Com uma exibição fantástica, Rafael dos Anjos massacrou Anthony Pettis. É o novo campeão dos leves do UFC. Um alento para o MMA brasileiro, envergonhado pelo doping de Anderson Silva…

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O MMA brasileiro estava envergonhado. O doping de Anderson Silva foi um golpe duro demais, triste, constrangedor. Renan Barão foi massacrado por TJ Dillashaw. O inseguro José Aldo vê seu reinado no peso pena seriamente ameaçado pelo irlandês Conor McGregor. Fabricio Werdum é o interino dos pesos pesados graças às contusões de Cain Velasquez. O país precisava de uma grande notícia. E ela veio.

Em Dallas, nesta madrugada, Rafael dos Anjos surpreendeu o mundo. Massacrou literalmente Anthony Pettis. Ganhou todos os cinco rounds. E é o novo campeão dos leves do UFC. Todos os três jurados confirmaram sua performance espetacular e cravaram 50 a 45. Ou seja, não perdeu sequer um assalto.

"Ele me ensinou muito. Naquele primeiro round, depois que ele acertou meu olho, não consegui ver mais nada. Sem desculpas, tenho que melhorar muito e treinar muito. Não tenho desculpas para dar hoje", admitiu Pettis ao final do combate, com o supercílio direito cortado e o rosto inchado de tanto apanhar.

Rafael dos Anjos agiu como campeão do primeiro ao 25º minuto de combate. Chocou a todos adotando uma postura extremamente agressiva. Assumiu a iniciativa do combate com confiança, personalidade e diretos de esquerda e chutes no corpo do norte-americano. Parecia lutar no quintal de sua casa.

Pettis Não esperava tanta ousadia e boxe de altíssimo nível. Pettis esperava o que todos os especialistas repetiam como um mantra. "A única chance de Dos Anjos é o chão, o jiu jitsu. Na trocação, ele será surrado."

Só que a coragem do carioca e o treinamento de Rafael Cordeiro mudaram todo o panorama. Ele conseguiu tomar não só o cinturão como o apelido de "Showtime" de Pettis. Ele caçou o campeão do início ao final da luta. O encurralou nas grades do octógono. Não deu espaço para que armasse a combinação chutes altos e cruzados. Ou qualquer golpe espetacular, como quando flutuou pela grade e chutou o rosto de Ben Henderson.

Os socos e pontapés velozes e violentos do brasileiro não davam espaço sequer para o norte americano pensar. No primeiro assalto, um direto de esquerda entrou com toda violência no seu olho direito. Abriu o supercílio e atrapalhou sua visão. Foi um golpe importantíssimo. Mas o que garantiu a vitória de Rafael foi sua postura, sua gana e o profundo conhecimento técnico.

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Aos 30 anos, ele é um dos melhores lutadores de jiu jitsu do mundo. Roberto "Gordo" Correa foi seu mestre. As nove finalizações na carreira de 30 combates indicava que deveria usar o chão na luta pelo cinturão. Mas Rafael foi além. E surpreendeu com uma surra não só física como psicológica.

Pettis não supunha que o brasileiro teria tanta atitude. O norte-americano foi tratado como um sparring folgado. Apanhou sem direito a respirar. No primeiro round, Rafael acertou o olho e a confiança do rival. Além dos socos e pontapés, derrubou várias vezes o campeão. Foi uma exibição de wrestling. O brasileiro consegui mostrar todos os fundamentos de um campeão de MMA, mostrou o melhor das artes marciais.

A única arma de Pettis era a chave de braço que poderia aplicar em Rafael. Por quê? Porque o norte-americano passou grande parte dos assaltos caído, de costas no chão. Sonhando desesperadamente em pegar um dos braços do brasileiro, como havia feito com Ben Henderson. Só que Dos Anjos havia decorado os movimentos de seu adversário. E o socou à vontade. Com movimentação correta dos quadris e esperteza, travou o sonho da chave de braço.

O excepcional preparo físico de Rafael também foi responsável pela surra. O ritmo que impôs ao combate foi impressionante. Não parava de chutar, socar e derrubar Pettis. Com o supercílio aberto e com o desenho do desânimo, da derrota no rosto, o norte-americano sabia que não havia solução mágica. Estava sentindo o cinturão ir embora e não tinha como reagir.

Mesmo massacrado, Anthony mostrou grande talento para escapar das inúmeras tentativas de finalizações. Principalmente uma kimura no quarto round. Suas defesas foram magistrais. Diante do cenário devastador, conseguiu escapar do nocaute e da finalização. Acabou derrotado por decisão unânime dos jurados.

O Brasil tem um novo dono de cinturão no UFC. Um lutador vibrante, talentoso. Sem marketing. Mas que vive o melhor momento de sua carreira. Comemorou a vitória com os dois filhos e a mulher no octógono, em uma cena família, marcante. Embora tenha adversários importantes na categoria, como o russo Khabib Nurmagomedov e o norte-americano Donald Cerrone que se enfrentam no UFC 187, em maio. Quem ganhar, disputa o título com o brasileiro. O invicto Nurmagomedov derrotou Rafael dos Anjos em abril do ano passado, por decisão.

Mas depois dessa derrota, o carioca se aprimorou. Venceu Jason High, Ben Henderson e Nate Diaz em seguida. E tirou o cinturão do favoritíssimo Anthony Pettis. Sua vitória desvia o foco da tristeza, da vergonha pelo doping constatado do maior lutador da história brasileira.

A performance fantástica confirma que o MMA deste país sofreu enorme baque, mas está vivo e vai sobreviver. Talento é o que não falta. Não depende de Anderson Silva para ter o direito de ser feliz.

"Eu sou um lutador de MMA. Agora sou o melhor do mundo. Vim lá de baixo, esperei minha vida inteira para isso", dizia, feliz no novo campeão dos leves. Título inédito para o Brasil.

Obrigado, Rafael dos Anjos...
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Como a imprensa criou e depois massacrou Lulinha. O craque que valia 50 milhões de dólares no Corinthians. Interessava ao Real, Barcelona, Chelsea. E hoje tenta ganhar a vida no pequeno Red Bull…

1ae13 Como a imprensa criou e depois massacrou Lulinha. O craque que valia 50 milhões de dólares no Corinthians. Interessava ao Real, Barcelona, Chelsea. E hoje tenta ganhar a vida no pequeno Red Bull...
Ser setorista, cobrir um clube de futebol era uma delícia. Entre os anos 80 até o começo dos 90 o jornalista que se dispusesse a trabalhar, não teria motivo para reclamar. Não havia Internet, o número de veículos era infinitamente menor. Assim como nem se cogitava a figura do 'assessor de imprensa', na prática um censor, encarregado de pasteurizar as notícias. Deixar vazar só o que interessa ao clube.

Havia uma fórmula ingênua até. Bastava chegar mais cedo e sair bem tarde. No estacionamento fazer campana, esperar os jogadores e técnicos chegarem. Não havia restrição. Ou então esperar o final do treinamento. O jornal que fechasse por último levava vantagem. Como trabalhei por 23 anos no Jornal da Tarde, as exclusivas eram feitas aos borbotões.

O repórter de jornal tinha acesso ao gramado, nos últimos 15 minutos das partidas. E esperava os principais personagens para suas entrevistas. Todos os treinos eram abertos. Cansei de entrevistar jogador tomando banho, enquanto se vestia. Técnicos falavam por horas, até cansar. Era um exagero, reconheço. Mas a relação entre repórter e entrevistado era mais verdadeira, humana.

Todos acumulavam declarações, histórias exclusivas. Uma que marcou a minha carreira foi de um torcedor que invadiu o vestiário do Corinthians, no Pacaembu. Era fácil torcedores entrarem e ficarem perto dos atletas. Ele esperou Viola passar por ele. E acertou um soco no rosto do jogador. E saiu correndo. Enquanto colegas entrevistavam o atônito Viola, fui atrás do agressor. Corremos pelo Pacaembu. A muito custo, aceitou falar.

Me disse que havia saído da cadeia no dia anterior. E pela tevê viu Viola jogar a camisa do Corinthians no chão ao ser substituído. Jurou vingar a torcida. E por isso o soco no atleta. Ainda bem que ele não quis esfaquear o atacante. Era outra época, mais ingênua. Com grande grau de irresponsabilidade.

Tudo foi mudando graças ao Palmeiras. Fruto do acaso. Acaz Felleger era repórter da TV Gazeta. Saiu de lá. Foi para o Sportv. Depois foi cobrir férias na TV Bandeirantes. Não havia vaga, ficou desempregado. A então chefe de produção, Sonia Peixoto, era muito amiga de Paulo Russo, gerente de esportes da Parmalat.

Com origem ucraniana, Paulo Sevciuc, vinha do vôlei. E acreditava que precisava organizar o assédio dos jornalistas aos atletas, aos técnicos e à diretoria. Ele mesmo detestava dar entrevistas. Perguntou a Sonia se ela conhecia alguém que poderia trabalhar como assessor de imprensa do Palmeiras. Ela indicou Acaz.

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Fascinado pelo controle, disciplina imposta pelos grandes clubes italianos como Milan, Inter, Juventus, Acaz foi pioneiro. Com mão de ferro, apoio total de Paulo Russo, do presidente Mustafá Contursi e de Luiz Felipe Scolari, o assessor de imprensa mudou radicalmente a relação entre os jornalistas e atletas.

