Não há quem não chore por Luciano do Valle. O homem que fez do talento um caminho para revolucionar o esporte no seu amado Brasil. O destino não quis esperar 52 dias. Para que transmitisse a Copa do Mundo mais desejada…

1ae20 Não há quem não chore por Luciano do Valle. O homem que fez do talento um caminho para revolucionar o esporte no seu amado Brasil. O destino não quis esperar 52 dias. Para que transmitisse a Copa do Mundo mais desejada...
Acabou ontem o confronto entre Luciano do Valle e Galvão Bueno.

De forma triste, chocante.

Desde o final da Copa de 1982, o Brasil se dividia.

Os dois melhores narradores de futebol do país estavam em lados diferentes.

Com uma vantagem enorme para Galvão.

A Globo com seu poderio econômico tinha os maiores eventos.

Sua voz virou obrigatória para quem os queria acompanhar.

Bandeirantes e Record, em curto período, lutavam na guerrilha.

Luciano ficou em desvantagem, em segundo plano.

Ambos eram assumidos descendentes da tradição sul-americana de narradores.

Quando chegou a televisão neste continente a transição foi imediata.

Os locutores de rádio simplesmente passaram para o novo veículo.

E impuseram por aqui o que muitos ingleses e americanos acham loucura.

Narrar os jogos como quem está assistindo não acompanhasse as imagens.

Para eles beira a insanidade acompanhar a bola.

O telespectador está vendo.

Não haveria a necessidade de descrever cada lance.

Mas esse estilo já domina a alma do brasileiro.

Tanto Galvão quanto Luciano beberam na mesma fonte de inspiração.

Geraldo José de Almeida.

Locutor que não só fazia questão de levar emoção exagerada a cada partida.

Mas ia além.

Mergulhava de cabeça no nacionalismo.

Forçava o espectador a torcer de forma absoluta pelos brasileiros.

Era um exagero.

Os dois narradores decidiram que o caminho era esse.

Isenção, imparcialidade não dava audiência.

Tive a sorte de entrevistar longamente os dois.

E sei a filosofia de ambos.

Transformar o espectador mais do que fã, um cúmplice.

Não era a Seleção Brasileira que estava em campo.

"Éramos nós."

"Ganhávamos e perdíamos títulos."

A tática dá certo até hoje.

Principalmente em uma competição tão grandiosa quanto a Copa do Mundo.

Luciano do Valle não usava bordões.

"Haja coração...Quem é que sobe? Isso, pra cima deles...

Roooooonaldinho... Isso pode, Arnaldo?"

Esse e tantos outros ficava para Galvão.

"Não sou artista, animador, sou jornalista."

Essa era a principal diferença.

Luciano acreditava que deveria reportar o jogo.

Galvão tem a certeza que é o principal personagem da transmissão.

Por isso narra, comenta e critica quem não concorda com ele.

Tanta confiança vem desde 1982.

Ou melhor depois do final da Copa da Espanha.

Quando Luciano resolveu deixar a Globo.

Ele decidiu que era hora apostar em outro esporte que amava.

O vôlei.

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Já com a parceria importantíssima e discreta de Carlos Nuzman.

O locutor se transformou em empresário.

Montou a empresa Promoação.

E depois a Luqui.

Homem de visão, juntou parceiros poderosos, milionários.

Com sua popularidade obtida como maior narrador do país, na Globo.

No dia 26 de julho de 1983 conseguiu sua façanha mais admirável.

Levou 95.887 pessoas para o Maracanã, com o Rio em pleno temporal.

Brasil e a então União Soviética disputaram um amistoso.

De vôlei!!!

É o maior público até hoje para um esporte olímpico a céu aberto.

A TV Record transmitiu a partida.

"Ganhamos por 3 a 1 dos poderosos russos.

Demos início a geração de prata: Bernard, Montanaro, William.

E mais do que isso.

O país descobriu que havia outro esporte além do futebol."

Toda a alegria de Luciano do Valle se justificava.

Como empresário sabia estar no caminho certo.

Logo formaria com o consórcio Luqui-Bandeirantes.

Sua ideia parecia ousada.

Mas deu certo demais.

Levar onze horas de transmissões esportivas em seguida.

Elia Júnior e Simone Mello ficaram mais conhecidos que Tom e Jerry.

Eles eram os apresentadores do Show do Esporte.

O projeto foi tão vitorioso que dominou o espírito da emissora.

A Bandeirantes era o 'canal do esporte'.

Por imposição do seu nacionalismo, o microfone da emissora mudou.

Deixou de ser vermelho, preto e branco, cores da bandeira paulista.

Daí o nome da emissora, Bandeirantes.

Para ser verde e amarelo, como a bandeira e os uniformes brasileiros.

Luciano era prático, ele adaptou ao país o que acontecia nos Estados Unidos.

Fez de uma tevê aberta um canal a cabo aos domingos.

Nessas onze horas de programação, o forte eram os esportes amadores.

A Globo, desde a ditadura militar, mantinha o monopólio do futebol.

O que se mostrou excepcional para Galvão Bueno.

Todos os jogos importantes, principalmente da Seleção, eram dele.

Com tanto tempo no ar, Luciano ousou.

Mostrou de tudo, até sinuca.

Transformou Rui Chapéu em ídolo do país.

Apostou em Adilson Rodrigues.

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Usou com muita sabedoria os dúbios caminhos do boxe profissional.

E fez do brasileiro um fenômeno.

Muitos não levavam em conta os adversários fraquíssimos que enfrentou.

Mas eram garantia de primeiro lugar na audiência.

Foi até onde pôde.

Nunca houve a 'luta do século' contra Mike Tyson.

O empresário o segurou derrotando oponentes sem potencial o quanto pôde.

Mas a subida no ranking o obrigou a encarar os melhores.

E vieram George Foreman e Evander Holyfield.

Durou apenas dois rounds contra cada um.

Maguila despencaria do segundo lugar do Conselho Mundial de Boxe.

Perdia o fôlego.

Ter acontecido esses combates já foi uma façanha.

Depois vieram mais lutas e adversários insignificantes.

Sua missão havia sido cumprida.

Dera à Bandeirantes muitas noites em primeiro lugar.

Luciano do Valle tinha um sonho.

"Eu gostaria muito de treinar a Seleção Brasileira.

Sei que tenho condições por tudo que vivi no futebol."

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Ele me fez essa confissão quando decidiu ousar.

Não narraria a Copa do Mundo de Masters.

Seria o técnico.

Sentou no banco, comandou Rivellino, Edu, Dario.

Mas não se transformou no 'novo' João Saldanha.

Logo estava envolvido no basquete feminino.

Com Magic Paula, a Rainha Hortência.

Investidor, trouxe a Fórmula Indy ao País.

Mostrou os primeiros jogos da NBA.

A Traffic de Jota Hawilla assumiria o esporte na Band.

O projeto das onze horas no ar aos domingos se esgotava.

Os canais a cabo começavam a se firmar no país.

Luciano trocou São Paulo por Recife.

Estava envolvido em vários projetos.

Narrar virou apenas o trabalho de quarta e domingo.

Ainda tinha fôlego e voz para brigar com Galvão Bueno.

Até que em 2012, sofreu um AVC.

Se afastou da narração por cerca de um ano.

Voltou diferente, debilitado.

Mas sua carreira vitoriosa, se nome ainda era seu crachá.

Companheiros já o ajudavam na transmissão.

Principalmente quando trocava algum nome de atleta.

Nada falavam.

Escreviam em letras garrafais o nome correto.

O que parecia uma gafe imperdoável ao telespectador comum...

Mas era, na verdade, quase um milagre.

Médicos ficavam boquiabertos como ele transmitia jogos.

Luciano se superava, ia além dos limites, em qualquer partida após o AVC.

