O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa…

1lightpress O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...
O Cruzeiro ganhou seu jogo fundamental nesta temporada. Se perdesse para o Santos na Vila Belmiro, poderia não só colocar em risco a conquista do Brasileiro. Mas perder a moral que precisa no sonho de virar a decisão da Copa do Brasil contra o maior rival, o Atlético Mineiro. As coisas iam mal, com o time fraquejando no primeiro tempo. Foi quando Marcelo Oliveira resolveu se impor. Há momentos no futebol que as coisas não se resolvem na conversa, na parceria.

O treinador cruzeirense surpreendeu seus jogadores gritando, xingando, questionando se o time queria ser campeão de novo do Brasil. Cobrou de maneira dura, firme até demais. Como nunca havia feito desde que chegou à Toca da Raposa. Disse que não aceitaria a acomodação. E que seria estupidez jogar todo o sacrifício do ano nas últimas partidas, na reta final que deveria ser a da consagração. O Cruzeiro iria decepcionar torcedores, familiares faltando seis jogos para acabar o ano?

O resultado da cobrança foi excelente. O time entrou revigorado, com mais personalidade. E não demorou para fazer um gol com sua marca registrada. Trocando bola, misturando talento e modernidade. Com o time atacando em bloco, deixando a defesa santista sem ter o que fazer diante daquele momento de carrossel azul celeste. Até o toque final, consciente, de Ricardo Goulart.

1reproducao20 O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...

Acabou com a alegria de Enderson Moreira, seus jogadores e os torcedores santistas que foram à Vila Belmiro sedentos de vingança. Queria atrapalhar, fazer o possível para tirar o título nacional da equipe que havia eliminado o Santos da final da Copa do Brasil. Não esperavam que o segundo tempo seria tão diferente do primeiro, quando os mineiros estavam apáticos, assumindo o desgaste, o cansaço. Com Everton Ribeiro no banco de reservas. Não sonhavam que Marcelo Oliveira fosse deixar de lado sua educação e acordaria o time à força.

"Não dava para continuar daquela forma. No primeiro tempo tivemos um vestiário e preleção com muita vibração, mas entramos um pouco mole e permitindo o time do Santos jogar. E nós não conseguimos jogar. Tivemos um chute a gol e era necessário modificar, porque nós estávamos buscando o resultado e não podíamos deixar fugir em um jogo como esse. Felizmente o time reagiu, jogou melhor e o Santos dificilmente chegava com clareza. O time lutou mais. Foi uma vitória fundamental", resumiu, aliviado, Marcelo Oliveira.

"O Marcelo conversou firme conosco. Ele sabe do potencial de todos os jogadores. Graças a Deus voltamos do intervalo da forma que a gente sabe jogar, marcando forte, pressionando os zagueiros para fazer os gols", revelou Fábio.

Depois do gol de Ricardo Goulart, o time cruzeirense seguiu marcando o Santos no seu campo. Acabando com o oxigênio do time de Enderson Moreira. Não dando mais chance para o sonhado desejo de vingança. Se impunha como melhor equipe. Mostrava para si mesma que, mesmo desgastada, ainda é a que merece ganhar de novo o Brasileiro.

Todos na Toca da Raposa sabem do cansaço do time. Do desgaste não só físico, como emocional. Decidir a Copa do Brasil contra o grande rival Atlético tornou as coisas ainda mais difíceis. O treinador tinha a plena noção de que uma derrota ontem poderia dar a chance que o São Paulo tanto queria. O seu rival tinha um adversário fácil, o Palmeiras. A diferença poderia cair para só para um ponto.

Mesmo com um jogo a mais que o rival paulista, a pressão poderia tornar tudo insuportável. Ainda mais porque a próxima partida será contra o Grêmio em Porto Alegre. O jogo mais difícil deste final de ano. Se viesse novo fracasso, tudo poderia degringolar de vez. Daí os inesperados e necessários gritos de Marcelo Oliveira.

Com o segundo tempo que conseguiram fazer e a vitória conseguida a fórceps, os jogadores cruzeirenses comemoraram muito. Redescobriram a confiança abalada pela derrota diante do Atlético Mineiro. Acordaram para a possibilidade inédita na história do clube de vencer duas vezes o Brasileiro em seguida. Perceberam outra vez a importância do Campeonato Brasileiro. E enxergaram em Marcelo, o líder que precisavam.

 O Cruzeiro não precisava de um técnico. E sim de um comandante. Aos gritos e palavrões, Marcelo Oliveira se impôs. Foi o que fez o time ganhar do Santos e voltar a sonhar com a Tríplice Coroa...

"Ele é o treinador e tem que chamar atenção. Ele cobrou da gente no vestiário, que tínhamos que nos dedicar mais, pois estamos perto de concretizar o título. Voltamos mais ligados, bem melhores", admitia Willian.

A caminhada cruzeirense para este final de Brasileiro não é fácil. Primeiro o empolgado Grêmio de Felipão em Porto Alegre nesta quarta-feira. Enfrentará o Goiás, no próximo domingo, no Mineirão. Provavelmente com muitos reservas. Porque na outra quarta-feira, dia 26, o time decide a Copa do Brasil contra o Atlético Mineiro. Tendo a obrigação de tirar a vantagem de dois gols do rival. Sem tempo para respirar, já no dia 30 terá o desesperado Chapecoense em Santa Catarina. E no dia 7, fará sua última partida no ano. Contra o Fluminense, que poderá estar brigando por uma vaga na Libertadores, no Mineirão.

Será uma maratona desgastante não só física. Mas emocional. E arrancada para tudo dar certo ou muito errado aconteceu ontem na Vila Belmiro. Nos berros de seu técnico, o Cruzeiro se redescobriu Cruzeiro. Ganhou do furioso Santos. Fez a diretoria santista encarar o fracasso da temporada 2014, com investimentos caríssimos. Robinho e Leandro Damião são os retratos do desperdício financeiro. Enderson Moreira também deverá procurar outro lugar para trabalhar. Dois cinco candidatos a presidente do clube, nenhum pretende seguir com ele.

Mas isso não é problema do Cruzeiro. O que Marcelo Oliveira precisava da Vila Belmiro conseguiu. Os três pontos e resgatar a confiança dos seus jogadores. Deixando a polidez, a educação de lado. Como os grandes treinadores precisam fazer de vez em quando. Ainda mais quando está para ganhar o Brasileiro pela segunda vez seguida. E decide a Copa do Brasil contra o maior rival. A Tríplice Coroa ainda é possível. Para esta façanha não basta o clube ter um ótimo técnico. Mas um comandante...
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O talento do São Paulo venceu a vontade do Palmeiras. 2 a 0 foi até pouco no Morumbi. O fantasma do rebaixamento volta a assombrar o Palestra Itália…

 O talento do São Paulo venceu a vontade do Palmeiras. 2 a 0 foi até pouco no Morumbi. O fantasma do rebaixamento volta a assombrar o Palestra Itália...
O talento venceu a vontade. O São Paulo derrotou o Palmeiras por 2 a 0. O time de Muricy é vice e ainda persegue o Cruzeiro na briga pelo título. Já o de Dorival Júnior perdeu pela 17ª vez no Brasileiro. Se reaproxima da zona do rebaixamento. E completa 12 anos sem vencer o rival no Morumbi. Luís Fabiano e Rafael Tolói fizeram os gols.

"Gostaria de encerrar a carreira com o título brasileiro. Mas infelizmente a diferença do Cruzeiro não está caindo. Se hoje foi o meu último clássico no Morumbi? Acho que sim. E nós jogamos pior do que contra o Internacional. Mas foi suficiente para ganhar", disse Rogério Ceni.

E o goleiro tinha razão. O Morumbi foi palco de um jogo truncado, brigado. Mas feio. Palmeiras e São Paulo tinham armas diferentes. Os elencos são díspares. Muricy Ramalho tem à disposição jogadores consagrados como Rogério Ceni, Kaká, Ganso, Michel Bastos, Luís Fabiano. Do lado palmeirense, um time limitado e que fazia a diretoria suspirar de saudade de Valdivia.

O São Paulo mais experiente, mais talentoso. Buscando a vitória tocando a bola, explorando sua superioridade técnica. Já os palmeirenses apelavam para a luta pela sobrevivência. Do clube na Série A e dos próprios jogadores, que desejam continuar no Palestra Itália em 2015. Se houver dinheiro para formar um equipe forte, pouquíssimos continuarão na próxima temporada.

