A diretoria do São Paulo fará tudo para sabotar a venda de Pato. Promete ir à justiça alegando que a multa dobrou. Seria de 20 milhões de euros, R$ 80 milhões. Proposta de clube inglês ao Corinthians chegaria a 11 milhões de euros, R$ 44 milhões…

1ae26 A diretoria do São Paulo fará tudo para sabotar a venda de Pato. Promete ir à justiça alegando que a multa dobrou. Seria de 20 milhões de euros, R$ 80 milhões. Proposta de clube inglês ao Corinthians chegaria a 11 milhões de euros, R$ 44 milhões...
A diretoria do São Paulo fará de tudo para sabotar a venda de Alexandre Pato ao futebol inglês. Os empresários Kia Joorabchian e Giuliano Bertolucci têm apalavrada a transferência do jogador para o futebol inglês. Tottenham e Sunderland têm interesse no atacante. O próprio agente do artilheiro, Gilmar Veloz, confirma. Levou uma proposta formal ao Corinthians.

Tudo terá de ser fechado nas próximas horas. A janela de transferências para a Europa se fecha nesta segunda-feira. O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, quer se livrar do jogador. O presidente corintiano disse bem claros a amigos neste sábado que o atacante só trouxe aborrecimentos. E que sabe que ele não quer nunca mais jogar no Parque São Jorge. Fora ter se sentido sabotado, houve a invasão do CT, quando vândalos das organizadas prometiam quebrar suas pernas. Para Andrade, agora seria a melhor hora para o clube se livrar do jogador.

Para o Corinthians, a multa é de dez milhões de euros. Cerca de R$ 40,6 milhões. E ponto final. O clube gastou 15 milhões de euros em 2013 por 60% de seus direitos. 40% ficariam com o jogador. O valor batia nos R$ 43 milhões na época. Acertou o salário de R$ 800 mil mensais. Mais R$ 40 mil de auxílio moradia. Seu contrato terminaria em dezembro de 2017.

O jogador sofreu rejeição de Tite, que nem sequer foi consultado sobre sua contratação. E do elenco que havia acabado de ganhar o Mundial de Clube. O time acabou ofuscado com a chegada do atleta midiático. Pato teve grandes dificuldade em se firmar. E foi trocado com Jadson. Emprestado até dezembro de 2015. Com cláusula no contrato que permite o Corinthians vender o atleta, desde que a oferta seja de dez milhões de euros, no mínimo.

Depois de muita instabilidade, sem conseguir sequer se firmar como titular absoluto, Alexandre Pato ganhou seu espaço com a chegada de Juan Carlos Osório ao São Paulo.

"Alexandre é, na minha opinião, o melhor atacante do futebol brasileiro no Brasil. Acho que é impossível que não receba ofertas da Europa. Pelo contrário, acho muito difícil de entender que jogue no Brasil, no São paulo. Pertence ao Corinthians e seguramente o Corinthians se interessa que nosso elenco tenha outro desfalque mais."

 A diretoria do São Paulo fará tudo para sabotar a venda de Pato. Promete ir à justiça alegando que a multa dobrou. Seria de 20 milhões de euros, R$ 80 milhões. Proposta de clube inglês ao Corinthians chegaria a 11 milhões de euros, R$ 44 milhões...

O discurso do treinador foi feito ontem, depois da vitória contra a Ponte Preta.

Nas conversas que Osório teve com Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, ele deixou bem claro. Deseja de qualquer maneira a permanência de Alexandre Pato. Sem ele ficará muito difícil cumprir a sua tarefa. Ou seja: conseguir uma vaga para a Libertadores de 2016. O colombiano se mostrou realmente preocupado. Considera a multa de Pato baixíssima.

Mas ouviu a mesma resposta de Aidar e Ataíde. Que se tranquilizasse. O São Paulo acredita ter um trunfo importantíssimo que vai sabotar a negociação do Corinthians.

De acordo com decisão de Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e até do ex-presidente Mario Gobbi, o Corinthians atrasou dez meses a sua parte do salário de Pato, a metade: R$ 400 mil. Existe no contrato de empréstimo uma cláusula que pode ter esse poder.

O item é o 3.2.1. Caso o Corinthians deixe de prover o São Paulo a garantia bancária prevista no "Instrumento Particular de Garantia de Pagamento e outras Avenças", firmado em 13/2/2014 e dos quais são partes Corinthians e São Paulo, os valores mínimos para transferência definitiva do atleta serão majorados em 20 milhões de euros. Independente da data que a proposta for apresentada."

Vinte milhões de euros seriam hoje R$ 80 milhões. Preço completamente inviável por Alexandre Pato. Os departamentos jurídicos dos dois clubes divergem em suas interpretações. O jogador e o São Paulo foram à justiça contra o Corinthians. Pato queria se desvincular do clube alegando que ficou mais de três meses sem receber. Não conseguiu.

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O Corinthians alegou que não sabia a quem pagar, já que os direitos de imagem não são do jogador. Pato os vendeu quando ainda tinha 16 anos para Sil Serviços, empresa controlada pela Chaterella Investors Limite. Uma mera desculpa, mas que juridicamente funcionou. Os corintianos voltaram a pagar seus R$ 400 mil e o vínculo foi mantido.

O São Paulo notificou judicialmente o Corinthians pelo atraso. E assim, seus advogados, têm a certeza que conseguiam a prova para que a multa passasse a 20 milhões de euros.

A verdade é que os dirigentes corintianos se mostram dispostos a brigar na Justiça, caso a proposta de 10 milhões de euros se confirme.

Alexandre Pato sabe do que está acontecendo. E gostaria muito de voltar para a Europa. Aos 25 anos, mesmo atuando em clubes sem grande relevância como Tottenham ou Sunderland, ele conseguiria voltar a equipes grande, como o Milan onde atuou por cinco anos.

"Não sei o que vai acontecer, não sei se foi meu último jogo pelo São Paulo. Vou conversar com meu empresário. Quero ficar, mas não depende de mim, não seria legal terminar assim. Vou ver, sentar e conversar para ver o que vai acontecer", foi a resposta vaga que o jogador deu ontem ainda no Morumbi.

De acordo com conselheiros corintianos, a proposta seria do Tottenham. E chegaria a 11 milhões de euros para o Corinthians. R$ 44 milhões. Roberto de Andrade e Andrés Sanchez estariam entusiasmados. Mas muito preocupados em relação à parte jurídica.

Do lado do São Paulo, a decisão é fazer de tudo para impedir a venda. Usar os dez meses de atrasos no pagamento para exigir que a multa mínima seja de 20 milhões de euros. Deixando a notícia vazar, Aidar e Ataíde esperam espantar, travar o ânimo dos ingleses em levar o atacante.

Osório acompanha tudo de longe. E apenas torce muito para que 'o melhor atacante no futebol brasileiro', continue no São Paulo. Pelo menos até dezembro.

Até amanhã à noite ficará muito claro quem ganhou esse duelo.

Corinthians ou São Paulo...
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A bipolaridade de Tite custou ao Corinthians três eliminações no Itaquerão. R$ 22 milhões a menos nos cofres. E a distância maior do seu sonho: a Seleção Brasileira…

1ae25 A bipolaridade de Tite custou ao Corinthians três eliminações no Itaquerão. R$ 22 milhões a menos nos cofres. E a distância maior do seu sonho: a Seleção Brasileira...
Foram três eliminações no Itaquerão. Em um intervalo de quatro meses. Com toda a torcida a favor. No ridículo formato do Campeonato Paulista, a semifinal era de apenas um partida. Empatou e perdeu para o Palmeiras nos pênaltis.

Mas na Libertadores e na Copa do Brasil, não. O Corinthians caiu das duas competições nas oitavas de final. Da mesma maneira. Perdendo a primeira partida fora de casa. Pelo mesmo placar. 2 a 0. E, afetado psicologicamente, não só não conseguiu reverter a vantagem do Guaraní do Paraguai e do Santos. Mas foi derrotado dentro de sua arena. 1 a 0 e 2 a 1.

Fosse qualquer outro treinador, sua cabeça estaria a prêmio. Menos ele. Campeão paulista, brasileiro, da Libertadores, Mundial, da Recopa. Acumula títulos da sua segunda passagem pelo clube. O clube não quis sua renovação. Tirou um ano sabático, estudando pela Europa e esperando a Seleção Brasileira. O convite não veio. Aceitou o retorno para sua terceira passagem pelo Parque São Jorge.

