Presente de grego de Mano para o seu sucessor em 2015. O Corinthians venceu o Criciúma. Mas o gosto foi de fracasso. Terá de disputar a Pré-Libertadores. E se passar, Grupo da Morte na Libertadores…

1ae10 Presente de grego de Mano para o seu sucessor em 2015. O Corinthians venceu o Criciúma. Mas o gosto foi de fracasso. Terá de disputar a Pré Libertadores. E se passar, Grupo da Morte na Libertadores...
Foi um fracasso a despedida de Mano Menezes do Corinthians. O time venceu o lanterna do Brasileiro, o Criciúma por 2 a 1. Porém, o grande desejo do clube não foi alcançado. A equipe não conseguiu superar o Internacional. E acabou apenas em quarto lugar no Brasileiro. E será obrigada a disputar a Pré-Libertadores em 2015. A torcida saiu frustrada do Itaquerão no adeus a Mano.

O resultado atrapalha toda a programação. Foi um presente de grego de Mano a quem assumir no seu lugar, provavelmente Tite. O Corinthians terá de disputar dois jogos eliminatórios com uma equipe colombiana. Os jogos serão no dia 4 e 11 de fevereiro. Com o clube paulista fazendo o último confronto fora do Brasil.

E mais: se passar, enfrentará o grupo da morte, o 2. Nele estarão o argentino San Lorenzo, atual campeão da Libertadores, o uruguaio Danubio e o eterno rival São Paulo. Se Mano tivesse conseguido levar o Corinthians até o terceiro lugar, o grupo seria bem mais fácil: Emelec, o vencedor de Universidad de Chile e Santiago Wanderers e o vencedor de Morelia do México e The Strongest da Bolívia.

Mario Gobbi era a imagem da impotência ontem. Ele fez questão de sentar na primeira fileira da sala de imprensa no CT corintiano. Acompanhou a última coletiva do treinador que gostaria que ficassem 2015. Mas não teve coragem de renovar seu contrato, como criticou abertamente Andrés Sanchez.

Mano foi rejeitado pelos candidatos à eleição presidencial em fevereiro. Ilmar e Paulo Garcia o consideram retranqueiro, montador de times covardes, que não combinam com a tradição corintiana. Já o favorito Roberto de Andrade tinha péssimo relacionamento com ele quando comandava o futebol. E desde que Dunga assumiu a Seleção, já se apalavrou com Tite.

A volta do contestado técnico não foi marcada por títulos. No Paulista não conseguiu nem alcançar a fase do mata-mata. Ficou atrás de Botafogo de Ribeirão Preto e Ituano. Na Copa do Brasil, a eliminação veio na goleada por 4 a 1 para ao Atlético Mineiro. Nunca brigou para valer para ser campeão nacional. Tinha pretensões pequenas diante de sua grandeza. Apenas a classificação para a Libertadores.

"Tenho a impressão de estar saindo com a metade do trabalho feito. Vim para reformula o time neste primeiro momento. Foi o que fiz durante o ano. Na próxima temporada é que estaríamos em condições de brigar por conquistas. Mas aprendi. Aprendi. Não irei mais para clubes em meio a processos eleitorais", desabafou o técnico.

Mano fez um trabalho árduo. Teve de desmanchar o time campeão mundial montado por Tite. Aliás, a sombra do ex-treinador o atrapalhou demais. As comparações eram insistentes. E Adenor sempre levou vantagem. Não só nas taças da Libertadores e do Mundial que conquistou. Mas também pela personalidade.

Tite é muito mais fraterno, amigo, companheiro dos jogadores, da diretoria, dos funcionários de clubes. Mano, não. Ele não abre mão da hierarquia, da arrogância. Se colocando acima de todos, não aceitando questionamento. Sua desculpa para essa postura foi dada ontem. "Reencontrei muita gente sem humildade no Corinthians." A alegação era por causa das conquistas do antigo treinador e de quem não chegou nem perto.

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A sua falta de paciência com Pato fez com que o Corinthians fizesse um péssimo negócio com o São Paulo. Fracassou na tentativa de recuperar o atacante comprado por R$ 43 milhões. Convenceu a diretoria a aceitar a troca por Jadson. E Gobbi paga a metade do salário, R$ 400 mil e mais auxílio-moradia, R$ 40 mil, do jogador midiático trazido pela Nike, para atuar no Morumbi. Foi um enorme fiasco a contratação de Jadson. Ele acabou o ano na reserva do reserva Danilo.

Mano também se desentendeu com Emerson Sheik. O veterano atacante teve de ir emprestado para o Botafogo. Outra vez com o clube pagando metade do seus vencimentos de R$ 520 mil.

Outro fator contrário a Mano foi a dificuldade em marcar gols. O esquema sempre privilegiou a marcação, os contragolpes. Resultado, acabou sendo a equipe que mais empatou no Brasileiro. São 12 partidas que terminaram igualadas. O time marcou apenas 49 gols em 38 partidas.

Na partida de despedida, hoje no Itaquerão, o time criou várias chances até para golear o pobre Criciúma. Guerrero desperdiçou pelo menos quatro chances. Foram duas bolas nas traves catarinenses. Mas venceu o jogo por 2 a 1, gols de Elias e Fábio Santos. Roger Guedes descontou. Mas houve um gol legítimo de Gustavo que mal anulado pela arbitragem e poderia resultar no empate no adeus ao técnico.

Por tudo que aconteceu em 2014, Mano Menezes não deixará saudades no Parque São Jorge. Aliás, não. Mario Gobbi só faltou chorar ao ter de confirmar a não renovação do técnico. Mostrou sua impotência, sua falta de força política como presidente do Corinthians. Melhor para os muitos defensores de Tite.

Isso há muito tempo já não era mais problema de Mano. Carlos Leite, seu agente, tenta encaixá-lo no Internacional. Se não der certo, restará o Palmeiras...
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Tite, Mano, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Dorival Júnior, Cristóvão, Mancini…A ciranda amadora dos técnicos atrapalha o futebol. Só neste Brasileiro foram 22 treinadores demitidos. Um caos…

1ae9 Tite, Mano, Abel Braga, Oswaldo de Oliveira, Dorival Júnior, Cristóvão, Mancini...A ciranda amadora dos técnicos atrapalha o futebol. Só neste Brasileiro foram 22 treinadores demitidos. Um caos...
Abel Braga jura que, se não ficar no Internacional, irá trabalhar no Exterior. Como São Paulo ainda faz parte do Brasil, Palmeiras e Corinthians estão riscados. Grande parte da imprensa gaúcha está cravando que Tite deverá assumir o lugar de Abel Braga no Beira Rio. Eurico Miranda deixará à vontade o empresário Carlos Leite para reconstruir o Vasco. Além de seus jogadores, o dirigente estaria de olho em Mano Menezes. Não está adiantando a campanha de Joel Santana para continuar em São Januário.

Mano Menezes fez questão de deixar claro que não continuará no Corinthians. Mas, irônico, avisou que não tem rivais. Ou seja, poderia trabalhar no Palmeiras. Dorival Júnior tem contrato até depois do Campeonato Paulista. Mas está a ponto de um ataque de nervos, diante da certeza de pessoas importantes no clube e que o conhecem desde menino. Elas garantem que ele será dispensado assim que o Brasileiro acabar. A situação é tensa porque Carlos Leite é empresário tanto de Dorival quanto de Mano.

No Parque São Jorge, Roberto de Andrade insiste que já deixou tudo acertado com Tite desde que Dunga assumiu a Seleção. Só que Andrés Sanchez não teria gostado de tanta autonomia de seu pupilo. Ao mesmo tempo em que surgiu o mal estar entre criador e criatura, o número mágico de R$ 800 mil mensais vazou a inúmeros conselheiros. Seria essa a pedida de Tite para retornar. O que seria um absurdo, já que o clube entrará em uma política de contensão de despesas. Esse dinheiro inviabilizaria sua contratação.

Aliados do técnico fizeram questão de espalhar que esses números são irreais. Ele estaria pedido muito menos para o retorno. Mas esse estranho vazamento deste ordenado fictício teria o irritado profundamente. A ponto de aceitar voltar a trabalhar no Internacional.