Carlos Miguel Aidar tenta se reaproximar de Paulo Nobre, mas o dirigente palmeirense não o perdoa por ter 'roubado' Alan Kardec. Os técnicos sabiam o quanto seus presidentes queriam a vitória.

O clássico foi marcado pelo nervosismo. Com divididas rígidas. Entradas fortes, de lado a lado. O Palmeiras corria muito. Tentava compensar a ausência de seu principal jogador com vitalidade. Mas exagerado nervosismo. Pelo menos, Dorival conseguia marcar muito bem Paulo Henrique Ganso e Kaká. Os dois tiveram imensa dificuldade para se movimentar. Muricy outra vez deixou o meio de campo muito distante do ataque. O que facilitou ao Palmeiras que só se preocupava em travar as jogadas do rival e tentar contragolpes. O treinador do São Paulo errava ao colocar Michel Bastos na lateral. Desperdício puro.

O Palmeiras se espalhava no campo como time pequeno. Tinha além de sua defesa, com quatro homens, mais cinco formavam uma linha na intermediária. E apenas Henrique na frente. Era angustiante ver o artilheiro sozinho. Já o São Paulo respondia com um tradicional 4-4-2. Com as fracas atuações de Ganso e Kaká, Luís Fabiano e Alan Kardec eram pouco acionados. E tinham de recuar para buscar a bola.

Apesar de chegar a ter 73% de posse de bola, o São Paulo pouco concluía a gol. Em compensação, a primeira chance foi impressionante. Michel Bastos cruzou, Kardec cabeceou. E Fernando Prass fez sensacional defesa, aos 17 minutos. O lance assustou os palmeirenses. E logo em seguida, aos 21 minutos, tomaram o primeiro gol.

Na primeira descida pela direita, Hudson cruzou e Luis Fabiano se aproveitou da indecisão da zaga palmeirense. E bateu forte, sem defesa para Fernando Prass. Na comemoração, o atacante ia tirando a camisa, mas lembrou que tomaria o cartão amarelo. Chegou a tirar um braço. Se lembrou e a recolocou. "De vez em quando eu tenho uns surtos depois dos gols e quero tirar a camisa. Desta vez me lembrei e parei antes. Na hora", disse o atacante.

 O talento do São Paulo venceu a vontade do Palmeiras. 2 a 0 foi até pouco no Morumbi. O fantasma do rebaixamento volta a assombrar o Palestra Itália...

Mas Dorival Júnior ficou possesso. Queria o cartão ao atacante. E se indispôs com o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. O gol deixou sua equipe ainda mais nervosa. O São Paulo mostrou um defeito que iria perdurar durante todo o jogo. Uma lentidão inexplicável. Ganso estava em um dia de sono. Kaká seguia sua fraca fase.

Mesmo sem se abrir, o São Paulo teve uma grande chance. Aos 37 minutos, Juninho, o pior em campo, conseguiu acertar uma jogada. E cruzou para Henrique livre. O atacante tocou, mas Rogério Ceni salvou com o pé direito. Grande defesa que fez a torcida são paulina pedir o adiamento de sua aposentadoria. O que não vai acontecer.

Aos 45 minutos, a complicada defesa palmeirense deu o segundo gol para o São Paulo, que recusou. Nathan furou, errou a bola em um cruzamento primário. A bola sobrou para a Alan Kardec. Ele teve a coragem de concluir pessimamente, para fora.

O São Paulo voltou para o segundo tempo de forma irritante. Tocando a bola sem a menor objetividade. O que estimulava o Palmeiras a atacar. Dorival logo tirou do time o improdutivo Wesley. No seu lugar, Mazinho, jogador com muita vontade e nenhuma visão de jogo.

Mas nem deu para o treinador passar muita raiva com a precipitação de Mazinho. Logo Dorival foi expulso por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Ainda reflexo da discussão do primeiro tempo. Por coincidência, o Palmeiras viveu seu melhor momento no jogo. Dominava o meio de campo. Só não tinha talento para que a bola chegasse em seu definidor, Henrique.

Luís Fabiano e Tóbio se estranhavam. Para que o atacante não fosse expulso, Muricy colocou Pato no seu lugar. O Palmeiras apostava na velocidade de Allione no lugar de Diogo. Iria atuar ao lado de Cristaldo que substituiu Diogo. Quando as coisas pareciam que iriam se complicar para o São Paulo, veio o segundo gol.

Michel Bastos cobrou escanteio. Edson Silva desviou e Tolói acertou um belíssimo chute. 2 a 0, São Paulo, aos 33 minutos do segundo tempo. O gol foi um balde de água fria no Palmeiras. O time se entregou. Sabia que sofria sua 17ª derrota. Ainda deu tempo para Osvaldo perder um gol absurdo, sozinho com Fernando Prass, chutou longe, por cima. Mas o jogo já estava decidido.

O São Paulo continua com chances matemáticas de alcançar o Cruzeiro. E ganhou moral para a primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Nacional de Medellin. O Palmeiras segue sua sina neste século. E está novamente ameaçado pelo rebaixamento. Restam quatro partidas para terminar o Brasileiro. Sport na nova arena. Coritiba no Paraná. Internacional no Rio Grande do Sul. E Atlético Paranaense no novo Palestra Itália. O time precisa de seis pontos para escapar da Segunda Divisão. A preocupação da diretoria e dos jogadores é imensa. Com razão...
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Danilo foi fundamental na suada vitória do Corinthians contra o Bahia, em Salvador. Acabou com o marasmo do time de Mano Van Gaal. E conseguiu que o time conquistasse três pontos obrigatórios…

1ae12 Danilo foi fundamental na suada vitória do Corinthians contra o Bahia, em Salvador. Acabou com o marasmo do time de Mano Van Gaal. E conseguiu que o time conquistasse três pontos obrigatórios...
O Corinthians conseguiu uma vitória importantíssima em Salvador. O time teve de se desdobrar, mas venceu o Bahia na Fonte Nova por 2 a 1. Danilo entrou no final da partida. E definiu a conquista dos três preciosos pontos em uma jogada excelente. E deu o gol para Renato Augusto marcar o segundo gol aos 38 minutos do segundo tempo. O resultado, no entanto, não foi suficiente para deixar o time na zona da Libertadores. Já os baianos já sentem cada vez mais o gosto amargo do rebaixamento.

"A gente sabia o que interessava era a vitória. O empate teria o gosto de derrota. Ainda bem que conseguimos. E estamos fortes brigando pela Libertadores", desabafava Danilo, o homem que mudou o jogo. Acabou com o marasmo corintiano, que levava o time para mais um empate no Brasileiro.

O time paulista treinado por Mano Van Gaal Menezes estava sem uma peça importantíssima. Paolo Guerrero não teve como escapar desta vez da Seleção Peruana. Sem seu principal atacante, o treinador resolveu escalar Malcom e Luciano juntos. Os garotos deveriam trocar a presença de área pela velocidade. Além da ausência sentida na frente, a zaga estava modificada. Felipe ficou com o lugar do contundido Anderson Martins. E Elias também não estava, suspenso. Bruno Henrique outra vez ficava com sua vaga.

O plano do Van Gaal de Passo do Sobrado era claro. Aproveitar do desespero baiano. Tocar a bola e explorar os contragolpes. O treinador improvisado Charles Fabian. Quem tem mais de 40 anos se lembra do centroavante do Bahia, campeão de 1988. Charles assumiu no lugar do demitido Gilson Kleina. E sabia muito bem. Precisava incendiar o time.

Mesmo com jogadores sem tanto talento, não havia outra saída. E tratou de fazer o Bahia marcar a saída de bola corintiana, pressionar. Atacar em bloco. Tentar de qualquer maneira a necessária vitória. E dá-lhe bola na área principalmente nos escanteios. No primeiro tempo foram nove. Mal a bola era levantada e parecia uma partida de rugbi. O árbitro Elmo Alves Resende Cunha teve de se desdobrar. Os jogadores dos dois times se agarravam com fúria.

A afobação no futebol é castigada sem dó. Foi o que aconteceu na Fonte Nova aos 24 minutos do primeiro tempo. O goleiro Cássio pegou a bola com as mãos e deu um chutão para a frente. Dentro da sua grande área ele viu o desestruturado Bahia todo na frente. Sem sobra. Como em um time de pelada. A bola caiu nos pés de Malcom. Ele invadiu desceu livre, diante de Marcelo Lomba. E fez o gol. Lance inacreditável para dois equipes da Série A e que empatavam em 0 a 0...

