Um pouco de humor politicamente incorreto no futebol. Para aliviar esse clima de racismo, violência, injustiças no STJD, incompetência da Seleção Brasileira. E tantas mentiras dos candidatos reais nesta eleição…


Porta dos Fundos é um produtora de vídeos cômicos. Ela revolucionou o humor brasileiro. Não só na Internet. Mas no país. São episódios curtos, politicamente incorretos. Com direito a palavrões, situações bizarras, irônicas, indecentes. Criada em 2012. Em dois anos chegou a um bilhão de visualizações no youtube. É um fenômeno que alavancou as carreiras de Fábio Porchat, Antônio Tabet, Gregório Duviver, Clarice Falcão e outros. Virou livro e até um programa que irá estrear na tevê a cabo.

Tanto sucesso inspirou outros projetos. Como o canal Desimpedidos. Tabet, dono também do Kibe Loco, se associou ao jornalista Felipe Andreoli e outros sócios. Entre eles, o jogador Kaká do São Paulo. A ideia segue na mesma linha do deboche. Começou na Copa das Confederações. Conseguiu um grande destaque ao promover a campanha pedindo para Ibrahimovic vir para o Mundial do Brasil, mesmo com a Suécia eliminada. Ele soube da campanha e veio.

Agora com as eleições, o Desimpedidos começou uma campanha polêmica. O PDZ, o Partido da Zueira. Ironiza jogadores e treinadores. Neste momento tão difícil, com atitudes racistas, selvageria de organizadas, desmandos do STJD, clima derrotista depois do 7 a 1 da Alemanha, o humor pesado dos Desimpedidos.

Recebi os vídeos da produtora de vários internautas. Todos com o tema eleição. Adriano, Rogério Ceni, Edmundo, Vanderlei Luxemburgo, Bruno e até mesmo Rogério Ceni estão presente. Ninguém foi poupado. Mesmo com Kaká sendo sócio, o goleiro do São Paulo também foi alvo das gozações.

O que me chamou a atenção foi a postura dos leitores do blog. Alguns revoltados, outros empolgados com tanta criatividade. As situações debochadas são humorísticas. Nada além disso. Deixo o julgamento para cada um, como tem de ser em um país democratizado. Cada pessoa deve saber o que é melhor para si, sem a tutela de nenhum governante...

Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado…

1futurapress2 Exatamente um ano depois, a gangorra mudou de lado. Mano Menezes tem a certeza que não continuará no Corinthians em 2015. O cargo voltará para Tite. Vingança é um prato que se come gelado...
Há exato um ano, a manhã começava com uma grande novidade no futebol brasileiro. Mano Menezes havia demitido o Flamengo. Depois de uma goleada por 4 a 2 diante do Atlético Paranaense, na noite anterior. Em pleno Maracanã. Foi a senha. O Parque São Jorge se agitou. O prestígio de Tite estava caindo na diretoria. Principalmente com Mario Gobbi. Ele sonhara com o bi da Libertadores, em ganhar outra vez o Mundial no Japão. E viu suas expectativas se desfazerem rapidamente.

A desilusão com Tite já havia nascido na resistência do técnico à contratação de Pato. Gobbi havia combinado com a cúpula da Nike. O Corinthians, se campeão mundial, teria uma grande estrela internacional para vender camisas. Confirmado o título, veio o midiático namorado da filha de Silvio Berlusconi. Acabou de imediato o motivo de comemoração de Adenor. Ele é comprometido demais com os elencos vencedores. Se já foi apaixonado com o Grêmio, vencedor da Copa do Brasil, 2001, tinha laços de sangue com o time campeão da Libertadores e Mundial.

Ele mais do que ninguém considerou a chegada de Pato uma traição aos seus jogadores. O time já estava arrumado. Principalmente o ataque. Ele não queria mudar. Mas teria. Como barrar Alexandre Pato, comprado a peso de ouro por R$ 43 milhões? Pois Tite enfrentou Gobbi. Não deu moleza ao então genro do ex-primeiro ministro italiano. O banco virou seu companheiro para desespero da direção corintiana e da Nike. Como vender camisas de um mero reserva?

A relação do treinador e do presidente apodreceu rapidamente. Só o vice de futebol, Roberto de Andrade, continuava ao lado de Tite. Ele sabia o quanto o clube havia sabotado as chances de Adenor chegar à Seleção. Gobbi avisou Marin que não liberaria o treinador. Compraria uma briga pública. Isso teve um peso. Apesar de Marin ter Felipão como primeira opção, não gostou da insurgência corintiana. O que só aumentou a rejeição a Adenor, já grande por causa da amizade com Andrés Sanchez.

Chegou o mês das noivas no ano passado. E com ele, o Boca Juniors e o juiz paraguaio Carlos Amarilla. O Corinthians de Tite foi absurdamente prejudicado. Mas na prática, o resultado não deixava dúvidas. Acabaram os sonhos de nova conquista de Libertadores e de Mundial no Japão. Gobbi foi tomado por grande ira. Desde a renovação de contrato de Sheik, não forçar a venda de Paulinho para a Inter de Milão em dezembro de 2012 e, claro, ver Pato no banco. Tudo se voltou contra Tite.

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Não era só a Gaviões que cantava o mantra "a Libertadores é obrigação". O presidente também insistia que era o mínimo que Tite poderia oferecer ao final do ano. Mas o time não conseguia reagir. O treinador não se preparou para a perda de Paulinho, volante que vivia a melhor fase de sua carreira. Ele tinha quatro funções na equipe de Adenor. Marcava, articulava, surgia como elemento surpresa para bater a gol e ainda era a melhor opção aérea em bolas paradas. Além disso, depois de três anos, para Gobbi, Tite havia se acomodado e perdido a gana com a efetivação de Felipão na Seleção.

Foi quando Mano se cansou do elenco fraco do Flamengo. Ele e seu empresário Carlos Leite perceberam o quanto estavam regredindo na carreira. O fracasso na Seleção já havia sido um baque enorme. O possível rebaixamento com o time mais popular do Brasil seria um caos. Depois da derrota por 4 a 2 para o Atlético Paranaense, Mano resolveu abandonar tudo. Pagou do próprio bolso R$ 400 mil para deixar a Gávea.

A partir do dia 20 de setembro de 2013, a rotina de Tite mudou. Ele percebeu que a sombra de Mano Menezes cresceu de forma incrível, insuportável no Parque São Jorge. Jornalistas foram bombardeados de informações vindas de conselheiros da situação. Já estava decidido: o reinado de Adenor acabaria em 2014. Tite procurou a confirmação com Gobbi, mas ouviu que ainda não havia nada definido.

Naquela época, Gobbi e Andrés estavam muito unidos. O presidente ouvia seu mentor. Principalmente nas grandes decisões no futebol. Sanchez tinha uma dívida com Mano. Ele o havia colocado na Seleção, garantido que disputaria a Copa do Mundo de 2014. Não iria prever que seu protetor, Ricardo Teixeira acabaria tendo de se exilar, pressionado pela Fifa, graças ao escândalo da ISL. Andrés acompanhou de perto sua desventura no Flamengo. Ele decidiu que seria a hora perfeita do retorno ao Corinthians. Sugeriu o nome a Gobbi e ficou tudo certo.