O clube perdeu jogadores importantes ao time como Guerrero, Emerson, Fábio Santos. O treinador fez várias mudanças em pleno Brasileiro. No início acreditou que seria difícil. Até chegou a abrir mão do torneio. Mas o nível técnico baixo dos adversário ajudou. E conseguiu levar sua equipe para a liderança absoluta.

Roberto de Andrade e Andrés Sanchez, os homens que mandam no Corinthians, não sabem se o cobram ou congratulam.

A bipolaridade de Tite afeta diretoria, elenco, torcida.

Há muita gente importante que não se conforma da maneira que o treinador colocou o seu bem montado time para jogar. Tanto no Paraguai, em maio, como na Vila Belmiro, na semana passada, foi a mesma situação. Tite colocou o Corinthians de uma maneira covarde taticamente. Completamente recuado. Sonhando apenas com contragolpes.

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Alguns defensores ferrenhos que têm no Parque São Jorge dizem que o técnico teve influência de José Mourinho. Levou a ferro e fogo o que ouviu sobre 'colocar um ônibus' na frente do gol, quando o português quer empatar ou segurar qualquer vantagem.

Aliás, também há quem veja a sua influência de Mourinho no seu retorno ao Corinthians. Fez como o badalado treinador, retornando ao clube em que foi mais feliz, o Chelsea.

Só que Tite precisa acordar. Colocar duas linhas de quatro jogadores, chapadas, grudadas, como se fossem barreiras de handebol é uma estratégia manjada. Desgastada. A falta de ambição em jogos importantes na casa do adversário é o ponto principal de críticas a Mourinho. Foi assim quando teve a ousadia de colocar o Real Madrid e seus galácticos para defender. A covardia não resultou na conquista do torneio que realmente importa aos grandes treinadores europeus: a Champions League.

A última conquista do troféu 'orelhudo' já tem cinco anos. Ganhou duas vezes. A primeira com o Porto em 2004 e venceu com a Inter de Milão, em 2010. Desde então tem vencido torneios nacionais. Mas sua maneira de montar times está sendo cada vez mais criticada.

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Tite fez o Corinthians espetacular no início do ano. Na Libertadores e no Paulista. Sua equipe atuava no 4-1-4-1. Com movimentação constante dos meias e volantes. Daí virar as costas a Ralf. Apenas o poder de marcação deixou de valer a pena. As triangulações pelas laterais. A compactação do time. A intensidade do jogo. O apetite por vitórias e gols impressionaram.

Mas veio a fase do mata-mata na Libertadores. E logo no primeiro adversário, que foi comemorado por um despreparado diretor, veio a eliminação. O Guaraní do Paraguai deitou e rolou quando viu o Corinthians preso atrás. As tais duas linhas de marcação. Recuadas demais. Uma sobre a linha da grande área. E a outra na intermediária. Os meias e volantes distantes do ataque, sem a possibilidade de organizar contragolpes efetivos. Elias ficou amarrado atrás. Luciano e Guerrero só tocavam na bola em chutões de Cássio.

Os paraguaios tinham uma equipe competitiva. Mas foi o Corinthians quem se sabotou. 2 a 0 foi o castigo. No Itaquerão, sua equipe tentou durante o jogo sufocar o adversário. Marcar forte. Mas a firmeza dos paraguaios, com suas duas linhas de quatro, uma na sua intermediária e outra no meio de campo, como tem de ser, travou o time paulista. Tite não utilizou as laterais para abrir o adversário. Seus jogadores estavam ansiosos, nervosos, não sabiam o que fazer dominados taticamente. Jadson e Fábio Santos conseguiram ser expulsos. E derrota por 1 a 0.

 A bipolaridade de Tite custou ao Corinthians três eliminações no Itaquerão. R$ 22 milhões a menos nos cofres. E a distância maior do seu sonho: a Seleção Brasileira...

O treinador disse que 'não houve ostentação', disse que a equipe estava em formação, sem o entrosamento necessário, e acabou de forma lastimável a chance de nova conquista da Libertadores.

Parecia uma lição dura demais. E que deixaria marcas, como cicatrizes. Mas veio a Copa do Brasil, o confronto contra o Santos. O time da Vila Belmiro ameaçado pelo rebaixamento no Brasileiro, trouxe Dorival Júnior de volta. O favorito era o líder do Campeonato Nacional.

E não há como aceitar a desculpa que o Corinthians não priorizava a competição. Foi para o litoral com todos seus titulares. Mas não adiantaria dar o Barcelona para Tite se ele o organizasse novamente com duas linhas de marcação grudadas em Cássio. O Santos teve todo o domínio das intermediária. Espaço vazio para Lucas Lima desfilar seu ótimo futebol.

O time de Dorival se impôs de maneira absoluta. O Corinthians recuado queria travar a velocidade dos meio campistas e atacantes santistas. Nem assim. Não conseguiu jogar, atacar. E nem marcar. Derrota justa por 2 a 0. O castigo pela insistência na covardia tática. A mesma do Paraguai.

Depois, a incoerência veio à tona. Tite discursou que tentaria de qualquer maneira reverter a vantagem santista. Mas no Itaquerão poupou Elias, Fágner. Além de não arriscar Jadson. Resultado. O time sem peças importantes tentou abafar o Santos. Abriu espaço atrás, de maneira ingênua. Principalmente pela direita, com Edílson, sem ritmo, lento. O jogador nunca deveria ter sido escalado.

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Outro erro foi toda a liberdade dada a Lucas Lima. Outra vez, ele se impôs no esvaziado meio de campo corintiano. De novo os jogadores de Tite estavam nervosos, ansiosos e surpresos pela ótima organização tática adversária. Derrota novamente por 2 a 1.

O coordenador da Seleção Brasileira, Gilmar Rinaldi, me deu uma longa exclusiva. E falou que discutiu cinco nomes antes de optar por Dunga no lugar de Felipão. Além do escolhido, foram comentados Muricy, Marcelo Oliveira, Abel Braga e Tite. A ligação do treinador corintiano com Andrés Sanchez, inimigo de Marco Polo del Nero, pesou.

Por isso, Adenor Leonardo Bacchi precisa acabar com sua bipolaridade. Essa covardia tática, influenciada por José Mourinho, precisa acabar nos mata-matas. Ele observou como Guardiola, Ancelotti, Klopp e Luis Enrique montam suas equipes. É preciso coragem quando o jogo é fora da zona de conforto, no seu estádio.

Se defender apenas, sonhar com 0 a 0, sem ter sequer a ambição de contragolpes bem organizados em velocidade, é inadmissível. Insuportável para um treinador que sonha com a Seleção.

Mesmo para o Corinthians. Embora líder do Brasileiro há um grande descontentamento. Aquela velha conta de quanto o clube poderia faturar, se chegasse à final do Paulista, da Libertadores e da Copa do Brasil, foi feita. No torneio estadual, apenas mais jogo. Nas duas competições restariam quartas, semifinal e pelo menos um jogo da decisão. Sete partidas importantíssimas a menos no Itaquerão lotado. O clube deixou de arrecadar pelo menos R$ 22 milhões. É dinheiro demais.

Tite precisa acordar para a vida. Ele é muito observado. Tem muita mídia. Comanda o clube mais popular do estado mais rico da União. É o predileto em São Paulo da TV Globo. O que recebe mais, mais mostrado aos domingos e quartas-feiras.

Tanta publicidade tem o lado muito bom quando o time ganha. Mas quando perde abre espaço para muitos questionamentos.

Principalmente sobre a bipolaridade de Tite. A covardia tática na casa do adversário custou duas eliminações de torneios importantes. Decepcionou a torcida. Deu prejuízo ao clube, tão necessitado financeiramente.

Mesmo uma conquista de Brasileiro não disfarçará as decepções.

E vale a pergunta que seus fãs mais ardorosos fazem.

Tite está pronto para comandar a Seleção?

