Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior…

1ae20  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...
É para arrepiar os líderes do Bom Senso. A ideia que envolve Alexandre Pato é tão cruel quanto prática. O Corinthians está dramaticamente endividado. Por causa do Itaquerão. Deve R$ 1,2 bilhão. Luta pela liberação dos R$ 420 milhões de CIDs da prefeitura de São Paulo, prometidos por Gilberto Kassab, em julho de 2011. Os títulos estão embargados pelo Ministério Público, que nega a sua legalidade e ainda acusa o ex-prefeito de improbidade administrativa. A alegação é que os cofres públicos paulistas não podem ser usados para ajudar um clube particular.

Andrés Sanches e o presidente Roberto de Andrade pediram paciência aos jogadores. E a Tite. Avisaram de forma aberta que a 'situação está complicada'. O clube atrasaria premiações, salários e direitos de imagem. Mas todos seriam, aos poucos, pagos.

A péssima administração de Mario Gobbi colaborou para este caos. O ex-presidente não teve constrangimento em adiantar as cotas da televisão de 2015. Este ano não entra um centavo da Globo para os cofres corintianos. Além disso fez outras bobagens como pagar salários de atletas que emprestou a outros clubes. Foram gastos com R$ 3,6 milhões em 2014.

Sheik (Botafogo) R$ 520 mil, Pato (São Paulo), R$ 400 (mil de salários e mais R$ 40 mil de auxílio moradia); Douglas (Vasco), R$ 150 mil; Júlio César (Náutico), R$ 180 mil; Ramirez (Botafogo), R$ 114 mil; Renan (Bragantino), R$ 75 mil; André Vinícius (Portuguesa), R$ 35 mil; Igor (Sport), R$ 35 mil; Willian Arão, (Atlético Goianiense), R$ 25 mil; Paulo Victor (América Mineiro), R$ 20 mil; Yago (Bragantino), R$ 18 mil;
Ramirez (Botafogo): R$ 114 mil (contrato se encerra em dezembro de 2014).

Tite também não tem o que comemorar. São R$ 3,5 milhões atrasados desde 2013. Mano Menezes tem a receber cerca de R$ 4 milhões, entre luvas e salários. Até ao empresário de Mano, Mario Gobbi teve coragem de pedir R$ 2 milhões no final do ano passado. E não pagar.

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A Guerrero, o clube deve cerca de R$ 2,2 milhões em direito de imagem e premiações. Por causa desta dívida, que se arrasta desde o ano passado, o peruano não aceita nem sentar para conversar sobre a renovação de seu contrato.

Andrés, deputado federal pelo PT, usou sua influência e está para acertar um grande empréstimo bancário para o Corinthians. Ele quer quitar todas as dívidas em aberto, com os treinadores e os jogadores. Quase todos.

Não há a menor pressa em pagar Alexandre Pato. O clube deve sete meses da sua parte no salário do jogador. São R$ 2,8 milhões. Mais R$ 280 mil de auxílio moradia. O total é de R$ 3,08 milhões.

O atacante tem ainda mais 21 meses de contrato com o Corinthians. Seu compromisso se encerra em dezembro de 2016. Serão mais nove meses dividindo os salários com o São Paulo, o que dá um total de R$ 3,6 milhões. Mais R$ 360 mil em auxílio moradia. Até dezembro de 2015, R$ 3,9 milhões.

A partir daí, mais 12 meses bancando os R$ 840 mil sozinho. Até o final de contrato, no último mês de 2016, nada menos do que R$ 10.080.000,00.

Se Alexandre Pato ficar no Parque São Jorge até 31 de dezembro de 2016, o Corinthians terá de colocar no seu bolso a exorbitante quantia de R$ 17,06 milhões só de salários. Somando débitos deste ano e do próximo.

O clube já investiu muito dinheiro no jogador, desde que chegou, até janeiro de 2014. Foram R$ 10,9 milhões.

Ou seja, Mario Gobbi pagou R$ 43 milhões ao Milan pelo atacante. E comprometeu em salários, o absurdo de R$ 27,9 milhões. Não é à toa que ninguém quer ouvir falar no ex-dirigente na atual diretoria. Ele concretizou uma negociação de R$ 70,9 milhões. Fora as premiações.

Andrés Sanchez sabe da sua participação no péssimo negócio. Na época, era mentor de Gobbi. E acreditou no plano da Nike em trazer uma estrela internacional ao clube. Acabou também por sabotar o ambiente do campeão da Libertadores e Mundial. Nenhum atleta se conformava com Pato ganhando muito mais do que todos. Até do que Tite. O clima implodiu e atrapalhou todo 2013.

  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

Não foi por acaso que após a eliminação da Copa do Brasil daquele ano, diante do Grêmio, vários jogadores quiseram bater no atacante. Ele colocou tudo a perder ao tentar bater um pênalti com cavadinha diante de Dida. O ressentimento era antigo.

Além disso, na invasão ao Centro de Treinamento no ano passado, membros das organizadas procuraram desesperadamente o jogador. Ele estava escondido, trancado nos vestiários. Mas ouviu o canto dos vândalos ameaçando que, ao encontrá-lo, quebrariam suas pernas.

Pato contou tudo isso aos seus novos companheiros de São Paulo. Eles ficaram chocados. Principalmente como a diretoria permitiu o acesso dessas organizadas. E principalmente a falta de firmeza na cobrança de uma punição. O jogador garantiu que não quer nunca mais atuar pelo Corinthians. Não houve identificação com o clube.

Andrés Sanchez e Roberto de Andrade sabem muito bem de sua intenção. Também não o querem. E por isso não estão nem um pouco preocupados com o atraso de sete meses, na parte que o Corinthians deveria pagar do seu salários.

O jogador vive uma situação surreal. Não há como entrar na justiça para se livrar do time de Parque São Jorge. Afinal, está recebendo a metade do que tem direito. Advogados garantem que a batalha seria longa, levaria anos. E com a possibilidade de o Corinthians ser apenas obrigado a pagar a sua parte. E após o julgamento. Antes, legalmente, o atacante não pode ser considerado livre. Sua situação não se encaixa nos três meses sem salários. Ele recebe 50%, a parte do São Paulo.

Agora, finalmente, a cruel ideia de alguns conselheiros. Acompanhar de perto o rendimento do jogador no São Paulo. Se continuar fracassando, e não despertar o interesse de clubes estrangeiros,sabem que clube algum bancará os R$ 30 milhões estipulados em contrato.

3ae17  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

Se o clube não pagar o jogador até janeiro de 2017, a dívida será altíssia. Os atuais R$ 3,08 milhões, mais R$ 3,9 milhões a serem desembolsados atpe i final deste ano. Dá um total de R$ 6,9 milhões. Mais os R$ 10,08 milhões a serem pagos pelo ano de 2016.Com Pato podendo desde julho do próximo ano, assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe e sair de graça do Parque São Jorge.

Se o Corinthians não consegue pagar R$ 2 milhões de direitos de imagem atrasados para Guerrero, por que comprometer tanto dinheiro com Pato?

Conselheiros recomendam ao final do contrato com o São Paulo, no final do ano, fazer um acordo com Gilmar Veloz, empresário do atacante. Não pagar mais um centavo ao jogador. Em compensação, ganharia a liberdade. A economia seria de R$ 10,08 milhões de todo 2016 mais o acumulado até dezembro deste ano, o que daria no total, R$ 17,06 milhões. A ideia seria repassar os seus direitos para atuar onde quisesse. Menos no Brasil. Por pelo menos dois anos. O medo é que, livre, assine com o São Paulo.

Ninguém na diretoria corintiana acredita que o clube de Carlos Miguel Aidar se disponha a pagar R$ 30 milhões pelo atacante, como reza o atual contrato de empréstimo do jogador.

Para dar mais peso na opinião desses conselheiro há a profunda rejeição das organizadas a Alexandre Pato. Não o querem ver nem pintado de ouro com a camisa corintiana.

Tudo ainda é prematuro. Mas factível. A ideia é minimizar as perdas com a pior contratação financeira do Corinthians em todos os tempos. Não custa relembrar. R$ 43 milhões pagos ao Milan e deixar comprometidos R$ 27,9 milhões em salários. Nada menos do que R$ 70,9 milhões com um só jogador.

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Depois, o governo federal ainda quer dar R$ 4 bilhões e 20 anos aos clubes brasileiros refinanciarem suas dívidas. O caso é exemplar. E mostra toda a falta de responsabilidade, de comprometimento dos dirigentes. Mario Gobbi, que fechou a transação com Pato, deixou o cargo tranquilamente, cantando. As dívidas com Pato e todas que o Corinthians acumulou nos últimos três anos deixaram de ser problema dele. Aliás, nunca foram...

Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis….

4ae7 Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis....
Utopia. Na definição do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira não deixa dúvidas. "País imaginário em que tudo está organizado de uma forma superior. Sistema ou plano que parece irrealizável. Fantasia."
A palavra deu título ao livro de Thomas Morus, de 1516. Onde ele apresentava uma ilha onde o pensador e estadista inglês imaginava uma sociedade perfeita. Ele mesmo assumia ser devaneio, ilusão.