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Os últimos três meses de Tite no Corinthians em 2013 foram lamentáveis. Ele agia como um zumbi. Abatido por ver seu sonho de Seleção ter escapado, assim como a Libertadores, o Mundial. E ainda tinha certeza que o cargo já era de Mano Menezes. O vice Roberto de Andrade ficou constrangido como a situação foi conduzida. Ele e o diretor Duílio Monteiro Alves acreditavam que Tite mereceria mais respeito. O treinador conquistado a desejada, inédita Libertadores ao clube. Além disso, os dois se sentiram desmoralizados ao serem apenas notificados que a decisão estava tomada. Mano comandaria o time em 2014. Por isso os dois se afastaram do Corinthians.

Tite ficou muito magoado com Mano. Deixou o Corinthians certo que já havia acertado desde setembro sua volta ao Parque São Jorge. Situação que ele nunca perdoou. Na sua despedida do Corinthians, Roberto de Andrade o procurou e deixou claro que a decisão não havia sido dele. O técnico soube que foi Gobbi e Andrés que optaram por sua saída. Mano sempre jurou ter fechado seu retorno depois que o clube anunciou a não renovação com Adenor.

Exatamente um ano depois, a situação é exatamente a inversa. Mano Menezes tem a certeza que não irá continuar no Corinthians em 2014. E que Tite já acertou seu retorno com Roberto de Andrade, favorito a substituir Gobbi a partir de fevereiro de 2015. Agora a amargura domina não só o pragmático técnico como seu empresário Carlos Leite. Pressionado, Luís Antônio vem tomando decisões que só aceleram o processo de sua rejeição no Parque São Jorge.

Gobbi teve taquicardia. Não acreditou ver Mano jogando a toalha, abrindo mão do título do Brasileiro. E publicamente, depois do empate com a Chapecoense no Itaquerão. Os torcedores já estão fugindo do estádio, ficaram mais desestimulados ao saber que o Corinthians não pode ser campeão, nas palavras do seu próprio técnico.

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Para desviar o foco dos seus frustrantes empates, Mano tenta desviar o foco. Invoca a derrota do time do amigo Muricy Ramalho. Provoca revolta no São Paulo. Mas sua postura é lamentada dentro da própria diretoria corintiana. A atitude foi deprimente, pequena.

Tite é muito leal com amigos. Duro, porém, com os inimigos. Chegou a hora do troco e ele não está poupando Mano. Deu inúmeras entrevistas nestes dias. Seu objetivo. Mostrar que está pronto para voltar a trabalhar. Afirmou sem meias palavras que gostaria de retomar seu ciclo no Corinthians. Guardou essa afirmação para a Folha de São Paulo. Falou sabendo que suas palavras repercutiriam no Parque São Jorge.

Pressiona de vez o técnico rival para o clássico contra o São Paulo, na sequência do Brasileiro e na Copa do Brasil. Depois de um ano, Mano sente a estocada. No clube todos sabem que Tite é o treinador de Roberto de Andrade. Gobbi não pode fazer nada. Apenas assegurou a Mano que o cargo é dele até o final de seu mandato.

Mas Carlos Leite sabe ser uma bobagem manter seu contratado até fevereiro. O melhor será acertar a saída em dezembro. E começar o ano em outro clube, com direito a montar novo elenco.

A situação é tão constrangedora como há um ano. Aliados de Roberto de Andrade asseguram que nem o clube vencer a Copa do Brasil, o cargo continuará com Mano. Assim como aconteceria em 2013, com Mano. Conseguir vaga na Libertadores virou mera obrigação burocrática.

O atual treinador corintiano perdeu a proteção de Andrés. Ele se afastou de Gobbi e está preocupado com sua campanha para deputado federal. Luiz Antônio está desprotegido, pressionado, tenso. Exatamente com Adenor no dia 20 de setembro de 2013. A vingança realmente é um prato que se come frio. Gelado...
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Corinthians e Polícia Militar admitem o fracasso. Os vândalos venceram. Não haverá mais cadeiras no setor das organizadas no Itaquerão. O Palmeiras e o São Paulo podem seguir o mesmo caminho. Vexame do estado mais rico da América Latina…

1ae27 1024x576 Corinthians e Polícia Militar admitem o fracasso. Os vândalos venceram. Não haverá mais cadeiras no setor das organizadas no Itaquerão. O Palmeiras e o São Paulo podem seguir o mesmo caminho. Vexame do estado mais rico da América Latina...
São Paulo. Cidade mais rica e mais desenvolvida da América Latina. Mas nada disso importa em relação ao Itaquerão. A arena que sediou a abertura da Copa do Mundo prova a selvageria de quem habita por aqui. E também atesta a incompetência de sua polícia e dos dirigentes corintianos. Ambos estão de braços dados nesta derrota histórica. Os selvagens e vândalos venceram.

O presidente Mario Gobbi mandou divulgar. A partir de domingo não haverá mais cadeiras nos setores onde ficam as torcidas organizadas. Não só as visitantes, mas também as do próprio Corinthians. Eles terão de acompanhar as partidas em pé. Um passo atrás na modernidade. Tapa na cara de quem acreditava que as novas arenas da Copa serviriam para trazer conforto ao torcedor.

A direção corintiana discutia esse assunto há muito tempo. Temia a repercussão. O vexame. Mas se rendeu diante da realidade atual do Brasil. A Polícia Militar avisou que não teria como se responsabilizar pelos dois mil são paulinos. Se eles quisessem quebrar as cadeiras onde ficariam, não haveria como impedir. Nem deter todos para descobrir quem danificou ou não as cadeiras reservadas a eles.

O pior é que Gobbi teve de admitir que as organizadas do próprio Corinthians estavam quebrando cadeiras do Itaquerão. Torcedores já estavam acostumados a acompanhar os jogos de pé, em cima das frágeis cadeiras. Não só assistiam aos jogos, como pulavam, cantando. Várias e várias quebraram desde que o Itaquerão foi liberado para o clube após a Copa.

O ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, era o administrador do Itaquerão. Já havia chegado à conclusão que o melhor seria tirar as cadeiras das organizadas. Mas pediu que esperasse deixar o cargo para que a medida fosse tomada. Não queria perder prestígio com os torcedores. Ele é candidato a deputado federal pelo PT. E apoiado pelas chefias das organizadas corintianas.

O Itaquerão já foi palco de seu primeiro clássico. O jogo foi entre Corinthians e Palmeiras. Os palmeirenses quebraram, muitos de propósito. Foram 258 cadeiras no total. O prejuízo de mais de R$ 45 mil foi assumida pelo clube rival. Mas o desgaste, a exposição do estádio foi enorme, desnecessária.

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As cadeiras estão saindo para não mais voltar. Dirigentes corintianos usam a esfarrapada desculpa que o Borussia Dortmund faz a mesma coisa. Em seu estádio, as organizadas ficam em pé. Basta pensar nos estádios mais modernos do mundo. Não há mais lugar para acompanhar partidas em pé. A Fifa proíbe na Copa do Mundo. Nos países fica a critério de cada confederação.

A iniciativa corintiana tem tudo para provocar um efeito cascata. A ideia já chegou à cúpula do Palmeiras, da W. Torre. Dependendo do que acontecer no setor dos visitantes, a situação pode ser imitada. Assim como também no Morumbi. Na Vila Belmiro não há esse problema. Lá seriam necessárias picaretas, já que o Santos oferece arquibancadas de cimento frio para os visitantes.

A diretoria do Corinthians reconhece publicamente que perdeu. Tirou as cadeiras. Assim como também não há torneiras nos banheiros. A situação remete à uma piada popular. Com raiva do amante da esposa, o marido traído destrói a cama nova onde foi enganado.

