Chega! Derrotas contra Alemanha e Holanda mostram que o Brasil precisa de uma revolução. Quarto lugar mostra o quanto a Seleção precisa de um treinador moderno, estrangeiro. Mourinho, Guardiola, Marin que acorde para a vida…

1reuters4 Chega! Derrotas contra Alemanha e Holanda mostram que o Brasil precisa de uma revolução. Quarto lugar mostra o quanto a Seleção precisa de um treinador moderno, estrangeiro. Mourinho, Guardiola, Marin que acorde para a vida...
Brasília...

Nada do título prometido por Felipão e Parreira. Nem mesmo o terceiro lugar. A Holanda não teve dificuldades para vencer a Seleção por 3 a 0. Foi a vitória da organização contra o improviso.

Mais do que o resultado em si, fica clara a necessidade de uma revolução. Neymar disfarçou muita coisa. A contratação de um treinador moderno que saiba explorar o poder da estratégia. Felipão precisa se demitir para o bem do futebol brasileiro.

Infelizmente, ele não vive no Brasil. O futebol mais moderno do mundo está na Europa. Não é possível ficar esperando um lance individual para vencer duas linhas de quatro jogadores. São oito jogadores fechando as intermediárias. Contra um time sem noção do que acontece. Com atletas que dariam a alma. Mas muito mal orientados.

Ou o Brasil entra para a modernidade ou continuará com excelentes jogadores, mas dando vexames nas Copas do Mundo. Marin precisa ter coragem de buscar o novo. E ele não está tem nacionalidade brasileira, infelizmente. É hora de acabar com o preconceito.

Para a seleção pentacampeã do mundo, um treinador dos mais talentosos, modernos do planeta. Guardiola, Mourinho, Jürgen Klopp. Não é possível pensar que tudo mudará com Tite, Muricy, Abel Braga, Felipão.

Felipão finalmente acordou. Depois da derrota por 7 a 1 para a Alemanha, precisava fazer alguma coisa. Fez.

Desmontou, finalmente, o esquema tático de mais de um ano -- que os adversários decoraram. E colocou o Brasil no 4-5-1. Esquema absolutamente defensivo. Como deveria ter feito contra a Alemanha. Mas faltava o elementar: treinar de verdade. Só conversando não funciona. É trágico.

A intenção era travar o leve meio de campo holandês. Tirou do time Fred e Hulk. Não confirmou Bernard, titular no Mineirão. Assim como Fernandinho voltou à reserva. Seu novo time: Júlio, Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires, Oscar e Willian; Jô.

A principal troca era a entrada de Maxwell. A sua função era marcar o canhoto Robben que atua na ponta direita holandesa. Marcelo começaria no banco de reservas.

Neymar decidiu ficar com elenco até o final. Mesmo com a fratura na vértebra ficaria no banco de reservas, ao lado do time.

Fred finalmente deixou o time. Logo se espalhou que teria sido um pedido de José Maria Marin. Mas na verdade Felipão já queria tirar o jogador. Se cansou depois da sexta fraquíssima atuação do atacante contra a Alemanha. Fred nunca poderá reclamar de falta de oportunidade.

Com a volta de Thiago Silva, David Luiz voltaria a atuar onde sabe jogar, no setor esquerdo. Por causa de Dante atuou na esquerda e foi um desastre.

As alterações estavam corretas. Mas o absurdo era que a equipe nunca havia feito sequer um treinamento junta. Teoricamente estaria mais compacta, só que treinamento é fundamental no futebol.

Logo foi possível perceber isso. A um minuto de jogo, Van Persie lançou Robben, ele invadia a área quando foi seguro por Thiago Silva. O árbitro Djamel Haimoud marcou pênalti. As câmeras mostraram que ele estava fora da área. O juiz errou outra vez ao dar apenas amarelo ao brasileiro, último homem da defesa. Deveria expulsá-lo.

Van Persie não deu chance a Júlio César. Cobrou bem demais. 1 a 0 Holanda, aos dois minutos de jogo. Frio na espinha generalizado. Viria outra goleada? Afinal, era o 12ª sofrido pela pior defesa da Copa.

A Holanda de Van Gaal entrou estruturada, organizada. 4-4-2 quando atacada. Com as duas linhas de quatro. Matando o prevísivel toque de bola brasileiro.

Ao retomar a bola, era um inferno. Com o time descendo com até quatro atacantes. Com muita velocidade. E sem seu grande armador Sneidjer. Ele sentiu uma contratura na coxa durante o aquecimento.

O Brasil não time entrosamento, potencia para conseguir se impor. A tática dos holandeses era cruel. Van Gaal recuou sua equipe para a intermediária. Seus jogadores de meio de campo recuperavam a bola de frente. Viam os buracos do improvisado time brasileiro.

E logo viria o segundo gol. De Guzmán, impedido, cruzou e David Luiz falhou feio. Em vez de cabecear a bola para escanteio, decidiu jogá-la para o meio da área. Presente de Natal antecipado para Blind, livre. Ele dominou a bola e chutou fortíssimo, sem chance para Júlio César. Em 15 minutos, 2 a 0 Holanda! 13º gol sofrido. Inaceitável.

O Brasil não tinha como escapar da marcação holandesa. Era a diferença de uma equipe montada às pressas contra outra com quatro anos. O Brasil se mostrava desesperado. Corria muito. Mas não tinha o mínimo de consciência tática.

Só levava perigo na bola parada. Aí era um empurra empurra danado. Vlaar segurou David Luiz pela camisa duas vezes. Pênaltis não marcados. Mas puro fruto de uma briga por espaço entre jogadores. E não por treinos.

Depois do segundo gol, o Brasil se sentiu obrigado a atacar. Tentar ao menos descontar o placar. Mas batia de frente com dois muros. Era de novo a importância da tática contra a disposição. Oscar tentava assumir a responsabilidade, articular o time. Mas não conseguia. Acabava engolido pelo sistema.

Era outra demonstração ao mundo o quanto o Brasil está atrasado taticamente. Há a necessidade de um choque de gestão. A chegada de um treinador estrangeiro. As grandes seleções jogam um futebol diferente. Preenchem os espaços, sabem o que fazem.

No segundo tempo, a Holanda se contentou em marcar. Deixou os brasileiros desesperados, sem neurônios, se debatendo diante da marcação. O time lutava muito, corria, lutava, mas não sabia o que fazer. Felipão trocou Luiz Gustavo por Fernadinho. E logo entrou Hernanes na vaga de Paulinho.

Mas o panorama não. O time lutava empurrado pela desesperada torcida no Mané Garrincha. Só que não conseguia produzir. O máximo que fazia era tentar simular pênaltis. Faltava triangulações pelas laterais. Troca de posições no ataque. Jogadores atacando em bloco. Parecia uma equipe dos anos 90 contra uma de 2014.

Foi assim durante os últimos 45 minutos. O Brasil correndo sem noção. Contra um time muito bem postado. Buscando apenas contragolpes. Sentindo que havia vencido o jogo. Robben sozinho segurava a defesa brasileira inteira. Sofreu pênalti de Fernandinho que o árbitro fingiu não ver.

Mas o gol final final viria no final. Janmaat cruzou e Wijnaldum marcou 3 a 0. Sacramentou a justíssima vitória holandesa, que ficou com a terceira colocação. Sem esforço. Foi o 14º gol sofrido pelo Brasil em sete partidas. Inadmissível.