Osvaldo de Oliveira está completamente à disposição do Corinthians. Ele foi campeão mundial com o clube em 2000. Tem muitos amigos antigos no Parque São Jorge. Ele é considerado barato e de facílimo trato. Desde que o clube não atrase seu salário, como fez o Santos.

Neste sábado haverá eleições na Vila Belmiro. O favorito é Modesto Roma Júnior, candidato de Marcelo Teixeira. Se ele for mesmo eleito há chances de Enderson Moreira continuar. O clube tem uma dívida que já alcançou os R$ 400 milhões. O técnico não é o dos sonhos de Modesto e de Teixeira. Se a dupla pudesse, colocaria no cargo Vanderlei Luxemburgo, que renovou com o Flamengo. Não será um choque se Argel Fucks for lembrado. Ele foi ex-jogador do time e tem boa relação com muitos conselheiros santistas.

Vagner Mancini quer ficar no Botafogo na Segunda Divisão. O novo presidente Carlos Eduardo Pereira não pretende continuar com o treinador. O fato de ter trabalhado em quatro equipes que acabaram rebaixadas nos últimos cinco anos pesa contra ele. Procura no mercado um nome importante e barato. Alguns conselheiros sonham com o retorno de Seedorf como treinador. E o nome do treinador do Figueirense, Argel também ganha força.

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A direção do Fluminense está angustiada. Com a diminuição do aporte financeiro da Unimed. Não há como sonhar com treinadores caros. A manutenção de Cristóvão Borges segue sendo o melhor caminho. Até agora, o único.

Muita indefinição e falta de visão dos dirigentes. Misturada com a ganância dos treinadores, que desejam salários altíssimos e elencos fortes. Mas uma enorme pitada de politicagem da pior espécie nos clubes. Tudo isso misturado faz com que grande parte das maiores equipes do país comece as férias na segunda-feira, em plena reformulação.

O campeão brasileiro e o campeão da Copa do Brasil saem desta mesmice. Cruzeiro e Atlético Mineiro renovaram, com acerto, com seus comandantes: Marcelo Oliveira e Levir Culpi. O São Paulo manteve Muricy Ramalho. O Grêmio, Felipão. O Flamengo, Vanderlei Luxemburgo.

Tudo continua muito improvisado no futebol brasileiro. A cada final de temporada, a esmagadora maioria dos clubes trocam de treinador, de filosofia. E é um eterno recomeçar. Os estaduais servindo de laboratórios. A Copa do Brasil para atrapalhar o Brasileiro. Pior para os que estão na Libertadores. E são obrigados a perder tempo e atenção com os estaduais. Comandando times desentrosados.

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Nacional do Paraguai e San Lorenzo decidiram a Libertadores. Venceram nas semifinais o Defensor. do Uruguai e o Bolívar, da Bolívia. O time argentino foi campeão. River Plate e Atlético Nacional fazem a final da Copa Sul-Americana. Todas equipes com menos poder financeiro do que inúmeros clubes brasileiros.

Apesar de toda a pressão da torcida, o Brasil foi apenas quarto colocado na Copa do Mundo de 2014. 2014 foi um ano marcado pelo fracasso do futebol deste país. Os motivos são inúmeros. Porém a falta de sequência dos treinadores nos grandes clubes pesa. A indefinição, a incompetência e o eterno recomeço viraram marca registrada de quem comanda as equipes. Esta ciranda infernal tem um custo. Só não enxerga quem não quiser.

Os técnicos por aqui não têm nem fôlego para chegar até o final do Brasileiro. Há anos são 20 equipes que disputam a competição. Em 2014 foram 22 treinadores foram dispensados ou pediram dispensa. Paulo Autuori do Atlético, Caio Júnior do Criciúma, Vinícius Eutrópio do Figueirense, Gilson Kleina do Palmeiras, Ney Franco do Vitória, Jaime de Almeida do Flamengo, Miguel Ángel Portugal, do Atlético Paranaense, Ney Franco do Flamengo, Guto Ferreira do Figueirense, Marquinhos Santos do Bahia, Enderson Moreira do Grêmio, Jorginho do Vitória, Celso Roth do Coritiba, Doriva do Atlético Paranaense, Wagner Lopes do Criciúma, Ricardo Gareca do Palmeiras, Oswaldo de Oliveira do Santos, Celso Rodrigues do Chapecoense, Gilmar dal Pozzo do Criciúma, Gilson Kleina do Bahia, Jorginho do Chapecoense, Toninho Cecílio do Criciúma.

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Tudo ficou tão automático que só quando todos os nomes são lembrados se percebe o absurdo. 21 demissões. Isso também acontece porque os treinadores e dirigentes não aceitam a quarentena, comum na Europa. O técnico só pode trabalhar por um clube em um campeonato. Aqui, não. Demitir o treinador é muito fácil. O demitido não reclama porque sabe. Além da multa, logo ele poderá assumir outra equipe.

O Brasil está na pré-história na organização do seu esporte mais popular. Há muitas dúvidas sobre o futuro de vários grandes clubes. Quais serão seus treinadores? Quantos chegarão ao final de 2015 comandando o mesmo clube? Perguntas que combinam com o amadorismo dos nossos treinadores...
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Sem prestígio na política, Andrés Sanchez procura os holofotes no Corinthians. E desmoraliza Gobbi, seu pupilo Roberto de Andrade e ameaça Guerrero. Quem é o presidente de verdade do Corinthians?

1ae6 Sem prestígio na política, Andrés Sanchez procura os holofotes no Corinthians. E desmoraliza Gobbi, seu pupilo Roberto de Andrade e ameaça Guerrero. Quem é o presidente de verdade do Corinthians?
A coletiva de Andrés Sanchez ontem no CT do Corinthians provocou reações na já tumultuada eleição de fevereiro. Os conselheiros querem saber quem será 'de verdade' o presidente do clube, caso Roberto de Andrade seja eleito. Ele ou o articulador de campanha e mentor: Andrés.

Por mais de uma hora, o ex-presidente e agora deputado federal pelo PT tocou em pontos delicadíssimos que travam o Corinthians neste final de ano. Deixou o seu ex-pupilo, Mario Gobbi, em situação vexatória. Principalmente em relação a Mano Menezes e Guerrero.

"Se eu fosse o presidente, o contrato do Mano estaria renovado há três meses", disse, agora que o time está classificado para a Libertadores. Há 90 dias, em setembro, o clube empatava com a Chapecoense no Itaquerão e Mano era excomungado pela enorme maioria de conselheiros. Vários ligados intimamente a Andrés. Seu nome era sinônimo de reprovação, de falta de rumo. Tudo ficaria pior em outubro, quando a equipe foi eliminada da Copa do Brasil, após goleada por 4 a 1 para o Atlético Mineiro.

Andrés desmoralizou não só Gobbi como também Roberto de Andrade por virarem as costas a Mano Menezes. O seu candidato e, favorito absoluto à eleição corintiana, está fechado com Tite desde que Dunga foi escolhido para substituir Felipão. O ex-presidente sabe que se na política partidária não tem representatividade, no Parque São Jorge suas palavras são levadas a sério. Ficar publicamente contra a principal escolha de seu novo pupilo na presidência do clube é algo decepcionante. E que atinge o fígado de Roberto de Andrade.

Andrés já oscilou no seu apoio a Mano e a Tite. Já foi íntimo dos dois treinadores. Mas se afastou do campeão da Libertadores e do Mundial diante de sua obsessão pela Seleção Brasileira. E da mensagem discreta de que não assumiu o cargo pela ligação que mantinha com o ex-presidente corintiano. Foi quando Andrés decidiu apoiar a continuação de Mano. Só que era tarde. Roberto está fechado com Adenor. Só há uma maneira dele não treinar o Corinthians. Se for muito diferente a sua pedida financeira em relação a Oswaldo de Oliveira e Abel Braga.

1ae7 Sem prestígio na política, Andrés Sanchez procura os holofotes no Corinthians. E desmoraliza Gobbi, seu pupilo Roberto de Andrade e ameaça Guerrero. Quem é o presidente de verdade do Corinthians?

Desprezado por Roberto de Andrade, com quem tem péssima relação, Mano Menezes não voltaria atrás. Descartou a hipótese de continuar. Seu agente, Carlos Leite, sabe do interesse do Palmeiras. Até porque ele também representa Dorival Júnior. Além disso há o Internacional, segunda opção de Tite, caso Abel Braga realmente saia. Para Mano já trabalha com o tapa de luva de pelica, a classificação para a Libertadores em 2015.

