Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo…

1reproducao12 Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo...
“Ladrão, filho da puta, trio de gângster...

Vagabundo, vai ver na televisão, seu vagabundo,

“É por isso que na Libertadores nós ganhamos.

Porque essa gangue não entrou em campo."

Assim Alexandre Kalil mostrou sua ira.

O presidente do Atlético Mineiro invadiu o gramado do Mineirão.

Esperou a partida acabar e partiu para cima dos árbitros.

O Cruzeiro havia acabado de ser campeão mineiro com o 0 a 0.

Kalil buscava Fábio Ferreira.

O auxiliar que sabotou a arbitragem de Leandro Vuaden.

Eram 42 minutos do segundo tempo.

Quando a bola chegou em Jô.

Ele preparava para virar o corpo, chutar para o gol.

Dedé o derrubou.

O árbitro gaúcho já sinalizava, corria para marcar o pênalti.

Foi quando ouviu Fábio o chamando no ponto que carregava na orelha.

Ele olhou e o viu assinalando impedimento.

Vuaden seguiu a determinação do seu auxiliar sem pensar.

Só que o lance foi absolutamente legal.

O auxiliar errou e comprometeu a decisão do Mineiro.

Daí a revolta de Kalil.

Por falta de confiança nos árbitros mineiros, Vuaden foi chamado.

O gaúcho seria imparcial.

Só que teve um erro grave demais.

O Cruzeiro que não tinha nada a ver com isso comemorou o 0 a 0.

Foi o terceiro jogo sem gols entre os grandes rivais.

Mas como a vantagem era azul, mais um título.

"Quero apenas registrar indignação por mais um erro. Errar uma vez é normal, a segunda a gente aceita, mas três vezes... E é sempre contra o Vasco. Isso é ruim para todos. Não é choro de perdedor, não é chororô de presidente. É indignação por mais uma vez o campeonato ser decidido assim. A gente quer um futebol sério. Não pode ser só contra o Vasco."

Esse desabafo foi de Roberto Dinamite.

O presidente vascaíno deixou o Maracanã ameaçando.

Avisando que seu clube pode não disputar o Carioca de 2015.

A raiva se justificava.

Outra vez no clássico contra o Flamengo.

No primeiro turno, a arbitragem não viu a bola passar a risca.

Não confirmou o gol de Douglas na cobrança de falta.

Lance claríssimo.

Mas o pior estava reservado para hoje.

O Vasco vencia a partida por 1 a 0.

Eram 45 minutos do segundo tempo.

A torcida vascaína já começava a gritar campeão.

Quando houve um escanteio.

Wallace cabeceou na trave e...

Márcio Araújo empurrou para as redes.

1 a 1, empate que dava o título ao Flamengo.

Marcelo de Lima Henrique confirmou o gol impedido.

Exatos 69 centímetros...

Isso fora o erro gravíssimo no Pacaembu.

O impedimento de Cícero no lance que Raphael Claus não viu.

E foi marcado o pênalti que o próprio Cícero converteu.

O Ituano se superou e conseguiu levar o jogo para os pênaltis.

E acabou campeão paulista.

Mas esses equívocos são inadmissíveis.

Nas decisões do Paulista, Carioca e Mineiro.

Algo de muito sério precisa acontecer no comando da arbitragem no Brasil.

Cursos, intercâmbio internacional, profissionalização.

Qualquer coisa, mas assim não há como continuar.

Dos três prejudicados, só o Ituano sobreviveu.

Os jogadores e torcedores do Flamengo e do Cruzeiro comemoram.

Mas sabem que foram muito ajudados na conquista do título.

A atleticanos e vascaínos sobraram duas saídas.

Xingar e fazer ameaças vazias.

Na história ficará registrado.

Mais uma taça na história de flamenguistas e cruzeirenses.

Foi um domingo trágico para o futebol brasileiro.

A justiça não pôde prevalecer no Rio e em Minas.

Como constatou o infeliz Felipe, goleiro do Flamengo.

"Roubado é mais gostoso..."
1 Kalil invade o gramado do Mineirão e xinga os árbitros. Roberto Dinamite ameça tirar o Vasco do Carioca de 2015. Juiz quase impede o título do Ituano. Domingo vergonhoso para a arbitragem brasileira. Deu os títulos estaduais do Cruzeiro e do Flamengo...

Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré-temporada não há milagres…

1gazeta6 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...
O Ituano é campeão paulista de 2014!

Desbancou o Santos em pleno Pacaembu lotado.

Perdeu o jogo por 1 a 0.

Mas venceu nos pênaltis por 7 a 6.

Conquista justa de quem foi melhor na primeira partida.

Hoje, por 45 minutos, teve medo.

E tomou o gol santista.

Mas no segundo tempo, se impôs.

Encurralou o time de Oswaldo de Oliveira.

Foi a terceira vez que uma equipe interiorana é campeã.

Mesmo com os grandes participando.

Primeiro foi a Inter de Limeira, depois o Bragantino.

E hoje o time de Itu.

Muito bem preparado por Doriva, o treinador revelação da temporada.

O resultado deixa claro o que Marco Polo del Nero não quer enxergar.

Os grandes não conseguem mais vir das férias e disputar o Estadual.

É preciso a pré-temporada.

O Ituano tem dois meses de preparação física a mais que o Santos.

Treina para o campeonato desde outubro de 2013.

Mas não é problema dele.

O time jogou muito bem esse Paulista.

E merece, com todas as honras, o título.

Sofrerá um desmanche a partir de amanhã.

Até o dia 20, vários jogadores ficarão sem vínculo.

Alemão, Dick, Jose, Marcinho, Rafael Silva, Anderson Salles e Paulinho.

Os time foi montado para disputar esse Paulista.

E só.

Assim funciona o calendário para os times pequenos.

Cabe aos dirigente dos clubes grandes tomarem vergonha.

Deixarem de ser covardes e enfrentar a FPF.

O que aconteceu hoje tem tudo para se repetir com mais frequência.

Sem pré-temporada, os grande se apequenam.

E passam vexames que entrarão para a história.

Oswaldo de Oliveira sabia.

O Santos precisava vencer o jogo.

Mas foi sábio.

Não colocou mais um atacante como Doriva sonhava.

Pelo contrário.

Tirou Gabriel e colocou o volante Alysson.

Acertou porque preencheu o meio de campo.

Justamente o setor onde o time interiorano se impôs.

Seria mesmo suicídio se Oswaldo escancarasse seu time.

A presença de um volante de verdade no Santos foi fundamental.

Liberou os laterais Cicinho e Mena.

Além aliviar Arouca e transformou Cícero em meia.

Tivesse Leandro Damião custado menos...

O treinador santista faria o serviço completo.

O trocaria pelo ágil Rildo.

Mas mexer com um atleta de R$ 42 milhões é quase impossível.

Mesmo atuando estático, lento, atrapalhando os ataques.

Oswaldo tentou minimizar a situação.

Decidiu que faria o Santos lutar pelo título como time grande.

Sua estratégia foi preparar uma blitz.

Marcar o Ituano ainda na saída de bola.

Doriva, sem querer, foi seu cúmplice.

Viu o teipe da eliminação do Penapolense, mas cedeu à tentação.

