Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012…

 Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012...
A cena marcante, inesquecível.

O Corinthians eliminado da Libertadores.

Só conseguiu empatar com o Boca Juniors em 1 a 1.

O árbitro Carlos Amarilla não marcou dois pênaltis claros.

E gols legítimos de Romarinho e Paulinho foram anulados.

Os mais de 38 mil torcedores que lotaram o Pacaembu sabiam.

Mas nada de revolta, desânimo, tristeza.

Eles aplaudiram, cantaram, assumindo ser um bando de loucos.

Justo no Pacaembu, palco de cenas deprimentes da Libertadores.

Como em 1991, quando houve uma chuva de garrafas, na derrota diante do Flamengo.

Ou ainda em 2006, no terrível confronto da torcida com a polícia.

Após eliminação diante do River Plate.

Ontem, não.

Os corintianos aplaudiram e cantaram por um motivo simples.

O clube é outro.

Tem presente e futuro.

Despertou nos torcedores uma certeza.

A de que haverá novas Libertadores conquistadas.

A reação inesperada de orgulho, contaminou os jogadores.

Nada de choro pela desastrosa arbitragem de Amarilla.

Apenas a convicção de que o Corinthians é outro.

Mais amadurecido, pronto para seguir seu caminho.

E lutar já no domingo pelo Campeonato Paulista.

Reação marcante, histórica.

Mas no futebol há algo errado.

Tite precisa ser frio e consertar o desvio da rota.

Ele custou caro, a eliminação nas oitavas da Libertadores.

O planejamento do clube e dele era da busca do bi da competição.

E o tri Mundial.

Tanto que o time campeão do mundo não foi apenas mantido.

Foi o que mais se reforçou no continente.

Gastou R$ 60 milhões.

Trouxe Pato, Renato Augusto, Gil.

Mas começou o ano muito mal.

Contrariando todos que esperavam um Corinthians ainda mais forte.

O time voltou saciado com as conquistas.

Não havia tanto a necessidade de provar ao mundo ser capaz de ganhar a Libertadores.

Já havia vencido.

O time perdeu a gana, o brilho nos olhos, a fibra.

Sem fome de marcar 90 minutos o adversário no seu campo.

Não o deixar respirar.

Os setores não estão mais juntos, atuando em bloco.

E, principalmente, perdeu a confiança do toque de bola.

A paciência para envolver o adversário foi embora.

O time passou a dar espaço, marcar mal.

Tornou-se uma equipe inconstante, instável.

Veio também algo humano, mas inadmissível em um campeão do mundo.

Os laços de ternura entre Tite e alguns jogadores.

 Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012...

Exatamente três, peças fundamentais do time.

Alessandro, Fábio Santos e Emerson parecem ter sentido o peso da idade.

Não mostram o mesmo fôlego, a disposição de 2012.

Começaram mal demais 2013.

O pior deles, o capitão da Libertadores e do mundial: Alessandro.

Para tentar preservá-lo, Tite escalou Romarinho no auxílio da marcação.

Com isso, Pato ficou no banco injustamente.

Só ficou porque não sabe marcar.

Essa decisão acabou por prejudicar o atacante que custou R$ 40 milhões.

E ele perdeu a Copa das Confederações.

O time se classificou bem, mas não jogando de forma exuberante na fase de grupos.

Muito pelo contrário, lento e sem grandes partidas.

Principalmente pelo trio citado.

Por falta de sorte, veio a contusão de Renato Augusto.

O time se ressentiu demais da sua ausência, fundamental para fechar o meio de campo.

E também como homem-surpresa no ataque.

Vieram as oitavas de final e justo contra o Boca.

O mesmo time com que o Corinthians havia se defrontado na final de 2012.

Só que havia uma grande diferença.

Não era Julio-César Falcioni o treinador argentino da decisão do ano passado.

O comandante passou a ser o respeitadíssimo Carlos Bianchi.

Ele é tetracampeão da Libertadores.

Conhece tudo da competição.

É o melhor treinador argentino.

Não dirige a Seleção de Messi por briga com a Julio Grondona.

No Pacaembu se preocupou até com o corte da grama.

1ae11 Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012...

Sabendo as dificuldades econômicas do Boca, tratou de priorizar a Libertadores.

Virou as costas ao Argentino, onde o time é 18º.

E investiu tudo na Libertadores.

Observador, sabia que o Corinthians estava diferente, sem pegada.

Seus jogadores estavam muito mais acomodados do que no ano passado.

E assim fez o Boca transformar a primeira partida em Buenos Aires.

Foi uma guerra entre os atletas.

As provocações demonstravam que tudo havia sido articulado, armado.

O Corinthians se encolheu e perdeu por 1 a 0, gol de Blandi.

A equipe brasileira foi uma caricatura de campeão do mundo.

Merecia até perder por mais, tamanha a acomodação, falta de iniciativa.

E o rival não tinha o veterano Riquelme.

Veio a revanche no Pacaembu.

Seria só voltar a atuar como se consagrou.

Havia feito um treino rápido na primeira partida final do Paulista.

No primeiro tempo contra o Santos, mostrou que o time não havia se esquecido.

E se preparou para o confronto de ontem.

Era só se postar à frente, tocar a bola com paciência e marcar dois gols.

Mas o Boca Juniors não deixou.

Carlos Bianchi não venceu quatro competições à toa.

Ele tratou de fazer o inesperado.

Os argentinos marcavam na intermediária corintiana.

Com duas linhas, de quatro e cinco jogadores.

Apenas o Riquelme mais adiantado.

Foi desesperador, o Corinthians teve a sua espinha tática partida.

Não havia espaço para se articular.

Ao contrário do que todos esperavam, o Boca não tentou catimbar.

Não, apenas jogou futebol.

Os corintianos não esperavam marcação tão ferrenha.

E se enervaram, em vez de velocidade, afobação.

Não conseguiam tocar três passes, os argentinos não permitiam.

Alessandro, Fábio Santos voltavam a jogar mal.

Não eram os laterais que o time precisava.

E os brasileiros ficavam se jogadas de linha de fundo pelos lados.

O Corinthians centralizava seus ataques e facilitava a marcação.

Paulinho, em compensação, jogava por três.

E era quem preocupava Bianchi.

Porque Romarinho e Guerrero estavam bem marcados.

Sheik ainda encontrava espaço a fórceps.

Encarava a bem organizada marcação.

O Corinthians não estava bem, quando surgiu Carlos Amarilla.

E fez uma das piores arbitragens da sua vida.

Não marcou dois pênaltis e anulou dois gols legais.

Tudo isso contra o Corinthians.

Logo aos nove minutos, Emerson invadia a área argentina.

Quando o lateral Marin deu um tapa na bola para desarmar o corintiano.

Mal colocado, o juiz não marcou o pênalti claro.

Mas tudo iria piorar, quando Romarinho fez o gol aos 23 minutos.

Ele surgiu atrás da zaga, em posição legal.

O lateral esquerdo Clemente Rodríguez dava condição.

Mas foi marcado impedimento inexistente.

Um caos.

Tudo que é ruim, pode ficar pior.

Foi quando um minuto depois, o talentoso Riquelme ficou livre.

Ele iria bater uma falta da lateral direita.

Todos esperavam o cruzamento, principalmente Cássio.

O goleiro deu três passos para a frente.

Pagou caro por isso.

Foi encoberto em um chute magistral de Riquelme.

 Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012...

A bola encobriu o adiantado Cássio e entrou.

Boca Juniors 1 a 0.

A tensão do Pacaembu poderia ser cortada com uma faca.

Os torcedores entenderam: o time precisava fazer três gols.

O nervosismo dominou a todos até o final do primeiro tempo.

Enquanto isso, o Boca tocava a bola, soberano.

Veio a segunda etapa e Tite fez sua obrigação.

Colocou Pato no lugar de Romarinho e Edenílson do de Alessandro.

Bianchi mudou taticamente sua equipe.

Sabia que o desgaste físico tinha sido intenso.

E tratou de fazer o Boca esperar o Corinthians no seu campo.

Marcando como time pequeno, sem vergonha alguma.

Com mais espaço, os brasileiros passaram a tocar a bola.

E encurralar os argentinos.

Havia um grande erro de posicionamento.

Tite errou ao colocar Pato como ponta esquerda.

Deixou centralizado Guerrero e Emerson na direita.

O ideal seria deixar Pato no meio, muito mais produtivo.

Passar Guerrero para a direita, onde gosta de jogar.

E Sheik na esquerda, onde rende mais.

Mesmo assim, aos cinco minutos, veio a esperança.

Emerson cruzou e o onipresente Paulinho cabeceou: 1 a 1.

Os torcedores começaram a cantar a todos os pulmões.

Empurravam o time.

Aos 15 minutos, Paulinho marcou outra vez.

E Amarilla anulou de maneira equivocada.

Tanto não houve falta no goleiro Orion e muito menos impedimento.

Aos 30 minutos, não foi Amarilla.

Mas Pato quem evitou a virada.

Livre, sem goleiro, ele se desequilibrou e chutou para fora gol feito.

Aí novamente o árbitro paraguaio entrou em ação.

Aos 36 minutos, Sheik foi empurrado na área.

Outro pênalti claro não marcado.

Com o passar do tempo, o Corinthians se desesperou.

E não conseguiu marcar os dois salvadores gols.

O Boca ficou com a vaga e jogará com o Newell’s Old Boys nas quartas.

O time de Rosário eliminou o Vélez Sarsfield.

Ao Corinthians sobrou a eliminação.

As palmas, a cantoria da torcida.

Os corintianos estavam tristes, mas sabiam que haverá futuro.

Como a decisão do Paulista na Vila contra o Santos.

E elenco para se classificar para a próxima Libertadores de 2014.

Tite precisa reciclar suas ideias.

Acabar com o compromisso moral com Alessandro e Fábio Santos.

O Corinthians precisa urgente de dois novos laterais.