O Brasil conseguiu ser muito pior do que na Copa de 1950. Termina em quarto lugar sua Copa do Mundo disputada em casa em 2014. Mais do que isso. Os jogos serviram como um grande espelho. Refletiu o atraso dos nossos treinadores. A hora é de buscar os mais modernos. E eles vivem em outro continente, na Europa...
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A prisão de Sininho, hoje, é simbólica. O governo não tolerará manifestações no final da Copa. Dilma entregará a taça no Maracanã e não quer a imagem do país arranhada. Custe o que custar…

1reproducao7 1024x576 A prisão de Sininho, hoje, é simbólica. O governo não tolerará manifestações no final da Copa. Dilma entregará a taça no Maracanã e não quer a imagem do país arranhada. Custe o que custar...
Brasília...

A prisão de Elisa Quadros Pinto Sanzi hoje pela manhã, em Porto Alegre, foi simbólica. Sininho ficou conhecida no Brasil todo em 2013. Era uma das líderes dos manifestantes contra a Copa do Mundo.

Ela comprou por telefone fogos de artifício para um grande protesto que pretendia organizar em frente ao Maracanã amanhã. Ela e mais 15 ativistas black blocs tiveram suas prisões decretadas pela 27ª Vara Criminal do Rio.

Sininho estava sendo monitorada pela Polícia Federal desde o ano passado. Aos 28 anos, ela havia participado de atos de vandalismo no Rio. Acabou presa na casa do namorado em Porto Alegre.

Além dela, a Polícia Federal deteve líderes ativistas em vários estados do Brasil nesta última semana. Em Belo Horizonte, em São Paulo. A ordem é do Planalto Central. Evitar ao máximo que atoa de vandalismo aconteçam amanhã na final da Copa.

A ordem governamental é preservar a imagem do Brasil no Exterior de qualquer maneira. Não é por acaso que foram investidos R$ 2 bilhões na segurança deste Mundial. Exército, Marinho, Aeronáutica, PMs e soldados da Força Especial estarão nas cercanias do Maracanã. E várias barreiras serão feitas pelos policiais até o estádio.

A grande mudança em relação á apatia nas manifestações no ano passado é simples. A ordem é enquadrar quem danificar o patrimônio público como vândalo. E ponto final. A ação será ativa.

Principalmente com a confirmação da participação da presidente Dilma entregando a taça ao campeão do mundo. A presidente declarou que não tem medo de vaias e nem xingamentos no Maracanã, como teve de suportar no Itaquerão.

1divulgacao1 A prisão de Sininho, hoje, é simbólica. O governo não tolerará manifestações no final da Copa. Dilma entregará a taça no Maracanã e não quer a imagem do país arranhada. Custe o que custar...

“Quem compareceu aos estádios, isso não podemos deixar de considerar, foi quem tinha poder aquisitivo pra pagar o preço dos ingressos da Fifa. E aí dominantemente uma elite branca, em alguns casos, 80%, 90%, eram dominantemente elite branca."

Dilma falou à GloboNews. Declarou com uma firmeza espantosa. Ela já foi avisada que a empolgação da torcida campeã deverá ser maior do que a determinação dos brasileiros no estádio em vaiá-la, xingá-la.

A revista aos torcedores que forem ao Maracanã será a mais rigorosa de toda a Copa. Policiais vão tentar de todas as maneiras evitar faixas, bandeiras de protesto contra o governo. A Fifa também promete virar de cabeça para baixo todos que participação da festa de encerramento. Nos contratos dos bailarinos e pessoas que farão as coreografias no fim da Copa há um item pesado. Quem protestar será processado criminalmente por sabotar a festa.

A divulgação da prisão de Sininho está sendo intensa pela Polícia Federal. É um aviso aos que tentarem protestar amanhã. A postura dos policiais será firme como nunca foi.

Circula na Internet esse perfil de Elisa feito pelos repórteres Sérgio Ramalho e Rubem Berta do site globo.com.

(...)Sininho acumula fichas na polícia desde o início das manifestações, em junho do ano passado. A última delas aconteceu em 19 de janeiro, quando foi levada à 5ª DP (Mem de Sá) sob acusação de ter chamado de “macaco” um policial militar durante discussão na Lapa. Antes desse episódio, onde acabou indiciada por desacato e foi liberada, Sininho já havia sido presa outras duas vezes por formação de quadrilha.

A ativista é natural de Porto Alegre e afirmou, ao ser presa em 2013, que não trabalhava. Mesmo assim tem dois endereços no Rio: um em Copacabana e outro no Rio Comprido. A Polícia Civil também descobriu que possui duas carteiras de identidade, com números diferentes. (...)"

Todos os demais líderes dos manifestantes, em todo o país, estão sendo monitorados pela Polícia Federal. Não terão como participar dos protestos. A ordem é para os policiais não titubearem. E se precisar, prendê-los preventivamente. E soltar, no mínimo, segunda-feira, quando a Copa do Mundo fizer parte do passado...
2ae4 1024x695 A prisão de Sininho, hoje, é simbólica. O governo não tolerará manifestações no final da Copa. Dilma entregará a taça no Maracanã e não quer a imagem do país arranhada. Custe o que custar...

Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o ‘treinador de Andrés’. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão…

1ae7 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...
Brasília...

Em Porto Alegre, Gilmar Veloz tenta uma última cartada para colocar Tite na Seleção Brasileira. Diz a repórteres que ele tem três propostas para comandar países diferentes. E assim que acabar a Copa do Mundo, o treinador irá aceitar uma delas.

Japão e outros dois países europeus gostariam de ter o ex-treinador do Corinthians, de acordo com Veloz. O recado já chegou aos ouvidos dos assessores de José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Mas não teve o efeito esperado.

Muito pelo contrário, até. Tudo que a dupla deseja é continuar com Felipão. Esperar que o Brasil não dê vexame hoje no Mané Garrincha. Encontre forças para ganhar da Holanda, conseguir o terceiro lugar e siga pelo menos até o final do mandato de Marin. O dirigente pode sair em abril de 2015 ou antecipar sua despedida para dezembro.

A rejeição a Tite é profundamente ligada a Andrés Sanchez. Marin e Marco Polo sabem muito bem sua intenção. Ela foi revelada com todas as palavras ao jornal suíço suíço Neue Zürcher Zeitung.

"Se os clubes ficam fortes, quebra o sistema. As federações sabem que vou romper com isso. Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos.

"Gobbi sai no fim do ano, entra outro e depois venho eu. Se eu entrasse hoje na CBF, faria composição para federações e clubes trabalharem juntos, mas não quiseram. Então vai ser na marra! Os clubes vão se revoltar, serão independentes e criarão uma liga."

Andrés esqueceu de como o mundo está globalizado. Sua entrevista não era para vazar. Marin, Marco Polo e presidentes de federações estão articulados. Não querem ser destroçados como foi o Clube dos 13 pelo presidente corintiano. E se articulam junto à bancada da Bola. Também para evitar qualquer tipo de intervenção governamental após o fracasso da Seleção na Copa do Mundo.

 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...

Dentro desse quadro fica inviabilizada a candidatura de Tite ao cargo de técnico do Brasil. Por mais que Veloz tente afirmar que não há mais ligação alguma entre ele e Andrés. A cúpula da CBF sabe que não é assim. A relação dos dois sempre foi muito próxima, de total confiança, cumplicidade.

Sem intenção ou não, o ex-presidente corintiano sabota qualquer chance do técnico.

"Não indicaria nenhum amigo meu para essa gelada. Assumir a seleção é gelada. Eu espero que o Tite não assuma. O Marco Polo pode mudar de ideia a qualquer momento e vai tirá-lo de la. Ele cisma e manda embora, como fez com Mano Menezes", disse Andrés à ESPN.

Marin e Marco Polo usam a imprensa para mostrar o que pensam. O atual presidente da CBF é mais matreiro. Não quer se comprometer publicamente com Felipão antes do esvaziado jogo de hoje aqui em Brasília.

"Agora não é hora de falar do futuro. Depois da Copa a gente fala", repete, fugindo dos jornalistas. Raposa escaldada. A derrota por 7 a 1 foi pesada demais para a Alemanha. Por isso não quer se comprometer com Felipão, o Brasil for outra vez humilhado. Quer a continuidade do treinador, mas vai esperar o resultado da partida.