Recuou demais a equipe.

A ideia era atrair o Santos para os contragolpes.

Mas seus atletas mostravam estar desequilibrados emocionalmente.

3gazeta1 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...

Reclamavam de tudo, queriam catimbar a partida desde o primeiro minuto.

Discutiam com o árbitro, com os santistas, com os gandulas, com os mascotes.

E o time acabou abrindo mão de jogar.

Nada de ótimo toque de bola do seu meio de campo.

Nem a velocidade dos seus atacantes.

Todos atuavam atrás da linha da bola.

"Marcação e irritação", deveria ser o lema do time de Itu.

A retranca e as faltas foram encorajando o Santos.

No primeiro tempo teve todo o domínio da partida.

Thiago Ribeiro estava lento, mal.

Dando a impressão que estava contundido.

Geuvânio estava um pouco mais calmo do que no domingo passado.

E com Cícero e Arouca mais próximos dele, acelerava o ritmo.

O ímpeto santista, no entanto, se mostrava improdutivo.

Os torcedores que desta vez encheram o Pacaembu se impacientavam.

O 0 a 0, que não interessava, perdurava.

Até que um lance ilegal salvou o Santos.

Raphael Claus errou.

Cícero estava impedido quando correu em direção a uma furada de Leandro Damião.

Alemão se apavorou e deu um carrinho que tocou na bola.

Mas acabou tocando no jogador santista que estava de costas para o gol.

Pênalti aos 46 minutos...

Cícero mostrou muita personalidade.

Justo ele que havia perdido uma cobrança na semana passada.

Pegou a bola e bateu com convicção no canto direito de Vagner.

1 a 0, Santos.

O lance deveria ter um peso enorme.

O time de Itu perdia a vantagem nos descontos do primeiro tempo.

Por outro lado, deveria trazer ainda mais confiança aos santistas.

Só que não foi nada disso.

Doriva consertou seu erro no primeiro tempo.

Liberou sua boa equipe para jogar.

Esquerdinha deixou de ser volante.

Jackson foi liberado para deixar a intermediária.

Cristian encostou em Rafael Lima.

Dener pôde passar a linha do meio de campo.

E o Ituano cresceu.

Passava a ele tocar a bola e encurralar o Santos.

Oswaldo já não exigia o ritmo alucinante do primeiro tempo.

Muito pelo contrário.

Ele queria sua equipe mais consciente.

Tudo estava igual.

Havia tirado a vantagem do primeiro jogo.

Havia dois grandes problemas ofensivos no Ituano.

Rafael Lima outra vez precipitado, atrapalhava o time.

E Cristian estava cansado.

Doriva demorou, mas acordou.

Trocou os dois.

Colocou Jean Carlos e Marcelinho.

Oswaldo tirou Thiago Ribeiro que mal conseguia andar.

O velocista Rildo entrou muito bem no seu lugar.

Oswaldo mostrou coragem.

Aos 30 minutos fez o que era necessário.

Mas muitos treinadores não teriam firmeza.

Tirou Leandro Damião que teve outra atuação inútil.

Gabriel assumiu o lugar que deveria ser seu.

O Ituano continuava a dar as cartas.

Mas não concluía.

O Santos era muito mais agudo.

Geuvânio teve a chance de marcar 2 a 0.

Só que a bola caiu, caprichosa, no seu pé direito.

O que só usa para entrar no ônibus.

O chute foi péssimo, mascado, para fora.

Rildo também teve sua chance e a desperdiçou.

Oswaldo, precavido, tirou Geuvânio.

Alan Santos tinha a missão de ajudar a fechar o meio de campo.

Por incrível que possa parecer, o time grande aceitava o desafio.

Iria para os pênaltis.

Uma postura de risco.

Cicinho foi expulso aos 46 minutos por uma pancada forte em Anderson Salles.

Falta infantil, na defesa do Ituano.

O Santos perdia um cobrador.

Não houve tempo para o time interiorano aproveitar a vantagem numérica.

A partida terminou em 1 a 0.

Viriam os pênaltis...

Os times estavam muito bem treinados.

Aranha defendeu a cobrança de Anderson Salles.

Rildo acertou a trave.

E o ótimo Vagner defendeu a cobrança de Neto.

7 a 6, Ituano.

Com toda a justiça, campeão paulista de 2014.

Desbancou a melhor campanha santista.

Dominou as finais.

Mas que a falta de pré-temporada pesa para os grandes.

Não há como negar...
2gazeta4 Com toda a justiça, o Ituano é campeão paulista de 2014! Desbancou o Santos. Se os dirigentes dos clubes grandes continuarem covardes diante da FPF, os pequenos vão continuar fazendo a festa no início do ano. Sem pré temporada não há milagres...

“Foi um movimento único, sem precedente. E que nunca se repetirá. Ainda mais com os jogadores alienados e narcisistas de hoje.” Exclusiva com Pedro Asbeg, diretor do documentário “Democracia em Preto e Branco”…

1ae15 Foi um movimento único, sem precedente. E que nunca se repetirá. Ainda mais com os jogadores alienados e narcisistas de hoje. Exclusiva com Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco...
Há 30 anos surgiu um movimento que revolucionou o futebol brasileiro.

Mexeu nos alicerces, dogmas.

Foram dois anos inesquecíveis.

Durou de 1982 a 1984.

A Democracia Corinthiana.

O avesso do avesso.

Em plena ditadura militar, os jogadores tomam o poder no Corinthians.

E criam um regime onde as decisões mais importantes eram votadas.

Como prêmios, dispensas e até contratações de jogadores.

Concentração abolida.

"Foi algo sem precedente e que nunca se repetirá."

Quem garante é o diretor Pedro Asbeg.

Ele é o cineasta criador do excelente Democracia em Preto e Branco.

Documentário que destrinchou o movimento.

Pedro amarrou com maestria futebol, música e política.

Enquanto explica a revolução no Corinthians, vai além.

Detalha o surgimento do roque nacional enfrentando a censura.

E mostra o cenário conturbado que foi o último período da ditadura.

Com a luta pela volta do direito da população de votar no presidente.

Cuja primeira tentativa não deu certo e implodiu a Democracia Corintiana.

Sócrates havia jurado que não iria para a Itália.

Desde que a emenda de Dante de Oliveira fosse aprovada em abril de 1984.

Não foi.

Magrão chorou muito e foi embora para a Fiorentina.

Logo tudo voltou à mesmice no Parque São Jorge.

O movimento está brilhantemente explicado no documentário.

Custou R$ 500 mil, com direito a depoimentos preciosos.

Inclusive de Sócrates pouco antes de sua morte.

Foi exibido no Festival de Documentários "Tudo é Verdade".

Pedro busca recursos para tentar lançá-lo comercialmente.

Se não conseguir, a ESPN o exibirá no início de agosto.

Em entrevista exclusiva, Asbeg fala sobre o documentário.

E explica o que foi essa tal de Democracia Corinthiana...

Pedro, por que surgiu esse movimento no Corinthians?