Assim, Pato poderá ser titular.

Sem desespero, mas com firmeza.

O Corinthians caiu, está eliminado da Libertadores.

Só que os torcedores sabem.

O clube está forte, estruturado, enriquecido.

E sabe o caminho de novas conquistas.

Por isso merece as palmas, a cantoria.

Tem crédito.

Foi campeão da Libertadores e do mundo no ano passado.

Merece a companhia de um bando de milhões de loucos.

A torcida não aprendeu a perder.

Sabe que o Corinthians venceu em 2012.

E tem tudo para voltar a ganhar...
4gazeta2 Bianchi, o Boca e Amarilla tiraram o Corinthians da Libertadores. Tite pagou caro por Alessandro, Fábio Santos e Pato no banco de reservas. Chega de laços de ternura pelos títulos de 2012...

A guerra fria para desmoralizar Ronaldinho Gaúcho já começou. Não há lugar para amadores nos bastidores da seleção. Tudo por falta de transparência de seu comandante, Luiz Felipe Scolari…

1reuters7 A guerra fria para desmoralizar Ronaldinho Gaúcho já começou. Não há lugar para amadores nos bastidores da seleção. Tudo por falta de transparência de seu comandante, Luiz Felipe Scolari...
Os bastidores do futebol não são para amadores.

A Copa do Mundo já tem enorme rejeição no Brasil.

Gastos absurdos a tornaram a mais cara da história.

O governo federal vira as costas para a saúde, educação, segurança.

Porém gasta bilhões com arenas desnecessárias.

A safra de jogadores é precoce, tem de amadurecer durante o Mundial.

Bem trabalhada estaria pronta em 2018.

Os resultados atuais são pífios.

O Brasil ocupa a 19ª colocação no ranking da Fifa com gosto.

Independente de não disputar Eliminatórias.

É o pior lugar que ficou em todos os tempos.

Não bastasse isso, chega a convocação para a Copa das Confederações.

O melhor jogador da Libertadores...

O de melhor futebol no País não é convocado.

Luiz Felipe Scolari virou as costas para Ronaldinho Gaúcho.

O espanto foi generalizado, torcedores revoltados.

Até mesmo Marin ontem se explicava, tentando se eximir do que sabia.

"O Luiz Felipe teve toda a liberdade para escolher seus jogadores.

Não houve interferência da CBF."

Para quem conhece o seu passado malufista sabe.

Não queria responsabilidade sobre a ausência de Ronaldinho Gaúcho.

O treinador do Brasil, precisa ser o comandante, o líder.

Mas mostrou seu despreparo.

Fugiu das explicações.

Para não se complicar, ele não fala sobre jogadores não convocados.

Age como se não devesse explicações para ninguém.

Ele quer mobilizar uma população.

Fazer com que apoie seu time.

Mas age como um ditador.

Só a sua opinião interessa é verdade, já que é ele quem convoca.

Mas o País não tem o direito de saber no que ela se baseia.

Diante da reação negativa de grande parte da imprensa, começa a crueldade.

A guerra de bastidores, onde amador não pisa.

E surge um estranho vazamento informações para manchar Ronaldinho Gaúcho.

Do nada, grandes veículos mostram indisciplinas, desobediências.

Não há fontes abertas, só subterrâneas.

As manchetes não são frutos do acaso.

Há uma campanha traiçoeira.

O objetivo é desmoralizar o jogador.

Dar razão a Luiz Felipe Scolari.

De uma hora para outra, o meia do Atlético é um monstro e ninguém sabia.

Ele chegou atrasado à concentração.

E cobrou um pênalti contra a Inglaterra quando Neymar deveria bater.

Não é um jogador de grupo.

1efe5 A guerra fria para desmoralizar Ronaldinho Gaúcho já começou. Não há lugar para amadores nos bastidores da seleção. Tudo por falta de transparência de seu comandante, Luiz Felipe Scolari...

Tudo é tão traiçoeiro quanto falso.

O Brasil de Scolari fez cinco amistosos.

Jogou contra a Inglaterra, a Itália, a Rússia, Bolívia e Chile.

Se Ronaldinho desobedeceu Felipão contra os ingleses foi punido.

Não foi chamado contra a Itália e Rússia.

Kaká acabou indo no seu lugar e mostrou como está mal.

Mas se o treinador tinha a convicção que Ronaldinho não servia perdeu tempo.

As desculpas que chegaram aos grandes veículos são incoerentes, vazias.

O próprio técnico as desmoralizou.

Por que convocou Ronaldinho para jogar diante de Bolívia e Chile?

Se o jogador o desrespeitou em Wembley, seria uma insanidade o convocar duas vezes depois.

O próprio Parreira minimizou o atraso do atleta em Belo Horizonte.

Ele chegou 25 minutos após o horário marcado.

"Todos nós jantamos juntos, não houve prejuízo algum."

Ao contrário do que aconteceu com Romário em 2002, as acusações não colam.

Na época, o jogador teve um encontro amoroso com uma aeromoça.

No Uruguai, antes de partida importante das Eliminatórias.

Scolari nunca precisou falar, a informação chegou aos grandes jornais.

Não foram fadas, duendes ou gnomos que contaram.

A situação se repete em relação a Ronaldinho.

Essas desculpas foram compradas, aceitas por um motivo.

Nenhum veículo quer ficar contra o treinador da Seleção.

O comandante do Brasil na Copa do Mundo de 2014.

Ter bom relacionamento com os que o cercam traz vantagens.

Exclusivas com o treinador.

Notícias exclusivas.

É uma troca, uma relação de confiança.

Se alguém influente garante que Ronaldinho não foi chamado por indisciplina...

Não se pensa, nem se questiona...

Se publica, se divulga.

Só se omite a fonte.

E muitos passam vexame.

Como quem afirmou que Cuca havia dito a Felipão que não recomendava Ronaldinho.

O treinador do Atlético convocou uma coletiva ontem.

E desmentiu com todas as letras ter falado mal do jogador.

Nem sequer conversou com Scolari sobre o meia.

Mas não interessa o desmentido.

Vale a acusação vazia, infundada.

O jogo é assim há anos e anos.

Graças à falta de transparência de Parreira, Dunga, Mano, Felipão.

Quem assume a seleção brasileira se esconde.

Não tem coragem de debater, mostrar os motivos porque não chama atletas importantes.

Age como se não tivesse de dar explicações à população.

Seguem esse caminho covarde apontado por assessores.

O Brasil é um País que saiu da ditadura militar há muito pouco tempo.

Há vários representantes dos anos de chumbo vivos, saudáveis.

Ela trouxe vários vícios, muito atraentes para quem tem cargos de comando.

Seja em que área for.

Treinador da seleção tem a visibilidade de um presidente da República.

Com inúmeras regalias.

E sem o dever de se explicar.

Escolhe o assunto que deseja falar.

Principalmente aquele sobre o qual não quer dizer uma palavra.

Isso é digno de ditadores de terceiro mundo.

Como tantos que passaram pela América Latina.

Pinochet, por exemplo, fazia a mesma coisa.

Ao Brasil foram negadas ontem as explicações sobre o jogador em melhor fase.

Estrela internacional, serviria de escudo para o pressionado Neymar.

As pessoas que cercam Felipão não enxergam um metro à sua frente.

Principalmente em relação à própria Copa das Confederações.

Se o Brasil conseguir ser o primeiro no grupo A, se classifica para a semifinal.

E onde será disputada a semifinal da Copa das Confederações para o líder do A?

Em Belo Horizonte.

Bernard e Réver foram convocados, mas são meros reservas.

Que receptividade a torcida do Atlético Mineiro dará à seleção?

O Brasil já foi vaiado no Mineirão ao empatar com o Chile em abril.

E estava com Ronaldinho Gaúcho.

Que tolerância os atleticanos, os mineiros terão com o Brasil?

Os ingênuos ou compromissados que comprem a versão de indisciplina.

O problema claro é falta de competência da Comissão Técnica brasileira.

Ela não sabe como usar todo o talento de Ronaldinho.

Já foi assim com Parreira em 2006.

O meia realmente tem pouquíssimas boas partidas com a camisa amarela.

O time não pode jogar por ele, como o Atlético faz.

Mas é possível buscar um esquema em que seja peça importante.

Flutuando na intermediária adversária.

Atraindo a marcação, trocando de posição com Oscar, Neymar.

Se Felipão pensa até no tosco Hulk como titular e abandona o talento.

Esse é o verdadeiro motivo da ausência de Ronaldinho.

Nosso treinador não sabe como utilizá-lo.

Seria mais honesto falar que o jogador não se encaixa no que quer taticamente.

Reconhecer seu talento.

A vida seguiria de maneira mais clara, limpa.

Sem calúnias que surgem 'do nada' para manchar a carreira de Ronaldinho.

Ele, por sinal, já aprontou mais do que as populações de Sodoma e Gomorra juntas.

Mas está dedicado a disputar a sua última Copa.

O que faz em campo pelo Atlético Mineiro é impressionante.

O maestro do time de futebol mais exuberante do continente.

Vive a sua vida de solteiro quando pode.

Na hora de trabalhar, redescobriu a seriedade.

Tem sido apenas o melhor jogador em atividade no Brasil.

O melhor da Libertadores.

Mas o treinador da seleção não sabe como usar esse talento todo.

Não tem coragem de assumir para a população.

Calado deixa que a imagem de Ronaldinho seja desgastada.

Abaladas por 'notícias em off'.

É sua maneira de lidar com a situação.

O futebol conheceu a ditadura militar.

E adora carregar alguns vícios.

O maior: as autoridades não podem ser questionadas.

Acreditam não ter explicações para dar.

Querem o apoio, mas viram as costas à população.

Esse é um dos motivos do atraso.

E da rejeição a esta seleção brasileira...