Infelizmente o termo se encaixa na Medida Provisória de Dilma Rousseff. O grande avanço histórico no futebol brasileiro não passa de um grande projeto populista e utópico. Populista para garantir manchetes nestes tempos de profunda crise e depressão que o país vive diante da corrupção. Da impunidade. E da profunda recessão que afeta a todos.

Dilma parcelaria em 20 anos dividas de R$ 4 bilhões dos clubes. Como contrapartida os dirigentes da CBF aceitariam ver limitados seus mandatos em oito anos. Assim como os dirigentes das equipes endividadas aceitariam gastar apenas 70% de seus orçamentos. E que passivamente até aplaudiriam a perda de pontos e rebaixamento quando atrasassem salários ou direito de imagem. Tudo em nome do fair play.

13 Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis....

E mais comemorariam a obrigação de investir no futebol feminino. Mesmo sabendo da aversão dos torcedores brasileiros. As categorias de base sofreriam uma profunda revolução. Com as equipes gastando dinheiro com impecáveis CTs, departamentos médicos de primeira, escolas que garantissem a educação aos atletas e até outras profissões para os meninos que não conseguissem virar jogadores.

Tudo maravilhoso. Utópico. Se não fosse o detalhe de vivermos no Brasil.

"(A limitação dos mandatos) Vale para quem vai se beneficiar da MP e não para quem não se enquadra porque não tem dívida nem fiscal, nem trabalhista nem do FGTS. A CBF não tem dívidas, portanto não se enquadra. O Bom Senso FC quer porque quer enquadrar a CBF no 18A. Cheira quase a perseguição do futebol. O Estado não está exigindo mandato máximo de quatro anos de órgãos da mídia, de igrejas, sindicatos, das Santa Casa. A CBF não tem dívidas trabalhistas ou com o INSS.

"(A ameaça de limitação dos mandatos na CBF) Contraria o artigo 217 da Constituição Federal que determina a autonomia das instituições. Depois, a nível de esporte mundial, esta intervenção nos clubes e associações pode trazer problemas. Isto aconteceu na Índia e o país foi excluído de eventos do Comitê Olímpico Internacional. A Fifa também não aceita qualquer tipo de intervenção governamental nas entidades filiadas e pode punir também."

Não adianta buscar palavras de juristas e jornalistas utópicos. Quem gosta de futebol quer ver o país avançando. Querer progresso não significa perder neurônios, ser afetado pela cegueira, como bem lembraria Saramago. É preciso ouvir quem, de carne osso, fez essa MP e ser realista.

As palavras acima são do deputado federal Vicente Cândido do Partido dos Trabalhadores. Se revelou ao meu competente amigo de 20 anos, Luciano Borges, no UOL. Vicente é quem está por trás dessa MP. Quem há dois anos trabalha pelo generoso refinanciamento de R$ 4 bilhões dos clubes. Com dinheiro público.

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Vicente Cândido é sócio. Divide um luxuoso escritório de advocacia com Marco Polo del Nero, presidente eleito da CBF. É preciso deixar de infantilidades. Entender o que está por trás dessa medida provisória.

Pessoas com décadas de experiência jurídica ou jornalística não tem o direito de posar de ingênuo. Nem mesmo pelo orgulho de ter sido recebido em Brasília e jantado com a própria presidente da República. Isso é inaceitável.

É evidente que Vicente Cândido faz a sua obrigação e briga pelo seu partido. Mais propriamente pela imagem tão combalida de quem comanda o país. Quer colocar Dilma com a 'mãe' da modernidade no futebol brasileiro. Assim como um dia já tentaram fazer de Getúlio Vargas o pai dos pobres. O populismo pode até parecer, mas não nasceu com o PT. Nem com o PSDB.

Uma coisa é a pose. Outra é o que realmente acontece. Cândido faz parte da Bancada da Bola. É mais um deputado federal que se junta aos senadores para defenderem os clubes de futebol e a CBF em Brasília. Juntar algo favorável ao PT e aos clubes, à CBF era algo muito tentador.

Daí a medida provisória. Lançada com toda a pompa e circunstância, parecia que sua função era moralizar o futebol brasileiro.

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Só que gente madura se deixou levar pela embalagem, pela casca. Não percebeu a jogada tão tradicional na nossa política. Depois do lançamento espetacular, o que acontecerá nestes quatro meses que a MP tem para sair do Congresso e virar lei? Sofrerá várias e várias emendas que o deixarão irreconhecível. Transformará a utopia em realidade.

A começar por diminuir a influência dos empresários nas categorias de base. Buscar uma maneira para que os clubes fiquem mais fortalecidos nesta relação. Para que tenham mais tempo de domínio sobre os garotos. Alterar a Lei Pelé é um sonho antigo dos presidentes de equipes. Além disso, criar uma loteria que destine seu dinheiro ao indesejado futebol feminino. Os clubes não querem gastar um tostão, já que acreditam que as mulheres são inviáveis.

Vicente Cândido e a Bancada da Bola vão dar a alma para livrar a CBF da obrigação de limitar os mandatos de seus presidentes. Com certeza, seu sócio, Marco Polo, ficará muito feliz. Assim também surgirão emendas que protejam os clubes que atrasarem ou não pagarem seus jogadores. Os deputados e senadores caracterizarão, de maneira fácil, que se trata de intervenção estatal nos clubes, entidades privadas. Assim como também a limitação de mandatos aos dirigentes que aderirem ao refinanciamento em 20 anos. Também a alegação plausível é intervenção.

Na prática, o que Vicente e a Bancada da Bola sempre quiseram foram os R$ 4 bilhões de refinanciamento aos clubes. Sem contrapartida verdadeira. Só algo para iludir os mais afoitos. Não querem entrar no cerne do fair play financeiro. Nada de punições, perda de pontos, rebaixamento. E muito menos a limitação de mandatos.

Além disso, alterar a Lei Pelé. Cortar os privilégios dos empresários. E os repassarem aos clubes.

Blatter, mandatário da Fifa há 17 anos, protegerá Marco Polo e a CBF. Os mandatos eternos serão preservados.

Só não enxerga quem se faz de cego. Quem está iludido. Ou não conhece o país e os políticos de onde vive. Não há motivo para festa, avanço e nada de histórico nesta Medida Provisória de Dilma. Só se engana quem quer.

Fica aqui a simbólica frase de Vicente Cândido, que há dois anos elabora essa MP.

"O projeto jamais sairá como entrou no parlamento", jura o sócio de Marco Polo...
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A pressão para vencer um clássico e garantir o Palmeiras na Libertadores. Esses os motivos para Oswaldo não escalar Gabriel Jesus. As histéricas fãs dos Beatles servem para desviar o foco…

1fotoarena A pressão para vencer um clássico e garantir o Palmeiras na Libertadores. Esses os motivos para Oswaldo não escalar Gabriel Jesus. As histéricas fãs dos Beatles servem para desviar o foco...
Há o lado engraçado, folclórico. Enquanto o Palmeiras vencia mais um jogo no insignificante Campeonato Paulista, contra o São Bernardo, Oswaldo de Oliveira ouvia o pedido que o acompanha desde que 2015 começou. "Coloca o Gabriel, coloca o Gabriel."

Tem sido assim em todas as partidas. O treinador outra vez via a parte ofensiva não estava criativa como deveria. Mas segurou o garoto no banco. No acanhado estádio do ABC, os gritos não podiam deixar de ser ouvidos. E eles aumentaram quando, aos 25 minutos, técnico cedeu e tirou o improdutivo Cristaldo e colocou o menino em campo.

Nos vinte minutos que esteve em campo, o jogador de 17 anos, tabelou, correu, deu um chapéu, tomou um chute nas costas. Fez muito mais que do que os 70 minutos que o argentino esteve em campo.

Diante do óbvio, o técnico, esperto, escolheu a saída menos comprometedora. Desviar o foco. Apelou para sua cultura pop.

"É normal pedirem o Gabriel ou qualquer outro jogador. Mas aquela voz estava se repetindo e me lembrou o filme dos Beatles, "Os Reis do iê iê iê". Falei: "Pô, esse cara vai ter um ataque daqui a pouco. Me deu curiosidade de ver. Quando olhei para cima e vi um careca, sem camisa, fortão, falei: "Meu irmão, toma vergonha na a cara, rapaz! Vai arrumar o que fazer". Quase não botei o Gabriel por causa dele. Esse cara ia ter um ataque e ia morrer."

Como não seria diferente, a inusitada declaração de ontem chamou a atenção. Virou manchete. Estará nos noticiários esportivos na tevê, misturando as impressionantes imagens de idolatria aos Beatles. Muita gente irá rir e esquecer. Exatamente como o homem de 64 anos quer. Mas é o que não pode acontecer.

Porque depois desse lembrança das beatlemaníacas que o 'careca fortão, sem camisa' provocou, o técnico deu a declaração que merece ser analisada com cuidado.

"Isso (cobrança ao técnico) prejudica o menino, a gente tem que ter calma. O Gabriel é um jogador normal, regular. Vocês (jornalistas) têm de ter um pouquinho de cuidado também, porque insistem demais com essa coisa de Gabriel. Calma! Deixa o cara crescer, senão prejudica o menino. Vai virar Beatlemania."