Já Marco Polo está mais preocupado com a filosofia, com a confiança que Felipão lhe passa. Por isso briga por sua permanência, até em caso de nova derrota. Para ele, o problema da seleção é o grupo, muito imaturo. Não o treinador.

3ae1 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...

O Brasil terá de jogar bem para tentar ter a torcida do seu lado. Brasília está completamente desmobilizada para esse jogo. É como se a Copa já tivesse acabado. Lojas tiraram envergonhadas as camisas da Seleção das vitrines. O verde e amarelo já não predominam nos shoppings.

Nada de buzinaço à noite. O bilonário estádio Mané Garrincha não tinha torcedores ao seu redor ontem, véspera do jogo. Bem ao contrário do que aconteceu na fase de classificação contra Camarões. Não havia cambistas, ambulantes, nada.

Hotéis tiveram inúmeras desistências. Não há invasão de torcedores brasileiros. E muito menos holandeses. Pela primeira vez nesta Copa há a perspectiva de lugares vazios nas arquibancadas em um confronto entre duas seleções tradicionais, importantes.

O clima era constrangedor também na sala de imprensa. Cerca de 70% dos jornalistas que trabalhar na partida diante de Camarões não vieram para a decisão do terceiro lugar. A organização da Fifa abriu mão até de distribuir as concorridas entradas para as coletivas do Brasil e Holanda.

É tão pouca gente que, quem quiser, pode entrar. E mesmo assim, sobrará lugares vazios. O clima de partida desnecessária, dita por Van Gaal, prevalece. Para a imprensa internacional por causa do tamanho do Brasil foi melhor economizar e ir direto ao Rio para a final de amanhã.

A desilusão dos torcedores brasilienses é assustadora. Pelas ruas a ausência da camisa amarela da Seleção dá o tom. Os torcedores realmente compraram a ideia de Felipão e de Parreria que o título seria do Brasil. E não aceitam a compensação da disputa pelo terceiro lugar.

Como os patrocinadores, que tiraram imediatamente do ar na televisão, suas caras propagandas com modelos e crianças vestindo verde e amarelo. Há um sentimento de rejeição à Seleção, maior por ser anfitriã e favorita à vencer a Copa.

A reconquista da empolgação com o time do Brasil será difícil, lento. Seja qual for o treinador. Felipão, Gallo, Muricy, Cuca, Abelão...Qualquer um, na avaliação de Marin e Marco Polo. Desde que não seja estrangeiro ou Tite, o 'técnico de Andrés Sanchez'...
2ae3 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...

Marco Polo pode se alegrar. Felipão quer continuar na Seleção. Acredita que não se pode ‘jogar tudo fora’ por uma fatalidade, a goleada para a Alemanha. Mas sabe : precisa ganhar da Holanda…

1vipcomm11 Marco Polo pode se alegrar. Felipão quer continuar na Seleção. Acredita que não se pode jogar tudo fora por uma fatalidade, a goleada para a Alemanha. Mas sabe : precisa ganhar da Holanda...
Brasília...

"Se o trabalho é bom não é uma fatalidade, um desastre que vai acabar com ele. "

Esse é o resumo do espírito de Felipão. Ele deixou claro na sua entrevista coletiva que ele quer seguir na Seleção Brasileira.

O técnico sabe que tem o apoio irrestrito do grupo de jogadores. E também do futuro presidente da CBF, Marco Polo del Nero. Marin, é mais político. Quer esperar o resultado da partia de amanhã contra a Holanda. Se a Seleção vencer, a chance de continuar é muito grande.

Felipão defende o seu trabalho com unhas e dentes.

"Não temos que nos envergonhar de nada. Temos que ver as coisas boas. Fizemos um bom trabalho com os jogadores. A derrota aconteceu por uma equipe que foi melhor qualificada.

A derrota ficou marcada, como ficou marcado o título da Copa das Confederações, como ficaram marcados os cinco títulos mundiais. Essa é a vida de quem vive do futebol. Encerra amanhã a primeira etapa do meu trabalho"

Esse foi o seu maior escorregão. "Primeira etapa." Ou seja, não falou que o seu trabalho será encerrado amanhã, como seria o esperado. Se existe uma 'primeira', há uma 'segunda'. Que pode ser preparar o time para a Copa América, as Eliminatórias. Coordenar a formação do time olímpico com Gallo comandando a equipe.

Futuro foi algo muito importante nesta conversa com os jornalistas. Ele sempre soube ter nas mãos um grupo imaturo, com 17 jogadores que nunca disputaram uma Copa do Mundo. Foram apenas seis que viveram essa experiência.

Pela Copa ser no Brasil, ele foi obrigado a dizer que seria ser campeão. Forçar a postura de um grupo imaturo. Agir como se estive pronto para algo que foi grande demais Prometer a conquista do hexacampeonato.

"O que eu poderia fazer? Não tinha como repetir que iríamos disputar para ficar entre os quatro como fiz em 2002. Se eu falo isso iria ficar fora do ar. Não tinha como. Mas esse é mais um dos motivos que me faz acreditar que o trabalho não foi ruim.

Estamos entre os quatro primeiros do mundo. E em 2018 deveremos ter pelo menos 60% dos jogadores que já atuaram em uma Copa. Isso fará enorme diferença."

Felipão só foi encurralado uma vez. Quando foi indagado se havia clima para continuar depois da pior derrota da história da Seleção Brasileira: 7 a 1 para a Alemanha.

2vipcomm5 Marco Polo pode se alegrar. Felipão quer continuar na Seleção. Acredita que não se pode jogar tudo fora por uma fatalidade, a goleada para a Alemanha. Mas sabe : precisa ganhar da Holanda...

"Eu não tenho de responder se tem clima ou não. Não vou discutir clima, principalmente com jornalista. Mas, como eu disse, nós recebemos um apoio nas ruas que foi muito maior do que imaginávamos. Podem acreditar que estamos dizendo a verdade."

Inacreditável ou não é verdade. Populares aplaudiram, saudaram a Seleção na saída de Teresópolis, aqui em Brasília. Os jogadores estão surpreendidos pelo apoio que receberam nas redes sociais.

Mas Felipão teve de revelar. A dor pelo 7 a 1 é maior do que a felicidade por ter sido campeão do Mundo. "Quanto anos eu vou viver? Mais uns 20, uns 50. Não, 50, não. Mas nesses próximos 20 vou pensar nessa derrota. Até o fim dos meus dias."

Felipão em conversa descontraída com o assessor de imprensa, Rodrigo Paiva, no gramado do Mané Garrincha, mostrou o que realmente pensa do jogo contra a Alemanha. Acredita piamente que tudo não passou de um desastre.

"Uma fatalidade não pode destruir um trabalho... Nunca mais, nem daqui a mil anos, cara. Eles foram sete vezes no primeiro tempo e fizeram cinco gols. Nos dez primeiros minutos do segundo tempo, se eu mostrar o teipe, nós criamos quatro chances de gol. Se nós tivéssemos acertado as quatro ia estar 5 a 4 em dez minutos? Isso é coisa de louco para pensar."

A conversa foi retransmitida para a sala de imprensa. O microfone do estádio que estava em teste, a registrou.

Se tem algo inato em Felipão é o seu instinto de sobrevivência. Sabe que precisa sim vencer o time Van Gaal. E tratou de valorizar ao máximo a partida que o rival classificou de inútil, desnecessária.

"A Holanda eliminou o Brasil na última Copa do Mundo. Além disso, quero lembrar do quanto foi bom para a Alemanha vencer a terceira colocação em casa. Deu a base para esse time que está nesta Copa do Mundo decidindo o título.