1reproducao18 Danilo foi fundamental na suada vitória do Corinthians contra o Bahia, em Salvador. Acabou com o marasmo do time de Mano Van Gaal. E conseguiu que o time conquistasse três pontos obrigatórios...

O gol mexeu com a partida. Deixou os baianos ainda mais tensos, irritados. Já os corintianos tratavam de tocar a bola com lentidão, tentando quebrar a correria sem rumo dos adversários. Cada time tinha sua determinação mais do que transparente. O time paulista estava muito melhor arrumado. E pronto para a pressão que sofreria. Mano Van Gaal é especialista em montar equipes para contragolpear. E foi o que o seu time fez durante todo o jogo.

Sem repertório, os baianos cansaram de levantar a bola na área. Gil e Cássio rebateram inúmeras bolas. Ralf e Bruno Henrique impediam as penetrações pelas laterais. Petros e Renato Augusto tinham a missão de levar o jogo em câmera lenta. Ainda mais depois do gol corintiano. Era irritante o ritmo dos paulistas. Não havia constrangimento em levar o jogo em 'banho Maria'. Com os desfalques, conquistar três pontos era missão imprescindível na luta pela Libertadores.

Rafael Galhardo era o homem incumbido das bolas paradas. Na mais perigosa delas conseguiu acertar o travessão de Cássio. Foi a maior chance baiana.

No intervalo, Charles viu quem tinha no banco. Resolveu esperar. Depois de 15 minutos com o mesmo cenário improdutivo, ele trocou. Colocou o atacante Henrique, que um dia já foi uma grande promessa no São Paulo, no lugar de Pará. E Rômulo no lugar do garoto Rafael Miranda. E tome chutes e cruzamentos de Rafael Galhardo.

Percebendo o cansaço do seu lateral direito, Galhardo, Charles colocou o imprevisível William Barbio. Hoje ele estava inspirado e fez uma jogada importante logo que entrou. Passou por três jogadores corintianos e cruzou para o oportunista Kieza empatar. 1 a 1 aos 24 minutos do segundo tempo.

O gol acordou Mano Van Gaal Menezes. Ele tinha certeza que seu bloqueio defensivo não seria furado. Ele teve de mexer na equipe. Acabar com o marasmo ofensivo do Corinthians. E acertou na troca. Aos 31 minutos trocou Petros, que teve uma atuação burocrática, por Danilo. O veterano jogador entrou com muita gana. Raiva pela reserva. E em sete minutos conseguiu mudar o destino do jogo.

Em um contragolpe fulminante, a bola caiu nos pés de Danilo. O meia invadiu a defesa baiana pela esquerda e deu excelente cruzamento com curva, na cabeça de Renato Augusto, livre. Ele não teve coragem de perder o gol. Corinthians 2 a 1, aos 38 minutos do segundo tempo. Com a vantagem, o Corinthians atual fez sua especialidade. Defender. Segurou o assédio sem neurônio do Bahia.

Vitória fundamental do Corinthians. O mantém vivo na difícil briga para se classificar para a Libertadores de 2015. Mano Van Gaal Menezes tem muito o que agradecer a seu veterano meia de 35 anos. Se não fosse por ele, o time não somaria mais três fundamentais pontos nesta fase aguda do Brasileiro. Já o Bahia pode preparar sua volta à Segunda Divisão. O time é fraquíssimo...
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O Palmeiras tentou até o último minuto pela liberação de Valdivia. Mas o plano fracassou. Ele jogou muito bem pelo Chile. Pior para o time de Dorival contra o favorito São Paulo no Morumbi…

1ap3 O Palmeiras tentou até o último minuto pela liberação de Valdivia. Mas o plano fracassou. Ele jogou muito bem pelo Chile. Pior para o time de Dorival contra o favorito São Paulo no Morumbi...
O que Dorival Júnior mais temia, aconteceu ontem à noite. Valdivia foi muito bem no amistoso entre Chile e Venezuela. Com direto a até gol da linha de fundo, na vitória por 5 a 0. A decisão estava nas mãos do treinador argentino Jorge Sampaoli. E ele pensou no amistoso mais importante, o de terça-feira, contra o Uruguai. E não liberou o camisa 10 para reforçar o Palmeiras amanhã contra o São Paulo.

E sem Valvidia, o Palmeiras é bem outro. Com ele no Brasileiro, o Palmeiras soma sete vitórias, três empates e seis derrotas. Já sem o jogador, são dez derrotas, três empates e apenas quatro vitórias.

Os números têm um peso importantes no clássico de amanhã. Uma derrota é capaz de encostar outra vez o time na zona do rebaixamento. Se o Coritiba vencer o Flamengo e o Chapecoense o Vitória, a equipe de Dorival passaria a ser a 16ª no Brasileiro. Ficando uma posição apenas acima dos quatro piores.

O time tem um retrospecto assustador contra o São Paulo no Morumbi. A última vitória aconteceu em 2002, há 12 anos. Há vinte partidas entre os dois que o Palmeiras não vence no Morumbi. Neste ano, o clube não venceu um clássico sequer no Brasileiro. Na temporada toda, os palmeirenses não derrotaram corintianos e santistas. Só os são paulinos no Paulistão. Empatou duas vezes e perdeu cinco. O rendimento é medonho. Comparável ao de 1962, quando o time venceu apenas um clássico, empatou outro e perdeu dez.

Os números não deixam dúvidas a limitação do elenco formado por Paulo Nobre e Brunoro. O contrato de Valdivia vai até o meio do ano que vem. Para tentar convencê-lo a renovar antecipadamente, o atual presidente, favorito nas eleições, promete um grande time em 2015. Com o auxílio de Walter Torre, presidente da construtora responsável pela nova arena.

O chileno ganhar R$ 475 mil mensais desde 2010. Sabe que até o rival de Nobre, e seu antigo inimigo, Wlademir Pescarmona o deseja no elenco. E tem garantido que a primeira providência caso consiga reverter o quadro eleitoral será também renovar o contrato do meia.

Mas Valdivia sabe que sua carreira é altamente instável. Quer ter a certeza de que o Palmeiras continuará na Primeira Divisão do Brasileiro. Disputar a terceira vez a Série B seria um desgaste imenso. Ele sabe que ainda tem mercado. Sua certidão de nascimento mostra 31 anos. Mercados ascendentes como o norte-americano e o chinês seriam atrativos. Fora o árabe que conheceu.

1reproducao17 O Palmeiras tentou até o último minuto pela liberação de Valdivia. Mas o plano fracassou. Ele jogou muito bem pelo Chile. Pior para o time de Dorival contra o favorito São Paulo no Morumbi...

O meia também vive uma relação que mais parece um carrossel com a Seleção Chilena. Já chegou a ser banido por ter se apresentado embriagado, de acordo com jornais locais. Disputou duas Copas do Mundo, a de 2010 e 2014. Ambas de maneira decepcionante. Foi tão criticado que ele mesmo decidiu se aposentar, antes que fosse aposentado do selecionado. Mas em uma reviravolta impressionante e, que tem muito a ver com o fisioterapeuta cubano, José Amador, o meia se revigorou. Redescobriu a alegria de jogar após o Mundial.

Soma atuações marcantes. Na hora exata em que o Palmeiras se perdia na zona do rebaixamento. A faixa de capitão que Dorival Júnior lhe colocou no braço foi o estímulo que lhe faltava. Se sentiu responsável pela sorte do time no Brasileiro. Em cada partida tem mostrado além do talento, a vontade que quase sempre lhe faltou.

Por isso o desespero discreto de Dorival. Ele sabe da importância do clássico de amanhã contra o São Paulo. Ter pela frente o São Paulo ainda sonhando com o título brasileiro. Caminhando firme com uma vaga praticamente garantida para a Libertadores. Situação oposta de quem reza para estar na Primeira Divisão amanhã.

O Palmeiras até fretaria um jato para trazê-lo para o clássico. Só dependeria da liberação de Sampaoli. O treinador argentino até pensou seriamente na possibilidade. Mas percebeu que criaria dois problemas. O primeiro seria o desgaste da viagem e do jogo que, certamente, será muito brigado, disputado. E o outro estaria no privilégio do meia, que já tem fama de mimado pelos próprios jornalistas chilenos. Resolveu que não deixará ninguém sair da delegação chilena. Concentração total até o jogo contra o Uruguai.