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Na ansiedade de parar os pedidos do torcedor e da imprensa para que escale o garoto, Oswaldo se perde. Os setoristas, jornalistas que cobrem todos os dias o Palmeiras, e os próprios companheiros de clube, se referem ao meia atacante como um jogador diferenciado, especial. Talentoso, rápido, com muita personalidade. Eles não se conformam com o pouco tempo que o treinador tem dado para o menino em campo.

A verdade é uma só. Oswaldo de Oliveira sabe que vive um momento decisivo na sua carreira. Ele precisa se firmar, voltar a ganhar títulos relevantes no Palmeiras. Sabe que está no meio de uma revolução que pode fazer o clube ter excelentes times nos próximos anos. O dinheiro da nova arena disparou onda de otimismo a ponto de os recentes 100 mil sócios-torcedores e a camisa de mais de R$ 50 milhões não satisfazer Paulo Nobre. O dirigente quer mais dinheiro de patrocínio, como a chegada do Banco do Brasil, batizando parte do estádio, cujo nome já pertence à seguradora Allianz. E pelo menos o dobro de sócios-torcedores até o final do ano.

É muita expectativa. Para que tudo der certo, a classificação para a Libertadores de 2016 é obrigatória. Só que a cobrança por resultados já chegou. O Palmeiras não vence um clássico há mais de um ano, em fevereiro de 2014. E não derrota uma equipe da Série A, há cinco meses. Neste Paulista perdeu para o Corinthians e Santos. Há um movimento de cobrança entre os conselheiros e dirigentes em relação a Oswaldo.

"Não vou entrar nisso, não vou fazer parte dos melhores momentos da entrevista. Não está faltando nada. Vamos trabalhar para vencer, para chegar equilibrado na fase final", disse o técnico após seu time perder para o Santos.

Vivido, ele sabe que não é o momento para arriscar. Precisa mostrar serviço no insignificante Paulista e na Copa do Brasil. Sua índole sempre foi de dividir o comando dos times que treina com jogadores vividos, experientes, rodados. Aprendeu a agir assim no Corinthians, campeão do mundo em 2000. Rincón, Ricardinho, Vampeta assumiam a função de técnico em campo. O que não dava certo, eles alteravam. Muitas vezes até sem consultar 'Oswaldinho', como eles o chamavam na época.

Gabriel Jesus tem mais talento que Cristaldo, Leandro Banana e Rafael Marques. Juntos. Mostrou isso nos jogos nas categorias de base e nos treinamentos. É preciso saber se não se trata apenas de um 'leão de treinos' ou jogador sem estrutura psicológica para se impor entre os profissionais. Não se tratar de nova versão de Lulinha, Jean Chera, Kerlon e tantos outros.

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Por isso, o garoto precisa jogar pelo Palmeiras. Até porque seus empresários, Fábio Caran e Cristiano Simões, conversam com intermediários de clubes europeus. A possibilidade de saída na janela do meio do ano é real. E o clube pode negociá-lo sem saber o seu verdadeiro potencial. Há muita reclamação da maneira que foi feita a renovação de contrato.

Para garantir que o atleta ficasse até 2019, Paulo Nobre cedeu. O Palmeiras tinha 75% dos direitos do atacante. Cedeu uma porcentagem enorme para o jogador: 45% Desde janeiro, o clube tem apenas 30%. Os agentes, 70%. Um exagero. Tudo para o presidente fixar sua multa em R$ 30 milhões.

Mas Oswaldo está pensando nele. Precisa de resultados. E sua carreira mostra que só coloca garotos quando não há outra saída. Como no Botafogo, com o clube massacrado de tantas dívidas.

Por isso, o treinador se protege. Apela para os Beatles. Vivido, tira o foco. Taxa de fanáticos os torcedores e apressados os jornalistas que querem Gabriel Jesus em campo. E monta seu time experiente com as limitações de Cristaldo, Leandro Banana e Rafael Marques.

Não falta ousadia a Oswaldinho. Na verdade, seu instinto de sobrevivência é muito maior. Ele tem de se segurar no Palmeiras. Ainda mais com a perspectiva de uma equipe muito mais poderosa em 2016, com dinheiro para mais contratações importantes. Daí a aposta em jogadores vividos.

A necessidade de vencer um clássico, disputar até o final o Campeonato Paulo e assegurar o mais rápido possível a classificação para a Libertadores. É tudo isso que está por trás na rejeição de Oswaldo a Gabriel Jesus. As histéricas fãs de John, Paul, George e Ringo são lembradas para servir de meras desculpas. São resgatadas da memória do técnico sessentão apenas para tirar o foco do seu real problema...

Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo…

12 Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo...
Desde o início do blog, leitores mostram verdadeira fixação sobre a audiência na tevê. Principalmente vários mitos foram criados em relação à Globo, dona do futebol neste país, os torneios nacionais. E principalmente sobre a divisão de cotas que os clubes recebem da emissora carioca. Principalmente em São Paulo.

De maneira direta, clara, é interessante colocar os dados dos últimos cinco anos. Tendo como fonte, o instituto mais tradicional de pesquisa no país. E que é sempre citado nas conversas entre dirigentes de clubes e executivos da emissora:o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, mais conhecido como Ibope.

De 2010 até 2014. Os números podem surpreender. Primeiro pela decadência da audiência da Globo. Os canais a cabo, a Internet e a baixa qualidade dos times deste país são algumas das explicações sobre a fuga dos telespectadores. Os patrocinadores continuam pagando R$ 1,3 bilhão à dona do monopólio do futebol no Brasil. Mas sabem muito bem, que seus produtos são vistos cada vez por menos pessoas na emissora.

Vamos aos índices de audiência nos diversos torneios. E os números de cada equipe paulista.

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Campeonato Brasileiro de 2010, média de 20,9 pontos; Brasileiro de 2011, 21,1 pontos; Brasileiro de 2012, 17,2 pontos; Brasileiro de 2013, 17,0; Brasileiro de 2014, 16,8 pontos.

A decadência da audiência está por trás da súbita discussão sobre a mudança da fórmula. A Globo é favorável ao retorno do mata-mata. O fim de pontos corridos. A conversa é muito mais séria do que parece. A emoção pode tomar o lugar da justiça.

Copa do Brasil de 2010, média de 27,6 pontos; Copa do Brasil, 2011, 21,0; Copa do Brasil, 2012, 27,5; Copa do Brasil, 2013, 23,7 pontos; Copa do Brasil, 2014, 18,6 pontos. O que mostra que só mata-mata nacional não carrega emissora nenhuma nas costas.

Copa Libertadores da América de 2010, média de 27,9 pontos; Libertadores de 2011, 28,2 pontos; Libertadores de 2012, 30,2 pontos; Libertadores de 2013, 24,0 pontos; Libertadores de 2014, 16,6 pontos. A competição mais desejada do continente está longe de ser uma avassaladora campeã de audiência.

Campeonato Paulista de 2010, média de 21,4 pontos; Paulista de 2011, 20,2 pontos; Paulista de 2012, 16,6 pontos; Paulista de 2013, 16,9 pontos; Paulista de 2014, 16,5 pontos. A rejeição ao torneio insignificante é constante, real, sem contestação.

Agora chegam os números que os torcedores de São Paulo tanto queriam. E discutem. Principalmente nas redes sociais. Vários mitos foram criados. É hora de desmascará-los.

A média dos jogos do Corinthians na Globo em 2010 foi de 23,8 pontos; em 2011, 22,6 pontos; em 2012, 21,9 pontos; em 2013, 19,9 pontos; 2014, 17,5 pontos. Mesmo o time mais popular de São Paulo, e que recebe muito mais do que seus concorrentes no estado, não está tão distante dos demais.

A ironia está justamente no fato de o Corinthians ser o clube mais mostrado. Como ele enfrenta muito mais pequenos do que os rivais, São Paulo, Palmeiras e Santos têm sua média aumentada. Pelo simples fato das partidas mostradas pelo trio costumeiramente ser mais importantes. Como nos clássicos. Até mesmo contra o próprio Corinthians.

A média das partidas do São Paulo na Globo em 2010 foi de 21,9 pontos; em 2011, 20,6 pontos; em 2012, 18,0; em 2013, 18,0; e em 2014, 17,2. A inconstância do time nos últimos anos reflete diretamente na audiência.

A média dos confrontos do Palmeiras na Globo em 2010 foi de 19,1 pontos; 2011, 20,1; 2012, 16,9; 2013, 12,1; em 2014, 16,5 pontos. O segundo rebaixamento em dez anos foi um baque enorme. Afugentou seus torcedores da televisão.

A média dos jogos do Santos na Globo em 2010 foi de 21,2 pontos; em 2011, 24,2; em 2012, 21,0; em 2013, 18,7; em 2014, 17,2 pontos. A saída de Neymar fez o clube perder sete pontos.

A Globo paga ao Corinthians, só pelo Brasileiro, R$ 110 milhões, ao São Paulo, R$ 80 milhões, ao Palmeiras, R$ 70 milhões, ao Santos, R$ 60 milhões. A diferença ficará maior a partir do ano que vem. O Corinthians passará a receber R$ 170 milhões, o São Paulo, R$ 110 milhões, o Palmeiras, R$ 100 milhões e o Santos, R$ 80 milhões. Será assim até o Brasileiro de 2018.