Não conseguimos o grande sonho. Mas podemos conseguir um pequeno sonho vencendo amanhã. Será um jogo difícil demais. Jogaremos contra o time que tem o melhor jogador desta Copa, o Robben. Não será nada fácil, mas precisamos e queremos vencer."

Felipão quer continuar com sua carreira. Embora com 65 anos e com situação financeira definida até do seu bisneto, ele não quer deixar a imagem de derrotado. Do homem inerte no banco de reserva enquanto a Seleção é goleada.

O programado é simples. Se o Brasil conseguir vencer os holandeses, ele deverá se reunir com Marin e Marco Polo na CBF na próxima semana. E definir sua permanência na Seleção.

Agora, se a Holanda vencer, tudo muda de figura. Felipão não teria amparo político para suportar a pressão. Seriam duas desilusões seguidas. Uma depois da maior goleada sofrida pelo Brasil em todos tempos. Aí, não teria como Marin e Marco Polo o salvarem.

Ou seja, quem já considerava Felipão morto, está muito enganado...
1reuters3 Marco Polo pode se alegrar. Felipão quer continuar na Seleção. Acredita que não se pode jogar tudo fora por uma fatalidade, a goleada para a Alemanha. Mas sabe : precisa ganhar da Holanda...

Brasil e Holanda será um teste para Felipão. Se a Seleção vencer e fugir do vexame, poderá continuar, se quiser. A cúpula da CBF já o perdoou pelos 7 a 1. Por não confiar nos demais treinadores brasileiros…

1getty4 Brasil e Holanda será um teste para Felipão. Se a Seleção vencer e fugir do vexame, poderá continuar, se quiser. A cúpula da CBF já o perdoou pelos 7 a 1. Por não confiar nos demais treinadores brasileiros...
Brasília...

O jogo de amanhã aqui no Mané Garrincha vale mais para Felipão do que para o Brasil. Ser terceiro ou quarto colocado pouco importa. O que 198 milhões de fanáticos sonhavam era com o título. E ele foi embora da maneira mais inacreditável e inédita. Nenhuma seleção na história foi goleada em uma semifinal de Copa por 7 a 1, como o time nacional diante da Alemanha.

Mas o que deveria ser irreversível, a queda de Felipão, pode mudar radicalmente. A tese da 'pane dos seis minutos' prevalecer. E ele continuar comandando a Seleção Brasileira depois da Copa. Pelo menos é esta a vontade de José Maria Marin, atual presidente da CBF, e do seu mentor e sucessor, Marco Polo del Nero.

Marin ontem se reuniu com Felipão na Granja Comary. Deu apoio e voto e confiança diante da goleada. O dirigente acredita que a inexperiência do grupo sabotou o trabalho de Felipão. Além do fator principal, a ausência de Neymar, contundido.

Depois de conversar com Felipão, Marin percebeu que os jogadores, principalmente Neymar, querem a permanência do treinador. Situação que conforta o presidente da CBF. Ele sonhava com a conquista do hexa e a permanência de Scolari. Pelo menos até o final de seu mandato, em dezembro.

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O Brasil fará entre cinco e seis amistosos até o final do ano. Já estão confirmados os jogos contra a Colômbia e Equador em Miami, em setembro. O presidente da CBF é um nacionalista convicto. Não quer nem pensar em um estrangeiro comandando o Brasil.

Não se anima com o atual cenário dos treinadores. Tite está livre e desesperado para suceder Felipão. Mas tem ligações profundas com Andrés Sanchez, inimigo número um da cúpula da CBF. Os demais nomes como Muricy, Abel Braga e Cuca também não fazem ninguém soltar fogos de artifício.

A favor de Felipão também está Marco Polo del Nero. O próximo presidente da CBF indicou o treinador para Marin. Conselheiro vitalício do Palmeiras, ele acredita que o técnico fez milagre ao conquistar a Copa do Brasil com o clube em 2012. O rebaixamento ele credita a erros infantis do ex-presidente Arnaldo Tirone que sabotaram o trabalho do treinador.

Em entrevista exclusiva ao Estado de S. Paulo, Marco Polo, confirmou o que já havia sido antecipado aqui no blog.

"Por mim, ele fica. O que aconteceu foi um erro tático. Esse foi o problema. Mas todos nós erramos. Isso acontece com qualquer um. O importante é que o trabalho foi bem feito. A campanha e a preparação foram boas. A base existe."

Preste atenção na primeira frase. "Por mim ele fica." O presidente da FPF administra a CBF em conjunto com Marin. Ou seja, fala pelos dois.

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A situação é clara. A partida de amanhã contra a Holanda é um teste para Felipão. Se ele conseguir evitar novo vexame, a vaga para seguir na Seleção será sua. Se quiser.

Por isso, hoje na Granja Comary, o treinador fez o que deveria ter feito contra a Alemanha. Esboçou uma equipe muito consistente no meio de campo.

Se o treinador não perdeu tempo à toa, tentando enganar a imprensa, o time que lutará pelo terceiro lugar e por seu emprego será Júlio César, Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Ramires, Willian e Oscar; Jô.

Até que enfim mudanças evidentes. Ele quebrou os laços emocionais com Fred. E com o sistema 4-2-3-1, que vem sendo usado há mais de um ano. Alterações mais do que necessárias.

Fred em péssima fase foi titular por seis partidas. Nada produziu. Preso entre os zagueiros, sem movimentação, incapaz de abrir espaços para os meias ou tentar uma tabela. Era como se o Brasil atuasse com um a menos.

1vipcomm10 Brasil e Holanda será um teste para Felipão. Se a Seleção vencer e fugir do vexame, poderá continuar, se quiser. A cúpula da CBF já o perdoou pelos 7 a 1. Por não confiar nos demais treinadores brasileiros...

Felipão sabe que o forte da Holanda é sua movimentação constante no meio de campo. Como também atua a Alemanha. Ele optou por três volantes: Luiz Gustavo, Paulinho e Ramires. Tirou Fernandinho que se mostrou nervoso, perdido e improdutivo no Mineirão. O técnico acertadamente embolará as intermediárias.

Para que Oscar e Willian ocupem as laterais do campo, rifou da equipe Hulk. Só força física e baixar a cabeça não estavam ajudando em nada a Seleção. O jogador do Zenit era outro abalado emocionalmente com tanto questionamento sobre sua improdutividade.

Jô atuará isolado na frente. Felipão continua com o grave e ultrapassado defeito tático. Ele só sabe montar suas equipes com um atacante enfiado na zaga como referência. Acredita que vá segurar dois zagueiros. Isso é antigo demais. Basta que a zaga se antecipe a esse poste e ele perde a função.

O ideal seria ter ou dois jogadores de velocidade pelos lados. Ou nenhum atacante fixo, meias habilidosos e inteligentes que pudessem se revezar pelo setor durante o jogo. Para isso é necessário treinamento e mente aberta. Não há mais como ser refém de um esquema.

Mas o Brasil entrará muito mais forte com as alterações feitas por Felipão. E além disso, muito empolgado. Os jogadores querem salvar o cargo do treinador. Confiam plenamente nele. Vão se desdobrar, se matar em campo para que Scolari não seja demitido.

Felipão é um homem muito ligado à família. Sabe que ela foi muito atingida pela goleada por 7 a 1 para a Alemanha. Mesmo com todo o apoio do time, de Marin e de Marco Polo, não fica descartada uma outra possibilidade. Ele conseguir fazer o Brasil vencer a Holanda, conquistar o terceiro lugar. E anunciar que decidiu ir embora da Seleção.

Mas pelo menos iria de cabeça erguida, vitorioso. Com todos comprando a tese da 'pane dos seis minutos'. Seria ótimo para seguir trabalhando. Aos 65 anos, ele pretende disputar sua última Copa do Mundo em 2018.