Não foram só o Corinthians e a Polícia Militar os derrotados hoje. Perde a civilidade. De que adianta ser a cidade mais rica e desenvolvida da América Latina se não sabe enfrentar seus vândalos, seus criminosos? O certo seria processar e prender quem danifica o patrimônio particular. Mas falta competência. São Paulo protagoniza mais um vexame no Brasil. País onde privada em estádio de futebol é arma mortal...
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Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

1futurapress1 1024x682 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…
Foi nojento. Tudo orquestrado, combinado. Bastou Aranha pisar no gramado da arena do Grêmio para começar. Inúmeros torcedores gremistas começaram a gritar todos os palavrões que sabiam. "Filho da puta, corno e veado" eram os prediletos. E não se continham com palavras. Vários mostraram os dedos médios das mãos. Em comum, a fisionomia de ódio ao goleiro santista.

Aranha teve a coragem de se revoltar contra os gritos racistas de 'macaco', 'preto fedido' proferidos no dia 28 de agosto no mesmo estádio. Sua postura corajosa fez com que o Grêmio fosse eliminado da Copa do Brasil. Uma mulher de 23 anos, Patrícia Moreira da Silva, resumiu de maneira pavorosa a situação. Flagrada pelas câmeras de tevê gritando com raiva 'macaco' para o jogador negro que evitava que seu Grêmio marcasse algum gol. E fazia cera como todos os goleiros do mundo.

A postura de centenas, milhares de torcedores gremistas ontem foi vergonhosa. Eles perderam uma oportunidade de ouro. Seria a hora de mostrar ao Brasil a ignorância que é generalizar. Mostrar o erro que flamenguistas e várias outras torcidas comentem onde o time de Luiz Felipe Scolari vai depois daquele jogo. O ódio ao Aranha tão bem registrado pelas tevês só irá reforçar a associação de racismo ao clube tricolor. O que é um absurdo, já que milhões não podem pagar por uns poucos. Só o que aconteceu ontem foi deprimente.

"Nunca me senti tão mal em jogar em um lugar como me senti hoje. Vou ter de voltar outras vezes aqui, com tristeza. Mas foi bom para eu aprender. Esperava ser recebido de outra maneira. Porque eu acreditava que a grande maioria do torcedor gremista tinha repudiado, não concordado com aquelas atitudes (racistas). Mas pelo que vi hoje, eles concordam com tudo. Acham isso (o racismo) bonito. Mas eles seguem a vida deles e eu a minha."

Enderson Moreira perguntou ainda em Santos se Aranha queria jogar ontem contra o Grêmio, em Porto Alegre. Voltar ao estádio onde sofreu com racistas. E se envolveu em uma enorme polêmica que acabou com o banimento do clube da Copa do Brasil. O jogador insistiu que fazia questão de voltar. Tinha a certeza que seria apoiado pela maioria da torcida gremista. Iludido, pensou até que seria aplaudido. Uma reação que mostraria o quanto os gaúchos repudiariam os gritos de 'macaco' e 'preto fedido' dirigidos a ele.

Ledo engano. Membros das principais organizadas sabiam muito bem o que fazer. Demonstrar seu ódio ao jogador. Xingá-lo de todos os piores palavrões possíveis. Menos os racistas. Mostrar que estádios de futebol são os lugares reservados para o lixo da sociedade. Onde todas as frustrações, rancor e baixezas são permitidos. E desde o aquecimento, primeiro tempo, ida para o intervalo, volta do intervalo, segundo tempo e final do jogo. Durante todo esse tempo, havia gremistas xingando Aranha de 'filho da puta, veado e corno". Mostrando os dedos médios.

"Não tem perdão para eles. Muita gente morreu (por causa do racismo), muita gente sofreu. Tem gente que acha que está errada a punição. Fazer o quê? Paciência. Vim jogar futebol. Dei meu melhor. Esperava ser recebido de outra maneira. Acreditava que a maioria da torcida não tinha concordado com as atitudes", dizia o goleiro que jogou muito bem de novo, evitou a derrota santista, garantindo o 0 a 0.

1reproducao21 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

A negativa de perdão se justificava. Homens, mulheres, crianças, velhos. O ódio nas arquibancadas era assustador. A combinação era evidente. E se propagava pelo estádio. Só 'macaco' e 'negro fedido' e outras expressões que lembravam racismo eram proibidas. O resto estava liberado. Mas muitos gremistas assumiam como obrigação a retaliação, humilhar o goleiro que expôs o pior que acontecia nas arquibancadas em Porto Alegre. As letras provocativas das organizadas taxando os rivais do Internacional como 'macacos'. Que o Brasil parou para ouvir, prestar atenção depois de Aranha.

O jogador santista foi parado por repórteres na saída do jogo. Entre eles havia uma mulher, gaúcha. Ela fez de conta que não entendeu quando Aranha reclamava sobre a hipocrisia. Sobre a postura deplorável dos torcedores que o xingaram ontem, o tempo todo. Ela insistia que não entendia do que ele estava reclamando. O jogador santista foi ficando irritado. Percebendo que a repórter fingia não perceber a retaliação contra o goleiro. E que não teve nada de natural.

"Todo mundo sabe que a vaia hoje foi diferente. Ou não foi? Você sabe por quê? Por tudo o que aconteceu no outro jogo. Ou você concorda com o que aconteceu?" Falou e saiu de perto irritado. A repórter de Porto Alegre sorria, satisfeita. Ela havia conseguido tirar o jogador do sério. Postura deplorável, bairrista.

O Rio Grande do Sul não é o lar dos racistas. Muito longe disso. Mas existem alguns que estão manchando a imagem do Estado, do Grêmio. Eles deveriam ser combatidos. Não protegidos. O que aconteceu ontem na arena foi repugnante. Porque um jogador negro não aceitou ser chamado de 'macaco' em um estádio de futebol foi marcado. E massacrado moralmente. Ou como sua mãe, irmãos, esposas, filhos se sentiram vendo e ouvindo novos ataques gratuitos a Aranha?

2reproducao10 Hipocrisia na arena do Grêmio. Torcedores humilham Aranha de novo. Só não usaram palavras racistas. E crescem os boatos de que o STJD vai recolocar o time na Copa do Brasil. Perdoar o racismo, os gritos de ‘macaco’, ‘preto fedido’…

O pior de tudo é a expectativa que cerca o julgamento do recurso do Grêmio. O pleno do STJD irá decidir novamente se mantém ou não a exclusão do time da Copa do Brasil. A decisão foi aplaudida no mundo todo. Até a Fifa parabenizou a CBF pela postura firme contra o racismo. O repórter Luiz Henrique Benfica, do Zero Hora, é muito bem informado. Ele garante que a expectativa dos gremistas é de perdão. Os auditores devem esquecer o banimento e recolocar o time na Copa do Brasil. E transformar a punição em apenas duas perdas de mando na mesma competição, só que em 2015.

Se Benfica estiver certo será um absurdo. A desmoralização de vez do futebol brasileiro. Alguns torcedores gremistas chamam Aranha de 'macaco' e até imitam o animal. O motivo é pelo jogador santista ser negro. Vinte dias depois, os dois times se encontram no mesmo palco. O goleiro é massacrado moralmente por muitos outros gremistas. Só não ouve gritos racistas. O resto estava liberado. E uma semana depois, o Grêmio é perdoado? O exemplo é esquecido?

Se isso acontecer, será a senha para os intolerantes serem convocados de vez para as arquibancadas dos estádios brasileiros. Se é tolerado o racismo, como barrar outros radicais? Há quem não suporte judeus, árabes, orientais, índios, nordestinos e até gaúchos. Os auditores do STJD têm uma missão importantíssima, histórica nas mãos.

