Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros…

1ae12 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...
Motivos não faltam para criticar o governo brasileiro. A desigualdade continua firme. Muitos olhos importantes são fechados para a corrupção. O caso Petrobrás é um dos maiores escândalos do planeta. O país está vivendo enorme recessão. Ontem houve um apagão de 50 minutos em grande parte do país.

A distribuição dos ministérios. como sempre acontece, seguiu interesses partidários. Favores para manter a base com o partido do governo. A violência continua assustadora. A verba reservada à Educação é vergonhosa diante da necessidade. O descaso com a Saúde é inaceitável. Impostos são aumentados sem o menor critério. A falta de planejamento em relação à crise hídrica passa dos limites da sanidade mental.

A presidente Dilma Rousseff acaba personalizando erros, escândalos, indecências cometidos em um país continental. É o ônus de quem assume ter capacidade para comandar o Brasil. As críticas merecidas são diárias. Até no esporte. O que houve na Copa do Mundo do ano passado refletirá por décadas. Os elefantes brancos erguidos em Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília não param de trazer a conta. O país ficou de joelhos para a Fifa, que levou R$ 4 bilhões de lucros sem pagar imposto por organizar uma competição de um mês.

A Olimpíada também segue o mesmo rumo dos atrasos. Das obras que, do dia para a noite, têm seus preços multiplicados por dez. Tudo é deixado para a última hora de maneira criminosa, como aconteceu com a Copa do Mundo.

Dilma tem esses e muito mais pecados para pagar. Mas a presidente merece hoje todos os aplausos. No final da noite de ontem, ela tomou uma atitude que muitos duvidavam. Ela vetou o indecente perdão de R$ 4 bilhões de dívidas para os irresponsáveis clubes brasileiros. Ou seja, se recusou a assinar, dar o seu aval a este absurdo perdão a incompetentes.

Disse não ao artigo 141 da Medida Provisória 656/14. O artigo previa o parcelamento em 20 anos das dívidas fiscais dos clubes sem qualquer contrapartida. Com desconto de 70% nas multas e de 50% nos juros. Sem contrapartida.

1reuters 1024x445 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...

Dilma enfrentou a Câmara dos Deputados e o Senado que aprovaram esse favorecimento. Políticos interessados nos votos dos torcedores nas próximas eleições não tiveram constrangimento. E aprovaram de maneira sorrateira esse perdão de R$ 4 bilhões. O artigo iria premiar administrações irresponsáveis, incompetentes e até algumas corruptas que dominaram os grandes clubes deste país.

A CBF também queria o perdão aos clubes. José Maria Marin e Marco Polo del Nero queriam que o governo arcasse com as dívidas das equipes. O Sindicato Nacional dos Atletas também pressionava em favor dos incompetentes.

Enquanto qualquer cidadão ou empresa precisa arcar com seus impostos, deputados, senadores, sindicalistas e a cúpula da CBF defendiam privilégio absurdo aos clubes. Eles conseguiram acumular R$ 4 bilhões em dívidas fiscais. A pressão sobre a presidente foi enorme. Muita gente tentou se aproveitar da sua total falta de intimidade com o esporte.

Mas felizmente ela ouviu representantes do movimento Bom Senso FC. Eles insistiram com Dilma. Se houvesse o perdão, os clubes precisavam dar algo significativo em troca. Como o fair play financeiro. Ou seja, punições exemplares a equipes que atrasam salários ou simplesmente não pagam seus jogadores. E algo que os presidentes das equipes não querem ver aprovado de maneira alguma: a responsabilidade fiscal das dívidas. Ou seja, um dirigente que causasse grande dívida ao clube teria de arcar o prejuízo com seus bens e dinheiro.

Políticos tentaram amenizar. Em vez de responsabilidade fiscal, a criação de um programa de incentivo ao esporte olímpico. Ou seja, arrumavam sempre uma maneira de preservar os incompetentes dirigentes brasileiros.

Dilma Rousseff foi firme. Com o país vivendo uma recessão enorme seria ultrajante anistiar R$ 4 bilhões de dívidas fiscais dos clubes. Sem nada em troca. Seria premiar a incompetência, a irresponsabilidade e a corrupção.

A negativa obrigará que os políticos que defendem os clubes criem novo projeto para a anistia. Desta vez dando em troca a responsabilidade fiscal. É isso que representantes do Bom Senso convenceram Dilma a exigir.

O país amanhece mais leve. Com inúmeros problemas, escândalos. Só que desta vez a presidente merece o reconhecimento. Dilma Rousseff acertou em cheio no veto. Mais do que os R$ 4 bilhões terrível seria o exemplo. A premiação à má gestão de décadas dos clubes.

Lógico que a 'Bancada da Bola', políticos que defendem os clubes e a CBF em Brasília, irá reagir. Protestar. Mas terá de engolir a derrota. E bolar outro projeto para a anistia. Só que, como provou ontem à noite, Dilma está vacinada. Um dos artigos mais indecentes de 2015 foi barrado. A presidente cumpriu muito bem o seu papel. E hoje merece ser aplaudida...
2ae8 Dilma Rousseff desta vez merece palmas. Travou a indecente anistia de R$ 4 bilhões de dívidas fiscais aos clubes. Não premiou a irresponsabilidade, a incompetência dos dirigentes brasileiros...

Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa…

1zuffa Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...
2014 desesperou Dana White e os Irmãos Ferttita. Eles viram desmoronar o maior ídolo do MMA atual, Jon Jones. Flagrado pelo uso de cocaína. Mesmo tendo sido pego em um teste surpresa no dia 4 de dezembro, pôde lutar dia 3 de janeiro. Manter o cinturão dos meio pesados. E milionário, pagar apenas uma multa de R$ 28 mil.

Para manter as aparências, foi divulgado que Jones havia sido internado em uma clínica de reabilitação. A tentativa era mostrar Jones como um doente. Só que a mãe do lutador desmascarou a armação. Disse que ele ficou 'internado' apenas um dia. Ele vem à público hoje e disse que nunca foi viciado. Apenas fez uma escolha errada. Ou seja, cheirou cocaína em uma festa.

Anderson Silva já havia sido uma enorme baixa. Ele resolveu brincar com quem não deveria. Baixou a guarda contra Cris Weidman. Tomou um nocaute infantil. Jogou o cinturão dos médio na lata do lixo. Depois, desesperado para recuperar a idolatria, foi para a revanche. Já havia sido superado no primeiro round. Tentou desprezar a perna em defesa do norte-americano. Quis chutá-la de qualquer maneira. Em uma falta de sorte absurda, quebrou a tíbia em pleno octógono. A fatalidade completou o triste quadro que começou com o menosprezo a Weidman na primeira luta.

George Saint-Pierre sucumbiu à depressão, às brigas familiares. Ficou atraído por pontas em filmes de Hollywood. Perdeu completamente o foco. Apanhou de Johny Hendrix. Deveria ter perdido a luta em Toronto. Mas os jurados deram vitória ao canadense em decisão dividida. GSP saiu com o rosto inchado, deformado dos socos que tomou. Percebeu que foi sua trajetória, o respeito que conseguiu que o salvou da derrota. Não quis nem saber em dar revanche. Entrou em um período sabático, sem lutas, que já dura um ano e dois meses. Dificilmente retornará.

De uma só vez, o UFC viu desaparecer seus três campeões de pay-per-view no mundo. Dana White também passou uma vergonha imensa com o UFC Brasil. Wanderlei Silva e Chael Sonnen, capitães das equipes, não lutaram. O brasileiro fugiu do exame antidoping. E o norte-americano foi flagrado dopado. Golpe terrível na credibilidade do evento. Fãs do mundo todo postaram a vergonha que sentiram.

2ap6 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...

2014 foi mais um ano em que o UFC não conseguiu a liberação para organizar eventos em Nova York. Seja por boicote da 'máfia do boxe' como gosta de repetir Dana White ou pela violência do MMA, a proibição segue desde 1993. O sonho de liberação nos vinte anos do evento, com direito a luta no Madison Square Garden, não passou de ilusão.

Dentro deste cenário caótico, havia a necessidade urgente da criação de um novo ídolo. Foi quando na Irlanda surgiu o Conor McGregor. Dono de um estilo provocador, falastrão, carismático. Moldado para atrair fãs do MMA ou do WWE, entidade que organiza lutas teatrais, de mentira. Sucesso incrível nos Estados Unidos. Eles adoram as bravatas que terminam em confrontos forjados.

McGregor é visto por Dana como a chance de expansão. Um cinturão chegar a um europeu. Michael Bisping foi a esperança inglesa. Mas se mostrou um lutador limitado diante da elite do UFC. O sueco Alexander Gustafsson está cada dia melhor. Perdeu a disputa do título dos meio pesados em decisão muito contestada para Jon Jones. Lutará contra Anthony Johnson no próximo sábado. Se vencer terá direito a revanche com o campeão.

Mas Gustafsson não tem o perfil que a cúpula do UFC ama. Ele é introvertido, sóbrio. Não gosta de grandes controvérsias. Poderia ter provocado um escândalo internacional após a contestada derrota contra Jones. Mas se conteve. Frustrou até seus mais ardorosos fãs ao aceitar o resultado.

Daí o irlandês, fazer o coração de Dana e dos Ferttita disparar. Excêntrico ao se vestir, extremamente técnico, habilidoso, com estatura privilegiada. Melhor nas provocações até do que Chael Sonnen. Com a excepcional vantagem de ser um ótimo lutador. E ainda por cima, europeu.

1reproducao10 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...

O Brasil ter campeões do UFC nunca foi novidade. Mas se a Irlanda tivesse o primeiro seria fabuloso para o evento. Daí todo o incentivo para que McGregor faça todas as palhaçadas que desejar. E ele está aproveitando os holofotes, as câmeras que o evento estão apontando para ele.

Bastaram cinco lutas para que se tornasse o novo centro de todas as atenções. Dana sabe como amarrar preparar um card. Ele colocou ontem o russo naturalizado alemão, Dennis Siver contra o irlandês. Atarracado, corajoso, mas sem grandes recursos técnicos, Siver foi o sparring perfeito. Serviu de escada para um grande show do novo queridinho de Dana.

1ap7 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...

