Arouca sofre o assédio do Cruzeiro para disputar a Libertadores. Mas se mantém firme. Prefere jogar no Palmeiras, mesmo ganhando menos. Os tempos mudaram…

1ae19 Arouca sofre o assédio do Cruzeiro para disputar a Libertadores. Mas se mantém firme. Prefere jogar no Palmeiras, mesmo ganhando menos. Os tempos mudaram...
Um teste para a fidelidade de Arouca, o volante dos sonhos de Oswaldo de Oliveira. A direção do Cruzeiro já mandou três recados tentando convencer o atleta a jogar a Libertadores da América. Inclusive, com salários superiores aos acertados por Alexandre Mattos com o Palmeiras.

Mas Marquinhos, como é chamado por Oswaldo, quer voltar a trabalhar com o treinador. Deu sua palavra que seu futuro em 2015 é no Palestra Itália. O jogador já conversou muito com o técnico, seu amigo particular, depois da passagem na Vila Belmiro. E soube detalhes do planejamento. Se animou com a equipe técnica, ofensiva e de toque de bola que o técnico pretende impor.

Ouviu que ele seria fundamental, ao lado de Zé Roberto e Valdivia para fazer o jogo fluir. Tornar o novo time envolvente, talentoso. Servir Dudu e Leandro ou Cristaldo na frente. Usando todo o apoio da nova arena. Da empolgação da torcida com a equipe. A certeza de que os salários não irão atrasar sequer um dia. Oswaldo já disse a 'Marquinhos' que ele seria fundamental na principal missão palmeirense em 2015: chegar à Libertadores de 2016.

Antes, se aproveitando que Corinthians e São Paulo estarão focados na maior competição do continente, o caminho estará aberto para a conquista do Campeonato Paulista. O que serviria como motivador para o ano todo. Uma maneira de garantir a aliança com os torcedores.

Arouca se empolgou com o que ouviu. Foi o que fez com que mudasse sua decisão de não entrar na justiça contra o Santos. Percebeu que seria o caminho mais fácil para trocar a Vila Belmiro pelo Palestra Itália. Usou o que tinha nas mãos. Três meses de salários atrasados, 13º não pago e quatro meses de direito de imagens que não chegaram ao seu bolso. O clube do Litoral havia renovado contrato com o volante até o final de 2016.

O novo presidente, Modesto Roma Filho, ficou revoltado quando soube do processo. Esperava fazer algum o jogador. Mas sabe que ele tem razão. Haverá uma audiência já nesta sexta-feira. E tudo indica que o desfecho será o mesmo do lateral chileno Meno. O Santos deverá perder mais um atleta por não cumprir a legislação e pagar os seus salários.

1reproducao17 Arouca sofre o assédio do Cruzeiro para disputar a Libertadores. Mas se mantém firme. Prefere jogar no Palmeiras, mesmo ganhando menos. Os tempos mudaram...

Arouca está mantendo a forma em uma academia no Rio de Janeiro. Também orientado por Alexandre Mattos, segue calado. Sem poder dar entrevistas. Mas ciente do interesse do Cruzeiro. Marcelo Oliveira o indicou para a vaga de Lucas Silva. Tinha a certeza que a Libertadores e mais a possibilidade de atuar no atual bicampeão brasileiro bastariam para convencê-lo. Só que a diretoria mineira soube que Alexandre Mattos havia chegado antes.

No São Paulo, conselheiros antigos lamentam ao ouvir de Arouca. Acreditam ter sido um dos maiores erros do ex-presidente Juvenal Juvêncio. Ele foi trocado em 2008 por Rodrigo Souto, que nunca se firmou no Morumbi. O jogador foi para o Japão, Jubilo Iwata, Náutico, Figueirense e em 2014 foi rebaixado e dispensado pelo Botafogo.

Nos corredores do Palmeiras, os comentários são repetitivos. Membros da diretoria repetem que Arouca será tudo o que Wesley prometia ser. Atleta dedicado,vivido, empolgado com a chance de jogar no novo clube. Com 28 anos. Tendo Oswaldo como seu treinador. Com companheiros talentosos. Salários em dia.

E com um desejo silencioso. Acredita que o Palmeiras atual o poderá levar de novo para a Seleção Brasileiro. Versátil, moderno, ele acredita que pode ser lembrado por Dunga. Figurar no grupo que disputará a Copa América, as Eliminatórias. Para isso precisa estar em uma equipe competitiva. O que não deverá ser o caso do Santos neste início de 2015.

A perspectiva da direção é que, a partir da próxima segunda-feira, o clube deverá anunciar outra nova contratação. Ganhando a concorrência desta vez fortíssima do Cruzeiro. E pagando até mais do que o Palmeiras oferece. Arouca até agora se manteve firme. Não abre mão de jogar no time de Oswaldo de Oliveira. Muita coisa realmente mudou pelos lados do Palestra Itália em 2015...

(E não param de mudar. Depois dos R$ 23 milhões por ano da Crefisa, a Prevent Senior acaba de divulgar que também estará na camisa palmeirense. Por R$ 6 milhões anuais. Excelente negócio na atual recessão que o Brasil enfrenta...)
1ae20 Arouca sofre o assédio do Cruzeiro para disputar a Libertadores. Mas se mantém firme. Prefere jogar no Palmeiras, mesmo ganhando menos. Os tempos mudaram...

Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche…

1reproducao16 Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche...
Gilvan Tavares não resistiu e despachou o melhor jogador do futebol brasileiro para os Emirados Árabes. Everton Ribeiro teve efetivada a sua venda para o Al Ahli. Em troca de nove milhões de euros, R$ 26 milhões, deu os 60% dos direitos do meia de 25 anos.

Para tentar se defender das críticas, a diretoria cruzeirense deixa vazar o salário que Everton Ribeiro receberá dos árabes: R$ 1,1 milhão a cada 30 dias. Com isso, Gilvan acredita pode colocar sua cabeça no travesseiro. Dormirá sossegado. Tem o argumento que o jogador pediu para sair. Seria a chance da vida. Ter a independência financeira de sua família aos 25 anos.

Foi o mesmo que fez Ricardo Goulart, companheiro e excelente meia atacante. Aos 23 anos foi para o Guangzhou Evergrande. Atuar na China. A transação saiu por R$ 48 milhões. O Cruzeiro era dono de 50% do jogador. Havia pago R$ 5,7 milhões em janeiro de 2013. Dois anos depois, lucrou R$ 18,3 milhões.

Não bastassem sair as duas maiores peças do time, jogadores da Seleção Brasileira, o bicampeão seguido deste país não teve dó. Vendeu Lucas Silva por 14 milhões de euros, cerca de R$ 40 milhões. Seguindo a filosofia de pizzaria, o clube tinha direito a 30% dos direitos do atleta. Mas exigiu 50% na transação com o Real Madrid. Luiz Rocha, empresário, e o volante, abriram mão cada um de 10% que tinham direito. E Gilvan acumulou mais R$ 20 milhões.

Fosse um banco, a diretoria mineira teria todo o motivo para comemorar. Mas o Cruzeiro é um clube que vive do seu time de futebol. Sua conquista não é acumular patrimônio, mas títulos para a sétima torcida do Brasil. A última pesquisa do Ibope apontou 6,2 milhões de apaixonados cruzeirenses. A obrigação de Gilvan é manter a entidade equilibrada e o time fortíssimo.

Pelo vil metal, saíram três jogadores que podem ser considerados excepcionais diante da pobreza técnica brasileira. E jovens, muito jovens. Vinte e cinco anos, vinte e três e 21 anos! Exatamente daqui um mês, no dia 25, o clube estreia na competição mais importante de 2015. Entraria na Libertadores muito mais forte, pronta, muito mais forte do que em 2014. Com jogadores bicampeões brasileiros, entrosados.

1ae18 Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche...

Conversei com Marcelo Oliveira em agosto. E ele deixou claro. Sabia onde havia errado. O Cruzeiro tinha sido ingênuo nas partidas fora do Mineirão. Quase que teve vergonha de se defender. Neste ano seria diferente. Com o time entrosado, mais maduro. Oliveira não tinha ideia do desmanche que aconteceria na equipe.