Aos poucos, tudo foi ruindo para os setoristas. Nada de acesso ilimitado ao clube e aos jogadores. Eles só falariam depois dos treinos. Assim como o técnico. Acaz ia acompanhando e copiando o que acontecia na Itália. Logo apenas três passaram a falar. A imprensa escolhia. O treinador passou a falar na véspera do jogo do meio da semana. E na sexta-feira.

Logo, o trio que falava passou a ser escolhido por Acaz. E se houvesse qualquer polêmica envolvendo um jogador, o assessor não o deixava falar. Ao mesmo tempo, a Internet chegou. Os veículos se multiplicaram. As coletivas passaram a ser formais. Na sala de imprensa. Gravada pelo clube. Tentando que ninguém tivesse uma notícia exclusiva. Os jogadores passaram a ser proibidos de falar com os jornalistas por telefone.

"Brasil é do muro da academia para fora. Aqui é Europa", era a filosofia de Acaz.

Tanto radicalismo provocou a ira de emissoras de tevê, rádios, jornais. Pressionado, principalmente pela Globo, Mustafá Contursi o demitiu. Luiz Felipe Scolari foi solidário. E o contratou como assessor de imprensa. Logo outros jogadores palmeirenses seguiram o mesmo caminho: César Sampaio, Alex, Asprilla, muitos outros. Para entrevistá-los de maneira exclusiva, só com a liberação do assessor.

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Acaz seguiu sua vida. Mas o que fez no Palmeiras se espalhou. Foi imitado por outros clubes brasileiros. Hoje a rotina nas equipes grandes, médias e até pequenas é a mesma. Treinamento e a escolha pela assessoria de um atleta só para dar entrevista coletiva. Nunca há menos de 30 jornalistas em clubes como São Paulo, Palmeiras, Corinthians.

Cada repórter tem o direito de fazer apenas uma pergunta. Sem direito a réplica. Por isso muitas vezes o jornalista acaba humilhado em uma resposta. Não é que se cale. Mas o microfone já está longe das suas mãos. Fica impossível ao jornalista se explicar. A situação é proposital, para intimidar questionamentos mais fortes.

Fora isso, é comum assuntos serem proibidos antes da coletiva começar. Assessores avisam que nem adianta perguntar. Na maioria das vezes, o jogador ou o técnico não sabe o nome do setorista e nem quer saber. A relação é fria, superficial. De propósito.

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Esse histórico não é em homenagem a Acaz. Muito pelo contrário. Mas para lembrar do fenômeno Lulinha no Corinthians. Seguindo o revezamento no JT, eu estava no Corinthians em 2007. As notícias eram ruins. O time estava empacado, não rendia. Caminhava para o rebaixamento. A assessoria de imprensa precisava criar fatos novos, que desviasse a atenção da imprensa.

"Vocês sabem que na base há um garoto que já marcou quase 300 gols na base? Joga na Seleção Brasileira de base. Foi sondado pelo Chelsea, pela Inter de Milão, Barcelona, Real Madrid. Seu nome é Lulinha", disse um dos assessores da época. E saiu de perto, com certeza se divertindo do burburinho que provocou. O foco do time ruim que cairia para a Segunda Divisão não existia mais. Pelo menos por semanas.

Os jornalistas, já enclausurados pela assessoria de imprensa, ficaram ensandecidos. Nascia um fenômeno no Parque São Jorge, no clube mais popular do estado mais rico do Brasil. Com o apelido do presidente da República, que tinha mais de 70% de aprovação. Era a certeza de manchetes, capas de jornal, matérias de cinco minutos em horário nobre na tevê, nos rádios.

 Como a imprensa criou e depois massacrou Lulinha. O craque que valia 50 milhões de dólares no Corinthians. Interessava ao Real, Barcelona, Chelsea. E hoje tenta ganhar a vida no pequeno Red Bull...

Seu empresário era ninguém menos do que Wagner Ribeiro, o homem de Kaká e Robinho. Era o aval que todos precisavam. Na pressa, só contaram os números. Ninguém checou como foram as atuações de Luis Marcelo Morais dos Reis. Foi uma idolatria sem razão de ser. A diretoria do Corinthians acreditou ter ganho na loteria. Acertou um contrato de cinco anos e fixou sua multa rescisória em 50 milhões de dólares.

Chegou à disputa do Panamericano no Rio de Janeiro exigindo a camisa 10. Luiz Antonio Nizzo, o treinador, cedeu. A campanha da Seleção foi ridícula, eliminada na primeira fase. Nizzo hoje treina o Crac de Catalão, interior de Goiás.

Da mesma maneira que os jornalistas o transformaram em fenômeno, Lulinha acabou apontada na maior decepção já nascida nesta terra. Não conseguiu salvar o Corinthians do rebaixamento. Mano Menezes o desprezou de forma cruel. O bom para ele era Dentinho. O 'fenômeno' virou reserva do reserva. Passou a ser evitado pelos jornalistas, como se tivesse uma doença contagiosa. Lulinha não tinha a menor condição psicológica para suportar tanta pressão.

1reproducao13 Como a imprensa criou e depois massacrou Lulinha. O craque que valia 50 milhões de dólares no Corinthians. Interessava ao Real, Barcelona, Chelsea. E hoje tenta ganhar a vida no pequeno Red Bull...

Vagner Ribeiro o lembrava de cem razões para aguentar. Eram R$ 100 mil mensais por cinco anos. R$ 6 milhões garantidos. Excelente prêmio de consolação para o jogador e sua família simples.Lulinha passou a ser emprestado. Com o Corinthians pagando a maior parte de seus salários. Estoril, Olheanense de Portugal, Bahia. Fracassou em todos os clubes.

Em 2012 acabou seu contrato e não rendeu um centavo ao Corinthians. Ainda não se fixou em lugar algum. Foi para o Ceará, Criciúma, voltou ao Ceará. Hoje está no Rede Bull, que a Globo chama de RB. E enfrenta o Corinthians no Itaquerão. Aos 24 anos, depois de passar por uma enorme e previsível depressão, Lulinha tenta seguir sua carreira.

Não tem a menor noção de que foi uma das grandes vítimas da manipulação da imprensa. Efeito colateral do controle dos assessores de imprensa no futebol. Por afobação todos os jornalistas caíram no 'conto do Lulinha'. Sem exceção. Eu incluído.

A vingança foi terrível. O garoto foi pisado, ridicularizado por não corresponder a expectativa que assessores e empresário criaram. Ele não teve culpa de não ser o craque que todos esperavam. Não pediu tanta exposição.

Quando Lulinha pisar no Itaquerão torcedores vão olhar admirados, decepcionados, pensando onde foi parar a maior esperança da base corintiana nas últimas décadas.

Luiz Marcelo Morais dos Reis é apenas um exemplo dos novos tempos. Da notícia pasteurizada, oficial, repassada pelo próprio clube a jornalistas amarrados, cerceados, presos à coletivas vazias, rasas, que não levam a nada. Mera repetição de uma 'dica' passada por assessores de imprensa, pagos para divulgar o que interessa ao clube. Desviar o foco dos pecados. Como o caminho para a Segunda Divisão. Como aconteceu no Corinthians.

Diante do erro de avaliação do repórter, a cobrança do editor. Com ele, a raiva do jogador que não vingou. A revanche surge em forma de ironia, perseguição. A conta ficou para Lulinha, Kerlon, Keirrison, Jean Chera, Tartá, Erick Flores, Lenny e tantos outros. Quando não eram mais problema dos assessores de imprensa. Aqueles mesmos que confidenciavam serem espetaculares revelações...
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Veteranos como Robinho e garotos como Gabriel optaram por Marcelo Fernandes. Viraram as costas para Dorival Júnior e Vagner Mancini. No Santos quem escolhe treinador são os jogadores…

2ae10 1024x576 Veteranos como Robinho e garotos como Gabriel optaram por Marcelo Fernandes. Viraram as costas para Dorival Júnior e Vagner Mancini. No Santos quem escolhe treinador são os jogadores...
"Posso dizer o português claro? Tem pai que enche o saco, sabia? Então foi esse o problema que o Enderson saiu. Tenho certeza que é isso. Os pais parecem que jogam mais que os garotos. E jogador não tem de dar palpite (sobre técnico), compadre. (Robinho) que jogue a bolinha dele, que é muito bem pago para isso e fim de papo.

"Ninguém interferiu na escolha do novo técnico. Vou falar claramente. Não foi a mãe do Gabriel que interfere. Não é o pai, não é o empresário, não é ninguém. A opinião do atleta é importante, sim. A opinião do atleta. Ninguém de fora do grupo influencia em decisão nenhuma."

Foi interessante e reveladora demais essa troca de revelações sobre o Santos Futebol Clube. De um lado, o ex-jogador Coutinho deixou claro o que todos já sabem na Vila Belmiro. Das reclamações imensas dos pais das jovens revelações santistas da maneira com que Enderson Moreira tratava suas crias.

E do outro, o próprio presidente Modesto Roma Júnior, confirmando que jogadores tiveram espaço para opinar, escolher quem seria o novo treinador santista. Principalmente Robinho, capitão e porta-voz dos garotos santistas. E ele não quis a volta de Dorival Júnior ou Vagner Mancini. Escolheu a efetivação de Marcelo Fernandes.

Foi uma escolha de Robinho, dos jogadores e de Léo, ex-jogador e que conta com toda a confiança de Modesto Roma em relação ao futebol.

Com a escolha efetivada, Modesto Roma avisava aos conselheiros que havia conseguido economizar R$ 300 mil mensais. Era a pedida de Dorival Júnior, seu técnico predileto. Mancini foi logo descartado. Todos se lembravam das desavenças com Fábio Costa e como o ex-goleiro tinha espaço demais com o ex-treinador do Botafogo.