É muito interessante. Foi uma série de fatores. Primeiro o Vicente Matheus tentou fazer Waldemar Pires de laranja. O elegeu e queria continuar mandando no Corinthians. Só que eles romperam e Waldemar fez valer o que tinha direito. Resolveu assumir o clube de verdade. A situação estava terrível no futebol. Com o Corinthians na Segunda Divisão, disputando a Taça de Prata. Ninguém queria assumir o futebol. Foi quando Waldemar resolveu colocar no cargo o filho de um aliado político, Orlando Monteiro Alves. Colocou Adílson, seu filho. Um sociólogo de 32 anos. Na primeira reunião com o time, Adilson foi claro. Disse que não entendia nada de futebol, mas sabia como deveria ser a relação de um grupo. Ele perguntou a todos como seria melhor o ambiente no clube. Foi quando Sócrates começou a falar e fazer várias propostas. Ele não sabia se elas seriam aceitas. Como o fim das concentrações, a discussão dos prêmios, das contratações, das dispensas. Os jogadores participando de todas as decisões importantes do futebol. Ele, o Casagrande e o Vladimir foram fundamentais. Assim como o técnico Mario Travaglini que permitiu e incentivou para que tudo acontecesse.

2ae6 1024x653 Foi um movimento único, sem precedente. E que nunca se repetirá. Ainda mais com os jogadores alienados e narcisistas de hoje. Exclusiva com Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco...

Vamos acabar com o mito. A democracia seguia apenas o que o Sócrates, o Casagrande e o Vladimir queriam?

Isso foi uma injustiça espalhada por pessoas que foram renegadas da Democracia Corinthiana, como o Leão. O Sócrates era inteligentíssimo. E extremamente politizado. Tinha uma visão diferenciada da vida. E um poder de convencimento fantástico. Assim como o Casagrande trazia a inteligência e a rebeldia do jovem da classe média. Era um vulcão. O Vladimir nasceu nas bases do Corinthians e sempre foi ligado ao movimento sindical. Tinha o dom da palavra. Era lógico que esses três tinham maior influência. Maior poder de convencimento. Mas depois que todos discutiam, tudo era votado. Cada jogador tinha direito a voto. E ele tinha o mesmo peso de todos. Era democracia, sim.

Era uma mudança radical demais para a época. Por que o movimento deu certo?

Porque o Corinthians começou a ganhar. O time era muito bom. Porque se perdesse, como já disseram, teria sido apenas a tentativa de alguns jogadores bêbados de não se concentrar. No futebol e na vida, os vencedores estão sempre certo. Mas é bom deixar muito claro o contexto. O Brasil estava em plena ditadura militar. E o clube mais popular de São Paulo resolve criar um movimento batizado de Democracia Corinthiana. Entra com dizeres na camisa pedindo que a população vote. Suas principais estrelas foram para comício pedir eleição direta para presidente. Isso era impensável. O movimento foi marcado pela coragem. E prosperou com os títulos que o Corinthians conquistou. Se o time fracassasse em campo nada ficaria para a história como ficou. O time venceu dois Campeonatos Paulistas, quando eram títulos importantíssimos. Não o que é hoje. Daí ficar para a história.

 Foi um movimento único, sem precedente. E que nunca se repetirá. Ainda mais com os jogadores alienados e narcisistas de hoje. Exclusiva com Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco...

Qual foi a reação dos outros clubes? Principalmente dos dirigentes adversários?

Foi primeiro de estranheza. Mas depois de firmeza. Não queriam de jeito algum que o movimento se espalhasse. A democracia que ficasse para o Corinthians. Nos clubes grandes do país seguia o velho modelo, onde os presidente faziam o que queriam. Como era a ditadura militar. Sem espaço para questionamentos. Isso vale até hoje. Não houve a feliz reunião de um dirigente como Adilson Monteiro Alves, jogadores como Sócrates, Casagrande e Vladimir e um treinado como Mario Travaglini. E nem um presidente como Waldemar Pires para dar tanto espaço a essa gente.

É possível dizer que a Democracia Corinthiana fez o futebol se redimir? Depois de tanto tempo servindo a ditadura, como em 1970? Surge o movimento no Parque São Jorge mostrando que o sistema democrático é o melhor. Deve ter sido um golpe forte demais nos militares...

Sem dúvida alguma. A comparação que você fez cai muito bem. Os militares se aproveitaram da popularidade do futebol. E principalmente da alienação dos jogadores. O sistema que impera até hoje os faz não ter a menor noção do que acontece de verdade na sociedade brasileira. Não há a menor preocupação em desenvolver os atletas intelectualmente. Pelo contrário, até. Quanto menos pensar, melhor. Quanto ao uso do futebol, continua acontecendo. Ou todo presidente da República não se aproveita das conquistas da Seleção Brasileira? Os jogadores vão felizes da vida mostrar a taça em Brasília. O sistema que comanda o futebol quer o jogador de futebol alienado. É mais fácil de lidar. Por isso que repito que a Democracia Corinthiana foi única. Não acontecerá igual em clube algum.

As palavras do Sócrates tinham enorme importância na década de 80. Você não acha que Pelé também deveria ter se engajado em causas como pedir a redemocratização ao Brasil? Lutar contra o racismo? E outras causas relevantes?

Lógico que sim. Mas não é fácil. É necessário ter coragem, ser um homem especial. O Sócrates era especial. Tinha uma visão da vida diferenciada. E a demonstrava. Sabia usar a imprensa para fazer sua mensagem chegar até a população. O Pelé, não. Faz questão de se mostrar alienado. Fazer de conta que não está vendo o que acontece na sua frente. O Romário está mais do que certo. Calado, o Pelé é mesmo um poeta. Alguém que tem a coragem de dizer que a morte de um operário no Itaquerão é normal e sua preocupação são os aeroportos para a Copa não pode ser levado a sério. Mas não é só o Pelé, não. O Neymar também foge das causas relevantes. O Ronaldinho Gaúcho também. Infelizmente os jogadores de futebol fazem questão de ser alienados publicamente. Fingem viver em um mundo à parte. Não sabem a força que tem. Coragem sobrava no Sócrates. E sempre faltou ao Pelé. Por isso não se importou em se encontrar com os presidentes generais do Brasil.

4ae2 Foi um movimento único, sem precedente. E que nunca se repetirá. Ainda mais com os jogadores alienados e narcisistas de hoje. Exclusiva com Pedro Asbeg, diretor do documentário Democracia em Preto e Branco...

Voltando à Democracia Corinthiana, por que os jogadores aprovaram a contratação do Leão. Ele sempre foi reacionário, defensor do sistema. É lógico que não iria dar certo. Tanto que ele ficou apenas um ano. Tanto que o Fábio Koff, presidente do Grêmio, time do Leão na época, perguntou a Adilson Monteiro Alves. 'Você tem certeza do que está fazendo?'

Os jogadores do Corinthians foram arrogantes ou ingênuos. Tinham a certeza de que dobrariam Leão. Fariam dele um democrata. Além de ser um excelente goleiro, lógico. Mas logo de cara começaram os problemas. O Leão sempre foi personalista. E para ele o melhor sistema era respeitar a hierarquia. Presidente, diretor, técnico e jogadores por último. Bateu de frente com as lideranças. Não se conformava com o fim das concentrações. E também com alguns abusos que viu. Como o Sócrates chegar de ressaca da noite passada e ficar descansando nos vestiários. Ou quando percebia que o Casagrande havia virado a noite acordado. Ele não se conformava. E conseguiu rachar o ambiente. Os jogadores votaram e decidiram que ele teria de ir embora. Pouco importava se ele havia ajudado e muito o Corinthians a ser campeão. Foi expelido do grupo. Carrega essa mágoa até hoje. Assim como os jogadores fundamentais da Democracia Corintiana não o suportam. Era um reacionário arrogante que não aceitava a democracia.