O problema nunca foi o Grêmio. Nem sua torcida como um todo. Muito menos todos os membros das organizadas. Mas os racistas infiltrados. A exclusão da Copa do Brasil serviu para mostrar que eles não serão tolerados. O que aconteceu ontem na arena com Aranha só reforçou o acerto da decisão.

Se o STJD voltar atrás e recolocar o Grêmio na Copa do Brasil, causará o maior prejuízo na luta contra o racismo no futebol desse país. A situação é surreal, mas muito possível. Infelizmente, a prática recomenda esperar sempre o pior vindo da CBF...

Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

1ae25 Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?
"São-paulinos, infelizmente, parece que meus temores se concretizaram. Não há dúvida de que a lambança do senhor Aidar e dos dirigentes do São Paulo está se refletindo na comissão técnica e no time. Ontem, o São Paulo foi completamente diferente do Guerreiro São Paulo do jogo contra o Cruzeiro.

Entramos com a pressão de vencer, de não poder falhar em nada e ainda com desfalques importantes como o de Rogério Ceni e Kaká. Mais uma vez a ausência de um dos integrantes do quarteto ofensivo volta a me preocupar: se dependermos da formação completa para vencer, não estamos preparados para a liderança. Apesar da qualidade que Michel Bastos vem apresentando, Muricy ainda não encontrou um substituto à altura de Kaká e, saber que o meia será desfalques em outros jogos é alarmante.

Outra preocupação constante vem sendo nossa zaga, que ontem teve uma atuação fraca, insegura e completamente atrapalhada - pontos que o adversário soube usar a seu favor para disparar os 3 gols.

A distância para o Cruzeiro voltou a ser grande e, para completar, o próximo domingo nos reserva uma partida difícil contra o Corinthians no Itaquerão e o quarteto ofensivo estará novamente desfalcado.

No momento, só espero que os cartolas se entendam e a paz volte ao nosso São Paulo, e que o time volte a brilhar."

O texto do empresário Abílio Diniz reflete o medo de inúmeros conselheiros no Morumbi. Que a briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio reflita dentro de campo. Ela explodiu, selvagem e irracional, no melhor momento do time no Campeonato Brasileiro. Na véspera do jogo contra o líder Cruzeiro.

O time de Muricy Ramalho se impôs, venceu por 2 a 0 no Morumbi. O clube ficou a apenas quatro pontos do primeiro colocado. Mas isso pouco importou. Na segunda-feira, Juvenal foi ao Fox Sports e destilou seu ódio a Aidar. Foram deprimentes as afirmações.

"Ele (Carlos Miguel) é um imbecil. Estou arrependido até a morte (por ter apoiado a sua eleição). Foi o pior ato que já fiz na vida. Ele vai no clube e a mulher do sorvete fala: "E aí, senhor Juvenal?", ele fica louco. Como vou tirar um cara desses? Vai dar trabalho. São dois anos e meio."

Assim, sem meias palavras, Juvenal garantiu no ar e fora dele, a conselheiros aliados. Fará de tudo de tirar Carlos Miguel do cargo. Tornar a sua vida um inferno enquanto for presidente do São Paulo. O ex-presidente não se conforma de ter sido demitido por ele do comando da categoria de base, sediada em Cotia. E ainda espalhar que deixou o clube endividado. Para desmoralizá-lo garante que distribuía talões de convites para conselheiros nos shows do Morumbi e pagava premiações aos jogadores em dinheiro, dentro de 'saquinhos de pão'.

O futebol já começou a ser afetado. Juvenal continua mandando recados a Muricy. Diz para não confiar em Carlos Miguel e no seu vice Ataíde Gil Guerreiro, homem que está ocupando o cargo que era do ex-presidente na base.

1futura Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

Na primeira sequência de derrotas, Juvêncio garante que os dois demitirão o treinador. Antes, porém, alvo inicial deve ser seu auxiliar, Milton Cruz. Homem de total confiança de Juvenal. Está trabalhando como auxiliar técnico desde 1989. Juvenal garante que qualquer desculpa que ele der, perderá seu emprego.

O ambiente é de insegurança no elenco. Rogério Ceni é ligado umbilicalmente a Juvenal. Cansou, em véspera de eleição, de usar camisa amarela. Era o recado interno aos conselheiros, que ele estava com a chapa amarela de Juvenal. Muito se comenta que o goleiro ficou muito desapontado como o ex-presidente foi tratado. Rogério conhece bem de perto o drama de Juvenal. Aos 82 anos, ele está lutando contra um câncer de próstata. E deixou o tratamento várias vezes para trabalhar na campanha de Aidar.

A derrota do São Paulo contra o fraco Coritiba foi um banho de água fria no clube. Os três pontos que o time havia conseguido descontar do Cruzeiro de nada valeram. A distância entre os dois voltou a sete pontos.

Carlos Miguel havia viajado com elenco para 'blindar' o time e a Comissão Técnica. Mostrar que está 'tudo bem' no São Paulo com a demissão de Juvenal. Viajou à toa. A derrota por 3 a 1 só serviu para preocupar e dividir ainda mais os conselheiros do clube. É nítido o racha. Quem está do lado de Juvenal e quem apoia o presidente.

2ae13 Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

Aidar mandou os jogadores não tocarem no tema. E Muricy também foi aconselhado a não entrar nesta 'briga de cachorro grande'. Na prática, todo o entusiasmo do time depois da vitória contra o Cruzeiro, desapareceu. Há insegurança e tensão na véspera do clássico contra o Corinthians no Itaquerão.

Embora não pertença mais à diretoria, Juvenal Juvêncio já garantiu a seus pares que frequentará mais o Morumbi do que nos seus três mandatos seguidos como presidente. Tem como objetivo da sua vida tirar Carlos Miguel Aidar do poder. Ou tornar o clube ingovernável. Sua meta inicial é barrar a reforma do Morumbi, sonhada pelo atual presidente. Qualquer manobra política de Aidar estará marcada.

A começar pela vontade que tem de mudar o estatuto do clube. É preciso de 75% de quórum no Conselho Deliberativo para votação de projetos, como a reforma do estádio. Quando ela estiver na pauta, Juvenal garante que conseguirá esvaziar o CD e evitar sua aprovação. Os amigos de Juvenal garantem que há anos não o encontram tão determinado. Travar a administração Aidar virou o objetivo de vida do ex-presidente são paulino.

Carlos Miguel garante estar preparado para a guerra. Os conselheiros já se dividem. Emissários de Juvenal já conversam com aliados de Kalil Abdala. A intenção é criar um bloco contra o atual presidente. Emperrar as votações no Conselho Deliberativo.

Esse clima bélico atinge o time. Trava a preparação para o jogo com o Corinthians no Itaquerão. Pior para Muricy e seus jogadores. Eles já começam a sentir os reflexos dessa guerra de egos. A sensação que fica é a de que, para Juvenal e Aidar, o time que representa o São Paulo Futebol Clube é a última das preocupações...
3ae4 Guerra entre Aidar e Juvenal já tira a tranquilidade de Muricy e de seus jogadores. A insegurança e a tensão vieram à tona na derrota para o Coritiba. E contra o Corinthians, como será?

Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de “vergonha”. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam…

1getty1 Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de vergonha. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam...
"CBF, você é uma vergonha! Vergonha! Vergonha! Vergonha!"

Foi assim que Sheik celebrou seu segundo amarelo e o cartão vermelho que recebeu em seguida do árbitro Igor Junio Benevenuto, ontem no Maracanã. Já no primeiro amarelo, havia desabafado às câmeras. "CBF, esse cartão é para você." No vermelho, não teve dúvidas. Sabia muito bem o que fazia. Caminhou em direção à câmera da TV Globo e fez o desabafo.