Chutes rodados, sequências de diretos, cotoveladas, desleais (mas legais) chutes no joelho. McGregor fez o que quis com seu adversário. A baixa estatura do alemão o impedia de atingir o irlandês. Foi uma sinfonia de um homem só. Massacre. O médico do UFC, antes de começar o segundo round, avisou o árbitro Herb Dean. O alemão já estava com o nariz inchado e olhos inchados. Se houvesse outros golpes fortes no seu rosto, deveria parar a luta. Foi o que Herb fez, com correção. Até para preservar a saúde do lutador. O irlandês ganhou como melhor nocaute da noite.

Foi quando McGregor fez o seu patético papel. Em vez de comemorar, saltou o octógono. Foi até a fileira onde estava José Aldo. O brasileiro havia percebido o teatro que deveria participar. E também se submeteu ao que Dana queria. Primeiro se vestiu de 'rei' antes de sair do hotel. Postou uma foto sua com direito a coroa e cetro. Escreveu que iria ver o bobo da corte. Não satisfeito. Levou cartaz com o rosto do irlandês caracterizado como bobo. Algo mais tolo ainda. Indigno para um campeão.

12 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...

McGregor ameaçou bater no brasileiro. José Aldo manteve os braços abaixados e apenas riu. Fãs do mundo todo foram ao delírio. Já pensando na luta pelo cinturão que acontecerá em maio, em Las Vegas. Não se levou em consideração o fraco cartel do irlandês.

O teatro todo foi encenado para garantir nova fonte de venda de pay-per-view. O UFC precisa de ídolos. Se eles não surgem naturalmente, são criados. O irlandês é muito talentoso. Mas sua postura de palhaço não é benéfica ao MMA, ao esporte. Muito pelo contrário. Só faz lembrar as armações do WWE.

Dana White e os Ferttita posam como gênios. Afinal conseguiram fazer de um evento clandestino se transformar em uma franquia de dois bilhões de dólares. Acompanhado por quase 200 países. Mas continuam inseguros, ansiosos, precipitados. Não deixam o esporte se solidificar. É preciso que, de maneira artificial, seja comentado.

1reproducao9 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...
A muito custo permitiram a criação de um ranking. Antes, Dana escolhia o lutador que daria mais dinheiro para disputar o título. Ele atropelava os demais, sem o menor critério. Ele ainda se dá esse direito. E queria de qualquer maneira McGregor disputando o cinturão com José Aldo. Não fosse assim, colocaria, por exemplo, Chad Mendes contra o irlandês, ontem em Boston. O irlandês fez cinco lutas no UFC. Contra adversários médios apenas como Marcus Brimage, Max Holloway, Diego Brandão, Dustin Poirier e Dennis Siver.

O UFC poderia ter muito mais credibilidade. Reúne os melhores lutadores do mundo. Mas continua sendo gerido de maneira amadora. Desprezando ranking, justiça. Dana e os Ferttita valorizam muito mais o circo. A gana de expansão, crescer do jeito que for possível. Dentro do octógono, McGregos mostrou muito talento contra lutares sem condições de sequer sonharem com o título. Mesmo assim, pula etapas e vai disputar o cinturão com José Aldo.

Por trás dessa luta, há muita coisa. Principalmente as decepções com GSP, Anderson Silva e Jon Jones. O show não pode parar. Muito menos o pay per view. Mesmo o cenário mais para circo do que octógono com a elite do MMA...
2 Com a idolatria de GSP, Anderson Silva e Jon Jones desmoronando, o UFC apela para o circo. E incentiva o talentoso bufão Conor Mcgregor. Para desviar o foco da decadência dos ídolos, o sonho seria um cinturão para a Europa...

Para poder comandar o Corinthians em paz, Roberto de Andrade assume: não pode perder Guerrero. O clube vai ceder e pagar milhões que o peruano está pedindo para renovar. Para desgosto de Gobbi…

1agenciacorinthians1 Para poder comandar o Corinthians em paz, Roberto de Andrade assume: não pode perder Guerrero. O clube vai ceder e pagar milhões que o peruano está pedindo para renovar. Para desgosto de Gobbi...
A cúpula da situação corintiana não comemorou o fato de Guerrero terminar com o troféu Mickey. Ter sido o melhor no torneio Florida Cup. Marcou os dois gols contra o Bayer Leverkusen, na vitória, de virada, por 2 a 1, no sábado. Tudo ficou mais tenso. O candidato de Andrés Sanchez, Roberto de Andrade, sabe que não há condições políticas para não renovar o contrato do atacante peruano.

Ainda mais faltando apenas 17 dias da estreia do Corinthians na Pré-Libertadores, contra o Once Caldas. Desde sexta-feira ele pode assinar um pré-contrato para ir embora, sem o clube receber um centavo, em julho. Mario Gobbi já afirmou ser completamente contra a pedida de sete milhões de dólares, cerca de R$ 18,3 milhões. E mais R$ 530 mil mensais por um contrato de três anos.

Se dependesse do presidente, Guerrero que jogasse até julho. E depois nunca mais pisasse no Parque São Jorge. O dirigente já era completamente contrário à renovação. Considerava um absurdo a sua pedida. A sua postura atrapalhava demais Roberto de Andrade. Tudo ficou muito pior quando resolveu bloquear a contratação de Dudu. O atacante, que foi parar no Palmeiras, trabalha com os mesmos empresários do peruano. Eles haviam acertado salários e luvas do ex-gremistas com Roberto de Andrade e o ex-presidente Andrés Sanchez. Os dois falaram em nome do Corinthians. Gobbi se irritou em ser o último a saber e barrou a transação.

Os agentes do peruano e de Dudu são donos da Think Ball: Marcelo Goldfarb, Marcelo Robalinho, Fernando e Bruno Paiva, filho do ex-jogador e hoje comentarista, Mário Sérgio. Ficaram estupefatos com o desprezo do atual presidente corintiano a Dudu. Sabiam que o velocista atacante era um pedido especial de Tite para a Libertadores. Mas Gobbi não quis nem saber. Usou a dificuldade financeira corintiana como desculpa para implodir a negociação. No fundo o que pesou foi ter sido desrespeitado.

Andrés e Roberto de Andrade tiveram de se explicar. Pedir desculpas aos agentes. Até o dia seis de fevereiro, Gobbi é o presidente. Ele está rompido com Andrés desde o ano passado. Com Roberto de Andrade, antes no final de 2013, quando resolveu mandar embora Tite. E contratar Mano Menezes.

Não há convivência. Se pudesse, Gobbi indicaria qualquer outra pessoa para sua sucessão. Não Roberto de Andrade. Mas acontece que o presidente corintiano está isolado. E sem influência para mudar sequer o porteiro do Parque São Jorge. Só que até por força do estatuto é ele quem assina todas as transações. E ele se recusou a fechar com Dudu. Aliados da situação ficaram revoltados. Disseram que Gobbi perdeu a noção. Se transformou no maior aliado da oposição.

1reproducao8 Para poder comandar o Corinthians em paz, Roberto de Andrade assume: não pode perder Guerrero. O clube vai ceder e pagar milhões que o peruano está pedindo para renovar. Para desgosto de Gobbi...

Os empresários não perdoaram. O ironizaram. Distribuíram uma nota deixando claro o quanto essa atual direção, ou seja Gobbi, não agiu como quem comanda um clube grande. E que tudo só mudará no dia 7 do próximo mês. Quando houver um novo presidente no Parque São Jorge.

"Apenas desejamos ao clube, em nome de sua grandeza e tradição, que o dia 07 de fevereiro chegue depressa ante ao processo latente de apequenamento que se dá dia após dia. Aguardamos a entrada da nova diretoria para podermos voltar a sentar à mesa e lembrar que estamos lidando com um clube glorioso e centenário."

Após a nota, Gobbi ficou revoltado. Mas os empresários sabiam que o máximo que ele poderia fazer seria dançar um tango. Não teria coragem de mexer com Guerrero, maior estrela do clube e representado pela Think Ball. Sem saída, ele se calou.

Roberto Andrade e Andrés continuaram a reafirmar aos empresários. Não abrirão mão de Guerrero. Só esperavam que aceitassem a proposta de 5 milhões de dólares de luvas, R$ 13,1 milhões. Salários de R$ 530 mil por três anos. Os empresários insistiam que o Corinthians poderia pagar o peruano estava pedindo no seu último contrato com um clube do Exterior. O jogador pretende em 2018, voltar ao seu país. E disputar uma última temporada com o Allianza Lima, time que deixou quando era garoto.

Andrade e Andrés ficaram de conversar depois do torneio da Flórida. O time todo voltava das férias. A previsão é que não renderia o esperado. Até mesmo Guerrero. Foi assim contra o Colonia, na derrota por 1 a 0. Tudo dentro da normalidade. Mas eis que chega a partida contra o Bayern Leverkusen.

O terceiro colocado do Campeonato Alemão havia vencido fácil o Fluminense por 3 a 0. Começou ganhando do Corinthians. Só que Guerrero mudou o destino do jogo. Marcou dois gols, deu a vitória ao Corinthians. Ganhou o troféu Mickey de melhor jogador do torneio. Seus companheiros não falam em outra coisa. Querem sua permanência na disputa da Libertadores.

1ap6 Para poder comandar o Corinthians em paz, Roberto de Andrade assume: não pode perder Guerrero. O clube vai ceder e pagar milhões que o peruano está pedindo para renovar. Para desgosto de Gobbi...

Aliados e conselheiros de Roberto de Andrade e Andrés insistiram. A renovação de contrato do peruano virou obrigação no Parque São Jorge. Querem que seja a grande promessa do candidato da situação à presidência. O candidato conversou muito com Andrés. E não há outra solução. O clube terá de fazer um sacrifício econômico. Mas precisa renovar com o jogador.

Será esse o novo tom da campanha de Roberto de Andrade. Nada de promessas de antecipar o pagamento do Itaquerão. A prioridade será manter Paolo Guerrero. Já espalharam esta postura neste final de semana. E conseguiram acabar com a empolgação da oposição, com a confirmação que Roque Citadini será o candidato. Paulo Garcia abriu mão de ser novamente candidato a presidente. Só exigiu que fosse o 'homem do futebol', caso Citadini seja eleito.

Essa união da oposição obrigou algo novo da situação. E a promessa de renovação de Guerrero é algo absolutamente necessário para Andrade continuar favorito, liderando as pesquisas. Tite também não quer o peruano jogando a pré-Libertadores sem saber o seu futuro. O quer focado nas duas partidas fundamentais contra o Once Caldas, dia 4 e 11 de fevereiro. Ou seja, o treinador deseja a renovação.

