Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar…

 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...
A ideia foi do manager José Carlos Brunoro.

E vai contra a lógica.

É horrível quando Corinthians e Atlético sangram seus torcedores.

Cobram preços absurdos mas têm uma justificativa plausível.

Jogos importantes, pela Libertadores.

Competição mais importante da América do Sul.

E que reúne a elite do continente.

É uma exploração, sem dúvida.

Ainda mais que os dois usam o Independência e o Pacaembu.

Pequenos demais para a paixão da sua torcida.

Postura oportunista mas compreensível de Kalil e Gobbi.

Agora Brunoro vai em outra direção.

Resolveu explorar os torcedores palmeirenses na pior hora.

Quando o clube começa sua pior trajetória.

Na Segunda Divisão.

Com jogadores limitados enfrentando adversários fracos.

Há a certeza de muita luta e pouquíssima técnica.

Ele tomou uma decisão para espantar o apoio.

Desestimular a torcida.

Ainda mais sendo o jogo na pequena Itu.

Brunoro autorizou que o ingresso mais barato custasse R$ 60,00.

E o mais caro, R$ 200,00.

Ainda avisa que os preços podem subir nos próximos jogos.

Corinthians e Botafogo, jogarão pela Série A no domingo.

São campeões de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Os ingressos custam entre R$ 30,00 e R$ 180,00.

Não basta a humilhação do clube disputar a Segunda Divisão.

O manager quer usar a paixão do palmeirense contra ele mesmo.

Não é por acaso que há tanta revolta na Internet.

Vai além do desrespeito.

É aproveitar a dor.

A inspiração veio no Pacaembu lotado na Libertadores.

O raciocínio tosco.

Os torcedores deram seu dinheiro na competição mais importante do continente.

Havia o amor, a sede de título.

Mas a rivalidade contra Corinthians e São Paulo.

A vontade de fazer uma campanha melhor, ir além.

A comunhão entre o time e torcida foi emocionante.

Os palmeirenses o levaram até as oitavas.

Campanha digna dentro das circunstâncias.

E a recompensa, qual é?

R$ 200,00 e R$ 60,00 contra o Atlético Goianiense.

Todos os times grandes que caíram na Segunda fizeram o contrário.

Principalmente no início da competição.

Estimularam seus torcedores colocando o preço do ingresso baixo.

A intenção era o estádio cheio.

Brunoro quer o contrário.

Deseja o dinheiro dos desavisados.

Sua visão é mercantilista.

Está estranhando não ter o aporte financeiro da Parmalat.

Quando começou no futebol, na década de 90 era fácil.

Bastava escolher os jogadores que o dinheiro chegava da Itália.

Foi assim que ganhou fama como grande dirigente.

Mas o tempo passou.

Montar time sem dinheiro é difícil, exige imaginação, talento.

Relacionamento, conhecimento do mercado.

Situações que ele prega quando dá palestras.

Sangrar o torcedor é uma opção fácil demais.

Paulo Nobre aceitou a sugestão sem pensar duas vezes.

Ele acaba de levantar um empréstimo de R$ 1,5 milhão.

Em seu nome.

Como foi publicado ontem, o Palmeiras não tem crédito na praça.

Os direitos de imagem dos jogadores estão atrasados.

1ae20 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...

A situação como um todo é bem difícil.

Mas a hora seria de atrair os torcedores.

Não de sugá-los.

Brunoro tenta se defender.

Diz que a cobrança é para forçar a participação de mais sócios torcedores.

Balela.

O plano Avanti tem 24.248 sócios.

O Palmeiras tem entre 16 e 18 milhões de torcedores.

A desculpa é esfarrapada.

É pura vontade de aproveitar o momento.

Fazer o palmeirense pagar pelos desatinos dos ex-presidentes.

Pelo fraco time atual.

A estratégia é aproveitar o emocional.

Porque o racional não recomenda.

Até Gilson Kleina já deixou escapar.

O Palmeiras na Segunda Divisão não mostrará bons espetáculos.

Entrará em campo para lutar.

Tem o objetivo de subir até porque 2014 é o ano do centenário.

Cobrar mais por um jogo ruim.

A postura de Brunoro é elitista, oportunista.

Provoca imensa decepção entre os que o apoiaram.

Ele é o manager a quem Paulo Nobre deu a camisa 10 do Palmeiras.

Recebe R$ 120 mil, tem carro à disposição.

E carta branca no futebol.

Suas atitudes até agora têm sido questionáveis.

Despachar com rapidez o maior ídolo do clube, Barcos.

Até para anunciar jogador com quem nem tinha conversado.

Como foi o caso de Marcelo Moreno que só humilhou o clube.

E foi para o Flamengo.

Não contratar novo goleiro para a Libertadores.

Com a contusão de Fernando Prass, resolveu economizar.

Manteve Bruno e ele foi o responsável pela eliminação do time.

"Me ofereceram 30 goleiros", disse o manager.

A licença dada por Paulo Nobre vai além do imaginável.

Cobrar R$ 200,00 e R$ 60,00 para a estreia na Segunda Divisão é absurdo.

E avisa que tudo pode ficar pior.

Os preços podem aumentar.

Inacreditável.

Isso não é modernidade.

É inconformismo.

Saudade de quem fez o nome com os milhões da Parmalat.

E escolhe o caminho fácil para escapar da penúria.

Dos R$ 287 milhões em dívidas.

Sangrar o maior aliado: o angustiado torcedor palmeirense...
 Sem o dinheiro fácil da Parmalat, Brunoro escolhe o caminho mais oportunista. Usar o amor do palmeirense. Ingressos a R$ 200,00 e R$ 60,00 na estreia na Segunda Divisão, em Itu, é um desrespeito. E ainda avisa que pode aumentar...

A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco…

 A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...
Abel Braga tem toda a responsabilidade.

Ele colaborou o quanto pôde.

Perdeu tempo demais.

Só colocou Rafael Sóbis e Felipe quando estava tarde.

Facilitou demais a missão do Olímpia.

Os paraguaios vieram para o Rio com o 0 a 0 em mente.

O técnico Ever Almeida abriu mão do jogo.

Armou sua equipe com três zagueiros fixos.

E mais três volantes.

A ordem era ter dez jogadores atrás da linha da bola.

A sua intenção era travar o time carioca.

Foi o que fez.

Sem muitas dificuldades.

O time de Abel Braga foi uma imensa decepção.

A torcida do Fluminense esperava muito mais.

Mesmo com a chuva que atormentava o Rio, ela foi a São Januário.

Mais de 14 mil torcedores que gritaram, incentivaram.

E no final cobraram o time.

O Fluminense foi irritante.

Principalmente sem a objetividade de Sóbis e Felipe.

Fred parecia que iria ter um ataque de raiva.

A bola não chegava para ele.

Sem Thiago Neves, Wagner deveria ser o articulador.

Só que esteve apático em campo.

Aceitou passivamente a marcação.

Não conseguiu achar Fred ou Wellington Nem.

Muito menos chutar de fora da área.

O Fluminense não teve força ofensiva.

Por vários motivos.

Abel Braga não conseguiu compactar o time.

Fred, isolado.

Wagner fora do jogo.

Bruno sem força alguma para atuar pela lateral direita.

Jean foi muito bem.

Se desdobrando no meio de campo.

Atuando como volante e meia.

Era o único com coragem de bater para o gol de fora da área.

Rhayner faz tudo perfeito, luta, tabela, avança em velocidade.

Mas sua incompetência em chutar para o gol é algo revoltante.

Inadmissível para um jogador profissional.

O que é visto com bom humor no Rio, na verdade é conivência.

Rhayner ocupa uma posição onde está sempre perto do gol.

Se não souber arrematar é melhor atuar como volante.

Um desperdício.

Vale a pena registrar que houve duas excepcionais chances de gol.

Mas a bola caiu nos pés errados.

Logo aos cinco minutos de jogo...

Wellington Nem descobriu um jogador do Fluminense livre.

Cara-a-cara com Martín.

Embora seja um bom goleiro, o profissional estava sozinho, livre.

Tinha a obrigação de marcar.

A não ser que se chame Leandro Euzébio.

O zagueiro não mostrou a menor sutileza, jeito.

Deu um chute forte em cima de Martín.

1fluminensefc A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...

Gol incrível desperdiçado.

Mas ele teria companhia na chance jogada fora.

Aos 19 minutos do segundo tempo.

Foi quando Fred saiu da área e serviu Rhayner.

Ele entrou na corrida, driblou Martín.

Mas na hora de chutar, errou o centro da bola.

Bateu de leve e ela saiu fraca, sem direção.

O Olimpia tinha em mente empatar.