Não parece...
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“Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo.” Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está…

1reproducao33 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...
Romário é o presidente da CPI do Futebol. O senador está empenhado. Assumiu uma missão. Fazer com que as investigações sobre o esporte mais importante do país não fiquem na superfície. E para isso está convocando para Brasília pessoas que possam mostrar a realidade, o que há de verdade nas entranhas da CBF, da Seleção, dos clubes, das Federações, dos contratos de publicidade, de transmissão.

Quem se beneficia de uma estrutura viciada, atrasada, que facilita com que pessoas tenham poder absoluto por décadas.

Para isso, Romário convocou para depor pessoas como o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-Ricardo Teixeira. Ir para Suíça ouvir José Maria Marin.

Mas também deu voz para quem há anos convive com os bastidores. E expõem falcatruas, negociatas, abusos e privilégios de quem se aproveita do futebol: os jornalistas.

Entre os chamados estavam Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr. e Leandro Cipoloni. Eles escreveram o livro "O Lado Sujo do Futebol". Sem disfarces, eles mostraram de forma crua, direta como João Havelange e Ricardo Teixeira dominaram a CBF por anos e anos. A que preço. A leitura é estarrecedora.

2ae20 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...

Leandro Cipoloni é um dos chefes de redação da TV Record. Meu amigo de anos do Jornal da Tarde. Ele fez questão de atender a convocação de Romário. E revela o que foi dar o seu depoimento aos senadores, aos políticos de Brasília. Encarar pessoas que querem limpar o futebol brasileira. E também as que querem que tudo continue a mesma coisa. O atraso, a falta de transparência, as beneficia. Os homens da 'bancada da bola'.

Aqui o relato de Leandro para o blog...

"Sentar na cadeira da CPI do Futebol foi como entrar num túnel do tempo, de volta para o início dos anos 2000. Imediatamente, vieram à lembrança as duas comissões no Congresso que investigaram a CBF, seus contratos e o então presidente, Ricardo Teixeira. Já repórter de política do Jornal da Tarde, eu assistia às sessões por interesse não apenas profissional, mas também de quem sempre foi aficionado por futebol.

"A paixão pelo esporte foi, inclusive, um dos principais motivos que me levaram a uma faculdade de Jornalismo. E foram os quadrilheiros do futebol que me tiraram da editoria. Percebi, em pouco mais de um ano no jornal A Gazeta Esportiva, que não teria estômago para a relação espúria de parte da imprensa esportiva com jogadores, empresários e dirigentes. Elo que tornava a cobertura, quase todo tempo, chapa-branca. Concomitantemente, uma estrutura corrupta fomentava aproveitadores, que contavam ainda com a leniência de autoridades. CBF, suas federações estaduais e os clubes eram blindados e não prestavam qualquer satisfação para os torcedores. Eram os donos da bola.

4ae20 Dessa vez o futebol brasileiro vai ser passado a limpo. Depoimento de Leandro Cipoloni na CPI do futebol, em Brasília. Falando a políticos que querem acabar com o atraso, a corrupção no futebol brasileiro. E também para os que farão de tudo para manter a situação como está...

"Uma década depois, os ventos mudaram. A imprensa esportiva se tornou mais combativa. No embalo das acusações da promotoria suíça, que mandou chumbo em Teixeira e em seu mentor, João Havelange, repórteres brasileiros colocaram a caneta e o cérebro para funcionar. Grandes veículos de comunicação abriram espaço na sua editoria de Esporte para o jornalismo investigativo. A Rede Record entrou para o time e nos deu total autonomia para mergulhar no assunto. Ao lado de outros colegas, eu, Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Junior e Tony Chastinet fizemos uma série de reportagens que contribuiu para a queda de Teixeira. A partir dela, aprofundamos as investigações para publicar “O Lado Sujo do Futebol”, que ficou semanas entre os livros mais vendidos do País em 2014. Nossas denúncias fundamentaram o indiciamento recente de Teixeira pela Polícia Federal e nos levaram à CPI.

"Foi uma honra participar da comissão ontem. Tive a satisfação pessoal de ver o reconhecimento do nosso trabalho e, principalmente, de saber que aquela imprensa esportiva que conheci no início da carreira está perdendo espaço. Uma mudança de rumo que foi saudada na atual CPI pelo colega Juca Kfouri, que, como Cosme Rímoli, remou muitos anos contra a maré da adulação. Eu, Amaury e Azenha fechamos um ciclo de convocação de jornalistas brasileiros chamados a colaborar com as investigações dos senadores. Antes de nós, depuseram Kfouri, Jamil Chade, José Cruz, Lucio de Castro e Rodrigo Mattos, que ganharam terreno com a glasnot da imprensa esportiva.

"Espero, de alguma maneira, ter colaborado com os senadores. Fico na torcida para que os trabalhos da comissão, dessa vez, deem algum resultado prático. Abri meu depoimento afirmando que só havíamos aceitado o convite por acreditar que será diferente – e estaremos de olho. É uma chance histórica de mudar o futebol brasileiro para melhor.

"Por enquanto, a chamada “bancada da bola” ri da CPI. Seus membros veem a grave crise política monopolizar os holofotes no Congresso. Romário parece lutar sozinho. A esperança de quem deseja a moralização do futebol brasileiro é a mesma de 1994, quando o Brasil chegou desacreditado na Copa dos Estados Unidos. Convocado pela pressão popular, Romário foi lá e resolveu. Mais uma vez, a sorte do torcedor brasileiro está nas mãos dele.

"Política é um jogo difícil de decidir sozinho (a presidente Dilma pode dar um testemunho sobre o tema), e a CBF é um zagueiro bem mais preparado que qualquer um que o senador enfrentou nos gramados. Um adversário experiente, cascudo, ardiloso e desleal. Boa sorte, Romário. Você e o futebol brasileiro vão precisar."

Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin

1reproducao32 Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin
O duelo entre Romário e Marco Polo del Nero na CPI é épico. O senador pediu a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da CBF. Mas teve de justificar. Ele foi duríssimo nas explicações.

Romário destacou o fato de haver indícios contra Del Nero na investigação movida pelos Estados Unidos contra vários dirigentes ligados à Fifa, por recebimento de propina na celebração de contratos comerciais e de marketing, o que torna necessário o acesso da CPI aos dados de Del Nero.

Além disso, há a ser o conspirador 12 identificado pelo FBI. O presidente da CBF sempre negou veementemente ser ele. O ex-jogador esclareceu que no período que abrange o pedido da quebra (de março de 2012 a maio de 2015), Del Nero está ligado à CBF ou como vice de José Maria Marin ou como presidente cargo que exerce desde abril.

Muitos políticos estão vendo esse pedido de Romário, presidente da CPI, como uma manobra de distração. Na verdade, ele quer outra coisa.

O que interessa a Romário são as movimentações financeiras feitas pela entidade. A Comissão Parlamentar de Inquérito solicitou a demonstração de todos os repasses feitos para as federações estaduais e os dirigentes esportivos de cada uma das filiadas. Mais, os contratos com parceiros comerciais, para direitos de transmissão e acordos com empresas que cuidam ou cuidaram dos jogos da Seleção.

O inesperado. O senador exige também ter acesso aos contratos de transmissão que a CBF tem com a Globo. Marco Polo também não quer mostrar.

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Advogados representando o presidente da CBF entraram com pedido no Superior Tribunal de Justiça. Não aceitam nada disso. Não querem que contrato algum da CBF com patrocinadores, Globo ou federações seja revelado. Além do sigilo bancário quebrado do seu contratante.

Nunca, sem ser os envolvidos, tiveram acesso aos dados do acordo financeiro entre a emissora carioca e a CBF para a transmissão do Campeonato Brasileiro. Os números sempre foram extraoficiais. Nunca assumidos pelos dois lados. Pode ser muito maior do que todos pensam.

Um dado estranho é em relação ao auxílio financeiro que a CBF dá às federações e aos seus presidentes. Teoricamente seria públcio. Entre R$ 700 mil até R$ 2 milhões mensais para as entidades e mais R$ 15 mil a cada 30 dias aos seus presidentes. Pelo menos é o que foi divulgado.

A decisão sobre os pedidos de Romário caberá ao ministro do STF, Edson Fachin...