Dorival Júnior revezou o Palmeiras com Felipe Menezes e Mazinho para a imprensa ver. Colocando Diogo e Henrique no ataque. Mas há a grande chance de escalar seu time com cinco jogadores no meio de campo. Nada impede que coloque Renato, Marcelo Oliveira, Victor Luiz, Wesley e Diogo. Henrique seria o único jogador à frente. Tanto cuidado defensivo por não ter Valdivia.

1palmeiras O Palmeiras tentou até o último minuto pela liberação de Valdivia. Mas o plano fracassou. Ele jogou muito bem pelo Chile. Pior para o time de Dorival contra o favorito São Paulo no Morumbi...

Dorival manteve o discurso para os jornalistas brasileiros que não acreditava na liberação de Valdivia. Não poderia desvalorizar os jogadores limitados que possui. Acompanhou calado o esforço dos dirigentes palmeirenses, em contato com os chilenos. Até que veio ontem à noite a resposta definitiva.

Caso o Palmeiras seja derrotado, haverá quatro partidas para o clube tentar sua salvação. Sport Recife na inauguração do seu novo estádio. O Coritiba, rival na luta pela permanência na Série A, Internacional em Porto Alegre, lutando pela Libertadores. E o Atlético Paranaense, sem maiores pretensões, na sua arena.

Serão necessários seis pontos nestas quatro últimas partidas. O único alívio será a certeza da presença de Valdivia. Ao contrário do que acontecerá amanhã no Morumbi. Quando o time, sem ele, será um mero franco atirador. Diante do favorito São Paulo o que vier será lucro...
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O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo…

1reproducao O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo...
Quando o Itaquerão saiu do papel, houve uma grande festa no Parque São Jorge. O grande vencedor foi, sem dúvida, Andrés Sanchez. Além de conseguir o estádio que o Corinthians sempre sonhou, daria uma resposta à diretoria do São Paulo, que considera elitista. Tirava o Morumbi do Mundial. A abertura da Copa do Mundo iria para Itaquera.

Seus companheiros de diretoria garantiam a jornalistas. O Itaquerão iria também tomar os shows do Morumbi. Com nova tecnologia não haveria como não faturar milhões com cantores e grupos internacionais. Na Zona Leste paulista moram mais de três milhões de pessoas. Mais do que o dobro da população de Porto Alegre. Esse público seria o alvo dos shows no estádio corintiano.

Andrés até chamou Ivete Sangalo para o primeiro evento musical no estádio. Aconteceu no ano passado, no aniversário de 103 anos do clube. O evento foi restrito a três mil convidados.

O que pareceu ser o primeiro de muitos shows foi até agora o único. Há um enorme estranhamento. Afinal, os espetáculos poderiam ser altamente lucrativos para o clube. O Corinthians já acumula R$ 40 milhões de déficit este ano. E a partir de julho de 2015, toda a arrecadação dos jogos no estádio será para pagar empréstimo de R$ 400 milhões feito pelo BNDES. O aviso é da própria assessoria da Caixa Econômica Federal, que intermediou o repasse do dinheiro para o clube construir o Itaquerão.

1ap O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo...

Aliás, é a Caixa Econômica e a Odebrecht que não permitem que os ingressos sejam mais baratos no Itaquerão. A construtora é sócia majoritária no fundo imobiliário que administra o estádio. E por ter intermediário o empréstimo para o Corinthians, a Caixa também tem direito a se posicionar. A lógica é cruel. Os ingressos precisam permanecer caros para que o clube acumule capital para pagar o mais rápido possível o estádio.

Essa postura fez com que Andrés deixasse o estádio. Ele era pressionado por chefes de organizadas, exigindo que os ingressos ficassem mais baratos. Como não podia, o ex-presidente foi muito criticado e alvo de protesto dos torcedores. Candidato a deputado federal, percebeu o quanto tinha a perder. E deixou o comando do Itaquerão.

Antes de ir embora, teve de se explicar porque o estádio não havia ainda feito show algum. E nem estava previsto. O dirigente garantiu que o gramado não havia estrutura para proteger o gramado. E ele seguia padrões europeus que exigiam o gasto de R$ 50 mil mensais. Ninguém entendeu nada. Afinal, shows de grandes cantores ou bandas rendem mais de milhões de reais.

Foi quando os comentários começaram a surgir.

"Aquilo lá (Itaquera) é outro mundo, outro país, não dá para chegar lá. Lá não vai funcionar. Acho muito pouco provável que os empresários de shows, por exemplo, vão querer promover alguma coisa lá."

3reproducao3 O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo...

As frases são do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar. Ele garante a assessores que o Itaquerão não é e nunca será preocupação quanto aos lucrativos shows. O rival será o novo estádio do Palmeiras. "Tem excelente localização, fácil acesso. Perto do metrô, com ônibus na porta. É moderno, novo", elogiou Aidar.

A briga promete ser mesmo renhida entre o novo Palestra e o Morumbi. No estádio do Palmeiras estão confirmados os shows de Paul McCartney nos dias 25 e 26 deste mês. Além de praticamente certa a volta de Rolling Stones em março. No Morumbi, o Foo Fighters deverá tocar em janeiro.

O estádio palmeirense fechou contrato com a AEG. A empresa agencia cantores e bandas importantes como Beyoncé, Bon Jovi, Elton John, Katy Perry, Justin Bieber, Rod Stweart, Shania Twain, Santana, Black Eyed Peas, Guns and Roses e muitos outros. Há a certeza de uma agenda pesada de show no Palestra.

O São Paulo tem contato com vários empresários ligados a bandas e cantores. Isso porque muitos anos foi o melhor estádio para shows na capital paulista. O Pacaembu tem uma restrição de apenas dois shows por ano. Conquista dos moradores para evitar confusão de trânsito no elitizado bairro.

Luiz Paulo Rosenberg é o vice do Corinthians. Ele está afastado do clube porque entrou em choque com Andrés. Ele administrava anteriormente o Itaquerão. E deixou escapar em entrevistas.

12 O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo...

"A respeito de receitas de shows, a gente entra numa área muito especulativa. Isso vai ter a ver com o desenvolvimento que a Zona Leste vai ter. Talvez, ele possa ser um grande polo de shows, de música sertaneja com ingresso mais barato e o Palmeiras fica com as Madonnas da vida. (...) Acontece o seguinte, pra concluir pela viabilidade de Itaquera nunca se colocou um tostão de previsão de receita com show. O Corinthians deve ser um dos únicos clubes do Brasil que consegue pagar uma arena dessas com receita de jogo."

Ou seja, o discurso no Corinthians mudou radicalmente. Nada de shows. Investimento em infraestrutura para espetáculos. Promotores de eventos seguem o mesmo discurso elitista de Carlos Miguel. Também consideram que o estádio fica mesmo longe das zona Oeste e Sul da cidade, consideradas nobres. Apesar do metrô, ainda há resistência com atividades culturais na Zona Leste paulistana.

Além disso há o preço dos ingressos. Para viabilizar shows de estrelas internacionais, os preços precisam ser caros. O de Paul McCartney no estádio do Palmeiras custará entre R$ 110,00 a R$ 700,00.

A WTorre assegura que os shows no Palestra Itália deverão dar um lucro entre R$ 2 milhões e R$ 1 milhão já descontados os gastos. Até 55 mil pessoas poderão assistir os espetáculos. A AEG se encarregará de gerir os eventos. Além disso, há o dinheiro da transmissão. O canal Multishow, por exemplo, já comprou o direito de mostrar o show do dia 25 do ex-Beatle.

No Corinthians, ninguém sequer cogita buscar uma parceira para cuidar dos shows. Assim como a venda do naming rights, membros importantes da diretoria acreditam que não darão certo. O melhor é se contentar com os ingressos dos jogos. Não estão previstos nem os shows baratos de bandas sertanejas como um dia previu Rosenberg. São milhões e milhões indo pelo ralo...
1getty3 O preconceito com a Zona Leste e a falta de estrutura sabotam o Itaquerão. Sem shows no seu estádio, o Corinthians desperdiça milhões. Melhor para Palmeiras e São Paulo...