O interessante é que Dorival Júnior também não deixou saudade entre os atletas. Pelo contrário. As discussões com Neymar, Ganso, André, Madson não foram esquecidas. Robinho viveu esses problemas.

Não há a menor dúvida que os jogadores experientes definiram a efetivação de Marcelo Fernandes. Ele é muito amigo dos garotos, das revelações santistas. Dá espaço para os mais velhos participarem da discussão até no esquema tático. Robinho, Elano, Renato e Ricardo Oliveira foram ouvidos com toda a atenção antes do clássico contra o Palmeiras.

1getty3 Veteranos como Robinho e garotos como Gabriel optaram por Marcelo Fernandes. Viraram as costas para Dorival Júnior e Vagner Mancini. No Santos quem escolhe treinador são os jogadores...
A opção por um time leve, ofensivo e utilização de vários atletas da base será a filosofia de Marcelo Fernandes. Exatamente a mesma promessa dos últimos quatro treinadores que o Santos efetivou desde 2008. Marcio Fernandes, Marcelo Martelotti e Claudinei Oliveira tiveram exatamente essas obrigações.

Nenhum deles conseguiu levar o Santos à conquista alguma. Mas lançaram vários atletas e acabaram perdendo seus cargos quando decidiram agir como treinadores 'de verdade' e peitar a diretoria. Questionar jogadores. O destino foi sempre o da demissão.

Eles sempre reclamaram da falta de liberdade verdadeira para agir, tomar decisões. Acabavam sendo vistos sempre como auxiliares improvisados no cargo de treinadores. Por isso não tinham respeito de jogadores, dirigentes e torcedores.

No mercado nacional, clube algum foi tão submisso à vontade de seus atletas como o Santos. Ainda mais agora, com o clube vivendo enorme dificuldade financeira. Modesto Roma ficou extremamente feliz ao ter a garantia de Marcelo que a prioridade será apostar nos garotos e no elenco que já estão na Vila Belmiro. Ele não seguiu o caminho suicida de Enderson Moreira, o de pedir reforços. Não há dinheiro.

A força dos atletas no mandato de Modesto Roma é incrível. A queda de Enderson Moreira era um sonho de grande parte do elenco. Principalmente os meninos. Eles se sentiam desvalorizados pelo técnico. Seus gritos com Gabriel e Gustavo Henrique foram a gota d'água de uma relação péssima com a diretoria.

Enderson foi contratado por Odílio Rodrigues com a principal missão de recuperar Leandro Damião e salvar o investimento de R$ 42 milhões. Não conseguiu. Ficou para que Modesto Roma analisasse seu trabalho. Não havia dinheiro para buscar Mano Menezes ou Abel Braga. Deveria ficar pelo menos até o final do Paulista. Mas as brigas com os garotos foram fatais.

Como aconteceu com os outros três auxiliares que foram promovidos nos últimos sete anos, os jogadores juraram a Modesto Roma que darão a vida para justificar tanto apoio. Marcio Fernandes ficou 27 partidas. Marcelo Martelotte, 16 jogos. E Claudinei Oliveira, 41 jogos.

Como o trio, Marcelo Fernandes jura que terá toda a independência para tomar decisões. Escalar time, esquema. E garante que não precisa de reforços. Reza a cartilha que a diretoria e os jogadores santistas querem.

Na Vila Belmiro é assim. Em plena crise financeira, quem escolhe o treinador não é o presidente do clube. Mas o time. Principalmente os veteranos. Robinho, Renato, Elano e Ricardo Oliveira escolheram Marcelo Fernandes. Viraram as costas para Dorival Júnior e Vagner Mancini. Modesto Roma deu a última palavra. "Claro"...
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Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam ‘colhões’ no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão…

1ae11 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...
Foram feitas milhões de teorias para definir o São Paulo de 2014 e 2015. Por que um elenco caro, montado com jogadores importantes como Ganso, Rogério Ceni, Luís Fabiano, Alan Kardec, Michel Bastos, Pato, Centurión, Souza não se impõe? Treinados pelo tetracampeão deste país, Muricy Ramalho?

Por que tantas decepções?

Só alguém que conviveu na intimidade deste grupo pode definir. Foi o que fez Álvaro Pereira. O uruguaio acompanhou da Argentina, no seu novo clube, o Estudiantes, a derrota para o Corinthians. E não teve dúvidas no que escrever a Rogério Ceni.

"El segredo és tener más huevos que esperanza".

Não, ele não defendia as propriedades, as vitaminas dos ovos. Mas sim o que Rogério Ceni traduziu do espanhol chulo, direto. "O Álvaro disse que, no fim, (o time) tem de ter colhão."

Ficou até estranho o capitão e politicamente correto Rogério Ceni falar palavra tão pesada. Me lembrei imediatamente de Edmundo, jogador que nunca teve nada a ver com o goleiro são paulino. 22 anos atrás. O Palmeiras vinha de um jejum de 17 anos sem títulos. A Parmalat da Itália lavou o clube com dinheiro para contratar grandes jogadores. Eles foram parar nas mãos do então jovem e ambicioso Vanderlei Luxemburgo.

O clube conseguiu arrancar a grande revelação vascaína, o marrento Edmundo. O time estava ainda se entrosando e marcamos uma entrevista exclusiva. Ele resumiu a situação. Da sua maneira, espontânea, sem rodeios.

"Não adianta ter Antônio Carlos, Evair, Zinho, Sampaio, Edílson, Mazinho, Luxemburgo e a porra toda. Não adianta craque. Muito menos ficar trocando abracinho antes do jogo. Se o time não tiver 'culhão' não chega em lugar nenhum. O segredo é 'culhão'. Se assumir em campo. Somos bons e vamos ganhar essa porra."

Como estávamos há duas décadas, o chefe do jornal mandou amenizar os palavrões. O 'culhão', com u, virou raça na edição impressa. Mas como tive a sorte de cobrir aquele time bicampeão brasileiro e paulista, quando os estaduais eram importantes, entendi perfeitamente o que ele falava.

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Edmundo detestava Antônio Carlos, que não se dava bem com Edílson, que achava Rivaldo fominha, que gostaria que Evair fosse mais rápido, que odiava os toques de lado de Zinho. Mazinho só pensava na Europa. Luxemburgo, como sempre, só pensava nele. E ninguém confiava em Tonhão.

O presidente Mustafá Contursi odiava o narcisismo de Luxemburgo. Se pudesse o demitiria, mesmo sabendo que, naquela época, era o melhor do Brasil. Apenas o suportava por causa de Gianni Grisendi, presidente da Parmalat no Brasil.

Mas quando a bola rolava, 'culhão' era o que não faltava. Os jogadores se desdobravam em campo, impunham sua qualidade, com talento, vontade. Pareciam querem sugar o sangue dos adversários. Não admitiam perder. Tinham amor próprio, raça. Não havia frescura. Todo ressentimento ficava no vestiário. Os jogadores não estavam interessados em colecionar amigos, mas títulos.

Troca de socos entre Edmundo e Antônio Carlos, palavrões, ameaças de afastamento, instruções aos gritos de Luxemburgo. Tudo ficava nos vestiários. Em campo, aquele time justificava tanto investimento, tanta esperança.

O São Paulo vive situação idêntica. Só que não reage. Alvaro Pereira esteve lá. O uruguaio que dava carrinho com a cabeça percebeu que só o talento dos seus companheiros, as orientações de Muricy não adiantavam. E os resultados do time são decepcionantes, pífios para o elenco que tem.

Faltam coração, raiva, vontade de se impor. Cobrança, gritos, palavrões não existem nos vestiários. Todos, sem exceção, se mostram apáticos, conformados. A cobrança de Rogério Ceni não tem ressonância.

Muricy Ramalho é um caso à parte. Por determinação médica por causa do stress, ele mudou muito. Não vibra, não chuta garrafas de água, não grita nem nos vestiários. Controla a pressão arterial, não quer saber de novas arritmias. Seus auxiliares Tata e Milton Cruz estão longe de serem agressivos.

O vestiário são paulino é gelado. O time se porta da mesma maneira nas vitórias mais difíceis como nas derrotas contra adversários frágeis. Esse comportamento já irritava profundamente Juvenal Juvêncio. Ele cobrava de Muricy mais vibração, mais autoridade do time.

Juvenal passou e a situação perdura. O explosivo vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não sabe o que fazer. Suas cobranças aos jogadores não são bem-vindas. Pelo contrário, até. Muitos já ficaram ressentidos com a tentativa de questionamento. Muricy também não o aceita de peito aberto. Resignado ou não, o vestiário é do técnico e ele não abre mão.

1spfc Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Carlos Miguel Aidar resolveu cobrar títulos de Muricy pelas rádios. E tudo o que provocou foi enorme ressentimento. Há a certeza do treinador que o presidente o quer longe por sua grande amizade com Juvenal Juvêncio. A relação entre eles não poderia ser mais fria.

Aliás, Aidar não consegue nem cumprir suas obrigações. Deve a premiação pela classificação à Libertadores conseguida em novembro do ano passado. Fora atrasar três meses de direito de imagem. Que atuação de presidente é essa?

Ataíde na semana passada piorou ainda mais as coisas. Disse que, se Muricy resolvesse se aposentar esse ano, contrataria um treinador europeu. Iria revolucionar o futebol do São Paulo.

Muricy se sentiu desprestigiado. E se distanciou ainda mais de Ataíde e Aidar. Após a pífia vitória contra o São Bento, ontem, ele fez questão de tornar público o que até os pipoqueiros do Morumbi sabem. O clube está rachado. De um lado, o técnico e seus jogadores. Do outro, a diretoria.