Não satisfeito em expor Roberto de Andrade em relação ao técnico, Andrés decidiu pressionar Guerrero. Jogar o principal ídolo corintiano contra a torcida. A renovação de contrato segue complicada.

"Isso tem que ter um fim, não pode passar da próxima semana. Quer? Não quer? Pronto. É isso aí e acabou. Aí, é mostrar à torcida a proposta que foi feita pelo clube e dizer: ‘Olha, estes números não foram aceitos’. Por ele e pelos empresários."

O que Andrés fez foi mandar um claro recado ao atacante. Ou sua pedida e a oferta corintiana se tornarão públicas e de forma oficial, pelo clube. Pessoas ligadas à negociação garantem que o peruano aceita receber o mesmo salário, R$ 480 mil mensais por três anos de contrato. Mas pede R$ 18,1 milhões, sete milhões de dólares como luvas. O Corinthians já chegou a R$ 10 milhões.

A ameaça de Andrés chega em uma hora péssima. Guerrero tem uma relação de muita preocupação com a torcida corintiana. Principalmente as organizadas. O próprio presidente Mário Gobbi revelou que ele foi 'esganado' por torcedores na invasão do Centro de Treinamento no início do ano. A chance de ter sua pedida financeira exposta pela própria diretoria não é algo que o estimule a ficar. Pelo contrário.

Guerrero tem contrato até julho de 2015. Se não renovar até janeiro poderá assinar um pré-contrato com outra equipe. E sair de graça em agosto do próximo ano. Só que, por seis meses atuaria no Parque São Jorge, com todos os torcedores sabendo quanto recusou para continuar no Corinthians. Seria absoluta a chance de ser considerado 'mercenário' pelos membros das organizadas. As palavras do ex-presidente podem contribuir até para um rompimento definitivo do atacante. Quem gosta de ver ameaçada sua vida financeira para membros de organizadas?

Andrés foi mais fundo. Fez questão de desmoralizar politicamente o ex-pupilo Mario Gobbi. Deixou claro que o Corinthians não tem força política na CBF e na Conmebol.

"A gente teria de estar mais presente na parte política do futebol brasileiro e sul-americano, teria de ser mais participativo, deixamos coisas acontecerem no dia a dia. O Corinthians não pode ir 18, 19 vezes para julgamento no STJD, esse órgão está se metendo mais do que deveria. Um torcedor mata uma mosca na cabeça e o clube vai a julgamento porque o cara se auto-agrediu."

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Como piada, excelente. Mas na prática o que o ex-presidente defende é que, pela grandeza corintiana, o STJD não poderia ter tantos processos contra o clube. O tribunal 'está se metendo mais do que deveria'. A medida quem dá é ele, não importa as infrações que possam ter acontecido. Postura mais ditatorial impossível. A intenção é apenas expor a fraqueja de Gobbi, que abandonou seus conselhos, sua influência.

Andrés foi ainda mais fundo. Na vontade de mostrar força, ridicularizou seu protegido, Roberto de Andrade. Ele tem afirmado que analisará o quadro econômico do país antes de fazer contratações cara.

"O cara é candidato à presidência do Corinthians e está com medo de contratar? Então, procura outro candidato! Tem de arriscar, ser ousado, não adianta só colocar o pé no chão, falar "ba, ba, ba...", tem de se impor."

Mas na hora de explicar porque há quase três anos não consegue fechar a venda de naming rights para o Corinthians, Andrés se complica. "O problema é a crise mundial. Mas vai sair" Não quis se alongar na resposta. No íntimo ele sabe que tudo está complicadíssimo. O apelido Itaquerão já se fixou, como Morumbi, Maracanã, Mineirão. Conselheiros importantes corintianos já se animaram muito quando ele falava em R$ 400 milhões, R$ 300 milhões. Foram gastos mais de R$ 250 mil em viagens e nada foi fechado. Os anos foram se passando e nada de uma proposta concreta chegar.

Andrés Sanchez foi uma decepção eleitoral para o Partido dos Trabalhadores. O sonho era que se tornasse o deputado federal com maior votação no Brasil da história. Ou pelo menos chegasse a um milhão de votos. Conseguiu apenas pouco mais de 168 mil. Não tem a representatividade sonhada por Lula, que um dia desejou que fosse candidato a prefeito de São Paulo pelo PT.

Assim, atrás de holofotes, Andrés estará cada vez mais presente no Corinthians. Não foi por acaso que, quando acabou sua coletiva, ele provocava repórteres de rádio no CT. "Eu voltei", dizia. Mas o correto deveria ser: "tive de voltar para ganhar espaço na mídia"...

Atlético Paranaense virá para São Paulo com oito reservas. E com um time sub-21. Justo na partida que vale a sobrevivência do Palmeiras. O Vitória que se prepare para a Segunda Divisão…

1reproducao2 Atlético Paranaense virá para São Paulo com oito reservas. E com um time sub 21. Justo na partida que vale a sobrevivência do Palmeiras. O Vitória que se prepare para a Segunda Divisão...
Weverton (26 anos); Mário Sérgio (22), Dráusio (23), Léo Pereira (18) e Lucas Olaza (20); Otávio (20), Paulinho Dias (26), Nathan (18) e Marcos Guilherme (19); Douglas Coutinho (20) e Dellatorre (22).

Esse é o time do Atlético Paranaense que acabou de treinar hoje para enfrentar o Palmeiras no domingo. Ao lado de cada jogador, sua idade. A média do time é de apenas 21,2 anos. A revelação é do jornal Gazeta do Povo, de Curitiba.

Apenas três atletas são titulares na equipe de Claudinei Oliveira. Weverton, Paulinho Dias e Marcos Guilherme. Fica clara a falta de importância que os atleticanos dão a esse confronto que pode rebaixar o Palmeiras. Tanto que a diretoria até abriu mão dos 10% dos ingressos que teria direito.

Não custa lembrar. Se o Palmeiras cair, o grande beneficiado seria o Vitória, clube com quem a cúpula atleticana tem sérios problemas na justiça por causa de Dinei e Léo. O presidente Mário Celso Petraglia não tolera sequer ouvir o nome do clube baiano citado na sua frente.

O presidente Paulo Nobre ganha a cada instante mais motivos para prometer a preocupados conselheiros. "O Palmeiras não cai". Ele sabe o que está falando...

Presidente confiante, jogadores alegres, Dorival descontraído. De onde vem a estranha convicção de que o fraco Palmeiras não será rebaixado? Essa certeza sem nexo, ninguém explica…


Muito estranho o clima no Palmeiras. Mesmo com o time seriamente ameaçado pelo terceiro rebaixamento em 12 anos, a tranquilidade impera. Os treinamentos estão marcados por sorrisos, brincadeiras, confiança. O presidente Paulo Nobre acalma conselheiros e membros da direção. Age com total confiança de que o clube não cairá. Tanto que já busca pessoalmente patrocinador para a camisa com a promessa de grande equipe em 2015. Na Série A do Brasileiro, lógico.

De onde vem essa certeza? O time acumula 20 derrotas no Brasileiro. Tem a pior defesa, tomou 58 gols em 37 partidas. Mais do que o lanterna Criciúma. E soma 25 gols de saldo negativo. Ocupa a 16ª posição na tabela. E vai enfrentar no domingo, o Atlético Paranaense, oitavo colocado.

As atitudes da diretoria não combinam. Mesmo com o time precisando desesperadamente dos três pontos, a promoção de ingressos é ridícula. Mesmo com a equipe precisando da nova arena lotada, nada de ingressos a preços realmente populares: R$ 1,00, R$ 3,00, R$ 5,00 ou R$ 10,00. Não. O ingresso mais barato é de R$ 60,00. O mais caro, R$ 350,00. Difícil de compreender, usando apenas a lógica.

A preocupação é em arrecadar mais dinheiro do que buscar apoio. Ao contrário do que acontece no acordo entre Corinthians e Itaquerão, a bilheteria dos jogos fica para o Palmeiras na nova arena.

Depois de acionar informalmente Marco Polo del Nero para tirar o jogo do novo estádio, com medo de depredação em caso de rebaixamento, a diretoria mudou absurdamente sua postura. Aplaudiu de pé a confirmação do jogo contra o Atlético no estádio novinho que a WTorre construiu.