Os números dão margem à inúmeras interpretações. Faça a sua...
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Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis…

2ap3 1024x576 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...
Como era previsto, José Maria Marin e Marco Polo del Nero não iriam abrir mão assim tão fácil do poder. Na medida provisória que facilita, como uma mãe, o parcelamento de R$ 4 bilhões aos irresponsáveis e corruptos dirigentes dos clubes brasileiros, foi divulgada a falsa esperança.

A de evitar que os mandatos dos presidentes da CBF continuassem a ser, na prática, capitanias hereditárias. Com os dirigentes permanecendo no cargo quanto tempo quisessem. Ou até que, como no caso de Ricardo Teixeira, a Polícia Federal e as denúncias de corrupção o obrigasse a renunciar.

O desejo era que a limitação de quatro anos para os dirigentes da CBF e das federações de futebol dos estados brasileiros. Com a possibilidade de apenas uma reeleição.

Mas Marin e Marco Polo se revoltaram. Como assim? Oito anos é pouco demais. João Havelange, por exemplo, fez o que quis com o futebol brasileiro de 1956 a 1974. Foram 18 anos. Seu ex-genro, Ricardo Teixeira, foi além. Ficou 23 anos no poder, de 1989 a 2012.

Os mandatários de federações espalhadas pelo país, e que elegem o presidente da CBF, também não querem qualquer limitação de tempo. Querem mandar enquanto tiverem energia. Como Zeca Xaud. Ele é o digníssimo presidente da Federação de Roraima. Quanto tempo está no cargo? 41 anos.

Qualquer ditador de uma republiqueta de bananas teria inveja. Reeleições ilimitadas...

1reproducao20 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

Diante da tentativa de o governo brasileiro tentar restringir o tempo de comando destas pessoas, surgiu ninguém menos do que Joseph Blatter. O presidente da Fifa. A entidade que comanda o futebol no mundo e que organizou, com todo o carinho, a Copa do Mundo neste país. E levou como lucro, 4,8 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões). Esse dinheiro foi publicado no seu balanço do ano passado.

Muito grato à acolhida, Blatter soube da determinação de Dilma de restringir o mandato de Marco Polo, que assume em abril. O dirigente aproveitou jornalistas brasileiros na Suíça, no anúncio da Copa de 2022, para mandar um aviso. Não tolerará a influência governamental na CBF. A entidade é particular e só deve seguir determinações da Fifa. E não da presidente da República ou de quem quer que seja.

O aviso é para valer. Com ameaça de desfiliação. O irônico é que esta atitude da Fifa, de não aceitar intervenções, sempre valeu para governos tiranos dispostos a intervir no futebol para se beneficiar de sua popularidade. Não para limitar mandatos.

O estatuto da Fifa cai como uma luva. Advogados renomados garantem que Marco Polo pode ficar tranquilo. Mesmo se a MP for aprovada, esse item não terá validade na prática. Mas, pelo sim e pelo não, os presidentes da CBF trataram de se precaver. Marin, o atual, e Marco Polo, o futuro, entraram em contato com a bancada da bola. Deputados e senadores ligados à CBF já se preparam suas emendas.

O principal alvo será a limitação do tempo dos dirigentes da CBF e das Federações. Advogados insistem que ser infantil a tentativa do governo burlar o imposto pela Fifa. E obrigar os clubes que quiserem dinheiro a só disputar torneios cujos presidentes da entidade fiquem no máximo oito anos.

1ap5 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

Se a Fifa der respaldo para a CBF, só restaria aos clubes disputarem uma liga pirata. Sem legalidade. Vencê-la não garantiria a equipe em torneio algum com a tutela da Fifa, como Libertadores, Sul-Americana. O campeão não seria reconhecido. Simples assim.

A medida provisória de Dilma, infelizmente, como foi escrita no blog é populista e fantasiosa. A CBF e a Fifa têm recursos legais para proteger seus dirigentes.

Há um caso exemplar. A Nigéria. Após a eliminação nas oitavas de final contra a França, em Brasília, o presidente do país, Goodluck Jonathan, pediu a prisão da autoridade máxima da federação de futebol nigeriana, Aminu Maigari, e destituiu os outros dirigentes dos cargos.

A confusão aconteceu depois da classificação da Nigéria para as oitavas da Copa do Mundo. Os jogadores não receberam a premiação prometida. E resolveram entrar em greve. Só voltaram aos treinos depois que o dinheiro chegou, em espécie, a cada um. Foi um escândalo nacional. Daí a punição aos dirigentes depois da eliminação na competição.

Blatter não aceitou a intervenção. E suspendeu o país de todas as competições oficiais da Fifa. Desde a base até o futebol feminino. O impasse durou 12 dias. O autoritário presidente Jonathan teve de recuar. Os dirigentes voltaram aos seus cargos. E a Nigéria voltou a disputar torneios internacionais.

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O apoio da Fifa é para valer. Há perfeito entrosamento entre Blatter, Marco Polo e Marin. O dirigente da entidade com sede na Suíça está muito feliz. O balanço com a Copa do Mundo por aqui, onde a Fifa fez o que quis, é recordista. Nunca uma competição rendeu tanto. Com o líquido alegado, R$ 8,4 bilhões, seria suficiente para a construção das 12 novas arenas onde o torneio aconteceu.

Além disso, no mesmo dia em que Dilma anunciou a medida, Marco Polo del Nero formalizou o apoio a Blatter para mais uma reeleição, em maio. Ele já controla a Fifa desde 1998. Está há 17 anos no poder. Não poderia ficar a favor de uma medida que restringisse o mandato do seu parceiro brasileiro por apenas oito anos.

Só que não é a apenas Marco Polo que não aceita ver a duração de seu mandato controlado. Os presidentes das federações também não. Já acionaram os deputados e senadores que representam seus estados. Será uma ação conjunta para emendas que impeçam que a aprovação deste item. Os dirigentes estão furiosos com Dilma.

Foram marcantes as declarações do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, ao site da ESPN. Resumem o quanto os dirigentes estão prontos para a guerra.

2ae16 1024x682 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

"Eu só posso rir. É uma intervenção. Não pode. Pediu o parcelamento, tem de pagar, só isso. Mas não é por causa disso que tem de se submeter a vontades do governo, ou de qualquer poder. Eles vão fazer isso para as grandes empresas?

"O Bom Senso não tem nada de Bom Senso. No dinheiro deles, não quer que mexa. A Dilma quer fazer média no futebol. Ela está por baixo. Ela que cuide dos escândalos do governo dela. Ela que cuide da roubalheira dos tempos de Lula, do tempo dela. Ela tinha que se preocupar com isso."

O desrespeito à presidente mostra que Delfim sabe. A medida provisória anunciada com toda a pompa foi fantasiosa. E de forma crua mostra o que todos, menos Dilma sabia. A Fifa protege a CBF. A CBF protege as Federações. E os deputados e senadores da Bancada da Bola vão humilhar as boas intenções.

E tem mais. Os dirigentes dos clubes não aceitam a restrição de gastos de apenas 70% de suas receitas. Muito menos a obrigatoriedade de formar equipes femininas. Alegam que isso é intervenção estatal. E já acionaram também Marco Polo e a Bancada da Bola.

Vale lembrar que o Fair Play financeiro também está ameaçado. O que é lindo na teoria, na prática pode se perder. Para que o clube seja punido por calote em seus jogadores precisa ser acusado publicamente. O atleta que ousasse comprometer uma equipe, por exemplo, causando seu rebaixamento, acabaria queimado. Marginalizado diante das outras.

Fora que os clubes não aceitam essas punições esportivas que o governo quer implementar, como perder pontos e ser rebaixados por causa do calote. Alegam outra vez intervenção em empresas privadas.

Na prática há enorme chance de que todo Carnaval tenha sido à toa. E tudo não passe de R$ 4 bilhões de dinheiro público que premia a irresponsabilidade, e até corrupção, de dirigentes que brincaram com o patrimônio de seus clubes. Será o governo repetindo o que fez com a Timemania, por exemplo. Era uma loteria fracassada que foi criada para ajudar os clubes com suas dívidas.

O que deveria fazer, o governo não cogita. Parar de ajudar e cobrar judicialmente como tem todo o direito. E cansa de fazer com empresas normais deste país. Se um clube tiver de falir, que feche. Como aconteceu com os populares Rangers da Escócia e Fiorentina, da Itália. O Parma está no mesmo caminho. É preciso acabar com essa proteção, esses prêmios à incompetência dos dirigentes de clubes.

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O Sonho de Verão está para tornar nada mais do que uma medida populista. Um governo mergulhado em profunda crise tentando usar o futebol para melhorar sua imagem. Iludir a opinião pública.

"A Dilma está por baixo. Ela que cuide dos escândalos do governo dela. Ela que cuide da roubalheira dos tempos de Lula, do tempo dela", foram as palavras de Delfim Peixoto.