O jogador também quer continuar no Corinthians. Falou claramente antes e depois do torneio da Flórida. E não quer esperar até julho. Também gostaria de atuar contra o Once Caldas com tudo já resolvido. Mas o que atrapalha é o final do mandato de Gobbi, só no dia 6 de fevereiro. Ou seja, a primeira partida da Libertadores já terá acontecido. Andrade e Andrés não têm autonomia para obrigar o presidente corintiano a assinar o compromisso com o artilheiro.

Mas não estão de mãos amarradas. Garantem que vão arrumar dinheiro. Guerrero renovará e disputará a Libertadores com a cabeça muito boa. Para revolta de Mario Gobbi. Ele acredita ser absurda a pedida do jogador. Não compactua com Andrade e Andrés. Mas sabe. Não pode fazer absolutamente nada. E só fortalece a cada dia a candidatura de Roque Citadini. O presidente é questionado duramente no Parque São Jorge.

Irritadíssimo, Gobbi já antecipou. Depois do fim do seu mandato, sumirá do Corinthians. Não quer mais qualquer ligação com a cúpula do clube. Só fará o que a esmagadora parte da diretoria deseja. Seu final de mandato, isolado, está deprimente. Está sendo um prato cheio para a oposição. Virou o aliado perfeito de Roque Citadini, muito melhor do que Paulo Garcia...
1gazeta Para poder comandar o Corinthians em paz, Roberto de Andrade assume: não pode perder Guerrero. O clube vai ceder e pagar milhões que o peruano está pedindo para renovar. Para desgosto de Gobbi...

A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo…

1ap5 A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...
"Muitas pessoas falaram bastante coisa sem saber. Eu fui para Alemanha muito jovem, outra cultura, idioma difícil. Achei que ia jogar no Bayern, mas nunca fui titular absoluto. Aí fui para o Nuremberg (empréstimo), tive uma sequência boa e acabei sofrendo uma lesão. Operei e fiquei dez meses tratando. Depois me lesionei outra vez e isso me deixou triste. Quando eu recebi a notícia da nova operação, eu bebi e fiquei inconsciente. Foi um erro meu."

Foi assim que Breno tentou resumir o seu drama na Alemanha. Na sua entrevista de retorno ao São Paulo ele não quis expor tudo o que viveu. E foi realmente algo terrível. As publicações germânicas revelam muito mais do que saiu no Brasil. Nos jornais de lá, os detalhes do "Der Fall Breno", 'Caso Breno' são estarrecedores. Mostram o que acontece quando o despreparo domina a vida de um jovem esportista, guindado a um dos maiores clubes do mundo. Sem a menor estrutura, amparo psicológico.

A história tinha tudo ser um conto de fadas. O então treinador da base do São Paulo, o ex-jogador Zé Sérgio, anunciou a Juvenal Juvêncio. Havia um zagueiro entre os juvenis que faria história no clube. Com muita força física, ele era perfeito nas bolas aéreas. Excelente nas antecipações. Arranque surpreendente. Nas divididas ganhava na raça ou na técnica. Atuava com a cabeça erguida. Era jogador para o clube ganhar títulos e dinheiro.

A chegada de Breno ao futebol profissional, com 17 anos, foi um choque. Imprensa, treinadores e jogadores adversários ficaram admirados. Foi a grande revelação do Brasileiro conquistado pelo São Paulo em 2008. Já fazendo parte da Seleção Olímpica, medalha de bronze na China. Empresários europeus ficaram assanhados, desesperados tentando contratá-lo. Juvenal Juvêncio queria mantê-lo mais tempo no Morumbi. Só que o Bayern de Munique não deixou. Pagou os 12 milhões de euros, R$ 36,2 milhões.

Era uma fortuna na época. Ainda mais por um jovem zagueiro. Breno acreditou que chegaria com status internacional. Seria tratado como grande estrela. Seria titular absoluto. A realidade foi bem outra. O Bayern sempre foi um clube com elenco farto de jogadores importantes. O brasileiro seria apenas mais um. E começaria na reserva, da reserva. Sem privilégios.

 A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

Breno na Alemanha acompanhado da esposa Renata e os filhos Isabela, Flávio (filhos do primeiro casamento de Renata) e Pietro, o único do jogador. A família foi colocada em uma casa luxuosa, ao lado de onde morava o lateral Rafinha, também brasileiro. A intenção da direção do Bayern era facilitar a adaptação do ex-zagueiro são paulino.

Foi importante essa convivência. Só que Breno acumulou erros. O maior deles. Não quis nem tentar aprender alemão. Ficou impedido até de tirar a carteira de habilitação. Ficou irritado e depois deprimido por não ser tratado da maneira especial que sonhava. Jürgen Klinsmann não gostou do seu comportamento. A imprensa considerou o brasileiro mimado, de personalidade difícil. Zé Roberto e Rafinha procuraram ajudá-lo.

Mas vieram as lesões nos joelhos com a necessidade de cirurgia. O Bayern não o liberou para a recuperação no Brasil. O estresse só piorou. Breno vivia uma vida de prisioneiro na sua casa. Sem falar alemão ou dirigir, dependia dos amigos e da esposa para tudo. Ao se recuperar da segunda cirurgia, ele foi emprestado ao Nuremberg. O técnico já era o holandês Van Gaal. Ele precisava mostrar resultados. E não iria apostar em um jovem zagueiro brasileiro que vindo de duas cirurgias.

Breno descobriu que não tinha querer. Apesar de o São Paulo e o Flamengo tentaram sua contratação por empréstimo, os alemães não quiseram nem saber. Iria jogar no Nuremberg. Ainda estava longe do futebol que empolgou a todos, mas começava a ganhar espaço na pequena equipe. Mas sofreu uma gravíssima lesão nos ligamentos cruzados do joelho direito. Teria de enfrentar nova cirurgia. Foi devolvido sem pena ao Bayern.

Operou e voltou à rotina. Da casa para o clube. Do clube para casa. Sendo levado pela esposa ou por Rafinha, seu grande amigo. A recuperação era lenta, muito dolorida. Breno já mostrava sinais de depressão. Chorava muito. A Europa não era nada do que havia imaginado. Mas tudo ainda iria piorar muito.

2ap5 A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

Quando estava praticamente recuperado, voltou a sentir dores no joelho. Uma junta médica que o tratava confirmou ser necessária mais uma cirurgia. Uma raspagem. Os cirurgiões não esconderam a preocupação sobre o seu futuro como jogador. Foi na manhã do dia 19 de setembro de 2011.

A partir daí, o relato é da sua esposa, Renata.

"Breno recebeu a noticia de que teria que fazer a quarta cirurgia. Ele teria que fazer uma raspagem no joelho. Quando ele chegou em casa, me chamou para almoçar em um restaurante, pois estava muito triste e queria relaxar um pouco. Estava querendo encontrar o Rafinha e os amigos. O ex-empresário dele Guilherme Miranda estava com a gente, pois ia acompanhar a cirurgia. O Breno começou a beber cerveja e eu saí, pois tinha que buscar meus filhos na escola. Quando foi umas cinco da tarde, eu liguei e eles estavam indo para casa.

1efe A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

O Breno bebeu uma garrafa de vinho do Porto em casa. Ele foi acusado de beber todos os dias, mas como uma pessoa pode beber todos os dias e treinar? Ele bebia só nas folgas dele. Depois de beber o vinho, abriu uma garrafa de whisky. O Guilherme não estava bebendo, mas o Breno estava bebendo demais. Lembro que fiquei assustada, ele já estava indo para a terceira bebida diferente.Coloquei as crianças para dormir e falei para ele parar, pois ia operar no dia seguinte. Mas ele não me obedecia mais. Chegou a turma do Rafinha na minha casa e ele foi até o portão, o Breno é muito tímido e eu me assustei , pois ele pulou na frente do carro do Rafinha. Recordo que ele falou para eu fazer um bife para ele. As coisas que ele falava já não tinham mais sentido.

O Rafinha se assustou também, pois eles iam para o Oktoberfest. Mas o Breno não foi com eles. Teve uma hora que ele começou a ter alucinações e começou a falar que tinha que ajudar o Rafinha e os amigos dele, que os policiais estavam atrás dele, coisa de bêbado mesmo. Ele começou a subir a rua da nossa casa só de bermuda e começou a rolar no chão da pracinha.

Quando o Guilherme foi lá ver, ele disse que os policiais estavam atrás dele. Nessa hora ele alucinou total. Ele subiu a rua umas dez vezes. Ele gritava que “os caras” estavam querendo pegar o Rafinha. Quando voltou para casa, ele olhou nosso filho, que estava dormindo, e pediu para eu tomar conta dele. Daí ele abriu a janela do quarto para pular. Eu o abracei e orei. Mas ele fez de novo, nessa hora eu já não conseguia mais segurá-lo. Comecei a gritar pelo Guilherme, pedindo ajuda. Eu segurei por um braço e o Guilherme por outro, mas não conseguimos, pois ele é grande, ele caiu de uma altura de quatro metros. Daí eu falei, pronto, agora acabou o joelho. Mas ele levantou na mesma hora e saiu correndo ainda dizendo que precisava ajudar o Rafinha. Nessa hora ele pegou uma faca enorme e foi para a rua. O Guilherme falou para eu sair de casa com as crianças, pois ele estava muito bêbado e algo pior poderia acontecer.

Concordei, acordei as crianças e as coloquei dentro do carro - de pijama ainda. Fiquei dando voltas na rua até uma hora e passei duas vezes em frente à minha casa. Nessa hora, já tinha um monte de garrafa quebrada e as bicicletas jogadas no chão. Liguei para o Rafinha e pedi ajuda. Fiquei parada na esquina dentro do carro, era quase meia-noite. Um pouco depois, vi uns 30 carros de polícia dobrando a minha rua. Daí eu falei: “O Breno se matou!.” Quando cheguei na porta de casa, foi um desespero. Já estava tudo tomado pelo fogo. Eu gritava para os policiais entrarem e salvarem o meu marido. Eu me ajoelhava no chão e implorava para os bombeiros entrarem na casa , mas eles falavam que não dava mais. A casa já tinha lambido. Eu chorei por 20 minutos a morte do Breno. Nessa hora, o Rafinha chegou e ele chorava muito também e começou a pedir para os bombeiros entrarem."