"Aconteceram fatos neste ano que não estão iguais ao ano passado. Está diferente. Isso não é bom e tira a tranquilidade. Não dá resultado. Prejudica muito. Mas pressão no futebol é normal. Time grande tem de jogar bem e ganhar. É assim mesmo. Temos de estar mais unidos e juntos. Não adianta separar. Estamos muito divididos. A verdade é essa e não podemos esconder. Mas ninguém chega em mim e pressiona. Tem de ter coragem e ser forte para me peitar. Eu gosto desse tipo de pessoa, que encara."

1reproducao12 Nunca ninguém definiu tão bem o São Paulo de Muricy, de Carlos Miguel Aidar. Há muito tempo faltam colhões no Morumbi. O uruguaio Alvaro Pereira está cheio de razão...

Ele foi claro. Juvenal tinha coragem de encará-lo, conversar diretamente, cobrá-lo. Ataíde e Aidar preferem os recados. A pressão vem 'de fora para dentro', como diz Muricy.

Essa pressão tem o efeito de veneno. Principalmente para uma equipe rica e acomodada. A falta de resultados significativos para tantos jogadores talentosos se explica. Pura falta de entrega. Os jogadores do São Paulo, além de chuteiras caríssimas, pose na hora de bater na bola, se abraçar diante da torcida, precisam de algo básico no futebol: vergonha na cara. Estão em um dos maiores clubes do mundo e não percebem.

O grupo é omisso, conformado, politicamente correto demais. Aceita derrotas como a coisa mais natural do futebol. Por isso Alvaro Pereira destoava. E foi defenestrado pela diretoria.

O uruguaio detectou e resumiu de maneira magistral o que falta para esse São Paulo de Muricy, Ataíde e Carlos Miguel Aidar. Time que entra em campo com a cabeça baixa, derrotado. Huevos. Ou seja o bom e velho 'culhão', como definiria Edmundo Alves de Souza Neto...

(Diante da repercussão negativa do racha no São Paulo, Aidar tentou consertar. Mais uma vez ele diz que Muricy é seu treinador. Só que o próprio técnico não se deixa enganar. Sabe que se o São Paulo for eliminado da Libertadores, esse 'apoio' público deixará de existir. Aliás, nunca existiu...)
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A desculpa de Marin para não cumprir a promessa e seguir com Felipão e Parreira até 2018. “Não tiraram Neymar e Thiago Silva contra a Colômbia na Copa.” Dunga que fique de sobreaviso…

1ae10 1024x576 A desculpa de Marin para não cumprir a promessa e seguir com Felipão e Parreira até 2018. Não tiraram Neymar e Thiago Silva contra a Colômbia na Copa. Dunga que fique de sobreaviso...
Nada mesmo como um dia após o outro. Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira tinham a promessa de José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Fosse qual fosse o resultado do Brasil na Copa de 2014, eles seguiram comandando a Seleção Brasileira.

Marin e Marco Polo disseram ser 'devedores eternos' à dupla pela conquista da Copa das Confederações em 2013. Foi essa vitória que conseguiu mobilizar a população para a Copa. E esquecer o superfaturamento, os elefantes brancos em Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília, desarmou os black blocs.

Tanta gratidão se deve ao fato que os donos do futebol brasileiro sabiam. A Seleção era jovem, inexperiente demais. Kaká, Robinho, Adriano, Luís Fabiano, Ronaldinho Gaúcho não conseguiram fazer a transição da Copa de 2010 para 2014. Por vários fatores, se tornaram dispensáveis.

A responsabilidade recaiu principalmente em um menino de 22 anos. Neymar. O cercando, atletas que nunca venceram um Mundial. 17 atletas disputava a Copa pela primeira vez. Era inexperiência de todos os lados. Por isso tanta confiança em Felipão e Parreira.

Só que veio o Mundial. A humilhação diante da Alemanha por 7 a 1. A derrota diante da Holanda. Nem o terceiro lugar, os brasileiros conseguiram. Foi mera formalidade esperar a Alemanha vencer a Argentina e na noite daquele domingo, 13 de julho, vazar para a parceira TV Globo, a demissão de Felipão e Parreira.

Marin e Marco Polo já haviam decidido após o vexame diante dos germânicos. Ambos são muito espertos. E sobreviventes. A dupla, com 82 anos e 74 anos, conseguiu sobreviver em ambientes canibais, como a política e o futebol. Ambos tinham a mesma convicção. Não comprometeriam o poder do futebol brasileiro.

O governo federal estudava uma maneira de intervir no órgão híbrido chamado CBF. Privado que se beneficia do futebol, bem público. Era preciso desviar o foco. Nada melhor do que entregar de bandeja a cabeça de Felipão e Parreira para a opinião pública. Prometer uma revolução que nunca saiu do papel. E chamar o obediente e firme Dunga de volta.

"Marin é mais liso do que peixe ensaboado", gostava de ironizar Juvenal Juvêncio, seu amigo pessoal. Desde os tempos em que foi governador biônico de São Paulo, trabalhando pela Ditadura Militar. Conseguiu viver décadas e décadas cercado pelo poder. Não só político como esportivo.

Marco Polo aprendeu demais com Eduardo José Farah. Advogado, conhece as primárias estruturas para se manter no comando do futebol. Tem as federações e os grandes clubes na mão. Sabe que nada de prático cedeu ao Bom Senso FC. E vai começar no próximo mês seu domínio de direito na CBF. Porque de fato já exerce desde que Ricardo Teixeira foi exilado para Boca Raton, nos Estados Unidos.

1reproducao11 A desculpa de Marin para não cumprir a promessa e seguir com Felipão e Parreira até 2018. Não tiraram Neymar e Thiago Silva contra a Colômbia na Copa. Dunga que fique de sobreaviso...

Apesar de ter anunciada sua renúncia no dia 13 de julho, na Globo, órgão oficial da CBF, Luiz Felipe Scolari não acreditou. E foi para uma reunião no luxuoso apartamento de José Maria Marin. Mal chegou lá e avistou um carro da emissora carioca em frente ao local. A reunião deveria ser secreta. Sentiu que estava demitido.

O repórter da Globo, Marco Aurélio Souza leu minha matéria na época. E me mandou uma mensagem dizendo ter sido 'coincidência' o carro de reportagem da emissora estar em frente ao prédio de Marin. Marco Aurélio é o mesmo que chamou Herrera de 'babaca' no twitter. O atacante marcou três gols pelo Botafogo e não quis pedir música no Fantástico. Assustado pela repercussão, Marco Aurélio tirou a mensagem do ar.

Felipão não acredita na versão de 'coincidência' até hoje. E tem a convicção de escapou de ser filmado por haver saído por uma porta lateral do prédio.

Mas o que importa agora é a versão que Marin fez questão de divulgar. Parreira e Scolari perderam a Copa do Mundo na vitória contra a Colômbia.

"Quando o David Luiz fez o segundo gol de falta, tinha de tirar o Neymar e o Thiago Silva, que estavam com cartão amarelo. Não vi ninguém falando nesse detalhe. Na hora em que saiu o gol, imediatamente o Parreira, não é só o Felipão...A Comissão Técnica deveria tirá-los."

"O Neymar era peça fundamental. Além da falta técnica, a ausência do Neymar provocou um problema psicológico muito grande. Entrar com um chapéu (boné)... No jogo contra a Alemanha, o pensamento estava mais no Neymar do que no adversário. Respeito isso, mas a verdade é uma só: temos que encarar a realidade. Perdemos a Copa contra a Colômbia."

1ap2 A desculpa de Marin para não cumprir a promessa e seguir com Felipão e Parreira até 2018. Não tiraram Neymar e Thiago Silva contra a Colômbia na Copa. Dunga que fique de sobreaviso...

É esta a resposta que Marin deu ao Lance! é que o octogenário presidente deseja que fique na história. Que não houve traição. Mas só uma punição a Felipão e Parreira pelo fracasso na Copa de 2014.

Assim é feita a história. Prevalece a versão dos vencedores. Ou dos perdedores que seguem no poder. É exatamente o caso de Marin e Marco Polo del Nero.

O atual presidente acaba de ganhar o cargo de membro honorário da Conmebol. E mais, depois de 16 de abril, quando Marco Polo assumir a entidade, para onde irá Marin? Voltará a ser vice da própria CBF. Ou seja, continuará dividindo o comando do futebol brasileiro.

A promessa feita por ele e Marco Polo a Dunga é que ele comandará, de qualquer maneira, a Seleção até a Copa de 2018. Restam três anos até lá. Há duas Copas Américas, Eliminatórias e Copa da Confederação, se o Brasil vencer a Copa América. Há também a Olimpíada, mas que Dunga, espertamente pulou fora. Mesmo assim são competições demais. Fora amistosos representativos.

A única garantia de sobrevivência de Dunga é a mesma que Felipão e Parreira tinham que seguiriam até 2018: a promessa de Marin e Marco Polo. Mas se surgirem derrotas desmoralizantes, não haverá cargo algum na Rússia. A não ser o de comentarista convidado de alguma emissora.

Gallo, por exemplo, depois do vexame no Sul-Americano sub-20, perdeu a coordenação da base da Seleção Brasileira. Agora é apenas o treinador olímpico. Mas seu cargo corre sério risco. Apesar de Dunga não querer assumir, Marin e Marco Polo estudam chamar um treinador mais rodado e identificado com garotos, como Ney Franco.