Mal assessorada e com propostas para ganhar manchete, porém facilmente anuladas legalmente, a presidente não tem ideia das pessoas com quem resolveu mexer. São muito mais articuladas e espertas do que sua base aliada...
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Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar…

3reproducao6 Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar...
Tudo estava muito tranquilo para a TV Globo e os canais Sportv até 2011. Desde 1995 havia a Fox Sports Latinoamérica. A empresa, um braço da Fox, do bilionário australiano Rupert Murdoch, não incomodava. Crescia na América do Sul, do Norte, Central. Por uma questão estratégica, o Brasil ficava fora do circuito. A multinacional só entraria no país quando estivesse estruturada, diante da importância comercial e da área continental brasileira.

Dinheiro nunca foi problema. A conceituada revista Forbes avalia o patrimônio de Murdoch em 14,1 bilhões de dólares, cerca de R$ 46,4 bilhões. Executivos do canal trataram de comprar os direitos de transmissão dos principais torneios das Américas, do mundo. Foi assim que atropelou a Globo e se tornou dona da Libertadores e da Sul-Americana, em 2011.

Estava tudo certo, já que colocaria no ar seus canais no ano seguinte. Teoricamente. Foi quando a Fox percebeu a força que a Globosat tem no mercado das tevês a cabo no país. A Net e Sky, de maneira muito estranha, se recusava a liberar canais para a emissora mostrar os torneios.

Mesmo assim, a fórceps, exerceu seu direito. E não cedeu a transmissão da Libertadores e da Sul-Americana para os canais Sportv em 2012. Justo nesse ano, o Corinthians foi campeão pela primeira vez do torneio. O sucesso para a Fox foi uma tragédia nos canais Globosat. A pressão ficou insuportável.

Executivos da Fox perceberam que haveria a necessidade de negociar, compartilhar com a Globo. Em troca dos seus dois grandes trunfos, a emissora exigiu três torneios para mostrar ao vivo: o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa do Mundo.

Tudo certo? Mais ou menos. No Mundial, a Globo exerceu seus privilégios. Principalmente em relação à Seleção. Junto a isso, a pressão exercida enfrentada junto à Net e Sky nunca foi esquecida.

E o troco veio. Na reunião que ficou decidida a tabela da Libertadores deste ano, a empresa de Rupert Murdoch surpreendeu. Resolveu impor os seus direitos de dona da transmissão dos jogos. E exigiu, na confecção da tabela, dois jogos exclusivos do Corinthians. A Globo foi surpreendida. O clube, assim como o Flamengo, são os principais carros chefes do futebol na emissora. A ordem dos executivos é mostrar sempre que possível partidas dos dois.

"A televisão que é hoje um fator de faturamento, fundamental, sem o qual os clubes não sobrevivem...A rede que dá publicidade aos jogo, transmite os jogos (TV Globo)...O diretor mais importante dela disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (...)

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"(...) Estou dando essa entrevista porque estou saindo do Grêmio. Por que se eu fosse um dirigente que fosse continuar provavelmente não levaria a público as minhas declarações."

As revelações da paixão global pelo Corinthians e Flamengo foi escancarada no ano passado pelo vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein. Como havia prometido, ele falou e deixou da diretoria do clube gaúcho no final do ano.

A Globo tentou se proteger da exigência de exclusividade da rival. Pelo menos colocar também os canais Sportv junto com a Fox Sports nas partidas do Corinthians. Não conseguiu. O departamento jurídico da emissora reconheceu a derrota.

Foi assim que Danubio e Corinthians e Corinthians e San Lorenzo deixaram a quarta-feira, dia reservado às transmissões da Globo. Passaram para terça-feira, dia 17 deste mês e para a quinta-feira, 16 de abril.

Havia uma enorme expectativa em relação ao jogo do Corinthians esta semana, no Uruguai. Os executivos da Fox Sports ficaram exultantes. Foi um resultado marcante. De acordo com o Ibope, foram 7,03 pontos. Entre as tevês a cabo ficou em primeiro disparado das 20 às 22 horas. E, entre as abertas, só ficou atrás da Globo. Passou todas as outras. As imagens chegaram a 1,6 milhão de residências no País. No público A e B, mais disputado pelo mercado publicitário, ficou encostada na emissora carioca.

Foi a segunda maior audiência do ano entre todos os canais a cabo. Muito mais que os jogos da Champions League. No mesmo dia, à tarde, o vice campeão Atletico de Madrid eliminou o Bayer Leverkusen nas oitavas. A transmissão não chegou à metade do Corinthians. Em 2015, a partida mostrada pela Fox Sports só ficou atrás do filme Capitão América 2, o Soldado Invernal, mostrado pelo Telecine. Isso porque o canal estava fazendo uma promoção e o sinal era aberto a todos os assinantes, mesmo os que não pagam especificamente para assisti-lo.

O resultado, histórico. A Fox Sports promete repetir a dose, usar o Corinthians contra o San Lorenzo, no Itaquerão. Foi uma luta. A Globo desejava também mostrar essa partida. Não queria Danubio e São Paulo, no dia anterior, dia 14 de abril. Mas não conseguiu a inversão.

1reproducao19 Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar...

A emissora carioca sentiu o baque. Não esperava tanta coragem dos executivos de Murdoch. Mas pelo menos estão aliviados, por enquanto. Não há a menor possibilidade de nenhuma partida do Corinthians nos mata-matas. Não neste ano. Nada garante no próximo.

Como era de se esperar, a Fox Sports gostou da experiência. E caso o clube mais popular de São Paulo se classifique para a Libertadores de 2016, a situação para a Globo pode até piorar. Se as donas do direito de transmissão exigirem jogos exclusivos do Corinthians, inclusive nos mata-matas, não há o que fazer.

Com o respaldo de centenas de milhões de dólares, a postura da Fox Sports é bem diferente da Bandeirantes. Aceita as imposições e mostra os jogos que a Globo permite. Porque paga uma pequena parte do que a emissora carioca banca, entre 10% e 20%. Daí não tem direito a exigir nada.

Até a programação diária da nova concorrente está atrapalhando. O programa de debates Fox Sports Radio forçou o fim do Arena, depois de 12 anos. O Sportv criou o Seleção, antecipando seu espaço de conversas sobre futebol também para as 13 horas, assim como o rival. Mas apesar de Neymar e vários outros convidados ao vivo, perdeu a disputa na estreia. O FSR teve 0,22 de audiência. O Bate Bola da ESPN Brasil, 0,17. E o Seleção, 0,10.

Revoltada com o tradicional domínio sobre o Corinthians, a Globo reagiu como pôde. E sacrificou o time de Tite. Não aceitou a antecipação do jogo contra o Capivariano para este sábado. A equipe terá de jogar no domingo, porque a partida será transmitida pela emissora. Assim, o time fará quatro partidas em oito dias : Capivariano (domingo, 22), Portuguesa (terça, 24), Penapolense (quinta, 26) e Bragantino (domingo, 29). Maratona absurda e que pode prejudicar prejudica o clube na Libertadores. Lembrando que a FPF forçou a inscrição de apenas 28 atletas para que nunca equipe alguma não leve só reservas para seus jogos.

A Globo sentiu o baque. E sabe que mais do que honra, é dinheiro que está em jogo. Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo, Volkswagen bancam R$ 1,3 bilhão pelo futebol na emissora. Além da audiência, a Fox Sports está de olho no capital que o principal esporte do país atrai.

A guerra entre Fox Sport e Globo mal começou. Pela primeira vez, a emissora que deteve o monopólio do futebol neste país desde a Ditadura Militar tem concorrência. Os R$ 46,4 bilhões de Murdoch já assustam. E há mais motivo para pavor.

A Turner Broadcasting System, braço da Time Warner, acaba de se tornar sócia majoritária do Esporte Interativo. E como presente comprou com exclusividade três anos de exclusividade da Champions League, de 2015 até 2018. O patrimônio da Time Warner é de 75 bilhões de dólares, cerca de R$ 245 bilhões. A pressão da empresa norte-americana sobre a Net e a Sky para que o Esporte Interativo entre em suas programações é enorme. Por que outra vez há uma estranha rejeição. Como aconteceu com a Fox Sports.

Já há uma silenciosa guerra nos bastidores. A Time Warner também não está recuando. Quer mostrar a Champion League nas operadoras mais importantes do país. Não se importa com a suposta influência da Globosat. Suas armas são pesadas. Canais importantes como a CNN, Warner e o Cartoon Network. Os canais Sportv já sabem que ficaram sem o principal torneio de clubes do mundo até 2018.

Acabou a farra da Globo no futebol deste país...
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O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata-matas no Itaquerão…

 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...
Tite não toca no assunto. Até por respeito a São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Mas a performance do seu time é positiva demais. São três vitórias nos três primeiros jogos. Duas destas partidas fora do Brasil. No returno, enfrentará o Danúbio e o San Lorenzo no Itaquerão e terminará a fase de grupos no Morumbi, contra o São Paulo.

As vitórias já fazem o treinador sonhar. Não só com a classificação. Mas com o primeiro lugar geral na fase de grupos. Ter o direito de fazer as partidas de voltas no seu estádio.