4ap1 A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

A casa luxuosa que Breno morava era alugada em Grunwald, o bairro mais nobre de Munique. A R$ 15 mil mensais. Ela estava completamente destruída. O jogador estava levemente machucado, mas coberto de fuligem. E ao avistar os bombeiros entregou, chorando, três isqueiros. Foi levado ao hospital.

"Fui para o hospital e perguntei se ele se recordava de alguma coisa. Ele disse que quando voltou para casa e não me encontrou e nem as crianças ficou louco, achou que eu tivesse ido embora. Ele não lembrava da cena de acender alguma coisa para provocar o incêndio. Fiquei pensando nas possibilidades, como um curto-circuito. Ele estava fumando narguilê. O Breno não fuma cigarros. O Werner Leitner (seu advogado) o orientou a falar que fumava para a defesa dele. Ele também não lembrava de ter entregue os isqueiros para a polícia. Mas, com certeza, ele tinha os isqueiros, pois acendeu o narguilê. Acho sinceramente que ele não lembra mesmo do que aconteceu", disse Renata.

A situação ficou ainda pior. O telefone de Renata foi grampeado. E acabou sendo divulgado na imprensa alemão que ela acreditava que Breno estava possuído, com 'Satanás' no corpo, na hora do incêndio. Isso pesou demais no julgamento. O advogado ainda tentou uma manobra mais constrangedora. Afirmou que Renata havia se tornado amante de Guilherme, então empresário de Breno. Por isso as crises de depressão, as bebedeiras.

"O advogado inventou essa história porque achou que seria uma boa defesa. Para colocar a culpa em mim. Nunca fui amante do Guilherme, isso nunca existiu. Achei que a defesa do Leitner não foi correta. Eu não pude depor. Ele simplesmente fez a defesa do jeito que ele quis", afirmou Renata, ao site da Globo.

 A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

Breno pegou três anos e nove meses de prisão, acusado de provocar incêndio criminoso. A cúpula do São Paulo sabia que ele estava deprimido. Porque havia outro ingrediente. Antes da decisão da última cirurgia, ele estava negociando um pré-contrato com a Lazio. O sofrimento era imenso.

Assim como as dificuldades financeiras. Um atleta quando fica 45 dias impossibilitado de jogar na Alemanha passa a ganhar apenas cerca de, no máximo, R$ 25 mil. O tempo de recuperação das cirurgias dificultaram sua vida. O dinheiro era insuficiente para os gastos. Seus salários eram de R$ 300 mil. A pressão que Breno sofreu foi terrível.

O contrato com o Bayern terminou em 2012. Assim que foi encerrado, o São Paulo fez um contrato até outubro deste ano. Os R$ 5 mil de ajuda de custo foram fundamentais. Se juntaram aos R$ 9 mil que recebia do aluguel de um apartamento. Breno passou 13 meses em regime fechado. Sem poder sair sequer um dia.

1spfc A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

Depois de tanto sofrimento, Breno chegou ao São Paulo sem qualquer lesão mais profunda. Está muito acima do peso. Muricy Ramalho fez questão de não inscrevê-lo na Libertadores. Quer ir com toda a calma com o jogador. Mesmo assim, ansioso, Breno acabou forçando nos primeiros treinamentos. E sofreu uma lesão na coxa esquerda.

"Olha, eu vou ser sincero. A minha principal preocupação é recuperar o cidadão. O que este garoto sofreu, ninguém pode imaginar. Se ele puder voltar a jogar, ótimo. Seria perfeito. Mas se não puder, está ótimo. Nós gostamos demais dele e queremos recuperá-lo para a sociedade. Esta é a nossa obrigação. Nós o vimos nascer para o futebol. Vimos os sonhos que ele tinha. Vamos fazer de tudo por ele como pessoa", enfatiza Muricy.

O treinador do São Paulo tem razão. É muito difícil um jogador de apenas 25 anos, da elite do futebol mundial, que tenha sofrido tanto. Mergulhou no mais profundo inferno pessoal. Saiu do Brasil com 18 anos para ser uma estrela internacional. Teve quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com alcoolismo, enfrentou três anos de cadeia. Fez várias tatuagens sobre o corpo. É fácil perceber o seu desafio no olhar nervoso, tenso. Ele luta pelo mais básico instinto de qualquer ser vivo: sobreviver.

Levante a cabeça e não se envergonhe de nada. Você só fez mal a você mesmo, Breno...
1reproducaotv A visita de Breno às profundezas do inferno. Quatro cirurgias nos joelhos, depressão, problemas com bebidas alcóolicas, incêndio, três anos de prisão. A luta para tentar sobreviver no São Paulo...

Diante da vingança de R$ 75 milhões do ‘pobre’ Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei…

1reproducao7 Diante da vingança de R$ 75 milhões do pobre Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei...
"Leandro Damião da Silva dos Santos, brasileiro, casado, declaro sob as penas da lei e para que produza seus jurídicos e legais efeitos, atendendo ao disposto na lei número 7.115 de 29/09/1983, especialmente para obter os benefícios da Gratuidade da Justiça, pelo que dispõe a Lei número 1.060 de 05/02/1950, que não disponho de rendimento suficiente para pagar as custas processuais sem prejuízo do sustento próprio e da minha família, visto que não venho recebendo salários, sendo, desta forma, considerado pobre, na acepção jurídica do termo.

Por ser essa a expressão da verdade, firmo a presente.

Santos, 9 de janeiro de 2015.

Leandro Damião da Silva dos Santos"

Este é o trecho mais interessante do processo que Leandro Damião move contra o Santos Futebol Clube. Seus advogados resolveram que ele assumisse 'ser pobre' para a 4ª Vara do Trabalho da cidade de Santos.

Atolados na mais profunda crise da história do Santos, com dívidas que ultrapassam R$ 300 milhões, os dirigentes ainda tiveram momentos de gargalhada. Ao lerem a declaração de pobreza feita por Leandro Damião. Na frieza das palavras, ele seria um dos homens mais perdulários do país. Desde 2009, ele recebe mais de R$ 50 mil mensais. Em 2010, passou a receber R$ 150 mil. Em 2012, R$ 250 mil. Em 2014, R$ 500 mil. Neste ano, R$ 650 mil. "Como é que pode ser considerado pobre a ponto de não poder pagar pelo processo?", perguntavam conselheiros, irônicos.

Foi apenas um recurso jurídico, evidente. Seus advogados querem caracterizar os atrasos de três meses de salários e quatro de imagem. Aliás, deixam claro no processo que o termo 'direito de imagem' é fraude. O jogador não fez qualquer propaganda ou algo parecido para o Santos. Seus vencimentos foram divididos, a maior parte virou 'direito de imagem' para fraudar a justiça. Já que, na teoria, o clube não perde direito aos atletas quando deve os tais 'direitos de imagem'. No salário marcado na Justiça do Trabalho, a lei é clara. Ao atingir três meses de atraso, o clube perde direito ao atleta.

Leandro Damião é representado pelo advogado Henrique José da Rocha. E o 'pobre' atacante quer bem mais do que seus salários atrasados. Quer uma indenização que passa dos R$ 33 milhões. O jogador teria combinado com o Santos que receberia em 2015, R$ 500 mil. Em 2016, R$ 700 mil. Em 2018, R$ 800 mil. Mais 13º e R$ 1 milhão em luvas, que não caiu na conta do atacante.

1ae11 Diante da vingança de R$ 75 milhões do pobre Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei...

Para o Santos, usar Leandro Damião por um ano pode atingir o absurdo número de R$ 75 milhões. Isso porque a Doyen Sports emprestou R$ 42 milhões para o clube tirar o atacante do Internacional.

Modesto Roma Júnior jurou que fará de tudo para defender o clube. E tentar reverter a situação. Só que advogados do clube afirmam ser o contrato uma 'herança maldita' da antiga diretoria. Se apostou em um jogador de potencial limitado, pagando muito acima do seu real valor. Odílio Rodrigues jurava que, em um ano, equipes europeias fariam fila para tentar contratar o atacante.

Mas os empresários que representam clubes do Velho Continente acompanharam com atenção suas 44 partidas e 11 gols marcados em 2014. Ficou claro para todos que não valeria a pena investir no atacante. Tanto que nenhuma equipe europeia sequer sondou a direção santista para levar o jogador. No mercado nacional, apenas o Corinthians e o Cruzeiro efetivamente quiseram o atleta. Emprestado. E com o clube do Litoral pagando parte do salário. Em Belo Horizonte, o clube de Gilvan Tavares arca com R$ 500 mil. Os outros R$ 150 mil são obrigação santista.

Leandro Damião não está fazendo nada forçado. Muito pelo contrário. Como já foi revelado no blog, ele não quer nunca mais atuar no Santos. Não perdoa o ex-presidente Luís Álvaro o ter comparado a um 'pangaré'.

"Um centroavante que não faz gol, pula a dez centímetros do solo, não ganha essa coisa toda. Começou bem no Inter, no ano seguinte ficou mais tempo na enfermaria do que em campo e ano passado era banco. Você comprar um jogador desse por R$ 42 milhões não faz sentido. A ideia do fundo maltês era colocá-lo em uma vitrine como o Santos, um dos poucos com prestígio internacional. Mas é você apostar em um pangaré, não vai ganhar um prêmio nunca. Se ganhar, ganha uma fortuna. Que é esquisito, é", afirmou e ainda riu, Laor.

 Diante da vingança de R$ 75 milhões do pobre Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei...

O candidato derrotado à presidência do Santos criticava a contratação. "Não entendo como o clube contrata um atleta de R$ 42 milhões que está bichado." Leandro Damião chegou à Vila Belmiro com pubeíte, inflamação no púbis. Mas foi tratado e jogou completamente curado o ano todo.

Só que o atacante foi perseguido pela torcida e pela imprensa. As alegações de que o 'prata da casa' Gabriel era muito mais produtivo ao time o atormentavam. Na cidade de Santos, ele não teve paz. Onde saísse, inclusive com a esposa, era ofendido por torcedores raivosos. Ele ficou calado diante de tudo o que viveu.

Mas seu empresário Vinícius Prates acompanhou de perto. E apenas pediu paciência e profissionalismo de Leandro Damião para que acabasse 2014. Em 2015, Prates jurou a ele que seria tudo diferente. E foi o que aconteceu. O agente não teve o menor constrangimento em afirmar que o atacante só pensava no Cruzeiro, assim que houve o interesse. A decisão era mesmo forçar a situação. Tornar insustentável a manutenção do seu atleta na Vila Belmiro. Foi o que aconteceu.