Mostrava muita coragem de se expor.

2013 havia sido um ano mágico.

A Copa das Confederações coincidiu com os 50 anos de carreira.

O nacionalista incorrigível estava mais do que animado.

Queria demais transmitir a sua 11ª Copa.

O Mundial seria no seu país.

Com a final marcada para o mesmo Maracanã de Brasil e Rússia em 1983.

Faltavam apenas 52 dias.

Mas o coração não suportou.

E começou a falhar ontem no voo entre São Paulo e Uberlândia.

Iria narrar Corinthians e Atlético.

Mas morreu ao desembarcar na cidade mineira, aos 66 anos.

Com ele, se vai um revolucionário.

Pura sorte do Brasil que o melhor narrador quis ser empresário.

E enxergou o potencial de outros esportes além do futebol

Zé Roberto Guimarães, Rivellino, Hortência, Fittipaldi estão desolados.

Mesmo o vaidoso Galvão Bueno também não escapou das lágrimas.

Não ter o principal concorrente não é motivo de alegria.

É o fim de uma era.

Todos sabem o profissional e o homem que este país perdeu.

Não há quem não chore hoje por Luciano do Valle...
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Marin e Marco Polo não vão aceitar calados. A Portuguesa abandonou o campo ontem em Joinville. A CBF acredita que foi vingança pelo rebaixamento, um ato para desmoralizar o futebol brasileiro. Punição grave à vista…

1ae19 Marin e Marco Polo não vão aceitar calados. A Portuguesa abandonou o campo ontem em Joinville. A CBF acredita que foi vingança pelo rebaixamento, um ato para desmoralizar o futebol brasileiro. Punição grave à vista...
"O ato apresentado ao delegado do jogo entre Joinville e Portuguesa não tem nenhuma eficácia jurídica, pois decorre de uma decisão proferida pelo incompetente juízo da 3ª Vara Cível do Fórum Regional da Penha, São Paulo, e que vem a desrespeitar flagrantemente a determinação do Superior Tribunal de Justiça, que já decretou que a competência é exclusiva da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que proferiu decisão contrária.

O ato desse juízo confirma grave desrespeito ao STJ e é muito sério.

Seus responsáveis terão de reparar os vultuosos danos causados. Quanto à Portuguesa, que abandonou o campo, caberá ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgar o mérito."

O tom do comunicado oficial da CBF já demonstra.

A Portuguesa comprou briga contra inimigos poderosos.

Ao abandonar o campo de jogo ontem em Joinville, declarou guerra.

A José Maria Marin, a Marco Polo del Nero e à Globo.

A emissora é dona do canal a cabo Sportv.

O abandono do time paulista aos 16 minutos de partida foi desmoralizante.

Patrocinadores não tiveram os 90 minutos do jogo.

A CBF de Marin passou por um vexame inesquecível.

O time de Ilídio Lico se comportou como se estivesse em um torneio de várzea.

Estragou a estreia do Campeonato Brasileiro da Série B.

Não levou em consideração o aviso mandado pelo presidente da entidade.

Marin avisava que o clube deveria terminar a partida de qualquer maneira.

A essa altura ele já sabia que havia chegado um oficial de justiça ao campo.

E que a Portuguesa não poderia jogar a Série B.

Uma liminar conseguida pelo torcedor Renato de Britto Azevedo recolocava o time na A.

A ação foi obtida na 3ª Vara Cível do Fórum Regional da Penha.

Marin havia avisado Ilídio Lico.

Ela não teria efeito.

Já que o STJ havia determinado.

Só a 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca no Rio é competente para julgar o caso.

E ela já deu parecer desfavorável ao time do Canindé.

A ordem de Marin era firme.

Não se preocupar com o oficial de justiça.

E terminar a partida normalmente.

Mas Ilidio Lico mandou seu filho Marco Lico avisar Argel Fucks.

Era para tirar o time de campo.

Os jogadores deixaram transparecer.

Sabiam que isso deveria ocorrer.

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Ninguém questionou, todos saíram correndo para o vestiário.

Enquanto isso, a torcida do Joinville protestava.

Vários torcedores mostravam notas de dinheiro.

Lembravam que haviam pago para assistir ao jogo.

Outros procuravam rádios e televisões.

Avisavam que iriam entrar no Procon.

O time do Joinville não sabia o que fazer.

A diretoria mandou que os atletas ficassem no gramado.

Assim garantiriam a vitória por W.0, desistência do adversário.

Um caos, uma vergonha.

Mas a diretoria da Portuguesa que se prepare.

A cúpula da CBF vai punir o clube.

Marin tem a certeza que tudo foi feito de caso pensado.

Foi uma maneira para protestar pelo rebaixamento do clube.

E desmoralizar os Brasileiros da Série A e B.

Constranger o dirigente à frente da Copa do Mundo no Brasil.

A Portuguesa será indiciada pelo procurador do STJD, Paulo Schmidtt.

2ae8 Marin e Marco Polo não vão aceitar calados. A Portuguesa abandonou o campo ontem em Joinville. A CBF acredita que foi vingança pelo rebaixamento, um ato para desmoralizar o futebol brasileiro. Punição grave à vista...

"São três artigos distintos (abandono, W.O e interrupção).

As penas vão desde multa, perda de pontos e até a exclusão da competição.

Pelas esferas internacionais podem ocorrer rebaixamento imediato.

Ou até uma eliminação."

A punição virá contra a Portuguesa e será pesada.

O vice jurídico do clube, Orlando Cordeiro de Barros, pediu demissão.

Não concordou que o time entrasse em campo.

Mas sua opinião foi desprezada por Ilídio Lico.

"Eu já sabia que isso ia acontecer, eu avisei que isso aconteceria.

Porque decisão judicial é para ser cumprida, você não desafia.

O delegado que mandou a partida está só cumprindo a ordem que passaram.

Se a liminar não foi cassada, como entrar em campo?

Avisei que não deveríamos nem pisar no gramado.

Mas o presidente Ilídio não concordou.

Por isso, estou indo embora.

Não posso ficar se a minha opinião não é levada em consideração."

"Tentei cancelar a rodada com a CBF, mas não consegui.

Sabia que isso iria acontecer.

O oficial de justiça falou dos riscos.

Inclusive que eu poderia ser preso.

Então, pedi para tirar o time de campo."

Essa foi a explicação de Ilídio Lico.

Mas não convence Marin e nem Marco Polo del Nero.

O no presidente da CBF e presidente da FPF também está furioso.

Ele e Marin acreditam que a intenção da Portuguesa foi outra.

Colocar fogo no circo.

Por isso o time não terminou o jogo que começou.

E queria o que conseguiu.

Transformar a abertura da Série B em motivo de chacota.

Foi deprimente tudo o que aconteceu em Joinville.

Mas não passará em vão.

A Portuguesa que se prepare.

Está de novo nas mãos do STJD.

O mesmo tribunal que a rebaixou para a Segunda Divisão.

A CBF quer que o caso seja exemplar.

E que clube algum volte a desafiar a entidade.

A ordem de Marin chegou aos vestiários da Portuguesa.

Não voltou a campo porque não quis.

"A Portuguesa precisa definir se vai jogar a Série B ou se não vai entrar em campo no campeonato. Ela não vai atuar na primeira divisão, pois isso já foi definido na Justiça. Se eles não querem a Série B, não tem problema. Serão responsabilizados por isso. Não vamos transformar ninguém em vítima ou mártir da competição. A Portuguesa descumpriu normas disciplinares e regulamentos. O tribunal vai julgar isso."

A declaração é de Paulo Schmidtt.

A impressão que a Portuguesa passou não deixou dúvidas.

Querer desmoralizar o futebol brasileiro.

A menos de dois meses do início da Copa do Mundo.