Travar o jogo.

Foi o que conseguiu.

A articulação carioca era péssima.

Wagner parado no meio de campo nada fazia de útil.

Abel Braga estava paralisado.

Demorou para colocar Sóbis e Felipe.

Os dois melhoraram a equipe.

Se o Fluminense deu um sufoco verdadeiro no Olimpia foi graças aos dois.

Abel precisa de maneira urgente treinar chutes de fora da área.

Seu time não tinha espaço dentro da área.

Mas fora, sim.

Só que ninguém arriscava.

O 0 a 0 acabou sendo inevitável.

O Olimpia levou ótimo resultado para o Paraguai.

Na quarta-feira basta uma simples vitória e semifinal da Libertadores.

O Fluminense precisa se superar fora de casa.

No Rio, o empate de ontem foi irritante.

"Faltavam jogadas de profundidade.

Nós não conseguimos criar.

Não foi bom o resultado", alertou, preocupado, Fred.

Abel Braga esteve uma péssima noite.

Ele foi o responsável pelo resultado.

Nos últimos dez minutos seu time teve um a mais.

Aranda foi expulso.

Mesmo com mais espaço, o Fluminense como time não existiu.

Só dependeu de jogadas individuais.

De atletas que demoraram para entrar.

A semifinal da Libertadores ficou bem mais difícil.

Sobreviver no Defensores del Chaco será uma façanha.

A situação está tão difícil por falta de visão do seu treinador.

Abel Braga já salvou o Fluminense de situações terríveis.

Em São Januário ontem, ele contribuiu com o adversário.

Facilitou a missão do Olimpia.

Com Vagner, Rhayner ele já foi muito mal.

Deixar Edinho em campo, sem ter a quem marcar outro absurdo.

Agora resta prepara o Fluminense para a pressão paraguaia.

Quarta-feira que vem será um inferno.

Tudo poderia ser muito melhor.

Mas faltou visão do treinador para o time fazer a lição de casa.

Não fez.

E já se prepara para sofrer...

(Abel Braga se irritou ao ser questionado.

Seu raciocínio foi incompreensível.

Havia dito que era melhor empatar em 0 a 0 do que vencer por 2 a 1.

Diante de uma cachoeira de ironias, ele recuou...)
1reuters10 A falta de visão de Abel Braga complicou o Fluminense. Inacreditável deixar Rafael Sóbis e Felipe de fora. O treinador ajudou os paraguaios a levar o 0 a 0 para os Defensores del Chaco...

O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas…

1ae19 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...
Mais de 3.500 pessoas invadiram o treino do Atlético.

Ensandecidos pela possibilidade de ficar perto de Ronaldinho.

Isso em Tijuana, no México.

Cuca ficou tão impressionado que definiu.

O treino decisivo para o jogo de amanhã seria fechado.

Mesmo assim há a certeza de que o cerco continuará.

Dentro e fora do hotel.

E mesmo durante o jogo, há a perspectiva de muitos traidores.

Ou seja, mexicanos que gritem por "Dinho", como o meia é chamado por lá.

O que aconteceu foi apenas mais uma prova.

O Brasil tem dois ídolos verdadeiros.

Um é Neymar, um prodígio dentro dos nossos domínios.

Outro para consumo externo e interno, Ronaldinho Gaúcho.

A imprensa mexicana afirma que o debutante time mexicano foi longe demais.

Já abusou dos brasileiros.

Tirou a invencibilidade do campeão mundial Corinthians.

E eliminou o Palmeiras.

Agora a caminhada pela Libertadores deverá ser encerrada.

Não pelo Atlético Mineiro.

Mas pela equipe de Ronaldinho Gaúcho.

O técnico argentino Antonio Mohamed disfarça.

Garante que não teme o camisa 10.

Mas setoristas juram que o Tijuana fará marcação especial sobre ele.

Aliás, todo o sistema defensivo será modificado.

A maneira de marcar será mais forte.

Há muita preocupação.

Tudo graças a um jogador.

O mundo acompanhou de longe as gandaias de Ronaldinho.

Para o Exterior chegam as jogadas mais lindas, os gols.

E desde que ele foi para Belo Horizonte, é isso que o mundo vê.

Por isso não há perdão para o descaso de Luiz Felipe Scolari.

Não nesta falta de rumo da Seleção Brasileira.

Nesta falta de referência.

1efe6 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

Japão, México e Itália entrariam de outra maneira em campo.

Se seus treinadores e jogadores soubesse que o Brasil tem duas armas.

Dois atletas desequilibrantes, capazes de fugir ao script previsível de Felipão.

Mas o treinador não conseguiu encontrar uma maneira de aproveitar tanto talento.

Não quis nem deixá-lo no banco para obrigar os adversários a se preocupar.

Pensar no que fazer se ele entrar.

A pergunta que todos do Atlético mais ouvem no México é uma só.

"Por que Ronaldinho Gaúcho está fora da Copa das Confederações?"

Há grande constrangimento em responder.

Não tem explicação pelo que está jogando.

Repassam a culpa a quem de direito, Felipão.

Jornalistas europeus e sul-americanos vão pelo mesmo caminho.

O veterano treinador cometeu um grande pecado.

E não tem nada a ver com Romário em 2002.

Ronaldinho Gaúcho vive fase excelente.

Muito ao contrário do atacante pouco antes da Copa do Japão.

O Brasil da competição que está para começar pesará sobre Neymar.

Será ele quem terá a responsabilidade de fazer o diferente.

Decidir não só os jogos, mas o torneio para o Brasil.

Justo agora quando sua cabeça está um trevo.

O Barcelona acumula propostas baixas.

Os catalães querem levá-lo por uma barganha.

Sabem que seu contrato termina em julho de 2014.

E podem ficar com ele sem pagar um tostão ao Santos no próximo ano.

Para antecipar a situação, não oferecerem quanto vale, pelo menos R$ 100 milhões.

Se propõem a pagar menos da metade.

O jogador tem de falar para a imprensa que não sabe o que acontece.

A verdade é dura, impera o capitalismo.

Seu pai percebeu que basta esperar até dezembro.

E aí assinar um pré-contrato com o Barcelona.

Acertando tudo, preço dos direitos, luvas, salários.

Ele quer resistir ao assédio agora dos espanhóis.

Mesmo se o Santos ceder, ele vai exigir uma fortuna.

Neymar muda de ideia como muda de cabelo.

De acordo com seus 21 anos.

Muitas vezes quer ficar, outras sair.

Deixa por conta do pai.

Neymar ficou frustrado demais com a perda do tetra paulista.

Não sabe se chegará à outra final com o Santos.

Pode ser vendido.

Ou até pior, continuar muito mal acompanhado.

Com jogadores fracos, que não podem ajudá-lo a carregar o time à nova decisão.

Só sabe que daqui seis dias deverá se apresentar à Seleção.

E aí tudo ficará mais pesado.

Não há com quem dividir a responsabilidade da conquista.

Ronaldinho Gaúcho seria no mínimo um escudo.

Alguém para trocar ideia, mostrar o que viveu saindo do Grêmio cedo demais.

E com certeza, alguém que atrairia metade do interesse da imprensa.

Nacional e, principalmente, internacional.

A competição tem tudo para ser infernal para Neymar.

Felipão virou as costas a um ídolo.

Em um país que tem apenas dois.

E vai arcar com isso.

Ele que prepare sua velha desculpa nas coletivas.

A de não falar sobre um jogador que não convocou.

Pensa que está sendo esperto.

Mas os conselhos de seu assessor só fragilizam sua imagem como técnico.

O mostram como alguém que não precisa dar explicações.

Neste país de cordeiros que vivemos, foi fácil.

Será interessante responder a jornalistas do Exterior.

E principalmente aos torcedores.

As arquibancadas das novas arenas podem ser aliadas à Seleção.

Ou suas piores inimigas.

Ronaldinho Gaúcho seria um aliado que não poderia ser desprezado.

Até em Tijuana se sabe muito bem disso.

Só na sede da CBF que não.

Talvez durante jogos da Copa das Confederações, Felipão se lembre.

Da alegria, da emoção do abraço no reencontro entre os dois.

Por que na convocação ele se esqueceu.

Virou as costas a um dos dois únicos ídolos brasileiros...
1futurapress1 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão…

 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...
Nunca uma diretoria do Palmeiras torceu tanto pelo Corinthians.

Paulo Nobre só faltou mandar rezar missa.

Estava desesperado pela liberação do dinheiro da Caixa para o rival.

Era fundamental que o dinheiro da estatal fosse liberado.

Foram três meses de angústia.

Mas o dinheiro público estará estampando a camisa corintiana.