(E Fachin começou a dar sua decisão. Aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Marco Polo del Nero...)
111 1024x576 Romário bateu forte. Exigiu quebra do sigilo de Marco Polo. Detalhes do secreto contrato de transmissão de futebol com a Globo. E dos milionários patrocinadores da CBF. A decisão de está nas mãos do ministro do STF, Edson Fachin

A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio…

 A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio...
O escândalo Lava-Jato é o maior da história do Brasil. Nunca na história desse país se desviou tanto dinheiro público. O esquema era simples e cruel. Grandes empreiteiras organizadas em cartel pagavam propina a diretores da Petrobras e vários outros órgãos público. Delatores dizem que a taxa cobrada por funcionários variavam entre 3% até 10% da obra.

E essa obras eram superfaturadas, dando lucros absurdos às empreiteiras. São alvos de ações penais as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC, Mendes Júnior, Engevix, OAS e Galvão Engenharia. Respondem a ações civis públicas a Galvão Engenharia, Galvão Participações, Sanko Sider, Coesa Engenharia, Jackson Empreendimentos, Mendes Júnior Participações, Mendes Júnior Trading e Engenharia e OAS.

A Polícia Federal avalia em R$ 19 bilhões o prejuízo só da Petrobrás.

A partir do ano passado, quando o escândalo veio à tona, as empreiteiras e construtoras passaram a ter enormes dificuldades. Mesmo as que não enfrentam qualquer acusação. Os bancos colocam inúmeros obstáculos para emprestar dinheiro para novas obras. Há a determinação para negar. Com o medo de calote. Ou mesmo prisão dos responsáveis pelas empreiteiras. As investigações já chegaram a 18 fases. E não há perspectiva de parada. A Polícia Federal segue suas investigações em relação a políticos, membros das estatais e donos de empreiteiras.

1ae23 A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio...

A Folha publica hoje o que já se comentava nos bastidores do Palmeiras. A WTorre está com enorme dificuldade para manter a nova arena em parceria com o clube. São várias denúncias sérias de falta de pagamento por parte da construtora.

A WTorre já deve R$ 80 milhões à AEG, multinacional norte-americana que gerencia a arena. A empresa é bilionária e especializada em eventos em estádios. Ela tem sob contrato as maiores estrelas da música mundial. Como Rolling Stones, U2, Madonna, Kate Perry, Marron Five, Beyoncé e muitos outros.

A AEG acompanhou de perto o endividamento da WTorre. Ela já não pagou a JBL, que cuida do refinado sistema de som do estádio. A Tejofran, que retira entulho do estádio, teve de entrar na justiça para receber R$ 500 mil. A R Cervellini, fábrica de pisos e revestimentos, pediu essa semana a falência da WTorre, cobrando R$ 693 mil.

O grande motivo de desespero da WTorre seria o acordo fechado com o Palmeiras. Ele é ao contrário do Corinthians, muito favorável ao clube.

 A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio...

A construtora tem 30 anos para explorar o estádio. Mas cedeu em pontos fundamentais. O maior deles. Nada menos do que 100% da arrecadação dos jogos é do Palmeiras. E a média de torcedores, desde que a nova arena foi inaugurada, é de 34.500 torcedores. Em 2015, a previsão é que a arena deva gerar R$ 80 milhões em receitas. Nada menos do que R$ 20 milhões em lucros.

Se o Palmeiras chegar à Libertadores em 2016, esse dinheiro pode aumentar em pelo menos 50%...

No naming rights, venda de camarotes, alimentos e bebidas, a parte do leão ficou com a empreiteira: 95% enquanto o Palmeiras fica com 5%. Aumentando 5% a cada cinco anos. Até atingir o máximo de 20%. No aluguel para shows e eventos, a construtora fica com 80%, o clube com 20%. Mas a porcentagem vai aumentando 5% a cada cinco anos. Até atingir 45%.

O preço do estádio é de R$ 650 milhões. E há três grandes interessados. O primeiro é a bilionária empresa norte-americana, a AEG.

O segundo é o próprio Palmeiras. Embora ainda tenha perto de R$ 350 milhões em dívidas, os bancos agora facilitam qualquer grande empréstimo. O sucesso da bilheteria no novo estádio é o grande avalista. O clube só ficaria dono do estádio em 2044, por contrato.

Mas há a terceira via. Muito poderosa porque tem no comando o bilionário Paulo Nobre. Além de riquíssimo, ele é presidente do Palmeiras. Ele estaria propondo a compra da arena junto com a milionária Crefisa.

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A situação é amplamente favorável ao Palmeiras. Ao contrário do que acontece com o Corinthians. O clube fez um péssimo acordo com a Odebrecht. O custo inicial do Itaquerão era de R$ 820 milhões. Passou a R$ 1,1 bilhão.

Eram previstos R$ 420 milhões em incentivos fiscais da prefeitura de São Paulo. Só que o Ministério Público barrou esse dinheiro. Processou inclusive o ex-prefeito Gilberto Kassab por tentar ceder dinheiro público a um clube particular.

O deputado federal Andrés Sanchez tinha a certeza que traria R$ 400 milhões de naming rights. A Emirates, empresa aérea dos Emirados Árabes, seria quem injetaria esse dinheiro. Só que o acordo não foi fechado. A negociação fracassou há cinco anos.

Na pressa de finalizar o estádio para a Copa, o Corinthians abriu mão de uma arena multiuso. Ou seja, o Itaquerão não tem capacidade para promover eventos ou shows. Foi um enorme desperdício de receita. Paul Mccartney elogiou muito o estádio palmeirense. Já estão confirmadas apresentações de Kate Perry, Rod Stweart, Rolling Stones e Maroon Five, entre outros, na arena da Água Branca.

5ae13 1024x576 A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio...

Como em todos os estádios da Copa, o dinheiro para a construção foi emprestado pelo BNDES. Mesmo a juros especiais, mais baixos que os normais por causa da competição, eles não param de crescer. Como o dinheiro não pôde ser emprestado diretamente ao Corinthians, a Caixa Econômica foi a intermediária.

Foi criado um fundo para receber o dinheiro. E dado um prazo de 12 anos para que a dívida seja paga. A péssima avaliação para o Corinthians foi ceder, por contrato, 100% da arrecadação dos seus jogos para pagar o estádio. O que praticamente paralisou financeiramente o clube. Por isso o atraso de salários e direito de imagem aos atletas.

Com os donos da Odebrecht presos, por causa da operação Lava-Jato, o Corinthians não pode renegociar esse contrato. A transação foi altamente compensadora para a construtora.

O cenário é todo favorável à venda do estádio palmeirense. A WTorre demonstra não ter recursos para administrar a arena. E com a revelação dos processos e pedidos de falência por parte de parceiros, as instituições bancárias deverão fechar ainda mais as portas para a empreiteira.

A AEG, o Palmeiras e o bilionário Paulo Nobre podem se animar. A moderna arena encravada no coração de São Paulo pode sim ser colocada em leilão. E mudar de mãos.

Para quem tem dinheiro se mostra excelente negócio.

Ao contrário do que acontece em Itaquera.

Para desespero da cúpula corintiana...
3reproducao10 A operação Lava Jato prejudica a WTorre. Dívidas podem fazer com que venda a nova arena palmeirense. AEG, o bilionário Paulo Nobre e o próprio clube podem comprar o estádio...

Juvenal Juvêncio e Aidar têm disputa importante. Qual dos dois terá o apoio de Rogério Ceni quando parar? A única saída para o goleiro não ter de optar será trabalhar como comentarista na tevê…

1reproducao31 Juvenal Juvêncio e Aidar têm disputa importante. Qual dos dois terá o apoio de Rogério Ceni quando parar? A única saída para o goleiro não ter de optar será trabalhar como comentarista na tevê...
Os ex-presidentes do São Paulo discutem hoje o plano apresentado pelo CEO do clube, Alexandre Bourgeois. Ele foi indicado pelo empresário Abílio Diniz. As metas são conseguir recursos para enfrentar as dívidas que batem nos R$ 400 milhões. E o velho desejo de Carlos Miguel: a modernização do Morumbi.

A principal proposta é a criação de um Comitê Gestor que administrará o clube junto com o presidente do São Paulo. Algo parecido com o que o Santos esboçou com Luís Álvaro.

Só que além da mudança de gestão, há uma silenciosa e importante disputa. Não é segredo para ninguém que o clube hoje está dividido. Metade do lado de Carlos Miguel Aidar. E a outra metade com o ex-presidente Juvenal Juvêncio.