1cbf 1024x576 A desculpa de Marin para não cumprir a promessa e seguir com Felipão e Parreira até 2018. Não tiraram Neymar e Thiago Silva contra a Colômbia na Copa. Dunga que fique de sobreaviso...

Se não há compromisso algum com planejamento, os comandantes do futebol neste país não deveriam prometer, jurar que não trocarão treinadores. Ser mais sinceros. Dizer que não há condições de imitar por exemplo a Alemanha de Joachim Löw. E não escolher a escolha errada em uma partida para justificar demissões.

Tudo fica constrangedor. Porque a alternância de futebol na CBF significa Marin deixar o cargo de presidente e o ceder ao vice Marco Polo del Nero. E ao assumir, Del Nero chamar o vice Marin para dividir o poder. Será assim a partir do dia 16 de abril. "Tudo novo, revolucionário..."
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Primeiro foi Pato. Depois, a renovação de Sheik. Vagner Love. E agora a tentativa por Bernard. Guerrero cansou de esperar. Sente que o Corinthians tem dinheiro para outros. Menos para ele…

1ae9 1024x576 Primeiro foi Pato. Depois, a renovação de Sheik. Vagner Love. E agora a tentativa por Bernard. Guerrero cansou de esperar. Sente que o Corinthians tem dinheiro para outros. Menos para ele...
Guerrero fica cada dia mais arredio no Corinthians. Antes era Alexandre Pato e seu salário de R$ 800 mil e mais R$ 40 mil de auxílio-moradia. Depois, Emerson Sheik e seus R$ 520 mil mensais. Aí chegou Vagner Love, R$ 500 mil a cada 30 dias. Agora o clube cogita bancar metade do salário de R$ 950 mil de Bernard, R$ 425 mil.

Tudo isso acontece enquanto o peruano ganha R$ 360 mil. E quer renovar seu contrato por mais três anos. Mas seguindo a sua pedida: US$ 7 milhões de luvas e mais R$ 520 mil mensais. Se ele até estava disposto a conversar sobre redução de valores, agora não quer nem pensar na possibilidade. A desculpa que falta dinheiro nos cofres do Parque São Jorge não o convence.

Pouco importa ao atacante se houve uma desvalorização do real. Acredita não ser problema seu se a luva exigida agora valha R$ 21,8 milhões. Em janeiro, não passava dos R$ 18 milhões.

Paolo Guerrero acreditava que o grande inimigo de sua renovação era o ex-presidente Mario Gobbi. Repetia a conselheiros e jornalistas acreditar ser absurdo gastar tanto dinheiro com um só jogador. Mas o atacante lembrava que o Corinthians havia gasto R$ 43 milhões na contratação e mais R$ 800 mil em salários, além de R$ 40 mil de auxílio moradia a Alexandre Pato. O atacante emprestado ao São Paulo fracassou no clube, enquanto ele fez os gols da semifinal e decisão do Mundial de 2012.

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Só que já descobriu que o recém-eleito Roberto de Andrade mudou seu discurso. Como candidato se mostrava completamente disposto à renovação do compromisso. Só que, de uma hora para outra, as declarações mudaram. Há uma aberta pressão para que o atacante abaixe, e muito, suas pretensões.

Roberto sofre a influência do seu mentor: Andrés Sanchez. Embora tenha sido eleito deputado federal, ele continua definindo as principais questões no Corinthians. E Guerrero é uma delas. Para ele, a situação é simples. O jogador precisa reduzir drasticamente o valor de suas luvas. Reduzi-las quase pela metade. O clube até aceitaria pagar US$ 4 milhões, cerca de R$ 12 milhões.

Outra saída estudada por Andrés é oferecer um acordo menor. Em vez de três anos, apenas dois. Só que o atacante não é nada bobo. Ele já tem 31 anos. Não é vantagem para ele sair do Corinthians com 33 anos para procurar clube. Seus planos seriam ficar no Brasil até os 34 anos e depois encerrar sua carreira no Peru, no Allianza Lima.

A postura irritadiça de Guerrero já chegou nos ouvidos de Roberto de Andrade. O presidente corintiano adota a estratégia usada quando trouxe Vagner Love. Divulgar pela imprensa que, se Bernard chegar, será um negócio de ocasião. Com o Shakthar bancando mais da metade do salário e nada cobrando pelo empréstimo.

A situação pode ser apressada por causa do vexame que o time ucraniano passou ontem diante do Bayern de Munique. A derrota por 7 a 0 deve provocar uma reformulação no elenco. Jogadores que não estão sendo utilizados como Bernard, deverão ser negociados. O Corinthians largou na frente no pedido de empréstimo. O empresário Giuliano Bertolucci está à frente da transação. O Atlético Mineiro é rival, deseja o retorno de seu meia.

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Após a vitória magra por 1 a 0 ontem contra o São Bernardo, Tite pressionou publicamente a diretoria. Disse que precisa de um meia. Cobrou a saída de Lodeiro. A atitude do treinador corintiano não foi aleatória, sem propósito. Muito pelo contrário. Ele não assume, mas está fascinado com a possibilidade de ter Bernard. Acredita que possa recuperar o meia e fazê-lo jogar como em 2013, quando foi peça fundamental na conquista da Libertadores pelo Atlético Mineiro.

Acompanhando tudo isso estão Guerrero e seus empresários. O narcisista peruano de uma hora para outra sente que deixou de ser prioridade no Parque São Jorge. Sua vontade de voltar para a Europa continua firme, como demonstrou no começo do ano à uma rádio espanhola.

O problema nas últimas janelas é que seus direitos pertenciam ao Corinthians. A partir de julho, ele estará livre. Desde janeiro, o peruano já pode assinar um pré-contrato com outra equipe. Mas não houve uma proposta efetiva. Muito menos oferecendo os 7 milhões de dólares que exige como luvas.

Por isso, Guerrero espera. Dá tempo ao tempo. E convicto que há dinheiro para que permaneça no Corinthians. Tem Alexandre Pato, Sheik, Vagner Love e agora Bernard como argumentos. Enquanto isso, do outro lado, Andrés Sanchez insiste. Nem pensar em pagar R$ 21,8 milhões a um só jogador. Seja ele Guerrero ou quem for. Não com as dívidas com o Itaquerão atormentando o clube. Ultrapassando o bilhão de reais.

A guerra continuará silenciosa. Guerrero não aceita falar diretamente sobre o tema. Se cansou. Vai buscar aproveitar o máximo as chances de valorização. Ainda mais na Libertadores, já que está livre dos jogos de suspensão. É presença garantida contra o Danubio, na próxima terça-feira, no Uruguai.

Paolo acredita que, já que o Corinthians não o valoriza, a sua missão é marcar gols. Despertar a atenção dos clubes europeus, principalmente os alemães, e pensar no futuro. Cansou de esperar. Ainda mais agora com a chance de Bernard desembarcar no Parque São Jorge.

A sua análise é simples: há dinheiro. Apenas o homem que manda em tudo, Andrés, só não aceita pagar o que pede para continuar no Corinthians. Por isso sua irritação. E decepção com Roberto de Andrade. Cada vez mais, Guerrero pensa em sua vida longe do clube que ajudou a ser campeão do mundo...
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Classificação épica, inesquecível do Paris Saint Germain na Champions. Eliminou o Chelsea, em Londres, com um a menos: Ibrahimovic. David Luiz e Thiago Silva exorcizaram seus demônios…

1reproducao9 Classificação épica, inesquecível do Paris Saint Germain na Champions. Eliminou o Chelsea, em Londres, com um a menos: Ibrahimovic. David Luiz e Thiago Silva exorcizaram seus demônios...
Épica, incrível, digna de um roteiro exagerado no cinema. A classificação do Paris Saint-Germain para as quartas-de-final da Champions League veio da alma. Eliminar o Chelsea em Londres, depois de 180 minutos de futebol, 148 deles com um jogador a menos. E que jogador. A sua maior referência, Ibrahimovic. O empate em 2 a 2 do lado francês teve dois personagens dramáticos. Brasileiros. Fundamentais no resultado e que estão nas manchetes do mundo todo: Thiago Silva e David Luiz.

A dupla de área titular da Seleção Brasileira que naufragou na Copa de 2014 se abraçou. Trocou confidências após a consagração. Tinham os olhos marejados. Sofreram muito. Thiago escapou de ser o bode expiatório, o homem que carregaria nas costas a desclassificação. E David se vingava de José Mourinho, treinador que o desprezou sem piedade. Pouco se importando ser ídolo no Chelsea, o liberou para o Paris Saint-Germain. Hoje teve a resposta.

Era o confronto mais equilibrado e esperado dessas quartas da Champions League. Os bilhões do Catar contra os bilhões que saíram da Rússia. O Chelsea havia empatado em 1 a 1 na França. Tinha o 0 a 0 a seu favor. Fora o fato de jogar em casa, no Stamford Bridge.

O jogo começou com os ingleses tratando de trocar passes, tentando atacar com consciência. Utilizando o preenchimento de espaço que tanto Mourinho gosta, o 4-5-1. Laurent Blac precisava de gols. Mas também usou a paciência. Sabia ter um adversário poderoso. Montou sua equipe no 4-4-2, sonhando com contragolpes. A partida estava muito disputada no meio de campo, tensa.

2ap1 Classificação épica, inesquecível do Paris Saint Germain na Champions. Eliminou o Chelsea, em Londres, com um a menos: Ibrahimovic. David Luiz e Thiago Silva exorcizaram seus demônios...