Torcedores cansaram de mandar comentários e e-mails avisando que haviam comprado a tese de Gilvan Tavares. A de que não há como segurar jogador quando a oferta é altíssima. Quando o salário é muito maior do que recebe no Brasil. Por isso, sem piedade, despachou o trio.

Ser dirigente assim é muito fácil. Conseguir acertar na montagem de uma equipe poderosa, moderna, que valoriza o ataque e consegue tirar o melhor de cada atleta não é nada fácil. Parece que o presidente cruzeirense não sabia o que tinha nas mãos. Exatamente como Zezé Perrella que desmanchou precocemente equipes que poderiam ser brilhantes. Gilvan e seus adeptos detestam a comparação, mas não há como esquecer que está repetindo o caminho do senador.

A final da Libertadores de 2015 está marcada. O último jogo será no dia 5 de agosto. O Cruzeiro venceu a mais desejada competição neste continente em 1997. Há 18 anos. Com o time que venceu o Brasileiro de 2014 seria um dos grandes favoritos na luta pelo título. A saída dos três mexe com os setores mais importantes do time. Lucas Lima tem grande poder de marcação e muito melhor saída de bola. Com a cabeça erguida é inteligente, capaz de desarmar, articular contragolpes e fazer gols. Não é por acaso que Carlo Ancelotti exigiu sua contratação.

Ricardo Goulart se transformou no verdadeiro meia atacante moderno. Hábil, veloz e com grande poder de definição. É uma mola encolhida, pronto para os contragolpes nas roubadas de bolas dos volantes. Atua bem tanto pela direita como pela esquerda. Chuta e cabeceia com eficiência. Raridade.

Everton Ribeiro foi escolhido pelos jogadores adversários, companheiros e imprensa como o melhor deste país nos últimos dois anos. Meia de definição. Capaz de tabelas curtas, lançamentos e figura presente na grande área rival. Vive de longe o melhor momento de toda sua carreira.

2ae9 1024x576 Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche...

Se Lucas Silva foi para um dos maiores clubes do mundo, o Real Madrid, o mesmo não pode ser dito de Goulart e Ribeiro. Acabaram na periferia do futebol no planeta. O futebol árabe e chinês não os merece. Os homens que comandam suas carreiras também se precipitaram. Na próxima janela de transferência poderiam ir atuar na Europa, têm potencial para grandes times. Mas a ganância cega. A precipitação é a rainha dos erros.

A torcida cruzeirense está anestesiada. Contente demais com as conquistas dos dois Brasileiros. Tem, com razão, muito orgulho das campanhas do clube em 2013 e 2014. Por isso está aplaudindo as vendas. Defendendo Gilvan. Não percebe que ele tinha a obrigação de segurar pelo menos os dois principais jogadores de Marcelo Oliveira, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. Perder a dupla para chineses e árabes é absurdo, revoltante.

1cruzeiro Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche...

No mínimo, os dois poderiam ser vendidos e entregues apenas após a Libertadores. Oferecer por enquanto um aumento, que seria investimento. Era obrigação de Gilvan ao menos tentar. Mas essa possibilidade nunca foi aventada. O que interessava era apenas aumentar o dinheiro que o Cruzeiro teria a receber.

Everton Ribeiro estava hoje nas tribunas, em Brasília, acompanhando o amistoso entre o Cruzeiro e o Shakthar. Foi retirado da despedida porque a venda se efetivou. O melhor jogador do Brasil estava sorridente, feliz. Certo de que conseguiu a independência financeira. Vai atuar em um centro milionário mas ainda muito atrasado. Mais atraente para atletas no final de carreira, não no auge. Vai perder força inclusive na briga pela Seleção Brasileira. Como deve acontecer com Ricardo Goulart também. Só Lucas Silva pode comemorar atuar ao lado dos galácticos de Madrid.

Quem perde com a saída do trio não é o Cruzeiro. Mas o futebol brasileiro. Seu clube mais forte está esfacelado. Marcelo Moreno, Egídio, Samudio, Marlone, Dagoberto, Nilton, Borges saíram. Além de Dedé, operado, não disputará a Libertadores. Todos esses e mais importante trio vendido por Gilvan.

A benevolência da torcida cruzeirense é compreensível. Inaceitável é a postura da direção cruzeirense. Comemora os milhões chegando em caixa e não tem o minimo de visão. O melhor time deste país não existe mais. E Gilvan de Pinho Tavares ainda comemora, desejou boa viagem para Lucas Silva, Ricardo Goulart e hoje para Everton Ribeiro, o melhor jogador deste país...

(Uma conta interessante. As principais vendas do Cruzeiro mobilizaram cerca de R$ 130 milhões. R$ 60 milhões foram na realidade para os seus cofres. Com esse dinheiro, nunca conseguirá contratar jogadores com o potencial dos que foram embora...
1cbf1 Cruzeiro despacha o melhor jogador do Brasil para os Emirados Árabes, Everton Ribeiro. Ricardo Goulart está na China. Lucas Silva no Real Madrid. Quando começar a Libertadores, Gilvan Tavares vai entender o significado deste desmanche...

O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…

1ufc O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…
"Como é que ele não conseguiu bater o peso? É muita irresponsabilidade. Anthony Johnson vai ser multado e nunca mais luta no UFC." A promessa feita aos gritos no Rio de Janeiro foi de Dana White. O norte-americano chegou para o combate com Vitor Belfort com cinco quilos a mais do que os 84 permitidos. Um vexame. Foi obrigado a dar 20% de sua bolsa para o brasileiro. Acabou derrotado no primeiro round. Vitor deu um mata-leão clássico. O olhar desesperado do americano gordo, pesado, imobilizado foi marcante.

Sem dó, Dana White dispensou Johnson do UFC. Só que muita coisa mudou desde 14 de janeiro de 2012. Três anos e 11 dias depois, ele é o desafiante ao título dos meio pesados. Entristeceu a Suécia hoje com um nocaute impressionante no grande favorito Alexander Gustafsson em Estocolmo.

As lágrimas de frustração de Gustafsson foram impressionantes. Ele chorava de maneira incontrolável. Viu seu sonho ruir em apenas dois minutos e quinze segundos. Não terá a merecida revanche contra Jon Jones. Sonho da cúpula do UFC e dos fãs de MMA que gostam de justiça. O sueco já deveria envergar o cinturão. Ele venceu o polêmico combate, mas a vitória ficou para Jones.

Mostrando controle, personalidade e confiança, Gustafsson não esmoreceu. Foi injustiçado. Mas se controlou. Sabia que o mundo do UFC queria a revanche. Ela aconteceria. Precisava apenas de duas lutas até encontrar novamente o campeão pela frente. Na primeira, foi para Londres e não levou em consideração a invencibilidade do nigeriano naturalizado inglês, Jimi Manuwa.

Gustafsson era a grande esperança pessoal de Dana White. Se ele pudesse, daria, sem a necessidade de luta, um cinturão para a Europa. É um dos grandes desejos do expansionista presidente do UFC. White perdeu tempo com o inglês Michael Bisping. A sua aposta era no sueco de 1m95 e envergadura de 2m06.

De estilo agressivo. O sueco sempre foi bem em pé, na trocação. Nenhuma luta sua pode ser chamada de meramente técnica ou monótona. Ele compra a briga. Suas combinações de socos e chutes altos já deixaram vários lutadores nocauteados.

O sueco estava nas nuvens para a luta de hoje. Com o combate no seu país. Tinha a certeza que conseguiria a chance de ter pela frente Jon Jones. Bastaria se livrar de Anthony Johnson. O papel do norte-americano era de mera escada. Deveria apanhar, ser nocauteado. E Gustafsson desafiar Jon Jones ao vivo.

As casas de apostas colocavam o Johnson como o coadjuvante. A estrela da noite no Tele2, arena com capacidade para mais de 26 mil suecos, Gustafsson se tornou um dos esportistas mais conceituados no seu país.

A estratégia da luta era fácil de definir. O sueco deveria usar a sua estatura. Deixar o explosivo norte-americano longe. Com socos e pontapés. Cansá-lo. E depois nocauteá-lo. Roteiro previsível.