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O final da Democracia Corintiana está ligado à ida do Sócrates para a Fiorentina. Ele chegou a prometer no comício das Diretas Já que não sairia do Brasil. Desde que a proposta de Dante de Oliveira fosse aprovada em 1984. Não foi. E lá se foi ele para a Itália. Você acredita que ficaria se o projeto fosse aprovado?

Sinceramente, pelo que apurei, sim. O Sócrates era uma pessoa tão especial e patriótica que ficaria sim. Ele queria muito acompanhar o processo de redemocratização no Brasil. Ficou frustrado demais quando as diretas não foram aprovadas. Então resolveu que o melhor para ele e a família seria sair do país. Tinha várias ofertas. Mas escolheu Firenze, pela beleza da cidade, pelo lado cultural. O Sócrates chorou muito, ficou deprimido demais com as emendas das diretas não sendo aprovado. Ficou decepcionado demais com os políticos do Brasil.

Por que jogadores que se rebelaram com o sistema tiveram problemas na sua vida? Como o alcoolismo do Sócrates e as drogas do Casagrande?

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É simples falar agora. Mas a barra que esses dois enfrentaram foi pesada demais. Se rebelar contra os militares, onde havia infiltrados torturadores, assassinos, não era fácil. Havia o medo por suas vidas e por seus familiares. A pressão era imensa. Só quem viveu naquele período pode avaliar. Eles foram pessoas fantásticas, mas humanas. E sujeitas às fraquezas da vida. Infelizmente o alcoolismo levou uma pessoa brilhante e que ainda tinha tanto para dar como o Sócrates. Já o Casagrande conseguiu se superar e se livrar das drogas. Ele também é um homem brilhante, intenso.

O que ficou para o futebol brasileiro da Democracia Corinthiana? O Bom Senso é um dos herdeiros?

De jeito algum. O Bom Senso não conseguiu vitória alguma. Não conduziu os jogadores para se articularem para nada. Infelizmente fracassou. Não conseguiu absolutamente nada de concreto. Já a Democracia Corinthiana mostrou o que os atletas são capazes quando resolvem tomar à frente do processo. Comandar o futebol de um clube tão importante quanto o Corinthians. Infelizmente foi uma lição desperdiçada. Não frutificou. Nasceu em 1982 e morreu em 1984. Ficou para a história. Será lembrada com orgulho para sempre.

Você como cidadão e amante do futebol o que tem a dizer da Copa do Mundo no Brasil?

Eu fico indignado. Nosso país tinha outras prioridades. É indecente ver os bilhões e bilhões dos cofres públicos para organizar uma competição. Quando os nossos governantes alegam não ter dinheiro para a Saúde, Educação, Segurança. Fora as mentiras das obras de acesso às arenas, as reformas dos aeroportos que não foram concluídas. Os atrasos nas arenas para forçar obras em cima da hora, sem licitação. Tem gente ganhando muito dinheiro com essa Copa.E tudo às custas dos cofres públicos. Eu lamento demais. Eu queria a Copa aqui. Mas não a esse preço indecente.

Quais são seus próximos projetos?

Estou terminando 'Geraldinos'. Por dez anos eu e o também diretor Renato Martins filmamos os torcedores que iam para as gerais do Maracanã. Elas não existem mais nessa reforma para a Copa do Mundo. Será também um documentário. Eu gostaria muito de filmar a vida do Casagrande. E apaixonado como sou pelo Flamengo, a história do meu ídolo maior: Zico. O que vi até hoje sobre ele foram filmes fracos que não fazem jus a uma carreira tão vitoriosa.

Qual a lição que ficou para você da Democracia em Preto e Branco?

A importância da cidadania em qualquer segmento. Basta ter coragem de enfrentar o sistema. O jogador de futebol não tem de ser alienado. Possui uma força imensa e ainda não se deu conta. Sócrates, Casagrande, Vladimir perceberam. E, por um período, enfrentaram o mundo que os cercava. Criar uma democracia em plena ditadura, com os militares torturando, soltando bombas, matando, não é para qualquer um. Mas sinceramente não me animo com os jogadores de hoje em dia. Eles são cercados por assessores, agentes. E são absolutamente narcisistas. Prisioneiros do próprio ego. Não querem saber de nada e de ninguém. Só pensam em si. E sem perceber só facilitam as coisas para que o sistema não mude. E os presidentes continuem agindo como ditadores nos seus clubes. Fazendo o que querem com em atletas talentosos, mas completamente desarticulados, alienados. A Democracia Corintiana foi algo sem precedente e que nunca se repetirá...

Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro…

 Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...
Um homem atormentado.

Pressionado por todos os lados.

Que fez o que não queria apenas para se manter no cargo.

Com medo do próprio passado.

Esse é Ilídio Lico.

Ele sempre sonhou ser o presidente do clube.

Mas tinha medo que isso nunca se realizasse.

Ainda mais depois de um caso que muitos se esqueceram no Canindé.

Gravíssimo.

Ocorrido em 1998.

E que foi descoberto um ano depois.

De acordo com a Folha de São Paulo, uma tentativa de suborno.

O jornal garantiu que ele e o empresário Toninho Silva foram os responsáveis.

O objetivo classificar a Portuguesa na primeira fase do Paulista de 1998.

E escapar do rebaixamento.

Lico era vice de futebol.

Documentos publicados indicavam que ele e Toninho usariam R$ 130 mil.

Dariam essa quantia ao goleiro Nasser da Portuguesa Santista.

O jogador nem foi contatado.

A tentativa de suborno não se realizou por um motivo simples.

Os R$ 130 mil sumiram.

O jogo acabou 4 a 4, com Nasser tendo grande atuação.

Atuou muito bem, apesar de ter tomado quatro gols.

Mas a história vazou.

O departamento inteiro de futebol pediu demissão.

Até os diretores que controlavam a base.

Lico, Toninho Duque, Fernando Gomes, Manoel Barril...

Carlos Justino, Vitor Diniz, Marcos Lico (filho de Ilídio) e Ricardo Costa.

Vale a pena relembrar o chocante depoimento do goleiro Nasser.

Publicado no dia 23 de março de 1999.

Relata o encontro do jogador e o dirigente.

(...) A primeira coisa que ele perguntou foi quanto eu peguei na partida Portuguesa Santista e Lusa. Pensei em dar um soco nele e ir embora. Mas achei que ele deveria ter um bom motivo para perguntar aquilo e disse que nada disso tinha ocorrido. Ele continuou me acusando de ter pego o dinheiro, que ele tinha mandado para me comprar, porque se encontrava numa posição muito delicada, o time dele não poderia ir para o rebaixamento. Foi quando disse que mandou dinheiro para me comprar, não só eu, mas o Orlando Pereira (treinador da Portuguesa Santista).