E ela conseguiu.

Agora arque com as consequências...

(Carlos Miguel Aidar é direto.

O presidente do São Paulo defende a CBF.

E garante.

A liminar será cassada sem problemas.

E o castigo virá.

"A Portuguesa agiu de má fé.

Vai perder os pontos do jogo, será multada.

E poderá, sim, ir parar na Série C."

Como já se cogitava na madrugada de ontem...)
1reproducao19 Marin e Marco Polo não vão aceitar calados. A Portuguesa abandonou o campo ontem em Joinville. A CBF acredita que foi vingança pelo rebaixamento, um ato para desmoralizar o futebol brasileiro. Punição grave à vista...

Carlos Miguel Aidar e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de ‘espanholização’….

1spfc Carlos Miguel Aidar  e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de espanholização....
Ataíde Gil Guerreiro.

O novo homem-forte do São Paulo tem passado.

Parceiro de alma de Carlos Miguel Aidar.

E um dos idealizadores do Clube dos 13, presidido por Carlos Miguel.

Ambos foram visionários.

Queriam a união dos maiores clubes brasileiros para pressionar a Globo.

Desejavam e conseguiram cotas mais justas.

Em grupo sentiram sua força.

Conseguiram as cotas.

US$ 3,4 milhões, em 1987.

US$ 6 milhões (em 1994),

US$ 10,4 milhões (1995),

R$ 15 milhões (1996),

R$ 50 milhões ao ano (em 1997 e em 1999),

R$ 130 milhões (em 2002),

R$ 300 milhões por ano (a partir de 2004)

R$ 1,4 bilhão pelo triênio 2009-2011.

Assim foi feito.

O auge do movimento foi no ano 2000.

Se aproveitaram de um imbróglio político.

O Gama havia entrado na Justiça Comum não aceitando o seu rebaixamento.

O deputado federal Aldo Rebelo, sim ele mesmo, foi fundamental.

A CBF não tinha condições legais de organizar o Brasileiro.

Foi então que o Clube dos 13 criou a Copa João Havelange.

Logo Ricardo Teixeira percebeu o inimigo que tinha no quintal.

A inutilidade da CBF poderia ser percebida.

Os dirigentes a enxergavam como realmente ela é.

Uma entidade que apenas organiza os campeonatos e cuida da Seleção.

Não poderia ser tão poderosa.

Mas logo Teixeira percebeu o perigo.

1cbf1 Carlos Miguel Aidar  e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de espanholização....

E tomou as rédeas do futebol brasileiro.

Tinha como arma o apoio das federações.

Os adiantamentos das cotas de tevê.

E principalmente os empréstimos aos clubes.

Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro já eram passado.

Não existiam mais no futebol quando Andrés Sanches agiu.

A pedido da Globo implodiu o Clube dos 13.

A emissora estava a ponto de perder a transmissão do futebol.

Sabia que concorrentes se organizaram para pagar bem mais.

Em fevereiro de 2011, Sanchez avisou.

O Corinthians deixaria a entidade.

Iria discutir sozinho a sua cota.

Ao mesmo tempo, Andrés procurou a cúpula do Flamengo.

E ela seguiu o mesmo caminho.

Os outros clubes se renderam e viraram as costas ao C13.

O então presidente Fabio Koff percebeu : tudo estava acabado.

Corinthians e Flamengo tiveram a recompensa pela atitude.

Receberam da emissora a promessa de maiores cotas que os rivais.

Os dois clubes mais populares do país ganhariam uma grande alavanca.

Maior cota, mais vezes na tela da emissora, atraindo maiores patrocínios.

Formação de melhores times.

A diferença hoje já é grande.

Não custa repetir que em 2016 ficará enorme.

Corintianos e flamenguistas receberão R$ 170 milhões por ano.

São Paulo, R$ 110 milhões.

Palmeiras e Vasco, R$ 100 milhões.

Santos, R$ 80 milhões.

Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Inter, Fluminense e Botafogo menos.

Apenas R$ 60 milhões.

Os demais ganharão no máximo, R$ 35 milhões.

Ataíde foi diretor executivo do Clube dos 13.

Na época em que Corinthians, Flamengo e São Paulo ganhavam iguais.

O que ele mais prometeu aos eleitores de Carlos Miguel é que tudo mudará.

O clube não aceitará mais essa diferenciação.

O privilégio a corintianos e flamenguistas.

Muito pelo contrário.

O sonho é a reedição do Clube dos 13.

Sem os privilegiados times mais populares do Brasil.

Juntar os outros em uma outra entidade.

E brigar juntos pelo fim da preferência.

Ataíde como Aidar percebe que o caminho é sem volta.

Não haverá como, no futuro, alcançar os rivais.

A Espanha surge sempre na conversa.

1getty2 Carlos Miguel Aidar  e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de espanholização....

Lá, Real Madrid e Barcelona, recebem 120 milhões de euros.

Nada menos do que R$ 371 milhões por ano.

O terceiro colocado neste ranking é o Valencia.

São 44 milhões de euros, R$ 136 milhões.

Quase três vezes menos.

Aí surge o Atlético de Madrid, com 42 milhões de euros.

Ou R$ 129 milhões.

Athletic Bilbao e Sevilha recebem cerca de 20 milhões de euros.

R$ 61 milhões.

Seis vezes menos do que Real e Barcelona.

Esse cenário é perturbador.

Não por acaso passou a ser referência.

Além disso, Carlos Miguel enfrentará Andrés.

1ae18 Carlos Miguel Aidar  e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de espanholização....

Sabe todo o mal que ele fez ao São Paulo.

Tirando o Morumbi da Copa.

O novo presidente sangra para tentar cobrir o estádio por causa dele.

Se não fosse a briga de Juvenal com Ricardo Teixeira, que o corintiano aproveitou.

E vai contar com Ataíde para arregimentar parceiros.

O Santos é o primeiro.

Odílio Rodrigues tem arrepios quando pensa.

Daqui a um ano e oito meses receberá R$ 90 milhões a menos que Corinthians e Fla.

Paulo Nobre também é visto como um possível aliado.

Assim como Peter Siemsen, Roberto Dinamite, Alexandre Kalil, Gilvan Tavares.

O descontentamento já se espalhou pelo país.

Ataíde e Carlos Miguel se propõem a amarrá-lo.

E partir para o confronto.

Juvenal Juvêncio até pensou nisso.

Mas a sua doença o atrapalhou.

Não tinha energia para uma briga que promete não ser fácil.

A articulação nos bastidores já vai começar.

Eles formar um bloco para repetir 1987.

E pressionar a Globo.

Não só por melhores cotas no futebol.

Mas por pagamentos equivalentes.

Acabar com os privilégios dos clubes mais populares do país.

A tese é simples.

Organizar campeonatos só com Corinthians e Flamengo é impossível.

Então que a distribuição seja melhor feita.

A proposta dos sonhos de Carlos Miguel é parecida com a da Inglaterra.

Lá 50% são divididos entre os 20 clubes da Premier Liga.

25% é baseado na classificação do ano anterior.

E os outros 25% variam pelo número de jogos exibidos.

A tevê escolhe de acordo com o interesse da competição.

No máximo, uma variação.

Um terço seria dividido de forma igual entre os clubes.

Outro terço pela classificação no ano anterior.

E só outro terço de acordo com o tamanho da torcida.

Ataíde confirmou essa tese ao meu amigo Menon.

O confronto já ganha contornos.

A possibilidade de uma liga também.

Desde que a CBF continue insensível, omissa.

E não auxilie esses clubes dissidentes.

Um 'Clube dos 13' sem Corinthians e Flamengo é sonho de muitos.

Faltava apenas alguém com coragem de enfrentar o sistema.

O novo presidente do São Paulo diz ser essa pessoa.