Ambos irão brigar por tudo até 2017 quando haverá nova eleição no São Paulo. Até lá algo muito importante deverá acontecer. Em dezembro, daqui cinco meses, Rogério Ceni finalmente deverá se aposentar. Ele é o maior ídolo da história do futebol do São Paulo.

São 42 anos e 24 como goleiro do único clube de sua carreira. Ele é muito mais do que um jogador. Tem espaço importante não entre os jogadores, Comissões Técnicas. Mas se tornou referência para conselheiros, dirigentes. Seu nome é a grife mais importante do Morumbi.

Ele ainda não definiu publicamente qual caminho irá seguir. Há grande possibilidade que, após encerrar a carreira, passe um ano sabático estudando para se tornar técnico de futebol.

Ou ainda decida se tornar gerente profissional de futebol. Trabalharia como elo entre a diretoria, o técnico e os jogadores. Cargo importante e de confiança daquele que for presidente do clube.

2reproducao15 Juvenal Juvêncio e Aidar têm disputa importante. Qual dos dois terá o apoio de Rogério Ceni quando parar? A única saída para o goleiro não ter de optar será trabalhar como comentarista na tevê...

Só que aliados de Carlos Miguel como de Juvenal querem contar com o ídolo ao seu lado. Nessa corrida, a vantagem parece ser de Juvenal Juvêncio. Rogério Ceni e o ex-presidente sempre foram muito ligados. Virou tradição no Morumbi, em época de eleição, o goleiro atuar de amarelo. Não por coincidência. Mas por ser a cor da tradicional chapa de Juvenal.

O ex-presidente sempre levou muito em consideração as opiniões de Ceni. Para tudo relacionado ao futebol. Até escolha de treinadores e contratações. O goleiro cansou de ser consultado. A relação é muito afetuosa. Neste período que Juvenal luta contra o câncer na próstata, o goleiro se mostrou preocupado, solidário.

Com Aidar, a relação é muito mais fria. Profissional apenas. O presidente não é um grande frequentador do Centro de Treinamento do São Paulo. Pelo contrário. Prefere que Ataíde Gil Guerreiro converse com os jogadores. Carlos Miguel só reconhece a autoridade natural que o goleiro exerce no grupo de atletas.

Ataíde deixa Rogério Ceni ainda um pouquinho mais distante da atual administração. O vice de futebol acredita que não há mais como adiar a aposentadoria do goleiro. O jogador estava acostumado com dirigentes insistindo na sua permanência. Que prolongue sua carreira indefinidamente. Ataíde, não.

O departamento de marketing de Carlos Miguel pode não ter conseguido um patrocínio master em mais de um ano de trabalho. Só que busca faturar o máximo com a despedida do jogador. Já arrumou promoções como fazer o goleiro bater bola com torcedores. O evento arrecadou R$ 880 mil.

2reproducao16 Juvenal Juvêncio e Aidar têm disputa importante. Qual dos dois terá o apoio de Rogério Ceni quando parar? A única saída para o goleiro não ter de optar será trabalhar como comentarista na tevê...

Há várias ações que estão sendo planejadas. Como lançamentos de camisa, amistosos, tentativa de reeditar a final do Mundial de 2005, com os jogadores que atuaram pelo Liverpool, despedidos em vários estados. Enfim, tudo que possa agradar o goleiro e ser muito lucrativo. Ao clube e ao jogador.

Haverá um filme, um documentário sobre o jogador. Suas conquistas, seus recordes, seus gols.

Os dois lados se articulam sabe o que significaria ter Rogério Ceni apoiando abertamente um grupo. Muricy Ramalho, por exemplo, deixa transparecer nas suas entrevistas que é muito mais próximo de Juvenal.

O que atrapalha o ex-presidente em relação a Ceni é a data da próxima eleição. Deverá acontecer nos primeiros meses de 2017. Caso Rogério pare mesmo em dezembro e não queira ficar um ano longe do futebol, a situação se mostra mais fácil para Aidar. O presidente não tem nada de ingênuo.

Oferecerá tanto a chance de ser gerente e tornar dirigente ou auxiliar técnico ou treinador de uma categoria da base. O que Rogério Ceni escolher.

4reproducao6 Juvenal Juvêncio e Aidar têm disputa importante. Qual dos dois terá o apoio de Rogério Ceni quando parar? A única saída para o goleiro não ter de optar será trabalhar como comentarista na tevê...

Embora não seja conselheiro, porque é tão importante Aidar ou Juvenal ter o jogador ao seu lado? A popularidade. Há a certeza da companhia da mídia. Rogério Ceni tem a aura da seriedade, dedicação ao clube, ao torcedor. Em setembro completará 25 anos de São Paulo. Tudo isso é muito importante.

Há ainda cinco meses para Rogério Ceni definir com calma que lado seguir. Por enquanto, ele se aplica demais para a tentativa dos seus dois últimos sonhos como jogador. Classificar a equipe para a Libertadores de 2016. E quem sabe com o derradeiro título? A chance maior é ganhando a Copa do Brasil. No longo Brasileiro, o elenco foi enfraquecido com o desmanche feito por Aidar.

A opção para Rogério Ceni não ter de escolher um lado da guerra pode estar na televisão. Marcos teve um convite para trabalhar na TV Bandeirantes como comentarista. Não aceitou. O goleiro tem grande capacidade do comunicação. Seu nome é visto com interesse por alguns executivos da Globo como comentarista.

A verdade é que Ceni será muito assediado. Convite para trabalhar no futebol não vai faltar. Escolher um lado da guerra no São Paulo. Sair de férias por um ano. Ou pensar na tevê.

O jogador de 42 anos tem apenas cinco meses para definir o seu futuro.

Cinco meses passam muito rápido.

Para quem completará 25 anos de carreira.

E para quem é tão importante na vida do São Paulo Futebol Clube...

Diretoria do Flamengo e Oswaldo de Oliveira proíbem jogadores de provocarem adversários. Por causa de Guerrero e Sheik. Os dois incendiaram o Vasco, deram mais força aos rivais na eliminação da Copa do Brasil…

1reproducao30 1024x576 Diretoria do Flamengo e Oswaldo de Oliveira proíbem jogadores de provocarem adversários. Por causa de Guerrero e Sheik. Os dois incendiaram o Vasco, deram mais força aos rivais na eliminação da Copa do Brasil...
"Quero arregaçar, quero entrar em campo e passar por cima do Vasco. Quanto vai ser o jogo? 3 a 0 para nós. Com gol meu. Se pudesse, faria os três"

"Cuidado !!! A casa está caindo !!! Eu tenho apenas 5 anos de Brasil e não 116 anos , fiz algumas coisas interessantes , CAMPEÃO: Campeonato Carioca , Campeonato Paulista ,Brasileiro , Brasileiro , Brasileiro , Recopa Sul-Americana , Taça Libertadores , Mundial de clubes , esse último poucos clubes tem !!! Imagina podendo jogar 116 anos... MUITO PRAZER, MÁRCIO PASSOS DE ALBUQUERQUE .... Apelido , EMERSON SHEIK ... Atual jogador do FLAMENGO . Minha boca está limpa e minha língua sempre muito afiada !!"

Os autores dessas provocações têm nome e sobrenome. Paolo Guerrero e Márcio Passos de Albuquerque ou Emerson, depende de quem pergunta. Os dois resolveram desmoralizar o Vasco da Gama, o último colocado do Brasileiro, e grande rival do Flamengo.

Os dois se comportavam como tivessem a certeza de eliminação do rival na partida de ontem da Copa do Brasil. Eram a garantia que o Flamengo chegaria entre os oito melhores da Copa do Brasil. Agiam como se tivesse sido um acidente a vitória vascaína por 1 a 0 no primeiro jogo.

Só que o resultado foi um desastre para o Flamengo. O empate que eliminou o rubro negro e classificou o Vasco.

1ae22 Diretoria do Flamengo e Oswaldo de Oliveira proíbem jogadores de provocarem adversários. Por causa de Guerrero e Sheik. Os dois incendiaram o Vasco, deram mais força aos rivais na eliminação da Copa do Brasil...

A partida foi problemática para os dois. Paolo Guerrero teve uma fortíssima torção no tornozelo direito e teve de deixar o jogo aos 17 minutos do primeiro tempo. "Esse jogo era meu", desabafou.