(...)Ele fez acusações. Mas eu não tinha nada a ver com a sujeirada que eles armaram. Ele falou que estava desesperado e ficou me acusando. Aí perguntei: "Para quem você deu o dinheiro?". Ele respondeu que tinha dado para o Camões Salazar e para o Toninho Silva."

3reproducao6 Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...

Depois de muita discussão entre eles, o inacreditável.

Nasser foi contratado pela Portuguesa.

Mas não jogou.

Nem treinou no clube.

Mas assinou seu contrato.

Disse que teve de brigar para receber.

Ganhou 50% do que teria direito.

Lico teria feito um pedido ao goleiro.

"Espero que esse assunto nunca venha à tona." Eu respondi, como já tinha dito várias vezes antes. "Se eu não for prejudicado, não vai à tona nunca. Mas, no momento que eu for prejudicado, o senhor pode ter certeza de que a verdade vai ser dita." Aí ele disse: ""Mas eu estou cumprindo tudo o que prometi. Estamos fazendo um acordo." Eu respondi: "No nosso combinado não estava nenhum acordo. Eu só fiz pela necessidade de cobrir os meus compromissos. Então eu já estou sendo prejudicado."

O depoimento foi feito ao repórter Marcelo Damato.

O dirigente foi ouvido.

"Minha vida é um livro aberto. Nada tenho a esconder. Agora, tem uns pilantras aí. Tem uns "171" (número do artigo sobre estelionato no Código Penal), conselheiros que vão ter que responder pelos atos que estão fazendo aqui na Lusa. Tem uns que o ex-presidente Heleno (Joaquim Alves) falou para mim que pegaram dinheiro. Andaram pegando dinheiro na concessão do Centro de Treinamento. Esses homens é que estão agitando. São pessoas que não deveriam estar na Lusa."

Tentou desviar o foco, mas não desmentiu Nasser.

Foi perguntado de forma direta sobre o que o goleiro falou.

"Eu vou te responder isso em outra oportunidade. Não tem nada contra mim. Não tenho problema pessoal. Estou muito tranquilo. Até foi um pedido do presidente (Amílcar Casado. na época) para que ele esclarecesse primeiro algumas dúvidas. Depois, faríamos um esclarecimento para vocês. Agora pode-se confundir as coisas."

Só que ficou por isso mesmo.

Não houve 'esclarecimentos'.

A Folha publicou a conclusão da investigação do COF da Lusa.

O documento era pesado.

Acusava Camões Salazar e Toninho Silva.

Eles teriam dividido os R$ 130 mil destinados ao suborno.

Não se consolidou a tentativa de fraude.

Foi um escândalo na época.

Houve até um processo criminal.

Ilídio foi ameaçado até de banimento do futebol pela FPF.

Mas o caso acabou arquivado, por falta de provas.

Não houve punição alguma.

Na época ninguém imaginaria que um dia assumiria a presidência do clube.

O tempo passou.

O futebol não tem memória.

1divulgacao Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...

15 anos depois dessas terríveis acusações, ele comanda a Portuguesa.

E logo de cara se confrontou com uma enorme confusão.

Que vai muito além da estranha escalação de Héverton contra o Grêmio.

A terrível situação financeira do Canindé.

O time havia suado sangue para não ser rebaixado no campo.

Mas 12 minutos que o jogador suspenso esteve em campo custou caro.

O STJD mandou o clube para a Segunda Divisão.

Ilídio Lico não queria briga com a CBF e com a FPF.

Não desejava que a denúncia da Folha de tentativa de suborno voltasse à tona.

E tentou enrolar, perder o máximo de tempo possível.

Estimulou que os torcedores entrassem na Justiça Comum.

Quando na verdade ele não queria a Portuguesa na Série A.

Por um motivo muito simples e revelado pelo Ministério Público.

As dívidas enormes do clube com o Banif.

Os números poderiam atingir até R$ 600 milhões.

Empréstimos teriam sido feitos em nome do ex-presidente Manuel da Lupa.

2gazeta3 Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...

Não só dele: da sua esposa e do vice Luiz Iauca.

O MP acusa que o trio de pedir dinheiro ao banco.

E repassar a dívida à Portuguesa.

Os acusados se defendem.

Dizem que estavam pegando de volta o que haviam colocado no clube.

A questão continua sendo investigada pelo Ministério Público.

Mas a verdade é que não há dinheiro no Canindé.

E Ilídio Lico sabia o melhor caminho.

Montar um time bem barato.

Disputar a Segunda Divisão, sem pressão.

Nem pensar na caríssima Série A.

Mas não poderia assumir isso.

Tanto que foi aconselhado por advogados.

Para travar a CBF, deveria entrar com uma ação no CAS.

Na Corte Arbitral da Fifa, na Suíça.

É a última instância esportiva antes da Justiça Comum.

Lico nem se deu ao trabalho.

Porque acreditou que conseguiria evitar uma briga direta com a CBF.

A maior desconfiança disso veio dos próprios conselheiros do clube.

Quando o presidente recebeu a proposta de Marin por escrito.

A CBF ofereceria empréstimos de R$ 4 milhões à Portuguesa.

Desde que o clube se comprometesse a não ir à Justiça Comum.

O oferecimento foi no inicio de janeiro.

Lico falou para alguns dirigentes de sua confiança.

Mas se calou para a imprensa.

Só se manifestou quando o documento vazou para a ESPN.

3reproducao1 Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...

Foi passado por uma pessoa influente no clube à emissora com a intenção clara.

A de travar o presidente, não deixá-lo aceitar a proposta.

Diante da revelação, Ilídio teve de dar entrevistas.

E avisava: não aceitaria o dinheiro oferecido.

Porém, contraditório, recebeu um carro da FPF.

Foi um prêmio dado a todos os clubes que disputariam o Paulista.

Um Cruze Sedan LTZ 2014, avaliado em R$ 71 mil.

Marco Polo del Nero e José Maria Marin são mais unidos que xifópagos.

Seria um ato simbólico Lico recusar o automóvel.

Mas não só aceitou como posou para foto recebendo o veículo.

Imagem exigida por Marco Polo del Nero.

Muitos conselheiros da Portuguesa ficaram revoltados com Ilídio.

As ações dos torcedores foram cassadas por Carlo Miguel Aidar.

O candidato da situação do São Paulo e amigo íntimo de Marin.

O cerco se fechou.

Lico revelou que não iria expor a Portuguesa entrando na Justiça Comum.

Toda sua diretoria ameaçou abandonar o cargo.

Sozinho, percebeu que não havia saída.

E mandou que o professor de direito e advogado Daniel Neves agisse.

Entrasse na Justiça exigindo a permanência da Portuguesa na Série A.

Mas dois advogados esportivos famosos alertam 'em off'.

O momento escolhido foi, no mínimo, estranho.

De acordo com eles, esperariam a véspera do início da Série B.

O dia 17 seria ideal, já que a competição começa na sexta, 18.

Mas o clube entrou no dia 31 de março.

Houve tempo de sobra para a CBF cassar sua liminar.

Ficava claro, para esses advogados, que a Portuguesa não quis brigar.

Nem provocar de verdade Marin.

Assim, Ilídio Lico pôde anunciar ontem o que sempre quis.