É esperar e cobrar o fim da desigualdade...
2spfc Carlos Miguel Aidar  e a promessa da criação de uma liga dos descontentes. Para pressionar a Globo pelo fim dos privilégios a Corinthians e Flamengo. Exigir justiça na distribuição bilionária de cotas como a da Inglaterra. Chega de espanholização....

Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que “ganhar roubado é mais gostoso” tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou…

1reproducaoodia Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...
"Felipe, seu fdp.

Você vai morrer.

FJV."

Assim, sem meias palavras foi a pichação.

O local escolhido, a casa de Diogo Ricardo dos Santos, no Rio.

Ele é primo de Felipe, goleiro do Flamengo.

Que no domingo não teve dúvidas.

Ao saber que o gol de Márcio Araújo foi ilegal.

O que deu o título ao seu time, aos 46 minutos do segundo tempo.

E que prejudicou o Vasco da Gama.

O jogador sorriu e cunhou as lamentáveis frases.

"Foi impedido? Ganhar roubado é mais gostoso!"

A torcida vascaína ficou revoltada.

Como quem tem dignidade também.

Não há cabimento mais irresponsabilidade nos microfones.

Felipe é ídolo de milhões.

Influencia inúmeros garotos.

A mensagem é clara, vamos comemorar a ilegalidade.

É mais gostoso 'roubado'.

Não há nada de politicamente correto.

Alguns comentaristas dizem que não passou de mera provocação.

E que o futebol está ficando 'chato'.

1reproducao18 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

Argumento pueril.

A sociedade mudou.

Está mais violenta.

Não há mais respeito pela vida humana.

No Maranhão estava acontecendo um torneio amador.

Na cidade que leva o nome papal: Pio Xll.

Josenir Santos Abreu foi expulso.

O árbitro era Otávio Jordão da Silva.

Inconformado, Josenir não aceitou deixar o campo.

E resolveu brigar com o juiz.

Começaram a rolar no gramado, pelos relatos.

Foi quando Otávio tirou um punhal que levava sob o uniforme.

E matou com uma punhalada no peito Josenir.

A reação absurda virou barbárie.

Jogadores e torcedores cercaram o árbitro.

O amarraram e passaram a agredi-lo com socos e pontapés.

Usando pedras, esmagaram seu crânio.

A morte de Otávio não contentou os agressores.

Eles o esquartejaram.

O requinte dessa insanidade...

Arrancaram sua cabeça e colocaram em um poste.

As mortes se sucedem no futebol.

Vândalos fazem fila para matar rivais de outras organizadas.

Usando golpes de barra de ferro ou pisões na cabeça do rival.

Não só brigas, mas ameaças de morte são trocadas por vândalos nas organizadas.

Por isso cada palavra precisa ser pensada antes de ser dita.

1gazeta11 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

O Brasil se tornou um dos países mais violentos do mundo.

Com índices de latrocínios e assassinatos aterrorizantes.

Não há quem saia tranquilo nas grandes metrópoles.

A greve na Bahia retrata bem demais.

O que acontece quando a criticada polícia entra em greve.

A desigualdade social tem na impunidade a cúmplice perfeita.

Por isso tantos crimes.

Há a certeza de que nada demais irá ocorrer.

Pesquisas sérias revelam.

Até 8% dos homicídios no Brasil são resolvidos.

E os criminosos punidos.

Ou seja, em 92% dos casos nada acontece.

O autor fica livre para matar outra vez.

Diante da repercussão, já na segunda-feira, Felipe pediu desculpas.

Mas de uma maneira inconvincente.

"Falou mais o lado torcedor do que outra coisa. Roubado eu peguei pesado. Um atleta não pode falar isso. Até peço desculpas aos vascaínos que não gostaram. Brincadeira pode, mas se fosse o contrário os vascaínos estariam zoando os flamenguistas. Do meu modo de ver, foi um pouco pesado o roubado, mas as zoações estão aí."

Pensou que estaria tudo acabado.

Não está.

A ameaça de morte a Felipe deve sim ser levada a sério.

3gazeta4 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

As autoridades precisam proteger a vida do goleiro.

Qualquer situação serve de desculpa para anormais.

Como os erros de arbitragem contra o Vasco.

Aconteceram na final do Carioca e ontem também.

Em São Januário foi anulado gol legal de André Rocha.

O tento não foi necessário, já que o time ganhou do Resende.

E se classificou para a próxima etapa da Copa do Brasil.

Mas o lance aconteceu logo quando muitos torcedores estavam com nariz de palhaço.

Gritando ao time 'é campeão' para compensar o que aconteceu no domingo.

FJV é a abreviatura de Força Jovem do Vasco.

Torcida que está suspensa dos estádios por sua violência.

Vândalos infiltrados pisaram na cabeça de torcedores do Atlético Paranaense.

No pequeno estádio de Joinville, os jogadores vascaínos gritavam, choravam.

Pediam para que parassem de tentar esmagar as cabeças dos rivais caídos.

Mas os criminosos só ficavam estimulados com esses pedidos.

E pisavam com mais raiva.

Houve até quem pegasse uma barra de ferro com pregos na ponta.

E ficasse batendo no crânio do atleticano desmaiado.

As imagens escandalizaram o mundo.

Por sorte ninguém morreu.

Por pura sorte.

Mas ainda assim há quem acredita que Felipe estava certo.

O bom mesmo é provocar.

E que 'o futebol está muito chato'.

Essas pessoas deveriam procurar saber.

Se inteirar do estado de preocupação que está a família do jogador.

O medo depois da promessa de morte pintada na casa do primo.

Os vândalos sabem onde moram os parentes do jogador.

E podem aparecer a qualquer hora.

É preciso ter a noção do país sem lei que o Brasil se transformou.

Felipe está aprendendo da pior maneira possível...
2gazeta6 Ameaças de morte fazem Felipe descobrir. Um ídolo do Flamengo precisa saber o que fala. Dizer que ganhar roubado é mais gostoso tem consequências. Ainda mais neste país sem leis que o Brasil se transformou...

Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte…

1divulgacao4 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...
A justiça não foi feita.

O Figueirense escalou um jogador irregular.

O próprio novo presidente da CBF, Marco Polo, confirma.

Sabe o que está certo ou errado.

"O erro humano acontece. Nós já conversamos com o departamento de registro e já entendemos que há falhas, como tirar um jogador do BID (Boletim Informativo Diário) e não avisar o clube. Foi o que aconteceu no caso. Nos disseram que "é assim há 20 anos". Então há 20 anos estão errados. Tem que avisar o clube. Isso é uma coisa para resolver. Temos muita coisa para resolver, e vamos resolver."

Ou seja, o time de Juazeiro do Norte deveria estar na Série A.

Mas aconteceu o que todos que acompanham futebol previam.

A liminar do Icasa foi cassada no Rio de Janeiro.

O desembargador Luciano Silva Barreto optou pela saída mais simples.

Como todas as instâncias esportivas não foram percorridas...

Considerou o processo extinto.

Simples, eficaz.

Saída inteligente, mas injusta.

Luan não poderia ter atuado pelo Figueirense.

Virgílio Elíseo, diretor de competições, reconheceu.

O jogador não poderia ter entrado em campo.

Não tinha rescindido seu contrato por empréstimo do Metropolitano.

Mas a própria CBF legalizou o atleta para atuar em maio.

Tanto que o colocou no BID, no Boletim Informativo Diário.

Está claro que o Icasa tem razão na sua reivindicação.

Mas os poderosos saíram pela tangente.

O vice jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, acusa.

O clube cearense só percebeu o erro em dezembro.

E segundo ele, qualquer entidade tem o prazo de 60 dias para protestar.

Ou seja, em momento algum, Lopes diz que o Icasa estava errado.