Já Sheik teve mais um surto. Diante das câmeras da Globo, que transmitia o clássico para o Rio de Janeiro. Surpreendeu o repórter Eric Faria. Ele perguntou ao atacante como o Flamengo iria se arrumar depois de perder dois jogadores Guerrero e Ederson, contundidos.

"Bom, primeiro tem que arrumar esse juiz que é muito fraco. É uma merda, merda. Esse juiz é uma merda", disse o atacante, encarando a câmera. "Que é isso, Emerson?" se espantou o repórter, enquanto o jogador virava as costas e ia embora.

Sheik repetiu a atitude no ano passado, diante das câmeras da Globo. Ele jogava no Botafogo e disse que a CBF era 'uma vergonha'. Ele foi expulso contra o Bahia, em outubro. Acabou pegando quatro partidas de suspensão.

O procurador do STJD, Paulo Schmidt, avisou que Sheik será indiciado. A dúvida é quanto ao artigo. Ou o 258 (assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código) ou no artigo 243-F (ofender alguém em sua honra, por fato relacionado) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O que significa que poderá pegar suspensão de uma a seis partidas.

2ae19 Diretoria do Flamengo e Oswaldo de Oliveira proíbem jogadores de provocarem adversários. Por causa de Guerrero e Sheik. Os dois incendiaram o Vasco, deram mais força aos rivais na eliminação da Copa do Brasil...

Guerrero e Sheik são os principais jogadores do Flamengo. Sabem muito bem da dependência que o limitado elenco tem dos seus gols. O presidente Eduardo Bandeira de Mello ficou revoltado pelo clube ter sido eliminado pelo Vasco da Gama, de seu grande inimigo politico, Eurico Miranda.

A irritação ficou ainda maior porque acredita que as provocações dos dois acabaram por estimular o adversário. Jorginho soube como explorá-las. E jogaram um peso desnecessário nas costas de Guerrero. O peruano passou a se sentir obrigado a cumprir sua previsão. Teria de marcar pelo menos um gol. Ou até quem sabe, os três, de sua premonição?

Sheik estava visivelmente transtornado. Não só com o árbitro Wilton Pereira Sampaio. Mas com os erros dos seus companheiros.

Oswaldo de Oliveira também não gostou das provocações. Acredita que só deixaram seus jogadores mais tensos, nervosos.

Assim a diretoria e o treinador decidiram. A ordem é cessar provocações, declarações contra adversários. Ainda mais nos clássicos cariocas.

Os jogadores estão avisados. A proibição será generalizada. Mas tem como alvos principais, Guerrero e Sheik.

A eliminação para o Vasco.

E a provável suspensão de Sheik.

Preços caros demais ao Flamengo...

Se não fosse por Marcelo Oliveira, Gabriel Jesus teria ido embora do Palmeiras. Ao contrário de Oswaldinho, ele apostou no menino e esqueceu os medalhões… Enquanto isso, a torcida do Cruzeiro implora pela demissão de Vanderlei Luxemburgo…

1fotoarena Se não fosse por Marcelo Oliveira, Gabriel Jesus teria ido embora do Palmeiras. Ao contrário de Oswaldinho, ele apostou no menino e esqueceu os medalhões... Enquanto isso, a torcida do Cruzeiro implora pela demissão de Vanderlei Luxemburgo...
Assim que o Palmeiras fez 3 a 0, Gilvan Tavares foi aconselhado a ir embora do Mineirão. E foi o que fez. O presidente do Cruzeiro estava sendo xingado e ameaçado no seu camarote. Torcedores do atual bicampeão brasileiro estavam inconformados com o dirigente que desmanchou uma equipe excelente. A tirou da mão de Marcelo Oliveira. E a entregou para ninguém menos do que Vanderlei Luxemburgo, técnico que vem de sete demissões.

O time cruzeirense afunda no Brasileiro. Está a um ponto da zona do rebaixamento. Sobreviver ao confronto com o Palmeiras e seguir para as quartas da Copa do Brasil. Este seria o remédio para espantar a crise. Gilvan avisou o treinador. Ouviu que tudo seria diferente. Só que o presidente percebeu, aos 33 minutos, o quanto as promessas do treinador Luxemburgo se tornaram vazias.

Ao final da partida, com a eliminação da Copa do Brasil, por 3 a 2, a torcida cruzeirense mostro que o encanto com seu decadente técnico acabou. E um potente coro dominou o Mineirão.

"Adeus, Luxa. Adeus, Luxa. Adeus, Luxa."

Para variar, o treinador seguiu o mesmo script que já virou rotina. Assume time que diretoria quer um dar um choque. Acerta salários, dá entrevista coletiva, promete que colocará a equipe no eixo. Afasta algum atleta conhecido. Anima o grupo. Depois ele mesmo desanima. Começa com trocas táticas incoerentes. Opções erradas de titulares. A reação logo acaba. Passa a ser pressionado até que é demitido. Este próximo passo está perto de ser dado. Porque, também como sempre, Luxemburgo não pedirá demissão.

Sem nada a ver com isso, o Palmeiras se deleitou no Mineirão. Principalmente graças à visão de Marcelo Oliveira. Ele percebeu que contra os lentos Bruno Rodrigo e Paulo André, a melhor aposta seria Gabriel Jesus. Com o jovem habilidoso e rápido jogador, seria fácil aproveitar o presente oferecido por Luxemburgo.

 Se não fosse por Marcelo Oliveira, Gabriel Jesus teria ido embora do Palmeiras. Ao contrário de Oswaldinho, ele apostou no menino e esqueceu os medalhões... Enquanto isso, a torcida do Cruzeiro implora pela demissão de Vanderlei Luxemburgo...

E assim foi. O treinador cruzeirense preparou seu time para o ainda inseguro Lucas Barrios, o trombador Leandro Pereira e o rápido, mas péssimo finalizador, Dudu.

Mas entrou o garoto de apenas 18 anos entrou e transformou toda a partida. Deu um gol para o paraguaio, sofreu falta que valeu a justa expulsão de Bruno Rodrigo. E marcou dois gols. Um deles, sensacional. Foi o principal personagem na vitória por 3 a 2, e pela classificação às quartas de final.

"Todos me elogiaram, deram parabéns, mas não dá para ficar satisfeito. É um começo e um jogo. Pelo jeito que eu subi, pretendo fazer mais jogos assim. O celular está vibrando para caramba. Deve ser minha mãe, meus familiares, amigos..." dizia Gabriel Jesus no Mineirão.

A frase 'pelo jeito que eu subi' resume muito bem as dificuldades que enfrentou. Vale a pena reproduzir parte do texto que saiu em fevereiro deste ano no blog.

"Gabriel Jesus. Ele surgiu no Anhanguera, clube amador. Na Copa São Paulo sub-15, marcou 29 gols. Cobiçado por vários clubes, o Palmeiras se antecipou. E fechou contrato em julho de 2013, aos 16 anos, até dezembro de 2015. A promessa ganhava R$ 2,5 mil. Continuou se impondo. Marcou 37 gols em 22 partidas no Campeonato Paulista de Juniores. Sua multa rescisória se tornou baixa: R$ 3 milhões. Era um risco assinar com outro clube.

O São Paulo era o principal interessado. Conselheiros garantiram que foi ofertado ao garoto uma casa no valorizado condomínio de Alphaville, em Barueri. Bastaria ele não renovar seu vínculo com o Palmeiras. Paulo Nobre ouviu essa história e resolveu oferecer um contrato de quatro anos ao jovem atacante.

3ae29 Se não fosse por Marcelo Oliveira, Gabriel Jesus teria ido embora do Palmeiras. Ao contrário de Oswaldinho, ele apostou no menino e esqueceu os medalhões... Enquanto isso, a torcida do Cruzeiro implora pela demissão de Vanderlei Luxemburgo...

A renovação não foi fácil. Os empresários do menino sabiam que havia outros interessados. Primeiro mudaram seu nome. De Gabriel Fernando, passou a Gabriel Jesus, mais marcante. E trataram de avisar à diretoria palmeirense. Queriam uma parcela maior dos direitos de Gabriel para ele ficar. Sem saída, Nobre cedeu. Renovou o vínculo até 2019. Mas o Palmeiras ficou com apenas 30% dos direitos do jogador. O clube tinha 80%. Era isso ou o jogador não renovaria.