Até que o inseguro árbitro Bjorn Kuipers decidiu ser firme, rígido com a maior esperança francesa. Aos 32 minutos, Ibrahimovic deu uma entrada dura, desnecessária em Oscar. Carrinho que merecia punição, apesar do fingimento do brasileiro. Mourinho, a torcida inglesa pressionou e Kuipers mostrou o cartão vermelho direto. O explosivo sueco pagou por seu currículo. Alcançou o volante Davids como recordista de expulsões na Champions League, quatro. Sua saída foi festejada mais do que um gol para os ingleses. Eles seguiam com o 0 a 0 a seu favor e com um jogador a mais. Faltou a mesma coragem do juiz com Diego Costa, descontrolado, caçou sua expulsão o jogo todo.

No intervalo, Mourinho mostrou que queria vencer o jogo. Trocou Oscar que estava muito intimidado e colocou Willian, que deveria jogar mais à frente. O Chelsea estava aberto, mas em um contragolpe, quase os franceses marcaram. Pastore deixou livre Cavani diante do excelente goleiro Courtois. O uruguaio o dribla, mas acerta trave.

O jogo seguiu disputado. Com o time francês se desdobrando. Parecia que nem tinha um jogador a menos. Mas veio o golpe que parecia ser fatal. Faltando dez minutos para acabar a partida houve enorme confusão na área do PSG. A bola acabou sobrando para o zagueiro Cahill, que bateu forte, fazendo 1 a 0, Chelsea.

A alegria de Mourinho era focalizada pelas câmeras a todo o momento. No momento seguinte ao gol inglês, Blanc colocou Lavessi e Rabiot, tirava Matuidi e Varrati. Era tudo ou nada. Os franceses partiram para o ataque. Tentavam sobreviver.

1afp Classificação épica, inesquecível do Paris Saint Germain na Champions. Eliminou o Chelsea, em Londres, com um a menos: Ibrahimovic. David Luiz e Thiago Silva exorcizaram seus demônios...

Aos 40 minutos houve um escanteio para o PSG. E quem subiu de cabeça com raiva e acertou a bola que entrou fulminante na rede do Chelsea? David Luiz. O jogador que Mourinho recomendou a venda. O brasileiro não teve dúvidas. Comemorou e com muito gosto, com os franceses que foram para Londres. Esqueceu a promessa de não comemorar. Seus antigos fãs estavam estarrecidos.

O empate levou a partida para a prorrogação. Os ingleses foram orientados por Mourinho. Tinham um homem a mais e precisavam buscar a vitória. E aos quatro minutos veio o lance mais inacreditável da partida. Em disputa pelo alto com Zouma, Thiago Silva inexplicavelmente deu um tapa na bola. Pênalti ingênuo, infantil, estúpido. De uma hora para outra ele virava o grande vilão do PSG.

O excelente Hazard cobrou no meio do gol, deslocando Sirugu: 2 a 1 Chelsea. A partir daí, Thiago Silva passou a ser focalizado de propósito no telão. Era o homem que estava dando a classificação ao Chelsea. Foi assim, em festa que acabou o primeiro tempo da prorrogação. Com a certeza britânica da classificação. Só que havia muita emoção ainda por vir.

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Os franceses, seguindo ordem de Blanc, partiram para o ataque. Tinham 15 minutos para tentar sobreviver na Champions. E, principalmente nos escanteios, havia uma invasão à área adversária. Aos sete minutos, o ensaio do que viria pela frente. Thiago Silva acertou excelente cabeçada e Courtois fez sensacional defesa. O zagueiro lamentou demais. Mas seguiu na área. No que estava completamente correto.

Veio em seguida, aos oito minutos, outro escanteio e, no ar, o vilão virou herói. O amaldiçoado se transformou no mais querido. Thiago Silva cabeceou com a alma e a bola encobriu o desesperado Courtois. 2 a 2. Inacreditável. A reviravolta foi fantástica. A minoria francesa calou os atônitos torcedores ingleses.

Com muita raça, o PSG conseguiu segurar o empate. E eliminar o favorito time de José Mourinho. Com o resultado consagrador, a dupla brasileira, David Luiz e Thiago Silva, que sofreu tanto na Copa do Mundo estava exultante.

David Luiz se vingou do treinador que o mandou embora do clube que amava. E Thiago Silva conseguiu reverter o enredo que o transformaria como sabotador do PSG. A classificação valeu R$ 900 mil a cada jogador do time francês. O mundo todo acompanhou o fantástico jogo.

Com toda a certeza José Maria Marin e Marco Polo del Nero, com seus estaduais, só podem ter um sentimento após as partidas importantes da Champions League: muita inveja. Ainda bem que televisão é o que não falta na milionária sede da CBF no Rio de Janeiro...
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O senador Romário leva 20 anos para receber dívida trabalhista do Flamengo. E 13 do Vasco, que o pagará até 2023! Esta é a irresponsabilidade dos dirigentes de futebol deste país…

3ae7 O senador Romário leva 20 anos para receber dívida trabalhista do Flamengo. E 13 do Vasco, que o pagará até 2023! Esta é a irresponsabilidade dos dirigentes de futebol deste país...
Foram 4.683.963 votos. Foi o senador mais votado da história do Rio de Janeiro. O partido pequeno, PSB, não importou. Foi só uma legenda que validou sua candidatura. Romário não só consolidou seu ambicioso plano político. Primeiro deputado federal, depois senador. E em 2016, ano em que completa 50 anos, assume o que o blog já revela desde 2013, será candidato a prefeito do Rio de Janeiro.

Contra a sua vontade, o Partido Socialista Brasileiro continua apoiando o atual governo. Diante do atual quadro, para não ter de ficar ao lado de Dilma Rousseff, Romário escolhe outros assuntos. O predileto é amaldiçoar o legado da Copa do Mundo. Motivos não faltam. Como o que acontece em Brasília. O governador levará para o Mané Garrincha três secretarias, já que a arena vem assumindo a forma que já se sabia: a de um imenso elefante branco. Como acontece em Cuiabá e Manaus.

O senador da República alerta sobre o inesperado uso do estádio.

"Sete meses depois da Copa, começamos a ver o destino dos estádios erguidos para o mundial. O de Brasília, que custou cerca de R$ 1,7 bilhão e tem manutenção de R$ 600 mil por mês, vai virar escritório!

Para reduzir custos, o governador recém-eleito Rodrigo Rollemberg vai abrigar no local três secretarias de governo que hoje funcionam em prédios alugados. Quarenta salas vazias da arena serão ocupadas pelos órgãos administrativos. A alternativa vai economizar R$ 10,5 milhões por ano de aluguel.

Infelizmente estamos diante dos problemas já anunciados antes da Copa: pagamos caro por erguer estádios em muitas cidades sem tradição no futebol e sem um plano após a Copa. E no caso do Mané Garrincha, a população está sentindo na pele esse preço.

Esta foi uma boa alternativa, mas longe do ideal, afinal, um estádio deveria se manter pelo esporte. Ainda assim, espero que outros governadores também encontrem saídas para diminuir os prejuízos causados ao bem público."

O senador não para. Convidou ontem os ministros da Educação, Cultura e Esporte para debater a Olimpíada de 2016. Ele já avisou que pretende lutar contra superfaturamento em obras, como aconteceu na Copa. Ainda na segunda-feira também propôs discussão sobre os direitos dos autistas. A briga pelas pessoas especiais também é algo rotineiro na sua vida como político.

2ae7 1024x698 O senador Romário leva 20 anos para receber dívida trabalhista do Flamengo. E 13 do Vasco, que o pagará até 2023! Esta é a irresponsabilidade dos dirigentes de futebol deste país...

Mas a notícia que mais revolta tem a ver com seu passado como jogador de futebol. O meu bom amigo Gilmar Ferreira nos alerta. Romário acaba de acertar uma velha pendência com o Flamengo. E que mostra a irresponsabilidade dos dirigentes. E que fez, por exemplo, o clube mais popular do Brasil chegar a uma dívida gigantesca. R$ 750 milhões. Se não mudasse o rumo, caminharia firme para R$ 1 bilhão.

Eduardo Bandeira de Mello focou em tornar o clube administrável. E se dedicou a enfrentar essas dívidas. A previsão é que o clube fature R$ 365 milhões e, no final de 2015, alcance R$ 488 milhões negativos. O que pode ser considerado uma vitória impressionante.

O clube carioca acaba de se livrar de uma pendenga. De 1995 até 1999, o Flamengo não recolheu impostos, fundo de garantia, nenhum direito que Romário tinha direito. Ele entrou na justiça. E finalmente saiu o acordo. Os responsáveis pela dívida são os ex-presidentes Kléber Leite e o deposto Edmundo dos Santos Silva.

Os dirigentes passaram só que o débito ficou. E Romário recebeu R$ 4 milhões desta diretoria. Dinheiro que saiu dos cofres do Flamengo.

O mesmo se aplica ao Vasco da Gama. Dívidas de 2000, 2002, 2005 e 2008 foram cobradas na Justiça. Depois de anos de discussão, houve o acordo. 120 parcelas de R$ 150 mil reajustáveis. O acordo foi fechado em 2013. Atualmente o senador recebe R$ 180 mil mensais. Ele receberá esse dinheiro até 2023!

Por casos como esse, Romário defende uma revolução no futebol brasileiro. Com os clubes mais endividados tendo o auxílio de R$ 4 bilhões dos cofres públicos. Mas ao contrário do que muitos pregam, ele não aceita o puro perdão.