O golpe final não veio da CBF ou da Justiça Comum.

Veio do próprio quintal.

2divulgacao1 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...

O presidente da Federação Cearense, Mauro Carmelio, entrou em ação.

"Eu desaconselhei o Icasa a ir à Justiça Comum. Eu acho que as coisas devem se definir nas esferas da Justiça desportiva. Se fosse no meu estado, eu puniria. Mas vou acatar o que a CBF falar. Dessa vez eu estou do lado meu clube. Mas, claro, gostaria que jogassem a Série A. A CBF assumiu o erro, disse que foi um problema no sistema. Estão tentando aprimorar isso."

Foi um aviso claro.

Se o caso acontecesse no Ceará, puniria o clube.

Deu toda a razão à CBF que cometeu o erro.

Não é preciso escrever o óbvio.

Ou melhor, sim.

Carmelio é grande aliado de Marin e Marco Polo del Nero.

O advogado do Icasa, Carlos Eduardo Guerra, ainda tentou um recurso.

"Existe uma questão no direito que é a perda de uma chance. Se o Figueirense perdesse os seis pontos, subiríamos para a primeira divisão. Mas a CBF reconheceu o erro, mas não aceita essa situação. Estamos agora com a liminar. Caindo ou não, estamos pedindo essa indenização, de R$ 33 milhões."

Disse a todas as rádios e televisões que pôde.

Seu desejo era chegar o recado à cúpula da CBF.

Mas a Portuguesa fez a mesma 'ameaça'.

E logo desistiu.

Percebeu que não receberia um tostão a mais.

A diretoria colocará para disputar a Segunda Divisão.

E, de repente, ficou quieta.

Os protestos acabaram.

O motivo: medo de represálias.

Como o fim das antecipações de cotas da tevê.

E empréstimos que o clube tanto precisa depois de Manuel da Lupa.

O caminho do Icasa é o mesmo.

Amanhã, às 20h50, o time estará em campo em Campinas.

Enfrentará a Ponte Preta.

Será seu primeiro jogo na Segunda Divisão.

O Figueirense segue firme e forte na Série A.

Como se nada tivesse acontecido.

E como o presidente da Federação Cearense avisou.

Deve se dar por satisfeita.

Porque a CBF não rebaixou o Icasa para Terceira Divisão.

É o que Carmelio faria.

Ou seja, assim caminha o futebol brasileiro.

Punindo quem está com a razão.

Desde que seja uma equipe sem representatividade nacional.

Sem força nos bastidores.

Não há a menor dúvida.

Se fosse o Flamengo, Corinthians, Fluminense a atitude seria outra.

A CBF errou, assume o erro, mas o clube prejudicado paga.

Assim é o Brasil de Marin, de Marco Polo, Carmelio.

Dirigentes capazes de deixar boquiaberto até o protetor do Icasa.

O santo Padre Cícero, religioso que viveu na época de Lampião...

3divulgacao1 Tudo como previsto neste Brasil de Marco Polo, Marin e Carmelio. O Icasa tem razão. A CBF errou, admitiu o erro, mas o clube cearense disputará a Segunda Divisão. Vale a lei do mais forte. Não é o caso do clube de Juazeiro do Norte...

Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez…

1gazeta10 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...
Em março de 2012, Ricardo Teixeira estava desesperado.

Sentia a pressão da Fifa.

Joseph Blatter ameaçava.

Revelaria os documentos de seu envolvimento com a ISL.

A imprensa inglesa o acusava de haver recebido propina.

Dinheiro da agência de marketing esportivo (International Sports and Leisure).

Seriam R$ 12,4 milhões entre 1992 e 1997.

O objetivo seria facilitar o trabalho da ISL no Brasil.

A Polícia Federal também ameaçava Teixeira.

Ele estava encrencado com o amistoso contra a Seleção Portuguesa em Brasília.

A organização do jogo custou absurdos R$ 9 milhões.

Um partida dessas não fica mais cara do que R$ 1,5 milhão na sua organização.

Encurralado, Teixeira tinha pífias esperanças de sobreviver.

Foi por elas que resolveu antecipar as eleições da CBF.

Passariam de outubro deste ano para hoje, 16 de abril.

O motivo: evitar que um desastre da Seleção comprometesse nova reeleição.

Não pôde concorrer porque foi forçado a renunciar.

Deixou o cargo para o seu vice mais velho, José Maria Marin.

A sua maior qualidade: ter 82 anos.

Ficou com o cargo e avisou.

Comandaria a CBF até 2014.

Depois a passaria para seu grande amigo Marco Polo del Nero.

Com a máquina eleitoral na mão, Marin poderia eleger a Xuxa, se quisesse.

Mas ele escolheu o presidente da Federação Paulista de Futebol.

Pelo simples motivo de que Marco Polo nunca o esqueceu.

Sem força política, Marin passava seu tempo na Federação Paulista.

Ele e Marco articulavam há anos um dia assumir o poder da CBF.

Ainda quando nem se cogitava a renúncia e o exílio do ex-genro de Havelange.

Marin assumiu garantindo a Teixeira que manteria o status quo.

Ou seja, Mano Menezes comandando a Seleção.

E Andrés Sanchez na coordenação do futebol da entidade.

Falou por falar.

Não queria nenhum dos dois.

Demitiu Mano depois do fracasso na Olimpíada de Londres.

E forçou Andrés a se demitir, desmoralizado.

Irado, o ex-presidente corintiano jurou vingança.

Ele iria se articular para derrubar Marin e Marco Polo.

2gazeta5 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

Se juntou aos presidentes das federações carioca e gaúcha.

Sonhava em uma insurreição das federações e grandes clubes do país.

Andrés foi ingênuo, sonhador.

Não percebeu o óbvio: o quanto federações e clubes estão amarrados à CBF.

São doações às federações e empréstimos, antecipações às equipes.

Não conseguiria nem o apoio mínimo para concorrer.

Oito das 27 federações e cinco dos 20 clubes da Série A.

Andrés entendeu que deveria deixar Francisco Novelletto concorrer.

Foi tentar buscar o apoio de quem banca o futebol nesse país.

A TV Globo.

Andrés foi muito bem tratado, mas entendeu.

A emissora carioca estava ao lado de Marin.

Com ele, a entidade tinha absolutamente tudo o que queria.

Até mesmo a garantia da Seleção Brasileira aberta na Copa.

A emissora fará tudo o que quiser com os jogadores e Felipão.

Será um festival de exclusivas.

Em todos os horários possíveis, imagináveis.

Aliás, essas aparições já estão acontecendo.

1reproducao17 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

Bem ao contrário do que foi com Dunga em 2010.

A Globo não iria trocar o certo pelo duvidoso.

Os executivos, principalmente Marcelo Campos Pinto, conhece.

Sabe como funciona o desenho do poder do futebol no país.

Hoje nem Obama conseguiria derrubar Marin e Marco Polo.

Com a recusa da Globo, a Federação Carioca já debandou da oposição.

Rubens Lopes avisou que votaria em Marco Polo.

Para não fazer papel de tolo, Novelletto desistiu de tentar concorrer.

Andrés Sanchez percebeu.

De nada adiantaria todo o apoio que tem de Lula.

Seria inútil na briga pelo poder da CBF.

E resolveu mergulhar de vez no Itaquerão.

Começar a traçar o caminho de sua volta ao Parque São Jorge.

Em 2018.

Enquanto isso, Marco Polo del Nero sabia que desfrutaria o dia de hoje.

Foi aclamado presidente da CBF.

Foram 44 votos a favor, duas abstenções e um em branco.

As federações gaúcha e paranaense decidiram não votar.

E o Figueirense, brigando pela vaga na Série A com o Icasa, não participou.

Sendo considerado o seu voto em branco.

Marco Polo assumirá só em 2015.