Em seguida, xingou Igor. "Safado, sem vergonha, você é um merda, vagabundo, não apita nada!" O árbitro relatou as ofensas na súmula. Além do ataque inusitado à CBF.

O que fez Sheik tomar essa atitude? Ele soube que estava marcado pelos árbitros. Seu comportamento desleal com os adversários e desrespeitoso com os juízes teriam sido responsáveis por um relatório da Comissão da Arbitragem. E os árbitros deveriam tratá-lo com rigor. Sheik quando soube disso se sentiu perseguido. E ontem desabafou.

Emerson deverá tomar uma suspensão exemplar. A procuradoria do STJD vai indiciá-lo. Pelas ofensas ao juiz e pelo ataque, via tevê, à CBF. O medo dos presidentes José Maria Marin e Marco Polo del Nero é quem a postura do atacante vire moda. E desmoraliza a entidade que controla o futebol brasileiro. A pressão nos bastidores por um punição pesadíssima será enorme.

Mas é bom separar as situações. Que a CBF tem uma postura vergonhosa em relação ao futebol brasileiro isso é claro. Reacionária, atrasada, centralizadora, manipuladora. Vários e vários adjetivos pejorativos cabem à entidade. Sheik e qualquer jogador têm todo o direito de mostrar o que pensa sobre ela. Estamos em um país democrático. Mas é impossível defender cegamente o atacante botafoguense.

Aos 36 anos, Emerson sabe que é o jogador mais talentoso do Botafogo. Poderia estar atuando no Corinthians. Bastasse se dedicar mais à profissão. A diretoria não decidiu renovar o seu contrato e depois emprestá-lo ao clube carioca por acaso. Longe disso. A renovação aconteceu porque ele foi fundamental na conquista da Libertadores. Desde então acabou se deixando levar por uma vida desregrada que não combinava com a de um atleta. A ponto de a direção corintiana o emprestá-lo, pagando metade do seu salário, ao Botafogo.

No clube, atolado pelas dívidas, Sheik mostrou muita habilidade com a bola nos pés e companheirismo. Já milionário, ele empresta dinheiro a vários jogadores sem salários. Até funcionários do clube ele ajuda. É adorado no Botafogo. Tem a coragem de reclamar, cobrar os dirigentes pela falta de pagamentos. Até aí, postura exemplar.

Só que dentro do campo, Emerson deu para ser maldoso. Em várias divididas, ele tem chegado atrasado. Feito faltas violentas, cabíveis de cartão. O problema é que, irritado, passa a cobrar, xingar os árbitros. A situação que já estava ruim ficou insustentável quando ele soube do tal relatório. Se sente perseguido pela CBF. Daí sua reação de ontem.

3reproducao5 Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de vergonha. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam...

O relatório de Igor foi pesado, como se esperava.

"Expulsei aos quatorze minutos do segundo tempo de partida o atleta de número 7, sr. Márcio Passos de Albuquerque, ao receber uma segunda advertência na partida, por atingir com um chute na altura da coxa direita de seu adversário de número 8, na disputa de bola.

Cumpre informar que o referido atleta havia sido advertido anteriormente por reclamação ao proferir as seguintes palavras a mim: "Apita essa porra!". Após ser expulso, o mesmo veio em minha direção e proferiu as seguintes palavras: "Safado, sem vergonha, você é um merda, vagabundo, não apita nada!".

Informo ainda que ao se retirar de campo, o mesmo foi em direção à câmera de TV e proferiu as seguintes palavras: "A CBF é uma vergonha, uma vergonha!", fato observado e relatado a mim pelo quarto árbitro da partida, sr. Raphael Silvano Ferreira Silva, que estava próximo ao referido atleta."

Igor teve uma arbitragem problemática. Expulsou três jogadores do Botafogo. O Bahia venceu a partida por 3 a 2. Xingar o juiz e ironizar a CBF só deixará tudo pior para o Botafogo. O clube não consegue sequer pagar seus jogadores em dia. E está na zona do rebaixamento do Brasileiro. Ter atletas importantes suspensos só deixará a Segunda Divisão mais perto.

4reproducao2 Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de vergonha. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam...

Emerson pode se preparar para uma longa suspensão. Ele tem contra si, atos cometidos no passado. A começar por sua falsidade ideológica. A começar pelo nome. Se chama Márcio. Mas quando falsificou seus documentos para diminuir a idade, mudou para Emerson. Nasceu em 6 de dezembro de 1978. Alterou para 6 de setembro de 1981. Até o local foi modificado. Da maternidade São José, no Rio, para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Foi detido no Catar, quando a falsificação dos seus documentos foi descoberta. Foi condenado por fraude a três anos e nove meses de reclusão. Mas sua pena foi diminuída para um ano e meio de prestação de serviços comunitários e R$ 70 mil de multa. Depois se envolveu em um escândalo com Diguinho, com direito a acusação de contrabando e lavagem de dinheiro.

Sheik ainda se envolveu em outras polêmicas. Quando foi mandado embora das Laranjeiras por cantar o funk "Bonde do Mengão", música em homenagem ao Flamengo. Resolveu cantar dentro do ônibus do Fluminense. Depois provocou o clube carioca ao conquistar o título da Libertadores pelo Corinthians.

No Parque São Jorge destratou Tite, responsável por sua renovação. Se negou a cumprimentá-lo ao ser substituído contra o Coritiba no Pacaembu. Tentando desviar o foco, resolveu beijar na boca um amigo, dono de restaurante. E divulgar a foto como um protesto contra a homofobia. Acabou por selar sua sorte no Parque São Jorge.

5eproducao Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de vergonha. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam...

A diretoria ficou revoltada. O presidente Mario Gobbi permitiu que as chefias das organizadas se trancassem com o jogador na concentração do clube. Para não apanhar, Sheik teve de se desculpar e jurar que não era gay. Teve de assumir ter dito a frase "não sou são paulino" para acalmar os torcedores. Foi despachado do Corinthians para o Botafogo sem remorso dos dirigentes.

Tudo que já fez de errado na vida, pesará contra Sheik. Sua punição deverá ser exemplar no STJD. A CBF mostrará que não deverá ser ofendida. Ainda mais nas câmeras da parceira TV Globo, para milhões de pessoas ouvirem. Havia outra maneira de Emerson se defender. Convocar uma coletiva assim que soube do suposto relatório dos árbitros. Ele errou feio ao dar entradas violentas nos jogadores do Bahia. Depois de marcar dois gols, caçou sua expulsão.

O desabafo de Sheik contra a CBF é algo que todo o brasileiro com dois neurônios entende como justo, válido, legítimo merecido. Mas não depois de dar dois pontapés em companheiros de profissão. Emerson tem todo o direito de protestar. Mas não pode ser endeusado pelo que fez ontem. Os cartões foram merecidos. Deveria ter avisado que estava sendo perseguido antes da partida.

Conseguiu chamar a atenção do Brasil. Mas, inteligente, deveria saber que ninguém desafia a CBF na câmera da Globo. Terá uma suspensão exemplar. Até para coibir outros atletas a protestarem da mesma maneira.

Do lado prático, com mais essa expulsão e a certa suspensão, tudo o que Sheik conseguiu foi prejudicar ainda mais o combalido Botafogo. E dar razão àqueles que o perseguem. Era tudo o que seus algozes queriam...
1reproducao20 1024x585 Sheik desmoraliza CBF. Nas câmeras da Globo, para milhões de pessoas assistirem. Chamou a entidade de vergonha. Terá punição exemplar. Fez o que seus inimigos queriam...