MP tem certeza de que alguém ganhou dinheiro pelo rebaixamento da Portuguesa. O clube receberá R$ 40 mil mensais na Série C. Mas pensa em contratar Cristiano Ronaldo, R$ 300 milhões anuais…

1ap2 MP tem certeza de que alguém ganhou dinheiro pelo rebaixamento da Portuguesa. O clube receberá R$ 40 mil mensais na Série C. Mas pensa em contratar Cristiano Ronaldo, R$ 300 milhões anuais...
A Portuguesa não poderia estar mais humilhada. O clube foi rebaixado para a Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro. Sua cota de televisão em dois anos caiu para números assustadores. Passou de R$ 22 milhões na Série A para R$ 1,6 milhão na Série B. E na C o que a espera são R$ 40 mil mensais.

O Ministério Público de São Paulo e o Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, estão trabalhando juntos. Investigando a estranha escalação de Héverton contra o Grêmio no ano passado, responsável pelo rebaixamento do clube para a Série B. Com a certeza de que alguém ganhou dinheiro com a queda.

As investigações são demoradas, de acordo com o promotor do caso Roberto Senise, porque o trâmite é demorado. Para o cruzamento de informações e quebra dos sigilos bancários e telefônicos de dirigentes, funcionários da Portuguesa. Até parentes estão sendo investigados. No Rio de Janeiro, o Ministério Público também colabora.

Aos poucos, Senise vai revelando o que as investigações já levantaram.

"O técnico Guto Ferreira foi enganado. Levaram para ele um relatório que onde a suspensão de Héverton não constava. Mesmo a CBF tendo avisado a antiga diretoria. O presidente, o vice de futebol e o vice jurídico. Além de três funcionários. Seis pessoas sabiam dessa punição. E mesmo assim ninguém avisou Guto. Tudo leva a crer que alguém o queria relacionado para o jogo", diz Senise.

O promotor lembra que Héverton não precisaria nem ter entrado aos 32 minutos do segundo tempo. "Bastaria ele estar relacionado. A infração da Portuguesa já estava caracterizada. Entrar ou não entrar em campo, dá no mesmo. Eu só posso garantir que a informação da suspensão não chegou até o técnico do time. O que é gravíssimo."

Senise não esconde as contradições principalmente do ex-vice jurídico Valdir Rocha. "Primeiro ele disse que a Portuguesa não foi avisada, o que ficou provado que não foi assim. A entidade mandou fax avisando da suspensão. Depois disse que não conversou com o advogado do clube na CBF, Osvaldo Sestário. Na quebra de sigilo telefônico ficou claro que eles se falaram logo após a suspensão de Héverton. Infelizmente como os telefones não estavam grampeados, o teor da conversa não será descoberto. As investigações vão continuar."

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O STJD já avisou que não há a possibilidade, de mesmo se for provado que alguém sabotou a Portuguesa por dinheiro, o clube não voltará para a Série A. A pessoa será punida na Justiça Comum e na Desportiva. Se ficar claro que uma equipe pagou por essa sabotagem há sim a possibilidade dela ser rebaixada. Os beneficiados com a escalação de Héverton são Fluminense e Flamengo.

Falando à rádio Bandeirantes, o promotor Senise só se recusou a responder uma pergunta. Se já há indício de que alguém de um outro clube ou mesmo ligado ao patrocinador desse clube telefonou para algum dirigente ou funcionário da Portuguesa. "Por conta das investigações, essa pergunta eu não posso responder."

O ex-presidente Manoel da Lupa já divulgou nota que processará as pessoas que fizerem afirmações sobre ele sem provas. Valdir Rocha deu entrevista rápida à rádio Globo. Disse que os dirigentes apenas erraram. "Todos estavam preocupados com uma punição ao atacante Gilberto. E se esqueceram de Héverton." E ainda garantiu. "O Manuel da Lupa foi um grande presidente da Portuguesa."

Todos os bens de Manuel da Lupa e de seu vice, Luis Iauca, estão bloqueados pela justiça. O motivo foram empréstimos do Banco Banif. De acordo com a Promotoria de Justiça, eles pegavam dinheiro emprestados em seus nomes e o repassava para a Portuguesa. Roberto Senise diz que há indícios que em determinado momento, a quantia emprestada pelo banco não era repassada completamente ao clube. O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) forneceu ao MP as movimentações bancárias de pelo menos uma dúzia de pessoas da Portuguesa e foram identificadas transações superiores a R$ 100 mil sem explicações aparentes.

Tudo é muito lento, constrangedor, assustador.

Em meio a tantas denúncias sérias, surge o presidente do Conselho Deliberativo, Marco Antônio Teixeira Duarte. Filho do ex-presidente Oswaldo Teixeira Duarte. Ele fez uma revelação. Que seria motivo de piada, mas ninguém tem humor para rir no Canindé.

"Tenho um sonho e, se depender de mim, ele se tornará realidade. Vamos deixar o clube completo em 2019. Será um time de século XXI, e associado a isso teremos o centenário da Portuguesa (em 2020). Venho dizendo que o Cristiano Ronaldo terá 35 anos, por que ele não pode se aposentar na Lusa?"

Ele já havia dito isso para amigos conselheiros na Portuguesa. Mas fez questão de fazer essa declaração em público, na rádio Bandeirantes. Oficialmente, Cristiano Ronaldo recebe R$ 190 milhões por ano. Extraoficialmente, seus ganhos batem nos R$ 300 milhões em 12 meses. É o jogador que mais recebe no planeta.

O clube se prepara para embolsar R$ 40 mil na Série C de 2014. Deve mais de R$ 200 milhões. Parte de sua diretoria analisa seriamente vender parte do Canindé para o clube sobreviver. O clube é investigado pelo Ministério Público, pela polícia. Ex-dirigentes são suspeitos de receber dinheiro para rebaixar o clube. E vem o presidente do Conselho Deliberativo falar em contratar Cristiano Ronaldo. Essa é triste realidade da Associação Portuguesa de Desportos...
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Isolado, Aidar tenta reaproximação com Paulo Nobre. Mais humilde, sonha com um pacto por teto salarial de jogadores e técnicos. 30 anos depois, o dirigente percebeu. O São Paulo não é mais vanguarda…

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Paulo Nobre e os dirigentes do Palmeiras que forem ao Morumbi terão tratamento vip. Assim que acabar a temporada, a direção da Portuguesa poderá escolher jogadores que o São Paulo não irá utilizar. Até jovens esperanças da base. Roberto de Andrade já recebeu recados que os dirigentes tricolores querem melhorar a relação com os corintianos. Quem vencer o pleito santista também terá a mão estendida de Carlos Miguel Aidar.

O presidente do São Paulo quer se reaproximar dos grandes clubes paulistas. Propor ações conjuntas. Como a fixação de um teto salarial para os jogadores e treinadores. Assim também como formar uma frente para cobrar da CBF pelos jogadores que cederem à Seleção Brasileira. Começar o embrião de uma liga independente.

Ou melhor, retomar essa ideia. Carlos Miguel finalmente entendeu o quanto errou ao tentar se impor como o grande líder do futebol brasileiro. Ele acreditava que, como na década de 80, os clubes se dobrariam diante do dirigente. Pela força do moderno São Paulo, seu imponente Morumbi, sua força econômica.

Percebeu que os tempos são outros. Corinthians e Flamengo são os clubes que mais arrecadam no país. Recebem não só mais dinheiro da televisão como dos patrocinadores. O Morumbi se tornou um estádio ultrapassado perto do Itaquerão e do novo Palestra Itália. Aidar é tratado por 'Carlinhos' por dirigentes mais velhos, principalmente no Parque São Jorge. Era o seu apelido quando surgiu no futebol, filho do ex-presidente do São Paulo, Henri Aidar.

Aidar sabe que 2015 será um ano recessivo. Não bastasse a crise econômica mundial, os reflexos do fracasso do Brasil na Copa do Mundo ainda pesam. Por isso, ele quer amarrar um acordo que agrada a cúpula do Bom Senso. E que faria os clubes terem a certeza de uma temporada sem aumento das dívidas.

Fixar um teto para os salários dos jogadores e dos técnicos. A proposta é ousada. E ainda encontra muita resistência. Apesar da crise, os dirigentes brasileiros não confiam uns nos outros. Ninguém impede, por exemplo, de um clube afirmar que pagará até R$ 400 mil a um jogador. E pagar por fora, como publicidade, direito de imagem mais R$ 600 mil. Será uma briga ferrenha para seja respeitado o teto.