Por isso há a certeza. O jogo de amanhã contra o time de Van Gaal pode não valer para muita gente. Mas será decisivo para o futuro da carreira de Felipão. E, lógico, para a abalada Seleção Brasileira...
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Marin declara guerra ao ministro Aldo Rebelo e Dilma. Não aceitará de maneira alguma a intervenção do governo na CBF. Vai se defender com sua maior arma: a bancada da bola, políticos que o apoiam em troca dos mais variados favores…

1cbf4 Marin declara guerra ao ministro Aldo Rebelo e Dilma. Não aceitará de maneira alguma a intervenção do governo na CBF. Vai se defender com sua maior arma: a bancada da bola, políticos que o apoiam em troca dos mais variados favores...
Brasília...

José Maria Marin não herdou apenas a CBF de Ricardo Teixeira. Ganhou de presente a 'bancada da bola'. São vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e governadores. Todos que, como os mais diversos interesses, apoiam a diretoria da CBF.

E será à bancada que Marin vai apelar se o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, tiver a coragem de fazer o que fala. Capitanear uma mudança na legislação para que o Estado possa intervir na CBF.

"Dirigentes passaram a administrar o futebol sem qualquer intervenção do estado. Queremos retomar algum tipo de protagonismo. Não para nomear interventor. Mas para preservar o interesse nacional e o interesse público."

Resumiu assim Aldo Rebelo, sem o menor constrangimento.

Assessores de Marin encaram como uma grande traição de Rebelo. Ele era o braço direito de Marin na Copa do Mundo. Foi quem indicou Felipão para a Seleção. Mas como o Brasil fracassou, o ministro estaria tentando repassar a culpa pelo vexame para a CBF.

A raiva de Rebelo estaria amarrada com o desgaste político que acompanha a eliminação da Seleção de Felipão da final da Copa do Mundo.

1reproducao6 Marin declara guerra ao ministro Aldo Rebelo e Dilma. Não aceitará de maneira alguma a intervenção do governo na CBF. Vai se defender com sua maior arma: a bancada da bola, políticos que o apoiam em troca dos mais variados favores...

Quando foi criada a lei Pelé, a CBF foi protegida. Na prática é uma entidade particular que se beneficia do futebol. Controla a Seleção Brasileira e todo o esporte mais praticado no país.

Com seu sistema viciado de eleição, restrito apenas às federações e os clubes da Série A, os presidentes da CBF ficam quantos anos quiserem. Na atual reforma esportiva, advogados da entidade garantem que ela não foi atingida pela nova mudança na legislação. Seus presidentes não ficam limitados a 'apenas' dois mandatos.

Dilma ficou absolutamente revoltada com a derrota do Brasil para a Alemanha. Na goleada por 7 a 1, foi duramente ofendida pelos torcedores que estavam no Mineirão. O coro de "Dilma vá tomar no..." dominou o estádio por quatro vezes. Ela nem estava em Belo Horizonte.

Já há a certeza que Dilma será xingada novamente domingo no Maracanã. Mesmo assim, ele jura que não voltará atrás e entregará a taça para o campeão do mundo.

Enquanto isso, a presidente mandou Rebelo espalhar: irá outra vez se encontrar com os maiores inimigos de Marin: os dirigentes do Bom Senso. E estudar a aprovação, em caráter de urgência, a mudança na legislação. A primeira mudança deverá ser a penalização dos clubes que não pagarem salário em dia. A segunda, um calendário com menos jogos para as equipes grandes e mais partidas aos pequenos.

Mas a exigência de Dilma é incluir a CBF na MP 620, que limitou os mandatos de presidentes a apenas dois. Não quer mais saber de a entidade que comanda o futebol ser tratada como 'capitania hereditária'.

Não será tão fácil como Rebelo e Dilma acreditam. A Bancada da Bola é muito representativa. Não será a maior derrota do Brasil em uma Copa do Mundo que fará os políticos deixarem de apoiar Marin. Muito pelo contrário. A força do presidente da CBF continua intacta.

Ele aumentou o dinheiro que repassa as federações, os empréstimos aos clubes da primeira divisão nunca foram tantos. As 12 novas arenas terá clássicos do futebol brasileiro. Mesmo Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília. Para manter os presidentes de federações felizes. E não assumir publicamente a construção dos elefantes brancos.

Aldo Rebelo e Dilma podem sonhar que de uma hora para outra passarão a mandar na CBF. Mas não será tão fácil. Desde quando João Havelange começou a mandar na antiga CBD, foi criada uma rede de proteção à entidade. Formada por políticos influentes. Essa rede só cresceu com seu ex-genro Ricardo Teixeira. Com ele a troca de favores entre futebol e política chegou ao seu pico.

Marin herdou a bancada da Bola e sabe muito bem manipulá-la. E está disposto a enfrentar seu ex-aliado. Aldo Rebelo pode discursar e prometer à vontade. A cúpula da CBF está pronta para há mais de 30 anos para o confronto. Acredita que o futebol no Brasil é de sua propriedade. E não admite interferência. Principalmente dos governantes brasileiros...
2reproducao5 1024x576 Marin declara guerra ao ministro Aldo Rebelo e Dilma. Não aceitará de maneira alguma a intervenção do governo na CBF. Vai se defender com sua maior arma: a bancada da bola, políticos que o apoiam em troca dos mais variados favores...

As lágrimas de Neymar.”Dois centímetros para dentro e eu poderia ter acabado em uma cadeira de rodas.” Além da revelação, fez questão de mostrar que é líder na Seleção. Pediu a permanência de Felipão…

1vipcomm9 1024x682 As lágrimas de Neymar.Dois centímetros para dentro e eu poderia ter acabado em uma cadeira de rodas. Além da revelação, fez questão de mostrar que é líder na Seleção. Pediu a permanência de Felipão...
Teresópolis...

"Se a pancada fosse dois centímetros para dentro, eu... poderia ter acabado em uma cadeira de rodas agora..." Neymar não consegue terminar de falar. E começa a chorar. As lágrimas inundam seus olhos. Foi o momento mais tocante, verdadeiro na absurda concentração da Seleção, na Granja Comary.

O médico José Luiz Runco e os médicos do Barcelona que o examinaram foram diretos. Ele deveria agradecer a Deus pela pancada que rompeu sua vértebra apenas. Se atingisse a medula, ele ficaria paraplégico.

"Quando ele tomou a pancada e cheguei perto dele. E tomei um susto. Ele não conseguia mexer as pernas. Foi assustador", a revelação de Marcelo era verdadeira.

Neymar esteve a ponto de ficar inutilizado para o futebol. Poucas pessoas tinham a verdadeira dimensão de sua contusão.

"Foi um lance que não concordo, não aceito. Não vou falar que foi desleal. Não estou na cabeça dele. Todos que entendem de futebol todos que sabe que é uma entrada que não é normal. Quer fazer uma falta por trás, matar um contragolpe, chute o tornozelo, segura, empurra.

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"Não é de situação de jogo. Muitos de vocês falam que fui cai cai, nem ligo. Quando estou de frente ou com a minha visão periférica está para acontecer, eu me protejo.

"Mas de costas não consigo me defender. De costas quem defende é a regra. Deus me abençoou, me protegeu. Tudo poderia ter sido muito, mas muito pior. Sofri demais. Foi a pior semana da minha vida."

Depois da pancada do colombiano Zúñiga, tudo está se encaminhando como o médico da Seleção, José Luiz Runco, havia previsto. Neymar sentiria dores enormes, mesmo sedado. E uma cinta apertada deixaria imobilizada a sua coluna. A vértebra voltará a se consolidar sozinha. Não será necessária intervenção cirúrgica.

Perguntado se ele perdoaria Zúñiga foi direto. Mostrou sua forte formação religiosa.