2reuters1 A guerra fria para desmoralizar Ronaldinho Gaúcho já começou. Não há lugar para amadores nos bastidores da seleção. Tudo por falta de transparência de seu comandante, Luiz Felipe Scolari...

Falha inaceitável de Bruno e economia inconsequente de Brunoro. O Palmeiras foi eliminado da Libertadores no Pacaembu pelo Tijuana. Acabou o sonho. Resta a Segunda Divisão…

1ae10 Falha inaceitável de Bruno e economia inconsequente de Brunoro. O Palmeiras foi eliminado da Libertadores no Pacaembu pelo Tijuana. Acabou o sonho. Resta a Segunda Divisão...
"Sabe quantos goleiros nos foram oferecidos?

Trinta.

Mas não nos preocupamos com a contusão do Fernando Prass.

Confiamos no Bruno."

As palavras foram de José Carlos Brunoro.

O responsável pelo futebol do Palmeiras quis economizar.

Mesmo sabendo da fragilidade técnica do goleiro.

A falta de atitude do manager custou a eliminação do clube na Libertadores.

O time não vai disputar as quartas-de-final com o Atlético.

Muito menos mais R$ 2,7 milhões da Conmebol.

O dinheiro foi desperdiçado.

Tudo isso graças a uma decisão inconsequente da diretoria.

Futebol é lugar para profissionais.

Onde jogam os melhores.

As pessoas de bom caráter são ótimas para amigas.

Não para manter como goleiro titular da Libertadores.

Infelizmente Bruno é fraco.

Por isso o Palmeiras contratou Fernando Prass.

Foram exatamente suas seguidas falhas que estimularam a contratação.

E hoje uma falha bizarra do goleiro teve consequências arrasadoras.

Acabou com a mística vencedora do Pacaembu.

Calou a apaixonada torcida.

Enervou o limitado time.

Deu confiança aos mexicanos do Tijuana.

O lance aconteceu aos 25 minutos do primeiro tempo.

O Palmeiras estava sendo empurrado por sua torcida.

Os jogadores limitados se superavam.

Acreditavam que estavam no mesmo filme contra o Libertad.

Torcedores dormiram na rua para comprar ingresso.

Queriam mostrar que 2013 não seria apenas Segunda Divisão.

A euforia dominava o Pacaembu.

Afinal, o time havia empatado no México.

Bastaria vencer em casa.

O jogo estava brigado, violento.

O Palmeiras mostrava uma garra incrível.

Ayrton havia acertado o travessão de Saucedo.

O grito de primeiro gol estava na garganta da torcida.

Eram 24 minutos do primeiro tempo.

Mas um minuto depois, tudo iria mudar.

Os mexicanos tentavam um contragolpe normal.

A defesa palmeirense pressionava os atacantes mexicanos.

E o chute de Riasco saiu fraquíssimo.

Foi no meio do gol, na direção de Bruno.

Ele se agachou, dobrou os joelhos.

Chegou a bater uma luva na outra, ansioso para pegar a bola.

Já pensava em lançá-la para o ataque.

Mas de maneira inacreditável, ele a deixou passar.

Ela passou embaixo dos seus braços.

O Pacaembu se calava, ninguém acreditava.

Não deveria ser possível.

Talvez um pesadelo coletivo.

Mas nada disso.

Uma falha que vai entrar para a história do Palmeiras.

Tijuana 1 a 0.

Para deixar tudo ainda mais triste, Marcos e Velloso acompanhavam o jogo.

Estavam no camarote e viram o frango lamentável.

"Foi um erro grotesco", concordou o próprio Bruno.

33ae Falha inaceitável de Bruno e economia inconsequente de Brunoro. O Palmeiras foi eliminado da Libertadores no Pacaembu pelo Tijuana. Acabou o sonho. Resta a Segunda Divisão...

Brunoro deve ter se lembrado de cada um dos 30 goleiros que recusou.

Sua economia foi desastrosa.

O gerente profissional do Palmeiras falhou também em relação à arbitragem.

O Palmeiras permitiu que o venezuelano Juan Soto fosse escalado.

Ele é um dos piores juízes do quadro da Conmebol.

Brunoro descobriu isso ontem durante o jogo.

Fraco, inseguro, permitiu a catimba mexicana.

Eles usaram e abusaram da cera e dos pontapés.

Os jogadores palmeirenses perderam a concentração com a falha de Bruno.

Nervosos descontavam dando cotoveladas, xingando os mexicanos.

O esquema tático de Gilson Kleina era primário.

Ele queria guerra, não bom futebol.

Três volantes, dois meias e apenas Kléber trombando na área.

Dois laterais inseguros, fracos.

O Tijuana, fechado, esperando contragolpes.

Tinha quatro atrás, cinco no meio de campo e um atacante.

A partida feia, horrorosa, violenta.

Disputada nas intermediárias.

Com o gol de vantagem, dado por Bruno, os mexicanos se fecharam mais ainda.

Os jogadores do Palmeiras tinham muita vontade.

E nenhuma técnica.

Por isso era fácil à zaga mexicana se defender.

O árbitro teve uma atitude patética.

Pressionado, chegou a expulsar Ruíz por dois amarelos.

Mas voltou atrás, alertado que só havia o primeiro ao mexicano.

Um desastre.

Nas arquibancadas, a torcida já previa o desastre.

E se calava, nem parecia a que carregou o time nas costas na primeira fase.

Veio o segundo tempo e o clima era de velório antecipado.

Ele se confirmou rápido.

Logo aos seis minutos.

Henrique afastou mal de cabeça bola levanta na área palmeirense.

Ele rebateu para o meio, para a entrada da área.

Nos pés de Arce que acertou chute forte.

2 a 0 Tijuana.

Os 37 mil palmeirenses no Pacaembu não acreditaram.

Vários já começaram a ir embora.

Sabiam que não havia como virar.

O time é fraco demais.

Os jogadores foram bravos, lutaram.

Tiveram a recompensa em um pênalti dado pelo infeliz árbitro Soto.

A bola bateu na mão do zagueiro Aguilar.

Ele estava de costas, não teve a menor intenção.

Mas o venezuelano é péssimo de verdade.

Souza cobrou e descontou, aos 16 minutos.

O Palmeiras continuava nervoso, inseguro.

Mas conseguiria até empatar o jogo aos 24 minutos.

Não fosse a arbitragem anular gol legal de Kleber.

Foi marcado impedimento inexistente.

O Palmeiras forçava, buscava o empate sem a menor estratégia.

Os mexicanos, conscientes, quase chegaram ao terceiro.

Maurício Ramos salvou gol em cima da risca.

Aguillar ainda foi expulso aos 39 minutos.

Mas os mexicanos seguraram a vitória justa, merecida.

Que nasceu graças a Bruno.

"Eu sou o responsável pela eliminação.

O gol que sofri mudou todo o jogo.

Assumo, foi falha minha.

Peço desculpas.

Mas tenho certeza.

Minha carreira vai continuar no Palmeiras."

Um excelente caráter.

Assumiu a derrota.

Falou quando muitos fugiriam dos repórteres.

Mas como goleiro é muito fraco.

Sua falha custou a Libertadores de 2013 para o Palmeiras.

Que Brunoro pegue o dinheiro que economizou com os 30 goleiros...

E reforce o time para a Segunda Divisão.

Essa equipe é apenas lutadora, esforçada.

Se não vierem bons jogadores, o clube pode até não subir.

Principalmente se Bruno estiver em campo...
5ae Falha inaceitável de Bruno e economia inconsequente de Brunoro. O Palmeiras foi eliminado da Libertadores no Pacaembu pelo Tijuana. Acabou o sonho. Resta a Segunda Divisão...

Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado…

1reuters5 Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...
Toda a pressão sobre Neymar.

Este é o principal reflexo da convocação de Luiz Felipe Scolari.

O treinador deixou Ronaldinho Gaúcho de fora.

Ele é o melhor jogador da Libertadores.

Vive a grande fase de sua carreira depois do Barcelona.

Está melhor do que Neymar.

Mas não estará na Copa das Confederações.

Não tem cabimento.

Um treinador campeão do mundo deveria ter competência.

Mostrar saber fazer o meia render o que sabe com a camisa amarela.

Virar as costas a ele é assumir falta de tudo.

Visão, comando, talento.

Era obrigatória a presença do meia pelo menos no grupo.

Fora sua fase maravilhosa, comandando o Atlético Mineiro.

Ele seria o respaldo para o precoce time convocado.

A atitude do treinador terá várias consequências.

A maior delas expor Neymar.

O Brasil cobrará o título e grandes partidas do garoto de 21 anos.

Já a partir do amistoso do Brasil contra a Inglaterra no Rio.

No dia 2 de junho, no Maracanã.

Todas os jogos será de altíssimo risco, de muita pressão.

Felipão errou feio.

Ele adora repetir fórmulas que deram certo em 2002.

Quer seguir o mesmo caminho que fez com Romário.

Na época acertou.

O atacante fez farra no Uruguai.

Passou a noite com uma aeromoça antes do jogo em Montevidéu.

Felipão soube.

O colocou para jogar como capitão.

Ele andou em campo e acabou se queimando.

Ronaldinho Gaúcho, não.

O jogador tão garanhão quanto Romário se recuperou no Atlético.

Está vivendo uma fase excelente.

É o grande jogador da Libertadores.

Comanda a equipe com maestria.

Na Seleção nunca rendeu o que pôde.

Caberia ao técnico saber aproveitar tanto potencial.

Deixar de convocá-lo é uma atitude inaceitável.

Felipão rezou pela mesma cartilha de Parreira e Zagallo.

Sem ele, o mundo vai cobrar de Neymar.

O jovem santista de 21 anos terá de resolver todos os problemas do time.

Ele já mostrou também que é pressão demais.

Ouviu o grito de pipoqueiro na Seleção mal preparada de Mano Menezes.

E quando os jogos eram amistosos.