1reproducao15 O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…

Mas o destino quis que o Tele2 se transformasse em um cenário digno de um dos filmes de Ingmar Bergman. O maior cineasta sueco e um dos melhores diretores de todos os tempos teria um material instigante. O que aconteceu hoje no octógono pode ser comparado à cena de Sétimo Selo. Quando um cavaleiro medieval aceita disputar uma partida de xadrez com a Morte.

Foi exatamente o que Gustafsson acabou fazendo. Se deixou empolgar pela pressão dos compatriotas, da mídia mundial. E fez tudo de errado. Desde os primeiros instantes deixou que Johnson encurtasse a distância. Propôs um duelo franco demais. Entrou na zona de alcance dos cruzados, diretos e chutes altos do norte-americano. O centro do octógono tinha dono e não era Alex, como desejavam os suecos.

Anthony já perseguia o dono da festa quando seu olho foi atingido, sem querer, por um toque de Gustafsson. Enquanto se recuperava, Johnson sabia o que viria pela frente. Havia estudado muito seu adversário. E tinha certeza que quando o árbitro Marc Goddard recomeçasse a luta, viria um chute alto. Com a intenção de acertar seu rosto. Foi o que o sueco tentou fazer. E levou um cruzado fortíssimo. O golpe o deixou completamente tonto.

2reproducao5 1024x576 O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…

O americano sentiu que havia chegado o momento e o perseguiu. Deu, sem dó, uma saraivada de golpes. Marc Goddard esperou até mais do que deveria. Mas não havia jeito de Gustafsson se recuperar. Sua cabeça parecia um saco de areia louro. Ia para um lado e para o outro, empurrada pelos socos do rival. O público estava chocado. O silêncio na arena era incrível.

Goddard resolveu acabar com o massacre. Foram apenas dois minutos e quinze segundos de luta. Mas a surra que o sueco tomou fez o tempo se tornar relativo. Parecia que apanhou por horas. Seu supercílio esquerdo estava inchado, cortado. Assim como seu rosto inchado.

Mas o que doía eram as lágrimas, o choro que não conseguia controlar. Ele sabia que a derrota matava o sonho de revanche com Jon Jones. De número um dos meio-pesados, deverá cair para quinto ou sexto. Sua derrota foi feia demais. Alexander pediu desculpas aos compatriotas. E terminou muito aplaudido. Terá muito trabalho para poder voltar a sonhar com o cinturão. Mas tem apenas 28 anos. Há tempo demais pela frente.

3reproducao3 O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…

A felicidade estava estampada no rosto de Johnson. Ele bateu não apenas no sueco. Mas também na cúpula do UFC. Dana White cortaria uma orelha para promover a revanche entre o sueco e Jon Jones. Só que justamente o lutador que expulsou do seu amado evento voltou e atrapalhou seu sonho.

Perambulou pelo Titan, foi para o Xtreme e lutou no WSOF, eventos muito menores. Só que suas seis vitórias seguidas animou White. Ele resolveu dar uma última chance para Johnson. O presidente do UFC acreditou que ele seria um bom coadjuvante para Phil Davis. Se enganou. Anthony primeiro o irritou, ao não bater o peso. Mas ganhou o combate e Dana fez questão de esquecer o que parecia uma provocação.

Anthony também surrou sem pena, Antônio Rogério Nogueira, o Minotouro. Foram apenas 44 segundos. Foi então colocado como escada, apenas o último obstáculo de Gustafsson antes da revanche contra Jon Jones.

Ao contrário da Morte no Sétimo Selo, de Bergman, Anthony não precisou se disfarçar de padre para saber a estratégia de seu adversário. Já a tinha decorado. E o derrotou de maneira inapelável. Agora, o homem que deveria ser um mero coadjuvante chegou longe. E terá o seu prêmio. Jon Jones que se prepare. Anthony Johnson não aceita servir de escada de lutador algum. Principalmente dos favoritos a vencê-lo. Por essa razão, a Suécia chora...
5reproducao1 O lutador que Dana White expulsou, impediu a lucrativa revanche entre Jones e Gustafsson. Johnson massacrou Alexander em dois minutos e 15 segundos. Fez a Suécia e a cúpula do UFC chorarem…

O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo…

1reproducaotv2 O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo...
"Precisamos melhorar as pessoas, a nossa sociedade em um todo, e o futebol faz parte disso. Ele precisa repensar, pedir desculpa, isso cabe, todo ser humano pode pedir desculpa. Elas serão aceitas. Mas nossa preocupação é formar bom cidadão também. Aqui no São Paulo temos essa preocupação e coibimos qualquer desrespeito com outras pessoas. É triste, sempre tentamos formar atletas bons, respeitando o torcedor. Futebol é um espetáculo e o torcedor merece respeito."

A declaração do treinador dos juniores do São Paulo, Menta, foi dura. Criticou como um educador Gabriel Vasconcelos. O atacante marcou o terceiro gol na semifinal da Copa São Paulo, na vitória por 3 a 0 do Corinthians. O garoto cruzou as mãos, gesto característico da torcida organizada Independente. Mas esticando os dedos médios, obscenos, debochados. Imitando o que fez o volante Cristian em 2009, ao marcar em clássico contra o rival.

O técnico do Corinthians, Osmar Loss, não esperava aquela comemoração. E, assustado, tentou impedir que seu jogador falasse com os jornalistas. Ele conhece bem o gênio do garoto. Mas o atacante não iria perder a oportunidade de terminar o que havia começado conscientemente. Queria chamar a atenção e conseguiu.

"Eu faria de novo. Não estava incentivando a violência. A provocação faz parte do futebol", dizia, sorridente, orgulhoso.

Gabriel havia avisado aos companheiros de time. Se fizesse um gol contra o São Paulo repetiria Cristian. Iria encarar os torcedores do São Paulo. E 'dar os dedos' sem medo. Foi o que fez. Mesmo sabendo do clima bélico entre as organizadas dos dois times. Não quis nem saber. O momento era dele.

1ae17 1024x576 O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo...

E ele conseguiu o que queria. Virou manchete de vários portais, jornais, televisões. No time muito bom, montado pelo Corinthians, ele não é o principal destaque técnico. Matheus Vargas e Matheus Cassini são as apostas no clube. Inclusive seus nomes chegaram aos ouvidos de Tite. Mas o atacante roubou a cena.

Nascido em Rondônia, ele saiu de casa com 13 anos. E foi para o Fluminense. Sua maior qualidade é o oportunismo. Chegou até a jogar na Seleção Brasileira de base. Campeão sul-americano sub-15. O irmão Sérgio Vasconcelos é seu empresário. E ele não acertou salários para a renovação nas Laranjeiras. Indicado para o Parque São Jorge, o Corinthians fez um acordo e ficou com 50% dos seus direitos. A outra metade ficou com investidores. Assinou contrato por três anos.

1fluminense O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo...

Gabriel chegou em setembro do ano passado. Com o aval de Mano Menezes e de seu empresário Carlos Leite. Ambos tinham boas referências do atacante.

Embora tenha começado a Copa São Paulo na reserva, já marcou sete gols no torneio. Está a um da artilharia. Virou titular absoluto. E grande esperança do nono título corintiano, na decisão de amanhã, contra o Botafogo de Ribeirão Preto, no Pacaembu.

A grande questão é a ética. O gesto obsceno de um menino de 18 anos lhe garantiu popularidade, espaço em todas as mídias. Notoriedade. A Copa São Paulo de 2015 e seus absurdos 104 clubes virou dos 'dedos médios' de Gabriel. Sua provocação poderia ter terminado muito mal. Só deixou mais raivosos os membros das organizadas são paulinos. A PM precisou apelar para bombas de efeito moral, gás de pimenta e balas de borracha para conter a torcida. Ela desejava o confronto com as organizadas corintianas. A provocação do artilheiro conseguiu deixar os vândalos mais irritados.

A Federação Paulista de Futebol, organizadora do torneio, nem pensa em punir o corintiano. Pelo contrário. Ele é a grande atração na final de amanhã. Ainda mais às vésperas da despedida de Marco Polo del Nero da presidência da entidade, antes de assumir a CBF, ele quer é mais divulgação da sua competição. Como é que iria tirar da decisão o jogador que virou a maior estrela?