Era algo que nem o técnico ou os jogadores ousavam desejar. Acreditavam que a batalha seria duríssima. Três clubes grandes para duas vagas: Corinthians, São Paulo e San Lorenzo. O fraco Danubio nunca contou. Era o que vislumbrava Tite logo na fase de pré-Libertadores, quando eliminou o Once Caldas.

A previsão de muitas dificuldades começou a ir por terra logo na estreia, no clássico contra o São Paulo. O domínio sobre o time de Muricy poderia ter até proporcionado uma goleada. No final, 2 a 0 foi pouco. Depois, a sorte ajudou e o Corinthians enfrentou o San Lorenzo no Novo Gasometro vazio. O campeão argentino cumpriu punição justo contra o time paulista. Depois de muito sufoco, vitória por 1 a 0.

O adversário mais fraco do grupo quase complicou as coisas. Mas no final, mais três pontos, vitória por 2 a 1.

Na classificação geral só há outra equipe com 100% de aproveitamento entre os oito grupos. O Boca Juniors. Todos os demais 30 concorrentes perderam pontos. A campanha do time portenho era mais do que esperada. Os argentinos tiveram sorte. Têm os adversários mais fracos entre os 32 que disputam a Libertadores. Os adversários são: Zamora da Venezuela, Palestino do Chile e o uruguaio Montevideo Wanderes.

O Boca Junior está colecionando vitórias e gols. Venceu o Palestino no Chile por 2 a 0 e Wanderes por 2 a 1 e Zamora por 5 a 0 na Bombonera. Depois, abrindo o returno, nova goleada na Venezuela. 5 a 1 na revanche contra o Zamora. Ou seja, quatro jogos, 12 pontos. 14 gols a favor e dois contra. Saldo de 12.

O Corinthians marcou cinco gols e sofreu um nos três primeiros jogos. Saldo positivo de quatro.

1ap3 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

A disputa é desigual. O nível técnico dos adversários também, bem diferente. Mas o Corinthians conseguiu igualar em termos de vitórias, o grupo da Morte ao grupo mais fácil de toda a Libertadores.

Está lembrando demais a campanha de 2012, quando o time foi o segundo colocado geral na fase de grupos. Só ficou atrás do Fluminense. Teve o privilégio de decidir em casa seus jogos eliminatórios. Foi assim contra Emelec nas oitavas, Vasco da Gama, nas quartas, Santos nas semifinais e Boca Júniors, na decisão.

O coração de Tite palpita pela possibilidade de ficar, no mínimo em segundo, na classificação geral. Mais três vitórias no returno são muito plausíveis. Danubio e San Lorenzo no Itaquerão e o clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

3afp O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

Se tudo der certo neste ano, até com a conquista do título, a grande diferença estará no dinheiro que entrará no clube pela arrecadação. Em 2012, atuando no Pacaembu, o clube ficou com R$ 15 milhões, somando a arrecadação dos 228 mil torcedores que pagaram para ver suas partidas.

Desta vez, não. O dinheiro arrecado no Itaquerão não entrará nos cofres corintianos. Nenhum centavo. Está destinado ao fundo de investimento que controla o estádio. Pelo acordo firmado, com a Odebrecht, o clube só passará a receber cotas do que arrecada depois da dívida de R$ 1,2 bilhão do estádio ser paga. O fundo controlaria esse dinheiro por 16 anos, mas houve uma mudança em 2012. E ele passará a ter esse poder por 30 anos.

O acordo fechado por Andrés Sanchez é muito criticado internamente. E o parâmetro foi a combinação feita pela diretoria do Palmeiras com a WTorre. Toda a arrecadação dos jogos na nova arena fica no clube.

Mas Tite não está nenhum pouco preocupado com dinheiro. A ele importa a vantagem técnica. Decidir o máximo de partidas possíveis, nos mata-matas, em casa. Isso está muito bem encaminhado. O Corinthians igualou o grupo da Morte ao mais fácil da Libertadores...
2ae15 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado…

1getty5 São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado...
O recado dado por Álvaro Pereira ao seus ex-companheiros prevaleceu. Foi a vergonha na cara e não o bom futebol que fez o São Paulo vencer o San Lorenzo. Os 'colhões'. O gol de Michel Bastos aos 44 minutos do segundo tempo não foi tramado, articulado. Ou nasceu de uma jogada espetacular. Pelo contrário, o time apelou para a velha estratégia de Muricy Ramalho, os nada imaginativos chuveirinhos na área. Como fez inúmeras vezes ontem. Só que, no finalzinho da partida, quando a torcida já vaiava e xingava, deu certo. Veio a obrigatória vitória por 1 a 0.

Muricy foi o principal responsável pelo resultado que deixa o time vivo no grupo da Morte. Soma agora seis pontos. É o segundo colocado, três pontos atrás do líder Corinthians. De maneira feia, mas efetiva, fez sua parte. Diante do muito bem organizado atual campeão da Libertadores, o São Paulo teve personalidade, vontade, raiva. Entrou para mostrar que estava em casa e não iria se submeter. Mesmo de maneira ortodoxa, sem grandes novidades estratégicas. Não foi na tática que São Paulo venceu, foi graças a um órgão que parecia ter perdido: o coração.

O time brasileiro se impôs desde os primeiros segundos, literalmente. Ao 25 segundos, Michel Bastos cabeceou na trave de Torrico. O ótimo cruzamento de Alexandre Pato custou a saída do atacante. Ele pisou em um buraco, no gramado que havia criticado desde o ano passado. A reforma feita às pressas não deu resultado. E, depois de torcer o tornozelo pelo buraco, teve de ser substituído aos 16 minutos. Entrou Centurión, ainda intimidado, mas dentro do espírito de luta, de competição.

Técnicos, jogadores, dirigentes e jornalistas costumam subestimar a inteligência, a consciência do torcedor. Afinal é a emoção e não a razão que costuma dominar seu raciocínio. Mas não há como negar que as vaias e palavrões direcionados a dois jogadores do próprio São Paulo tinham razão de ser: Carlinhos e Paulo Henrique Ganso.

1reproducao18 São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado...

O lateral esquerdo se mostrou frio e inseguro. Complicando jogadas simples. Ofensivamente não tinha paciência, visão para tentar tabelas, infiltrações. Insistia nos chuveirinhos, quase que para se livrar da bola. Não vibrava, parecia que estava contaminado pelos insignificantes jogos do Campeonato Paulista. E não disputando a sobrevivência na Libertadores. No final, teve a chance da redenção, com o cruzamento que foi parar na cabeça de Michel Bastos, no salvador gol.

Mas Paulo Henrique Ganso não teve essa chance. O meia passou a partida toda submisso à marcação. Foi presa fácil do exagerado sistema defensivo de Edgardo Bauza, que respeitou demais os brasileiros. Com o meio de campo congestionado com cinco argentinos, o camisa 10 do São Paulo destoava dos companheiros. Lutar, disputar bolas com raiva, insistir, tentar o drible em direção ao gol, não faz parte do seu repertório.

Ganso foi se intimidando com a tensão da partida. Recuando para receber bola na intermediária do São Paulo, distante 60 metros do gol adversário, sem levar o mínimo perigo. Quando avançava, insistia em tentar lançamentos, passes onde haviam dez pernas fechando os espaços. Previsível, inseguro, improdutivo. Quando as vaias dos torcedores começaram a chegar aos seus ouvidos, passou a descontar reclamando do árbitro Wilmar Roldan.

Como castigo maior, Ganso foi substituído por Boschilia, aos 42 minutos do segundo tempo. Toda a frustração da torcida, que amargava até então o 0 a 0, veio à tona. Palavrões e vaias ao talentoso jogador que deveria ser a esperança e não outra vez a apatia.

"Não procuro escutar o torcedor, mas sim fazer o meu trabalho. Fiz o meu papel, dei o meu melhor e corri bastante", tentava se enganar após o jogo.

Mas o que deve ser destacado nesta vitória foi a superação, a raça do São Paulo. O time com um esquema simples, primário, conseguiu encurralar o San Lorenzo em seu campo. Teve um gol legítimo anulado de Centurión. Mas foi a velha jogada predileta de Muricy que deu resultado.

5reproducao1 São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado...

Foi sua paixão pela bola área que deu três Brasileiros ao São Paulo, com ele no comando. O treinador fechou o treinamento de terça-feira para a imprensa. Nem tanto para confirmar Pato e Luís Fabiano na frente. Mas para treinar como um obcecado chuveirinhos, cruzamentos. Foi assim que Michel Bastos fez o gol desejado, suado o da imprescindível vitória. Porém ele mesmo havia acertado a trave, assim como Luís Fabiano. Em cabeçadas.

No 4-4-2, com os volantes Denílson e Souza adiantados, marcando forte a saída de bola argentina, empurrando o próprio meio de campo são paulino para o combate, Muricy dominou o jogo. Ofereceu espaço para contragolpes. Mas o San Lorenzo entrou preocupado demais em segurar o 0 a 0. Faltou ambição.

O resultado foi excelente para reanimar um time que começava a perder a confiança. Apesar da vitória por 4 a 0 contra o Danubio, a derrota por 2 a 0 contra o Corinthians era uma sombra grande, enorme. O São Paulo precisava se impor contra um adversário de respeito para se sentir revigorado, pronto para disputar a competição que mais cobiça.

