do Cruz Azul para trabalhar no São Paulo. O brasileiro Ricardo Ferretti, vice campeão da Libertadores com o Tigres, é o interino.

A campanha de Lorde no Morumbi até agora é decepcionante. São 15 jogos. Seis vitórias, seis derrotas e três empates. Fosse nascido em território nacional, seu cargo poderia estar correndo risco. Por ser colombiano, tem direito a sobrevida.

Domingo, o time enfrentará o Flamengo, com estreia de Oswaldo de Oliveira como técnico. Jogo marcado para o Maracanã.

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Osório pode surpreender. E tomar a decisão de sair. Demonstra a Milton Cruz, seu principal amigo no clube, a tristeza por não conseguir fazer o São Paulo jogar mais. São problemas em demasia para um salário de 'apenas' R$r 250 mil, metade do que recebia Muricy Ramalho.

Se o São Paulo não está se cansando de Osório. A diretoria nem cogita trocá-lo. Até porque Aidar prometeu que traria um treinador para ficar até o último dia de seu mandato como presidente, em 2017, quando o dirigente completar 70 anos.

A recíproca não é verdadeira.

Osório começa está se desencantando com o São Paulo.

Uma proposta do México seria a desculpa perfeita.

A torcida esta cada vez mais revoltada.

Cantou com todo os pulmões e em coro, "time sem vergonha".

Além de xingar e ameaçar os jogadores, ela foi além.

E está disposta até a 'pagar o uísque' para Juvenal voltar.

Humilhação pouca é bobagem...
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Flamengo não teve piedade de Cristóvão. O motivo: diretoria não admitiu perder para o Vasco de Eurico Miranda. Oswaldo é o favorito. Cuca, o sonho…

2reproducao11 Flamengo não teve piedade de Cristóvão. O motivo: diretoria não admitiu perder para o Vasco de Eurico Miranda. Oswaldo é o favorito. Cuca, o sonho...
A modelo Adriana Dias Cruz ouviu um engraçadinho na platéia gritar. Mexe mais. E ela devolveu ao pote a bola que havia escolhido. E quando retirou outra, sacramentou o duelo das oitavas de final da Copa do Brasil. Vasco e Flamengo.

A estranha reação de Adriana levantou suspeitas. Desviou o foco do principal. Duas filosofias iriam se contrapor. A de Eduardo Bandeira de Mello, representando a modernidade. Contra o passado com seu digno representante, Eurico Miranda.

Nos confrontos estavam frente à frente a maior rivalidade do futebol do Rio de Janeiro. E a cúpula do Flamengo exigia de Cristóvão Borges a vitória. Eliminar o Vasco era uma questão de honra. Bandeira de Mello passou todos os aborrecimentos possíveis por causa da ligação entre Eurico e o presidente da Federação Carioca de Futebol. Tanto que está disposto a fazer o clube não disputar o torneio estadual de 2016. Se for obrigado, colocará time de juniores. Isso se for reeleito, lógico.

Cristóvão sabia que tinha a obrigação de vencer o lanterna do Campeonato Brasileiro. Mesmo com a empolgação previsível da contratação de um novo comandante, Jorginho. Só que o treinador não conseguia fazer o time render. As partidas do rubro negro sempre foram irregulares, inconstantes, imprevisíveis.

Foram 18 jogos, oito vitórias, um empate e nove derrotas. Grande parte da diretoria já defendia a troca antes mesmo do primeiro jogo contra o Vasco. A insegurança de Cristóvão nas entrevistas se refletia em campo. Principalmente na parte defensiva.

A desculpa que a diretoria se preocupou em contratar jogadores interessantes do meio para a frente era consistente. Mas na hora de gastar, os dirigentes brasileiros são sempre assim. Pensam nos atletas que vão agradar mais conselheiros, imprensa e torcedores. Daí o enorme investimento em Guerrero.

Caberia a Cristóvão saber equilibrar o time. Buscar na categoria de base zagueiros com o talento do lateral esquerdo Jorge. Buscar volantes firmes como Cáceres, liberado para o Al Rayyan do Catar. O treinador que desse um jeito. Escalasse cinco atletas no meio de campo, tornasse o Flamengo covarde. Afinal, de que maneira, o Corinthians de Tite atua fora de casa?

Mas a filosofia de Cristóvão é ofensiva. Combinava com o que esperavam torcida, diretoria e imprensa. Só que os resultados foram pífios. Sabotados pelo fraquíssimo poder de marcação. E pela péssima qualidade dos volantes e zagueiros que a diretoria oferecia.

O diretor Rodrigo Caetano mandou mil recados pela imprensa. Queria o Flamengo eliminando o Vasco da Copa do Brasil. Embora houvesse a rivalidade histórica, ele exigia que Cristóvão colocasse em prática o que os conselheiros ironizavam. O 'bem' teria de vencer o 'mal'.

Pois não foi o que aconteceu ontem no Maracanã. O Flamengo teve chances para matar o jogo. Guerrero perdeu gols incríveis diante de Martín Silva. Sheik não foi bem. Ederson também não. Wallace conseguiu ser expulso e comprometer ainda mais o time. A derrota veio no gol de Jorge Henrique.

Os conselheiros exigiram de Bandeira de Mello a cabeça de Cristóvão. Rodrigo Caetano estava muito disposto a entregá-la. O presidente flamenguista não suportava perder de novo para o seu inimigo filosófico Eurico Miranda. E Cristóvão, diante de tanta cobrança, colocou a cabeça na guilhotina. A demissão acabou sendo um alívio.

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O Flamengo agora busca no mercado um substituto. O mais fácil é Oswaldo de Oliveira. Desempregado, morando no Rio. Está à espera de um mero telefonema. Alguns conselheiros ainda têm coragem de sugerir Mano Menezes, o treinador que demitiu o clube em 2013.

Cuca é o sonho. Mas está enriquecendo até o seu bisneto na China. Rodrigo Caetano ficaria muito mais satisfeito. Só que a contratação se mostra praticamente inviável. Até pela necessidade de um novo comandante. Até porque há dois encontros marcados no Maracanã.

Domingo, o São Paulo pelo Brasileiro. O clube ocupa a desconfortável 13ª colocação. E na próxima quarta-feira, a revanche, valendo a vida ou a morte, contra o Vasco do retrógrado Eurico Miranda.

Bandeira de Mello bancou o quanto pôde Cristóvão Borges. Mas as circunstâncias e, principalmente, o risco de eliminação da Copa do Brasil, justo para o clube dominado por Miranda, mudaram a convicção do presidente.


imagens da Internet

Até porque neste duelo contra o time de São Januário vale também apoios ou deserções na tentativa de reeleição. Por isso não há drama de consciência na demissão do substituto do demitido Luxemburgo. Mais do que planejamento, o Flamengo atual precisa de resultados.

Fosse qualquer outro adversário na Copa do Brasil, a paciência com Cristóvão seria maior. Mas não contra o Vasco da Gama.

Seja qual for o novo técnico, já sabe sua principal missão. Dar uma virada história. E eliminar o rival e seguir forte na Copa do Brasil. O discurso não será de apenas tentar. Virou obrigação se classificar.

A bela Adriana Dias Cruz tem uma grande participação no caos na Gávea...

(O sonho acabou. A realidade chegou à Gávea. Oswaldo de Oliveira e suas juras de amor estão de volta ao Flamengo. Esse é o futebol brasileiro...)
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