Assim virou o atual futebol brasileiro. Ser talentoso, técnico, artilheiro apenas não são garantia de espaço. Quanto mais polêmico o jogador for, melhor. Gabriel Vasconcelos ensinou o caminho. Não só para seus companheiros de Corinthians. Mas dos outros times e mesmo meninos ainda mais novos. Como Cristian o influenciou, agora ele deixa a lição. Torta, mas que funciona.

1agenciacorinthians2 O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo...

A mídia consome novidades. Um jogador profissional, vivido, encarar a torcida adversária em um clássico e mostrar os dedos já é algo fora do normal. Cristian tomou essa atitude em 2009. Há seis anos. E até hoje ele vive dela. Tanto que quando acertou seu retorno ao Parque São Jorge fez questão de repetir a pose em uma foto com Dentinho.

Agora Gabriel Vasconcelos faz o mesmo. Está orgulhoso, com seu irmão colecionando matérias e mais matérias sobre sua atitude. Mas ele deveria conversar um pouquinho com Nunes. Ele era atacante do Santo André. Na decisão da Copa São Paulo de 2003, contra o Palmeiras, ele marcou um gol. E imitou um porco. Ganhou toda a atenção da mídia até porque mais uma vez os palmeirenses não conseguiram o título. Ficou marcado por toda a carreira pela atitude.

Atacante truculento, mas oportunista, Nunes esteve na mira do próprio Palmeiras duas vezes. Mas não foi contratado pela imitação de porco. Perambulou em vários clubes. Foram mais de vinte. Não vingou como jogador importante. Agora irá disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista pelo Guarani. Se arrependeu do que fez. Mas agora é muito tarde.

Tite é muito rígido em relação a desrespeito aos adversários. Assim que acabar a Taça São Paulo, aproveitará os principais atletas corintianos. É bom se preparar. Além de precisar jogar muito bem, Gabriel precisará mudar profundamente sua atitude. O treinador detestou a provocação do menino. Ficou chocado com a atitude do garoto. E comentou com várias pessoas no clube. Ele não aceitará essa postura desrespeitosa com os adversários.

Gabriel que aproveite para fazer suas molecagens nos juniores. No profissional do Corinthians, Tite já deixou claro. Ou ele se enquadra ou terá de procurar outro clube para mostrar seus dedos médios. Por mais promissor que possa ser. Polêmica nem sempre é a garantia de uma carreira concreta. Nunes, no empobrecido Guarani, que o diga...
1reproducaomuriloborges O polêmico Gabriel Vasconcelos terá de mudar sua atitude. Ou não terá chance no Corinthians de Tite. O técnico ficou indignado com o desrespeito do garoto com a torcida do São Paulo...

Gilvan Tavares foi acometido de ‘zezenite’ crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa…

1reproducao14 Gilvan Tavares foi acometido de zezenite crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa...
Começa com um comichão. Depois chegam os suores noturnos. A vontade de não conversar com ninguém. Nem com os familiares mais próximos. A febre começa a dominar. A pergunta mais constante é: "e se eu vender?" A resposta vem imediata, silenciosa. "Quem manda sou eu."

Essa compulsão dominou por anos e anos a mesma cadeira, na mesma sala. Era chamada de Zezenite. Uma vontade incontrolável de comprar e vender jogadores. O Cruzeiro formou e desmanchou times excelentes, médios e fracos com uma velocidade inacreditável. O torcedor não tinha nem tempo de decorar a escalação da equipe.

O hoje senador Zezé Perrella confundia seu tino comercial que trouxe de seus frigoríficos. E os jogadores eram vistos apenas como mercadorias, carinhosamente chamados de 'patrimônio do Cruzeiro'. A insana troca de elencos atrapalhou demais. Como por exemplo o estupendo time de 2003, o único brasileiro em todos os tempos a ganhar o seu estadual, a Copa do Brasil e o Brasileiro.

Gomes, Maicon (Maurinho), Cris (Luisão), Edu Dracena e Leandro; Maldonado, Augusto Recife (Felipe Melo), Wendell (Zinho / Martinez) e Alex; Aristizábal (Márcio Nobre) e Mota (Deivid). Esse era o time base. Vanderlei Luxemburgo fez seu último grande trabalho com essa equipe. Alex nunca mais jogaria tanto futebol na vida.

Mas essa equipe seria desmanchada como tantas outras. Sua mentalidade pode ser resumida nestas frases.

"Dinheiro em caixa nunca teve, na verdade, o Cruzeiro, nem clube nenhum. Porque o objetivo do clube não é lucro. Têm duas maneiras de você pagar as suas contas, ou você vai ao mercado financeiro e arranja recursos, ou você vende jogadores. Eu preferia vender do que ficar devendo nos bancos."

1reproducao instagram Gilvan Tavares foi acometido de zezenite crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa...

Foram 17 anos e 22 títulos da dinastia Perrella. Com centenas de entra e sai de jogadores. E a sensação de que o Cruzeiro poderia ter ido muito mais longe. Uma Libertadores, a Tríplice Coroa e o tricampeonato da Copa do Brasil acabou sendo pouco.

Construiu a Toca da Raposa II, no bairro Enseada das Garças e a sede administrativa no bairro Barro Preto, no centro de Belo Horizonte.

Mas o orgulho do senador foram as vendas milionárias que conseguiu fazer. Fábio Júnior, em 1999, por U$ 15 milhões, do meia Geovanni, em 2011, por U$ 18 milhões, além do atacante Fred, em 2005, por R$ 36 milhões.

Gilvan Tavares o substituiu. Foi o braço direito do senador por anos e anos. As queixas que mais ouvia dos conselheiros e companheiros de diretoria eram em relação à venda desenfreada de jogadores. Prometeu que não seria assim. Sua filosofia seria montar equipes vencedoras e continuar com elas.

Manter a base, resistir a propostas interessantes, foi o segredo do bicampeonato brasileiro seguido do Cruzeiro. Dominou o país com a equipe montada por Marcelo Oliveira em 2013. Juntou o dinheiro das vendas de Montillo e Diego Souza. Seu time venceu o Mineiro e o campeonato nacional do ano passado. Chegou à final da Copa do Brasil. E tropeçou na Libertadores. O balanço acabou sendo ótimo.

Marcelo Oliveira deu várias entrevistas dizendo que o elenco havia ganho maturidade. E estava pronto para disputar a Libertadores, principal objetivo em 2015, para ganhar. Mal sabia ele que a 'zezenite' começava a atacar Gilvan. O presidente cruzeirense tomou uma invertida inesperada no ano passado. Enquanto a equipe continuava a impressionar o Brasil, ele decidiu ser deputado estadual. Caiu no conto que sua eleição seria 'uma barbada', já que presidia o Cruzeiro. Os eleitores agradeceriam tantas alegrias que tiveram com votos. Não foi assim.

2reproducao4 Gilvan Tavares foi acometido de zezenite crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa...

Gilvan passou por um vexame. Teve apenas 38.400 votos pelo Partido Verde. Foi 0,37% dos 10.346.814 votos válidos em Minas Gerais. A decepção tomou conta de sua alma. Se calou. Mas ele percebeu que o elo com os torcedores cruzeirenses não era tão grande. Enquanto Zezé Perrella virou senador da República, nem deputado estadual ele conseguiu se eleger.

A decepção trouxe um outro lado inesperado. Gilvan se sentiu mais livre para agir. Não havia mais aquele apelo emocional. Que já havia sofrido um rompimento por causa das organizadas, que estragaram a comemoração do primeiro brasileiro em 2013. Mesmos vândalos que o haviam ameaçado de morte quando contratou o 'atleticano' Marcelo Oliveira.

Foi por isso que não lhe doeu a consciência ao vender uma peça chave do time: Ricardo Goulart. Gilvan analisou a recessão que o país enfrentará em 2015. Repassou o meia atacante de 23 anos e muito futebol por R$ 48 milhões ao Guangzhou Evergrande. Despachou Egídio, lateral esquerdo titular, ao Dnipro da Ucrânia, por R$ 6,4 milhões. Nilton foi para o Internacional por R$ 4 milhões.

Marlone foi liberado para atuar no Fluminense, Samudio no Libertad do Paraguai, Marcelo Moreno voltou para o Grêmio, Borges, dispensado. Dagoberto também será.