 São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado...

Se o time conseguiu cumprir sua obrigação, a diretoria do São Paulo continua sabotando a equipe. Na insana chantagem para formar legiões de sócios-torcedores, os preços dos ingressos para torcedores comuns continuam absurdos. R$ 120,00 era o mínimo. Mas havia ingressos de R$ 180,00, R$ 240,00 e R$ 300,00!

Resultado, pouco mais de 26 mil torcedores. Péssimo para a diretoria que sonhava com, no mínimo, 40 mil. Esta política de encurralar os próprios são paulinos, feita por Carlos Miguel Aidar, é um enorme tiro no pés. Consegue acabar com a tradição, com a paixão do torcedor que sempre lotava o Morumbi quando o clube disputava a Libertadores. É primária a necessidade de abaixar o preço dos ingressos, como imploram os conselheiros e mesmo membros da diretoria. Mas Carlos Miguel é vaidoso, não aceita.

Outra necessidade urgente é o presidente deixar o orgulho de lado. E entender que as queixas de Pato sobre o gramado do Morumbi são verdadeiras e merecem toda a atenção. Não só por ele ter atuado nos pisos perfeitos da Europa. Mas por ser inconcebível haver buracos, capazes de provocar torções em tornozelos avaliados em R$ 30 milhões e que custam R$ 400 mil mensais por atuar emprestados no São Paulo.

Não custa lembrar que a partida que valerá a vida para o clube na Libertadores será no Morumbi, dia 22 de abril, neste mesmo gramado.

Fora os salários que os próprios jogadores confirmam não ter sido pagos até agora. Desmentindo Aidar, que jurou estar tudo resolvido. Situação absurda.

Ou seja, o time de Muricy conseguiu fazer sua parte. No sufoco, no peito, na raça, venceu o jogo obrigatório. Está vivo na Libertadores. Recuperou a confiança. Mas a diretoria continua perdida, atrapalhando, e muito, a caminhada do São Paulo na competição mais desejada de 2015...
1getty6 São Paulo renasce na Libertadores. Com coração, raiva. E chuveirinhos. Mais difícil que vencer o San Lorenzo, só a própria diretoria trabalhando contra. Ingressos caríssimos, atrasos de salários e Morumbi esburacado...

Dilma premia a irresponsabilidade e a corrupção dos dirigentes de clubes deste país. Parcela R$ 4 bilhões de dívidas públicas em 20 anos. Não merece aplauso. É só mais um motivo para o brasileiro sentir vergonha…

1reproducao16 1024x641 Dilma premia a irresponsabilidade e a corrupção dos dirigentes de clubes deste país. Parcela R$ 4 bilhões de dívidas públicas em 20 anos. Não merece aplauso. É só mais um motivo para o brasileiro sentir vergonha...
Depois da maior manifestação desde que o Brasil vive a sua democracia, a presidente Dilma Rousseff está acossada. O principal mote do protesto em todo o país foi o pedido de renúncia de seu mandato. Algo que ela nem cogita. A situação segue mais do que complicada.

De acordo com o Datafolha, a rejeição a Dilma é de 62%. A pesquisa divulgada hoje mostra que a desaprovação à presidente cresceu 18% desde fevereiro. Ela está a seis pontos de Fernando Collor de Mello, às vésperas do impeachment, quando atingiu 68%.

O principal item de insatisfação da população está na economia. Com o país mergulhado na recessão, cresce assustadoramente a taxa de desemprego. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quer um corte radical nos gastos públicos. O sonho é diminuir em 40%. Suas primeiras medidas atingiu diretamente os benefícios trabalhistas. A camada mais pobre da população terá mais restrições em relação ao seguro desemprego e maior dificuldade na aposentadoria.

O dólar não para de subir, desvalorizando o real. Assim como a inflação. Empresas poderosas como as automobilísticas estão diminuindo a produção. Mandando operários embora. A capacidade de geração de empregos diminuiu. O país vive uma crise real que o governo insiste em negar. Dilma está no terceiro mês do seu segundo mandato. Restam outros 45...

Mesmo diante desse cenário caótico, preocupante, o governo federal não contém a insensatez. Tem o desplante, a falta de vergonha de apresentar a Medida Provisória de perdoará 4 bilhões de dívidas dos clubes com os cofres públicos. Vale a pena repetir: o perdão será de R$ 4 bilhões.

Inúmeras empresas médias e pequenas são processadas e fechadas por dever INSS e impostos não recolhidos à Receita Federal e Fundo de Garantia de seus funcionários. Mas os clubes, não. Têm tratamento vip, especial.

Será uma anistia de R$ 4 bilhões. R$ 1,5 bilhões só para os 12 maiores clubes. Privilegiadas, todas as equipes terão até 20 anos para pagar, em suaves prestações, suas dívidas. Algo que é negado aos trabalhadores e empresas deste país. A medida é absolutamente populista. Dilma e seus ensandecidos assessores esperam agradar os torcedores/eleitores destas equipes. E melhorar a imagem do governo na população.

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Acontece que os torcedores conscientes sabem que esta dívida só existe pela pura irresponsabilidade dos dirigentes. Presidente de clube no Brasil não tem a menor fiscalização. Gasta no que quiser. Como nas ditaduras mais atrasadas, essas pessoas não cansam de repetir que o 'regime é presidencialista'. E usam essa desculpa para cometer barbaridades com dinheiro que não lhes pertence. Muitos além de incompetentes, irresponsáveis vários foram corruptos. As dívidas absurdas dos clubes não nasceram por acaso.

Esta anistia populista é mais um tapa na cara do trabalhador honesto deste país. A MP foi criada pela bancada da bola em Brasília. Deputados e senadores que brigam para ajudar os clubes deste país. A recompensa vem em forma de apoio popular e auxílio nas campanhas. Uma mão lava a outra.

Há anos os dirigentes tentam a anistia de parte de suas dívidas. Querem ser tratados de maneira especial, já que o futebol é o esporte de preferência nacional. O que desvia a atenção em momentos de tensão governamental. Como na Ditadura Militar que torturava e matava enquanto o país comemorava a conquista da Copa do Mundo de 1970.

No governo há a certeza: se o Brasil tivesse vencido o Mundial de 2014, a pressão sobre Dilma seria muito menor. Mas como perdeu, a saída é tentar agora agradar com essa Medida Provisória.

Existe uma pífia desculpa governamental, para a aprovação deste prêmio à incompetência e corrupção. Obrigar a CBF que os clubes percam pontos se não pagarem seus atletas. E que até sejam rebaixados se insistirem no calote com os jogadores e com o governo, não pagando o parcelamento da dívida com os cofres públicos. Como se fosse um favor punir os endividados caloteiros. Deverá ser criada uma Agência Reguladora para fiscalizar os pagamentos. Tanto aos atletas como para os jogadores.

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Para variar, os presidentes dos clubes e da CBF querem sempre mais. Não há limites. Eles não estão pressionando, via bancada da bola, para que pagar a dívida seja o máximo de contrapartida.

Não querem, como Dilma Rousseff mesmo declarou, a limitação de seus mandatos. Nada de quatro anos, prorrogáveis por mais quatro. O que deve imperar é o estatuto de cada time.

A CBF se prepara até legalmente para se defender, se necessário. A Fifa pune os países onde os governos interferem na administração do futebol. Pode, em caso extremo, até desfiliar o país e impedir que dispute torneio oficiais, como Copa América, Eliminatórias e Copa do Mundo. Marin e Marco Polo não aceitam a intervenção governamental na CBF. Embora desfrute das benesses públicas, a entidade é privada. Os dois não querem limite para a reeleição.

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E quem é o relator do projeto que dá esta anistia absurda aos clubes? O deputado Vicente Cândido do PT. E de quem ele é sócio em um escritório de advocacia em São Paulo? Do presidente eleito da CBF, Marco Polo del Nero.

É óbvio que Cândido está lutando para que a vontade de Marco Polo seja respeitada e a reeleição na CBF seja liberada até a a eternidade. Assim como nos clubes. Os dirigentes não querem se submeter a esses oito anos que pede Dilma.

Todos os clubes anistiados também deveriam ter a obrigação de investir nas categorias de base e no futebol feminino. Gastar com os meninos, tudo bem. Mas houve um motim. Nenhuma equipe quer colocar dinheiro no futebol das mulheres. A alegação é que o brasileiro rejeita a participação feminina no esporte. Seria jogar dinheiro fora. Há enorme chance de que consigam vetar mulheres nos seus gramados.

O governo federal vazou para a imprensa que cobre Brasília. A presidente Dilma deverá assinar a Medida Provisória amanhã. Com toda a pompa e circunstância. Ela quer dar o tom de severidade. Mostrar que os clubes deverão passar a ter obrigações. Mas para isso toma uma medida populista, brinca com R$ 4 bilhões de dinheiro público. Empurra a dívida para o presidente que estiver no poder daqui 20 anos.

Muita gente deve comemorar amanhã. Principalmente os representantes do Bom Senso. Os jogadores brasileiros realmente terão um avanço. Haverá punição para aqueles dirigentes que os tentarem enganar. Nada mais justo. Só que para isso, os cofres públicos não precisavam ser sangrados.