Valendo a Copa das Confederações, a cobrança será imensa.

Se Bernard está no grupo é por causa do camisa 10 do Atlético.

Em vez de Ronaldinho, Felipão fez suas escolhas.

O instável Jadson, o marcador Luís Gustavo do Bayern.

Kaká de fora era mais do que esperado.

Ele não consegue nem ser titular do Real Madrid.

Outra ausência sentida é de Alexandre Pato.

Ele tem muito mais potencial do que Hulk, Leandro Damião.

Mas foi prejudicado por Tite.

 Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...

Para que Romarinho ajude na marcação de Alessandro, ele é o titular da equipe.

Pato foi perdendo espaço e ritmo.

Tem como se animar e disputar a Copa do Mundo.

Felipão sabe que ele tem mais recursos que Hulk e Leandro Damião.

Mas escolheu os dois que estão atuando como titulares constantemente.

É um outro erro grave, mas pequeno perto de Ronaldinho.

Assim como também escorrega ao abrir mão de Ramires e Ralf.

Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo;

Fernando, Paulinho, Hernanes (Bernard) e Oscar;

Fred e Neymar.

O Brasil não tem como fugir muito dessa formação.

É uma equipe boa.

Mas com jogadores jovens demais em posições fundamentais.

Principalmente Oscar e Neymar.

É previsível.

Em todas as cinco vezes que Felipão colocou seu time em campo, deixou a desejar.

Não conseguiu compactar o time.

As linhas são soltas, a marcação frouxa.

Neymar sempre teve de se virar sozinho no ataque.

Ao optar por um centrovante parado na área, o Brasil fica sem mobilidade.

Mais fácil de ser marcado.

Felipão não pode comemorar, sorrir.

Ele sabe que só o Brasil encara a Copa das Confederações como uma grande competição.

As demais insistem em que não passa de um laboratório.

A Espanha vai se concentrar na aprazível Miami antes de vir para o Brasil.

Mas o treinador brasileiro não deve se antecipar e comemorar.

Muito pelo contrário.

A pressão já está valendo.

Ele quis guerra com a opinião pública.

Acredita que une seu grupo assim.

Foi o que fez em 2002.

Cansou de dizer aos atletas que havia deixado de lado Romário.

Porque confiava neles.

Vai tentar fazer a mesma coisa em 2013.

Como seu esquema tático será igual ao de 2002.

Felipão acredita que o futuro do Brasil passa pelo seu passado.

E faz o que quer.

Preocupado com a rejeição à Seleção, José Maria Marin se antecipou.

Antes da convocação, pediu apoio a Felipão, ao Brasil.

Deixou claro que a missão, na cabeça dele, é patriótica.

Tenta apelar para o que a ditadura militar fez em 1970.

Mas se esquece que em 1974, o Brasil foi mal e não teve apoio da população.

Futebol é uma coisa, amor à Pátria é outra.

A manipulação não vai ser tão fácil.

Marin avisou novamente.

Independente da Copa das Confederações, Felipão continuará no cargo.

Será o comandante para a Copa do Mundo de 2014.

Marin age como se controlasse a tudo e a todos.

Mas só o tempo irá dizer se será assim.

Um desastre do Brasil pode tirar até o presidente da CBF do cargo.

E o primeiro passo foi péssimo.

Decepcionante.

Revoltante até.

Felipão não tinha o direito de deixar Ronaldinho Gaúcho de fora.

"Se eu tiver dor de barriga depois é comigo.

Eu escolho os que acho melhor."

Foi dessa maneira superficial e grossa que justificou não chamar o jogador.

Misturou arrogância e falta de visão.

Que se prepare para a cobrança.

Ele e quem não tem nada a ver com isso.

Um jogador de 21 anos chamado Neymar...
2reuters Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...

O mundo girou. O moderno São Paulo se transformou no atrasado Corinthians. Acumula fracassos e está nas mãos de um homem que faz o que quer. Já o rival enriqueceu, evoluiu, se blindou. Aprendeu imitando o que via no Morumbi…

1ae9 O mundo girou. O moderno São Paulo se transformou no atrasado Corinthians. Acumula fracassos e está nas mãos de um homem que faz o que quer. Já o rival enriqueceu, evoluiu, se blindou. Aprendeu imitando o que via no Morumbi...
Os papéis se inverteram.

De uma forma assustadora.

O Corinthians virou o clube da modernidade.

O São Paulo assumiu ser o do atraso.

Nas décadas de 70, 80 e 90 o Parque São Jorge era motivo de piada.

Principalmente pelos lados do Morumbi.

Crises escancaradas, jogadores ameaçados pela torcida.

Dirigentes eternos, lista de dispensa.

E fracassos nos gramados.

O Corinthians era o clube mais fácil para o jornalista.

As notícias jorravam.

Quando não vinham da situação, a oposição fazia seu show.

Nada ficava escondido.

Eram crises atrás de crises.

Enquanto isso, o São Paulo posava de moderno.

Levava o futebol para a Barra Funda.

E os dirigentes se trancavam no Morumbi.

O sucesso na maneira de trabalhar se refletia nos gramados.

Com conquistas de Brasileiros, Libertadores, Mundiais.

O clube servia de modelo.

Seus dirigentes narcistas definiam o São Paulo de forma peculiar.

Era um 'europeu perdido no selvagem Terceiro Mundo'.

Adoraram ser tratados ironicamente por lordes por humoristas.

Se consideravam dândis no meio de índios.

Usavam o Corinthians como exemplo de atraso administrativo.

E tinham razão.

Dirigentes como Alberto Dualib não tinham visão de futuro.

Só queriam sobreviver no cargo.

"Quando houver pressão, cobrança é só comprar um jogador.

E aí a gente cala a boca da imprensa."

Foi essa filosofia que imperou no clube.

A torcida organizada ou não tinha livre acesso ao clube.

Em fases ruins, os jogadores eram torturados nos treinos.

Havia um prazer sádico dos dirigentes corintianos.

Entregavam de bandeja a cabeça de atletas diante dos insucessos.

A prioridade era desviar o foco e continuar mandando.

O continuísmo era um dos grandes vícios e responsável pelo atraso.

Não havia oposição.

Enquanto isso no São Paulo, as eleições eram renhidas.

Cada grupo político tinha ideia mais moderna, mais revolucionária.

A força da oposição era similar à situação.

O ambiente democrático obrigava os dirigentes a se renovarem.

A tornarem o clube mais profissional.

Mas o tempo passou e tudo se reverteu.

Houve uma revolução no Corinthians.

Movida pela ala batizada de 'baixo clero'.

Andrés Sanchez conseguiu unir os dois polos distintos.

O de torcedor e membro da diretoria.

Fundador da organizada Pavilhão Nove.

E apadrinhado de Nesi Curi.

Teve apoio das organizadas e cresceu no colo da diretoria Dualib.

1reproducao13 O mundo girou. O moderno São Paulo se transformou no atrasado Corinthians. Acumula fracassos e está nas mãos de um homem que faz o que quer. Já o rival enriqueceu, evoluiu, se blindou. Aprendeu imitando o que via no Morumbi...

Foi elemento fundamental para que a MSI chegasse ao clube.

Conseguiu sobreviver à devassa da Polícia Federal.

E se aproveitou do movimento pela renovação do Corinthians.

Se tornou presidente e levou um grupo de administradores para o clube.

Nega, mas teve sim o São Paulo como exemplo.

Finalizou o CT no Parque Ecológico que Dualib havia começado.

Foi a mesma filosofia da Barra Funda.

Jogadores e imprensa perto do Aeroporto de Cumbica.

A vida política no Parque São Jorge.

Começou a explorar o potencial financeiro da torcida.

Se uniu à tevê que tem o futebol nas mãos, a Globo.

Com maior exposição, mais dinheiro de patrocinador.

Usou Ronaldo Fenômeno para alavancar tudo isso.

Criou um centro de reabilitação de atletas inspirado no Reffis.

Teve a sorte grande em ter o presidente Lula como amigo íntimo de sua família.

Andrés utilizou da sua influência como o clube do Morumbi fez com Laudo Natel.

E no mais, seguiu a administração do Barcelona.

Tudo mudou o clube ficou fechado.

Suas brigas são internas.

O Corinthians hoje é blindado.

As notícias vazam quando a diretoria quer.

O maior exemplo foi o que aconteceu com Jorge Henrique.

Tamanho controle refletiu nos títulos da Libertadores e Mundial.

Andrés foi inteligente para não cair na tentação da reeleição ad infinitum.

Não, dois mandatos e adeus presidência.

Hoje ele faz de Mario Gobbi seu pupilo, sem o desgaste do continuísmo.

Já o São Paulo regrediu.

É como se da modernidade, voltasse à Idade Média.

Técnicos e jogadores são trocados sem critérios.

Profissionais do mais alto gabarito são desprezados.

Turíbio Leite, Carlinhos Neves, Luiz Rosan saíam pelo mesmo motivo.

Questionar a diretoria.

O clube resolveu utilizar estratégia velhas senhoras em feiras livres.

De uma hora para outra resolveu contratar jogadores machucados.

Busca no mercado quem está se recuperando de operações.

Como frutas amassadas são mais baratos.

Filosofia deprimente.

Os fracassos em campo se acumulam.

E demonstram o quanto é ruim ter um clube nas mãos de uma pessoa.

Juvenal Juvêncio tem o poder de Alberto Dualib.

E a mesma sede de se perpetuar.

Só faz o que quer, desconsidera a opinião alheia.

Desvaloriza o patrimônio do clube.

Divulga lista de dispensa.

Oferece sete cabeças na bandeja para tentar acalmar a imprensa e a torcida.

Todos peixes pequenos.

Dos tubarões aceita tudo.

Engole jogadores descontrolados e caros como Lúcio e Luís Fabiano.

Agora busca Felipe Melo, o volante que sabotou a Seleção na África.

Como?