A mínima dor na consciência que poderia dominar o dirigente foi embora. Bastou olhar para o lado e ver o Atlético vender sem piedade Diego Tardelli por apenas R$ 15,9 milhões. Uma péssima venda. O valor foi confirmado pelos chineses. Envergonhados, os dirigentes atleticanos tentam desmentir o pouco dinheiro recebido pelo atacante titular da Seleção Brasileira.

A notícia de ontem na Toca da Raposa foi a confirmação da venda do excelente volante Lucas Silva para o Real Madrid. Foram cerca de R$ 45 milhões pelo jogador de grande futuro. E apenas 21 anos.

3reproducao2 1024x576 Gilvan Tavares foi acometido de zezenite crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa...

E hoje, os torcedores cruzeirenses estão apavorados. Há uma proposta do mundo árabe por Everton Ribeiro. Gilvan Tavares já mandou avisar que não há atleta inegociável. E que se o dinheiro oferecido o contentar, o meia da Seleção Brasileira será despachado, sem piedade.

Do time principal que participou das campanhas nos Brasileiros de 2013 e 2014 só restam Fábio, Mayke, Léo, Henrique, Willian e Everton Ribeiro.

O Cruzeiro já contratou meia dúzia de atletas para esta temporada. O lateral Fabiano, da Chapecoense , o volante chileno Seymour, do Genoa-ITA, o meia uruguaio De Arrascaeta do Defensor, e os atacantes Joel, camaronês do Coritiba, Leandro Damião do Santos e Riascos, colombiano, do Morelia do México.

O ritmo frenético do entra e sai na Toca lembra a dinastia de Zezé Perrela. Marcelo Oliveira não tinha a menor ideia de que tudo isso iria acontecer. Sem Alexandre Mattos para lhe controlar, Gilvan assumiu o futebol, como o agora senador gostava de fazer. Fez o desmanche sem a menor dor na consciência.

Teoricamente, a conquista da Libertadores e do terceiro Brasileiro seguido ficou muito difícil. Marcelo Oliveira não tinha a menor ideia de que a equipe que lhe dava tanto orgulho seria desfigurada. Agora será obrigado a montar, formar um novo time. E em tempo recorde. Com a pressão de disputar para ganhar a competição mais importante da América do Sul. Ainda mais com a concorrência fortíssima do eterno rival Atlético Mineiro.

Tudo o que está acontecendo na Toca da Raposa é por ordem de Gilvan Tavares. Um dirigente dominado pela moléstia batizada de 'zezenite'. A filosofia mudou. Dinheiro vale mais do que a chance real de conquistar a Libertadores de 2015. Que tristeza...
5reproducao Gilvan Tavares foi acometido de zezenite crônica. E comanda, alegre, o desmanche do Cruzeiro. Dinheiro está valendo mais que Libertadores na Toca da Raposa...

Bombas de efeito moral, balas de borracha, gás de pimenta por parte da PM. Torcedores de Corinthians e São Paulo respondendo com rojões. Limeira viveu uma noite infernal graças à Copa São Paulo de Juniores. Começou 2015…

 Bombas de efeito moral, balas de borracha, gás de pimenta por parte da PM. Torcedores de Corinthians e São Paulo respondendo com rojões. Limeira viveu uma noite infernal graças à Copa São Paulo de Juniores. Começou 2015...

Bombas de efeito moral, balas de borracha zunindo. Entre os dois, uma guerra de rojões. Cerca de 250 soldados formando uma barreira humana entre torcedores ensandecidos das organizadas de Corinthians e São Paulo. As ruas da pacata Limeira viraram campo de guerra. A população, desesperada, trancava portas e janelas.

Esse foi o cenário absurdo de ontem à noite após uma semifinal da Copa São Paulo. A principal competição de garotos do futebol brasileiro. Meninos que devem ser o futuro do futebol deste país. A vitória do Corinthians por 3 a 0, garantindo a decisão contra o Botafogo de Ribeirão Preto, é o de menos.

O incrível fica por conta da selvageria das organizadas. Alguns vândalos infiltrados se aproveitam de qualquer desculpa para expor sua estupidez. Há relatos que mesmo muito antes da briga em Limeira, o metrô paulista foi palco de alguns espancamentos. Covardes como sempre. Um corintiano apanhou de cerca de 30 palmeirenses na linha vermelha, que leva até a Barra Funda. A surra aconteceu pelo simples fato de o garoto estar vestido com a camisa do Corinthians. Os palmeirenses iriam para a Arena Barueri. Viram, por acaso, o corintiano.

Quando a polícia chegou, o torcedor já estava desacordado. Nem virou manchete dos portais, jornais, rádios e televisões. Pelo simples fato de ser normal. É tudo tão banal que um espancamento não vira notícia se o infeliz massacrado não morrer ou correr risco de morte.

Quanto a Limeira, tudo era mais do que esperado. A cúpula da Federação Paulista de Futebol ficou muito assustada quando São Paulo e Corinthians chegaram a uma das semifinais da Copa São Paulo. Até uma criança de cinco anos saberia indicar o melhor lugar para o confronto acontecer. O local mais seguro, onde a polícia teria toda a condição de repetir o trabalho que já faz há anos. O Pacaembu, estádio central, com todas as vias de acesso controladas.

Mas não. Virou tradição só usar o estádio municipal na grande final. Durante toda as outras fases, o torneio é disputado em cidades interioranas. Até para agradar às prefeituras e clubes que têm direito a voto de presidente da FPF. Nada é por acaso.

Tudo fica mais revoltante quando os detalhes são analisados. O estádio de Limeira, Major Levy Sobrinho, estava interditado pela própria FPF. Desde 29 de dezembro de 2014. O motivo? Falta de segurança. O estádio onde a Internacional de Limeira disputará a Terceira Divisão do Campeonato Paulista parou no tempo. Ultrapassado, envelhecido e em péssimo estágio de conservação. A Polícia Militar não o considerava seguro aos torcedores. Misteriosamente, houve o fim da interdição do estádio na véspera do jogo de ontem.

1reproducaotv1 Bombas de efeito moral, balas de borracha, gás de pimenta por parte da PM. Torcedores de Corinthians e São Paulo respondendo com rojões. Limeira viveu uma noite infernal graças à Copa São Paulo de Juniores. Começou 2015...

Diante dos inúmeros boatos que as organizadas rivais combinaram brigas em Limeira, a segurança foi reforçada. 250 policiais para cuidar de milhares de torcedores de lado a lado. O medo era que houvesse confrontos nas estradas. A tensão dominou a pequena cidade. Donos de restaurantes e lanchonetes foram aconselhados a fechar mais cedo seus estabelecimentos. Os saques de torcedores organizados são costumeiros em partidas fora das grandes capitais.

A estratégia da polícia durante o jogo era simples. A torcida do São Paulo seria retida no estádio. A do Corinthians sairia primeiro. Dentro de uma hora ou até mais, os são-paulinos poderiam ir embora, evitando assim o conflito. A organização da Copa São Paulo tinha certeza que, cobrando ingressos, inibiria aqueles torcedores só interessados em brigar. Mais de dez mil pessoas foram ao acanhado estádio.

O plano se mostrou ineficaz de acordo com o transcorrer do jogo. O Corinthians se impôs de maneira muito fácil diante do São Paulo. No primeiro tempo, já vencia por 2 a 0. Assim que Gabriel Vasconcelos marcou 3 a 0, os são-paulinos começaram a deixar o estádio. Parte das organizadas corintianas foram atrás pelas ruas de Limeira. Começou uma guerra de rojões. Os dois lados foram reforçados com o final da partida. Policiais garantem que o confronto parecia ter sido armado. A estratégia para evitar o conflito foi um fracasso.

Os policiais trataram de soltar bombas de efeito moral, tiros de bala de borracha, gás de pimenta e lacrimogêneo. E, à força, se colocaram entre as duas torcidas. Os torcedores xingavam e atiravam fogos de artifício nos soldados. As ruas acanhadas e mal iluminadas favoreciam o confronto. O caos anunciado chegou.

O Corinthians chegou à sua 16ª final. É octacampeão. O Palmeiras manteve o tabu de nunca ter conquistado sequer um título. Os empresários fizeram a festa com o número ridículo de equipes: 104. O que saiu do script foi Limeira virar a faixa de Gaza por horas.