A diretoria atleticana abriu mão dos 10% dos ingressos que teria direito na partida de amanhã. Sem criar qualquer problema. Aceitaram só a presença de palmeirenses, em nome da segurança. As torcidas paranaenses ficaram revoltadas. Haviam organizado caravanas para o jogo. Mas foram impedidas de ir para São Paulo.

Paulo Nobre comemora junto a companheiros de diretoria o fato de a TV Globo transmitir o jogo para a capital paulista. Está absolutamente confiante de que mostrará a vitória que garantirá o clube na Série A. Quem acompanha de perto o dirigente sabe que confiança não é necessariamente a sua melhor qualidade. Ainda mais antes de jogos decisivos. Se o Palmeiras perder e Vitória ou Bahia vencer, novo vexame na história do clube paulista. Mas o dirigente age como se não existisse essa chance. De onde vem tamanha certeza de vitória?

2ae3 Presidente confiante, jogadores alegres, Dorival descontraído. De onde vem a estranha convicção de que o fraco Palmeiras não será rebaixado? Essa certeza sem nexo, ninguém explica...

Dorival Júnior também também, de repente, perdeu os vincos na testa. Descruzou os braços. As frases ásperas sumiram. De uma maneira milagrosa, tendo um adversário competitivo, vibrante e muito mais eficiente, o treinador ganhou a convicção dos três pontos. Os repórteres que frequentam diariamente o Centro de Treinamento da Barra Funda também estão perplexos. É como se o Palmeiras já estivesse salvo.

Até chefes das famosas organizadas palmeirenses se mostram mais tranquilos, serenos. Não há clima para pressão, ameaças, promessas de retaliação em caso de volta à Segunda Divisão. De repente é como se esta possibilidade não existisse. O motivo, ninguém diz claramente.

O time palmeirense terá de volta Valdivia. Isso é fundamental ao time. Mas só hoje prometia treinar normalmente. Sua lesão na coxa esquerda, sofrida no amistoso entre Chile e Venezuela, o tirou da partida contra o Sport. O fez atuar meio tempo contra o Coritiba. E não o deixou atuar diante do Internacional. A sua volta foi apressada pelos médicos e fisiologistas.

Quem acompanha futebol sabe que quando um jogador importante volta de contusão, a recepção adversária não costuma ser fraterna. Como aconteceu no Paraná. O próprio Valdivia sofreu um rodízio de entradas fortes, contra o Coritiba. O que infelizmente é normal, sempre acontece. O chileno não teve condições de continuar no jogo. É uma manobra permitida no futebol. Poderia acontecer novamente no domingo, contra o Atlético, mas ninguém no Palestra sequer aventa essa possibilidade.

Embora em uma posição para lá de delicada, de repente, todos no Palmeiras vivem como em um conto de fadas. Contam de verdade com esses três pontos. Mesmo os jogadores limitados, fracos que Brunoro levou ao clube se mostram firmes. Justo eles que tanto sentiram psicologicamente, emocionalmente partidas muito menos importantes, nesta estão convictos do resultado. O que aconteceu, qual o segredo?

O Atlético Paranaense teve dois dias de folga após a vitória diante do Goiás. O time vai mesmo poupar vários titulares. Claudinei Oliveira renovou seu contrato antecipadamente até o final de 2015. O assunto mais importante nas últimas horas no clube é a saída do atacante Marcelo. Ele tem proposta de vários clubes do Exterior e mesmo do Brasil. A briga da diretoria em relação à cobertura da Arena da Baixada também é bem mais importante do que o confronto de domingo.

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A CBF divulgou antecipadamente os árbitros da última rodada do Brasileiro. Leandro Vuaden foi o escolhido para trabalhar na nova arena. O nome trouxe ainda maior tranquilidade pelos lados palmeirenses. O gaúcho parece dar sorte ao clube de Paulo Nobre. Ele trabalhou em quatro partidas da equipe paulista neste Brasileiro. E, por coincidência, em nenhuma delas o Palmeiras perdeu.

Com Vuaden, vitória diante do Vitória em Salvador por 1 a 0. Empate contra o próprio Atlético Paranaense, em Curitiba. Mais três pontos, no Pacaembu, 4 a 2 na Chapecoense. Novo triunfo, de novo em Salvador, desta vez contra o Bahia: 1 a 0. Nesta partida, os baianos reclamaram demais dos critérios que o juiz utilizou, se queixaram violentamente de terem sido prejudicados. Não há como levantar suspeitas sobre a honestidade do árbitro. Por pura coincidência, com ele apitando, os palmeirenses não sabem o que é perder.

Em 2002 e de 2012, o clima de tensão, medo e até desespero marcaram as rodadas que poderiam levar o clube à Segunda Divisão. Desta vez, não. É incrível como tudo está leve, alegre, confiante. Todos no Palmeiras, do porteiro ao presidente, agem como se esta possibilidade fosse impossível. De uma hora para outra, tudo se transformou.

Mesmo no vergonhoso centenário, acumulando fracassos em cima de fracassos, vexames em cima de vexames, e com uma campanha pífia no Brasileiro, todos agem em uma sintonia absurda. "O Palmeiras não vai cair", garante Paulo Nobre. De onde vem essa convicção absurda, sem nexo? Ninguém responde...
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O dilema de Claudinei. Perder para o Palmeiras colocaria o Vitória, inimigo do presidente do Atlético, na Segunda Divisão. Só que sua carreira ficaria marcada para sempre…

1reproducao1 O dilema de Claudinei. Perder para o Palmeiras colocaria o Vitória, inimigo do presidente do Atlético, na Segunda Divisão. Só que sua carreira ficaria marcada para sempre...
Na Vila Belmiro, Claudinei Oliveira era conhecido como muito ambicioso. Desde os tempos em que trabalhava na base não escondia de ninguém que desejava fazer carreira no profissional. Aplicado, trabalhador e muito ousado taticamente, ficava claro aos dirigentes que teria futuro.

Em 2009 assumiu o sub-15. Em 2010, o sub-17. Em 2011, o sub-20. O sucesso de seu trabalho empolgava os dirigentes santistas. Mais do que os títulos paulistas e da disputada Copa São Paulo, a postura firme, decidida, ofensiva do treinador chamava a atenção.

Tanto que logo se tornou uma sombra para Muricy Ramalho. O Comitê Gestor santista acreditava ser um desperdício continuar pagando R$ 700 mil ao treinador principal com o time indo cada vez pior. A troca foi feita sem piedade.

Só que Claudinei não se submeteu aos desejos da diretoria. Tinha suas convicções. Não se dobrava a pedidos, a sugestões de escalações de jogadores consagrados ou de maior salário. Isso foi irritando a cúpula santista. Pouco importando que o time estava muito enfraquecido e com uma saudade aguda de Neymar.

Até porque o plano original era mantê-lo interino até a contratação de Marcelo Bielsa. Ele seria auxiliar do argentino. Mas Marcelo não aceitou o convite para trabalhar no Santos. E Claudinei foi efetivado.

Sua postura rebelde não agradou o então presidente Laor. E ele estava demitido já na reta final do Brasileiro. Mesmo assim conseguiu levar o time à sétima colocação. Foi dispensado. Assinou contrato com o Goiás. Levou o time à decisão do estadual. Perdeu do Atlético Goianiense e acabou demitido. Não pela campanha. Mas também por não se submeter aos caprichos dos dirigentes.

"A postura do Claudinei sempre foi independente demais. Age como se fosse um técnico consagrado, sem ainda ser. Isso choca os dirigentes que costumam dar mais palpites nos times do que parece", me diz um empresário consagrado.

Dois dias depois de sua saída do Goiás, acertou com o Paraná Clube. Estava fazendo um bom trabalho de reestruturação. Até quem chegou a proposta do Atlético Paranaense. Claudinei não teve dúvidas em romper o contrato. Aproveito a oportunidade, de uma maneira ambiciosa.

O time de Mario Celso Petraglia estava nas últimas posições do Brasileiro. Equipe frágil, limitada. Com jeito de rebaixada. O trabalho de Claudinei foi muito bom. Conseguiu compactar o time, o deixar mais seguro atrás e veloz na frente. Trocou os jogadores que desejou. E conseguiu reverter o processo. O clube escapou, não tem mais nenhuma chance de ser rebaixado.