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Atualmente o jogador que mais recebe no Brasil atua no Morumbi. É Kaká. Seu salário é de R$ 1 milhão. R$ 500 mil pagos pelo São Paulo e a outra metade pelo Orlando City, dono de seus direitos. No Santos, Robinho ganha R$ 600 mil. Mais bônus variáveis que podem levar seus ganhos a R$ 800 mil. No Palmeiras, Valdivia é quem mais recebe R$ 475 mil. No Corinthians, o maior salário é de Pato, R$ 800 mil. O São Paulo paga a metade R$ 400 mil. A diretoria do Parque São Jorge arca com R$ 40 mil de auxílio moradia.

Os técnicos também oneram os clubes. Mano Menenezes e Muricy Ramalho recebem R$ 500 mil. Enderson Moreira, R$ 250 mil. E Dorival Júnior, R$ 200 mil. Tite deverá reassumir o Corinthians. Os candidatos santistas cogitam desde Abel Braga até a continuidade de Enderson, mas com aumento. Abel Braga e Cuca também são comentados no Palmeiras, além da possibilidade de continuidade de Dorival, também ganhando mais. Só Muricy está garantido.

O dirigente são paulino vem insistindo que vários desses números são irreais. E nunca os clubes conseguirão se sustentar caso continuem com essa política salarial suicida. Daí a necessidade de todos respeitarem um teto verdadeiro.

No Canindé, o nome de Carlos Miguel Aidar ainda é repelido. Ninguém se esquece como ele e seus advogados trabalharam a favor da CBF. E trataram de derrubar várias liminares que mantinham a Portuguesa na Série A. Com a queda para a Terceira Divisão, o presidente do São Paulo passou a ser considerado persona non grata.

A maneira de tentar se reaproximar é oferecendo atletas. Jogadores que não deram certo no clube como Clemente Rodriguez. E vários atletas da base que não serão aproveitados ainda no Morumbi. A oferta é tentadora. A Portuguesa está endividada, com a diretoria pensando a sério em negociar uma parte da área do Canindé. E reconstruir o estádio. Mais moderno e muito menor.

A partir desse união paulista, o sonho de Carlos Miguel é difundir esses tetos salariais para jogadores e treinadores.Quanto à briga com a Globo, ele precisa de aliados fortes. Palmeiras e Santos também estão descontentes. Assim como Atlético Mineiro, Cruzeiro, Inter e Grêmio. Atrair mineiros e gaúchos seria fundamental na briga pela nova distribuição. O primeiro passo está sendo dado de maneira discreta. Aidar tenta se reaproximar com Gilvan Tavares, com quem se desentendeu.

O dirigente são paulino se irritou por perder a concorrência pelo zagueiro Manoel do Atlético Paranaense. E disse que o clube mineiro era mau pagador. Despertou a ira de Gilvan. O presidente do Cruzeiro disse que Aidar não se sabia se portar como dirigente, tinha ofendido as diretorias palmeirense e corintiana. E aproveitou para dizer que o time mineiro não quis Michel Bastos e só por isso estava no Morumbi. Acalmar Gilvan não está fácil.

 Isolado, Aidar tenta reaproximação com Paulo Nobre. Mais humilde, sonha com um pacto por teto salarial de jogadores e técnicos. 30 anos depois, o dirigente percebeu. O São Paulo não é mais vanguarda...

O tratamento vip oferecido a Paulo Nobre no domingo é um primeiro passo para tentar resolver a tensão entre os paulistas. Carlos Miguel quer o apoio palmeirense para seus planos de formação de uma liga independente e enfrentamento da CBF. Não vai ser tão fácil assim. O dirigente apoiado por Mustafá Contursi também é ligado a Marco Polo del Nero, já eleito para comandar a entidade a partir de 2015. Além disso, Nobre continua magoado por Aidar ter contratado Alan Kardec. E assediado Wesley. Além de ter dito que o Palmeiras se apequenou.

Andrés Sanchez também não perdoa o dirigente são paulo por ironizar o Itaquerão. E chamá-lo de 'mestre de obras' do estádio. Roberto de Andrade é muito ligado a Andrés. Não quer como um dos seus primeiros atos como novo presidente do Corinthians desrespeitá-lo e abraçar o dirigente são-paulino.

A revolução sonhada por Carlos Miguel não será nada fácil de ser posta em prática. Por suas próprias atitudes. Os ataques gratuitos a clubes adversários. As piadinhas, ironias. Agiu como se estivesse ainda em 1984, há 30 anos, quando a realidade do futebol brasileiro era outra. E o São Paulo dominava o cenário, sem concorrentes. E sua liderança no país era aceita, sem contestação. A ponto de ser o articulador do Clube dos 13.

Aidar acordou 30 anos depois. E viu que tudo mudou. Suas provocações no pouco tempo que retornou à presidência do São Paulo custaram caro. Principalmente para quem deseja uma nova revolução no futebol brasileiro. Mas sozinho, sem alianças, não conseguirá. Por isso, sua tentativa de retomada. Muito mais humilde. Finalmente ele percebeu que 30 anos se passaram...
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O Atlético Mineiro se impôs no Independência. Mas a Copa do Brasil não está ganha. O Cruzeiro promete o troco, uma reviravolta no Mineirão. Pena que a Globo não mostrará a histórica final para São Paulo…

1getty2 O Atlético Mineiro se impôs no Independência. Mas a Copa do Brasil não está ganha. O Cruzeiro promete o troco, uma reviravolta no Mineirão. Pena que a Globo não mostrará a histórica final para São Paulo...
Ao final do primeiro duelo no Independência, Alexandre Kalil estava orgulhoso. Posava vitorioso. Acreditava ter valido a pena ter feito toda a confusão com os ingressos da decisão da Copa do Brasil. No final, não havia nenhum torcedor cruzeirense para apoiar o time cansado, travado de Marcelo Oliveira.

O Cruzeiro foi mais um da longa lista daqueles que caíram no Horto e morreram. O Atlético Mineiro conseguiu uma ótima vitória por 2 a 0. Tem excelente vantagem para o jogo final, no Mineirão, dia 26. Agora será a torcida celeste que terá de gritar 'eu acredito'.

"Somos os maiores mandantes do mundo. O Atlético Mineiro é o maior mandante da história do mundo", bradava, empolgado, Kalil.

Ele tinha motivo para comemoração. No acanhado Independência, os 18 mil atleticanos transformaram o estádio em um caldeirão. Não pararam de cantar, de empurrar os jogadores durante toda a partida. Cumpriram sua missão. Assim como Levir Culpi. Ele tratou de cortar as artérias cruzeirenses.Josué, Leandro Donizete e Dátolo fizeram de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart dois jogadores dispensáveis.

Levir travou os articuladores dos contragolpes celestes. O Atlético Mineiro dominava o meio de campo. E assim impunha o ritmo que lhe interessava. Muita correria, vontade de atropelar o adversário. Conseguiu e fundamental gol graças à incompetência crônica da arbitragem Brasileira. O juiz Marcelo de Lima Henrique confirmou o gol de Luan impedido, aos oito minutos do primeiro tempo. O incansável atleticano tem apenas 1m69. E marcou diante de uma zaga formada por Bruno Rodrigo e Léo. Cada um tem pelo menos 15 centímetros mais que ele.

"Sabíamos dessa jogada do Atlético. Mas não tivemos como treinar para anulá-la. Tenho até falado da preocupação com esse calendário desumano. Os jogadores estão cansados. Tenho falado depois de vitórias, e o Cruzeiro está muito bem no Brasileiro, é líder. Estava olhando com o preparador físico. O nosso time fez 28 jogos, quarta e domingo.

O Cruzeiro é uma equipe mal treinada, sabíamos da jogada do lateral e poderíamos ter treinado. O Atlético-MG não está brigando pelo título, pode poupar, isso talvez se refletiu no segundo tempo, com um pouco mais de vigor físico", admitia Marcelo Oliveira.

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O lance foi fundamental para o jogo. Os cruzeirenses sentiram o golpe. Entraram em campo certo que segurariam o 0 a 0 a ponto de irritar o time e a torcida adversária. Pelo menos por 30 minutos. Mas o plano implodiu. O Atlético estava muito melhor. Poderia ter feito o seu primeiro gol. Mas é inaceitável como a arbitragem interfere, muda os resultados de inúmeros jogos no Brasil. A decisão de ontem infelizmente foi um deles.