Seus salários saltaram para R$ 15 mil até o final do ano. Em 2016, pularão para R$ 25 mil. R$ 35 mil em 2017. R$ 45 mil em 2018. R$ 60 mil em 2019. Sua multa rescisória saltou de R$ 3 milhões para R$ 30 milhões."

Há seis meses, Oswaldo de Oliveira fechava os olhos para o menino. Os próprios companheiros de treino não entendiam. Gabriel Jesus impressionava por suas arrancadas, dribles, mas o inseguro Oswaldo preferia jogadores rodados, recém contratados por Alexandre Mattos.

Os empresários do garoto, Fabio Caran e Cristiano Simões, não se conformavam em ver Maikon Leite, Rafael Marques, Cristaldo e Leandro Pereira no ataque. Quando Alecsandro e Lucas Barrios foram contratados, chegaram à conclusão que era melhor negociá-lo. Mas um homem evitou o desperdício.

Marcelo Oliveira chamou Gabriel Jesus para uma longa conversa. O técnico trabalhou por anos na base do Atlético Mineiro. E sabe valorizar jovens talentos. Apesar de não estar no DNA do Palmeiras apostar nos seus garotos, o treinador deixou claro que, com ele, iria jogar. Desde que continuasse treinando tão bem, com tanta dedicação. Pouco importariam o dinheiro gasto por Paulo Nobre para buscar outros atacantes rodados.

 Se não fosse por Marcelo Oliveira, Gabriel Jesus teria ido embora do Palmeiras. Ao contrário de Oswaldinho, ele apostou no menino e esqueceu os medalhões... Enquanto isso, a torcida do Cruzeiro implora pela demissão de Vanderlei Luxemburgo...

Os empresários perceberam que o cenário realmente estava mudando. Marcelo Oliveira era bem diferente de Oswaldo de Oliveira. Esqueceram os contatos com empresários europeus. Decidiram acreditar no treinador e atender a vontade do menino. "Eu quero vencer no Palmeiras antes de ir jogar fora", disse o atacante.

O que aconteceu ontem no Mineirão não surpreendeu conselheiros e pessoas ligadas à base do Palmeiras. O futebol do atacante sempre mostrou talento diferenciado. Havia a eterna incerteza se o time principal daria espaço a Gabriel Jesus.

Foi até engraçada a maneira que Gabriel revelou descobrir que jogaria ontem.

"Fiquei sabendo que ia jogar, estou até desnorteado...na segunda, quando a gente treinou, né? Não, na terça, ontem. Então ele (Marcelo Oliveira) me passou tranquilidade, falou para eu demonstrar meu futebol, marcando, juntando, com compromisso, mas para jogar com a bola. Pude mostrar meu futebol. E é só o começo", prometia.

Esse é o futebol brasileiro, a vida, a sorte. Se não chegasse um treinador que acreditasse em jovens garotos, ele agora poderia estar fazendo as malas. E embarcando para a Udinese, Málaga, Eintracht Frankfurt. Qualquer time pequeno europeu, buscar seu futuro. Mas ficou e a perspectiva de sua carreira mudou.

Melhor para o Palmeiras e para o próprio garoto de 18 anos.

Gabriel Jesus precisa agradecer a coragem de Marcelo Oliveira.

O técnico bicampeão do país que Gilvan mandou embora.

Para ficar com Vanderlei Luxemburgo.

Pena que o presidente tenha ido embora antes do Mineirão.

Se não, ouviria o que a torcida pensa do 'seu' treinador.

A mesma torcida desvalorizada por Isaias Tinoco.

Não por acaso, dirigente parceiro de Luxemburgo...

O Santos impôs a terceira eliminação do Corinthians no Itaquerão. Dunga viu de perto o que Lucas Lima é capaz. 2 a 1 para a bem treinada equipe de Dorival. Acabou a Copa do Brasil para o time de Tite…

3ae28 1024x618 O Santos impôs a terceira eliminação do Corinthians no Itaquerão. Dunga viu de perto o que Lucas Lima é capaz. 2 a 1 para a bem treinada equipe de Dorival. Acabou a Copa do Brasil para o time de Tite...
Lucas Lima mostrou a Dunga no Itaquerão do que é capaz. Assim como havia feito na Vila Belmiro, o meia desequilibrou outra vez o clássico contra o Corinthians. E foi peça fundamental na vitória por 2 a 1 no Itaquerão lotado. O resultado classificou o Santos para as quartas de final da Copa do Brasil. E marcou a terceira eliminação corintiana jogando no seu novo estádio. Palmeiras no Campeonato Paulista; Guarani, Libertadores. E agora a Copa do Brasil.

"Nós sabíamos da força do Corinthians. Ainda mais jogando na sua casa. Só que acreditamos no nosso time. Entramos em campo com a convicção que tínhamos tudo para ficar com a vaga. Sabíamos o que fazer", dizia, feliz, Lucas Lima.

"Nós temos de seguir a vida. Juntar os cacos. Não podemos nos esquecer que somos líderes do Campeonato Brasileiro. É uma pena perder, mas demos o máximo para ganhar. O Santos foi bem", reconhecia Gil. "Nós temos de pedir desculpas à nossa torcida, que lotou nosso estádio, acreditou na gente. Mas não conseguimos", lamentava Renato Augusto.

"O primeiro tempo do jogo da Vila foi determinante. Nesse jogo (de volta), onde nós tomamos a iniciativa no primeiro tempo, o Santos tem um trio e atacantes letais (e aproveitou). Nessa característica da competição (gol fora de casa como desempate), o fator emocional é determinante", tentava explicar Tite.

Dorival Júnior soube explorar os pontos fracos da equipe de Tite. O treinador teve ainda na terça-feira a auspiciosa notícia que o Corinthians não teria Jadson, contundido. Soube também que Fagner e Elias poderiam ser poupados porque exames mostravam o alto desgaste muscular da dupla.

Por isso, Edílson, Ralf e Matheus Pereira em campo. O Corinthians estava enfraquecido. Principalmente em um setor que o Santos é especialista. Os lados do gramado. Edmílson é muito pior marcador do que Fagner. Isso quando está jogando, em forma. Sem ritmo, o jogador era um convite para o Santos organizar seus contragolpes. Do lado esquerdo, Uendel também não oferecia segurança defensiva. Normalmente já busca o ataque. Ainda mais com o Corinthians tendo a obrigação de buscar os gols, já que perdeu o jogo na Vila Belmiro por 2 a 0.

4ae18 1024x523 O Santos impôs a terceira eliminação do Corinthians no Itaquerão. Dunga viu de perto o que Lucas Lima é capaz. 2 a 1 para a bem treinada equipe de Dorival. Acabou a Copa do Brasil para o time de Tite...

Foi o que a torcida exigiu nos primeiros 14 minutos. O Santos teve sua saída de bola marcada. Thiago Maia e Renato tiveram de se desdobrar na marcação. Foi um sufoco mais na base do entusiasmo do que na técnica. O Corinthians mostrava nervosismo, ansioso. Queria tanto marcar logo um gol que deixava enorme buraco defensivo.

Aos 14 minutos, o plano ia por água abaixo. Graças a Lucas Lima. Ele fez um lançamento excelente para Geuvânio. Colocou a bola nas costas de Edílson e longe de Felipe. O santista desceu em velocidade e cruzou para Gabriel marcar 1 a 0. Lindo gol de uma equipe muito bem treinada. As expressões dos jogadores de Dorival denunciavam. Sabiam ter dado um passo gigantesco para a classificação.

O Corinthians não tinha forças para reagir. Não bastasse o corredor pelo lado direito, fazia falta demais Elias. Assim como Fagner, o volante foi poupado porque estaria prestes a uma contusão muscular. O meio de campo ficou previsível, mecânico. Ralf voltou ficando na cabeça da área, função limitada. Tite não colocou para seguir os passos de Lucas Lima, como se esperava. E pagou caro pelo erro.

5ae11 O Santos impôs a terceira eliminação do Corinthians no Itaquerão. Dunga viu de perto o que Lucas Lima é capaz. 2 a 1 para a bem treinada equipe de Dorival. Acabou a Copa do Brasil para o time de Tite...