Deixará a Copa sob o comando de Marin.

Afinal ele conseguiu: seduziu Dilma Rousseff.

O ex-governador biônico e a ex-guerrilheira viraram aliados.

3divulgacao Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

O nome da chapa de Marco Polo foi pura ironia.

Continuidade administrativa...

"Vou seguir o que está dando certo com o Marin.

Não há porque mudar.

O futebol brasileiro é o mais vitorioso do mundo."

Disse Marco Polo.

Andrés Sanchez não concorda.

Acaba de dar uma entrevista no Sportv.

"Tenho certeza absoluta de que será muito triste para o futebol brasileiro. O Marco Polo é viciado para o mal e vamos pagar um preço caro. Perdemos uma oportunidade muito grande de fazer mudanças seja para quem for."

Ele foi o grande derrotado no pleito de hoje.

Mas não está errado no que disse.

O novo presidente não quer mudança alguma no calendário brasileiro.

Exige estaduais da maneira que estão.

E promete enfrentar com rigor o Bom Senso.

Tendo como cúmplices os presidentes de federações e dos grandes clubes.

Aliás, após a aclamação de Marco Polo houve várias reuniões.

A CBF está tentando convencer o Icasa a tirar sua ação na Justiça.

E aceitar disputar a Série B.

Enquanto isso, seus advogados estão fazendo tudo para cassar a liminar.

Devolver o Figueirense para a A.

Compensação financeira não seria problema.

A CBF deverá arrecadar R$ 360 milhões neste ano de Copa do Mundo.

Por isso que foi detalhe colocar os eleitores de hoje no Windsor Barra.

Onde a diária mais barata custa R$ 700,00.

Tudo foi pago pela entidade, lógico.

Assim caminha o futebol brasileiro.

Como o nome da chapa de Marco Polo resume bem.

Se fecha os olhos à falência da maioria dos clubes.

À violência das torcidas.

A queda brutal de audiência na tevê.

Público nos estádios.

Acaba aclamada a chapa continuidade.

Com o próprio Marin como seu vice principal.

Não é por acaso que este é o país da Copa mais cara de todos os tempos.

Um brinde aos próximos vinte anos de poder de Marco Polo.

Não, não há limite para as reeleições na CBF.

A entidade tem um parecer do advogado Álvaro Mello Filho.

A lei 12.868 permite a reeleição nas federações e confederações uma vez.

Mas Álvaro fez um profundo estudo e a considera inconstitucional.

Uma empresa privada como a CBF pode colocar manter no comando quem quiser.

Desde que seja feita uma eleição.

Ou seja, aproveite as próximas duas décadas, Marco Polo...
 Aclamado, Marco Polo del Nero sabe. Assume a CBF para ficar pelo tempo que quiser. Ele e Marin têm o controle total do futebol brasileiro. Para desgosto do grande derrotado: Andrés Sanchez...

A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos…

1reproducao16 1024x682 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...
É motivo de piada no mundo todo.

Um jogador ter de gravar um vídeo e escrever no seu face.

Garantir que não jogará no clube que o anunciou oficialmente.

E que sequer conversou com qualquer pessoa dessa equipe.

Assim, direto, sem enrolação, Anelka acabou com a história.

Situação mais do que constrangedora.

Não só para o Atlético Mineiro.

Mas para o futebol brasileiro.

O presidente Alexandre Kalil postou no twitter a contratação.

Em plena madrugada do dia 6 de abril.

Anelka é do Galo.

Há dez dias.

Desde então a chegada do jogador francês era esperada em Belo Horizonte.

Só que os dirigentes iam dando desculpas.

E nada do polêmico atacante chegar.

Até que o ontem o clube avisou que desistia de Anelka.

Ele teria ido para o Kwait sem avisar ninguém da diretoria.

"O Atlético é maior do que o Anelka. O termo de compromisso está cancelado. Ele teria que se apresentar ontem (segunda) em Belo Horizonte. Tínhamos tudo acertado com o procurador e o irmão dele, e o presidente tuitou na sexta. Comecei a pressentir que ele não respeita ninguém, que é um atleta que acha que está acima do Deus dele muçulmano. A grandeza do Atlético não permite explicarmos um contrato assinado de um jogador que não veio."

O desabafo é do diretor Eduardo Maluf.

Só que hoje veio a versão do atleta.

O Atlético Mineiro não poderia desistir do que nunca teve.

4reproducao1 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...

De maneira clara ele revela que não negociou com os mineiros.

Gravou um vídeo e colocou na sua página do facebook.

"Sou obrigado a fazer um vídeo hoje (8 de abril) porque tenho visto o que está acontecendo no que diz respeito às notícias sobre mim. E como sei que a imprensa vai tentar me colocar como um cara mau dessa história... Então, hoje é terça-feira, e eu supostamente sou esperado na quinta (10 de abril) no Brasil, porque supostamente fechei um acordo com um time brasileiro. Eu também teria assinado com o clube. Esta é uma história fantástica, pois não estou sabendo disso.
"Certamente recebi uma oferta do clube por meu agente, mas nunca falei com o presidente deste clube, nunca aceitei esta oferta. Não sei como assinei esse acordo. Isso é incrível. Estou no futebol há mais de 20 anos e nunca tive uma experiência dessa. Isso iria acontecer comigo em algum momento. Então, tudo isso é para dizer que está errado. É falso. Eu disse recentemente que vou ficar em casa, tirar umas férias, cuidar das minhas crianças, e é o que vou fazer. Sei para onde quero ir. Se continuar jogando não será no Brasil."

3reproducao7 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...

Com Anelka não há meias palavras.

A diretoria atleticana está constrangida.

Garante que se encontrou com o empresário do atleta, Cristian Casini.

E deixou tudo acertado.

Colocou Anelka no seu site oficial como jogador do Atlético.

2reproducao7 A precipitação de Alexandre Kalil expôs o Atlético Mineiro a um vexame mundial. O desmentido de Anelka, que jura nunca ter conversado com ninguém do clube brasileiro. Parecido, só quando Maradona foi anunciado como jogador do Santos...
Foi manchete no mundo todo noticiando a transação.

Voltará a ser, com o desmentido do atleta.

Houve precipitação inaceitável sobre o caso.

Alexandre Kalil não poderia divulgar o negócio como feito.

Não sem a assinatura do jogador.

E esse elemento básico ele não tem para mostrar.

Algo tão constrangedor só aconteceu na Vila Belmiro.

Renato Duprat foi o responsável.

Sim, o homem da MSI e de levou agora Leandro Damião.

Em 1995, ele disse que estava contratando Maradona para o Santos.

Não só falou.

Levou o argentino de helicóptero para conhecer o clube.

O presidente Samir Jorge Abdul-Hak estava entusiasmado.

Todos se preparam para a festiva chegada.

Que nunca aconteceu.

Maradona preferiu ficar no Boca Juniors.

Com Anelka nem isso.

Ele descartou ter conversado com qualquer pessoa do Atlético.

E nem admite pisar no Brasil para jogar futebol.

Vexame que o campeão da Libertadores não precisava passar.

Por pura precipitação do seu presidente.

Kalil queria de qualquer maneira um fato novo.

O time não anima como no ano passado.

Mas escolheu o jogador errado.

Com Anelka tendo tudo assinado já é complicado.

Sem assinar, então, é suicídio...

(Como era esperado, Kalil entrou em cena.

E desmentiu Anelka.

"A verdade sobre o Anelka é... Ele fechou tudo comigo. Se o irmão não tivesse estado comigo, acertado salário, mandado passagem para Miami e França.... Se não fosse comigo, não ia acreditar no que aconteceu. Como ontem nós chutamos a bunda dele, porque falou que ia chegar 19 e mandamos ele chegar em outro lugar, ele falou que era tudo fantasia. Ontem mandou e-mail falando que ia chegar 19. Mandamos ele plantar batata. Ele vai ter que provar que é fantasia porque vamos a Fifa, vai ter que pagar o que nós gastamos com passagem, hospedagem... Vou tuitar se não estivesse assinado?!"