O Cruzeiro tentou, mas não tinha como reagir. Embora com jogadores mais técnicos, a ligação entre os rivais e sua torcida prevalecia psicologicamente. Cada dividida era disputada com raiva. Todos sabiam que participavam da decisão mais importante da história dos dois clube. Marcelo Moreno pegou uma sobra e obrigou Victor a fazer grande defesa. Fábio, porém, trabalhava muito mais.

O Atlético atacava e marcava em bloco. O Cruzeiro não estava preparado para sobreviver sem Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. E apelava para chutões, ligações diretas improdutivas com o ataque. Era mais guerra do que futebol de qualidade.

Mas veio o segundo tempo. O Cruzeiro tinha o volante Nilton no lugar de Lucas Silva. Mais força na marcação. Só que não deu certo. O Atlético Mineiro fez o seu segundo gol de maneira inadmissível em uma decisão. Marcos Rocha cobrou lateral para a pequena área. Carlos ajeitou e Dátolo chutou cruzado. 2 a 0, Atlético Mineiro. O gol incendiava de vez o Independência. "Vou fazer o terceiro, vou fazer o terceiro", prometia Diego Tardelli. sumido. na partida de ontem.

Mas quem não produzia era Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Marcelo Oliveira os trocou por Júlio Baptista e Dagoberto. Daí que seu time não produzia mesmo. Ficou apenas levantando bola para a área. Foi uma triste caricatura do grande Cruzeiro campeão brasileiro de 2013. E que está a poucos jogos de ganhar pela primeira vez dois Brasileiros seguidos.

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A defesa do Atlético Mineiro só teve de ser firme. E bem postada, rebateu os chuveirinhos sem imaginação do rival. O pensamento positivo de Tardelli quase funcionou. Ele teve a chance de fazer 3 a 0, só que Fábio não deixou. Fez ótima defesa.

O placar de 2 a 0 foi absolutamente justo. Mas não decide já o campeão da Copa do Brasil. O Cruzeiro tentará recuperar fôlego nestas duas semanas. Fazer do Brasileiro motivação. Tentar vencer Santos, Grêmio e Goiás. E chegar perto do título nacional outra vez. O empate do São Paulo ontem contra o Internacional foi excelente notícia. A distância ficou em quatro pontos. E pode voltar a ser sete pontos. Basta vencer os desmotivados santistas.

O Atlético Mineiro pegará o Figueirense e o Flamengo. Tentará também vencer suas partidas e se garantir na Libertadores de 2015 também pelo Brasileiro. Uma garantia em caso de reviravolta cruzeirense no Mineirão.

O próprio time de Alexandre Kalil, capaz de reviravoltas incríveis, ensinou ao Brasil. A Copa do Brasil está longe de estar resolvida. A última batalha será no Mineirão. Com 90% de cruzeirenses. E 10% de atleticanos nas arquibancadas. "Se o Cruzeiro não quis seus ingressos no Independência, o problema é dele. O Atlético não abre mão dos seus no Mineirão", avisa o presidente atleticano.

Kalil está empolgado, feliz. Mas consciente. A Copa do Brasil de 2014 está longe de estar definida. No Independência, seu time deu apenas o primeiro passo para a conquista tão desejada. Com atuações perfeitas de Josué, Leandro Donizete e Dátolo. No Cruzeiro, só Fábio se salvou, fazendo grandes defesas.

A disputa está aberta. 2 a 0 de vantagem é um placar que Minas Gerais se acostumou a virar. Corinthians e Flamengo que o digam. Eliminados depois de goleados por 4 a 1 pelo Atlético.

O registro provinciano fica para a Globo. Como esperado, ela não mostrou a primeira partida final da Copa do Brasil para a capital paulista. Transmitiu São Paulo e Internacional, jogo antecipado do Brasileiro. Ou seja, a emissora carioca tinha exclusividade da Copa do Brasil na tevê aberta, mas não deixou que sua final fosse vista.

Repetirá a dose no dia 26. Não mostrará o jogo decisivo no Mineirão para quem mora no estado mais populoso do país.Colocará na tela São Paulo e Nacional de Medellin pela Sul-Americana. A Globo compra todos os torneios de futebol possíveis. Muitos para não transmitir a decisão. E impedir que alguém mostre...
 O Atlético Mineiro se impôs no Independência. Mas a Copa do Brasil não está ganha. O Cruzeiro promete o troco, uma reviravolta no Mineirão. Pena que a Globo não mostrará a histórica final para São Paulo...

Impedimento absurdo no gol do Internacional trava o São Paulo. Diretoria suspeita de vingança da CBF. E Luís Fabiano já admite. Título brasileiro foi embora com o empate no Morumbi…

1reproducao16 Impedimento absurdo no gol do Internacional trava o São Paulo. Diretoria suspeita de vingança da CBF. E Luís Fabiano já admite. Título brasileiro foi embora com o empate no Morumbi...
Se no Independência, o Cruzeiro foi prejudicado com um gol impedido, não pode reclamar do que aconteceu no Morumbi. Outra vez os árbitros brasileiros mostraram incompetência incompreensível. O lance foi fácil demais.

Os jogadores do Internacional estavam com a tradicional camisa vermelha. O São Paulo com a sua tradicional camisa branca com a faixa preta e vermelha e distintivo do clube. São muito diferentes. Era bola parada. Héber Roberto Lopes e o bandeira Kléber Lúcio Gil tiveram tempo de respirar. De olhar com atenção. Assim como o quarto árbitro, atrás do gol de Rogério Ceni.

Alex levantou a bola. Bertotto desviou de cabeça. E a bola foi para Paulão. Ele estava no mínimo um metro e meio impedido. Cabeceou para as redes. Em completo impedimento. Héber, Kléber e o quarto árbitro confirmaram a validade do gol escandalosamente irregular. Eram 17 minutos do primeiro tempo.

O lance alterou emocionalmente o São Paulo. Tirou a concentração. Irritou a todos. Muricy Ramalho não teve paz de espírito para acalmar o time. Ele estava revoltado. Com razão. Tudo ficou ainda pior minutos depois. Quando chegou recados que a televisão confirmava. O que todos viram não havia sido delírio. O gol foi em lastimável impedimento.

O São Paulo havia entrado no Morumbi com a obrigação de ganhar do abatido Inter. O clube gaúcho havia sido espancado por seu maior rival. Perdido o Grenal por 4 a 1. E ainda não tinha seu principal jogador, o meia D'Alessandro. Mais o chileno Aránguiz. Era a grande oportunidade, faltando cinco rodadas, de somar mais três pontos em casa. E ficar a dois pontos do Cruzeiro.

Se o time mineiro perdesse do rival Atlético Mineiro, na primeira partida final da Copa do Brasil, seria excelente. A pressão poderia fazer com que o time de Marcelo Oliveira tropeçasse já contra o franco atirador Santos. Mas o plano foi sabotado pela arbitragem. Não haveria equipe no mundo que, em momento tão importante, na reta final do campeonato, não ficasse abalada psicologicamente.

Com os recados chegando aos ouvidos dos jogadores, todos ficaram histéricos com Héber. Falaram a ele que a televisão mostrava o impedimento. O árbitro soube que a partir da manhã de hoje, sua vida ficará um inferno. E, veterano que é, ficará suspenso. Talvez 2014 tenha acabado para ele e para Kléber Lúcio Gil. Basta o presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, cumprir sua obrigação. Fazer o que recebe salário da CBF. Agir.

"Nós trabalhamos o campeonato inteiro e em um lance, uma interpretação errada de um juiz coloca tudo a perder. Não é fácil. Não tem como não ficar abalado", desabafava Luís Fabiano.

 Impedimento absurdo no gol do Internacional trava o São Paulo. Diretoria suspeita de vingança da CBF. E Luís Fabiano já admite. Título brasileiro foi embora com o empate no Morumbi...

Foi graças a sua fase iluminada que tudo ainda não ficou pior. Só mesmo o atacante para conseguir vencer o inspirado Alisson. O goleiro teve uma atuação impressionante. Fez ótimas defesas. A sequência mais impressionante foi quando defendeu chute fortíssimo de Lucão na entrada da pequena área, no rebote a bola voltou para o zagueiro. E outro arremate violento. Ele tinha a certeza que a bola entraria. Só que Alisson havia saído como goleiro de futebol de salão, protegendo o gol com o corpo. Avançando sobre o jogador adversário. A bola estourou no seu rosto.