3reproducao1 Diante da vingança de R$ 75 milhões do pobre Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei...

Ainda candidato, Modesta Roma Júnior criticou duramente a parceria com a Doyen Sports de Renato Duprat. O empresário é o mesmo que levou a MSI para o Corinthians. Roma parecia prever que o Santos poderia pagar caríssimo pelo negócio envolvendo Leandro Damião. E ainda tem medo em relação a Lucas Lima. A Doyen tem 80% dos direitos do atleta. E quer fazer dinheiro com o atleta. Espera uma proposta ainda nesta janela para a Europa.

"A situação que encontrei o Santos é bem difícil. Muito mais do que eu imaginava. Tenho casos dificílimos nas mãos. O que posso tentar fazer é remediar. Buscar minimizar as perdas. Não vou mentir, está bastante complicado", confidencia Modesto Roma. A sua maior providência até agora foi receber o Frei André, famoso religioso do Litoral, para benzer a sala presidencial.

Orientado por advogado e empresário, Leandro Damião não fala sobre o caso. Sabe do processo de R$ 33 milhões. E também do empréstimo de R$ 42 milhões fez junto à Doyen Sports. Não se importa se passar 2014 na Vila Belmiro poderá custar R$ 75 milhões ao Santos. Só uma coisa ele tem certeza. Não será mais chamado de 'pangaré' e 'bichado' na Toca da Raposa. Ou em qualquer clube que passar na sua carreira.

A torcida santista buscou uma infantil vingança nas redes sociais. Caracterizando Leandro Damião como 'pobre'. A graça termina ao lembrar o quanto ele pode custar ao Santos Futebol Clube...

(O Santos deve, não nega. Mas vai tentar desqualificar o processo de Leandro Damião. Justamente por sua confissão de ser pobre a ponto de não poder custear a ação. A diretoria do clube paulista promete acusá-lo de má fé e falsidade ideológica. Para a legislação, uma pessoa só pode ser considerada pobre se recebe até três salários mínimos. O rendimento atual do atacante é de R$ 650 mil. A briga promete ser cruel...)
3gazeta Diante da vingança de R$ 75 milhões do pobre Leandro Damião, diretoria do Santos entra em desespero. Sem saída, o presidente Modesto Roma Júnior pede bênção de frei...

Edu Dracena. A postura leal com o caótico Santos só estimula o Corinthians. Apesar de Mario Gobbi ser o último a saber, o clube já tem tudo acertado com o novo capitão da Libertadores…

1ae10 Edu Dracena. A postura leal com o caótico Santos só estimula o Corinthians. Apesar de Mario Gobbi ser o último a saber, o clube já tem tudo acertado com o novo capitão da Libertadores...
Três meses de salários atrasados. Quatro de direito de imagem. Assim como Arouca, Mena, Leandro Damião, Edu Dracena tinha amparo legal para buscar a Justiça e se livrar do Santos. Aos 33 anos, ficar com os seus direitos. Escolher o seu destino. Muricy Ramalho o desejava no São Paulo, por exemplo.

Mas Edu Dracena teve dignidade. Lembrou que quando chegou à Vila Belmiro em 2009 era uma incógnita. Ele passou sete meses se recuperando de uma grave contusão. Havia rompido os ligamentos cruzados do joelho direito, quando atuava no Fenerbahçe, na Turquia. Joaquim Grava o operou. O zagueiro era objeto de desejo do Corinthians e do Palmeiras. Mas os dois clubes recuaram diante da intervenção cirúrgica. Só o Santos confiou na sua plena recuperação. E o contratou.

Viveu um período de sonhos. Com o aparecimento de Neymar, Ganso, o primeiro retorno de Robinho. O time ganhou Libertadores, Copa do Brasil, Paulistas. O jogador que começou no Guarani, passou pelo Olimpiakos, Cruzeiro, Fenerbahçe, nunca acumulou tantas premiações, bichos. Além do alto salário de R$ 350 mil.

De personalidade forte, ótima antecipação e pelo alto, Edu Dracena se impôs como capitão do time. Tudo ia bem até que rompeu os ligamentos do joelho esquerdo em 2012. Outra operação delicada. Sete meses afastado. Outra vez Joaquim Grava operando. E, de novo, o zagueiro teve todo apoio em Santos.

Voltou. Enfrentou todo o período de transição. A saída de Ganso, Neymar, a decadência do clube. Aí, novo rompimento do ligamento cruzado esquerdo, em 2014. Artroscopia no início do ano passado. Mais oito meses afastado do futebol. Foi de novo operado por Joaquim Grava.

Seu relacionamento com o médico que batiza o CT corintiano virou enorme amizade. Grava é muito amigo do ex-presidente Andrés Sanchez, o coordenador da campanha de Roberto de Andrade à presidência. Sanchez e Andrade tomaram uma enorme invertida em relação a Dudu. Os dois haviam deixado certo a contratação do atacante para o Corinthians, mas Mario Gobbi vetou. Alegou que era muito caro. E também ficou incomodado por ser o último a saber da transação.

2ae7 Edu Dracena. A postura leal com o caótico Santos só estimula o Corinthians. Apesar de Mario Gobbi ser o último a saber, o clube já tem tudo acertado com o novo capitão da Libertadores...

Sanchez não se conformou. Com a volta de Anderson Martins ao Al Jaish, em uma negociação feita de maneira primária, o Corinthians ficou sem um zagueiro confiável para atuar ao lado de Gil. Ninguém no clube confia no inseguro Felipe. Em uma conversa entre Grava e Sanchez, surgiu o nome de Edu Dracena. O médico garantiu que ele está em excelente estado físico.

Era público que o zagueiro santista estava sem receber no caótico fim de mandato de Odílio Rodrigues no Santos. Ele poderia tranquilamente entrar na Justiça e ir para o Corinthians sem custo. Andrés e Roberto de Andrade entraram em contato com o jogador. Ele deu uma resposta muito firme.

Estava, sim, interessado em atuar no Parque São Jorge. Mas não sairia do Santos pela 'porta dos fundos'. Não sacanearia o clube que sempre o apoiou nas três delicadas cirurgias nos joelhos. Não entraria de jeito algum na Justiça. E que, se o Corinthians realmente o quisesse, procuraria a diretoria e faria um acerto. Trocaria os atrasados pela liberação. Iria embora dignamente.

Andrés e Roberto de Andrade ficaram impressionados com a postura leal de Edu Dracena. Se convenceram que ele seria o jogador ideal para a Libertadores. Com o perfil para ser inclusive capitão do time. Os três conversaram e praticamente deixaram acertado um contrato de dois anos.

Levaram o pacote amarrado a Mario Gobbi. O presidente corintiano foi outra vez o último a saber. Só que ele não poderia recusar. O importante jogador não custaria nada. Sem saída, percebeu que teria de ceder. Conselheiros da situação já o acusaram de sabotar o clube vetando Dudu. A sorte foi que o atacante acabou indo parar no Palmeiras. Se fosse para o São Paulo, rival na Libertadores, tudo ficaria pior.

3ae2 Edu Dracena. A postura leal com o caótico Santos só estimula o Corinthians. Apesar de Mario Gobbi ser o último a saber, o clube já tem tudo acertado com o novo capitão da Libertadores...

"Queremos o Edu. Ele é um zagueiro experiente e que precisamos. Tem tudo para ser o novo xerife do Corinthians", disse à rádio Globo ontem, sem a menor convicção. Gobbi tentava mostrar autoridade, assumir uma contratação que nunca foi sua.

Tite adorou a possibilidade da contratação de Edu Dracena. Só não pode ser mais efusivo para não desvalorizar ainda mais o questionado Felipe. A liderança positiva do capitão santista é comentada até entre os jogadores corintianos. Fechada a transação, o caminho está aberto até para que assuma a braçadeira no novo clube.

O presidente santista Modesto Roma Júnior soube da postura do jogador. E vai facilitar a transação. Não colocará qualquer obstáculo, apesar de ele ter contrato até o final de 2015. Há mais um elemento na Vila Belmiro que estimula a saída. O ex-jogador Léo é estagiário no departamento de futebol. Os dois brigaram quando atuavam juntos e hoje nem se falam. Léo se tornou conselheiro do novo presidente. A convivência tinha tudo para ser péssima.

Edu Dracena pediu dois anos de contrato com o Corinthians e mais um aumento de salário. Deseja receber R$ 500 mil no Parque São Jorge. Tudo está caminhando muito rapidamente. Quando o time retornar dos Estados Unidos, há grande possibilidade de o zagueiro já se incorporar ao grupo. Pronto para se tornar o novo capitão para a Libertadores, como diz Mario Gobbi. O último a saber das contratações no Corinthians...

(No começo da tarde, Edu Dracena fez o acordo com os dirigentes santistas. Os atrasos não foram pagos e ele foi liberado. O contrato rescindido. Na carta da despedida aos torcedores, o zagueiro confirma o que foi publicado no blog. E está livre para acertar com o Corinthians. Aqui, o seu adeus...

Torcedor santista,
Nesta data, após cinco anos e meio, 229 jogos, 17 gols, seis títulos conquistados e muito suor dedicado a esta camisa sagrada, meu ciclo no Santos FC se encerrou.
Foi uma decisão tomada em comum acordo com a nova diretoria do Clube. Tivemos uma conversa muito franca e os dois lados entenderam que era hora da despedida.
Gostaria de deixar claro que em nenhum momento pensei em entrar na Justiça contra o Santos. O Clube sempre foi muito correto comigo nos momentos bons, como as diversas conquistas que tivemos, e nos momentos ruins, como nas cirurgias que precisei fazer. A instituição e a torcida não mereceriam uma atitude dessas da minha parte.
Deixo claro que isso não é uma crítica aos companheiros que recorreram à Justiça. Cada um tem seus motivos e respeito profundamente suas motivações. Mas entendo que minha saída teria que ser pela porta da frente.
Também não procurei a Justiça porque entendo as dificuldades financeiras que o Clube passa e tenho certeza de que serão sanadas dentro de pouco tempo. Minha saída não tem relação com salários atrasados. É, realmente, o fim de um ciclo vencedor.
Deixo o Santos com a cabeça erguida de ter feito o meu melhor, dentro e fora de campo. Foi a decisão mais difícil que já tomei por toda a identidade que tenho com o Clube e a cidade. Mas chegou a hora de partir.
Muito obrigado a todos pelo apoio de sempre. E também pelas críticas, que me ajudaram a manter a humildade e tentar melhorar.
Vou guardar o Santos e os santistas sempre em um lugar especial no meu coração, onde também moram o Guarani, Cruzeiro e Fenerbahce.
Um grande abraço do Edu Dracena

5ae1 Edu Dracena. A postura leal com o caótico Santos só estimula o Corinthians. Apesar de Mario Gobbi ser o último a saber, o clube já tem tudo acertado com o novo capitão da Libertadores...

Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a ‘família Richthofen’ no Palmeiras…

 Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a família Richthofen no Palmeiras...
Além do óbvio 7 a 1, um dos maiores motivos que fizeram Marin e Marco Polo não continuarem com Felipão foi sua teimosia. Em reuniões, os presidentes da CBF deixavam claro sua insatisfação com Fred. Assim como grande parte da imprensa que cobria diariamente a Seleção. E também a torcida nos jogos do Brasil. Apesar de todo nacionalismo, vaias e palavrões foram dirigidos ao atacante.

Felipão não se importou. Justa ou injustamente, morreu abraçado ao atacante. "Sou assim, quando tenho as minhas convicções, vou até o fim."

Essa personalidade do treinador faz o Grêmio estar enroscado em uma negociação que pode custar cerca de R$ 16 milhões aos seus combalidos cofres. O novo presidente Romildo Bolzan Junior não sabe o que fazer. Ao assumir, ele quase teve um infarto. Assim como Fabio Koff. Ambos tiveram seus corações quase saindo pela boca quando viram o contrato de Kléber.

O ex-presidente Paulo Odone assinou com o jogador até 2017. Só que não foi um contrato qualquer. A negociação demorou mais de um mês. O atacante e seu empresário Giusepe Dioguardi procuraram o renomado escritório de Hermes Huck. Um dos advogados mais respeitados do país, e pai do apresentador Luciano Huck, o Lilla, Huck, Otranto e Camargo Advogados. Juristas gremistas confidenciam que o contrato é dos melhores já feitos no futebol brasileiro. Não há escapatória jurídica. A não ser pagar o combinado com o jogador até o último dia.

Odone estava desesperado em 2011 para ter um ídolo no Olímpico. E não mediu esforços para buscar o "Gladiador". Comprou 50% dos direitos do jogador ao Palmeiras por R$ 5 milhões. A outra metade ficou com o Cruzeiro, que ganhou 35% do lateral esquerdo Gilson. A festa foi imensa, refletindo na adesão de milhares de sócios-torcedores ao clube. Só que pouca gente, na época, percebeu. O acordo conseguido por Dioguardi para seu atleta foi fabuloso.

Ele combinou que o atacante receberia nestes cinco anos nada menos do que R$ 5 milhões em luvas. R$ 1 milhão a cada início de ano. Esse dinheiro seria diluído e acrescido ao salário durante 12 meses. Por isso, ele começou ganhando R$ 500 mil em 2012. Em 2014 já ganhava R$ 630 mil. Seu rendimento mensal deve saltar para mais de R$ 750 mil neste ano. Será assim até janeiro de 2017.

Toda a transação do jogador, envolvendo Palmeiras, Cruzeiro e o atacante já teria custado R$ 27 milhões. Kléber tem ainda cerca de R$ 16 milhões para receber. Fabio Koff e Romildo Bolzan tentaram a rescisão de maneira amistosa. Ofereceram R$ 8 milhões ao atacante.

Kléber tem 31 anos. E nenhum motivo para aceitar R$ 8 milhões no lixo. Basta ter paciência e cumprir o que a lei determina: trabalhar e treinar. Que, em janeiro de 2017, terá na sua conta bancária, R$ 16 milhões. O departamento jurídico do clube gaúcho já revirou o contrato do atleta de ponta cabeça. Não há brecha para o clube se livrar do jogador.

2reproducao3 Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a família Richthofen no Palmeiras...

A permanência do jogador interfere diretamente na meta de Romildo. O presidente deseja manter a folha salarial gremista em torno de R$ 5 milhões em 2015.

É aí que entra Felipão. Os dirigentes gremistas foram pedir para o técnico reincorporar Kléber. O jogador tem excelente ambiente com os demais atletas. É muito querido pelos companheiros. Até mesmo a torcida se mostra disposta a apoiá-lo. O atacante começou bem no clube, mas sofreu contusões graves em 2012. Sempre por pancadas de adversários. A fratura na fíbula direita lhe custou uma operação delicada, com a colocação de placa e seis parafusos. Depois uma grave torção no seu tornozelo esquerdo.

Kléber acabou sucumbindo com os times que o Grêmio montou. Em 2012 atuou 49 vezes, fez 15 gols. Em 2013, 31 jogos e marcou sete vezes. Começou mal 2014 e foi emprestado para o Vasco, disputar a Segunda Divisão. Com o clube gaúcho pagando 50% dos salários. Atou em 27 jogos. Marcou seis gols, inclusive aquele que garantiu a volta à Série A. Foi parar duas vezes no STJD por acertar tapas no rosto de Alisson do Paraná e em Gustavo Geladeira, do Vila Nova.

Foi devolvido ao Grêmio. Voltou ao clube em condições físicas surpreendentes. Avisou aos companheiro de time que estava disposto a ficar em Porto Alegre. E justificar o investimento, recuperar prestígio. Revelou sua vontade a alguns dirigentes. Por eles, o caminho estaria aberto. Mas Felipão foi direto. Não aceita ter o jogador no seu grupo de trabalho. De jeito algum.

O motivo. Em outubro de 2011, o volante João Victor foi agredido por torcedores. A notícia chegou quando o Palmeiras estava para embarcar para o Rio, onde enfrentaria o Flamengo. Houve uma fortíssima discussão entre Luiz Felipe Scolari e Kléber, capitão do time.

3ae1 Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a família Richthofen no Palmeiras...

O jogador propôs à equipe não viajar, em solidariedade a João Victor. O Palmeiras fazia uma campanha fraca. Felipão disse que não era hora de mostrar medo. E teriam sim de viajar. Se Kléber não quisesse, ele que ficasse em São Paulo. Os demais jogadores ficaram surpreendidos com a reação do jogador. Ele atacou Scolari de forma direta, na frente do técnico, para todos ouvirem, como nunca outro atleta ousou fazer.

"Tudo o que está acontecendo é culpa sua. Você joga a torcida contra nós na derrota. Esses caras da organizada já foram na tua casa te ameaçar? Já tentaram te agredir? Eles andam armados. No Palmeiras agora é sempre assim. Tudo é culpa dos jogadores. A torcida te ama e nos odeia. E você não faz nada pela gente. Não perde uma chance de dizer que o grupo é ruim. Eu sou capitão do Palmeiras e não o seu capitão. Penso no time como um todo e não em você. Por mim, não temos de jogar."

Felipão procurou imediatamente Arnaldo Tirone. E disse que ele teria de escolher. "Ou eu o Kléber." O então presidente ficou com o treinador. O jogador foi afastado. Piorou de vez as coisas ao dar uma história declaração à Rádio 105 FM.

"O Felipão é bom em fazer família. Fez a família Scolari na Seleção, em 2002, e no Palmeiras fez a Von Richthofen. Porque é um querendo acabar com o outro lá dentro." Ele se referia ao famoso caso da estudante Susane von Richthofen que estimulou seu namorado e o irmão dele a matarem os próprios pais com golpes de barras de ferro.

Desde então, os dois nunca mais se falaram. Kléber foi para o Grêmio. E assinou o contrato que lhe assegura mais R$ 16 milhões até 2017. Felipão diz que não é problema seu. Não quer de maneira alguma o jogador no seu time. Mesmo com pedidos de jogadores e até de dirigentes. Está irredutível. Não verbaliza, mas é claro que o clube precisa optar entre o técnico e o atacante.

4ae1 1024x647 Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a família Richthofen no Palmeiras...

Jogadores que sugeriam uma conversa, a reconciliação, perderam tempo. Barcos é muito amigo do polêmico atacante. Felipão está irredutível. Kléber e seus empresários, também. E têm a lei do seu lado.

"Olha, me desculpe. Não quero falar nada sobre esta situação. A não ser que o Kléber quer jogar pelo Grêmio. Não está nem um pouco satisfeito em receber sem entrar em campo. Quer retribuir o investimento do clube e o apoio que recebeu dos torcedores. Mas não depende dele ou da diretoria gremista. Ele vai treinar, cumprir sua obrigação como atleta. Vai respeitar o seu contrato. Só isso que vou dizer", me afirmou, ontem. Giuseppe Dioguardi. Está claro que o empresário não vai fazer seu atleta desperdiçar R$ 8 milhões que já tem garantido até 2017.

A situação é complicadíssima. Mas mereceria ser tratada com maturidade. Sem birras. Felipão tem 66 anos. Kléber, 31 anos. No meio dos dois, um contrato muito bem amarrado que ainda vai custar R$ 16 milhões. O presidente Romildo que faça valer seu cargo. E junte os desafetos em uma sala, os faça conversar. Em nome de quem realmente importa: o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense...
5ae 1024x576 Com contrato amarrado pelo escritório do pai de Luciano Huck, Kléber ainda tem R$ 16 milhões a receber do Grêmio até 2017. Felipão é o único a barrar a sua volta. Não o perdoa por dizer que o técnico formou a família Richthofen no Palmeiras...

Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece…

1ae9 Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece...
Modesto Roma Júnior recebeu um recado no final da semana passada. Pessoa importante da cúpula do Palmeiras falava em nome de Paulo Nobre. O presidente mandava avisar que só negociaria com Arouca quando ele se desligasse do Santos. Até por uma questão de respeito. Surpreso, o dirigente santista mandou agradecer e respondeu que era assim que deveriam agir os comandantes dos clubes brasileiros, 'com lealdade'. Mesmo com tudo indicando que Arouca será novo reforço palmeirense, Nobre ganhou, com o gesto, um aliado na Vila Belmiro.

Livre de José Carlos Brunoro, a quem tratava com uma reverência ingênua de fã, o presidente palmeirense acordou. Entendeu o quanto o futebol é importante para o tradicional clube que preside. E tratou de se livrar do seu ultrapassado executivo a quem havia dado a camisa 10, R$ 120 mil mensais e mais o uso de um carro de R$ 100 mil, com gasolina paga pelo clube.