A presidente que exercesse sua autoridade e punisse os clubes que dessem calotes e os cobrasse de suas dívidas públicas. Como faz com toda a população. Com empresas que fecham as portas, falidas, todos os dias. Não precisaria envolver R$ 4 bilhões. Os clubes que não tivessem como se sustentar, que fechassem as portas, como acontece em todo mundo civilizado.

Mas no Brasil o futebol é usado como escudo do governo. Serve para desviar a atenção do que acontece no país. Pelo menos servia. As pessoas estão deixando de ser alienadas como na década de 70, quando opositores do governo foram sequestrados, assassinados. A Ditadura Militar não trava mais os veículos de comunicação. É possível divulgar o que está acontecendo e o porquê.

A revolta da população ficou clara domingo passado. Não há mais tolerância com a corrupção. Não serão medidas populistas como anistiar R$ 4 bilhões de dívidas dos clubes que melhorá a situação. Pelo contrário. Só piorará. Acabou a ilusão. Os R$ 88 bilhões desviados da Petrobrás ninguém esquece. Assim como a falta d'água, os descasos com a Segurança, com a Saúde, com a Educação. E tantas outras mazelas.

Privilegiar dirigentes irresponsáveis, corruptos que comandam clubes de futebol não merece aplauso. Pelo contrário. É mais um motivo de vergonha dos políticos deste país. De todos os partidos. Todos estão envolvidos em mais este triste episódio envolvendo futebol e descaso com o dinheiro público...
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Guerrero mostrou sua importância. O oportunismo foi fundamental na difícil vitória contra o Danúbio por 2 a 1. Com toda a justiça, o Corinthians é o líder absoluto no Grupo da Morte da Libertadores…

1ae16 Guerrero mostrou sua importância. O oportunismo foi fundamental na difícil vitória contra o Danúbio por 2 a 1. Com toda a justiça, o Corinthians é o líder absoluto no Grupo da Morte da Libertadores...
O jogo estava amarrado, travado, difícil. O Danubio era o adversário mais fácil no grupo da Morte. Mesmo com a partida em Montevidéu, a obrigação de vitória era do Corinthians. Tite foi surpreendido com o 3-5-2 de Leonardo Ramos. Superpovoando o meio de campo, tirou o oxigênio dos brasileiros. Tudo ainda ficou mais dramático depois que Renato Augusto desperdiçou um pênalti em Elias. Chutou por cima.

O time desanimou. O 0 a 0 persistia. Até que aos 24 minutos do segundo tempo, o oportunismo decidiu o jogo. Fagner cruzou e o Paolo Guerrero mostrou o significado da palavra artilheiro. O homem que voltava de três partidas de suspensão, mostrou sua importância.

Com personalidade, se antecipou à zaga.Em um toque seco, firme, o peruano marcou 1 a 0. O gol mudou completamente o cenário da partida. Os uruguaios se desiludiram. Se escancararam, buscando ao menos o empate em casa. E Felipe, de cabeça, confirmou o 2 a 1. Resultado obrigatório, mas fundamental para o Corinthians.

O time de Tite tem nove pontos. Está disparado na liderança do grupo da Morte. São três jogos, três vitórias. Duas delas fora de casa. Campanha excelente. O triunfo de hoje transforma a partida de amanhã entre São Paulo e San Lorenzo no Morumbi, um duelo mortal pela segunda colocação no grupo 2.

"Hoje foi a minha estreia na competição. A fase de pré-Libertadores não conta. Colaborei com o time. Estamos invictos. Estamos nos impondo. Sabíamos que seria difícil. O uruguaios dão muita pancada. Marcam forte. O importante foi que conseguimos o que queríamos, os três pontos", dizia, alegre, Guerrero.

O peruano sentia nas canelas as dores das entradas que sofreu da zaga do Danubio. Mas seu suor denunciava todo o esforço corintiano. O time de Tite não esperava tanta dificuldade, o sofrimento que foi conseguir três pontos no Uruguai.

A prova disso foi que o treinador corintiano errou. Ele preferiu colocar Renato Augusto ainda se recuperando da lesão que sofreu no tornozelo esquerdo contra o San Lorenzo. O próprio meia confidenciava estar apenas 70% de sua capacidade de jogar. Mesmo assim, Tite o escolheu. Deixou de fora, de maneira injusta, Danilo.

Com a volta de Guerrero, o Corinthians entrou com o time que Tite considera ser o mais forte. Com a exceção lógica de Fábio Santos se recuperando de operação no joelho direito. O reserva Uendel herdou a vaga.

O treinador quer sua equipe atuando no 4-1-4-1, de como vários times europeus. Com muita movimentação no meio. E inúmeras possibilidades ofensivas para quem estiver com a bola. O Corinthians se preparou para enfrentar um adversário que iria deveria atacar muito, tentando a sobrevivência. Não tinha nenhum ponto e atuava em casa, diante de seus torcedores. Vinha de dois resultados desastrosos. Derrotas para o San Lorenzo em pleno Uruguai, por 2 a 1, e a goleada por 4 a 0 diante do São Paulo, no Morumbi.

Era o que Tite acreditava. Mas Leonardo Ramos não fez o que ele esperava. Muito pelo contrário. Reconhecendo ter pela frente uma equipe mais forte, optou pelo cauteloso 3-5-2. Sua vontade era atrair o rival para o seu campo. E buscar a vitória nos contragolpes.

A inesperada covardia tática dos uruguaios surpreendeu a todos. Os jogadores corintianos não esperavam tanta marcação. O bloqueio nas intermediárias era forte demais. Não havia penetração. Fagner e Uendel estavam muito bem vigiados e intimidados. Jadson e Renato Augusto atuavam bem abaixo dos demais, lentos, previsíveis. Emerson começou a partida preso na ponta esquerda. Só quando foi liberado para se movimentar como quisesse no ataque, e mais perto de Guerrero, ficou mais produtivo.

2 Guerrero mostrou sua importância. O oportunismo foi fundamental na difícil vitória contra o Danúbio por 2 a 1. Com toda a justiça, o Corinthians é o líder absoluto no Grupo da Morte da Libertadores...

O Danúbio apelava para o ponto fraco corintiano. Os cruzamentos. Gil e Felipe têm sério problema de posicionamento. Eles não conseguem se acertar. Qualquer bola boba era motivo de muita preocupação. O lance mais agudo do disputado mas monótono primeiro tempo aconteceu apenas aos 39 minutos. Elias descobriu Guerrero livre. Assim que ele girou, se preparou para chutar, o zagueiro Cristian González o derrubou. Puxou seu ombro. Pênalti que o fraco chileno Julio Bascunãn não marcou.

Tite teve os 15 minutos do intervalo para corrigir seu time. Ele confirmou para repórteres ter ficado com a postura uruguaia. O treinador exigiu mais jogadas pelas laterais do campo. Principalmente pela direita. Fagner ganhou toda a autorização para apoiar.

Os uruguaios continuavam fiéis à sua postura firme, de muita pegada. Jogavam por uma bola. O futebol uruguaio é muito mais pobre que o argentino e brasileiro. O talento individual está muito escasso. O Danubio necessitava de uma jogada básica no futebol. Cruzamentos na área brasileira. Gil e Felipe tornava qualquer bola lenta aérea em segundos de tensão.

Tudo seguia complicado até que, aos 17 minutos, Elias, que estava preso na intermediária, apareceu como um raio na área uruguaia. O péssimo zagueiro Cristian Gonzalez o derrubou. Pênalti claro. Renato Augusto, cansado, foi para a cobrança. Ele completou a péssima atuação de hoje com chave de ouro. Chutou por cima, muito longe do gol de Torgnascioli.

Os jogadores corintianos, principalmente Renato Augusto, ficaram desanimados. O ritmo diminuiu, a tensão já dominava Tite. Mas um lance mudou tudo. Fagner levantou uma bola simples para a área. Guerrero, fatal, se antecipou à zaga e bateu de primeiro, fazendo 1 a 0, Corinthians, aos 24 minutos.

O lance desnorteou o Danubio. Os espaço se abriram para o Corinthians. Não fosse o oportunismo do peruano, a partida seguiria amarrada. Com o jogo aberto, o time mais talentoso se impõe. Foi o que aconteceu. O Corinthians já se impunha com mais facilidade quando Jadson cobrou com perfeição uma falta. Colocou a bola na cabeça de Felipe: 2 a 0, Corinthians, aos 34 minutos. Vitória garantida, sentiram os corintianos.

Ainda houve tempo para uma grande bobeada. O time todo assistiu Barreto partir com a bola dominada do meio de campo. Driblou quatro jogadores sem sofrer falta. E tocou com consciência na saída de Cássio. Gol de honra do Danubio, 2 a 1. Mas o lance foi aos 47 minutos do segundo tempo. Não havia tempo para mais nada.

O Corinthians conseguiu uma vitória fundamental para sua classificação às oitavas de final da Libertadores. Está passeando no Grupo da Morte. Três jogos, três vitórias. Nove pontos. É dono de uma das vagas. A outra será disputada a ferro e fogo pelo São Paulo e pelo campeão de 2014, San Lorenzo. O Danubio está morto...

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