Valdivia sabotou o Palmeiras. Tirou a chance de virada contra o Flamengo com expulsão infantil. “Fiz c…” O time mergulhou na zona do rebaixamento. E Brunoro ainda tenta proteger o mimado chileno…

1gazeta7 Valdivia sabotou o Palmeiras. Tirou a chance de virada contra o Flamengo com expulsão infantil. Fiz c... O time mergulhou na zona do rebaixamento. E Brunoro ainda tenta proteger o mimado chileno...
36 minutos do segundo tempo. O Palmeiras que, foi para o intervalo perdendo por 2 a 0, já empata com o Flamengo. Os cerca de 20 mil palmeirenses estão empolgados no Pacaembu. Dorival está animado, sorri. Sente que o momento é todo do seu clube. O clima é de uma virada consagradora, para empurrar o clube para a zona do rebaixamento. Mas Valdivia resolveu aprontar. Sabotou o time que lhe paga R$ 475 mil desde 2010.

O chileno disputa bola com Amaral. O agarra pelo calção. O árbitro Anderson Daronco marcou falta do palmeirense. Irritado com a dividida, Valdivia pisa de maneira proposital e acintosa nas nádegas do flamenguista. Ele praticamente pediu o cartão vermelho. Foi expulso de maneira justa. Se Paulo Nobre e Brunoro fossem dirigentes de verdade, multariam o camisa 10. Mas cadê coragem? Valdivia é o jogador que mais desrespeitou o Palmeiras na sua história.

Com um jogador a menos, o Palmeiras deixou de buscar a virada que era muito possível. Na prática, o empate em 2 a 2 foi um desperdício de dois pontos do time de Dorival Júnior. E mergulhou outra vez na zona do rebaixamento. O que só deixa cada vez mais o clima tenso no Palestra Itália.

Tudo havia começado de maneira muito ruim. Vanderlei Luxemburgo montou o Flamengo para explorar o nervosismo palmeirense. Teve grande colaboração do fraquíssimo meio de campo escolhido por Dorival. Renato, Juninho, Mouche e Diogo. A bola queimava nos pés dos jogadores que deveriam ser de armação. Faltava personalidade e cérebro para ao menos tentar a jogada.

Principalmente Juninho. Ele é uma péssima invenção de Dorival. Não consegue marcar, articular e ainda tem insegurança e baixa estima crônicas. Diante da cobrança dos torcedores no Pacaembu, ficou perdido. Tenso. Deu o primeiro gol ao Flamengo. Foi ajudar a defesa na área. Deixou a bola escapar, Canteros marcou sem o menor problema. Aí que Juninho se perdeu no jogo.

Para piorar o árbitro Anderson Daronco não quis marcar toque de mão de Eduardo da Silva em uma disputa com Deola. O flamenguista se aproveitou da situação e cruzou para Alecsandro marcar. Aos 32 minutos, o time carioca chegava a 2 a 0. De nada adiantaram as reclamações ao gol irregular. Mas viria mais. João Paulo deslocou Henrique pelas costas. Pênalti que Daronco não quis marcar.

1agif Valdivia sabotou o Palmeiras. Tirou a chance de virada contra o Flamengo com expulsão infantil. Fiz c... O time mergulhou na zona do rebaixamento. E Brunoro ainda tenta proteger o mimado chileno...

Por falta de ambição flamenguista, o placar foi acanhado. Se forçasse poderia ter feito pelo menos mais dois gols. O arrependimento veio logo. Dorival Júnior fez duas trocas corretas. Tirou Henrique e Mouche. Colocou Allione e Valdivia.

O Palmeiras ganhou mais ritmo. Foi ajudado com o recuo excessivo flamenguista. E por ninguém menos do que Daronco. Dor de consciência ou não, ele não viu o leve empurrão que Diogo deu em Léo Moura. Graças a ele pôde ganhar a dividida e concluir a gol o chutão de Lúcio. 2 a 1 Flamengo, aos dois minutos do segundo tempo.

O time paulista havia recuperado os neurônios com Valdivia. Uma pena que ele seja tão problemático quanto talentoso. O chileno desmontava, com toques de primeira, o sistema defensivo carioca. Luxemburgo recuava sua equipe de maneira vergonhosa. Mesmo assim, deixava o camisa 10 palmeirense fazer o que quisesse. Foi assim que ele deu excelente assistência para o jovem Victor Luís chutar forte e empatar o jogo. 2 a 2, aos 23 minutos.

A sofrida torcida palmeirense foi à loucura. Se iludiu. Tudo caminhava bem demais para a virada. Mas Valdivia e sua infantilidade colocou tudo a perder. Foi expulso. Com um jogador a menos, o Palmeiras se conformou com o 2 a 2. Ganhou um ponto quando poderia somar três.

Quem estranha atitudes absurdas de Valdivia é porque não tem ideia como ele é mimado pelos dirigentes. O executivo responsável pelo futebol do clube, José Carlos Brunoro, demonstrava nos vestiários. Sem constrangimento tentava de todas as maneiras proteger Valvidia.

"Não há jogador que se mantenha tranquilo com uma arbitragem dessas. Toda vez tem problema de arbitragem, hoje foi escandalosa." Sim, foi isso mesmo, Brunoro tentou isentar Valdivia. Sua postura foi ridícula, amadora. Esse paternalismo mostra o quanto está ultrapassado como dirigente. Não consegue enxergar que o chileno se aproveita do fato de o clube não ter outro meia talentoso. E faz o que quer no Palmeiras.

1agenciapalmeiras Valdivia sabotou o Palmeiras. Tirou a chance de virada contra o Flamengo com expulsão infantil. Fiz c... O time mergulhou na zona do rebaixamento. E Brunoro ainda tenta proteger o mimado chileno...

O próprio Dorival Júnior desmoralizou Brunoro. O treinador quer uma punição para o chileno.

"A atitude do Valdivia não foi culpa do árbitro, ele vinha sofrendo uma série de faltas e isso desequilibra. Mas naquele momento, não. Foi um erro considerável da partida, da situação. Garanto que será resolvido."

Mas o técnico terá de se esforçar. Desde que foi recontratado pelo Palmeiras em 2010, Valdivia é especialista em prejudicar o time. Acumula confusões, expulsões, lesões que demoram demais para ser curadas. Membros de organizadas criaram para ele o 'chinelômetro'. Tanto que ele fica sem atuar. Depois da Copa do Mundo viajou para a Disney de férias sem autorização. Recebeu seu salário integralmente.

Fora os 36 minutos de ontem, só tinha atuado por 14 minutos contra o São Paulo, quando teve mais uma das suas misteriosas contusões. Mas enquanto tiver dirigentes incompetentes para o proteger, como Brunoro, Valdivia poderá continuar a aprontar. Ele é intocável no Palmeiras.

Após o jogo, Valdivia ao menos reconheceu a infantilidade que cometeu. Era o mínimo.

"Peço desculpas. Foi um lance infantil. Fiz cagada. Só peço para não exagerar muito, vocês sabem quando sou que está envolvido parece que é diferente. Tive uma reação absurda e idiota. Deixei a planta do pé acho que nas costas dele. Não chegou a ser um pisão, mas deixei o pé nas costas dele (Amaral)." O chileno falava como se fosse um garoto. No mês que vem completará 31 anos. E não mostrava preocupação maior com punição. Sabe que tem Brunoro para lhe dar guarida, estará protegido.