Foi buscar o com melhor currículo no mercado. Alexandre Mattos, responsável pela montagem do Cruzeiro campeão brasileiro nos dois últimos anos. Apaixonado por distribuir camisas do Palmeiras, Nobre entregou a 100 para Mattos. Em uma referência que ele era dez vezes melhor do que Brunoro. E foi claro. A política de contratações mudaria. Nos dois últimos anos, o clube perdeu atletas importantes como Barcos, Henrique, Alan Kardec. E trouxe 39 atletas, a maioria, medíocres. Teve de apelar para garotos da base para não ser rebaixado.

2ae6 Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece...

O mais irônico da situação é que o mentor de Paulo Nobre, Mustafá Contursi, era contra Brunoro. Ele que foi conhecido como o homem do 'bom e barato', repetia que o ex-executivo estava completamente perdido. Contratando jogadores de salários baixos para não onerar o endividado clube. Mas o potencial dos atletas era muito mais baixo do que recebiam.

Foram dez jogadores dispensados no final de 2014. As saídas deixaram a folha salarial mais leve em R$ 1,1 milhão. Dorival Júnior, apesar de salvar o time do rebaixamento, foi embora. Seu péssimo desempenho e a aversão aos argentinos tornaram sua permanência insustentável. Oswaldo de Oliveira, com seu currículo de campeão mundial, foi escolhido por Nobre para comandar o time em 2014.

Alexandre Mattos e Cícero Souza trabalham de uma maneira diferente. Eles têm várias indicações de Oswaldo. Mas também ganharam autonomia para sugerir nomes ao treinador, a Paulo Nobre. Na maneira Brunoro de trabalhar, os treinadores mal eram consultados. O presidente via nele o responsável pelos esquadrões montados no início da década de 90. Só ao final de dois anos de decepções, cedeu. Era mesmo o dinheiro da Parmalat o segredo do sucesso das equipes montadas pelo Palmeiras.

Foi assim que foram sendo feitas as contratações. Os laterais Lucas e João Paulo, os zagueiros Vitor Hugo e Vitor Ramos, os volantes Amaral, Andrei Girotto e Gabriel, os meias Zé Roberto e Robinho e os atacantes Dudu, Leandro Pereira e Rafael Marques.

O clube tem quase tudo acertado para fechar com o atacante Cafu da Ponte Preta. Talvez ainda hoje. Aranha cansou dos atrasos salariais no Santos e também do desprezo da diretoria, que busca outro goleiro. E aceita jogar no Palmeiras. No início ser reserva de Fernando Prass.

O Santos deve três meses de salários e quatro de direito de imagem, além do 13º a Arouca. Ele entrou com uma ação na Justiça na sexta-feira, pedindo o desligamento do clube. E ainda o seu dinheiro até o final do contrato, em dezembro de 2016. O que daria mais de R$ 8 milhões. A chance de haver um acordo e o volante de 28 anos ser dispensado do Santos é enorme. Aí ele ficaria livre para negociar com o Palmeiras. Com a bênção de Modesto Roma.

Quanto ao São Paulo, a situação é completamente diferente. Nobre jurou a conselheiros que não terá relação alguma com o clube rival enquanto Carlos Miguel Aidar for o presidente. Ainda não aceitou perder Alan Kardec.

1reproducao6 Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece...

"Foi uma das coisas mais antiéticas que vivi. O jogador tinha contrato com o Palmeiras, eu tinha um mês de prazo com o Benfica. Era uma coisa pública e aconteceu o que aconteceu. Ele recebeu uma proposta boa e o empresário envenenou de dar nojo. Eu acho que teve falta de respeito com o Palmeiras e cortamos a relação com esse presidente (Carlos Miguel Aidar). Enquanto ele for presidente fica difícil ter uma relação com o São Paulo", disse ontem à Fox Sports.

Ele foi muito ameno na tevê. Nos bastidores do clube, o presidente mostra toda a sua raiva de Aidar. Não o perdoa por ter dito que o Palmeiras havia se 'apequenado' e que a reação de Nobre com a perda do jogador foi 'patética', 'juvenil'.

Nobre nega em público, mas teve o maior prazer em tirar Dudu do Morumbi. Evitou que o jogador velocista e inteligente desejado por Muricy para a Libertadores, fosse atuar no time de Aidar. E fará mais. Não liberará Wesley de seu contrato. Até o dia 27 de fevereiro terá de treinar no Palmeiras. O volante já tem acordo de atuar nos próximos quatro anos no Morumbi. O Palmeiras gastou R$ 14 milhões para contratá-lo em 2012. Ele irá embora sem render um centavo aos cofres. Nobre não se conforma com a total falta de comprometimento do jogador nos três anos que ficou no Palestra Itália. O dirigente se vingará dele e de Aidar de uma vez só.

O mineiro Alexandre Mattos ainda tentou a conciliação. Mas, esperto, percebeu que perderia tempo ao tentar convencer Nobre a se reaproximar do São Paulo. O vice de futebol do Morumbi, Ataíde Gil Guerreiro, seria seu cúmplice em selar a paz. Mas o presidente palmeirense mandou abortar a tentativa no nascedouro.

 Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece...

Bilionário, Nobre já colocou do bolso R$ 153 milhões. Está gastando mais no futebol neste início de temporada do que nos anos passados. Percebeu que a relevância do futebol ao Palmeiras. O perfil da equipe está muito mais forte do que em 2013 e 2014. Só que ainda sonha com mais uma estrela. Capaz de atrair público, encher a nova arena. Seu desejo por Conca não passou. Mattos recomendou calma. O Flamengo tentou. Assim como o Corinthians e o São Paulo sondaram. O Fluminense garante que irá manter o jogador.

Só que o presidente Peter Siemsen percebeu o óbvio. Com o deficitário Campeonato Carioca e as primeiras fases da Copa do Brasil, dinheiro será raridade no clube. O argentino custa, somando luvas e salários, R$ 900 mil às Laranjeiras. O futebol chinês quer levá-lo de volta. Ele não quer retornar ao outro lado do mundo. Nobre e Mattos estão monitorando a situação com muita atenção.

Muita coisa mudou no Palestra Itália em 2015. O fim da postura ultrapassada e incoerente de Brunoro foi enorme avanço. Paulo Nobre percebeu que comanda um clube de futebol. Não está em uma gincana escolar, tentando provar para o seu professor, Mustafá Contursi, o quanto pode economizar. Ganhou mais dois anos no cargo para agir. O garoto milionário finalmente saiu da arquibancada.

Parece que finalmente a Sociedade Esportiva Palmeiras tem um presidente. Parece...

(E Alexandre Mattos não para. Ele deixou praticamente fechada a contratação de Alan Patrick, meia que não rendeu no Internacional. Apesar disso, é uma boa aposta...)
 Paulo Nobre se livrou do ultrapassado Brunoro. Criou coragem. Por isso Dudu, Zé Roberto chegaram. Arouca está apalavrado. E o sonho de Conca não morreu. Parece que o Palmeiras, afinal, tem um presidente. Parece...

Cristiano Ronaldo. Terceira vez escolhido como o melhor jogador do mundo pela Fifa. Nunca o talento esteve tão unido ao narcisismo e marketing. Tempos modernos…

1ap4 Cristiano Ronaldo. Terceira vez escolhido como o melhor jogador do mundo pela Fifa. Nunca o talento esteve tão unido ao narcisismo e marketing. Tempos modernos...
É um privilégio acompanhar a carreira do melhor e mais narcisista jogador da história. Nunca houve e nem haverá alguém como Cristiano Ronaldo. Capaz de juntar ego com os mais intensos treinamentos. Comemorar gols como um toureiro transloucado e ainda bater no peito e apontar o chão, dizendo na sua linguagem dos sinais: "eu estou aqui".

Pela terceira vez, ele venceu a bola de Ouro da Fifa. Foi escolhido, com toda a justiça, o melhor do mundo em 2014. Seus números foram espetaculares. Somou mais votos do que Messi e Neuer juntos. Ou se a análise ficar apenas com o seu maior rival, teve mais do que o dobro do argentino, que já venceu quatro vezes."

"Nunca imaginei ganhar essa bolinha três vezes, mas espero não parar aqui. Quero apanhar o Messi, quem sabe na próxima temporada. Sempre ambicionei isso. Quero entrar na história como o melhor."

Ser o melhor em tudo é obsessão deste português que fará 30 anos no dia 5 de fevereiro. Quer ser o jogador de maior fortuna, mais belo, de corpo melhor esculpido. No museu que foi construído em sua homenagem fez questão que sua estátua fossem bem dotada sexualmente. É um prato cheio para psicólogos e psiquiatras de plantão.

2ap4 Cristiano Ronaldo. Terceira vez escolhido como o melhor jogador do mundo pela Fifa. Nunca o talento esteve tão unido ao narcisismo e marketing. Tempos modernos...

Tudo isso importa. Mas o fundamental é o seu talento. E ele não é genial por acaso. Talvez poucas pessoas saibam, mas Cristiano Ronaldo é um dos jogadores que mais treinam no mundo. Não tem o dom absurdo que premia Messi para os dribles, as arrancadas impressionantes, não cola a bola nos pés e nenhum zagueiro consegue tirar.

Não, nada disso. Cristiano Ronaldo e improviso não são parceiros. Pelo contrário. A palavra que combina com o atacante é o treinamento exaustivo. É o símbolo do jogador moderno. Mistura a força atlética do arranque. A precisão e violência dos chutes de esquerda, direita. As cabeçadas. As pedaladas não surgem à toa. Nada disso. Ele as treina sempre. Tendo reservas, juniores, cones, o que for como sparrings.

Sua obstinação em ser o melhor jogador do seu tempo vem desde garoto. Estreou no Sporting com 16 anos. Com a sua conhecida marra. Não aceitava ser mais um. Queria desde sempre que o time atuasse para que ele definisse o jogo. Essa característica foi aprimorada com Alex Ferguson no Manchester United. Depois foi brilhar no Real Madrid.

Ser o melhor do mundo beira a paranoia. Ele tem na sua mansão em Madrid uma academia só para ele. Que tem aparelhos até mais modernos do que estão à sua disposição no cube. Sabe o quanto depende de sua forma física. Tanto treinamento acabou tendo como resultado um corpo esculpido. Que ele com orgulho faz questão de mostrar em campanhas publicitárias de cuecas.