1ae8 1024x576 O senador Romário leva 20 anos para receber dívida trabalhista do Flamengo. E 13 do Vasco, que o pagará até 2023! Esta é a irresponsabilidade dos dirigentes de futebol deste país...

"As dívidas precisam ser pagas integralmente. Iremos exigir que a CBF, que sabemos que a entidade mais corrupta do futebol brasileiro, aja. Ou seja puna os clubes que não pague suas dívidas, não podendo participar das competições, rebaixamentos. Esse projeto de lei, de responsabilidade fiscal do esporte, vai exigir uma mudança de atitude dos clubes e da CBF. Vamos começar uma nova era no futebol. Chega dessa história de os clubes não pagar jogador e continuar como se nada tivesse acontecido", promete o senador.

Ele sabe muito bem do que fala. Romário é grande exceção entre os atletas. Vários simplesmente não têm coragem de entrar na justiça para cobrar seus direitos como trabalhador. O senador sentiu na pele o quanto tudo é injusto, absurdo. Foram 20 anos para receber do Flamengo. E mais 13 do Vasco da Gama.

Se essa situação absurda acontece com o senador e campeão do mundo Romário de Souza Faria, como são tratados os jogadores de futebol comuns neste país?

Valdivia estraga o ótimo momento do Palmeiras. Declara guerra a Alexandre Mattos. Diante da força do inimigo, pede desculpas. Mas a situação é simples. Ou aceita ganhar menos e assinar contrato por produtividade ou irá embora em agosto…

1ae7 Valdivia estraga o ótimo momento do Palmeiras. Declara guerra a Alexandre Mattos. Diante da força do inimigo, pede desculpas. Mas a situação é simples. Ou aceita ganhar menos e assinar contrato por produtividade ou irá embora em agosto...
Valdivia parece que não pode ver paz. progresso, alegria no Palestra Itália. O clube conseguindo sair de seu inferno astral interminável. Só que desta vez escolheu o inimigo errado. Alexandre Mattos. O jogador atacou o responsável pelo futebol palmeirense. O pecado? Dizer que ninguém é mais importante do que o clube. Foi o que bastou para uma sucessão de inacreditáveis ataques pelas redes sociais.

O chileno, que não entrou em campo em 2015, começou atacando o departamento médico. Disse que seu longo afastamento se deve ao fato de ter feito duas infiltrações para ajudar o Palmeiras a não ser rebaixado, no final do ano passado. O que esportivamente é um crime. Fazer infiltração de analgésicos em um atleta contundido. A revelação só desgasta ainda mais o péssimo relacionamento com os médicos e fisioterapeutas do Palmeiras.

Em seguida criticou jornalistas. Depois escolheu Alexandre Mattos. O homem que revolucionou o futebol no clube. Contratou 19 atletas. Inclusive alguns talentosos para o meio de campo como Robinho, Cleiton Xavier, Zé Roberto, atletas que podem ocupar a sua posição. Não deixam a torcida assim tão saudosa do futebol do meia.

Mattos sempre foi muito cuidadoso ao ter de falar sobre Valdivia. Sabe que é o jogador mais problemático e mimado do futebol brasileiro. O Palmeiras foi permissivo, submisso, refém do seu ótimo futebol. Desde que o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo o trouxe de volta ao Palestra Itália em 2010. Pagando comissão até ao pai do meia. Além de oferecer um belíssimo contrato de cinco anos.

Ninguém dizia não ao camisa 10 do clube. Não importasse o que fizesse. Em um misto de privilégio, medo e obsessão, o Palmeiras agiu como se tivesse o melhor jogador do mundo. Cristiano Ronaldo e Messi são muito mais cobrados no Real Madrid e Barcelona do que ele no Palmeiras.

O meia fazia o que queria com José Carlos Brunoro, por exemplo. O antigo executivo do futebol palmeirense permitiu que o chileno agisse como quisesse no Palmeiras. Situações absurdas e outras constrangedoras. Como ir para a Disney enquanto o time jogava. Ou exigir ir atuar pela Seleção Chilena com o time à beira do rebaixamento. Brunoro nunca teve coragem de dizer não ao atleta.

A postura passiva de Brunoro só estimulava o rancor, a raiva de outros jogadores. O ambiente de Valdivia no elenco palmeirense sempre foi ruim. Diante dos jornalistas, das câmeras, havia o disfarce. Mas na concentração, os mais 'humildes' o tratavam friamente. Cansaram de vê-lo tratado como se fosse a nova encarnação do Buda.

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Valdivia é muito bem informado. Já soube que a intenção de Alexandre Mattos é, no máximo, oferecer ao jogador um contrato de produtividade. Desde os tempos do Cruzeiro, o dirigente respeita estatística. Números de partidas, participação de cada atleta. E todos sabem no Palestra que o chileno se tornou disparado o atleta que com números incríveis, que custariam a sua dispensa em qualquer clube grande europeu.

Foram 316 jogos que o Palmeiras fez desde a volta do meia. Mas ele só atuou em 138 deles. E em apenas 59, atuou 90 minutos. Ele ficou de fora 178 partidas. Estava machucado 123 vezes, suspenso 15, poupado 13, dispensado 9, Seleção Chilena, 17.

Ou seja ficou mais fora do que atuou. Por isso o Palmeiras quer que receba só quando entrar em campo. Esperto, não quer. Fará 32 anos em outubro. Se desde os 27 anos, quando retornou, não para de se contundir, como será seu futuro, mais velho?

Por isso fez questão de colocar no seu twitter. Na sua visão, o Palmeiras sofreu muito em 2014 porque tinha vários jogadores com contrato de produtividade. Um recado direto para quem não quer que seu novo compromisso seja assim.

Pessoas ligadas a Paulo Nobre sabem que já faz tempo. O bilionário presidente trocou sua devoção ao meia por Alexandre Mattos. Finalmente encontrou um executivo de competência. E por isso não tem dúvidas sobre qual lado apoiar. Valdivia mandou recado direto a Mattos e dizendo que se quiser falar dele, o procure para conversar. Não use a imprensa.

A situação está desgastada demais. Valdivia acreditou que o velho golpe daria resultados. Usar as mídias sociais para provar seu amor pelo Palmeiras. Mostrar o quanto está sendo perseguido. Só que desta vez deu errado. Inúmeros torcedores deixaram mensagens criticando sua postura egoísta. E que deixando claro que, quisesse ir embora, não haveria problemas.

3ae6 Valdivia estraga o ótimo momento do Palmeiras. Declara guerra a Alexandre Mattos. Diante da força do inimigo, pede desculpas. Mas a situação é simples. Ou aceita ganhar menos e assinar contrato por produtividade ou irá embora em agosto...

É a primeira vez que mais torcedores palmeirenses atacam o camisa 10 do clube. Se cansaram de suas contusões intermináveis, suas festas, suas brigas com dirigentes. Tudo o que gostariam era vê-lo jogando. Mas isso está cada vez mais raro.

Neste momento de entusiasmo pelo recomeço palmeirense, Valdivia dá uma ducha de água fria. É motivo para discussão, raiva, dores no estômago dos dirigentes. Seu contrato termina no dia 7 de agosto. Os dirigentes se cansaram de seus ataques de estrelismo.

Alexandre Mattos é muito pragmático. Não bastassem os péssimos números do jogador, há a idade. Um atleta à beira dos 32 anos não tem mercado nem em clube médio europeu. Para ficar, ele vai cobrar luvas, salários e contrato normal, sem produtividade. Exige o mesmo compromisso de hoje. O que garante R$ 415 mil livres no final de cada 30 dias.

O novo executivo palmeirense é muito diferente de Brunoro. Não aceita desaforo de jogador. Paulo Nobre vem sendo perseguido no clube por conselheiros. Eles imploram pela saída do chileno. Não querem mais o Palmeiras refém desse jogador.

5ae3 Valdivia estraga o ótimo momento do Palmeiras. Declara guerra a Alexandre Mattos. Diante da força do inimigo, pede desculpas. Mas a situação é simples. Ou aceita ganhar menos e assinar contrato por produtividade ou irá embora em agosto...

A diretoria promete não ceder com Valdivia na hora de renovação. Ou produtividade e redução de salário ou nada feito. O Colo Colo quer sua volta ao Chile. Vanderlei Luxemburgo o deseja no Flamengo. Não acredita que a promessa de que o jogador não atuará por outra equipe no Brasil, se não for o Palmeiras.

O pai do atleta está no Brasil para tentar antecipar a renovação do atleta no Palestra Itália. Não imaginaria que encontraria o clima bélico. Pediu para o filho tentar consertar a situação.

Valdivia se viu obrigado a recuar. Sentiu o poder de Alexandre Mattos. E soltou uma 'nota oficial' desta vez. Se desculpando pelo excesso contra o diretor.

"Não quero guerra com ninguém. Não quero criar inimizade com o Alexandre Mattos e nem com o Palmeiras. O que eu desejo é que ele faça um ótimo trabalho aqui, como já fez em outros clubes, e que o Palmeiras possa conquistar títulos. Se ele se sentiu ofendido, peço desculpas publicamente.
Em relação à renovação de contrato, já deixei claro que eu quero muito permanecer porque tenho enorme carinho pelo Palmeiras e pela torcida, mas ainda não conversamos sobre nada. Nem eu e nem o Palmeiras apresentamos nossas propostas, tudo o que saiu na imprensa até o momento é apenas especulação. O que foi conversado até agora é que eu quero ficar aqui e o clube quer que eu fique. A única coisa que eu peço é que as pessoas parem de falar que o salário de produtividade e o tempo de contrato sejam empecilhos para a minha renovação, porque isso não tem nada a ver.
Eu me manifestei via Twitter porque as pessoas queriam que eu me manifestasse. Só tentei esclarecer que jamais neguei contrato de produtividade, até porque não houve nenhuma proposta até agora. Além disso, já me colocaram em diversos times, mas reafirmo que, no Brasil, não jogo em nenhum outro clube que não seja o Palmeiras.
"

Mas no Palmeiras ninguém aguardava suas desculpas com ansiedade. A postura é a mesma. O interesse pelo problemático meia diminuiu e muito. Se ele aceitar ganhar menos e receber por produtividade, ótimo. Se não quiser, pode procurar outro clube para jogar em agosto...