Enquanto isso, o Palmeiras já é o antepenúltimo no Brasileiro. Devidamente encaixado na zona do rebaixamento, a dos aspirantes à Segunda Divisão. Seria a terceira vez em 12 anos. Desta vez especial, 2014 é o ano de seu centenário...
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Convocação de Dunga privilegia o São Paulo, que não teve atleta algum chamado. Pior para Corinthians e Cruzeiro que ficarão sem Gil, Elias, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Brasileiro tinha de parar…

 Convocação de Dunga privilegia o São Paulo, que não teve atleta algum chamado. Pior para Corinthians e Cruzeiro que ficarão sem Gil, Elias, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Brasileiro tinha de parar...
O São Paulo não tem o que reclamar da convocação de Dunga. Dos clubes que brigam pela conquista do Brasileiro, ele acabou favorecido com o esquecimento de seus jogadores. Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec fizeram por merecer uma lembrança. Mas foram deixados de lado.

Melhor para Muricy que poderá ter seu time completo contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte, e Bahia, no Morumbi. Marcelo Oliveira não poderá falar a mesma coisa. Não terá Everton Ribeiro e Ricardo Goulart diante do Flamengo, no Maracanã, e Vitória, em Salvador. O Corinthians não poderá escalar Gil e Elias nos confrontos com o Botafogo, no Maracanã, e Internacional, em Porto Alegre.

As diretorias do Cruzeiro e do Corinthians estão revoltadas. Elas pediram formalmente para que não tivessem seus jogadores convocados nos amistosos contra Argentina e Japão. Além da briga contra o São Paulo pelo Brasileiro, os clubes disputam a Copa do Brasil. E não poderão contar com seus atletas na partida de volta das quartas-de-final.

O presidente da CBF, José Maria Marin, não quis saber dos pedidos. Os ignorou. Avisou a Dunga que ele teria a liberdade para convocar quem achasse importante para a Seleção. Foi o que fez.

"Temos de pensar na Seleção. Se nós abrirmos exceções, em todas as convocações vamos ter que abrir mão de alguém", disse o treinador, após divulgar a lista.

Marin e Dunga sabem que Mario Gobbi e Gilvan Tavares podem estar revoltados, mas não terão coragem de ir além. Impedir seus atletas de comparecerem à convocação. Isso criaria uma crise sem precedentes. Tudo fica mais difícil para os dirigentes corintianos e cruzeirenses porque seus jogadores querem atuar pela Seleção. Fora a valorização que conseguem em futuras transações.

2ae12 Convocação de Dunga privilegia o São Paulo, que não teve atleta algum chamado. Pior para Corinthians e Cruzeiro que ficarão sem Gil, Elias, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Brasileiro tinha de parar...

O máximo que Corinthians e Cruzeiro podem fazer será protestar. E isso Gobbi e Gilvan farão. Calado no seu canto, Carlos Miguel Aidar se beneficiará de seu clube continuar com Ganso e Kardec.

Dunga pensou na Seleção e nele próprio. Não quis abrir mão do quarteto porque quer sair com bons resultados dos amistosos. Sua preocupação, evidente, é com a Argentina na China. A vice campeã da Copa estará completa. Com Messi, Di Maria e todos seus principais atletas.

Na convocação de Dunga, as novidades foram os laterais Mario Fernandes do CSKA e Dodô da Inter de Milão. O treinador resolveu perdoar Fernandes, que atua pelo lado direito. Ele recusou convocação de Mano Menezes em 2011, por estar 'estressado' e focado no Grêmio. Já o canhoto Dodô foi revelado pelo Corinthians e está muito bem no futebol italiano. Maicon, cortado por indisciplina, não foi chamado. Como Marcelo, cujo estilo ofensivo demais não agrada Dunga, também não teve outra chance.

O treinador não quis chamar Thiago Silva. Alegou que ele está voltando de contusão e precisa de atletas bem fisicamente para os amistosos. Na verdade, o treinador não gostou nada do comportamento emotivo demais do jogador na Copa do Mundo. O técnico gostou do quarteto David Luiz, Miranda, Gil e Marquinhos. O capitão de Felipão deixou de ser prioridade na Seleção.

1cruzeiro Convocação de Dunga privilegia o São Paulo, que não teve atleta algum chamado. Pior para Corinthians e Cruzeiro que ficarão sem Gil, Elias, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. O Brasileiro tinha de parar...

Assim como Hulk. Dunga preferiu manter Robinho no grupo. O atacante do Zenit confessou estar surpreso. Mas o técnico disse que será sempre assim. Quem der chance, pode perder a posição. Hulk foi cortado dos amistosos com Colômbia e Equador por contusão. No mais, Dunga manteve a esmagadora maioria dos atletas que havia chamado quando reassumiu a Seleção.

Só que com esse calendário absurdo da CBF, não há dúvida alguma. O São Paulo acabou como grande beneficiado por não ter jogadores chamados nesta convocação. E Cruzeiro e Corinthians prejudicados. O mínimo que José Maria Marin deveria fazer seria adiar as partidas de cruzeirenses e corintianos. Só que ele não se mostra disposto, não. Precisa respeitar a grade de transmissão da Globo. Injustiça inaceitável, descabida...
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Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido…

1gazeta6 643x1024 Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido...
Antes de contratar Ricardo Gareca, Paulo Nobre cedeu ao apelo de José Carlos Brunoro. Permitiu que o seu executivo responsável pelo futebol do clube se encontrasse oficialmente com Vanderlei Luxemburgo. Ele estava desempregado, desesperado para voltar a trabalhar. Brunoro, amigo íntimo do técnico sabia disso. Perguntou se ele aceitaria R$ 200 mil mensais e mais bônus para classificar o time para a Libertadores, vencer a Copa do Brasil, ganhar o Brasileiro. Em maio, a situação palmeirense ainda não estava tão deprimente.

O treinador queria mais dinheiro. Mas deixou aberta a possibilidade de negociação. Só que Paulo Nobre desistiu. Teve de desistir. Os ex-presidentes Mustafá Contursi e Luiz Gonzaga Belluzzo foram frontalmente contra o retorno do treinador. Ficaram histéricos ao saber da possibilidade do retorno. A queixa dos dois é pessoal. Não suportam o personalismo do técnico. Nobre percebeu que suas ações ficariam travadas no Conselho Deliberativo.

A esta altura já havia recebido o sinal verde que valeria a pena viajar para a Argentina. Gareca estava querendo investir na sua carreira internacional. E o Palmeiras serviria de porta de entrada no futebol brasileiro. E Luxemburgo foi esquecido. Se não houvesse acordo com o ex-treinador do Velez, outro técnico desempregado seria chamadado: Dorival Júnior. Luxemburgo, não.

O treinador carioca completou oito meses desempregado, largado. Os dirigentes de clubes grandes haviam desistido do técnico de 62 anos. Nos últimos dez anos ele vive uma decadência espantosa. Seu prestígio desapareceu. Assim como os títulos importantes. Ele não se reciclou. Sua carreira como treinador chegou a longos 34 anos. Foram 36 trocas de equipes que passaram pelas suas mãos.

Não aprendeu inglês, italiano, espanhol. Se contentou com sua intuição e sua visão privilegiada do jogo. Cercado por aduladores, deixou o seu ego prevalecer. Queria ser o primeiro manager oficial do futebol brasileiro. Queria ganhar dinheiro na revelação e na venda de jogadores nos clubes. E até quando um atleta promissor que escolhesse desse certo: fosse comprado pelo futebol europeu ou chegasse à Seleção.