Os R$ 31 milhões continuarão a jorrar nos cofres.

Além da séria perspectiva de a estatal batizar o Itaquerão.

Nobre já preparou rojões.

O motivo é óbvio.

O Palmeiras está mergulhado em dívidas.

O clube deve R$ 287 milhões.

Levantamento da consultoria BDO é cruel.

Mostra que entre os clubes ricos do País foi o pior administrado.

Nos últimos cinco anos, a dívida cresceu 320%.

Em 2008 devia R$ 68 milhões.

As administrações Luiz Gonzaga Belluzzo e a de Salvador Palaia são as vilãs.

Foi quando o clube abriu os cofres e gastou o que não tinha.

Fez excessos absurdos.

Teve Luxemburgo, Muricy, Felipão.

Diego Souza, Kléber, Valdivia.

Aliás, Valdivia continua no clube.

E custando R$ 500 mil mensais.

O chileno já acumula mais de 110 partidas sem entrar em campo.

Mas recebendo em dia.

2reproducao9 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...

As dívidas se acumularam e se tornaram insustentáveis.

O clube perdeu credibilidade junto aos bancos.

A ponto de Paulo Nobre estar pedindo dinheiro usando seu nome.

Arnaldo Tirone adiantou todas as cotas de televisão.

O Palmeiras já recebeu o ano passado pelo Paulista de 2015.

Com o rebaixamento para a Série B, patrocinadores viraram as costas ao clube.

O caso Kia Motors foi constrangedor.

No ano passado, o clube deixou que a imprensa e seus torcedores fossem enganados.

O valor fictício de R$ 25 milhões seria o que o clube receberia por sua camisa.

O balanço palmeirense desmoralizou a diretoria passada.

Foi revelado que a Kia nunca pagou mais de R$ 17 milhões.

Tudo ficou ainda mais vexatório.

No final do ano passado, com o rebaixamento, a empresa anunciou sua saída.

Os dirigentes imploraram.

E a Kia aceitou ficar até o Paulista.

Mas pagando apenas R$ 500 mil por mês.

O que daria R$ 6 milhões por ano.

Quantia absurdamente baixa para um clube grande.

"Foi como se o Palmeiras tivesse pedido esmola", desabafa um conselheiro.

Mal acabou o vexame no Paulista, a Kia foi embora de vez.

Não deu abertura para colocar mais dinheiro no clube rebaixado.

Paulo Nobre tem profundos laços com banqueiros.

E é justamente esta proximidade que o fez torcer pelo Corinthians.

Ele sabe que a Caixa Econômica Federal quer bancar outros clubes.

Já tem o Avaí, Atlético Paranaense, Coritiba, Flamengo e Corinthians.

Negocia com o Santos.

Paulo Nobre colocou o Palmeiras na fila pelo dinheiro público.

Os contatos estavam quentes e esfriaram pela ação que bloqueava o dinheiro do rival.

Com a vitória de ontem, a estatal passou a ser sua grande esperança.

Sem patrocínio e sem dinheiro, o clube não fez contratações.

Vai por enquanto com o mesmo time que caiu no Paulista e na Libertadores para a Série B.

Com a obrigação de subir.

Não só por o Palmeiras ser um clube grande, tradicional.

Mas por 2014 marcar o centenário palmeirense.

Seria um vexame absurdo festejar os 100 anos na Segunda Divisão.

Inaugurar sua arena na Série B.

Por isso, Nobre precisa de dinheiro urgente.

Os R$ 287 milhões em dívidas travam o clube.

É preciso dinheiro urgente.

E infelizmente não há discriminação.

O dinheiro público da Caixa seria muito bem-vindo.

Tanto que Paulo Nobre tenta usar toda sua influência no mercado bancário.

Apela a amigos poderosos para a liberação do patrocínio.

Nem sonha com os R$ 31 milhões do Corinthians.

Ou os R$ 25 milhões do Flamengo.

No entanto quer mais do que o banco paga ao Coritiba, R$ 6 milhões.

O desejo é por R$ 15 milhões anuais.

Mas R$ 10 milhões seriam aceitos com muito alívio.

As empresas estão fugindo da camisa verde na Segunda Divisão.

Por isso Paulo Nobre vibrou tanto ontem com a vitória corintiana.

Só ele sabe o quanto está terrível administrar o Palmeiras.

Com os R$ 287 milhões de dívidas que herdou.

E ainda montar um time que garanta o acesso à Série A.

Torcer pelo sucesso do Corinthians é o de menos nesse caos.

Na estreia pela Série B, a camisa verde deverá estar limpa.

Nenhuma empresa quis colocar seu nome no peito dos palmeirenses...
3reproducao5 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...

Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão…

1ae18 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...
Acabou a Libertadores para a tevê aberta em São Paulo.

Nem se a final tiver Atlético Mineiro ou Fluminense.

A cúpula da Globo lamenta profundamente a queda do Corinthians.

Para executivos, a competição morreu para São Paulo.

A ordem não é transmitir jogos por transmitir.

Continua a determinação de priorizar.

Esperar pela competição que o Corinthians estiver disputando.

Por isso não houve a menor dúvida em relação a amanhã.

Dia consagrado de futebol na emissora.

A rejeição a Neymar já contaminou até seus maiores defensores.

A Globo não mostrará Santos e Joinville pela Copa do Brasil.

Colocará no ar um filme do Tom Cruise.

Na semana que vem já voltará o amado Corinthians.

A emissora carioca mostrará o confronto diante do Goiás, quarta, dia 29.

Está valendo o acordo selado entre Marcelo Campos Pinto e Andrés Sanchez.

Quando o presidente corintiano implodiu o Clube dos 13.

1reproducao18 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...

Ao lado do Flamengo, o clube do Parque São Jorge é o que recebe mais da emissora.

São R$ 120 milhões anuais.

É o mais mostrado pela emissora.

Há muito maior exposição do time, da marca, dos patrocinadores.

As diretorias rivais ainda tentaram protestar no passado.

Mas desistiram.

Já faz parte do dia-a-dia do futebol.

As maiores audiências do esporte em 2012 na emissora foram corintianas.

Mais do que a Seleção Brasileira.

Na conquista da Libertadores diante do Boca, foram 46 ponto.

Cerca de 71% dos aparelhos ligados estavam focados na partida.

Na decisão do Mundial de Clubes, a audiência foi impressionante.

32 pontos, quando o normal é seis, sete pontos às sete do domingo.

Em 2013, a mesma coisa se repetiu.

A eliminação do Corinthians pelo Boca nas oitavas foi um sucesso.

Rendeu 33 pontos.

Bateu o jogo da Seleção contra o Chile, 29 pontos.

Há quem tentasse argumentar sobre a importância de continuar a mostrar a Libertadores.

Mas os executivos foram inclementes.

Fluminense e Atlético Mineiro não têm apelo em São Paulo.

Quem quisesse ver, procuraria as tevê a cabo.

O fenômeno não é novo.

A emissora não mostrou para São Paulo finais não envolvendo paulistas.

Inter e Chivas em 2010.

Cruzeiro e Estudiantes em 2009.

Fluminense e LDU em 2008.

Grêmio e Boca Juniors em 2007.

Os clubes não têm como argumentar.

A emissora compra os direitos de transmissão.

E mostra onde quiser.

É um desperdício para o Atlético Mineiro e Fluminense.

São Paulo é a maior cidade da América Latina.

Está repleta de atleticanos e tricolores.

Mas não há espaço para choro.

Se quiserem ver seus clubes, busquem tevês a cabo.

Para Globo não interesse mostrar esses times aos paulistas.

Sempre que possível Corinthians, Corinthians, Corinthians.

E mais Corinthians...
2reproducao8 Não importam Atlético Mineiro ou Fluminense. Com a eliminação do Corinthians, acabou a Libertadores de 2013 na Globo para São Paulo. Há um clima de velório na emissora carioca. Os corintianos dão mais audiência que a Seleção Brasileira de Felipão...

A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família…

1reproducao17 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...
Toda a confusa situação de Neymar rouba o foco.

O noticiário chega a ser cansativo sobre a saída do jogador.

Só aumenta a sua exposição.

E rejeição.

Enquanto todos discutem Neymar, Muricy Ramalho fica esquecido.

Ele acaba de perder uma grande oportunidade.

Comandar o Santos ao inédito tetracampeonato paulista.

Mas parece não ter sentido a tristeza que deveria.

Está muito diferente.

Contido, preocupado, tenso.

Seu trabalho começou de maneira sensacional.

Venceu o Paulista e a Libertadores de 2011.

O time se impunha como o melhor do país.

Com Neymar e Ganso afinados.

A desilusão começou na decisão do Mundial contra o Barcelona.