O clube vai disputar a Série B.

O departamento jurídico da CBF afirma em tom de bravata.

A Conmebol e a Fifa querem punir o clube paulista.

Mas ninguém acredita nessa ameaça.

O final da história foi previsível.

Fluminense e Flamengo na Série A...

A Portuguesa?

Fará sua estreia contra o Joinville na Segunda Divisão...

Devidamente rebaixada...

Depois de ter conseguido se salvar em campo...

E Ilídio Lico firme na presidência do clube...

Torcendo para que ninguém lembre do caso Nasser...

Assim caminha o futebol brasileiro...
 Ilídio Lico. Um homem atormentado. Perseguido pelo passado. Ameaçado de banimento do futebol, acusado de tentar subornar um goleiro em 1999. 15 anos depois é presidente da Portuguesa. E disputará, aliviado, a Segunda Divisão do Brasileiro...

A derrota contra o Tank Abbott dos anos 2000 prova. Minotauro tem de encarar a realidade. E parar. Por respeito à carreira maravilhosa. Não precisa passar por vexames como hoje em Abu Dhabi…

1getty1 A derrota contra o Tank Abbott dos anos 2000 prova. Minotauro tem de encarar a realidade. E parar. Por respeito à carreira maravilhosa. Não precisa passar por vexames como hoje em Abu Dhabi...
Não houve como não sentir cada soco.

Foram três minutos e trinta e sete segundos de tortura.

A indecente barriga de Roy Nelson chacoalhava.

E o norte-americano foi massacrando Minotauro.

A esperança é que, cada vez que ele tombasse, voltasse melhor.

Afinal, se recuperar do inesperado sempre foi sua sina.

Desde que foi atropelado por um caminhão na infância.

Quantas e quantas lutas no Pride, ele foi massacrado?

Mas se recuperou e finalizou seu carrasco?

Só que desta vez Abu Dhabi viu um Minotauro diferente.

Aos 37 anos ele mostrou que não tem mais a mesma força.

Não resiste aos socos como antigamente.

Seu excepcional jiu-jitsu não teve como aparecer.

Ele ofereceu a distância ideal para o Tank Abbott dos anos 2000.

Seu rosto estava ao alcance dos diretos e ganchos.

Foi triste ver e ouvir Luiz Dórea.

O excelente treinador de boxe pedia.

Implorava para o brasileiro se afastar, rodar, fechar a guarda.

Mas Minotauro havia decidido mostrar ao mundo.

Outra vez iria surpreender.

Comprava a briga no território de Roy Nelson.

Ele queria a trocação, seria a trocação.

Foi assim que Minotauro foi abatido por Cain Velasquez.

Quatro anos atrás na Austrália.

Também não durou um assalto.

Foi o que aconteceu hoje.

Mas diante de um adversário que não chegará nem perto do cinturão.

Que desrespeita o esporte com sua forma física.

Comemora vitórias ou derrotas com muita cerveja.

É uma espécie de fanfarrão em extinção no MMA.

Tem dificuldade assumida de amarrar seus sapatos.

Tamanha a barriga.

1ufc A derrota contra o Tank Abbott dos anos 2000 prova. Minotauro tem de encarar a realidade. E parar. Por respeito à carreira maravilhosa. Não precisa passar por vexames como hoje em Abu Dhabi...

Mas com um poder nocauteador impressionante.

Minotauro mostrou infelizmente sua decadência como lutador.

Lento, inseguro, sem estratégia definida.

A não ser fazer o que nunca soube: trocar socos.

Foi o melhor finalizador da história do MMA.

Suas vitórias mais fantásticas foi travando o adversário.

O forçando a desistir com o poder das alavancas.

Bob Sapp, Mark Coleman, Dan Henderson, Overeem...

Mirko Filipovic, Gary Goodridge...

Tim Silvia, na sua mais comemorada vitória.

A guilhotina que lhe valeu o título provisório dos pesados no UFC.

Mas o tempo passou.

Até para Minotauro.

E com o lutador de MMA ele é cruel.

A primeira coisa que vai embora é a rapidez dos reflexos.

Centésimos de segundos para escapar de um golpe fazem a diferença.

É o soco do adversário acertar o ar ou o rosto em cheio.

A resistência de um corpo tão surrado também deixa de ser a mesma.

O cérebro até antevê o que vai acontecer.

Só que não há como escapar.

É isso que deu agonia.

Entristeceu quem viu tantas e tantas vitórias.

Minotauro não merecia ser surrado por um bebedor de cerveja qualquer.

E que só tem uma arma, seus socos.

A última vitória por finalização foi há oito anos.

Em 2006, um katagatame diante do obscuro Jerome Smith.

Rodrigo sabia tudo o que não poderia fazer.

Fez e acabou humilhado.

Foram três poderosos diretos no rosto tão marcado.

Os dois primeiros já provocaram duas quedas.

O último, já o acertou com a guarda baixa, entregue.

Caiu para não levantar mais.

Era a nona derrota em 45 lutas.

"Ele é uma lenda.

Se não fosse por ele, não estaríamos lutando agora."

O reconhecimento de Roy Nelson veio após o fácil nocaute.

A lutas já mudaram o destino de Rodrigo.

E de seu irmão Rogério.

Os filhos de Vitória da Conquista estão ricos.

Podem seguir suas vidas, com suas academias.

Suas aulas para milionários.

Seus filmes com Stallone.

Comentar lutar como tanto quer Rodrigo.

O tempo de competir na elite dos lutadores passou.

Minotauro é sábio.

Ele já teve vários renascimentos.

Agora chegou a hora de honrar o seu passado.

Não precisa mais se expor.

Sofrer.

E fazer sofrer aqueles que ensinou a amar o MMA.

Muito obrigado, por tudo Minotauro...
2ufc A derrota contra o Tank Abbott dos anos 2000 prova. Minotauro tem de encarar a realidade. E parar. Por respeito à carreira maravilhosa. Não precisa passar por vexames como hoje em Abu Dhabi...

Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos…

1afp2 Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos...
A vida de Lucas se complicou de vez no PSG.

As centenas de milhões de euros do Catar não foram suficientes.

Não será desta vez que o clube conquistará a Champions League.

Caiu diante do Chelsea, em Londres.

Outra vez foi eliminado nas quartas-de-final.

E o bode expiatório foi escolhido: Lucas.

"Ele segurou a bola, constantemente, até perdê-la. Eu tinha uma frase cruel, mas posso repeti-la: Lucas não sabe jogar futebol."

Quem falou foi Guy Roux.

Treinador aposentado com muito prestígio na França.

Tirou o Auxerre do amadorismo para títulos importantes.

Roux lançou vários atletas importantes.

Entre eles Cantona , Blanc, Boli, Goma, Cissé...

Essa seria a sua maior qualidade.

Apostar em jovens jogadores que viraram estrelas.

Não é surpresa ele ter criticado duramente o brasileiro.

Nunca foi fã do seu estilo.

Bastaram as primeiras partidas do atacante.

E lá vieram as pesadíssimas palavras.

Considerou um absurdo o investimento de R$ 108 milhões.

Protestou sem o menor pudor.