Chegou a ter a maior Comissão Técnica do país. Empresários e dirigentes a ironizavam 'em off'. Diziam que ela caberia em um ônibus. Mas duplo, daqueles que circulam em Londres.

Tudo começou a desmoronar quando teve de enfrentar a Comissão de Inquérito Parlamentar. Enfrentou situações desmoralizantes. Como a revelação que sua idade estava fraudada. Ele era mais velho do que seus documentos mostravam. Teve vantagem jogando nas categorias de base, contra atletas mais jovens. Foi 'gato' no popular. Pior que chegou até a atuar pela Seleção Brasileira quando garoto. Seu nome nunca teve w ou y.

2reproducao9 Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido...

Seu patrimônio pessoal foi questionado. Perdeu o comando do Brasil. Não fosse a CPI deveria ter sido o técnico da Seleção na Copa de 2002, vencida por Felipão. Esta mágoa o acompanha como uma tatuagem. Acreditava na promessa de seu amigo Ricardo Teixeira. Ele o compensaria pela tristeza que passou em 2000. Teria o comando do time brasileiro em 2014. Quando, em 2007, o então presidente da CBF conseguiu teve a certeza que o Mundial seria aqui, Luxemburgo quase soltou fogos. Bastaria fazer bons trabalhos e sonhava substituir Dunga.

Nada deu certo. Foram fracassos seguidos de fracassos. No Santos, Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio. Não havia a menor condição de aspirar o cargo. Ricardo Teixeira já havia abandonado a CBF, com a revelação do escândalo da ISL. Vanderlei ficou sem o menor apoio de ninguém junto à Seleção. Terminou o ano passado trabalhando em nove partidas do Fluminense até ser mais uma vez mandado embora.

Disse que tiraria um período 'sabático'. Iria se aprimorar. Não foi para a Europa aprender. Não teve encontros com técnicos como Guardiola, Ancelotti, Low. Não quis voltar a grandes clubes do Velho Continente para verificar o que de novo estava acontecendo. Não se permitiu. O vexame que teve de enfrentar no Real Madrid foi marcante demais.

O máximo que Luxemburgo fez de novo foi trabalhar como comentarista da Fox Sports durante a Copa. Ele assistia aos jogos, anotava o que podia das partidas. E tentava mostrar intimidade com jornalistas brasileiros antes dos jogos, nos restaurantes dos estádios. Sua péssima dicção atrapalhava os telespectadores, não entendiam muito do que falava. O vínculo acabou com o fim do Mundial.

1reproducao19 Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido...

A direção do Flamengo, desesperada com a possibilidade do rebaixamento, apelou ao treinador. Luxemburgo não fez exigências. Sua Comissão Técnica que cabia no ônibus duplo londrino não existe mais. O clube só aceitou Antônio Mello, seu preparador físico, e o ex-jogador Deivid, como seu auxiliar técnico.

Vanderlei se apegou à esta última oportunidade com unhas e dentes. Parou de jogar pôquer, deixou de lado seu site de vinhos, esqueceu de vez o delírio de ser senador por Tocantins. Até os ternos com corte italiano foram para o armário. Se focou no que sabe fazer melhor na vida: ser técnico. Entendeu o quanto o ego o deixou estagnado, ultrapassado. Apelou para a motivação. Com um elenco fraco, limitado, montou um esquema simples, defensivo. A competitividade vem do empurrão da apaixonada torcida flamenguista que não aceita a Segunda Divisão.

Esperto como sempre, Vanderlei já avisou. O objetivo do clube este ano é não ser rebaixado. Assim se livra de cobranças mais fortes pela Copa do Brasil ou classificação para a Libertadores. Foi assim que conseguiu uma recuperação louvável no torneio nacional. Da última colocação, o Flamengo já ocupa a décima colocação. Campanha que já está até garantindo começar 2015 empregado.

5reproducao1 Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido...

É assim que ele levará seu time para o jogo de hoje no Pacaembu. Contra o clube em que foi bicampeão brasileiro, quatro vezes Paulista. Quebrou seu jejum de títulos de 17 anos em 1993. Mas nem com o seu amigo íntimo Brunoro no comando do futebol, o aceitou de volta. Virou as costas para ele, desempregado, desacreditado. E agora está à beira da zona do rebaixamento, envergonha seu torcedor no ano do centenário.

Vanderlei Luxemburgo da Silva é uma pessoa vingativa. Este sentimento o dominará às 22 horas, quando colocará seu time do coração contra aquele que o confirmou como grande treinador para o Brasil. Há 21 anos. Mas o momento não é de agradecimento. Não para o avô, carioca de Nova Iguaçu. É hora de ir à forra. Afundar o Palmeiras ainda mais na sua crise. Mostrar para Mustafá, Belluzo e Paulo Nobre que não está acabado...
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Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge…

2ae11 Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge...
Conselheiros ligados a Mario Gobbi fizeram questão de comentar em 'off' para os jornalistas que vão todos os dias para o Corinthians. Nilmar pediu para jogar de novo no Parque São Jorge uma fortuna. Seu empresário, Orlando da Hora, pediu R$ 800 mil mensais mais luvas de R$ 2 milhões.

Vários órgãos de comunicação 'por acaso' divulgaram a 'notícia' há duas semanas. O assunto foi encerrado. Afinal de contas, como exigir que o clube bancasse tanto por um atacante diferenciado, claro. Mas com 30 anos e com operações nos dois joelhos? Sem mercado nem entre os clubes médios europeus? Gobbi estava mais do que certo.

O maior interessado, Mano Menezes, se calou. O treinador sonhava com o oportunismo e a a velocidade do jogador do Al Jaish do Catar. Só que o exorbitante salário divulgado, o convenceu que a direção fazia muito bem em não investir tanto. O remédio foi se conformar.

Mas tudo ficou muito constrangedor hoje. O Internacional fechou a contratação de Nilmar. Ele assinou contrato por três anos. Seu salário? R$ 430 mil. Pouco mais do que a metade 'divulgado' no Corinthians. A luva de R$ 2 milhões, dividida em 39 parcelas foi mantida. Orlando da Hora e o atacante nunca foram de rasgar dinheiro. O que teria acontecido?

Simples. Orlando da Hora deu a desculpa que Gobbi queria ouvir. Os R$ 800 mil mensais foram apenas a primeira pedida. Técnica comum entre os empresários do mundo todo. Até na feira de Acari é assim. Depois da exigência inicial há a negociação. Mas o Corinthians tem sérias dificuldades financeiras. Já gasta R$ 12 milhões com salários de jogadores. A dívida envolvendo o Itaquerão só cresce. A procura ao atacante aconteceu porque sua identificação com o clube é enorme. Foi uma exigência dos conselheiros.

 Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge...

A direção do Inter ouviu do staff do jogador que havia proposta do Cruzeiro e de uma equipe da Índia. Mas o presidente Giovanni Luigi não se abalou. Eram R$ 430 mil mensais e as luvas parceladas. Ponto final. Orlando da Hora esperava que os corintianos o procurassem novamente. Perdeu tempo.

Nilmar assinou contrato esta manhã por três anos. No Parque São Jorge, só Mano Menezes lamenta. O presidente Mario Gobbi não se abala. A conselheiros ele diz que tentou. E que não pagaria R$ 800 mil e mais luvas de R$ 2 milhões. Não sabe e nem quis saber que o atacante fechou com o Inter por pouco mais da metade da primeira proposta de Orlando da Hora. Gobbi melhor do que ninguém sabe o quanto o dinheiro está curto no Parque São Jorge...
1ae22 Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge...

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