O treinador já não mostrava um pingo de confiança na véspera do jogo.

"Para jogar contra eles tem que colocar 16 em campo."

Como não pôde, o Santos foi goleado por 4 a 0.

Foi uma das decisões de Mundial mais fácil da história.

A partir daí, nunca mais foi a mesma coisa.

O título paulista de 2012 já não empolgou.

Na Libertadores esteve para ser eliminado.

Ganso tinha vários problemas físicos.

Neymar já começava a ser anulado.

O time capengou até que enfrentou o Corinthians.

E veio a eliminação.

A partir dela, a primeira reformulação no time.

Não deu certo.

A ponto de a equipe não se classificar para a Libertadores de 2013.

A Olimpíada e as inúmeras convocações de Neymar sabotaram o trabalho.

Veio o título da Recopa, palidamente comemorado.

Dentro das expectativas, o centenário foi um fracasso.

A esta altura, o trabalho de Muricy já era questionado.

Perdeu o status de candidato à Seleção Brasileira.

Ela que já esteve nas suas mãos em 2010.

Mas o Fluminense não o liberou de sua multa contratual.

E também não teve a garantia de Ricardo Teixeira que ficaria até a Copa.

O treinador não aceitou.

Ter o melhor jogador do Brasil foi sua sorte e sua desgraça.

Graças a Neymar, o time venceu jogos importantes.

Mas também por ter o jogador, o Santos nunca fez grandes investimentos.

Só trocou Ganso por Montillo.

Na prática conta com Rafael, Arouca, Cícero e o argentino como bons jogadores.

O restante fica à cargo de Neymar.

O time se tornou dependente de seu estrela.

Assim como o esquema tático de Muricy.

Previsível, confuso.

Mesmo com jogadores baixos, apela para bolas aéreas.

E os desvios de Edu Dracena e Durval.

O Santos virou uma equipe comum com um excelente jogador.

Muito pouco.

1gazeta11 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

Para quem era campeão da América em 2011 e tem Muricy.

Tudo que está ruim pode ficar pior.

Foi o que aconteceu quando o treinador foi internado às pressas.

Em abril.

Ele teve uma crise de diverticulite.

Inflamação no intestino grosso, que provoca muitas dores no abdômen.

Lá ficou definido.

Há a necessidade de uma operação no final do ano.

Quando teve o diagnóstico, o treinador se lembrou de Telê Santana.

Seu mestre no início da carreira como técnico no São Paulo.

Muricy o adorava.

Compartilhavam a paixão pelo futebol e o mau humor.

A parceria foi perfeita, se tornaram amigos.

Telê Santana tinha uma vida espartana, voltada para o São Paulo.

Morava no Centro de Treinamento da Barra Funda.

Os resultados do time eram fantásticos.

Ganhou dois Mundiais, duas Libertadores, entre vários títulos.

Tinha seis anos de clube quando começou a ter tonturas.

Os exames apontavam a necessidade de um cateterismo.

Ele voltou do Instituto Dante Pazzanese com a isquemia cerebral.

Perdeu aos poucos a capacidade de falar e se movimentar.

Foi obrigado a parar de trabalhar com 64 anos.

Viveu mais dez, só que os efeitos da cruel doença não o perdoaram.

Mesmo cercado de familiares e amigos, mal reconhecia as pessoas.

Muricy acompanhou todo esse processo.

E ao se ver no hospital internado e tendo de operar no final do ano, avisou.

Iria antecipar o final da sua carreira.

"Vi o que aconteceu com o Telê.

Ele fez como eu estou fazendo.

Só me dedicando ao trabalho, ao futebol.

Deixando as pessoas que amo, minha família de lado.

Quanto parar quero ter tempo de conviver com eles."

2reproducao7 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

Muricy fará 58 anos em novembro.

Já está milionário.

Tem condições plenas de parar e ter uma vida de conforto.

Ele e sua família.

De acordo com a imprensa santista não pode reclamar do salário.

Recebe R$ 700 mil a cada 30 dias.

Tem contrato até o final deste ano.

Diz que pensa em parar, mas não é para já.

Só que confessa que não quer seguir o caminho de seu mestre.

"O Telê foi meu treinador e depois voltei a trabalhar com ele no São Paulo.

É duro você encontrar todo dia a pessoa.

E perceber que ele está esquecendo as coisas.

Fui um dos primeiros a perceber ao lado do doutor José Sanchez.

Tivemos que levá-lo na marra pela primeira vez para fazer exames.

Depois vi a sua piora.

Foi tudo muito triste."

Muricy também ficou impressionado com o AVC de Ricardo Gomes.

"O Ricardo parece ser um cara muito calmo.

Mas não é.

A pressão, o stress é 24 horas em quem decide ser treinador.

Lamentei demais o AVC que ele teve."

Pessoas que vivem o dia-a-dia da Vila Belmiro perceberam a mudança.

Muricy voltou diferente do período de internação por causa da diverticulite.

Não está tão ranzinza, tão tosco nas entrevistas.

Mesmo no trato com os jogadores, as broncas diminuíram.

Está mais consciente, tentando se mostrar mais tranquilo.

Tem até mais paciência com a diretoria que não consegue resolver a questão de Neymar.

E nem trazer os reforços que tanto pede.

"Eu não vou parar agora.

Mas não quero conviver mais dez anos com vocês, jornalistas", brinca.

Na verdade o que está acontecendo com Muricy é claro.

Suas perspectivas de grandes vôos como Seleção não existem.

A promessa de super-time prometido por Luís Álvaro não foi cumprida.

Resolvido financeiramente, está pensando se vale a pena tanta pressão, tanto sacrifício.

Telê Santana e Ricardo Gomes viraram referências do que não deve fazer.

Pensando apenas nele e na sua família, Muricy está mais do que certo.

Mas um treinador de um grande time como o Santos não pode titubear.

Precisa respirar fundo e mergulhar de cabeça na profissão.

Viver com alegria o privilégio das 24 horas de tensão.

Está comandando o Santos Futebol Clube.

E este clube merece o melhor, toda a dedicação do seu técnico.

Se ele está disposto a continuar trabalhando dessa maneira, ótimo.

Monte um time para ganhar o Brasileiro e que volte á Libertadores.

Muricy é um grande treinador.

Trabalhador meticuloso, vibrante.

Campeão da Libertadores, tetracampeão brasileiro.

Mas os títulos vieram com a dedicação de corpo e alma.

Se não for assim, o melhor é usufruir tudo que conquistou.

Se permitir aproveitar sua linda família.

Fazer tudo o que Telê Santana não conseguiu.

E deixar o Santos seguir sua vida...
1ae17 A hora é de cobrar Muricy Ramalho. Ele precisa esquecer sua diverticulite, Telê Santana e Ricardo Gomes. Voltar a trabalhar com entusiasmo e entrega total ao Santos. Fazer valer seu talento. Se não for assim, o melhor é aproveitar sua vida com a família...

José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante…

1reuters9 1024x576 José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante...
O ídolo de Vanderlei Luxemburgo foi mandado embora.

José Mourinho deixou o Real Madrid.

Pelos mesmos motivos que o treinador gremista fracassou.

Seu personalismo, virou um escravo do ego.

Acreditou demais no apelido de Special One dado pela torcida do Chelsea.

Se achava acima do bem e do mal.

Acreditava que bastaria o seu carisma para ficar até 2016.

Tinha assinado contrato com o Florentino Pérez.

O presidente do Real Madrid lembra muito Fabio Koff.

Os dois tiveram momentos fantásticos como presidentes de clubes.

Hoje se sentem meio perdidos diante da modernidade.

Não basta contratar e colocar os jogadores nas mãos de treinadores egocêntricos.

Se o dirigente não der limite, acompanhar o dia-a-dia, o ego toma conta.

Há uma grande diferença básica em relação a José Mourinho e Luxemburgo.

O português estava no auge quando largou a Inter de Milão e foi para a Espanha.

Luxemburgo não.

Estava largado pelos grandes clubes de São Paulo, Rio e Minas.

Todos estavam cansados do seus projetos.

Acompanhavam de perto sua decadência.

O 'deixa comigo' não convencia mais.

Bastava verificar o seu currículo.

E o empolgado Paulo Odone não o contrataria.

Ele sabia que a inauguração da nova arena coincidiria com a Libertadores de 2013.

E Luxemburgo é um dos últimos técnicos recomendados a trabalhar na competição.

São 33 anos como treinador.

Disputou sete Libertadores.

Passou vergonha em todas elas.

O máximo que conseguiu foi levar o Santos à semifinal.

Caiu diante do Grêmio de Mano Menezes.

Que perderia o título para o Boca Juniors.