(Como o blog vem afirmando há tempos, Paulo Nobre oficializou. O contrato que o Palmeiras oferecerá a Valdivia será por produtividade. Ganhar quando estiver em campo. Se não quiser, irá embora...)
6ae Valdivia estraga o ótimo momento do Palmeiras. Declara guerra a Alexandre Mattos. Diante da força do inimigo, pede desculpas. Mas a situação é simples. Ou aceita ganhar menos e assinar contrato por produtividade ou irá embora em agosto...

Nova arena ressuscitou o Palmeiras. R$ 11,9 milhões em seis jogos no insignificante Paulista. R$ 50 milhões pela camisa. Cem mil sócios-torcedores são só o início. Meta é ficar entre os primeiros do mundo…

2ae5 1024x576 Nova arena ressuscitou o Palmeiras. R$ 11,9 milhões em seis jogos no insignificante Paulista. R$ 50 milhões pela camisa. Cem mil sócios torcedores são só o início. Meta é ficar entre os primeiros do mundo...
1º)Internacional 130.205 sócios-torcedores.

2º)Palmeiras,100.098.

3º)Corinthians, 83.356.

4º)Grêmio, 81.012.

5º) Cruzeiro, 68.932.

6º)Santos, 57.470.

7º)Flamengo, 54.447.

8º)São Paulo, 52.364.

9º)Atlético Mineiro, 40.287.

10º)Bahia, 24.012.

Esses são números desta festiva manhã de terça para o departamento de marketing do Palmeiras. O clube chegou exatamente aos 39 minutos de hoje à marca de cem mil sócios-torcedores. Cem mil pessoas que pagam mensalidade para ajudar a equipe e conseguir vantagens na compra de ingressos. A materialização da fidelidade.

São cerca de R$ 20 milhões anuais nos cofres. Fora os R$ 50 milhões em patrocínio, que tornaram a camisa do clube a mais valiosa da América Latina. Isso em plena crise mundial. São nada menos do que R$ 11,9 milhões em apenas seis jogos do insignificante Campeonato Paulista, na sua nova arena. Com direito a R$ 2,2 milhões na partida de sábado, contra o Bragantino.

Não paga nem mais concentração. O Hotel Holiday Inn no Parque Anhembi troca 15 quartos e refeições por placas de publicidade na CT da Barra Funda.

O clube faz campanha agora para que sócios-torcedores ingressem de verdade no clube. Passem a levar seus familiares. Há a confiança que famílias estejam dispostas a pagar R$ 25 mil. E virem sócias remidas, ou seja, sem necessidade de pagar mensalidade para o resto da vida. Se essa proposta fosse feita há dois anos, seria motivo de piada. Tanto eram a bagunça e a depressão que o clube vivia.

3ae5 Nova arena ressuscitou o Palmeiras. R$ 11,9 milhões em seis jogos no insignificante Paulista. R$ 50 milhões pela camisa. Cem mil sócios torcedores são só o início. Meta é ficar entre os primeiros do mundo...

O Palmeiras vive um momento de euforia administrativa como nunca na sua história. Embora tenha até o apelido de 'campeão do século XX', o clube nunca se preocupou em se modernizar. Formou esquadrões, com craques e muito talento. Duas equipes não ganharam os apelidos de academias por acaso.

Mas o potencial do principal clube da colônia italiana no país nunca foi exercido. Muito pelo contrário. Acabou esquecido. Nem mesmo as dezenas de milhões de dólares que a Parmalat foram capitalizados. Acabaram gastos nas contratações de grandes atletas. A reestruturação sonhada no Centro de Treinamento da Barra Funda, com construção de hotel, piscina, modernas salas de musculação e fisioterapia ficou na promessa.

O novo estádio teve um peso enorme. A arena multiuso foi além de todas as expectativas. O conforto das instalações, a localização, o cuidado com os telões, a alimentação, a organização. Tudo isso conspirou para que os torcedores mudassem sua atitude perante o time. O estádio ficou bom demais para um time medíocre, jogadores sem talento, dignos da Segunda Divisão.

O bilionário Paulo Nobre, que colocou R$ 130 milhões no desacreditado Palmeiras, começou a ver o efeito do estádio. Embora ainda persista a guerra com a WTorre pelas cadeiras, o dirigente não tem do que reclamar. O efeito cascata foi impulsionado pela nova arena. A empatia e o orgulho dos palmeirenses os animaram a colocar a mão no bolso. Começar a gastar com o clube.

A subida no número de sócios torcedores é algo impressionante. O plano Avanti foi lançado em junho de 2012. No mês seguinte, o clube ganhou a Copa do Brasil e o número de interessados disparou. O fenômeno continuou com o rebaixamento da equipe. Uma demonstração de paixão dos torcedores. A situação melhorou com o retorno à Série A. O sofrido ano do centenário não garantiu sequer um título. Foi o imponente estádio que mudou toda a perspectiva.

 Nova arena ressuscitou o Palmeiras. R$ 11,9 milhões em seis jogos no insignificante Paulista. R$ 50 milhões pela camisa. Cem mil sócios torcedores são só o início. Meta é ficar entre os primeiros do mundo...

Os investimentos de Paulo Nobre, seguindo a obsessão de reforços por parte da Alexandre Mattos, transformaram de vez o cenário. Não foram necessários mirabolantes planos de marketing para o enorme crescimento. Bastaram o plano de sócio-torcedor, uma arena de primeiro mundo e agora um time que merece a esperança do torcedor.

O Palmeiras hibernou por décadas. Inclusive nos últimos anos, quando o marketing e o futebol estiveram sob o domínio de José Carlos Brunoro. Nada acontecia. Mesmo com a nova arena.

Desde a saída do ultrapassado executivo, a morosidade foi embora. Tudo acontece muito mais rápido. Sem drama, burocracia. Como a merecida festa de despedida de Alex. A passagem do meia foi marcante pelo Palestra Itália. Tudo foi muito rápido, ágil. Ela acontecerá no dia 28 deste mês, sábado. Sem enrolação, discussões intermináveis com conselheiros. A diretoria descobriu a usar seu poder. E a agradar seu consumidor, o palmeirense.

Depois do show de Paul McCartney, Roberto Carlos fará show em 18 de abril. As negociações com o Rolling Stones seguem e há expectativa de uma ou duas apresentações do grupo no estádio. A Anschutz Entertainment Group é responsável pelos eventos no estádio. E tenta amarrar além de dez shows por ano, quer UFC e NBA na arena.

Como já foi noticiado no blog, o estádio conseguiu desbancar o Morumbi. E sediará, ao lado do Itaquerão, jogos de futebol da Olimpíada de 2016. As partidas não trazem grande lucro, mas reconhecimento, prestígio internacional. Algo impensável no antigo Palestra Itália.

O momento do Palmeiras é auspicioso. E precisa ser bem aproveitado. O clube deve mais de R$ 300 milhões. Ainda tem restrições para conseguir empréstimos em bancos. Suas violentas organizadas ainda atrapalham. Despertam medo em vários investidores. O passado recente do clube ainda está presente, com dois rebaixamentos no período de dez anos. Quase houve um terceiro em 2014.

Mas o novo e moderno estádio foi muito além das expectativas. Foram quatro anos com o clube atuando de forma mambembe, sem casa. E agora quando a reconstrução foi terminada, por apenas R$ 650 milhões e sem envolvimento de dinheiro público, o torcedor deu sua incrível resposta.

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Os planos do departamento de marketing é entrar nos top five do mundo, entre os sócios torcedores. O clube igualou o número de cem mil, que o décimo colocado, o Manchester United tem. A ambição e modernidade chegaram a um lugar onde imperavam o atraso, o conservadorismo.

Belluzzo teve a visão da necessidade de se livrar do velho e ultrapassado Palestra Itália. Assinou um contrato polêmico, que merece vários questionamentos, mas garantiu a nova arena multiuso. Paulo Nobre a herdou no período de finalização. E agora fez sua obrigação. No seu terceiro ano de mandato, finalmente montou um time decente, com jogadores com capacidade para vestir a camisa verde.

Nobre não para de ter demonstrações de retribuição, agradecimento, fervoroso amor dos torcedores ao Palmeiras. "Acordamos e não vamos dormir nunca mais", jurou o presidente a um velho conselheiro no sábado passado.

O próximo plano é classificar o clube para a Libertadores de 2016. Lucrar até não mais poder na nova arena. E juntar mais milhares de sócios torcedores...

Ranking de sócios torcedores no mundo

1º) Benfica, 270 mil

2º) Bayern de Munique, 238 mil

3º) Arsenal, 225 mil

4º) Real Madrid, 206 mil

5º) Barcelona, 154 mil

6º) Internacional, 129 mil

7º) Porto, 125 mil

8º) Borrusia Dortmund, 111 mil

9º) Inter Milão, 105 mil

10º) Manchester United, 100 mil

10º) Palmeiras, 100 mil...
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