Cristiano e seu staff são muito competentes. Sabem o quanto vale ser o jogador de futebol mais midiático do planeta. O patrimônio já passou dos R$ 500 milhões. Caminha com força para ser um bilionário. Ele sabe como usar as redes sociais. Não é por acaso que tem quase 105 milhões de fãs no Facebook. No Twitter são mais de 32 milhões de seguidores. No Instagram, são 10,7 milhões de pessoas recebendo as fotos que o narcista e seus funcionários colocam.

4ap Cristiano Ronaldo. Terceira vez escolhido como o melhor jogador do mundo pela Fifa. Nunca o talento esteve tão unido ao narcisismo e marketing. Tempos modernos...

O mercado publicitário é hipnotizado por Cristiano Ronaldo. Nike, CR7 Underwear, Herbalife, Banco Espírito Santo, Samsaung e Clear. Ele adora câmeras. Fotos, filmes publicitários. O que seja. Desde que o personagem principal seja ele.

Desde 2008, ele trava um duelo particular com Messi pela Bola de Ouro. O argentino conseguiu quatro e ele chegou hoje à sua terceira. Ganhou com todo favoritismo porque acumulou quatro títulos com o Real Madrid. Ganhou o mais importante do planeta: a Champions League.

O calo de Messi está na hora de defender o país que ama. Ele é mesmo muito patriota. E sofre muito com seus fracos companheiros na Seleção Portuguesa. Fora a estupidez dos dirigentes. Na Copa do Mundo de 2014, o time ficou concentrado em Campinas, a 20 graus. Mas teve de atuar em Salvador e Manaus a mais de 30 graus. A equipe foi goleada pela Alemanha, empatou com os Estados Unidos, e venceu Gana, em Brasília, apenas por 2 a 1. Nesta partida de despedida, Cristiano Ronaldo marcou seu único gol no Mundial. Jogou com uma tendinite no joelho esquerdo.

"Só vou me sentir completo como jogador quando levantar um troféu com Portugal", repete o tempo todo. Só que essa sua vontade está muito difícil.

Enquanto isso, continua encantando o mundo sozinho. Fazendo o poderoso Real Madrid jogar em função dele, quebrando recordes, acumulando título, fazendo pose e ganhando muito dinheiro. A terceira Bola de Ouro que leva para casa mostrou. A Copa do Mundo virou uma competição de segundo nível diante do que Cristiano Ronaldo fez no seu clube.

Neuer pode ter saído desapontado. Não foi nem de longe tão decisivo para o time tetracampeão do mundo. O primeiro europeu a vencer na América do Sul. Em vez do excelente goleiro, o múltiplo Toni Kroos deveria estar brigando entre os três melhores de 2014. Mesmo assim, não poderia tomar o prêmio do português.

Enquanto arrumava o cabelo milimetricamente arrumado com gel e olhava furtivamente para sua própria imagem refletida nos telões, Cristiano Ronaldo levantava orgulhoso sua terceira Bola de Ouro. E avisava, levantando suas sobrancelhas feitas a laser, que voltaria para buscar a quarta. Para empatar com Messi. Depois, a quinta, para se tornar o melhor entre os melhores.

Quem ainda tem coragem de duvidar de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro? O maior narcista que decidiu ser jogador de futebol na história?

Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge…

1ae7 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...
"Sobre o Sport Club Corinthians Paulista, que também negociou conosco para contar com Dudu, não há muito o que ser dito. Apenas desejamos ao clube, em nome de sua grandeza e tradição, que o dia 07 de fevereiro chegue depressa ante ao processo latente de apequenamento que se dá dia após dia. Aguardamos a entrada da nova diretoria para podermos voltar a sentar à mesa e lembrar que estamos lidando com um clube glorioso e centenário.

"(...)Pesou a vontade de nosso cliente, que mesmo após declarar publicamente que não via no São Paulo sua melhor escolha, continuou sendo procurado insistentemente pelos dirigentes do clube até a citada reunião de sexta, quando pessoalmente agradeceu e recusou o convite. Por esse esforço sem medidas e surpreendente, agradecemos em nome do atleta e desejamos sorte ao São Paulo nos desafios de 2015..."

Esses são trechos da nota oficial de Bruno e Fernando Paiva, os homens que levaram Dudu ao Palmeiras, dando fim ao duelo entre São Paulo e Corinthians, Andrés Sanchez e Carlos Miguel Aidar. Viraram com prazer as costas para a Libertadores. Nunca na história desse país, dois empresários mostraram tanta arrogância.

Desprezaram as atuais diretorias de Corinthians e São Paulo sem o menor medo de retaliações. Não são insanos camicazes. Sabem que a partir de 7 de fevereiro, Mario Gobbi será um quadro amarelado na parede. Seu mandato terminará. E voltarão a negociar. Provavelmente com Roberto de Andrade, favorito na eleição presidencial, mesmo com toda oposição ameaçando criar um bloco único reunindo Paulo Garcia, Roque Citadini e Ilmar Schiavenato.

A raiva dos Paiva em relação a Gobbi é enorme. Eles haviam dado a preferência ao Corinthians. Tinham negociado com Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Edu Gaspar. Estava tudo certo. Só faltava o clube fechar com o Dínamo. A proposta autorizada por Gobbi: quatro milhões de euros, cerca de R$ 12,4 milhões, por 60% dos direitos do jogador. Com a primeira parcela, 500 mil euros, em maio. Tudo praticamente fechado.

Mas Gobbi detestou o que seu ex-secretário e hoje diretor de futebol, Ronaldo Ximenes, descobriu. O envolvimento de Andrés e do candidato Roberto de Andrade na transação. O troco nos dois veio a cavalo.

A direção do Dínamo recebeu de maneira surpreendente uma proposta do São Paulo. Carlos Miguel Aidar quis atravessar a negociação. Dar um 'chapéu' no Corinthians. E deixou tudo acertado com o clube ucraniano. Daria três milhões de euros, R$ 9,7 milhões, por 50% dos seus direitos. E pagaria a primeira parcela, 500 mil euros, imediatamente.

1ae8 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

Só que aí entraram em ação os Paiva. Eles perceberam que o chapéu seria nos dois. E trataram de travar o negócio. Fizeram Dudu confirmar publicamente sua vontade de jogar pelo Corinthians. 'Quebraram as pernas' dos dirigentes são paulinos. Não havia mais condições políticas para a transação se efetivar. Conselheiros e torcedores ficaram revoltados com a preferência assumida pelo Parque São Jorge.

Do lado do Parque São Jorge, Gobbi anunciava publicamente que desistia do negócio. Deixava mal o jogador, os empresários e, principalmente, Andrés e Roberto de Andrade. O Lance! publicou ontem o teor de um telefonema do ex-presidente corintiano a um membro da diretoria. Nele, teria mostrado toda sua ira com a desistência.

"Vocês são uns b...! Vetam tudo (negociações)! Dinheiro não pode ser problema para o Corinthians."

A declaração tinha a força de uma declaração de guerra a Gobbi. Da pior espécie. Mal a declaração foi divulgada, a assessoria de imprensa de Andrés entrou em ação. "Não fiz ligação nenhuma. Não participo de negociação nenhuma do futebol do Corinthians desde que saí da presidência", era o desmentido do deputado federal.

Quando Aidar já começava a comemorar a vitória, os Faria agiram rápido. Aceitaram de pronto o convite de Alexandre Mattos para conversar sobre Dudu. O novo diretor de futebol do Palmeiras precisava de uma contratação de impacto. Mostrar que havia sido o homem que montou o Cruzeiro campeão dos dois últimos Brasileiros. Com o desejo de vingança do São Paulo de Paulo Nobre e com o dinheiro do Avanti!, programa sócio-torcedor, Mattos não levou dois dias para fechar a transação.

1cbf Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A participação dos empresários foi efetiva. Eles bloquearam qualquer possibilidade de o jogador acertar financeiramente com o São Paulo. Fecharam contrato de quatro anos com o Palmeiras, com o salário de R$ 400 mil mensais. E bônus em caso de classificação para a Libertadores e títulos de Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro. Animados, não tiveram trabalho para convencer os ucranianos a aceitar R$ 9,3 milhões por 50% do jogador, oferecidos pelo Palmeiras imediatamente. Os outros 50% serão pagos em um ano.

Os Paiva, com o aval dos sócios Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho, compraram briga com Aidar. Sabem que não deverão colocar jogador no Morumbi enquanto ele for o presidente. Mas não se importam. Com a direção do Corinthians, acreditam que voltarão a conversar em fevereiro, quando Mario Gobbi voltar para Jaú. E houver um novo presidente no clube. Até porque precisam. Paolo Guerrero não renovou seu contrato com o clube.

 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A partir de fevereiro, o peruano poderá acertar um pré-contrato com qualquer outra equipe. E sair sem render um centavo ao Corinthians. Se Roberto de Andrade for eleito, os Paiva têm certeza que ele continuará no clube. Desejam 7 milhões de dólares como luvas, cerca de R$ 18,5 milhões. Mais R$ 570 mil de salários por três anos. Atualmente, ele recebe menos do que Alexandre Pato, Sheik e Elias no atual grupo.

Gobbi já havia avisado que não daria esse dinheiro ao peruano. Andrés e Roberto de Andrade querem a redução. Aceitam pagar no máximo 5 milhões de dólares como luvas, R$ 13,2 milhões. Aceitam R$ 570 mil. Alexandre Mattos já avisou aos Faria. Caso o impasse continue, o Palmeiras está pronto para ficar com o jogador. Basta os empresários o convencerem a esquecer sua promessa. A de não atuar em outro clube no Brasil a não ser o Corinthians. Algo, no entanto, está claro. Os Faria não vão implorar para Guerrero continuar no Corinthians.

Depois que Dudu fechou com o Palmeiras há um clima de comemoração na OTB Sports. Por parte de Bruno e Fernando Farias, especialmente. Mostraram que não cederam à desvalorização de Dudu que Mario Gobbi queria fazer. E atropelaram Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, que o desprezaram, fechando com o Dínamo. Com o maior prazer levaram o jogador para o Palmeiras. Os empresários nunca estiveram tão fortes e prepotentes neste país de nome Brasil...
2ae5 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

Página 3 de 50512345...Último