Nestes 33 anos, Luxemburgo só não perdeu a empáfia.

Seu carisma, o toque mágico foram embora há muito tempo.

Se tornou um treinador comum, previsível.

E complicado.

Arrumando confusões a quem o convida para trabalhar.

1gremio José Mourinho e Luxemburgo. Em comum o mesmo ego. O Real Madrid dispensou o português, como havia feito com o brasileiro há nove anos. Fabio Koff titubeia, mesmo diante dos fracassos gremistas. Dinheiro da multa não pode ser tão importante...

Continua iludindo os dirigentes que querem ser iludidos.

Apresenta times fantásticos, sem chance de serem derrotados.

Mas chega a realidade e as derrotas.

O planejamento que parecia sensacional se torna ridículo.

Ou do que adiantou fazer o Grêmio ficar dez dias na Colômbia.

E em campo atuar como um time pequeno diante do Independente Santa Fé?

Mourinho chegou em 2010 cheio de pose no Real Madrid.

Trabalharia com um elenco estelar.

Cristiano Ronaldo, Ozil, Kaká, Modric, Di Maria.

Sua pose era de quem sabia o caminho para a Champions League.

E chegou perto.

Foram três semifinais.

Mas perto para o bilionário Real Madrid não servia.

Ganhou Campeonato Espanhol, travando o Barcelona no auge.

Foi pouco demais pelas expectativas que gerou.

Sua maneira arrogante de agir logo o colocou diante dos líderes do time.

Como Luxemburgo, ele conjuga bem demais os verbos fundamentais do futebol.

"Eu venço, nós empatamos e eles perderam."

Foi assim que bateu de frente com Casillas.

O líder do time e capitão da Seleção Espanhola, campeã do mundo.

Ele não o quis mais titular.

Quis mostrar força e escalar Diego López.

Acabou se enrolando com Kaká.

O queria longe, mas o contrato do brasileiro foi muito bem amarrado.

E o esqueceu na reserva.

Mourinho foi criando casos surreais.

Como quando enfiou o dedo no olho de Tito Vilanova, então auxiliar de Guardiola.

Brigou com jornalistas.

Cansou de dizer que era muito mais querido na Inglaterra.

Sugeriu que lá seria um lugar mais civilizado e melhor para trabalhar.

Acumulou decepções.

A gota d'água foi a perda da Taça do Rei.

A perdeu para o Atletico de Madrid por 2 a 1.

Descontrolado, foi expulso.

Sua última partida pelo Real Madrid foi patética.

Mourinho não quis sair do clube.

Foi demitido.

Florentino Perez se viu diante do mesmo impasse de Koff.

Mas não teve medo.

Foi investimento pagar multa e se livrar do problemático português.

Está contratando Carlo Anchelotti do PSG.

Bicampeão da Champions.

O treinador que fez Kaká viver seu auge no Milan.

Mourinho vai encontrar guarida junto a outro especialista em egos.

Roman Abramovich, russo bilionário dono do Chelsea.

Rafa Benitez já havia deixado claro que o português chegaria.

Luxemburgo tem contrato até dezembro de 2014 com o Grêmio.

Mas há campanhas de torcedores contra ele.

Trouxe jogadores que viraram alvos dos torcedores.

Cris, Adriano, André Santos, Welington.

Garantiu que se viessem Barcos e Vargas, o ataque seria infernal.

Não disse a Koff, no entanto, que escalaria o chileno como ele não gosta de jogar.

Fixo aberto, ele não rende nem metade do que pode.

Informações sobre atletas que atuam no Exterior nunca foi seu forte.

Apesar de colocar a mesma banca de Mourinho.

O Grêmio estava carente de técnicos de ego.

Luxemburgo substituiu Caio Júnior, humilde demais para o cargo.

Florentino Pérez demorou mas tomou atitude.

E anunciou hoje que José Mourinho e seu ego vão para longe do Real.

Fabio Koff ainda não foi por esse caminho.

Está perdendo a sua maneira firme de agir.

Hoje nem apareceu no treino.

Luxemburgo fez de conta que nada estava acontecendo.

Que o projeto do milionário Grêmio foi abortado pelo Santa Fé.

E deu treino normalmente.

Estava descansando do fracasso no Rio de Janeiro.

Desde que pisou em Porto Alegre, só fracassos.

Não ganhou nem um turno do Gaúcho de 2012.

A mesma coisa no Campeonato Gaúcho de 2013.

Caiu na Copa do Brasil.

Na Sul-Americana.

No Brasileiro só a vaga para a Libertadores.

E eliminação da Libertadores de 2013 nas oitavas de final.

Tudo isso com um time que custa R$ 7 milhões por mês.

Luxemburgo e José Mourinho têm o mesmo ego.

O português é muito mais competente do que ele.

Mas foi defenestrado do Real Madrid pelo pífios resultados.

Partiu com seu currículo de duas Champions League.

Luxemburgo ainda não.

Fabio Koff reluta, não quer gastar com a multa rescisória.

Pior para o Grêmio.

Começará no próximo final de semana o Brasileiro.

E o professor parece que estará lá.

Para fazer as suas promessas, apresentar seus projetos infalíveis.

Que lembram o plano de Cebolinha para sumir com o Coelho da Mônica.

Nunca chegou sequer a uma final de Libertadores.

Em 33 anos de carreira!

Pérez se cansou da cantilena de Mourinho.

E agiu.

Fábio Koff está esperando pelo insuportável.

E ele chegará com o decadente Luxemburgo.

Optou por perder tempo e dinheiro.

A demissão do treinador e seu fraco trabalho é uma questão de tempo.

Conselheiros sonham com Mano Menezes, com Renato Gaúcho.

A torcida não quer o técnico carioca.

Só falta Koff agir.

Seria bom ele acompanhar o que aconteceu hoje em Madrid.

Ou então tentar descobrir o que aconteceu no Real há nove anos.

O time espanhol suportou Luxemburgo por 12 meses em 2004.

Ele nas mãos Zidane, Ronaldo, Roberto Carlos, Raul, Beckham.

O resultado foi o mesmo que em Porto Alegre.

Fracasso absoluto.

Não ganhou nem um mísero título.

O dinheiro da multa não pode ser tão importante.

Não mais do que o futuro do Grêmio.

Dando sobrevida ao ultrapassado técnico, Koff sabe.

Só aumentará a agonia de sua torcida.

Tentará que Luxemburgo peça demissão.

O presidente vai perder tempo e dinheiro.

O treinador aprendeu muito bem a lidar com demissões.

É o que o que mais faz nos últimos anos.

De Porto Alegre ele só sai com sua multa no bolso...

Tite impressiona Marin e Marco Polo. Foi além de ter o melhor currículo do Brasil. Se mostrou digno demais. Proibiu a volta olímpica do Corinthians. Não quis dar o troco na torcida que o humilhou com cusparadas. É uma sombra que atormenta Felipão…

1gazeta10 Tite impressiona Marin e Marco Polo. Foi além de ter o melhor currículo do Brasil. Se mostrou digno demais. Proibiu a volta olímpica do Corinthians. Não quis dar o troco na torcida que o humilhou com cusparadas. É uma sombra que atormenta Felipão...
José Maria Marin demitiu Mano Menezes.

O dia era 23 de novembro de 2012.

E anunciou que o novo treinador seria conhecido em janeiro deste ano.

A declaração não teve o efeito esperado.

Não houve a unanimidade que o presidente da CBF esperava.

Não, ficou longe de acontecer um clamor pelo treinador que escolhera.

Muito pelo contrário.

Havia uma convicção grande de que a hora de Tite havia chegado.

O treinador corintiano estava enlouquecido, entusiasmado.

Grandes veículos de comunicação mostravam que havia chegado a hora.

Justiça seria feita.

"Eu mesmo, na Argentina, não tinha dúvidas.

Ele seria o treinador da Seleção pelo que ganhou.

Venceu o Brasileiro, a Libertadores e o Mundial em seguida.

O cargo tinha de ser de Tite."

A declaração é Carlos Bianchi, técnico do Boca Juniors.

O Corinthians estava próximo de embarcar para o Mundial.

A direção proibiu o treinador de dar entrevistas, de tão animado que estava.

O medo é que seu foco fosse desviado.

Enquanto isso, Marco Polo avisava a Marin.

Era preciso reverter o planejamento.

A situação se tornava insustentável.

O melhor seria antecipar o anuncio do seu técnico de confiança.

O grande medo era o Corinthians vencer o Mundial.

A pressão pelo treinador corintiano seria imensa.

Luiz Felipe Scolari foi anunciado.

E garantido até a Copa do Mundo.