Agora chegou a última partida do Brasileiro. Contra o Palmeiras. Todos os holofotes desta derradeira partida do campeonato estarão no novo Palestra. Uma vitória do time de Claudinei pode levar o consagrado cube paulista à Segunda Divisão, no ano de seu centenário, da sua nova arena.

Resultado que faria muito bem à carreira do treinador de 45 anos. E que deseja se firmar no cenário nacional. Só que o destino não o está ajudando. A derrota do Palmeiras pode ajudar o Vitória, que enfrenta o Santos em Salvador. Se conseguir os três pontos, os baianos podem escapar da Segunda Divisão.

Petraglia não esconde de ninguém que detesta a cúpula do Vitória. Se diz enganado nas transações envolvendo Léo e Dinei. A relação entre os dois clubes é péssima. Daí a conclusão na imprensa paranaense que, se o Atlético Paranaense perder, Petraglia não ficaria exatamente desapontado.

O presidente do Atlético é conhecido como um dos dirigentes que mais impõe suas vontades junto às Comissões Técnicas que trabalham em Curitiba. O trabalho de Claudinei o agradou. A ponto de renovar antecipadamente seu contrato até o final de 2015.

O técnico havia avisado antes de estar definido o quadro: colocaria reservas na última partida do Atlético, contra o Palmeiras. Testaria jogadores que podem continuar ou não no próximo ano sob sua direção. Não existia pressão alguma para vencer. Ou perder.

3ae3 O dilema de Claudinei. Perder para o Palmeiras colocaria o Vitória, inimigo do presidente do Atlético, na Segunda Divisão. Só que sua carreira ficaria marcada para sempre...

Agora há. Caso sua equipe seja derrotada, será um troco nos baianos, que agradaria a Petraglia. Mas a partida ficaria marcada na carreira de Claudinei. Até o fim dos tempos a suspeita de que o Palmeiras sobreviveu na Série A ficaria nos seus ombros. O que seria péssimo para quem sonha em uma carreira muito maior. Voltar a trabalhar em centros maiores do que o Paraná.

Já os três desnecessários pontos, além de rebaixar os paulistas, ajudariam os baianos, detestados por Petraglia. Não custaria nada ao dirigente cortar a cabeça de quem não faz suas vontades no Atlético, clube que trata como seu.

O quadro é este, Claudinei está em um dilema profissional terrível. E que marcará sua carreira. Vencer ou não o Palmeiras. Seu destino mudará depois dessa partida. Se o técnico ambicioso, teimoso que surgiu na Vila Belmiro ainda vive. Ou o treinador que se submete aos caprichos de um presidente, que ficaria feliz com o rebaixamento de um rival que odeia.

Que rumo vai tomar Claudinei Oliveira? A resposta, domingo...
2reproducao O dilema de Claudinei. Perder para o Palmeiras colocaria o Vitória, inimigo do presidente do Atlético, na Segunda Divisão. Só que sua carreira ficaria marcada para sempre...

Até que enfim a CBF acerta uma decisão. Palmeiras e Atlético Paranaense confirmado no novo Palestra. Marco Polo enfrentou o medo dos vândalos infiltrados nas organizadas…

1ae4 Até que enfim a CBF acerta uma decisão. Palmeiras e Atlético Paranaense confirmado no novo Palestra. Marco Polo enfrentou o medo dos vândalos infiltrados nas organizadas...
O promotor do Ministério Público, Paulo Castilho, fez um estardalhaço. Campanha para que a partida entre Palmeiras e Vitória saísse do novo Palestra Itália. Foi à tevê, convocou coletiva. Argumentava que o jogo deveria ser no Pacaembu. Temia pela segurança dos jogadores, dos torcedores. O dono da casa pode ser rebaixado para a Segunda Divisão logo na segunda partida na arena.

As organizadas palmeirenses já foram acusadas de vários atos violentíssimos. Como a destruição da sala de troféus do clube. Incendiar a antiga loja oficial palmeirense. Várias brigas, com direito a mortes.

O novo estádio tem o desenho de estádios de países civilizados. Sem alambrados, fosso. O torcedor mais próximo do gramado fica a apenas oito metros. Entre ele os times, seguranças e policiais.

2ae2 Até que enfim a CBF acerta uma decisão. Palmeiras e Atlético Paranaense confirmado no novo Palestra. Marco Polo enfrentou o medo dos vândalos infiltrados nas organizadas...

Paulo Castilho também lembra o caos de rua reservada para a entrada e saída do ônibus palmeirense. A Turiassu. As organizadas a dominam em dias de jogos há décadas. Há subsedes de torcidas. E bares que ficam superlotados de membros organizados bebendo, comendo, esperando o jogo começar.

Na primeira partida entre Palmeiras e Sport, o policiamento sofreu. A Turiassu estava superlotada. O ônibus palmeirense teve de entrar, de forma improvisada, pela rua Padre Antônio Tomaz.

"O estádio é muito bonito, maravilhoso, mas quem projetou isso aqui não conhece a torcida que tem", desabafou para as rádios, o major Gonzaga, responsável pelo comandante do Segundo Batalhão de Choque.

Paulo Castilho lembra muito bem o que aconteceu no Couto Pereira, quando o Coritiba foi rebaixado em 2009. Houve um conflito inesquecível, com os torcedores invadindo o gramado com pedras, paus. Tentavam agredir os jogadores. Os policiais tiveram uma atuação histórica, firme. Vários deles saíram machucados do embate selvagem, mas protegeram os atletas.

Discretamente, o Ministério Público contava com o apoio da diretoria palmeirense. O presidente Paulo Nobre não queria correr o risco da nova arena danificada. Muito menos a tentativa de invasão por parte das organizadas, com quem é rompido. Mandou recados ao presidente da FPF e conselheiro vitalício palmeirense, Marco Polo del Nero. A princípio ele estava disposto a ajudar a tirar o confronto contra o Atlético Paranaense de lá.

3ae2 Até que enfim a CBF acerta uma decisão. Palmeiras e Atlético Paranaense confirmado no novo Palestra. Marco Polo enfrentou o medo dos vândalos infiltrados nas organizadas...

Mas Marco Polo mudou de ideia. Pelo simples motivo que haverá jogos decisivos no Itaquerão, na Fonte Nova, na arena do Grêmio, no Maracanã... E assim por diante.

Como houve na Copa do Mundo. O Brasil foi goleado pela Alemanha no Mineirão. Perdeu a terceira colocação para a Holanda no Mané Garrincha. A Alemanha foi campeã no Maracanã, diante de milhares de argentinos, maioria no estádio. E nada demais aconteceu.

Por isso, Marco Polo resolveu voltar atrás. Encarar os vândalo. Não cedeu. O máximo que a CBF fez foi passar a partida entre Corinthians e Criciúma para o sábado. Evitando que membros das torcidas organizadas corintianas e palmeirenses pudessem se encontrar nos metrôs, em São Paulo, no domingo. E só. Já que o novo palestra foi aprovado pela própria PM.

E assim será. Palmeiras e Atlético Paranaense se enfrentarão no Palestra no domingo. O promotor Paulo Castilho fez o seu trabalho. Alertou, chamou a atenção da sociedade. Mas teve de ceder ao bom senso.

As autoridades paulistanas precisavam se impor. Se o Palmeiras for derrotado e cair para a Segunda Divisão, paciência. Os torcedores poderão xingar, protestar, vaiar, chorar. Mas não têm o direito de vandalizar o estádio. Invadir o gramado. Tentar bater em quem quer que seja.

Se o fizer deverá ser preso, como qualquer criminoso, marginal. É obrigação da polícia, das autoridades fazer o seu trabalho. Inclusive preventivamente. Mas não demonstrar medo. Mudar local de jogo cada vez que o Palmeiras tenha um confronto importante.

Paulo Castilho argumento, tentou insistir.

"Esse segundo jogo do Palmeiras contra o Atlético Paranense, era para ser um segundo jogo-teste, mas se transformou em um jogo de altíssimo risco. É a segunda vez que a Polícia Militar vai trabalhar naquele estádio, ainda não tem um plano para emergência, como rotas de fuga, como tem no Pacaembu.