A primeira competição de 2015 em São Paulo foi um vexame. Torneio de garotos marcado pela incompetência, irresponsabilidade da FPF. Escolher Limeira para o clássico tão marcado pela rivalidade é de uma falta de visão inacreditável.

"Foi uma falha abrir os portões após o jogo. Talvez por falta de experiência. Poderiam ter segurado uma torcida e liberado outra. Se tivessem feito isso, nada teria acontecido. Ainda bem que não houve consequências graves", disse o comandante de arbitragem e de segurança da FPF, o coronel Marcos Marinho. Tradução: não houve mortos ou feridos graves.

A cúpula da FPF estava apavorada. Acreditava em outro clássico na final da Copa São Paulo. Mas o Palmeiras colaborou. Perdeu para o Botafogo de Ribeirão Preto. Este será o adversário do Corinthians. O confronto inesperado deixa mais tranquilo Marco Polo del Nero. Ele poderá levar José Maria Marin para a decisão, no domingo pela manhã. Lá vão fazer de conta que nada demais aconteceu. E festejar para as câmeras o prestígio da Copinha.

Só quem esteve nas ruas infernais ou trancados nas suas casas poderiam discordar. Mas essas pessoas não têm direito sequer a serem ouvidas. Então o que vale é a versão oficial. Todos temos a obrigação de comemorar o sucesso da Copa São Paulo. E fingir acreditar que as bombas, as balas de borracha, o gás de pimenta e o lacrimogêneo foram meras ilusões de ótica. Feliz ano novo...

1ae16 Bombas de efeito moral, balas de borracha, gás de pimenta por parte da PM. Torcedores de Corinthians e São Paulo respondendo com rojões. Limeira viveu uma noite infernal graças à Copa São Paulo de Juniores. Começou 2015...

A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa…

1reproducao13 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...
O celular toca insistentemente. Agora sim, Paulo Nobre tem motivos de sobra para comemorar. Venceu um grande duelo individual com Carlos Miguel Aidar. O maior até agora. Vai muito além de Dudu. O presidente do São Paulo que garantiu que o Palmeiras se apequenou tem motivo de arrependimento.

Pois bem, o pequeno ganhou uma batalha significativa com o gigante. Conseguiu a preferência da Crefisa. A empresa será a patrocinadora master da camisa palmeirense por dois anos. Gastará R$ 46 milhões pelo privilégio. R$ 23 milhões em cada ano.

Foi preciso José Carlos Brunoro ir embora para que o clube conseguisse fechar o patrocínio na sua camisa. A negociação aconteceu com toda a participação de Nobre, situação que Brunoro não permitia nos dois anos que passou à frente do futebol e marketing palmeirense. Mesmo fora da Libertadores, o Palmeiras conseguiu o desejado patrocínio.

Em discurso ensaiado, a cúpula do São Paulo vai parabenizar o rival. Mas na verdade, é uma derrota imensa. Aidar já contava com esse dinheiro para aliviar a dívida que já bate nos R$ 200 milhões.

1 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

A promessa de Nobre aos representantes da Crefisa é que o Palmeiras manterá sempre um elenco com jogadores importantes, forte para disputar os títulos dos campeonatos que disputar. Esse aporte financeiro estimula o clube até a pensar na contratação de mais uma estrela ainda para 2015. O sonho de Conca ainda não morreu.

O departamento de marketing do Palmeiras não vai deixar quieto. Estuda uma leve ironia em relação a esse importantíssimo duelo vencido contra o São Paulo. Paulo Nobre não cabe em si de tanta alegria. Primeiro pelo patrocínio fortíssimo em plena recessão. E depois por ver derrotado Carlos Miguel Aidar, o presidente que levou Alan Kardec e ainda tem tudo acertado com Wesley. Já tinha sido assim com Dudu. Desta vez, a revanche valeu R$ 46 milhões...
 A revanche de Paulo Nobre. O Palmeiras vence duelo do São Paulo de Carlos Miguel. E fecha patrocínio de R$ 46 milhões com a Crefisa como patrocinadora master na camisa...

Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta…

1ae15 Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...
A primeira rodada do Campeonato Paulista de 2015 marca os primeiros jogos para sábado, dia 31 de janeiro. Serão três partidas às 17 horas. Rio Claro e Botafogo de Ribeirão, Bragantino e São Bernardo e o encontro mais atraente: Audax Osasco e Palmeiras.

A tabela divulgada pela Federação Paulista de Futebol no dia primeiro de dezembro era clara. O mando do primeiro confronto de um time grande seria do Audax Osasco. O presidente Marco Polo del Nero, futuro comandante do futebol brasileiro a partir de abril, avisou. O critério técnico seria respeitado. Feliz por vender o naming rights do torneio para uma cervejaria, impôs que, mesmo as equipes na Libertadores usariam a maioria dos titulares. Para garantir audiência à Globo e público nos estádios. O tom de seu discurso é que não toleraria bagunça, confusão.

Mas nem o torneio começou e já uma absurda inversão de mando. O Palmeiras ganhou de presente uma partida a mais dos concorrentes em casa. Fará sua estreia contra o Audax Osasco na sua nova arena. Aliás, de presente, não. Ao módico preço de 50% da renda líquida.

O clube que pertence ao Bradesco usou um artifício do regulamento. A equipe, que pertencia ao Pão de Açúcar, está registrada em São Paulo. E não em Osasco.

"Por isso juridicamente não há inversão de mando. Somos de São Paulo e escolhemos o estádio que queremos usar na capital paulista. Escolhemos a arena do Palmeiras. Eles estão com o time novo, a torcida empolgada. Dividiremos a renda. E com a nossa parte, vamos dar à Federação Paulista os R$ 800 mil que ela cobra para que mudemos o nosso registro para Osasco. Não há nada de irregular", explica o ex-jogador Vampeta, presidente do Audax Osasco.

Vampeta continua muito esperto, inteligente. Sabe que na prática é uma desmoralização do torneio. Nem o campeonato começou e o Palmeiras ganha a vantagem de ter uma partida em casa a mais que os rivais. "Olha, se o Audax fosse enfrentá-los em Osasco, Brasília ou Miami, o favoritismo seria deles. Então, está tudo certo. Não tem favorecimento algum."

 Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...

O acerto começou com a divulgação da tabela, no ano passado. Vampeta teve o lampejo e procurou Paulo Nobre. Ofereceu a inversão de mando. Queria 100% da arrecadação. Empolgado, o dirigente disse que o acordo seria fechado. Mas depois de pensar, enviou uma contraproposta. 50% da arrecadação líquida ao Audax. O clube de Osasco aceitou na hora. A capacidade do estádio palmeirense é de 43.600 torcedores.

A Federação Paulista de Futebol homologou a mudança. Mesmo com todos os dirigentes sabendo do absurdo. Na prática, a mudança é ótima para o torneio. Com as inúmeras contratações palmeirenses e a chegada de um novo técnico, a moderna arena deverá estar tomada. O que será excelente cartão de visitas para o torneio.

"Olha, se eu pudesse faria um acerto. O Audax jogaria suas partidas contra Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos e Ponte Preta na casa do adversário sempre. E dividiria a renda. Seria ótimo financeiramente. Porque o Paulista sem os grandes é A2 (Segunda Divisão Paulista). Não dá para comparar demais os adversários. Precisamos de dinheiro para sobreviver. Como a maioria dos clubes que disputa o Paulista, atuamos só três meses no ano. E precisamos arrecadar", assume o ex-jogador.

A participação do Audax Osasco já é controversa. O Audax pertencia ao Pão de Açúcar. O time havia conseguido a classificação para disputar a elite do futebol paulista. Como o grupo francês Cassino comprou o Pão de Açúcar, virou dono do Audax paulista e do Audax carioca. Não desejava seguir com os clubes e os vendeu para o Bradesco. A negociação aconteceu no final de 2013.

Na prática, o Osasco acabou 'comprando' uma vaga no Paulista de 2014. Ninguém reclamou. Muito menos a FPF. E a vida seguiu. "O senhor Mario Teixeira (diretor do Bradesco) evitou que mais um clube desaparecesse do cenário do futebol brasileiro. Foi ótimo para o futebol essa negociação", elogiou Vampeta na rádio Transamérica, fazendo questão de não se aprofundar na questão da 'compra da vaga'.