Não teve a repercussão que Marin esperava.

Mas foi abortado o lobby por Tite.

O Brasil de Felipão tem sido medíocre.

Sem lógica, os testes continuam.

Mesmo na Copa das Confederações.

Vai conhecer Bernard, na competição.

O técnico teve cinco jogos no comando do Brasil.

O meia atleticano estava contundido e não poderia ser chamado em dois.

Mas e nos outros três?

A expectativa era como Tite voltaria das férias.

Se o Corinthians continuasse a vencer e o Brasil a titubear, a situação ficaria complicada.

Mas o time não conseguiu render o mesmo de 2012.

E caiu na Libertadores.

Houve um grande alívio na cúpula da CBF.

A sombra diminuiu muito.

Felipão ganharia mais tranquilidade para trabalhar.

Afinal, seu último campeonato oficial que disputou foi o Brasileiro de 2012.

O que resultou no rebaixamento do Palmeiras.

Uma outra derrota do Corinthians na final do Paulista seria perfeita.

Mostraria que Tite havia perdido a mão.

E o controle do time.

Não seria assim tão moderno.

O time brasileiro mais europeu seria mais uma invenção da imprensa.

Seria ótimo que o clube de Andrés Sanchez fracassasse na Vila Belmiro.

Mas o Corinthians se impôs diante do Santos.

Tite conseguiu mais uma vez anular Neymar.

Seu time dominou o jogo, apenas empatou.

Mas acertou três vezes as traves santistas.

E venceu o Paulista.

Foi o quarto título nesta passagem no Corinthians.

Venceu Brasileiro de 2011, Libertadores e Mundial em 2012.

E o Paulista de 2013.

Um título a cada oito meses.

É o treinador mais vencedor atual do Brasil.

Continua uma sombra para Felipão.

Se o Brasil fracassar na Copa das Confederações seu nome será lembrado.

Exatamente como Marin e Marco Polo não querem.

Só que o treinador corintiano voltou a ficar empolgado.

Acredita que decepcionou muita gente com o fracasso na Libertadores.

E quer apenas a definição da diretoria.

Sobre as negociações envolvendo Paulinho, Ralf, Romarinho, Edenílson.

Aliás, foi emocionante o abraço que recebeu de Paulinho.

 Tite impressiona Marin e Marco Polo. Foi além de ter o melhor currículo do Brasil. Se mostrou digno demais. Proibiu a volta olímpica do Corinthians. Não quis dar o troco na torcida que o humilhou com cusparadas. É uma sombra que atormenta Felipão...

"Eu tinha de agradecer a tudo que o Tite fez por mim.

Ele me fez melhorar demais como jogador.

Sou outro desde que comecei a trabalhar com ele.

Tenho de ser grato", reconhecia o volante da Seleção.

E que negocia sua saída para a Europa.

Porque os planos do técnico são ousados.

Ele deseja não só a volta à Libertadores em 2013.

Quer deixar o seu currículo ainda mais pesado.

Tem três conquistas em foco.

O Brasileiro, a Copa do Brasil e a Recopa.

Acredita ter elenco para mais esses mais três títulos este ano.

Maldonado e o goleiro Walter chegaram.

Ibson está bem perto.

O treinador quer mais reforços.

Seu cuidado será com as laterais.

Alessandro e Fábio Santos deixarão de ser intocáveis.

O treinador mostrou personalidade ao afastar Jorge Henrique.

Ele não quis nem saber se o time disputava a Libertadores.

Foi firme quando soube que o jogador havia mentido para ele.

Dito que tinha passado a madrugada cuidando do filho.

E na verdade havia ido para a balada.

Tite não o perdoou.

Ganhou ainda mais moral entre os dirigentes.

A influência e bom senso de Tite foram elogiados até por Marco Polo.

O inimigo de Andrés Sanchez ficou surpreso.

Ele percebeu que o Corinthians não deu volta olímpica na Vila Belmiro.

Seria uma atitude normal, convencional, esperada.

Quis saber o motivo.

Foi Tite quem a barrou.

O técnico não cedeu.

Insistiu que o lugar para fazer festa era com os poucos corintianos no estádio.

Volta olímpica seria uma provocação desnecessária à torcida santista.

A diretoria se curvou à sua vontade.

O gesto do técnico deixou Marco Polo e mesmo Marin de queixos caídos.

Os dois querem e vão dar todo o respaldo possível a Luiz Felipe Scolari.

Mas não conseguem virar as costas ao amadurecimento de Tite.

Não só como treinador de melhor currículo atual no País.

Que tem seus momentos de indecisão, como contra o Boca no Pacaembu.

Mas faz excelente trabalho.

E como homem também tem se mostrado marcante.

Como a lição de ontem.

Justo no estádio em que mais detesta trabalhar.

A proximidade do banco com a torcida é uma tortura.

Quando levanta ou volta de sua área técnica passa por enorme constrangimento.

Costuma receber várias cusparadas dos torcedores santista.

Ontem era a sua chance de ir à forra.

Fazer o seu time desfilar, mostrar a taça cobiçada pelo Santos.

Demostrar que impediu o time de Neymar de fazer história.

Travou o tetra paulista.

Foi apenas a segunda vez que o Corinthians foi campeão na Vila.

A última, em 1930.

Porém optou pelo bom senso, não quis revanchismo covarde.

Poucos treinadores seguiriam o mesmo caminho.

Tite está se mostrando diferenciado dentro e fora dos gramados.

E uma sombra de verdade para Felipão...
1agenciacorinthians Tite impressiona Marin e Marco Polo. Foi além de ter o melhor currículo do Brasil. Se mostrou digno demais. Proibiu a volta olímpica do Corinthians. Não quis dar o troco na torcida que o humilhou com cusparadas. É uma sombra que atormenta Felipão...

O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila…

 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...
De um lado a superação.

Do outro a decepção.

O Corinthians foi com todos os méritos campeão paulista de 2013.

Teve força para enfrentar a decepção de perder o título mais desejado.

A dor da eliminação da Libertadores serviu como impulso.

E travou o Santos na sua casa, na Vila Belmiro.

Com o apoio de 90% dos torcedores.

Impediu que o clube fizesse história, ganhando o tetra paulista.

Frustrou a provável despedida de Neymar.

Destacou a quase certa saída de Paulinho.

O empate na Vila Belmiro mostrou a força de Tite.

O quanto seu time é bem formado taticamente.

Não está jogando o futebol decisivo de 2012.

Perdeu punch, pegada na saída de bola.

Está envelhecido.

Alessandro precisou de proteção de Romarinho e Edenílson.

Fábio Santos não apoia como a equipe precisa.

E Emerson perdeu arranque, velocidade.

Mas Paulinho outra vez jogou por todos.

Foi o grande nome da final

Se desdobrou.

Dominou o meio de campo.

Muricy sabia que ele roubaria a partida.

Mas não teve como anulá-lo.

2ae7 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

Muito pelo contrário.

O treinador assistiu passivo o volante fazer o que queria.

A decisão do torneio serviu para mostrar o quanto o Santos está sem rumo.

É a segunda reformulação de elenco que Muricy não acerta.

A primeira foi na eliminação da Libertadores de 2012.

Ele quis montar outro time no início deste ano.

Mas seu trabalho foi pífio.

Se o Santos chegou à final se deve à fraqueza do Paulista.

Mesmo assim, ganhou nos pênaltis de Palmeiras e Mogi Mirim para chegar à decisão.

E das vezes em que teve Neymar.

O futebol do Santos em 2013 é constrangedor.

Sem o menor desenho tático.

A equipe vive de individualidades.

Ficou muito claro isso no confronto no bem organizado Corinthians.

A partida foi tensa, nervosa, raivosa do início ao fim.

Do lado do Parque São Jorge a vontade de ganhar para cobrir as feridas da Libertadores.

Já o time da Vila Belmiro tentava mostrar que merecia confiança.

Que aos trancos e barrancos, arrancaria o tetra a fórceps.

Com a eliminação de Rodrigo Braghetto, Guilherme Ceretta de Lima foi escalado.

Ele ainda não estava pronto para um jogo de tamanha importância.

Foi um fantoche dos atletas.

Permitiu entradas violentas, provocações, foi desrespeitado.

Não teve coragem de expulsar ninguém para não se queimar.

Neymar estava muito mais nervoso do que o normal.

Discutiu, deixou o cotovelos e foi maldoso em divididas.

Tudo na frente de Ceretta que fingia não ver.

Nunca ele expulsaria Neymar em uma decisão de Paulista na Vila Belmiro.

Sem Montillo, Muricy foi obrigado a colocar Felipe Anderson.

Na frente, o irreconhecível André: lento, desconcentrado.