Pisando no holandês Robben caído no gramado.

O Brasil de Dunga ficou com um homem a menos e foi eliminado do Mundial.

2reproducao3 O mundo girou. O moderno São Paulo se transformou no atrasado Corinthians. Acumula fracassos e está nas mãos de um homem que faz o que quer. Já o rival enriqueceu, evoluiu, se blindou. Aprendeu imitando o que via no Morumbi...

Juvenal parece estar querendo concorrer com Dana White.

Ele vislumbrou os bilhões que o MMA movimenta.

E está formando seu grupo de lutadores.

Como o Corinthians de 30 anos atrás...

O São Paulo busca medalhões sem mercado na Europa.

Como o lateral Maicon.

A candidatura de Marco Aurélio Cunha é a cereja no bolo.

Ele sabe não ter a mínima chance de vitória.

Juvenal Juvêncio tem o Conselho Deliberativo nas mãos.

Mas o vereador se lançou ontem como candidato a presidente.

É uma forma de protestar.

Expor ainda mais a falta de rumo de Juvenal.

Os descaminhos de Adalberto Baptista, piloto e diretor de futebol.

"Falam que estou cuspindo no prato que comi.

Na verdade eu fui cuspido do prato que ajudei a construir", resume Marco Aurélio.

"Sou candidato para tentar mudar essa fórmula que só trouxe fracasso no futebol.

Ele está nas mãos de uma pessoa que o está conhecendo agora.

E talvez por isso tenha uma forma intempestiva de trabalhar.

Com demissões e contratações feitas precipitadas."

Ele se refere a Adalberto.

"O São Paulo precisa de troca de comando.

Precisa se arejar.

As ideias são as mesmas com o Juvenal há três mandatos.

Ele já ganhou muito no clube.

Mas acumula três anos de fracassos.

Venceu a Copa Sul Americana, torneio representativo.

Mas repleto de equipes fracas.

O São Paulo parou no tempo."

Mais do que plataforma política, Marco Aurélio escancara.

Mostra a todos o quanto o São Paulo está estagnado.

Preso nas mãos de uma só pessoa.

Sem oposição, Juvenal tem vida de imperador do Morumbi.

Nada acontece sem a sua aprovação.

Por causa de sua personalidade centralizadora.

Marco Aurélio sabe o que fala.

Ele foi gerente de futebol e genro de Juvenal.

O convívio íntimo demais.

E revela o que todos sabiam mas ninguém verbalizava.

"A Copa do Mundo saiu do Morumbi por causa do Juvenal.

Ele tornou a briga com Ricardo Teixeira particular.

Não fez com que o São Paulo brigasse com o presidente da CBF.

Não, foi algo só entre os dois.

E Ricardo lhe deu o troco tirando a Copa do Morumbi.

Levou para Itaquerão, para prejuízo da população.

Fui e sou contra à liberação de R$ 420 milhões da prefeitura para o estádio.

Fui contra porque existia um estádio pronto que só precisava ser reformado.

Seria a metade dos gastos para a população de São Paulo.

Mas o Ricardo Teixeira quis e conseguiu.

O Juvenal insiste que não.

Mas a verdade é uma só.

O São Paulo tomou um belo chapéu com essa história da Copa."

Marco Aurélio sabe, Juvenal fará o novo presidente.

A princípio, quer Roberto Natel, primo de Laudo Natel.

Ou o vice presidente Leco.

Com os dois, continuará tendo influência, mandando.

Tudo está à tona.

O Corinthians blindado, enriquecido, modelo para outros clubes.

Com títulos importantes na prateleira.

Campeão da Libertadores, do Mundo.

Pelo quarto ano seguido é marca mais valiosa no futebol brasileiro.

Está avaliada em mais de um bilhão...

O São Paulo atrasado, com brigas internas expostas como fraturas.

Nas mãos de uma só pessoa.

Sem oposição alguma.

Fracassado nos gramados.

Tudo mudou no Parque São Jorge.

E, principalmente, no Morumbi...

1gazata O mundo girou. O moderno São Paulo se transformou no atrasado Corinthians. Acumula fracassos e está nas mãos de um homem que faz o que quer. Já o rival enriqueceu, evoluiu, se blindou. Aprendeu imitando o que via no Morumbi...

Conselheiros do Santos ansiosos pela volta do passeio do vice na Espanha. Querem saber se gostou das touradas, das paellas. E se aproveitou para acertar a venda de Neymar para o Barcelona…

1ae8 Conselheiros do Santos ansiosos pela volta do passeio do vice na Espanha. Querem saber se gostou das touradas, das paellas. E se aproveitou para acertar a venda de Neymar para o Barcelona...
Os dirigentes do futebol brasileiro são engraçados.

Escolhem horas inusitadas para viajar.

Fazer turismo.

O caso mais absurdo aconteceu exatamente nesse fim de semana.

O Santos está decidindo o título paulista.

Pode conseguir o inédito tetracampeonato contra o rival Corinthians.

O presidente Luís Álvaro luta para se recuperar de graves problemas.

Aos 70 anos, é cardíaco e sofre com o aparelho respiratório também.

O responsável por cuidar do clube é seu vice Odílio Rodrigues.

É ele que está sofrendo toda a pressão da diretoria.

Conselheiros se desesperam com a possibilidade de Neymar sair de graça em 2014.

O que foi apontado como um negócio genial virou objeto de rejeição.

Nunca Luís Álvaro foi tão criticado pelo acordo que fez com o jogador.

A antecipação do seu contrato que terminaria em 2015.

E a certeza da sua liberação depois da Copa de 2014.

Sem render um centavo ao Santos.

Odílio discutiu rispidamente com conselheiros, defendendo Luís Álvaro.

Mas se dobrou diante do consenso.

O ideal é vender Neymar já.

E garantir pelo menos R$ 131 milhões.

Valor que a diretoria santista acredita obter por 55% dos direitos do atleta.

Essa é a sua porcentagem.

O grupo DIS de Delcir Sonda tem 40% do atacante.

E sortudos investidores do grupo Teisa, que ajuda Luís Álvaro, 5%.

Demorou, mas o pai de Neymar descobriu que o filho não tem mais nada a aprender por aqui.

Para sua carreira evoluir, precisa ir atuar na Europa.

Se defrontar contra os melhores times do mundo.

Os melhores zagueiros.

Aprender a jogar coletivamente.

E ele deseja atuar no Barcelona.

Não é segredo para ninguém.

O atacante tem um ótimo relacionamento com Messi.

E principalmente com o presidente do clube, Sandro Rosell.

Ele já conversou longamente com o pai e representante do jogador.

Neymar pai deixou acertado.

O Barcelona conseguiu a prioridade do atacante.

Ele e o filho negaram ter assinado um pré-contrato com o clube.

A alegação é convincente.

Para a Fifa, só valem pré-contratos seis meses antes do final do compromisso com o atual clube.

Sendo assim, só em dezembro deste ano Neymar poderia assinar com o time catalão.

O Real Madrid tenta atravessar a negociação.

O presidente Florentino Perez estaria disposto a fazer uma 'loucura'.

Oferecer cem milhões de euros, cerca de R$ 263 milhões, pelo jogador.

1record1 Conselheiros do Santos ansiosos pela volta do passeio do vice na Espanha. Querem saber se gostou das touradas, das paellas. E se aproveitou para acertar a venda de Neymar para o Barcelona...

Só que pouca gente sabe.

Neymar fez um estágio no Real Madrid.

Ele tinha 13 anos e ganhava R$ 10 mil no Santos.

Era apontado como uma grande promessa.

Foi levado para a capital espanhola por seu empresário Wagner Ribeiro.

Ele tinha ótima ligação com a direção do Real Madrid.

Desde que enfrentou o Santos e levou Robinho a fórceps para lá.

E também estava levando Neymar.

O ano era 2005.

Só que o então presidente santista, Marcelo Teixeira, travou o negócio.

Ofereceu R$ 1 milhão como luvas e mais R$ 35 mil mensais.

Assim, o jogador de 13 anos continuaria no Santos.

A proposta agradou a pai e filho.

Neymar não quis ficar por não ter o tratamento especial que sonhava.

E se antipatizou com o Real Madrid.

Esse é um dos motivos que mais o estimulam a ir para o Barcelona.

Atuar no rival da equipe que não o valorizou.

A direção do Barcelona sabe dos rendimentos maravilhosos do atleta.

Seus 11 patrocinadores e mais o Santos rendem R$ 4 milhões mensais.

O clube do litoral paulista gasta apenas R$ 500 mil do bolso.

Ele já é o quinto jogador mais bem pago do mundo.

Só atrás de Beckham, Messi, Cristiano Ronaldo e Eto'o.

O inglês embolsa R$ 92,5 milhões por ano.

O português, R$ 77,1 milhões.

O camaronês, R$ 61,7 milhões.

Mas o salário que interessa é o de Messi.

Ele é o segundo maior do mundo.

São R$ 90 milhões por ano.

Neymar recebe R$ 48 milhões anuais.

A direção catalã aceitaria ir pelo mesmo caminho que a santista.

Dar draconiana parte do dinheiro da publicidade ao atacante.

A previsão é de que poderia chegar perto dos R$ 6 milhões mensais.

Os jornais de Madrid e de Barcelona publicam a guerra pelo atacante brasileiro.

Todos os dias há detalhes novos.

Assim com na Vila Belmiro os setoristas não cansam de ouvir.

A saída de Neymar será entre o Paulista e a Copa das Confederações.

O desenhista Maurício de Souza fechou contrato com o jogador.

Para o retratá-lo nos gibis como faz com Pelé.

Utiliza o personagem Pelezinho.

No lançamento do gibi, o desenhista foi claro.

O acordo com Neymar vale se ele ficar no Brasil ou jogar na Europa.

Está cada vez mais claro que o atacante está de malas prontas.

Diante de todo esse cenário, o vice-presidente santista resolve viajar.