Tentava esquecer a estratégia adotada em 2014 para tentar levar torcedores ao estádio José Liberatti. Com capacidade para 11.780 pessoas, os jogos com os pequenos eram um tormento. O próprio Vampeta fez questão de distribuir ingressos gratuitamente para quem se dispusesse a ver os jogos. Contra o Bragantino, por exemplo, nem 900 pessoas foram ao confronto. Mesmo com as entradas sendo dadas pelo ex-ídolo corintiano.

O que Vampeta deseja é aproveitar esses nove dias que faltam para o jogo no novo Palestra Itália. E chamar a torcida do Palmeiras. Quer o estádio do adversário cheio para o jogo do dia 31. Quanto mais torcedores, mais dinheiro para o Osasco Audax. A pura e simples inversão de mando, uma injustiça técnica absurda, não interessa. E assim vai começar o Campeonato Paulista de 2015...
1reproducaoterceirotempo Logo na abertura, o Paulista de 2015 permite privilégio ao Palmeiras. Ganhou um jogo a mais em casa do que os adversários. Bastou aceitar dividir a renda com o Audax, do esperto Vampeta...

Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex-vice de Juvêncio, Roberto Natel…

1ae14 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...
O quanto o ódio de dois homens podem travar um dos maiores clubes da América Latina? Basta olhar com toda a atenção para o São Paulo Futebol Clube. Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio transformaram a instituição em palanque de denúncias. As acusações conseguem afastar patrocinadores, investidores, constrangem conselheiros, torcedores. O pior é que a guerra ainda está longe do fim. As denúncias são graves e intermináveis.

A denúncia do dia é estarrecedora. No estatuto do clube está muito claro. Dirigentes ou conselheiros não podem ter ligações financeiras com o clube. Daí o escândalo do mês passado quando o grupo de Juvenal divulgou a relação entre Aidar, Cinira Maturana e a Puma. O presidente estava cogitando pagar 20% do contrato da fabricante de material esportivo para a sua namorada, intermediária do negócio.

Com a comissão prevista em contrato, Carlos Miguel não teve outra saída. A não ser confirmar a história. Disse que, quando começou a negociação, ambos ainda não namoravam. Mas os conselheiros não perdoaram. A pressão foi imensa. Aidar cancelou o negócio com a Puma. E a TML Foco Consultoria e Assessoria Empresarial Limitada, empresa de Cinira, divulgou uma nota, muito bem escrita, garantindo que não negociaria mais com o São Paulo Futebol Clube.

A ala que apoia Juvenal vibrou com o vexame. Como se não importante o clube ter sido desmoralizado publicamente. O importante foi o desgaste de Aidar. O lado de Carlos Miguel prometeu troco. Ele chegaria. E logo. Pois ele veio. O presidente chegou a dizer assim que assumiu a presidência que o clube usava um certo posto de gasolina de um conselheiro. Ele seria ligado a Juvêncio.

Os detalhes vieram à tona hoje. O jornal Lance! expõe de maneira impressionante O São Paulo teria nada menos do que R$ 706 mil, no Auto Posto 2000 Ltda. Foram R$ 14 mil em 2007, R$ 55 mil em 2008, R$ 52 mil em 2009, R$ 59 mil em 2010, R$ 106 mil em 2011, R$ 133 mil em 2012, R$ 147 mil em 2013, R$ 140 mil em 2014. Nestes anos todos, o presidente era Juvenal Juvêncio.

O dono do Auto Posto 2000 tem nome e sobrenome. Roberto Natel. Ele era vice presidente e conselheiro vitalício do São Paulo. Roberto é sobrinho-neto do histórico governador de São Paulo, Laudo Natel, um dos maiores responsáveis pelo Morumbi.

Sem saída, Roberto confirma as denúncias. Seu posto fornecia combustível para os carros e ônibus do São Paulo. Eles só poderiam abastecer em São Paulo no seu estabelecimento. A única contestação é em relação aos números. Diz que foram manipulados. E que o clube gastaria apenas R$ 70 mil por ano com gasolina. Porém em seguida confirma que em 2014, a conta chegou em R$ 132 mil.

1fotoarena2 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...

De verdade, não importa a diferença nos números. O que pesa é a postura do vice presidente vendendo combustível, tendo uma relação comercial com o clube. É algo explícito no estatuto do São Paulo Futebol Clube. Tudo foi feito com a conivência de Juvenal Juvêncio.

Para piorar a situação, Roberto Natel por muito tempo esteve cotado para suceder Juvenal. Na última hora, o ex-dirigente optou por Carlos Miguel, sem imaginar que se transformaria no seu maior inimigo. Natel seguiu na diretoria. Até que Aidar começou a atacar Juvenal. Ele se afastou da cúpula do clube em solidariedade a Juvêncio.

A revolta de conselheiros com a denúncia pode até se transformar em um pedido de expulsão de Roberto Natel. Criar de vez uma guerra no São Paulo. Só que isso não deve acontecer. O caso ser abafado. Assim como foi em dezembro, quando adeptos mais radicais de Juvenal falavam em impeachment de Aidar por sua ligação com Cinira. Logo foram calados.

Os dois lados nesta batalha constrangedora não querem expulsões, impeachments. Buscam apenas a humilhação alheia. Tudo começou quando Carlos Augusto de Barros e Silva foi preterido por Aidar. E acusou Juvenal de dar o cargo a Carlos Miguel por ele ter articulado na justiça o contestado terceiro mandato do ex-presidente. Seria um presente.

"O Carlos Miguel conseguiu isso numa manobra jurídica, e sabemos que a Justiça (no Brasil) é morosa. Uma ação com foros de legitimidade se alongaria por anos, e permitiria o mandato do Juvenal. Foi o que aconteceu", disse Leco.

Juvenal pensou muito a sério em dar a presidência a Roberto Natel. Mas acabou optando por Carlos Miguel. Quando a escolha foi feita, começaram a surgir denúncias contra Aidar. A primeira é que ele já teria acertado uma construtora que faria a 'modernização' do estádio, com direito à cobertura do Morumbi. "Era algo que nunca ficou claro. Os conselheiros não tiveram acesso ao projeto com tempo para uma análise. Quiseram atropelar algo que comprometeria centenas de milhões de reais. Vetamos mesmo", disse o conselheiro Marco Aurélio Cunha.

 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...

Mesmo com a situação amarrando a eleição presidencial à votação do projeto de modernização do estádio, a manobra não deu certo. Carlos Miguel ficou revoltado. Mas sua ira cresceria demais quando foi divulgado que sua filha, Mariana, era sua assessora presidencial. E também agente Fifa. A denúncia anônima era clara. O São Paulo tinha uma empresária de jogadores trabalhando com o presidente. Mariana abandonou o cargo.

Aidar depois desabafaria. Esperava que Juvenal defendesse sua filha publicamente. A conhecia desde menina. Não foi o que aconteceu. Foi quando Aidar resolveu fazer várias denúncias contra o ex-presidente. Pouco se importando que Juvêncio estivesse em pleno tratamento de câncer na próstata. E que várias vezes deixou o hospital para ajudá-lo na campanha no Morumbi.

"Encontrei o São Paulo muito pior do que eu imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube como pacote de ingressos para shows, distribuindo para sócios. Eram viagens para conselheiros, com hotel e hospedagens. Eu vendi 20 carros que serviam para quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. O São Paulo parou no tempo", disse à Folha de São Paulo. Revelou que a dívida do clube chegava perto dos R$ 200 milhões.

E avisou que o Centro de Treinamento da base, em Cotia, estava abarrotado. Iria diminuir e muito o número de garotos. Se Juvenal, colocado para comandar o local, fosse contra a sua decisão, seria demitido. E ele realmente demitiu o ex-presidente e homem responsável pela volta ao poder no Morumbi.

As respostas de Juvêncio foram duríssimas.

"O Carlos Miguel viu que eu tinha uma força muito grande no São Paulo. Muito forte mesmo. As estatísticas mostram isso. Nas eleições, eu tinha cinco ou sete votos contra e o resto a favor. Ele ficou cabisbaixo com isso e começou fazer coisas inenarráveis. Quando ele fala das dívidas é porque ele quer vendê-las. Ele está criando um clima para poder fazer isso.