Parte da irritação da maior estrela santista era por isso.

Estava muito mal acompanhado.

A zaga corintiana não estava para brincadeira.

Paulo André deu uma entrada violentíssima em Neymar.

O cravo chegou a fazer buraco na canela do santista.

Ceretta fingiu que não viu, o que enlouqueceu o atacante.

O Corinthians aos poucos dominava o jogo.

Atacava em bloco e criava sérios problemas para Rafael.

Foi exatamente quando este domínio estava escancarado, veio o gol do Santos.

Em uma cobrança de falta, Durval ajeitou e Cícero acertou um chute forte.

Cássio ainda tocou na bola que foi morrer no fundo do gol.

Santos 1 a 0 aos 26 minutos do primeiro tempo.

O Corinthians mostrou poder de reação.

E em dois minutos empatou a partida.

O time outra vez usou a sua arma de atacar em bloco.

Depois de confusão na área, a bola sobrou para Danilo.

Ele tocou com precisão para as redes : 1 a 1, aos 28 minutos.

A partir daí, o Corinthians se impôs.

Foi muito melhor.

Tentou de travar Neymar.

Ele não teve espaço para se movimentar.

Tite tirou Emerson no segundo tempo.

Colocou Edenílson.

Apenas para encaixotar a maior esperança da Seleção de Felipão.

Neymar não teve como fugir da marcação à sua frente e às suas costas.

Seu futebol foi improdutivo.

Uma decepção.

Em outro jogo importante, ele não rende.

 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

Já que há enorme chance de ter sido a sua última decisão pelo Santos.

Os encontros com representantes do Barcelona continuam.

Enquanto isso, o Corinthians criava e desperdiçava chances de gol.

Danilo, Paulinho e Romarinho acertaram a trave.

Alexandre Pato está entrando para o folclore corintiano.

Perdeu o gol mais feito do jogo, cara-a-cara com Rafael chutou para fora.

No final, o empate que servia para o Corinthians.

O 27º título paulista.

Conquistado diante da paralisada torcida santista.

Ela sabia que o adversário havia sido muito melhor.

Via os torcedores rivais pedindo para Paulinho ficar.

Mas não tiveram força e nem vontade de pedir por Neymar.

Nenhum santista aplaudiu o Santos.

Muito pelo contrário.

Só palavrões e decepções.

Os sábios torcedores sabem que o time precisa de outra reformulação.

E ela será mais ou menos profunda.

Depende da saída ou não de Neymar.

"Eu não sei nem se vou morrer amanhã.

Quanto mais se vou sair do Santos."

Resposta juvenil do maior ídolo da Seleção Brasileira.

Poucas vezes na sua carreira ele esteve tão nervoso em um jogo.

Antes de começar o clássico ele se ajoelhou e rezou.

Nunca ele tinha feito isso, nem em partidas muito mais importantes.

Como a final da Libertadores ou a decisão das Olimpíadas.

Está claro que sabe estar a um passo de sair.

E queria demais ir para a Europa nos braços de sua torcida.

Com a faixa do inédito tetracampeonato paulista.

Não conseguiu e distribuiu mal humor, irritação.

Em compensação, Paulinho era o outro lado da moeda.

Estava profundamente emocionado, se despedia de outra maneira.

Feliz.

Deu um longo abraço em Tite de agradecimento.

O treinador é responsável pelo volante desenvolver seu talento.

O Corinthians comemorou demais a conquista do Paulista.

Como não faria se estivesse na Libertadores.

Mas o time precisava ganhar qualquer coisa.

Ter uma alegria para aliviar a perda da Libertadores.

Conseguiu o título e agradeceu ao apoio dos seus torcedores.

A equipe não se esqueceu das palmas do Pacaembu mesmo com a eliminação contra o Boca.

O time de Tite se superou.

Deixou toda a frustração para o rival santista.

O clube que teve tempo mas não conseguiu se preparar.

A equipe de Muricy neste torneio foi um punhado de jogadores em campo.

Com um desenho tático básico, primário.

Só chegou tão longe pelos adversários.

Com a frustração da sua final é obrigado a olhar no espelho.

E resolver o que fazer com Neymar.

Para começar nova reestruturação.

Já o Corinthians mostrou que tem força de sobra.

Vai brigar para valer por uma nova vaga na Libertadores.

Mesmo sem Paulinho.

O time já tem uma filosofia, rumo.

2013 será triste por a Libertadores ter fugido.

Mas hoje ganhou uma pequena compensação.

É com toda a justiça o campeão dos paulistas.

E Paulinho se impôs a Neymar...
 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos…

1ae14 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...
"Há um ano e meio atrás, diziam que não conseguiríamos.

Mas hoje, estamos vendo estes estádios sendo construídos e entregues.

E não é qualquer estádio.

São modernos e de qualidade.

É uma resposta aos pessimistas de plantão.

Aqueles que diziam que não somos capazes."

Parte do discurso feito hoje pela presidente do Brasil.

Na inauguração da nova arena de Brasília.

Excelentíssima presidente Dilma Rousseff...

Esta é a primeira vez que escrevo para uma presidente.

O motivo é nobre.

Quero avisá-la que a senhora irá entrar para a história com a Copa do Mundo.

Mas não da maneira que imagina.

Por mais que sua participação efetiva seja dar bicudas na bola...

Fazer discursos eleitorais para políticos aliados que não vão poupar palmas...

Derrubar Ricardo Teixeira...

E delegar todo o controle do Mundial mais caro da história a Aldo Rebelo.

A senhora herdou esta Copa do seu mentor, o ex-presidente Lula.

Esperto, ele vislumbrava o maior amor do Brasileiro.

E, principalmente, a ano que o Mundial será disputado.

Não é uma beleza ele acontecer justo quando haverá eleição presidencial?

Melhor impossível.

O Brasil assegurou a Copa aqui em 30 de outubro de 2007.

2reuters2 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...

Há quase seis anos.

O anúncio oficial arrancou lágrimas de felicidade de Lula.

E de várias construtoras e empreiteiras.

A Fifa propôs e o governo de integração aceitou de imediato.

Pela primeira vez desde 1930 haverá 12 sedes em um Mundial.

O 'normal' eram oito.

Mas aqui não.

Houve uma reunião governamental em 2010.

Sim, três anos depois do anúncio do Mundial nesta terra.

Com pomposo nome, presidente: Matriz de Responsabilidades.

Ficou acertado que os estádios custariam no máximo R$ 5,4 bilhões.

Pois três anos depois, as obras já passaram de R$ 7,1 bilhões.

E vão aumentar, para que todas sejam entregues no prazo.

Cara Dilma, me permita a intimidade...

Sabia que quatro destes oito estádios são elefantes brancos?

O de Manaus, Cuiabá, Natal e a que a senhora acaba de inaugurar?

Onde ironizou os como eu, pessimistas de plantão?

Isso, o da cidade onde mora, presidente.

Onde ouviu o assanhado Aldo Rebelo chamar de Coliseu da nova Roma?

Será que ele está prevendo como ficará daqui a alguns anos a arena?

 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...

Aos poucos a senhora entenderá o motivo pelo qual entrará na história.

O estádio Mané Garrincha que acabou de inaugurar.

Sem saber, teve a primazia de batizar o primeiro elefante branco do País.

A arena custou um bilhão de reais.

Tem capacidade para 75 mil pessoas, que beleza.

Sabe qual é a média de público do Campeonato Brasiliense?

844 pessoas.

Com um detalhe muito interessante.

Ingressos a R$ 1,00.

Vamos falar de Cuiabá.

A nova arena custou até agora R$ 519 milhões.

43.600 pessoas poderão assistir grandes confrontos por lá.

Isso se decidirem sair de casa.

A média do Campeonato Mato-Grossense é de 612 pessoas.

Mesmo com o incentivo governamental.

Um quilo de comida vale um ingresso.

A arena das Dunas em Natal ficou linda, nos trinques.

Cabem 45 mil pessoas.

A senhora quer a média de público no Campeonato Potiguar?

Como ou sem emoção, como perguntam os bugueiros de lá?

O emocionante primeiro turno mostrou 1.041 pagantes.

Porém a mais confortável será a de Manaus.

Ela custou baratinho: R$ 529 milhões.

Caberão 44.310 pagantes.

No poderoso Campeonato Amazonense será uma festa.

Será possível acampar, jogar futebol nas arquibancadas.

A média do torneio é de 588 pagantes.

Sim, presidente.

Elefantes brancos anunciados antes mesmo de começarem as obras.

Mas para que parar?

Há de se ter uma solução.

Talvez a criação do bolsa ingresso.

José Maria Marin tem uma solução.