"Na Turiassu, muitos torcedores ficam bebendo, se exaltando, e o ânimo deles vai se alterando. E um ingrediente mais grave é a possibilidade de o Palmeiras ser rebaixado. O torcedor é passional e poderia ter uma revolta. Se você precisar usar a força policial na Turiassu, usar uma bomba, você tem um entorno com muitas pessoas, dois shoppings, com crianças."

Mas teve de se dobrar diante da postura da Polícia Militar e da CBF. Nada de Pacaembu. Apenas conseguiu que as ruas que circundam o estádio sejam bloqueadas. E que apenas torcedores com ingresso possam circular no domingo. Antes e depois do jogo. Assim, estarão evitadas as concentrações de vândalos em caso de rebaixamento do Palmeiras.

O policiamento será reforçado. E também contará com seguranças particulares. O está confirmado para onde não deveria nem ser cogitado de sair. São Paulo e o Brasil que aprendam a conviver com suas novas arenas. Nos bons e maus momentos.

E as autoridades exerçam a função para as quais são pagas. Ofereçam segurança aos torcedores de futebol. Aos que comemoram títulos. Ou aos que lamentam rebaixamentos...
4ae Até que enfim a CBF acerta uma decisão. Palmeiras e Atlético Paranaense confirmado no novo Palestra. Marco Polo enfrentou o medo dos vândalos infiltrados nas organizadas...

A liberação de Sheik ao Atlético, para reeditar o ‘projeto Ronaldinho’, passará por Tite. O Corinthians só garante uma coisa. Não pagará um centavo do salário do atacante, se ele for atuar em Minas …

3ae1 A liberação de Sheik ao Atlético, para reeditar o projeto Ronaldinho, passará por Tite. O Corinthians só garante uma coisa. Não pagará um centavo do salário do atacante, se ele for atuar em Minas ...
Guardadas as devidas proporções, o Atlético Mineiro pretende repetir com Emerson Sheik o projeto Ronaldinho Gaúcho em 2015. Contratar um jogador midiático, vivido, capaz de desviar o foco dos jornalistas. Deixar mais à vontade Diego Tardelli, Luan e todo o elenco na luta pela conquista da Libertadores. Competição ainda mais atraente por ter o Cruzeiro na disputa.

Ninguém se esquece no Atlético de tudo o que Emerson fez na Libertadores de 2012. As provocações, a coragem com que enfrentou os argentinos do Boca Juniors. Durante toda a competição foi o líder que o Corinthians precisava. Este tipo de atleta falta na Cidade do Galo.

O novo presidente Daniel Nepomuceno, sabe o quanto Jô, André e, até mesmo Ronaldinho, aprontaram no clube. É tudo o que ele não quer que Sheik tente repetir as indisciplinas que enlouqueceram Alexandre Kalil. A aprovação da contratação passa por uma conversa sincera com Levir Culpi. A diretoria espera anunciar a renovação, ainda esta semana. Se possível, hoje. E o treinador passaria a trabalhar na montagem do elenco para o próximo ano.

2ae1 A liberação de Sheik ao Atlético, para reeditar o projeto Ronaldinho, passará por Tite. O Corinthians só garante uma coisa. Não pagará um centavo do salário do atacante, se ele for atuar em Minas ...

A partir daí, Nepomuceno vai correr atrás do primeiro reforço para a Libertadores. Sua primeira ideia é repetir a fórmula usada pelo Botafogo. Quer dividir os R$ 520 mil mensais com o dono dos direitos do atleta, o Corinthians até o meio do ano, quando acabará o contrato do jogador. A partir daí, os mineiros arcariam sozinhos com o atleta, caso ele tenha justificado o investimento.

Na teoria está tudo muito bem delineado. Só falta combinar com Emerson. Seu representante, Alexandre Pitta, sabe que o jogador de 36 anos quer estabilidade. Fazer um contrato amarrado, para não ficar solto no meio do ano. Ele sabe que ainda tem mercado nos países periféricos do futebol, como Estados Unidos, China, Japão, Arábia Saudita, Emirados.

Nepomuceno também terá de fazer o que parece impossível. Roberto de Andrade e Paulo Faria já juraram a colaboradores de campanha. Os candidatos a presidentes do Corinthians não pagarão para Sheik atuar em outro clube. Essa prática de Mario Gobbi é condenada, ridicularizada pelos dois. O Atlético se quiser, terá de pagar integralmente o salário do atacante.

Uma possibilidade seria repassar Jô ao Corinthians, onde surgiu. Levir Culpi não quer mais contar com o problemático jogador. Ainda mais depois que o time foi campeão da Copa do Brasil sem ele. André, que a diretoria corintiana desejava no início do ano, tem as portas fechadas no Parque são Jorge.

Sheik trata de receber seu último mês de salários para não fazer nada no Botafogo. Ele foi afastado pela antiga diretoria. O atacante curte suas férias remuneradas nos dois últimos meses do ano. E esperto, não se manifesta, só espera.

Há no jogador uma mínima esperança de que, se Tite volte, ele tenha nova chance no Parque São Jorge. Foi o ex-treinador o responsável por sua renovação de contrato por dois anos. A relação dos dois ficou abalada desde que o atacante não quis cumprimentar o técnico, após ser substituído contra o Coritiba, no Brasileiro de 2013. Mas há chance de perdão.

Com Mano Menezes, o retorno seria impossível. Os dois não se toleram. Inclusive falaram mal um do outro na imprensa.

As sondagens do Atlético Mineiro em relação a Sheik já começaram. Mas Mario Gobbi quer esperar acabar o Brasileiro. E se acertar com os candidatos à sua sucessão. Se houver mesmo consenso em relação a Tite, o treinador antecipa ainda este ano se aceita ou não liberar o atacante.

Mas para o Atlético reeditar o projeto Ronaldinho, o Corinthians não aceitará pagar um centavo do salário do jogador. Ainda mais porque será concorrente direto na disputa pela Libertadores com o campeão da Copa do Brasil...
1ae3 A liberação de Sheik ao Atlético, para reeditar o projeto Ronaldinho, passará por Tite. O Corinthians só garante uma coisa. Não pagará um centavo do salário do atacante, se ele for atuar em Minas ...

Os cinco torcedores e suas declarações de amor ao legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014. Vencendo o eterno rival Cruzeiro. Cada um levará como troféu, por tanta paixão, uma camisa oficial do Clube Atlético Mineiro…

1ae Os cinco torcedores e suas declarações de amor ao legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014. Vencendo o eterno rival Cruzeiro. Cada um levará como troféu, por tanta paixão, uma camisa oficial do Clube Atlético Mineiro...

Aqui, os cinco vencedores da promoção da final da Copa do Brasil. Só concorreriam os apaixonados pelo time campeão. O Atlético Mineiro se impôs diante do Cruzeiro.

Foram 175 concorrentes. A competição foi mais uma maneira de destacar o domínio do futebol mineiro no país. Muito obrigado a todos. Novas promoções virão em 2015.

Abaixo, os premiados e suas declarações de amor. Entrarei em contato por e-mail com cada um. Enviarei as camisas oficiais do Clube Atlético Mineiro, legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014.

"Jogai pelo seu Pai menino Galo.

São outros tempos...

Somos calejados, sofridos e jamais baixaremos a guarda.
Seguiremos em frente reescrevendo a história, sem nunca esquecer do nosso passado,do qual temos orgulho. E a história é feita de sucessos e fracassos. E nosso passado é rico de tudo isso.

Mas o presente...
o presente é PRESENTE.
De quem sempre esteve presente, e sempre fez por merecer. Carregamos times medíocres nas costas. Quantos dirigentes incompetentes nos deram rasteiras. Quantos irmãos de fé abraçamos lamentando os infortúnios.

A gente não acredita de hoje.
A gente sempre acreditou. O Atleticano não é cético. Se o fosse estaria impedido de exercer sua função na plenitude. Quando veste o seu manto sagrado o atleticano vira o maior mandingueiro do mundo. Se Einstein fosse galista, vestiria a mesma cueca dos jogos ganhos e evitaria dizer o nome do rival. O Ateu atleticano levanta as mãos aos céus a cada gol ou defesa de São Victor.