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"Desculparia, sim. Não tenho rancor, ódio. Ele até me ligou, falando que não queria me machucar, que sentia muito. Desejo que Deus o abençoe e que ele tenha sucesso na carreira dele."

Neymar já consegue andar. Pouco, mas consegue. A previsão é que dentro de 45 dias consiga voltar a jogar futebol. O jogador fez questão de vir à granja Comary para se encontrar com os atletas que foram goleados por 7 a 1 pela Alemanha. Com Felipão. Exercer sua liderança junto ao grupo.

Ele aprendeu muito bem a usar o poder midiático que o cerca. Ele fez questão de aparecer na entrevista com uma camisa do Brasil autografada por todo o time. Era uma resposta. Para Neymar, a idolatria aos seus companheiros não poderia virar desprezo.

Pediu para dar entrevista. Sabia que desviaria o foco dos seus massacrados companheiros. Cumpriu muito bem sua missão. Não quis seguir o que aprendeu com os assessores. Não fingiu que respondeu. Respondeu de verdade as perguntas. Não se arrependeu por ter sido sincero...

"Até a partida contra a Alemanha éramos tratados como os melhores. Agora são ruins, ninguém presta. Não é assim. O que aconteceu foi um apagão, que eu também não tenho como explicar. Foi inacreditável. Inexplicável. Já tive esse esse tipo de apagão em campo (derrota do Santos por 4 a 0 para o Barcelona). Fica difícil reverter. Você tenta reorganizar e não consegue."

Neymar fez questão de defender não só o time como também Felipão. Fiz duas perguntas a ele. Ele foi sincero, deu a sua verdade.

"O grupo tinha potencial para ganhar a Copa?

"Felipão deve ser perdoado e seguir na Seleção Brasileira?"

"Qualquer jogador que está aqui poderia jogar em qualquer time do mundo. O grupo tinha sim potencial para ganhar a Copa. Se não fosse o apagão. Por isso que eu chorei tanto depois do jogo. Até porque uma derrota pode acontecer com qualquer time do mundo. Mas não da forma que foi. Doeu demais."

"Se o Felipão deve ser perdoado e continuar? Eu acho que o errado no futebol brasileiro é essa mania de trocar tudo quanto algo de errado acontece. Tem de mudar o técnico, os jogadores. Não é assim. Em vez de mudar, tem de corrigir."

Neymar é favorável à permanência de Felipão no comando da Seleção. Ele deixou isso claro para José Maria Marin que veio à Teresópolis. O presidente da CBF se reuniu com Felipão. Não há a confirmação.

Mas já há quem garanta que Marin quer que o treinador fique na Seleção, até pelo menos o final do ano. Em janeiro de 2014, Marco Polo del Nero assume a CBF. Aí decidiria que rumo tomar. Mas Felipão tem um cabo eleitoral importantíssimo.

Para que mantenha essa possibilidade é fundamental que pelo menos vença a Holanda, sábado em Brasília. E consiga a terceira colocação na Copa. Neymar já garantiu. Irá para o jogo junto com a delegação. E ficará no banco de reservas. Aos 22 anos, está aprendendo a ser líder de verdade.

Confirmou que irá torcer para Messi ser campeão do mundo com a Argentina. "Não sou um brasileiro torcendo para a Argentina. Isso, não. Sou Messi Futebol Clube, meu amigo e companheiro. Torço por ele e por Mascherano. Não pela Argentina."

Ao final da entrevista, levantou com toda a dificuldade da cadeira onde deu uma das mais verdadeiras entrevistas da carreira. Como prêmio recebeu algo inesperado. A imprensa brasileira como um todo o aplaudiu.

Os jornalistas perceberam estar diante de um dos melhores jogadores do mundo. E profundamente comprometido com a Seleção. Mesmo depois da pior derrota de sua história. Mereceu cada palma que recebeu...
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Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa…

1mowa3 1024x445 Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa...
Teresópolis...

Felipão e seus jogadores não querem ficar marcados na história como os vilões da Copa de 2014. Os responsáveis pela infelicidade de mais de 220 milhões de pessoas. A derrota por 7 a 1 diante da Alemanha não voltará mais atrás. Mas nasceu com assessores de José Maria Marin uma ideia que pode resgatar a imagem pública dos jogadores e do treinador.

Todos doarem para instituições de caridade a premiação por disputar a Copa do Mundo. Não ficar com um centavo.

Se derrotar a Holanda, o Brasil teria direito a R$ 48 milhões como terceiro colocado. Se perder, ficaria com R$ 44 milhões. A partilha combinada valia para o título, R$ 77 milhões. Marin daria integralmente ao grupo. A divisão incluiria funcionários da rouparia, cozinheiros etc.

Os atletas e o treinador ficariam com a premiação maior, cerca de R$ 1 milhão para serem hexacampeões. Agora, deverão ficar com algo perto de R$ 650 mil se vier a terceira colocação. Ou R$ 450 mil pelo quarto lugar.

Se não derem integralmente o dinheiro, pelo menos uma parte representativa. A metade que fosse. Valeria muito no futuro da carreira de cada atleta.

A ideia que foi levada a Marin é brilhante em termos de marketing. Apenas funcionários mais humildes receberiam uma parte do dinheiro. A grossa, a maior, dos jogadores e de Felipão seria doada para instituições de caridade.

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Tudo seria revelado de preferência no canal oficial da Seleção Brasileira: no Jornal Nacional da TV Globo. Seria uma maneira de aproximar a emissora, parceira da CBF no Mundial. Depois da derrota para a Alemanha, o tom da cobertura mudou radicalmente. Tudo o que foi relevado, como poucos treinos, só um esquema tático, descontrole emocional, convocação ruim, veio à tona.

A imagem dos atletas e de Felipão está muito desgastada. De amados, passaram a ser rejeitados nas redes sociais. Isso afeta também os patrocinadores desses atletas. A desvalorização em suas carreiras é evidente.

Fred, por exemplo, tinha a esperança de voltar para a Europa. E para um clube grande. A direção do Fluminense também já contava com milhões de uma transferência. Depois da péssima Copa que disputou será difícil surgir interessados. Com 30 anos restará a ele mercados sem prestígio como o asiático ou os Estados Unidos.

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Marin e Marco Polo del Nero analisam se tocam em frente essa sugestão. O que pode ser
um grande facilitador é a situação financeira resolvida da maioria dos atletas e de Felipão. Esse dinheiro não faria falta. E teria um enorme valor simbólico doado.

O autor da ideia tem certeza que Neymar, David Luiz, Thiago Silva e Felipão aceitariam de pronto a proposta. Assim como o restante dos atletas. Todos estão muito desgastados, desmoralizados com o fracasso no Mineirão.

Vencer a Croácia com um pênalti simulado. Empatar suando sangue com México e Chile. Ganhar de Camarões depois de 20 minutos de sufoco. Derrotar a Colômbia fechado no final da partida como time pequeno. E ser goleado impiedosamente pelos alemães por 7 a 1. Essa campanha merece R$ 400 mil, R$ 600 mil para cada atleta? Para Felipão?

4reproducao Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa...

A ideia foi passada a Marin. Em dezembro de 2014, a CBF acumulará R$ 324 milhões só dos 14 patrocinadores da Seleção. Os valores: Nike, R$ 83,9 milhões; Itaú, R$ 39,5 milhões; Vivo, R$ 36 milhões; AMBEV, R$ 36 milhões; Sadia, R$ 24 milhõe; GOL, R$ 16,8 milhões; Volkswagem, R$ 9 milhões; Gillette, R$ 12 milhões; Pão de Açúcar (Extra) R$ 9,5 milhões; Unimed Seguros, R$ 12 milhões; Nestlé, R$ 14,4 milhões; Samsung, R$ 15,8 milhões; Mastercard, R$ 12 milhões; EF English, R$ 3,6 milhões. Tênis Pé Baruel e Relógios Parmigiani também dão dinheiro mas, por pagarem menos, são consideradas empresas apoiadoras, não patrocinadoras.