Lembrando o tempo da Ditadura Militar que o fez governador.

E discursar contra o Vlado, se recorda?

Lógico que sim...

Pois bem, ele quer que os grandes clubes brasileiros ajudem na marra.

Sejam obrigados a levar partidas como mandantes para estes estádios.

Sem poder de barganha.

Quer tornar isso uma prática normal no Campeonato Brasileiro.

Por enquanto não anunciou oficialmente.

Mas já está articulando.

Haverá enormes conflitos e provável rebelião.

A senhora sabe, presidente, o efeito colateral destas arenas?

O preço dos ingressos subiu em média 300% no país.

A se fosse o nosso PIB, hein presidente?

Mas não é.

As arenas estão elitizando o público.

Na Copa então, será uma doideira.

Futebol só na televisão ou nos telões de lanchonete.

A Fifa já começou a vencer os ingressos para o Mundial.

Vou mostrar para a senhora os preços dos caros.

Os baratos só depois da Copa das Confederações.

É para assustar, presidente.

Tem direito a buffet, os melhores lugares.

Os jogos são da primeira fase, da Seleção Brasileira.

No Itaquerão custam US$ 2.552, nada menos do que R$ 5.145.

Em Fortaleza e Brasília será uma pechincha.

US$ 1.595, R$ 3.190, em cada jogo.

Se a seleção do Felipão se classificar para a final, vou ficar muito feliz.

E surpreso.

Tanto assim que convido a senhora, eu pago.

Faço questão.

Desembolso US$ 4.543 ou R$ 9.086,00 para cada ingresso.

Não é por nada, não.

Mas considero esses preços um ultraje para a população brasileira.

E a senhora, não?

Será que tem ideia, alguém lhe contou quanto custa ver um jogo na Copa?

Queria perguntar outra coisa.

Por que muitas obras de mobilidade social ficaram no papel?

A senhora por acaso sabe o caos que a torcida sofre para chegar ao Mineirão?

Os tumultos no trânsito por onde há uma nova arena.

Como a Fonte Nova e sua deprimente venda de ingressos.

Com a polícia dando tiros de borracha e soltando bombas nos torcedores?

Aquele estádio que a senhora inaugurou com o Carlinhos Brown.

3reproducao4 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...

Onde chacoalhou a caxirola com a espevitada Marta Suplicy?

Que custou a bobagem de R$ 2,2 bilhões.

Sim, a obra saiu por R$ 591,7 milhões.

Mas o consórcio que administrará o estádio foi ousado.

Pediu como contrapartida R$ 103 milhões por 15 anos.

Somados os valores se chega ao estádio mais caro da Copa.

Em 2011, o Tribunal de Contas da União (TCU) criticou o modelo de negócio.

Definiu a contrapartida como longa e cara.

Sim, presidente, R$ 2,2 bilhões, ninguém falou para a senhora?

Segure seu queixo.

Até a caxirola fará a alegria dos gringos.

A empresa norte-americana que faz as embalagens do McDonald's tem a exclusividade sobre ela.

E pretende faturar R$ 3 bilhões até a Copa.

Não é mais um motivo de orgulho?

Quanto aos turistas, pode ficar aliviada.

Eles não serão nem sombra do que se esperava.

A Copa das Confederações já mostra isso, cara Dilma.

A Fifa garante que venceu mais de 588 mil ingressos.

A senhora sabe a porcentagem de estrangeiros que os comprou?

Menos de 3%.

Ainda bem que seu governo não remodelou os aeroportos.

Para quê?

Seu governo pode seguir o ritmo paquidérmico.

Até os hooligans estão assustados.

E não querem vir para cá.

Têm medo das nossas torcidas organizadas.

Só invejam a nossa legislação frouxa.

Que trata com carinho os torcedores brigões, assassinos.

A violência urbana que domina o País está espantando os turistas.

Bobagem, não é?

Assustadinhos, qual o problema de se sentir em uma guerrilha urbana?

Estupros em ônibus acontecem em todos os países civilizados.

Dentistas queimadas por bandidos também.

Pessoas mortas em roubo de celular acontece no mundo todo.

Assim como assassinatos de policiais monitorados pela cadeia.

A farra dos menores delinquentes é até interessante, tadinhos.

Muitos estão gostando tanto da história que falsificam suas identidades.

Querem ficar mais jovens por dois ou três anos.

Assim não podem ser julgados como maiores.

Não são bonitinhos?

Cada um que fosse para a Fundação Casa deveria ganhar um fuleco.

 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...

O Ronaldo não vai poder dar.

Mesmo membro do COL ele foi morar em Londres.

Essa história de arrastões em restaurantes pode ser divertida.

O turista que vier para cá na Copa vai ter o que falar quando voltar.

Se não reagir, lógico.

A procura de ingressos e hospedagem para o Mundial está muito abaixo do esperado.

Tão menor que os números não estão sendo divulgados.

Mas não importa, a Copa é nossa.

E daí que a legislação brasileira foi desrespeitada pela Fifa.

O que interessa são as budweisers nas mãos dos torcedores.

Cerveja para eles.

O importante é todos estarem felizes em junho de 2014.

Quanto à mobilidade social, a saída foi brilhante.

Aplaudo em pé.

Para evitar trânsito, feriado nas cidades onde há jogos.

Que importa a produção, o trabalho?

Vale é o futebol.

A Copa do Mundo é nossa.

Me empolguei...

Perco a educação e faço o que a senhora não pode fazer.

Dou uma banana para mim mesmo, seu pessimista.

Mas só faço uma ressalva, cara Dilma.

Nunca duvidei que os estádios ficariam prontos.

Ficaram como esperava, superfaturados.

Com bilhões do dinheiro público envolvido.

Não havia acreditado no Ricardo Teixeira.

Ele disse que todo o custo seria privado...

Bela piada, sem o menor fundamento.

É a população do seu país que está pagando a Copa.

Mais caro que jamais qualquer outra nação.

O mundial vai passar.

Chegarão às eleições presidenciais.

E o clima de festa pode até valer a reeleição.

A senhora é superfavorita.

Cuidado só com seu mentor, que está com saudade do cargo.

Mas um dia, quanto tiver tempo, procure se informar.

Falar a sério sobre legado.

O que esta Copa caríssima deixará de bom para o Brasil.

O que o País fará com suas novas arenas?

As danadas têm um custo mensal de manutenção que chegam a R$ 500 mil.

Nada menos do que R$ 6 milhões por ano.

Quem é vai pagar, por exemplo, a de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal depois da Copa?

O custo total do Mundial até agora é de R$ 33 bilhões.

É uma beleza, já que a previsão era de R$ 80 bilhões.

A senhora economizou muito com a suspensão de várias obras de mobilidade social.

Desistindo de promover reformas de verdade nos aeroportos brasileiros.

Só para lembrar

Cerca de 85% desses 33 bilhões são dinheiro público.

Os danados da iniciativa privada só entraram com 15%.

Os governos federal, estadual e municipal que estão pagando.

Com o dinheiro arrecadado da população, não é?

Sim, presidente.

É o povo brasileiro que vai pagar.

A Fifa já anunciou que terá um lucro de R$ 10 bilhões.

Que inveja, não é?

A gente está organizando e promovendo a festa.

Tirando o dinheiro de áreas como Saúde, Educação, Segurança.

E os gringos ainda saem com o dinheiro.

Cara Dilma, eu não tenho a menor dúvida.

A senhora ficará para sempre na história do Brasil.

A Copa do Mundo de 2014 será uma marca registrada sua.

Mais cara que a do Japão, da Alemanha e da África juntas.

Que beleza!

Pode comemorar dando mais bicudas na inauguração de novas arenas.

E discursar para políticos que aplaudem até sua tosse.

O tempo vai passar.

E o legado do Mundial mais caro da história será seu.

Quem pagará agora e depois será a população.

Mas ela terá sua compensação.

Ganhará caxirolas, a bola Cafusa e 12 bilionárias arenas.

Assim como os índios na chegada dos portugueses em 1500.

Eles trocavam ouro e pedras preciosas por espelhinhos.

E se divertiam muito olhando o seu reflexo.

O sentimento do brasileiro será o mesmo dos antepassados indígenas.

Um abraço cordial, Dilma

Deste assumido pessimista de plantão.

Que nunca duvidou da capacidade dos políticos brasileiros.

Vocês são capazes de tudo.

Ou não é o Marin que está ao seu lado na fotografia?
7reproducao1 1024x645 Carta aberta para a presidente Dilma Rousseff. De um pessimista de plantão. Que tem a certeza que ela entrará para a história por causa da Copa. Ninguém se esquecerá do Mundial mais caro de todos os tempos...

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