Então que o presidente atleticano faça o óbvio.

Mostre o contrato assinado...)

Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas…

1reproducao15 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...
Foi uma negociação demorada.

Sheik não nasceu ontem.

Muito pelo contrário, já tem 35 anos.

Ninguém precisava avisá-lo para onde estava indo.

As glórias incríveis da história do Botafogo são eternas.

Principalmente em meados da década de 60.

Quando brigava com o Santos para ser o melhor time do Brasil.

Nilton Santos, Garrincha, Didi...

Agora a situação é outra.

O clube carioca está mergulhado na mais profunda crise.

Conselheiros não trocaram agressões ontem à noite à toa.

A situação vai muito além da eliminação da Libertadores.

O rebaixamento do novato Eduardo Húngaro para auxiliar novamente.

A contratação de Vagner Mancini.

"A realidade do Botafogo é a penhora de todas as suas receitas.

Eu não consigo pagar todas as contas, porque tem coisas penhoradas.

A maioria das fontes está travada."

A confissão é do próprio presidente Mauricio Assumpção.

O dirigente diz acumular mais de R$ 90 milhões em dívidas trabalhistas.

Tudo que que o clube recebe é retido para pagar essas ações.

O total de débito do clube passa dos R$ 400 milhões.

A Justiça travou recentemente os R$ 2 milhões pelo quarto lugar no Brasileiro.

A situação está terrível.

Já virou costume o clube atrasar dois meses de salários.

Paga um para não completar três.

Para que os jogadores não possa entrar na Justiça.

E pedir a liberação do clube.

Oswaldo de Oliveira foi embora por não suportar essa situação.

Seedorf discutia muito com os dirigentes.

Sua ida para treinar o Milan deixou os dirigentes aliviados.

Bolívar se tornou o grande líder no clube.

E organizou protestos para pressionar, humilhar os dirigentes.

Jogadores sentaram antes de treinos, não concentraram, protestaram.

A direção resolveu dispensá-lo.

Mas ontem o quadro foi revertido graças à uma última conversa.

Maurício Assumpção sonha com a aprovação do Proforte.

O projeto que libera os clubes de suas dívidas com o INSS e a Receita Federal.

A bancada da bola, formada por deputados e senadores em Brasília, briga.

Pressiona as autoridades, principalmente o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

Quer todo o esforço do governo para o perdão aos clubes.

O Botafogo torce demais para que Jefferson ganhe a posição de Júlio César.

Se conseguir ou não, já está decidido.

Assim que acabar a Copa, o goleiro será vendido.

Empresários também tentam negociar o jovem zagueiro Dória.

No clube virou costume.

Os jogadores com melhores condições financeiras emprestam dinheiro.

Ajudam os mais necessitados.

Geralmente companheiros recém-saídos da base.

Ou, muitas vezes, funcionários mais humildes.

É para esse ambiente pesado que Sheik está chegando hoje.

1divulgacao3 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

Esperto, nas negociações com seu empresário Reinaldo Pitta foi direto.

Não queria duas situações.

A primeira, ser mais um a ter seu salário atrasado no Botafogo.

A segundo, não queria todo o elenco contra ele.

Até o vendedor de chiclete em frente a General Severiano sabe.

Entre salários e luvas, recebe R$ 500 mil mensais.

Lógico que a chegada de um jogador caríssimo poderia tumultuar o ambiente.

Sheik e Pitta chegaram a uma solução interessante.

Eles exigiram que o Corinthians pagasse os salários até o fim do empréstimo.

Em dezembro.

E o Botafogo que repasse a metade, R$ 250 mil ao clube paulista.

Ou seja, conseguiram a garantia que o jogador receberá normalmente.

E que não entrará em qualquer confusão de atraso de salário.

Não receber diretamente do clube foi uma decisão simpática ao grupo.

Sheik sai muito magoado do Corinthians.

Queria mais respeito por ter vencido a Libertadores e o Mundial.

1afp3 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

Ele não esperava tanta pressão para ir embora.

Mano Menezes já nem mais falava com ele nos últimos dias.

Mario Gobbi foi convencido pelo treinador que Sheik se acomodou.

Como tem um grande salário e contrato até julho de 2015, havia perdido a gana.

Gobbi admitiu o erro que foi renovar com Emerson.

Mas se dobrou ao pedido insistente de Tite.

Sheik sabe que foi o grande personagem na conquista da inédita Libertadores.

Principalmente nas decisões contra o Boca em 2012.

O que acabou resultando na conquista do Mundial.

Depois se perdeu com processos fora do futebol.

Mesmo assim, esperava mais consideração por parte do Corinthians.

Em recente show desabafou a um amigo.

2reproducao6 Magoado com o Corinthians, mas muito esperto na negociação com o Botafogo. Sheik só aceitou ir porque o dinheiro sairá do Parque São Jorge. Não quis se arriscar com o novo clube e seus mais de R$ 400 milhões em dívidas...

"Estou sendo humilhado no Corinthians.

Nunca pensei passar pelo que estou passando.

Não aqui."

O jogador resolveu não comprar briga publicamente.

E se calou.

Mas é muito capaz que hoje, na sua apresentação, deixe escapar a mágoa.

Pelo menos ele chega ao Botafogo tranquilo.

Sabe que o Corinthians lhe garante o salário integral.

Não participará da instabilidade salarial de General Severiano.

Depois, no final do ano, quando acabará o empréstimo, vai pensar.

Empresários tentarão despachá-lo para um clube do Exterior.

Da Arábia Saudita, América do Norte, Leste Europeu.

O Corinthians não o quer de volta e ele não quer retornar.

Seu ciclo no clube já deveria ter terminado com a conquista do Mundial.

Ele já estava fraquejando, jogando muito abaixo do seu normal.

Depois teve a péssima ideia de dar um beijo na boca de um amigo.

E conseguiu ter todas as organizadas, diretoria e conselheiros como inimigos.

A partir de hoje, vida nova no Botafogo.

Mas o bolso continuará cheio, com dinheiro corintiano.

Como combinou para poder jogar em paz.

Esperteza realmente é uma qualidade que Sheik tem de sobra...

O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais…

1gazeta8 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...
Severino Viera da Silva não saia de perto do seu filho.

Desde que o menino mostrou seu dom para jogar futebol.

O pai ia a todos os treinos no Corinthians.

Não permitia que o garoto se reunisse em festas com os companheiros.

Foi assim o tempo todo.

Até que Willian se firmou aos 17 anos como uma grande revelação do clube.

E hoje é o meia consagrado do Chelsea.

Perto de disputar a Copa do Mundo no Brasil.

O motivo de Severino, infelizmente, ia muito além da dedicação.

Sabia dos fortes boatos sobre um pedófilo no Parque São Jorge.

E que teria muito poder nas categorias de base.

Era ainda a administração Alberto Dualib.

Ele organizaria festas com os garotos nos finais de semana.

Severino me deu entrevista sobre o caso.

Disse que todo mundo sabia, mas ninguém agia.

Por isso não desgrudava do filho.

Ela foi publicada no Jornal da Tarde.

Mas no dia seguinte, diante da repercussão, ele voltou atrás.

Me disse que não tocaria mais no assunto.

E nunca mais falou sobre o assunto.

O suposto pedófilo deixou o Corinthians.

Mas foi trabalhar em outros clubes.

Em Campinas nos anos 80 havia um famoso jornalista gay.

Ele também assediaria jovens jogadores.

Ofereceria dinheiro para ficar com os garotos.