Eu fiquei quieto, mas ele contratou três advogados do escritório dele e colocou lá dentro do São Paulo. Agora vem falar que não tem dinheiro. Como ele comprou o Alan Kardec à vista sem fazer empréstimo? Ele falou que o estádio estava velho, caindo, e queria trocar o Morumbi por um terreno em Taboão da Serra.

Veio falar comigo quando eu era presidente e eu disse: 'Não venha com essa conversa'. Aí levou um tranco tão forte que mudou de ideia e agora diz que o estádio é bom e só precisa fazer a cobertura. As declarações dele são ingênuas. Ele quer me denegrir, jogar minha imagem para baixo, para ficar em alta no clube."

O que disse ao Estado de São Paulo já havia sido revelado no blog. Aliados de Aidar articulavam trocar o Morumbi por um terreno perto de Taboão da Serra e construir novo estádio.

Depois da denúncia dos R$ 706 mil em combustível comprados no posto do então vice-presidente Roberto Natel, há uma nova certeza. A ala de Juvenal já busca novo troco em Aidar. Quem perde com isso é o São Paulo, desgastado a cada denúncia. Quem ganha? As pessoas que defendem a transparência, a verdade. As entranhas de um clube nunca foram tão expostas...

(Carlos Miguel Aidar mandou avisar que o contrato com o posto de Roberto Natel foi encerrado. E que o clube diminuirá o número de carros. Vai vender metade de sua frota de 44 carros. O Corinthians tem dez e o Palmeiras 12. Do lado de Juvenal, conselheiros aliados prometem que a guerra não acabou. Novo troco contra Aidar está sendo articulado...)
3ae3 Não há limites na guerra entre Aidar e Juvenal. Depois da denúncia dos 20% que o São Paulo pagaria à namorada de Carlos Miguel, o troco. R$ 706 mil gastos em combustível no posto do ex vice de Juvêncio, Roberto Natel...

São Paulo vaza interesse em Eto’o. Como por encanto, desvia o foco do processo que o obriga a pagar R$ 1 milhão a Diego Tardelli. E da dívida que já passa dos R$ 170 milhões…

1reproducao12 São Paulo vaza interesse em Etoo. Como por encanto, desvia o foco do processo que o obriga a pagar R$ 1 milhão a Diego Tardelli. E da dívida que já passa dos R$ 170 milhões...
Há situações no futebol brasileiro que são cômicas. A inteligência de jornalistas e torcedores é muitas vezes subestimada. Quando um clube enfrenta problemas internos, dirigentes buscam saídas fáceis. Nada mais interessante para desviar o foco do que contratações.

Vale a pena lembrar o que aconteceu em 1997. Quando o ex-presidente corintiano, Alberto Dualib, foi flagrado no telefone. Combinava contribuir com a campanha de Ivens Mendes, então presidente da Comissão Nacional de Arbitragem. Mendes queria ser deputado federal por Minas Gerais. Dualib oferecia R$ 100 mil. Para disfarçar, ao telefone ele preferiu falar 'um 0 x 0'.

Ivens havia pedido R$ 25 mil para o então presidente do Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia. Com o escândalo revelado, Ivens Mendes perdeu o cargo. Petraglia chegou a ser banido do futebol, mas conseguiu reverter a pena e hoje preside de novo o Atlético. Dualib foi suspenso por dois anos, mas nunca cumpriu essa sentença.

Para acabar com a pressão que sofria, o dirigente foi claro a aliados no Parque São Jorge. "Falem para a imprensa que vamos contratar jogadores importantes. Montar um time forte. E logo os jornalistas e os torcedores se esquecem dessa bobagem. E param de me encher o saco." Dito e feito. O Corinthians montou um excelente time e acabou campeão do Brasil em 1998. O time que venceu o Cruzeiro por 2 a 0 no jogo final: Nei, Índio, Batata, Gamarra e Sylvinho; Gilmar, Vampeta, Rincón (Ricardinho) e Marcelinho Carioca; Edílson (Amaral) e Didi (Dinei). Luxemburgo era o técnico.

Seria a base do time campeão mundial em 2000, já sob o comando de Oswaldo de Oliveira. Mas o presidente corintiano era o mesmo, posava sorridente ao lado de Blatter. Ninguém mais o questionava sobre o 'um, zero, zero'.

1ae13 São Paulo vaza interesse em Etoo. Como por encanto, desvia o foco do processo que o obriga a pagar R$ 1 milhão a Diego Tardelli. E da dívida que já passa dos R$ 170 milhões...

A associação com as palavras de Dualib foi inevitável. Justo hoje, terça-feira, dia 20 de janeiro de 2015, é divulgado. O São Paulo terá de pagar R$ 1 milhão em direito de arena a Diego Tardelli. O atacante atuou no Morumbi entre 2002 e 2008. A decisão foi do Tribunal Superior de Trabalho.

O São Paulo acumulou R$ 70 milhões de prejuízo nas mãos de Carlos Miguel Aidar. Aliados do atual presidente garantem que Juvenal Juvêncio havia deixado o clube com outros R$ 100 milhões. Não foi por acaso que salários e direito de imagem atrasaram no Morumbi. Inclusive do treinador Muricy Ramalho.

A revelação que Aidar estava para dar 20% da negociação envolvendo a troca da Penalty pela Puma, para sua namorada Cinira Maturana, só piorou as coisas. A atual diretoria perdeu força no clube. O dirigente tentou espalhar que estava para encontrar novo patrocinador master e que buscava vender o naming rights do Morumbi. Além de uma estranha negociação envolvendo a confecção dos ingressos dos jogos do clube para a BWA.

Mas vale a pena voltar ao caso Tardelli. O clube irá recorrer da primeira vitória do jogador. Só que assim que a notícia foi divulgada nesta manhã, conselheiros ligados a Aidar se apressaram. Disseram que o São Paulo estava fazendo uma negociação que iria paralisar o país. Iria ter o maior e inesperado reforço entre todos os clubes que disputam a Libertadores da América.

E que o Palmeiras sentiria até vergonha por ter comemorado a contratação de Dudu. Não foi preciso insistir muito. Eles queriam falar quem era o jogador. Era 'segredo', mas poderia divulgar. Iria 'roubar' as manchetes. Orgulhosos, avisavam: o clube negocia com Samuel Eto'o.

O camaronês de 33 anos marcou época no Barcelona, onde atuou entre 2004 e 2009. Também fez sucesso na Inter de Milão, entre 2009 e 2011. Ganhou três Champions League, um Mundial, três Campeonatos Espanhóis, um Italiano, entre outros títulos. Está em plena decadência. Passou pelo Anzi, Chelsea e Everton. Estava praticamente acertado com a Sampdoria.

Mas o São Paulo tenta atravessar a negociação. Usaria o dinheiro da venda de Osvaldo para a Arábia. E buscaria parceiros para vender sua imagem. Em prestígio, seria o herdeiro de Kaká. Os contatos começaram há 15 dias. Mas foram mantidos em segredo. A chance da transação se efetivar é muito remota.

Mas foi revelada com orgulho. Já ganha os principais portais do País. Substitui as matérias falando sobre o R$ 1 milhão que o clube deve a Diego Tardelli. Além das notícias sobre as dívidas do São Paulo. Os questionamentos sobre a negociação com a BWA.

Em seu exílio, depois que teve de renunciar à presidência do Corinthians, para não ser expulso por causa da MSI, Alberto Dualib deve estar espantado. Hoje em dia não é nem preciso contratar. Basta deixar vazar o interesse em jogador. E todo o foco que não interessa ao clube é desviado. Pobre Samuel Eto'o. Nem imagina como seu santo nome serve como escudo à cúpula são-paulina...

(Diante da situação surreal, dos risos dos adversários, a diretoria do São Paulo veio confirmar. Não há a menor possibilidade de contratar Eto'o. Mas a dívida com o Tardelli ficou para quinto plano diante do falso interesse. Assim funciona o futebol...)
 São Paulo vaza interesse em Etoo. Como por encanto, desvia o foco do processo que o obriga a pagar R$ 1 milhão a Diego Tardelli. E da dívida que já passa dos R$ 170 milhões...

Página 2 de 50512345...Último