Fora isso há o dinheiro da transmissão que a CBF recebe da Globo. E a fonte inesgotável que são os amistosos da Seleção. Onde nunca recebe menos de um milhão de dólares. Já há dois programados em setembro, nos Estados Unidos, contra Colômbia e Equador.

Por isso, a entidade pode se dar ao luxo de repassar integralmente o dinheiro da Fifa. Neymar, Felipão, David Luiz, Hulk, Oscar, Daniel Alves, Thiago Silva, Marcelo e outros ganharam dinheiro com publicidade com o Mundial. Além dos seus salários privilegiados.

Se não quiserem dar a premiação integral, destinem pelo menos uma parte desse dinheiro. Seria a atitude mais digna a ser feita.

Candidatos a esse dinheiro não faltam. Como a associação das vítimas da enchente daqui de Teresópolis. Milhares de pessoas esperam pela casa prometida pelo governo depois das oito trombas d'água que caíram aqui na cidade. Foi o maior desastre natural do Brasil neste século. Morreram cerca de duas mil pessoas. Centenas de corpos não foram encontrados.

Órfãos estiveram na Granja Comary. Tiveram direito a autógrafos e fotos com os atletas. A associação ou as criaças não receberam um centavo sequer da CBF ou dos jogadores. Fora tantos milhões de pessoas que precisam de ajuda neste país.

Abrir mão da premiação. ou ao menos de uma parte importante dela, em nome dos carentes seria uma solução inteligente. Não resgataria toda a vergonha que o time proporcionou no Mineirão. Mas seria algo digno, inteligente. Traria de volta um pouco da simpatia dos brasileiros. E não mataria ninguém deste time de fome. Cabe a Marin propor e os jogadores, se tiverem neurônios, aceitarem.

O legado seria verdadeiro, importante. Essa equipe amenizaria toda a frustração que proporcionou a um país inteiro. Traria um pouco de alívio ao fracasso dentro do campo...


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Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex-governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão…

1ae6 Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...
Teresópolis...

Vieram e foram Dunga, Mano Menezes. Felipão está a um jogo de se despedir. E Tite é, disparado, o mais cotado para assumir a Seleção. Quatro homens nascidos no Rio Grande do Sul e, bem além da certidão de nascimento, são formados no futebol gaúcho.

No extremo Sul do Brasil, treinadores aprendem desde cedo que o importante é lutar, brigar pela bola. Primeiro preencher os espaços atrás. Marcar. Desenvolver um sistema de contragolpes. E só depois atacar. Isso é cultural. Como os treinadores cariocas instintivamente pensam no toque de bola. Os paulistas no preparo físico.

Tite é o treinador com maior currículo entre todos os pretendentes. Tem vantagem diante de Muricy Ramalho, Abel Braga, Cuca. Acumula a Libertadores e o Campeonato Mundial em 2012. Abel venceu há oito anos... Bem educado, contido, Adenor faz questão de se mostrar atualizado.

Sua competente assessoria de imprensa faz questão de municiar jornalistas com informações sobre ele. Suas viagens para a Europa para entender como Barcelona, Bayern, Real, Atlético de Madri estão jogando. Comentou com propriedade a final da Champions League na ESPN.

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Está seguindo à risca as determinações do seu empresário Gilmar Veloz. Desde que o Corinthians decidiu não renovar seu contrato no final do ano passado, sua estratégia foi imitar Luiz Felipe Scolari. Apostar tudo, ficar disponível para a Seleção Brasileira. Esperar por um telefonema de José Maria Marin ou Marco Polo del Nero.

Recebeu sondagens do Grêmio, Inter e Flamengo. Agradeceu muito. Mas disse que precisava de um período sabático para se reciclar. Tite precisava usar uma mesma arma de Felipão: a falta de memória dos torcedores, da imprensa.

Se todos fingiram esquecer que Scolari encaminhou o Palmeiras ao rebaixamento em 2012, a amnésia seletiva também se encaixaria nos seus últimos momentos no Parque São Jorge. Ele se perdeu completamente em 2013.

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Adenor ficou preso a laços emocionais com o time que lhe deu as maiores conquistas de sua carreira. Não teve jogo de cintura para aceitar uma estrela midiática que não pediu e o Corinthians precisava: Alexandre Pato. A equipe implodiu e se arrastou no final do ano passado. Os dirigentes decidiram que o treinador não seguiria mais no Parque São Jorge.

São sete meses de desemprego voluntário esperando a Seleção Brasileira. Seu assessor de imprensa agendou várias entrevistas para que não fosse esquecido. Como trabalha também com Bernard, visitou a Granja Comary para medir a temperatura. E foi cercado por repórteres e mais repórteres. Todos sabem que Tite tem grandes chances de ser o primeiro nome da lista de espera.

A intenção de Marin e Marco Polo era manter Luiz Felipe Scolari no cargo para 2018. Depois da classificação para as semifinais, ambos viveram alguns dias no paraíso. Mas caíram de cabeça no inferno. Como o presidente da CBF havia previsto. "Enquanto estamos vivos na Copa vivemos no purgatório. Se ganharmos entraremos no céu. Se perdermos, será o inferno", definiu em Goiânia.

E está sendo assim mesmo. Desde o massacre da Alemanha, com a pior derrota da história da Seleção Brasileira, com os 7 a 1, a dupla que comanda o futebol brasileiro está desorientada. Conversa, sonda, analisa.

Um dado importantíssimo será levado em conta na avaliação dos dirigentes. A perda da parceria com a Globo. Desde a goleada em Minas Gerais, o tom da cobertura da emissora mudou drasticamente. Acabou a proteção a Scolari. De nada adiantou as conversas e revelações exclusivas a Patrícia Poeta. Usar o Jornal Nacional como o veículo oficial para notícias da Seleção Brasileira.

Acabou o tratamento especial. A Globo viu esvaziar a euforia e a audiência com a Copa. O tratamento dado é o mesmo quando um programa deixa de interessar o público. Traz prejuízos. O trabalho de Felipão continua o mesmo. Mas as críticas vieram e pesadas. À incrível falta de treinamentos, preparo psicológico, dependência de Neymar, programação caótica. Tudo que era denunciado por outros veículos de comunicação desde antes da Copa.

Além dos ataques, agora a indiferença. A emissora mandou avisar à imprensa especializada em tevê que Galvão Bueno não narrará a decisão pelo terceiro lugar com a Holanda. Ficará guardado para a final entre Alemanha e Argentina. Esse é um tapa de luva de pelica no trabalho feito na Seleção. É como se, para a emissora, esse time aqui na Granja Comary não interessasse mais.

Marin está diante de um dilema enorme. A desilusão foi tão grande em Belo Horizonte que finalmente ele percebeu o quanto foi instável a caminhada da Seleção na Copa. É preciso se livrar de Felipão. Ele representaria todo o sucesso se o Brasil fosse hexa. Mas personaliza a decepção, o fracasso com mais um Mundial que a Seleção perde em casa, depois de 1950.

A cúpula da CBF sabe que há uma grande pressão nacional para a contratação de um treinador estrangeiro. No ano passado já havia sido assim, depois da demissão de Mano Menezes. Mas José Maria Marin é absolutamente contra. Aos 82 anos, ele é nacionalista radical. Tem toda sua formação política na Ditadura Militar. Foi governador biônico dos paulistas.
3reproducao Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...
Assim como o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quer ver alguém nascido fora do país comandando a Seleção Brasileira. O político já chegou a enviar projeto querendo impor à força, raspa de mandioca no pão francês. E queria que no dia 31 de outubro fosse comemorado o dia do Saci Pererê e não o Halloween. Outro nacionalista radical.