Há vários exemplos como esses pelo Brasil.

Mas sempre falta o nome do pedófilo.

Esse é assunto é um tabu.

Sempre faltou vontade política de investigá-lo a fundo.

Isso só ajudou o assédio.

É o que confirma a pesquisa do Unicef.

"A Infância entra em campo.

Riscos e oportunidades para crianças e adolescentes no futebol."

O estudo se restringiu ao futebol baiano.

Jovens jogadores, familiares e técnicos foram ouvidos.

E a principal problema encontrado foi o abuso sexual.

A técnica Fabiana Gorenstein encontrou uma dificuldade cruel.

A 'lei do silêncio'.

Os casos são contatos de maneira genérica.

Com riqueza de detalhes.

Mas sempre, por medo, falta o nome do aliciador, do pedófilo.

O que faz com que a situação perdure.

Todos os anos é a mesma coisa.

Milhares de jovens cruzam o Brasil atrás do sonho.

Da oportunidade de virar jogador de futebol.

Centenas participam de peneiras.

Iludidos, pensam em Neymar, Oscar, Lucas.

É uma minoria absurda que consegue chegar ao profissionalismo.

E raríssimos os que atuam por times grandes.

Muitos desses meninos são arrimo de família.

Não têm a sorte de Willian.

A de poder ter o pai por perto, vigiando, atento.

1reproducao14 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...

Precisam jogar para tentar tirar pais, irmãos da miséria.

Dessa necessidade é que os pedófilos se aproveitam.

Os garotos do interior ou de outros estados ficam em alojamentos.

Todos os dias.

Principalmente nos que não têm jogos.

Quando um pedófilo consegue se infiltrar na base dos clubes é terrível.

Os garotos estão desprotegidos.

E muitos fazem o que não querem para tentar continuando a jogar.

A situação não é nova.

Marcelo, goleiro que passou pelo Corinthians, Atlético e Bahia, é um exemplo.

Disse que quando menino era assediado por seu preparador no Vasco da Gama.

Um dia criou coragem e o delatou.

O preparador tinha esse comportamento com outros garotos.

Mas por medo de perder sua vaga no time, ninguém reclamava.

As denúncias de Marcelo o fizeram perder o emprego.

Só que ele já estava há muito tempo no clube carioca.

Ninguém sabe de quantos meninos abusou.

Marcelo decidiu também nunca mais tocar no assunto.

Se isso acontece em clubes grandes, é um drama nos menores.

A pesquisa do Unicef mostra o que muita gente sabe no futebol.

Mas finge que não existe.

A Secretaria Estadual para a Copa do Mundo na Bahia colaborou.

Foi importante para o estudo.

A situação é dramática.

Há a necessidade de um controle absoluto por parte dos dirigentes.

E uma ação efetiva.

Principalmente da Associação Brasileira de Juízes, Promotores de Justiça e Defensores da Infância e Juventude.

Não é mais tolerável o futebol servir seus meninos para pedófilos.

Finalmente um efeito colateral bom da Copa do Mundo.

Já que o país finge não enxergar os abusos...

O Unicef tomou as rédeas.

Colocou uma lanterna no mais terrível problema na categoria de base.

Que as autoridades façam sua obrigação.

Protejam as nossas crianças de pedófilos oportunistas.

E que as pessoas tenham coragem.

Apontem esses criminosos.

Rompam a nojenta 'lei do silêncio' que faz tanta gente sofrer.

Deixem de ser cúmplices involuntários desse crime...
1reproducao13 O Unicef teve coragem. Tocou no ponto que o futebol brasileiro faz questão de fechar os olhos. O assédio de pedófilos nas categorias de base no país da Copa. Os garotos são alvos fáceis demais...

Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro ‘erra’ e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ‘ganhar roubado’. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia…

1gazeta7 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...
"Foi impedido?!

Roubado é mais gostoso mesmo."

As frases de Felipe após o título do Flamengo continuam ecoando.

Elas resumem tudo de pior que pode falar um jogador de futebol.

O goleiro do time mais popular do Brasil.

Como pôde comemorar dessa maneira a conquista do Campeonato Carioca?

Encarnando a pior postura de um esportista.

Alguém que não respeita a sua própria profissão.

Desmerece a preparação, a disputa, a competição.

E expõe pessoas.

Se ganhar 'roubado' é mais gostoso, alguém 'roubou'.

Felipe só deu mais força para a bravata de Roberto Dinamite.

O presidente vascaíno está jogando para a torcida.

E para seus conselheiros.

Diz que tentará anular a partida no TJD do Rio de Janeiro.

Quer excluir os árbitros.

E exige punição para Felipe por ter falado que o jogo foi 'roubado'.

Dinamite sabe que não conseguirá nada disso.

Se trata apenas de tentar mostrar a indignação do presidente vascaíno.

Só que na verdade ele está prolongando a agonia.

Seu clube perdeu o jogo e a partida não será anulada.

Se todos os confrontos que tivessem erros de árbitros fosse anulados...

Haveria futebol 24 horas até o ano 3000.

E mesmo assim, os erros não seriam reparados.

Dinamite toda essa atitude para tentar mostrar força nos bastidores.

1divulgacao2 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

Sabe que se articula a volta de Eurico Miranda a São Januário.

O Vasco está em péssima situação financeira.

Esta rebaixado para a Segunda Divisão do Brasileiro novamente.

Caiu em 2008 e em 2013.

Situação inaceitável para um clube tão tradicional.

Além de Felipe, Roberto Dinamite ganhou mais um reforço.

A absurda súmula de Marcelo Lima Henrique.

O árbitro não viu o absurdo impedimento de Márcio Araújo.

Jogador que marcou o gol que deu o título ao Flamengo aos 46 do segundo tempo.

Ele estava nada menos do que 69 centímetros impedido.

O volante vibrou, comemorou, foi beijado, abraçado pelo gol.

Todas as imagens não deixam dúvida de que foi o seu pé que tocou na bola.

Mas o que faz Marcelo Lima Henrique?

2reproducao5 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

Ele teve a coragem de escrever na súmula que foi Nixon quem marcou.

Uma óbvia desculpa de quem não quer assumir o erro infantil.

Nixon estava na jogada e livre de impedimento.

O árbitro optou por errar na súmula.

Para não ficar tão feio.

Não assume haver dado o gol ilegal.

Mas a desmoralização realmente é ainda maior.

É um absurdo.

Mas não o suficiente para que a partida seja disputada novamente.

Advogados veteranos de dois clubes me confirmam.

Também não há chance de indenização.

O que a direção vascaína faz é apenas prolongar o sofrimento.

Esticar a sensação derrota.

Mais: expor a vexatória situação do futebol brasileiro.

Com campeonato decidido com gol absurdamente ilegal.

Árbitro que muda o autor do gol para tentar se safar.

Jogador que acha gostoso 'ganhar roubado'.

E presidente que entra em uma luta teatral já decidida.

Ninguém vai tirar o Campeonato Carioca do Flamengo.

Pior que tudo isso só o cinismo da Fifa.

A entidade celebrou as conquistas estaduais no Brasil.

Caprichou no seu site oficial.

"O Flamengo esteve muito perto de ver o Vasco encerrar o jejum de 11 anos, mas, na base da raça, comemorou sua 33ª taça estadual com um gol chorado de Márcio Araújo aos 46 minutos do segundo tempo."

Assim, sem nenhuma letra sequer sobre o impedimento.

O futebol está virando o esporte dos hipócritas...
3gazeta3 Dinamite entra na Justiça sabendo que não vai anular a final. O árbitro erra e dá o gol para Nixon. Felipe continua achando mais gostoso ganhar roubado. E a Fifa celebra o título do Flamengo. O futebol virou o esporte da hipocrisia...

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