Acompanhado da sua digna esposa, decide tirar férias.

Segundo a Organização das Nações Unidas, há 191 países no mundo.

E qual o casal Odílio Rodrigues escolhe para ir?

Espanha.

Justo onde estão as direções mais ávidas por Neymar.

Ele mandou avisar que a viagem é particular.

São férias.

Talvez assistir às touradas, comer uma bela paella.

Dançar flamenco, por que não?

Os dirigentes brasileiros são engraçados.

E adoram menosprezar a inteligência alheia.

O destino vazou aos jornalistas.

Mas ele mandou assessores avisarem que estava passeando.

Comemorando seu aniversário com a família.

Fez mais do que isso.

Odílio foi à Espanha para tentar acertar a ida de Neymar.

Se vai conseguir é outra história.

Neymar sabe que está para sair do Santos.

Por isso tem se emocionado tanto com o inútil Campeonato Paulista.

Já rezou desesperado na decisão por pênaltis com o Palmeiras.

Suas lágrimas contra o Mogi Mirim foram mais do que comprometedoras.

Ele quer ganhar o tetracampeonato para se despedir por cima.

E espera por Odílio.

Não para que traga um toureiro em miniatura para sua sala.

Mas que resolva seu futuro.

Os conselheiros do Santos estão desesperados.

Querem novidades.

E a certeza que Neymar não sairá de graça do Santos.

Já sonham com pelo menos R$ 131 milhões.

Os catalães vislumbram a dupla que formará com Messi.

Respostas com o turista Odílio Rodrigues...

O vexame do Bahia tem explicação. O complexo de inferioridade. A solução dos seus problemas não está em quem não serve para o Sudeste. O clube é humilhado por virar as costas às suas origens…

1agestado3 O vexame do Bahia tem explicação. O complexo de inferioridade. A solução dos seus problemas não está em quem não serve para o Sudeste. O clube é humilhado por virar as costas às suas origens...
Um dos atos mais desesperados de um torcedor.

Rasgar a própria camisa do time amado.

E ainda colocar fogo.

Vários apaixonados pelo Bahia fizeram isso ontem em Salvador.

Na nova arena Fonte Nova, onde o time decida o Campeonato Baiano.

Era o primeiro jogo contra o Vitória.

Veio o vexame: derrota por 7 a 3.

Torneio estadual praticamente perdido para o rival.

Em ato contínuo, torcedores foram aos camarotes.

Queriam agredir o presidente Marcelo Guimarães Filho.

E o gestor de futebol, Paulo Angioni.

50 torcedores foram para o CT do clube.

Danificaram carros dos jogadores e funcionários.

E diziam que ficar lá, dormir se necessário.

Mas iriam se encontrar com o time e com Joel Santana.

Ficaram por três horas, foi preciso a polícia para os tirar de lá.

Pelo rádio se acalmaram, souberam que as coisas estavam acontecendo.

Paulo Angioni havia pedido demissão.

Ele tinha prometido a modernização de gestão ao Bahia.

A profissionalização.

Criou expectativas demais.

O time conseguiu apenas voltar para a Série A.

E o Baiano de 2012.

Só que o retorno para a principal divisão do país nada significou.

O Bahia se especializou em montar equipes com atletas de times poderosos do País.

Todos dispensados, sem condições de ficar onde estavam.

Quer seja por idade, indisciplina ou pura falta de talento.

Que modernidade é essa?

A falta de rumo ficou escancarada nos treinadores que passaram por lá.

Sem critério algum, planejamento a longo prazo.

A diretoria fraca se abalava diante de qualquer pressão.

E repassava a culpa aos técnicos, que eram sumariamente demitidos.

Pura transferência de responsabilidade, falta de personalidade, de visão.

Em fila foram para a guilhotina.

Márcio Araújo, Rogério Lourenço, Vagner Benazzi, René Simões...

Joel Santana, Falcão, Caio Junior e Jorginho.

Todos do 'Sul Maravilha'.

Sem a menor identificação com o futebol baiano.

A base do clube foi desprezada.

Mais de 100 jogadores foram contratados em três anos.

Loucura, irresponsabilidade.

A gestão Marcelo Guimarães Filho é mais suscetível à pressão no País.

Qualquer momento ruim, demissão de treinador.

Dispensa e contrata jogadores.

Eles chegam e vão de baciada.

Uma festa para os empresários.

Atletas problemáticos, velhos ou sem talento sabiam para onde ir.

Todos despencam no Bahia.

Assim como treinadores desprezados pelo Sudeste.

2agestado2 O vexame do Bahia tem explicação. O complexo de inferioridade. A solução dos seus problemas não está em quem não serve para o Sudeste. O clube é humilhado por virar as costas às suas origens...

Joel Santana tem 64 anos.

Passou por grandes clubes brasileiros, treinou a Seleção Africana.

Romário o defende como o técnico ideal para a Seleção.

Mas ontem ele teve das atitudes mais covardes de sua carreira.

Já havia desprezado antes o Bahia.

Por duas vezes.

A primeira ao ser sondado em abril de 2011 para assumir o clube.

"Estou esperando peixe grande.

Sardinha, não."

Humilhou o clube para fazer piada a Galvão Bueno.

Mas foi para lá que acabou indo trabalhar cinco meses depois.

Conseguiu salvar o time do rebaixamento.

Quanto deveria montar um plano de trabalho para 2012...

Virou as costas ao clube.

Foi sem constrangimento para o Flamengo substituir o demitido Luxemburgo.

Outro trabalho pífio, demitido em seis meses.

Ficou dez meses sem trabalhar até que Angioni o chamou novamente no mês passado.

Na vaga de Jorginho, humilhado na goleada por 5 a 1 para o Vitória.

Joel Santana garantiu que poderia dar um jeito na casa.

Conhecia todos os jogadores do agora 'gigante' Bahia.

De maneira conveniente, o clube não era mais 'sardinha'.

O time continuou jogando mal.

Chegou à obrigatória final do estadual.

E ontem veio a vergonhosa goleada por 7 a 3.

A terceira desfeita de Joel Santana.

Os milhões de torcedores queriam suas explicações.

Mas ele ficou 30 segundos na sala de coletiva.

"Por respeito a vocês da imprensa que estão aqui, eu vim.

Eu nem viria, não tenho nada a dizer, nada a declarar.

Não tem o que falar em uma hora dessas.

Tem que ficar calado, ir pra casa.

E esperar o que vai acontecer."

Foi embora em seguida.

Um absurdo.

Como assim, 'nada a declarar'?

Ele deveria detalhar o que há de errado.

Explicar porque seu time foi humilhado pelo de Caio Júnior.

Ter consideração pela torcida.

Não foi forte o suficiente para pedir demissão.

Ir para casa e esperar ser demitido para receber mais dinheiro é fácil.

Joel Santana mandou reservas para enfrentar o Luverdense na Copa do Brasil.

E o clube perdeu por 2 a 0 para o simplório time do Mato Grosso.

Está perto da eliminação do torneio.

Marcelo Guimarães aceitou a renúncia de Paulo Angioni.

Ficou fácil, com o gesto repassou a culpa ao gestor.

Como se tudo o que ele fizesse não precisasse de sua autorização.

Agora o presidente estuda o que fazer com Joel.

Já deveria ter tomado atitude ontem.

Mas tem mais no que pensar.

O jornal A Tarde de Salvador fez a denúncia.

O presidente e deputado federal está em xeque.

Acusado por formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro.

A queixa-crime chegou à Procuradoria Geral da República.

Os advogados Antonio Rodrigo Machado e Marcus Tonnae Silva o denunciaram.

Não só o presidente do Bahia precisa se explicar.

Mas também Paulo Angioni e o diretor da base, Newton Mota.

Ainda o delegado André Garcia, proprietário da empresa Calcio Esportes e Investimentos.

Os advogados garantem que há um esquema para repassar jovens promessas do Bahia.

Elas seriam cedidas à Calcio e daí vendidas a outros clubes.

Tudo é sério demais.

Marcelo Guimarães não quis se pronunciar.

A Procuradoria Geral da República promete investigar.

Enquanto isso, o time profissional despenca.

É humilhado.

Pior para a maior torcida do Nordeste.

A situação é vexatória.

E nada tem de modernidade.

Muito pelo contrário.

Apenas reflete anos de atraso.

Profissionalismo não é isso.

Contratar quem não serve para o Sudeste não é o caminho.

O primeiro passo é respeitar a origem de um clube.

A solução para o Bahia está nos próprios baianos.

Ninguém melhor do que eles para saber que destino seguir.

Mas é necessário perder o complexo.

O de achar que a solução de tudo está no Sul-Maravilha.

O Bahia paga por virar as costas à sua história.

Ao seu passado de conquistas.

Por não acreditar nos baianos...

(Joel Santana teve o castigo merecido.

Mandado embora após apenas sete partidas.

Desrespeito dos dois lados não dói...)
1reproducao12 O vexame do Bahia tem explicação. O complexo de inferioridade. A solução dos seus problemas não está em quem não serve para o Sudeste. O clube é humilhado por virar as costas às suas origens...

Não houve clássico no Independência. Mas um massacre. O bom Cruzeiro de Marcelo Oliveira quis encarar o Atlético no seu pedaço do inferno. Ronaldinho comandou a festa. 3 a 0 foi pouco…

1divulgacao1 Não houve clássico no Independência. Mas um massacre. O bom Cruzeiro de Marcelo Oliveira quis encarar o Atlético no seu pedaço do inferno. Ronaldinho comandou a festa. 3 a 0 foi pouco...
O Atlético não permitiu haver clássico no Independência.

Foi um massacre.

O Cruzeiro precisa comemorar ter perdido apenas por 3 a 0.

Sentiu pela primeira vez em 2013 o gosto amargo da derrota.

A invencibilidade caiu diante de quem deveria cair.