Fora isso houve cabeçadas e outros arremates de Luís Fabiano, Kaká, Alan Kardec. A única bola que ele não conseguiu chegar foi a desviada por Luís Fabiano, completando cruzamento de Hudson. A partir do lance aos quatro minutos do segundo tempo, foi muita pressão e pouca consciência por parte dos paulistas.

O comportamento de Héber Roberto Lopes foi de total constrangimento. Tudo indicava que ele também ficara sabendo do seu grave erro. E aceitava reclamações exageradas dos jogadores do São Paulo em qualquer lance. Foi um lance típico de consciência culpada a expulsão do lateral Fabricio do Internacional ao final da partida.

Mas mesmo exagerando no cartão vermelho, Héber prejudicou outra vez o clube paulista. Ele havia dado quatro minutos de descontos. Mas a confusão com Fabricio durou três minutos. Mesmo assim, a partida acabou com 49 minutos. A revolta de todos foi geral.

A atuação foi tão ruim que provocou a uma grave suspeita de alguns dirigentes do Morumbi. Que a CBF estaria irritada com a postura do São Paulo. Não só na disposição de formar uma liga de clubes independente da entidade. E ainda por cima cobrava dinheiro pela convocação de seus jogadores.

"Se não foi por incompetência, tenho de pensar que é algo direcionado porque o São Paulo está batendo de frente ultimamente, porque tem visto muita coisa errada. Não é possível tanta incompetência da CBF. O que aconteceu foi simplesmente lamentável", acusou o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro. Ele falou ao site de esportes da Globo nesta madrugada.

Ataíde garantiu que o clube fará um protesto oficial à CBF, reclamando dos árbitros de ontem. No lado prático o que fica é a sensação que o sonho dourado do título brasileiro se foi. "Temos neste quatro jogos que nos restam não dar bobeira. E garantir a Libertadores e o vice. A conquista do título brasileiro não existe mais. Graças a esse erro do Héber", lamentava Luís Fabiano...
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A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco…

1mowa1 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...
O Brasil teve na Turquia o seu adversário mais ingênuo, desde a volta de Dunga. Willian teve uma excelente atuação. E a Seleção tranquilamente goleou a Turquia por 4 a 0. Dois gols de Neymar, um contra e outro de Willian. A partida valeu como teste. Luiz Adriano mostrou que pode ser muito útil, como atacante fixo. Vai dar trabalho a Tardelli. Assim também como Diego Alves a Jefferson. E Thiago Silva ficou a partida toda como reserva de Miranda.

"Nunca tinha saído aplaudido pela torcida adversária com a Seleção Brasileira. Sei que estou crescendo na Seleção, mas não posso me empolgar", dizia Willian, o melhor da partida. "Conseguimos transformar o estádio que é um caldeirão a nosso favor. Foi ótimo", comemorava David Luiz.

Já são cinco vitórias em cinco jogos. 12 gols a favor e nenhum sofrido. O início da volta de Dunga à Seleção não poderia ser melhor...

Dunga estava interessado neste quinto jogo desde a sua retomada na Seleção Brasileira. Pela primeira vez ele teria, por conta das circunstâncias, um atacante fixo. Com a impossibilidade de Diego Tardelli, o treinador optou por Luiz Adriano. O artilheiro do Shakthar Donestk começaria a partida. E com ele, o esquema mudaria.

Tudo se encaixava, o treinador sabia que a defesa turca atua com três zagueiros. Mas Fatih Terim tinha uma maneira estranha de defender. Deixava o volante Erkin à frente da defesa. E eles tinham a orientação para atuarem em linha. Opção suicida diante de um ataque veloz e habilidoso, como o brasileiro.

Por acaso, Luiz Adriano se mostrava importante. Até mais do que Tardelli. Com ele, o treinador brasileiro abriu inteligentemente Willian pela direita, Oscar pela esquerda. Quase como se fossem dois pontas. Neymar tinha toda a intermediária para correr por onde quisesse do meio para a frente. Dunga foi esperto. Abrindo os meias, abriu os zagueiros da Turquia. Sobrava muito espaço na defesa.

Os setores do time adversário também estavam distantes. De nada adiantava ter um exército até de cinco jogadores no meio. Se ele estava longe do ataque e da defesa. Taticamente, o adversário era fácil demais para o Brasil. Talvez o mais ingênuo que Dunga já teve pela frente.

 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...

O que facilitava o trabalho é que, além de definidor, Luiz Adriano é muito inteligente. Ele não repete o que Fred cansou de fazer na Copa. Nada de ficar fixo entre os zagueiros. Com condições técnicas para fazer tabelas, ele mostrava físico para correr, atrair dois zagueiros. Ou até enfrentá-los no corpo a corpo.

A empolgada torcida turca logo foi virando casaca. Desde os primeiros minutos quando as coisas começaram a dar errado, as arquibancadas de Istambul parecia as de Recife. Não foi difícil entender porque a Turquia está há dois anos sem ganhar na cidade. E os treinadores do selecionado local detestam jogar por lá. Enfrentam os torcedores mais volúveis da Europa.

O inesperado apoio só deu mais força à Seleção. Fernandinho e Luiz Gustavo davam sustentação à defesa. Aliás, outros dois pontos importantes. Diego Alves teve a justa chance no gol brasileiro. E Dunga fez justiça a Miranda. O conservou como titular enquanto Thiago Silva, capitão na Copa, estava no banco de reservas.

O primeiro gol já poderia ter saído aos 16 minutos. O aturdido Altintop estava ajudando a zaga e tentou atrasar para o goleiro. Entregou nos pés de Neymar. Ele chegou a driblar Demirel. Mas perdeu o ângulo. O erro não foi por acaso. Foi forçado. O Brasil marcava forte a péssima saída de bola turca.

Mas o gol viria três minutos depois. Fernadinho fez excepcional lançamento do campo brasileiro. E adivinhe? Pegou a defesa turca em linha. Neymar ganhou na corrida e marcou como quis. 1 a 0, Brasil. A Turquia sentiu o golpe. O time tentou se adiantar, buscar empatar o jogo e tentar calar a torcida que já começava a atrapalhar. Foi ótimo para o Brasil. Mais espaço para os volantes e os meias.

Aos 23 minutos, Danilo foi para a frente e cruzou de maneira consciente. A bola chegaria a Luiz Adriano. Mas não precisou. O lateral Kaya desviou e fez contra. 2 a 0. Os turcos agiram de maneira outra vez emocional. Se adiantaram ainda mais. O que possibilitou um verdadeiro show de Willian. O meia não se continha mais em ficar aberto como ponta. Tratou de atuar onde mais gosta, como meia. Deu chapéus, dribles, lançamentos. Mostrou toda sua habilidade e visão de jogo. Foi o melhor da partida.

Só estava faltando o gol. E ele veio. Neymar fez ótima jogada pela esquerda com Oscar. E cruzou para o meia do Chelsea fazer 3 a 0 aos 43 minutos. O estádio Fenerbahce Sukru Saracogiu virava de vez a Ilha do Retiro. As palmas e comemoração festiva dos torcedores era um tapa na cara da seleção turca.

A partida já estava decidida. Mas Dunga não quis mexer no time. Não antes de conseguir mais gols. A Turquia, vaiada e xingada pelos seus torcedores, voltou ofensiva. Não aprendeu com os três gols que tomara. Sofreu o quarto. Neymar fez ótima tabela com Willian e, sozinho, diante do novo goleiro Babacan, marcou 4 a 0, aos 14 minutos.

Era a senha para o Brasil começar a fazer suas substituições. Com o jogo ganho, Dunga precisava testar novos jogadores. Entraram Casemiro, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Douglas Costa e Fred. Com o jogo ganho, nada acrescentaram. Na próxima terça-feira, a Seleção enfrenta outro adversário coadjuvante europeu: a Áustria. Nem é preciso escrever que ao final da partida, o Brasil foi muito aplaudido. E os turcos vaiados, xingados. Istambul é assim...
 A Seleção transformou Istambul em Recife. E com a torcida a favor, goleou os ingênuos turcos. Com show de Willian. 4 a 0 foi pouco...

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