"A melhor qualidade de Lucas é o marketing que precedeu sua vinda ao PSG. É o preço que pagamos por tê-lo feito vir e, desde então, não vimos nada. Vimos um driblador bobo e mais nada."

"Um jogador que sabe jogar futebol, ele sabe fazer isso aos 13 ou aos 15 e ele vê os outros. Lucas não vê nada."

Parecia a senha.

Uma chuva de reclamações atingem Lucas em Paris.

Há uma campanha até para que o clube o uso como moeda de troca.

Contra ele está sua péssima performance até agora.

Conseguiu atuar em 61 partidas pelo clube.

Marcou apenas três gols.

Não justificou a fama de 'novo Jairzinho'.

A reencarnação do artilheiro da Copa de 70.

O delírio chegou longe.

Foi comparado a Messi...

1reproducao8 Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos...

Mas não justificou o duelo milionário com o Manchester United.

Lucas teve muita visibilidade em Londres.

Ele foi a aposta na vaga de Ibrahimovic, contundido.

O brasileiro é reserva no clube francês.

Sua atuação acabou decepcionando.

Foi fraquíssima.

Daí foi só surgir a primeira figura pública a criticá-lo...

E tudo está muito, mas muito ruim para ele.

O momento não poderia ser pior.

Ele nutria uma mínima esperança de ser chamado para a Copa.

Ele está longe de ser estúpido.

Felipão não o convocou ainda em 2014.

Pior sinal não poderia existir.

Wagner Ribeiro, seu empresário, entrou em ação hoje.

E foi na veia.

Usou seu twitter.

"Guy Roux fez críticas pesadas ao Lucas de forma leviana e maldosa: quer aparecer e culpa-lo pela eliminação do PSG."

"Guy Roux jamais treinou um clube top. Frustrado e amargo passa seus dias procurando vítimas para massacrá-los."

3reproducao5 Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos...

Ribeiro desta vez tem razão.

Jogar toda a culpa na eliminação do PSG em Lucas é exagero.

O pupilo de Roux, o técnico Blanc tem grande parcela.

Seu time foi covarde em Londres.

Abdicou de jogar, tentou apenas se defender.

Se tivesse um pouco mais de coragem poderia ter conseguido a façanha.

Mas é preciso repassar a culpa.

Com o risco de demissão.

"Lucas tem uma qualidade de dribles incrível.

Ele só deve ser mais coletivo, mas eu sei que vai melhorar cada vez mais."

O treinador deu essas declarações logo após a derrota.

A imprensa francesa comprou a ideia do egoísmo de Lucas.

E de sua fraca produtividade para um jogador tão caro.

O que é verdade.

Bem ao contrário dos jornalistas catalães em relação a Neymar.

Não cansam de poupá-lo da eliminação do Barcelona.

Juvenal Juvêncio confirmou uma matéria escrita aqui.

Ele tentou trazer Lucas de volta por empréstimo.

Mas os franceses recusaram, Wagner Ribeiro não queria o retorno.

Agora a situação está complicada para o jogador de 21 anos.

Está perto de perder a sua sonhada Copa do Mundo.

E pressionado pela ácida imprensa francesa.

A chapa da situação, virtual vencedora no São Paulo, sonha.

Carlos Miguel Aidar adoraria assumir o cargo com uma contratação de impacto.

Há a relação de alguns nomes a serem tentados.

Lucas é um deles.

Não há muita esperança, mas há a chance de uma tentativa.

Tudo ainda está muito embrionário.

Só que a eliminação da Champions e o momento vivido favorecem.

A verdade é uma só.

Tudo indica que Lucas não estava preparado para o que iria viver.

A pressão foi forte demais.

Ele pode tentar se socorrer no clube que vê como 'casa'.

E de onde chorou muito ao se despedir.

2ae5 Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos...

Seu empresário tem sido absolutamente contrário a uma volta.

Se tiver de sair do PSG que seja para outra equipe europeia.

Mas Ribeiro defende a permanência do seu contratado.

Enquanto isso, jornalistas franceses garantem.

Lucas deixou de ser prioridade.

O clube bancado por bilionários catarianos vai se reforçar.

E pretende investir em dois jogadores do Chelsea.

Hazard e outro brasileiro, Oscar.

Lucas se cala no seu pior momento na carreira.

Sem chance de disputar a Copa.

E criticado pelos franceses.

Muita pressão para um garoto de apenas 21 anos.

E que tem a personalidade bem diferente da de Neymar, por exemplo.

Mas o futebol moderno é assim mesmo.

Principalmente para quem custou R$ 108 milhões.

E foi parar em um dos clubes mais ricos do mundo...
3afp1 Lucas vive o pior momento de sua carreira. Fora dos planos de Felipão para a Copa do Mundo. E escolhido como injusto bode expiatório da eliminação do PSG na Champions League. Peso grande demais para um garoto de 21 anos...

O rebaixamento do Esportivo. Primeira vitória contra o racismo no Brasil. Um basta no preconceito racial no futebol. Somos todos mulatos, não ‘macacos sujos que precisam voltar para o circo’…

1reproducao7 O rebaixamento do Esportivo. Primeira vitória contra o racismo no Brasil. Um basta no preconceito racial no futebol. Somos todos mulatos, não macacos sujos que precisam voltar para o circo...
Um marco histórico contra o racismo no Brasil.

Assim pode ser considerado o julgamento ontem Porto Alegre.

Os auditores do Tribunal de Justiça Desportiva agiram com decência.

E fizeram sua obrigação.

Tiraram nove pontos do Esportivo de Bento Gonçalves.

E o clube está rebaixado para a Segunda Divisão gaúcha.

O motivo: os atos racistas de sua torcida.

Tudo aconteceu na partida contra o Veranópolis pelo estadual.

O árbitro Márcio Chagas foi humilhado.

"Macaco, volta para selva, negro sujo!

Teu lugar é na África. Vai para o circo."

Esses foram alguns gritos que vieram das arquibancadas de Bento Gonçalves.

Quando Márcio foi pegar seu automóvel, mais humilhação.

Ele estava amassado a pontapés, riscado.

Estava repleto de bananas.

Duas inclusive no escapamento.

Detalhe importantíssimo.

"O meu carro estava em um lugar reservado.

Dentro das dependências do clube.

Nenhum torcedor teria acesso a ele.

O alojamento do Esportivo fica a 20 metros do estacionamento.

Ninguém leva cachos de bananas para jogos de futebol.

As frutas só podem ter saído do alojamento.

Isso é o que me deixou ainda mais revoltado."

Mas ele teve coragem.

Fotografou o estado lamentável do carro com as bananas.

E ainda colocou tudo o que ouviu no relatório do jogo.

Vários árbitros negros já foram apitar em Bento Gonçalves.

"Muitos foram ofendidos.

Mas resolveram fazer de conta que não ouviram.

Eu não me submeti por causa da minha família.

Meus pais me ensinaram a ter orgulho da cor da minha pele.

Somos iguais a todos e merecemos respeito, dignidade.

Pensei também no meu filho e resolvi enfrentar o racismo.

Sabia que seria duro, mas fui em frente.

Fiz isso por mim e por outros negros que forem trabalhar lá."

Márcio foi chamado pela própria presidente Dilma Rousseff.

Ele e Tinga, que enfrentou o racismo no Peru, estiveram com ela.