O time do futebol mais empolgante da América do Sul.

Jogando no seu caldeirão, no seu pedaço do inferno.

E com 90% de torcedores atleticanos gritando o tempo todo.

O time de Cuca entrou em campo para provar quem é o melhor de Belo Horizonte.

Se a equipe que levou dois anos montando.

Ou a formada por Marcelo Oliveira há cinco meses.

Não deu nem graça.

Empolgados por terem eliminado o São Paulo da Libertadores...

Os comandados de Cuca não queriam apenas vencer.

Mas mostrar ser muito superiores ao rival histórico.

Marcelo Oliveira teve peito, coragem.

Não alterou a sua estrutura tática.

Colocou o Cruzeiro para encarar o Atlético.

Com quatro zagueiros e apenas Leandro Guerreiro e Nilton no meio de campo.

Misturou ousadia com loucura.

Entrou para o jogo com Everton Ribeiro, Diego Souza, Dagoberto e Borges.

Pagou caro pela insanidade.

O endemoniado quarteto Ronaldinho, Bernard, Tardelli e Jô tiveram espaço.

Não foram incomodados.

Trocaram de posição e com o auxílio de Marcos Rocha, deitaram e rolaram.

O time de Cuca atacou em bloco e em velocidade.

Usou a mesma estratégia contra o São Paulo.

Os cruzeirenses não tinham como reagir.

Mesmo com um time teoricamente ofensivo, acabou encurralado.

A equipe tentou surpreender no início do jogo.

Cuca não esperava que os cruzeirenses partissem para o ataque.

E até criaram uma chance real aos sete minutos com Éverton.

Fábio trabalhou bem e fez segura defesa.

Para tentar atacar, o Cruzeiro ficou exposto.

Sem marcação.

Com velocidade e toques de primeira, os atleticanos fizeram o que desejavam.

Ganharam com talento e raça o domínio das duas intermediárias.

Pierre e Leandro Donizete estavam firmes.

Brigando pela bola e a entregando aos talentosos do time.

Os gols foram uma questão de tempo.

Logo aos 14 minutos, Marcos Rocha descobriu Ronaldinho Gaúcho.

O toque saiu de primeira, genial.

Encontrou Jô livre para marcar 1 a 0.

1fotoarena3 Não houve clássico no Independência. Mas um massacre. O bom Cruzeiro de Marcelo Oliveira quis encarar o Atlético no seu pedaço do inferno. Ronaldinho comandou a festa. 3 a 0 foi pouco...

O gol descontrolou o Cruzeiro.

E deu uma injeção de adrenalina do time e da torcida atleticanos.

Era o prenúncio de uma festa no Independência.

Bernard teve espaço para arrancar no meio da defesa cruzeirense.

Serviu de bandeja Jô, mas o atacante teve a coragem de perder o gol.

Livre com Fábio, chutou para fora.

As chances criadas e desperdiçadas eram assim...

Na frente do ótimo goleiro cruzeirense.

Ele fez pelo menos quatro grandes defesas durante o jogo.

E evitou uma calamidade.

Marcando por pressão, o Atlético continuou criando e desperdiçando chances.

Luís Flávio de Oliveira foi solidário ao Cruzeiro.

E não marcou pênalti de Bruno Rodrigo.

O zagueiro segurou Réver de forma descarada na área.

Mas no segundo tempo, os atleticanos não passariam vontade.

Marcelo Oliveira continuo apostando na sua força ofensiva.

Tinha certeza que iria se aproveitar da instável defesa adversária.

Perdeu a aposta porque o volume de jogo atleticano continuou fora do comum.

Ronaldinho mais uma vez vivia tarde inspirada demais.

Parecia que ele queria dar já hoje o título à sua torcida.

E acabou provocando a expulsão de Bruno Rodrigo.

O nervoso zagueiro acabou o acertando e tomando o vermelho.

Só aí Marcelo Oliveira sacrificou seu ataque.

Tirou Dagoberto e colocou Paulão.

Com um homem a mais foi covardia.

Ronaldinho descobriu Jô livre.

Paulão entrou e travou o chute.

A bola procurou Tardelli e não se arrependeu.

O chute foi fortíssimo: 2 a 0 Atlético, aos 24 minutos.

Mas viria o terceiro, com um chute cruzado de Marcos Rocha, aos 33 minutos.

O desgaste físico do time de Cuca acabou salvando o Cruzeiro do pior.

Com a excelente vantagem, Ronaldinho comandou o toque de bola.

A torcida alucinada gritava olé, ironizava o grande rival.

O Cruzeiro caiu de joelhos no Independência.

3 a 0 foi muito pouco diante do domínio do Atlético.

O caminho para o título está mais do que trilhado.

A confirmação está marcada para o domingo no Mineirão.

O Cruzeiro perdeu a invencibilidade em 2013 de uma forma dolorida demais.

Ela veio com a certeza de que a balança em BH pende para o outro lado.

O bom time de Marcelo Oliveira pagou caro pela insanidade.

Jogar aberto no Independência contra o Atlético atual é querer sofreu.

E os cruzeirenses sofreram.

Foi 3 a 0, fora o baile.

Vão tentar ir à forra daqui sete dias.

Se a equipe voltar a atuar da forma ingênua como fez hoje perde de novo.

Este excelente Atlético Mineiro precisa ser respeitado.

Foi tudo o que o time do Cruzeiro não fez.

E com certeza já está muito arrependido.

Não houve clássico hoje em Belo Horizonte.

Houve um massacre...
2fotoarena1 Não houve clássico no Independência. Mas um massacre. O bom Cruzeiro de Marcelo Oliveira quis encarar o Atlético no seu pedaço do inferno. Ronaldinho comandou a festa. 3 a 0 foi pouco...

O Corinthians mostrou que ainda pode jogar como em 2012. E o Santos, se tiver coragem, tem condições de ganhar o tetra paulista na Vila. Apesar da vitória dos corintianos por 2 a 1, os dois times saíram confiantes do Pacaembu…

1ae7 O Corinthians mostrou que ainda pode jogar como em 2012. E o Santos, se tiver coragem, tem condições de ganhar o tetra paulista na Vila. Apesar da vitória dos corintianos por 2 a 1, os dois times saíram confiantes do Pacaembu...
O Corinthians jogou 45 minutos como em 2012.

Imprensou o Santos no seu campo, como time pequeno.

Marcou a saída de bola na defesa da equipe de Muricy.

Foi 'dentro deles', como diz Tite.

Paulinho teve uma atuação primorosa nestes 45 minutos.

O Corinthians criou pelo menos cinco oportunidades de gol.

Se fizesse pelo menos três, teria acabado com a decisão.

Ficou apenas no 1 a 0, gol de Paulinho.

Ele também acertou o travessão em um chute belíssimo.

Marcou, saiu com a bola dominada da defesa e foi útil no ataque.

Tudo o que Felipão não deseja dos seus volantes na seleção brasileira.

No intervalo, Muricy redescobriu a coragem.

Tirou Marcos Assunção, que substituiu Montillo.

Colocou Felipe Anderson, como deveria ter feito.

E trocou seis por meia dúzia.

Miralles saiu para a entrada de André.

Dois atacantes ruins demais.

Não é por acaso que Willian José está contratado.

Mas a estrutura do time mudou com a entrada de um meia.

O Santos passou a ter quem articulasse o jogo.

E fizesse a bola chegar até Neymar.

O mais habilidoso jogador do Brasil dependia de chutões.

Do goleiro Rafael ou dos seus zagueiros.

Quando o Santos já começava a jogar melhor, sofreu o segundo gol.

Uma bola rebatida sobrou para o bravo zagueiro Paulo André.

O chute forte não deu chance a Rafael.

Com 2 a 0, a torcida corintiana já se sentia campeã.

O gol foi marcado aos 29 minutos.

Mas no restante do jogo, só deu Santos.

Durval cabeceou livre e marcou 2 a 1 aos 36 minutos.

A partir daí, um sufoco do time santista.

Cícero chutou, Cassio espalmou para a trave.

Neymar tinha mais espaço e criou pelo menos duas chances reais.

André e ele mesmo as desperdiçou.

O Corinthians se encolheu e tomou sufoco.

Escapou do empate.

O resultado foi justo.

O Corinthians mereceu vencer a partida.

No primeiro tempo resgatou tudo de bom que fez em 2012.

E mais, mostrou o que tem preparado para o Boca Junior na quarta-feira.

Tite precisa estar atento para o péssimo aproveitamento de Sheik nas conclusões.

Romarinho precisa parar de tentar cavar faltas e pênaltis.

Está marcado como um atleta que simula demais.

Danilo precisa ser mais egoísta, ele chuta muito bem.

Mas tem preferido passar aos companheiros, mesmo com chance de concluir.

O primeiro tempo do clássico de hoje recuperou a confiança do time.

Os jogadores sentiram um gostinho vitorioso de 2012.

1fotoarena2 O Corinthians mostrou que ainda pode jogar como em 2012. E o Santos, se tiver coragem, tem condições de ganhar o tetra paulista na Vila. Apesar da vitória dos corintianos por 2 a 1, os dois times saíram confiantes do Pacaembu...

Faltou também fôlego para conseguir repetir o pressing no segundo tempo.

Mas de maneira geral, a partida foi importante para o time do Parque São Jorge.

Alessandro, Ralf e Gil cuidaram bem de Neymar.

Ele só teve chances no final da partida.

O Santos também tem motivos para sair do Pacaembu com a cabeça erguida.

No primeiro tempo tomou um sufoco danado.

A covardia tática de Muricy em escalar Arouca, Renê Júnior e Marcos Assunção.

Para piorar, Cícero também atuou mais atrás.

Na prática, o Santos tinha quatro volantes.

Ninguém no meio para articular.

E na frente dois atacantes isolados: Neymar e Miralles.

O time foi dominado no primeiro tempo e poderia ter sido goleado.