O amor do atleticano não é carnal.
É paternal.
O atleticano perdoa o Galo, como um pai perdoa um filho.
Porque sabe que ali, está a razão do seu viver.
Porque sabe que há dias em que o colocará de castigo e há dias em que se encherá de orgulho.
E ainda que os dias de castigo se repitam, e teimem em dizer que aquele garoto não tem futuro, esse pai nunca desiste.
Mesmo quando os "amigos", sem filhos, com suas douradas namoradas diziam pra "deixar esse guri de lado". Eles não tem filhos, não sabem o que falam. Estão acostumados ao prazer intenso e fugaz que as douradas lhes trazem. E que a gente não é doido de dispensar. Mas amor de pai é diferente. Meninas douradas haverão muitas... em umas épocas mais em outras menos. Mas o moleque é pra sempre.
E agora. Que esse pai anda sendo paquerado por algumas moças douradas como nunca antes e elas é claro lhe dão prazer...
Só um amor lhe faz verdadeiramente feliz. O amor de pai pra filho. Aquele que não espera nada em troca. E que sempre acredita.
E esse moleque nunca nos fez tão feliz.
E hoje, esperamos levar mais uma gata dourada pro nosso quarto.
É a ex do nosso maior inimigo.
E ela sabe que aqui, a coisa é mais quente.
Enquanto ele dorme feliz por ter retribuído todo amor e confiança do seu pai.
Sr. Massa nunca esteve tão feliz."
(Wagner Gudson Marques Junior)

"O que seria de He-Man sem Esqueleto, Peter Pan sem Capitão Gancho, Prof. Xavier sem Magneto, assim como nos desenhos e filmes, no futebol existem rivais que não conseguem viver um sem o outro. Palmeiras x Corinthians, Gre-Nal, Ba-Vi, e Cruzeiro x Atlético, os melhores times brasileiros dos últimos dois anos, que hoje fazem o maior clássico mineiro da história decidindo a Copa do Brasil. O rival é tão grande que ao encontrá-lo pode-se até temê-lo, mas não se deixa transparecer, pode provoca-lo, mas sem faltar o respeito, e é diante do rival que junta-se toda a força possível, e às vezes impossível, para vencê-lo. O Galo não seria tão grande sem seu rival azul celeste, e a recíproca é verdadeira. Vencer a Copa do Brasil contra o Cruzeiro hoje, terá um prazer incomensurável, como se ganhássemos o beijo da mulher amada, o abraço de alguém querido, que estava distante, durante a sua chegada, o sorriso do bebê logo após nascer. Será uma felicidade extrema, tão grande quanto a conquista da Taça Libertadores 2013. Será a mais épica conquista de Copa do Brasil, enterrando fantasmas do passado e fazendo um presente vitorioso, de conquistas. Enquanto a bola rolar logo mais no Mineirão, verei os cruzeirenses como rivais, após o apito final, a confraternização entre amigos, pois Rivais sim, Inimigos jamais!!!"

(Hugo Leonardo)

"Pergunte a qualquer torcedor – flamenguista ou fluminense, colorado ou gremista – quando você começou a torcer? Responderão: nasci vestido com a camisa do meu time do coração! Sinto que comigo foi assim também, em família de pai flamenguista e mãe atleticana, não sei ao certo desde quando comecei a gritar “GALO” mas minha primeira partida no Mineirão foi inesquecível.
Quarta-feira, 03 de Maio de 2006. Ao retornar da escola meus pais avisam: “Vamos ao Mineirão! A partida de hoje é Atlético e Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, jogo tranquilo pois, no jogo de ida no Maracanã, o placar foi de 4x1 para o Flamengo, o Atlético precisará fazer 3 gols.” Nada disso poderia me desanimar, a emoção de assistir o Galo no Mineirão começava a me tomar, eu esperei por 13 anos por aquele momento!
Chegando à Pampulha, uma multidão caminhava em direção aos portões, torcedores vestidos de preto e branco cantavam o hino do clube do meu coração, e eu cantei junto! Ao chegarmos na bilheteria, uma surpresa: esgotados os ingressos da arquibancada superior, não poderíamos entrar pelo famigerado portão 9! Pegamos ingressos para a arquibancada inferior e subimos correndo as escadas em direção à entrada. A cada momento em que eu me aproximava do estádio, o som das vozes se agigantava e eu sentia pela primeira vez o coração acelerar pelo clima criado pela torcida do Galo. Entramos, a visão do Mineirão lotado! Um público de quase 45 mil pessoas, como informou a Ademg pelo sistema de som que havia no Mineirão antigo. Eu pensava: não parece que temos que fazer 3 gols, o estádio está lotado, as pessoas cantam e pulam sorrindo! Nada pode abalar esse sentimento! Pude comprovar que A Massa faz o Mineirão tremer de verdade! Entrada dos jogadores, cantamos o nome de cada um deles, eu fazia parte do jogo, todos nós fazíamos! Naquele jogo, o Atlético não alcançou o placar necessário, não houve nenhum gol: empate por 0x0 e classificação do Flamengo. Meu pai dizia: não se preocupe, o Galo é freguês do Flamengo, sempre foi assim! Mas nada daquilo me importava, naquela noite eu tive certeza de que o sentíamos era maior que qualquer derrota, qualquer eliminação: o Clube Atlético Mineiro fazia parte de mim!
Copa do Brasil 2014: dessa vez, nas semi-finais encontraríamos o Flamengo. Aquele Flamengo do primeiro jogo da minha vida, o Flamengo do meu pai. Estava escrito: Mineirão, 34 minutos do primeiro tempo Éverton faz 1x0. No agregado: 3 gols para o Flamengo – o número de gols que precisávamos naquele jogo em 2006. Sim, o Galo precisaria de 4 gols, o placar de 4x1 classificaria o Atlético, o mesmo placar que o Flamengo trouxe do Maracanã para aquele primeiro jogo da minha vida. Meu pai vibrava e eu acreditava! Mais do que isso: eu e toda a torcida, que cantava o “eu acredito!” tínhamos certeza! Era questão de tempo, um a um viriam os gols, assim como contra o Corinthians na fase anterior da competição. Fim do jogo e com ele a notícia: após passar pelo clube que costumava ser nosso carrasco, encararíamos o Cruzeiro na final da Copa do Brasil. Belo Horizonte estava em êxtase. Apesar de toda a rivalidade de mais de nove décadas, emanávamos orgulho pela presença dos dois clubes mineiros na final da disputa. Era a coroação de um trabalho construído dentro de cada clube. Enfim mediríamos forças frente a frente: o Campeão da Libertadores 2013 e o Campeão do Brasileirão do mesmo ano.
O último jogo dessa grande final se aproxima, dois grandes clubes de Minas e suas torcidas vivem toda a apreensão que esse jogo histórico cria em todo o estado. Desse confronto, o melhor, ao levantar a taça, erguerá também seu clube e sua torcida. Se mostraremos ao Brasil nossa grandeza? Eu acredito. Eu tenho certeza."

(Mayara Reys)

"O que significa vencer o Rival na Final de uma Competição Nacional?