Peca quem acredita que para os corintianos a Copa do Brasil não importava. Bobagem. A competição tinha um peso financeiro importante. A arrecadação no clássico foi excelente R$ 2.353.824,50.

O gol desnorteou o Corinthians. A torcida incentivava, mas o time não mostrava força de reação. A intensidade santista se impunha. E a cada roubada de bola era um perigo. Por sorte de Tite, Gabriel se contundiu e teve de ser substituído por Marquinhos Gabriel. O que mudava o estilo santista. Ele não é tão agudo quanto Gabigol.

Mesmo assim, o domínio santista foi total no primeiro tempo.

Se esperava que no intervalo, Tite fizesse mudanças profundas, significativas se quisesse tentar uma virada histórica. Ganhar por 4 a 1. Nada disso. Ele colocou Cristian no lugar de Bruno Henrique, que havia tomado cartão amarelo.

A mensagem estava mandada para os corintianos. O treinador abria mão de seguir na Copa do Brasil. Seu time seguiria a mesma tática do primeiro tempo. Melhor para o Santos. Dorival Júnior sabia que não deveria mudar. Seguir ganhando a partida nas intermediárias, com seu time tocando bem a bola, atuando de maneira compacta, veloz nos contragolpes.

Lucas Lima seguiu sendo o maestro.

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E foi em deles, muito bem executado, que o Santos marcou 2 a 0. A semelhança com o primeiro gol não deixa dúvida. Tudo foi preparado nos treinos fechados da Vila Belmiro. Gil, no meio de campo, erro cabeçada. Thiago Maia deu excepcional lançamento para Marquinhos Gabriel na direita. Ele desceu na velocidade e cruzou na diagonal, para a entrada de Ricardo Oliveira: 19 minutos, Santos 2 a 0.

Classificação mais do que assegurada da equipe que foi muito melhor nos dois confrontos. O Santos perdeu um pouco a concentração e pagou por isso. Edilson roubou bola de Lucas Lima. Ela chegou em Vagner Love. Ele deixou o paraguaio Romero livre com Vanderlei. O Corinthians descontou aos 27 minutos. 2 a 1. E foi só o que conseguiu.

A torcida corintiana via o time pela terceira vez ser eliminado dentro do Itaquerão. Esta acabou sendo a mais justa eliminação. O Santos de Dorival se impôs. E segue na Copa do Brasil. Fortalecido por haver eliminado o líder disparado do Campeonato Brasileiro.

Dunga dever ter gostado muito do que viu. Principalmente de Lucas Lima, grande destaque nestes dois jogos que abriram o caminho dos santista na Copa do Brasil. E acabaram com qualquer perspectiva corintiana...
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A depressão de Luciano, às vésperas da operação que o deixará seis meses sem jogar no Corinthians. O Brasil segue desprezando algo cada vez mais fundamental no futebol: a psicologia…

 A depressão de Luciano, às vésperas da operação que o deixará seis meses sem jogar no Corinthians. O Brasil segue desprezando algo cada vez mais fundamental no futebol: a psicologia...
Ligamento cruzado anterior total e também no menisco lateral no joelho direito. Seis a oito meses para volta aos gramados.

Este o diagnóstico de Joaquim Grava. O médico planejou operar hoje Luciano.

Antes da cirurgia, o atleta de 22 anos mobilizou todo elenco corintiano. Ele estava muito depressivo e não parava de chorar por ter de enfrentar a operação. E o longo tempo que passará sem poder jogar futebol.

Luciano é o digno representante de uma nova safra de atletas. Tatuado, entusiasmado pelo sucesso repentino, no ano passado causou desconforto no Parque São Jorge. Diante do sucesso repentino, fila de jornalistas pedindo entrevistas, fãs implorando por autógrafos, ele tomou uma atitude que chocou a todos. Contratou seguranças.

Os jogadores mais velhos nem acreditaram quando ele chegou protegido para treinar.

Enquanto muitos ironizavam, brincavam, Sheik, fez questão de repreendê-lo.

"Eu ou o Guerrero usarmos segurança, justifica. Você, não. Ainda tem que comer muita grama para precisar de segurança. Pode parar com essa babaquice."

Um jogador do Corinthians relembra a 'dura' que Emerson deu em Luciano. O jovem atacante, sem graça, disse que mudaria sua atitude.

Mano Menezes também não gostou da maneira que reagiu diante do sucesso. Sentiu que estava deslumbrado. Se comportando como grande ídolo. O chamou para uma conversa. Mas percebeu que a situação. O Corinthians tem apenas 25% de seus direitos. Seus empresários sonhavam com Europa. Luciano acabou se deixando levar. "Mascarou", em linguajar que os jogadores tanto gostam.

 A depressão de Luciano, às vésperas da operação que o deixará seis meses sem jogar no Corinthians. O Brasil segue desprezando algo cada vez mais fundamental no futebol: a psicologia...

Quando Tite assumiu, percebeu logo o deslumbramento de Luciano. E o deixou de lado. O que irritou profundamente os empresários do atleta. Eles entraram em contato com a direção do Flamengo. O clube carioca pagaria R$ 2 milhões pelos 25% dos direitos do atacante que pertenciam ao Corinthians.

Mas o treinador corintiano percebia o talento do jogador. Não concordava com sua personalidade egocêntrica. Não autorizou a venda. Luciano, mais humilde, passou a treinar muito mais do que fazia com Mano. E foi convocado para disputar o Pan-americano do Canadá, com a Seleção Brasileira. Terminou como artilheiro da competição.

Com mais moral, estava prestes a ganhar a posição de Vagner Love. Até que, na semana passada, contra o Santos, sofreu a gravíssima contusão no joelho direito.

O golpe foi forte. O jogador quando soube da gravidade do caso desabou a chorar ainda na Vila Belmiro. Os médicos avisaram os dirigentes da necessidade de apoio psicológico a Luciano.

E foi feito assim. Joaquim Grava fez questão de explicar 150 vezes que não ficará com sequelas da operação. Será o mesmo jogador. Psicólogos das equipes amadoras, o apoiou. Tite também garantiu que o esperará até melhor em 2016.

 A depressão de Luciano, às vésperas da operação que o deixará seis meses sem jogar no Corinthians. O Brasil segue desprezando algo cada vez mais fundamental no futebol: a psicologia...

Mas a participação dos jogadores acabou sendo fundamental. Os atletas, concentrados para enfrentar o Santos hoje, fizeram questão de animá-lo. Um deles foi Vagner Love, seu rival de posição. Acabou sendo muito emocionantes esses encontros.

Luciano é apenas mais um atleta da elite do futebol brasileiro que deixa claro. O esporte necessita cada vez mais dos psicólogos. Eles já conseguiram chegar nos jogadores de base. Mas nos de cima, não. Há um tabu enorme.

"Eu não vou para psicólogo porque não preciso. Não sou louco", é um velho mantra de Neymar.

O coordenador da Seleção, Gilmar Rinaldi, vai pelo mesmo caminho. "Jogador rejeita psicólogo. Então não usamos. E nem pretendemos usar." Na Olimpíada de 2000, Suzy Fleury fez parte da Comissão Técnica de Luxemburgo. O fracasso do time também refletiu na psicóloga.

Na Copa de 2014, Felipão quis fazer a mesma coisa que em 2002. Chamou Regina Brandão para fazer o perfil de cada jogador. Só que o resultado foi péssimo. A Seleção do ano passado foi uma das mais descontroladas da história do futebol brasileiro.

O Corinthians mantém a psicóloga Jussara Borges Viana como 'colaboradora'. Ou seja, não faz parte da Comissão Técnica oficial. Mas é chamada quando os garotos precisam.

5ae10 A depressão de Luciano, às vésperas da operação que o deixará seis meses sem jogar no Corinthians. O Brasil segue desprezando algo cada vez mais fundamental no futebol: a psicologia...

O que mais valeu para Luciano foi a solidariedade dos companheiros, a confiança de Tite do que a assistência psicológica improvisada.

No Brasil é assim.

Mas, por exemplo, na Alemanha, não.

Hans Dieter Hermann é o psicólogo do selecionado germânico.

Há nada menos do que 13 anos.

E, ao que consta, não há nenhum louco entre os convocados por Löw...
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