Marin e Marco Polo estão encurralados. O cenário é assustador. Não há grandes opções. Ainda mais para quem deseja agradar ao governo. O quarto gaúcho em seguida é o nome mais forte até por eliminação. Em 2012, a dupla não quis chamar Tite também por sua ligação umbilical com o inimigo político Andrés Sanchez. Algo que agora a assessoria do treinador deixa claro que não existe mais.

Por uma questão de respeito a Felipão, Marin vai deixar o treinador anunciar sua saída. Logo após a decisão do terceiro lugar contra a Holanda. Ou depois que a Copa acabar. O presidente da CBF agradecerá com um discurso pungente o trabalho que não deu certo e precisará anunciar o seu sucessor.

Até porque já em setembro, o Brasil enfrentará Colômbia e Equador. Serão dois amistosos em Miami. A vida vai recomeçar. Sem Felipão. E muito provavelmente com o quarto homem seguido formado entre bombachas, mate e muita marcação, pegada e que não despreza um bom 0 a 0.

Em 2013, o Corinthians bateu seu recorde. Nunca havia empatado tantos jogos na sua história. Foram 31 empates, o maior número desde que foi fundado em 1910. Foram 15 0 a 0. O que traz alívio. Se Tite realmente assumir, de 7 a 1, o Brasil não perde...
3ae Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...

O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção…

1reuters2 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...
Teresópolis...

Holanda. Adversária que o Brasil não queria, mas terá de encarar em Brasília. Será contra o time de Van Gaal a briga pelo terceiro lugar na Copa do Mundo, no sábado. Felipão queria a Argentina de Messi. Motivaria mais seu abalado time. Uma vitória teria saber especial pela rivalidade. Contra os holandeses, não.

Além disso, os europeus têm um sistema de jogo que incomodará os brasileiros. A maneira agrupada que a equipe atua, saindo do 3-5-2 para para o 4-1-3-2 exige demais da marcação adversária. Se a Seleção entrar dispersa como aconteceu em Belo Horizonte poderá acontecer novo desastre.

Mesmo os atletas só falavam em derrota dos argentinos no Itaquerão. Queriam o confronto. E não ter o desprazer de ver os maiores rivais do continente decidindo a Copa do Mundo aqui, em pleno Maracanã. E a Seleção ter de se contentar em jogar no Mané Garrincha pela terceira colocação.

"Eu acredito que enfrentar a Argentina é sempre melhor. Motiva mais o grupo. Eles são os nossos rivais eternos", dizia Paulinho ainda no Mineirão.

1afp15 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...

Era onde o time iria se apoiar para buscar força. Lutar para derrotar o time de Messi traria um ingrediente a mais. O sistema de jogo de Sabella costuma ser mais franco contra o Brasil. Nos últimos confrontos, ele usou o 4-3-3. Os dois times tinham espaço para jogar. O que não deverá acontecer contra os holandeses.

Felipão hoje à tarde mostrou sua preocupação. Quer continuar depois dos 7 so a 1 contra a Alemanha. Talvez na Seleção ou onde for. Mas deseja seguir sua carreira em uma seleção de ponta. Seu sonho de estar na Copa da Rússia não morreu. Por isso houve a coletiva que ninguém pediu. E que serviu para ele tentar se justificar perante o mundo.

"Depois da Copa das Confederações, tivemos uma derrota e nove vitórias. Tínhamos uma equipe preparada, um sistema de jogo. Foi a primeira vez, desde 2002, que chegamos à semifinal. Foi uma derrota ruim, seis minutos de pane geral. Se eu pudesse te responder o que aconteceu naqueles seis minutos, eu responderia, mas eu não sei. Não sei."

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Felipão não é um dos melhores palestrantes do país à toa. Ele aprendeu a conduzir a platéia. Apela para sua técnica básica de persuasão. Sabe como funcionam manchetes e jornalistas. Tem plena consciência que a imprensa brasileira valoriza muito mais declarações do que análises. Ou seja, vale mais o que o entrevistado diz o que o realmente aconteceu.

O Brasil teve a sua pior derrota na história. O vexame só cresce onde se investiga. Jogadores da Alemanha revelam que diminuíram de propósito o ritmo. A vantagem de gols diante do país anfitrião da Copa já estava grande demais.

O treinador Joachim Loew decidiu poupar atletas para a final que intuía, seria contra a aguerrida Argentina. Em plena semifinal de uma Copa. Não há como negar que é humilhante. Já que seu time enfrentava o pentacampeão jogando em casa.

O UOL noticia que a Fox Sports flagraram o inacreditável toque culinário da preparação do Brasil contra a Alemanha. O preparador físico Paulo Paixão despejando um pouco de sal grosso no gramado. Ele é um dos melhores profissionais disparados do país. E se prestou a um papel desses. Tive de tentar explicar para jornalistas europeus e até indianos no Mineirão.

"Porque a Seleção Brasileira jogou sal grosso no gramado? Era para cortar as energias ruins, dar sorte? E o Brasil tomou de sete da Alemanha?" Fingi que não entendi e saí de perto, constrangido. Não seria eu quem iria explicar tal ato.

Felipão teve a coragem de defender a falta de treinamentos da Seleção. Disse que fez tudo cientificamente embasado pelo departamento de fisiologia da CBF. Ou seja, a culpa de o time que começou a atuar contra os alemães ter dez minutos de entrosamento é do fisiologista? Por favor...Basta apenas parar para pensar. Não apenas escutar e balançar bovinamente a cabeça para tentar agradar o treinador.

Ouvir que adversários do Brasil o surpreenderam doeu no fígado. Croácia, México, Camarões, Chile, Colômbia e Alemanha não mudaram os seus sistemas de jogo. Acontece que, ao contrário da Seleção, não tinham apenas um. Times modernos treinam dois ou até três sistema para colocar em prática na mesma partida. Hoje é básico.

Talvez só o Brasil tenha jogado a Copa como um time de pebolim, no 4-2-3-1. O que dá certo há um ano, muda depois de doze meses. Óbvio.

Há na Comissão Técnica brasileira uma primeira intenção no jogo de sábado em Brasília. Provar o quanto Felipão está certo. E que foram apenas seis minutos que sabotaram seu trabalho. Encarar o desafio.

 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...

Colocar apenas Thiago Silva de volta à equipe na vaga de Dante. E nas demais posições repetir os outros dez que foram massacrados pelos alemães. Seria a resposta ao mundo que Scolari não está ultrapassado. E que geme de dor apenas por um acidente.

Foi anunciado que amanhã o Brasil vai fazer algo quase inédito aqui em Teresópolis. Com a bênção do fisiologista, a Seleção Brasileira vai treinar. Quem diria?! Mas lógico que irá usar os campos da granja Comary. Onde tudo é escancarado. Não há segredo algum. Basta torcer que nenhum humorista do Esquenta! invada o campo. Ou que Luciano Huck não apareça para uma intervenção logo depois do aquecimento dos atletas.

"Gente, vamos terminar. Foram 45 minutos de coletiva que não era planejada do Felipão. Está bom para vocês, não está?" perguntava o chefe de comunicação, Rodrigo Paiva. Ele adotava o tom de quem fazia um favor para os jornalistas.

Esperto, ele sabe que foi exatamente o contrário. Quem quis a coletiva e foi beneficiado com ela foi Felipão. A entrevista acabou quando ele havia dito tudo o que tinha para dizer. Ou seja, repetir que tudo correu como ele esperava. A não ser os malditos seis minutos. E Parreira, lógico, repetido mais de dez vezes que o 'trabalho foi perfeito'.

Só faltou dizer: perfeito para quem?

Sal grosso, nele...
3afp7 1024x716 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...

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