Vencer o Cruzeiro na final da Copa do Brasil significa a Glória para o Atleticano. Significa o Máximo!!! Significa tanger o intangível. Cravar na história algo que não poderá ser apagado. Significa alcançar o inalcançável. Significa eternizar aquilo que mais nos honra: Vencê-los!!!! Significa adornar uma conquista já grandiosa com algo tão grande quanto ela própria e de valor incalculável: 100 anos de Rivalidade. 100 Anos de rivalidade a serem tirados a limpo em 02 jogos. 180 minutos, onde cada pensamento positivo fará diferença, onde cada grito, de cada garganta será fundamental. Uma guerra, onde a vitória significará a glória eterna para o vitorioso e a derrota uma ferida incurável no coração do derrotado. Parece exagero não é?? Não, não é!!! Explico: Decidir o Campeonato Mineiro com o Cruzeiro é o mínimo, é a obrigação de ambos, ano após ano, e ganhando ou perdendo, no próximo ano tem mais. É Repetitivo, É desnecessário. Tornou-se praticamente o clássico por si só, com todo respeito aos demais adversários. Por isso a relevância dessa decisão. Em 106 anos de história do Galo e 93 de história do Cruzeiro, nunca ambos chegaram simultaneamente a uma decisão dessa magnitude. Eles (cruzeirenses) sempre se gabaram de terem títulos, coisa q nunca foi primordial pra nós, afinal de 71 pra cá foram poucos e nem por isso deixamos de rodar a roleta do Mineirão na proporção de 3/1 em cima deles. Nossa paixão não se mede pelos títulos. Somos fanáticos na vitória e na alegria (Libertadores 2013), ou na derrota e na tristeza (rebaixamento),tanto faz. Como dizia Drummond, nós torcemos até contra as forças da natureza se for a nossa camisa q estiver na tempestade. O que importa é que nosso maior objetivo sempre foi vencê-los, significa muito pra nós. Somos apaixonados pelo galo e quando se tem aquilo q nos faz mais felizes (vencer o Cruzeiro), ampliado por um título de Grandeza nacional, que não beliscamos há muito tempo, é indescritível. Vencê-los na final e ainda levando em consideração a nossa épica trajetória (02 viradas seguidas sobre Corinthians e Flamengo), será o título mais perfeito e espetacular da história do Galo. O Cruzeiro tem 04 copas do Brasil, estão cansados de gritar, falar e ostentar. Tudo bem!!! Agente sabe!!! Já até decoramos a ladainha, mas esta vale mais que as 04 deles juntas e mais 01 brasileiro de troco. Nós não ligamos pras 04 copas do Brasil ou pra quantos títulos eles podem conquistar pela eternidade. Nós ligamos pra vencê-los!!!! Nós ligamos pra carimbar a faixa de campeão deles e dizer: “eh, agora tem o nosso carimbo de qualidade”. Nós ligamos pra mandar no nosso quintal que é Minas Gerais, e quando este quintal se expande e se torna o Brasil vira algo de valor incalculável, inestimável!!! Nunca, nenhum título mundial, intergaláctico, ou cósmico, valerá tanto!!!!Vencer significará q toda argumentação e discussão entre as torcidas estará finalizada com uma simples frase: “2014 a copa das copas do Brasil é do Galo!!!!” . #euacredito!!! #euacredito!!! #euacredito!!!........."

(Luis Carlos Teixeira)

"Cosme. Sou Atleticano de corpo e alma, você como jornalista tem conhecimento de tudo que nós Atleticanos passamos, todos os campeonatos perdidos desde 77 (invicto, melhor ataque, artilheiro e vice), 80 (Tomou o gol no fim de Nunes), 81 (Maior palhaçada do futebol mundial, libertadores do rato), 85 (Faria final com Bangu, não conseguiu fazer um gol no mineirão no Curitiba),... e por aí vai, na década de noventa tivemos que assistir a ascensão de nosso rival, ganhando praticamente tudo e ainda a tríplice coroa em 2003, em 2005 caímos... (parecida o fim), mas tinha mais sofrimento, vieram mais eliminações (Bota-fogo que o diga), em 2011 pensei: Agora vamos vingar... vamos jogá-los para série B... me vem aquele 6x1 fatídico, ridículo, cheirando a jogo comprado... mas em 2012 renasce a emoção... Victor, R10, Jô, Bernard, Réver, Léo Silva fizeram um grande campeonato Brasileiro pra mim sendo o melhor time daquele ano, mas o título ficou com o Fluminense com ajuda de juízes é bem verdade, cheguei a pensar mais uma vez: Será que não vou ver meu Galo ganhar um título grande? Tenho 32 anos, não era nascido em 71. Mas veio aquela heroica libertadores de 2013, me dando um sensação de liberdade literalmente, mas o rival reagiu rápido demais e ganhou o Brasileiro de 2013, só com o Galo mesmo...

“Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus.” Marco Polo del Nero…

1ae2 Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...
"Um homem que viveu a CBF e conhece o perfil do presidente e do vice-presidente não deveria ter falado isso. Ele não poderia reclamar porque não viu nada de errado e nos não fizemos nada de errado. Futebol é jogado seriamente. Arbitragem erra, mas erra menos que os jogadores. Ele deveria treinar melhor os jogadores do que reclamar da CBF, de qualquer setor dela."

Foi assim que Marco Polo del Nero confirmou hoje o rompimento de vez com Luiz Felipe Scolari. O futuro presidente da CBF se irritou profundamente com as insinuações do treinador de que os times que vão disputar a Libertadores já "foram escolhidos". Felipão desabafou após a partida contra o Corinthians.

Marco Polo ficou profundamente magoado. Ele foi o maior defensor de Felipão junto a José Maria Marin. Seu padrinho assumido. Insistiu que deveria ser o nome para substituir Mano Menezes, técnico ligado ao inimigo Andrés Sanchez. Marin ficou em dúvida por causa do rebaixamento do Palmeiras.

2ae Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

Foi Marco Polo, conselheiro vitalício palmeirense, insistiu que o problema era do fraco elenco oferecido por Arnaldo Tirone. E não de Felipão. A relação entre os dois era excelente. Ficou melhor ainda depois da conquista da Copa das Confederações.

Mas veio a Copa e o vexame com a derrota para a Alemanha por 7 a 1. Scolari revelou a amigos que tinha a promessa de Marin e de Marco Polo. Fosse qual fosse o resultado do Mundial, o treinador tinha a promessa de seguir comandando a Seleção. Os três conversaram sobre a juventude da geração que representou o Brasil antes da Copa.

De acordo com Felipão ficou acertado que ele seguiria até o Mundial da Rússia, em 2018. O técnico chegou até a fazer um relatório minucioso após a Copa. Levou para Marin e Marco Polo. Mas ele logo percebeu que havia algo errado, quando encontrou um carro da TV Globo no prédio de Marin.

Mal começaram a conversar e Marco Polo e Marin avisaram que ele não continuaria na Seleção. O treinador se sentiu muito traído. Principalmente pela notícia de demissão ter vazado na Globo.

Desde então, os dois não mais se encontraram. A postura de Marco Polo teria magoado profundamente Scolari. O técnico decidiu não falar claramente sobre o assunto. Assumiu o Grêmio e esqueceu a Seleção, a Copa e o padrinho. Só abriu exceção ontem. Quando fez um balanço sobre o ano.

"De Copa do Mundo só participa quem é bom, quem tem qualidade, participei de três (campeão com o Brasil em 2002, quarto lugar com Portugal e Brasil, em 2006 e 2014). Não tenho nada que ficar preocupado com 2014."

3ae Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

Mas não é o que acredita Marco Polo. Ele tem uma tese para as reclamações de Felipão.

"O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que eles perdem os postos que gostariam de ocupar e culpam alguém. Arbitragem, CBF, só falta culpar Deus."

O futuro presidente da CBF, veterano advogado, não fala nada à imprensa que não queira. Escolheu as palavras para mandar um recado direto a Felipão. Mostrar ao mundo que o considera ultrapassado.

"Acho que temos que reciclar. Eles têm que se preparar melhor, atentar para que o mundo mudou, o futebol no Brasil mudou, a transparência existe. Eles precisam se reavaliar para saber o que acontece no Brasil, porque falar sem saber."

Felipão chegou a reunir jornalistas em Porto Alegre para mostrar um vídeo de lances que teriam ajudado o Cruzeiro a derrotar o Grêmio, em Porto Alegre. Principalmente dois pênaltis que não teriam sido marcados em Geromel. Tudo ficou pior depois de derrota para o Corinthians.

A sua tese de favorecimento a alguns times sofreu enorme baque ontem. Com a derrota para o péssimo Bahia, não há nem como insistir. Reafirmar que os gremistas não estarão na Libertadores por perseguição. Nada disso. Há incompetência também.

A postura de Marco Polo, há pouco, na rádio Globo mostra que não haverá perdão. Enquanto for presidente da CBF, Felipão não pisará mais na sede da entidade. Acabaram os almoços e jantares de três horas. O presidente da FPF sabe muito bem que Felipão desfrutou da intimidade do poder do futebol brasileiro. Teve reuniões com a cúpula da Globo antes do Mundial.

Por isso a reação rígida. Não haverá perdão a Scolari. O que é justo. Mas o STJD teria a obrigação de convocar o ex-treinador da Seleção. E pedir esclarecimentos. Quem escolhe os times da Libertadores? E por que não interessariam dois clube mineiros e outros dois gaúchos? Infelizmente, até agora essa convocação não veio. Ninguém sabe explicar qual o motivo...
1reproducao Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

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