Rafael tem participação decisiva, saindo várias vezes nos pés dos corintianos.

Muricy merece se animar com o segundo tempo.

Quando o time comprou mais a briga na intermediária.

E sufocou o Corinthians.

Se empatasse o jogo, não haveria grandes protestos.

O time cresceu muito quando aceitou o jogo.

E também teve coragem de marcar a saída de bola corintiana.

No esdrúxulo Campeonato Paulista não há vantagem do gol marcado fora.

Se o Santos vencer no domingo por um gol de diferença, pênaltis.

Ou seja, está tudo em aberto, emocionante.

O jogo no Pacaembu lotado teve um vencedor.

Mas resgatou a confiança nos dois times.

O Corinthians saiu do estádio certo de que não esqueceu como deve jogar.

Que 2012 pode não ter acabado.

E será como começou a partida contra o Santos que encarará o Boca.

A estratégia será exatamente a de hoje, com a marcação insana.

E a equipe marcando em bloco os argentinos até recuperar a bola.

Do outro lado, os santistas mostraram a eles mesmos.

Têm como vencer o campeão mundial.

E conseguir o inédito tetracampeonato paulista.

Basta ter coragem e comprar a briga.

Não ficar encolhido, sonhando com um contragolpe.

Isso quem faz é time pequeno, bem pequeno.

A final do Campeonato Paulista está indefinida.

E os dois lados têm uma certeza.

Corintianos e santistas estão otimistas.

"Dá para confirmar a conquista do Paulista na Vila."

Resume Paulinho, o grande jogador da partida.

"Saímos daqui sabendo que na Vila podemos ser campeões."

O resumo é do confiante Neymar.

Ou seja, vitória do Corinthians.

Mas a decisão está em aberto.

Basta o Santos não ser o time covarde que começou o jogo.

E haverá uma grande decisão no próximo domingo.

Com dois clubes certos de terem achado o caminho do título...
1gazetapress O Corinthians mostrou que ainda pode jogar como em 2012. E o Santos, se tiver coragem, tem condições de ganhar o tetra paulista na Vila. Apesar da vitória dos corintianos por 2 a 1, os dois times saíram confiantes do Pacaembu...

A Ambev começa hoje a sua campanha para tentar acabar com a rejeição à Seleção. Propagandas bem humoradas com Felipão e Neymar. Mas quem sorri hoje com o futebol do Brasil? Só os adversários…


A estratégia é a mesma da Copa de 2002.

O Brasil está outra vez desacreditado.

Desta vez é ainda pior.

Há rejeição não só à Seleção.

Mas aos milhões gastos na Copa mais cara da história.

Ela custará mais do que as últimas três somadas.

A revista Veja fez uma pesquisa relacionada ao Mundial no Brasil.

A palavra que 70% dos entrevistados liga à Copa é significativa.

Corrupção.

15% da população brasileira vive abaixo da linha da miséria.

Mesmo assim a Fifa obrigou que 12 novas arenas fossem construídas.

Foram gastos bilhões.

Com atrasos previsíveis e que aumentaram o preço das obras.

Foi uma festa para empreiteiras, construtoras.

Parte importante das obras de mobilidade social não saiu do papel.

Aeroportos continuam ultrapassados.

Pelo menos na Copa das Confederações isso não será notado.

97% dos ingressos para a competição foram vendidos a brasileiros.

Não haverá turistas por aqui, para tristeza de muita gente.

Mas a pressão ao time de Felipão será enorme.

A exigência de vitória na competição disputada em casa.

A Fifa divulgou seu ranking e o Brasil continua envergonhando.

Ocupa a pior colocação de sua história, a 19ª.

Por mais que não dispute eliminatórias, a posição é um vexame.

Tivesse ganho os amistosos contra equipes de primeiro nível, estaria bem melhor.

Por só ter brasileiros nas arquibancadas, haverá muita cobrança.

A Copa das Confederações terá um peso inédito para o Brasil.

Para Felipão.

Depois de 106 convocações e uma coleção de fracassos de Mano, ele herdou o cargo.

O octogenário José Maria Marin levou em consideração o passado do técnico.

O chamou por ter sido o último campeão mundial.

Em 2002, há 11 anos.

Não o seu presente, quando foi demitido do Palmeiras.

Scolari deixou muito bem encaminhado o rebaixamento à Série B.

Marin também levou em consideração a ótima ligação de Scolari com Aldo Rebelo.

Ele queria um treinador que fosse aceito pelo Planalto.

Mano já era figura que não agregava simpatia nem votos.

Felipão tem a certeza de que sabe o caminho das pedras.

Pretende usar a mesma estratégia do início do século.

Com um equipe sem variação tática.

Utilizando jogadores com uma só função.

Sem variação.

Com o time em três linhas distintas: defesa, meio e ataque.

Ele vai ao caminho inverso da modernidade.

1 A Ambev começa hoje a sua campanha para tentar acabar com a rejeição à Seleção. Propagandas bem humoradas com Felipão e Neymar. Mas quem sorri hoje com o futebol do Brasil? Só os adversários...

Não quer saber de volantes habilidosos.

Que saibam travar o adversário como puxar contragolpes.

Fazer gols.

Não, com ele, não.

O que vale é o futebol de 11 anos atrás.

As grandes seleções do mundo se preocupam em preencher o espaço.

Atacar e defender em bloco.

Para isso treinaram anos e anos, como Espanha, Alemanha.

Itália, França e Inglaterra e Holanda também seguem na mesma direção.

México e Uruguai não ficam para trás.

E até a Argentina de Messi tem esse padrão.

Mas o Brasil de Felipão ainda acredita em um time compartimentado.

E no improviso dos seus craques.

Aliás, desta vez, o Brasil só tem um.

É absolutamente dependente do talento de Neymar.

Em 2002 havia pelo Rivaldo, Ronaldo.

Fora Roberto Carlos, Cafu, Ronaldinho Gaúcho menino.

A perspectiva para 2014 não é animadora.

Até porque a paciência dos torcedores é nenhuma.

Marin queria que todos fossem ao estádio como ao Exército.

Teriam de exercer sua missão patriótica, torcer como soldados.

Logo se vê que ele é um político que se criou na ditadura militar.

As coisas mudaram, a Seleção será cobrada como uma equipe esportiva.

Formada para tentar superar o adversário no gramado.

Se jogar bem terá aplauso.

Atuando mal, será vaiada, cobrada.

O torcedor estará vaiando um time de futebol, não sua Pátria.

O time atual tem uma rejeição enorme entre os torcedores.

Tanto que a CBF foge ao máximo dos grandes centros do país.

A vaia é garantida.

Buscou seu último refúgio com o alegre nordestino, carente de grandes times.

Mesmo assim, sentiu nos últimos anos que o apoio cego acabou.

Jogou mal, vaia, cobranças, ironia.

Para tentar amenizar este clima, a mesma estratégia de 2002.

A tentativa de usar a propaganda para melhorar a imagem da Seleção.

Do seu novo e, ao mesmo tempo, velho treinador.

Hoje faltam exatamente um mês e quatro dias para a Copa das Confederações.

E começarão a ser veiculadas duas propagandas unindo Felipão e Neymar.

A Ambev tem contrato milionários com o técnico e com o atacante.

Para o guaraná Antárctica, Gatorade e cerveja Brahma.

Desta vez a prioridade será o guaraná.

Usando dois motes.

O primeiro a difícil relação entre Luiz Felipe e a imprensa.

Sua intolerância deverá ser vista com bom humor.

A manipulação é clara.

Na verdade, o técnico não tolera ser questionado, cobrado.

Já abandonou a última coletiva de imprensa sem o menor constrangimento.

O tempo mudou, o número de veículos e jornalistas aumentou.

Não há a postura passiva diante dos erros.

Os questionamentos ficaram mais profundos, mais difíceis de responder.

Não há mais o respeito militar à figura do treinador.

Isso é difícil de compreender, de aceitar.

Haverá problemas com Felipão.

As respostas atravessadas.

1 reproducao A Ambev começa hoje a sua campanha para tentar acabar com a rejeição à Seleção. Propagandas bem humoradas com Felipão e Neymar. Mas quem sorri hoje com o futebol do Brasil? Só os adversários...

A falta de paciência proposital com a indagação mais dura.

A propaganda surge para amenizar o inevitável.

Fazer com que a população fique do lado do treinador.

Que se dê risada quando houver uma patada ao jornalista impertinente.

A propaganda vai mostrá-lo como um ranzinza simpático.

E não um técnico que não consegue montar uma equipe moderna, vitoriosa.

O segundo filme tentará buscar ainda mais cumplicidade do torcedor.

Mostrar a reação de Neymar diante de Felipão.

Apelar para o humor, ironizar o estranhamento do jogador ao exigente treinador.

No final, os dois se entendem.

Fica a mensagem que são grandes parceiros, unidos para salvar o Brasil.

A campanha publicitária de 2002 é lembrada até hoje.

Como a conquista da Copa do Japão e Coréia.

O motivo é o mesmo: o pentacampeonato mundial.

Mas houve Copas em 2006 e 2010.

E também campanhas publicitárias.

Como o time brasileiro, elas fracassaram.

Não entraram para a história.

No esporte e na vida é assim, só os vencedores marcam.

Ou alguém ainda se lembra de Kaká aprendendo dança típica alemã?

Para a malfadada Copa de 2006...

Ou a tentativa de Dunga de convencer a todos em 2010?

Que a saída era ser guerreiro para ganhar o Mundial.

Não adiantou sua convocação à batalha.

Agora Felipão e Neymar tentam vender guaraná.

Apelando para o humor.

E mostrar que estão no caminho certo.

Os marqueteiros pensam no dinheiro, mas se esquecem.

Não será tão fácil manipular a população.

O futebol da Seleção não dá motivo algum para sorrisos.

Não para os brasileiros.

Talvez para os adversários...

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