E receberam todo seu apoio.

Mas no mesmo dia, houve o julgamento do Esportivo em Porto Alegre.

A primeira sentença foi vergonhosa.

2reproducao3 O rebaixamento do Esportivo. Primeira vitória contra o racismo no Brasil. Um basta no preconceito racial no futebol. Somos todos mulatos, não macacos sujos que precisam voltar para o circo...

O clube perdeu apenas dois mandos de jogos e foi multado em R$ 30 mil.

A sentença era um incentivo aos racistas, vitória da ignorância.

Mas o procurador Alberto Franco decidiu recorrer.

Márcio Chagas outra vez mostrou coragem.

E deu todo o apoio a Franco.

Conversaram sobre o novo julgamento, marcado para ontem à noite.

O árbitro preferiu não ir para evitar conflitos.

A diretoria do Esportivo usou todos os recursos para tentar se safar.

Inclusive alegando que as fotos do carro com bananas foram forjadas.

Talvez acreditem que Márcio é a reencarnação de Paulo Autran.

E tenha forjado as lágrimas de vergonha ao falar sobre o caso.

Lógico que diante de pessoas de bom senso as alegações não foram levadas a sério.

No segundo julgamento do TJD, veio a sentença.

A condenação que um país civilizado esperaria.

Nove pontos retirados do Esportivo, perdeu seis mandos de jogos.

E multa de R$ 30 mil.

Mas o julgamento foi apertado, vitória da decência por 5 a 3.

Ainda cabe recurso e o clube vai recorrer.

"Estou arrasado.

É uma desconsideração com os funcionários, com os atletas.

E com a história de um clube que enfrenta dificuldades diárias."

Disse o presidente do Esportivo, Luis Oselame.

Ele avisava que iria recorrer no STJD.

Infelizmente a postura do tribunal gaúcho dá essa esperança.

As maiores chances, no entanto, são de que o resultado seja confirmado.

"Foi um basta nessa covardia que vem acontecendo com o povo negro."

3reproducao4 O rebaixamento do Esportivo. Primeira vitória contra o racismo no Brasil. Um basta no preconceito racial no futebol. Somos todos mulatos, não macacos sujos que precisam voltar para o circo...

Assim comemorou Márcio.

Ele confessa ter ficado surpreso.

Não acreditava que a sentença seria mudada.

Apesar de toda a repercussão do caso, vai continuar a apitar no seu estado.

"Cheguei a pensar em sair, ir trabalhar em outro lugar.

Mas isso seria covardia.

Seria como se dissesse ao mundo que a culpa de tudo foi minha.

Por ser negro.

Decidi ficar e trabalhar aqui.

O Rio Grande do Sul é o meu estado."

Márcio vem sendo escolhido há três anos como o melhor árbitro gaúcho.

O alívio que traz essa sentença é enorme.

Mas a legislação brasileira precisa evoluir.

Punir o clube por atos racistas de sua torcida é a parte esportiva.

É preciso que quem comete o crime vá para a cadeia.

Os preconceituosos nos estádios precisam e podem ser identificados.

Há câmeras que monitoram os torcedores para evitar violência.

Se houver o mínimo de vontade política, os racistas serão capturados.

E eles não habitam apenas Bento Gonçalves.

Estão espalhados pelo país.

Ou Arouca não foi chamado de 'macaco' em Mogi Mirim?

Cabe aos soldados que vão aos estádios agir com maior vigor.

A impunidade estimula os criminosos.

A diretoria do Esportivo está queixosa.

Diz que o clube tem dificuldades para sobreviver.

E ser rebaixado é um golpe duro demais.

Pois que sirva de lição.

Que acabe com os atos racistas no seu estádio.

Eles já viraram tradição.

"Os juízes negros gaúcho já sabem.

Quando o jogo é em Bento Gonçalves vai haver racismo.

Isso acontece há anos.

Mas precisava acabar.

Eu resolvi enfrentar esse absurdo.

Principalmente pelos meus pais, minha mulher, meu filho.

Ninguém merece ser chamado de negro sujo, macaco."

Mas a direção do Esportivo de Bento Gonçalves vai comprar a briga.

Recorrerá da sentença.

E ainda, de maneira truculenta, avisa em seu site oficial.

"Atenção, torcedor do Tricolor Passofundense.

Nosso clube seguirá na Primeira Divisão!"

Promessa estranha diante do quadro atual.

Resta acompanhar de perto o julgamento definitivo no STJD.

Mas sem dúvidas o resultado de ontem foi um golpe no preconceito.

O futebol brasileiro começa a punir os racistas.

Até que enfim o país acorda.

Bem ao contrário da Conmebol.

A entidade apenas cobrou multa de R$ 28 mil do Real Garcilaso.

Parte de sua torcida imitou macaco quando Tinga pegava na bola.

O jogador do Cruzeiro saiu arrasado da partida no Peru.

Mas a covarde Conmebol agiu de acordo com sua tradição.

Não puniu como deveria seu filiado.

Triste é a postura da CBF.

José Maria Marin cruzou os braços e aceitou a sentença.

Tem mais com que se preocupar.

Como assegurar a reeleição de Marco Polo, seu protegido.

Lamentável atuação de quem foi governador biônico paulista.

E se considera um 'estadista.'

Omissão vergonhosa.

Só serve como incentivo para os racistas neste país.

Onde muita gente com muitos neurônios não sabe o que fala.

Nem para para pensar no que canta.

E espalha aos quatro cantos.

O desejo do amor da 'mulata porque a cor não pega'...

O Corinthians acompanha com interesse o impasse de Alan Kardec. Já há empresários oferecendo Wesley. Valdívia pode sair depois da Copa. E Marcos Assunção processa o clube para receber. A falta de dinheiro trava o Palmeiras no seu centenário…

1gazeta5 O Corinthians acompanha com interesse o impasse de Alan Kardec. Já há empresários oferecendo Wesley. Valdívia pode sair depois da Copa. E Marcos Assunção processa o clube para receber. A falta de dinheiro trava o Palmeiras no seu centenário...
Wesley, Lúcio e Fernando Prass...

São três amigos de Alan Kardec no Palmeiras.

Eles recebem os maiores salários no clube.

E o atacante quer uma equiparação salarial ao trio.

Os salários batem nos R$ 300 mil.

O atacante recebe R$ 150 mil.

Sabe que o clube já aceitou pagar R$ 12 milhões ao Benfica.

E deseja que assine contrato por cinco temporadas.

Tem nas mãos um contrato por produtividade.

Quanto mais títulos o Palmeiras ganhar, mais dinheiro.

Só que, se eles não vierem, seu salário será o mesmo.

A proposta de Paulo Nobre fica nos R$ 220 mil.

O que não agrada o jogador e, principalmente, seu pai.

Já aconteceram três reuniões.

E o impasse continua.

O jogador se sente desvalorizado.

Para ele de nada adiantou ser o principal atleta do Palmeiras.

O único que teve real possibilidades de disputar a Copa.

Empresários se animaram com a renovação travada.

E buscam tentam aproveitar a oportunidade.

Estão oferecendo o jogador ao Corinthians.

O que vem a calhar.

Já que o Boca Juniors tem interesse em Guerrero.

O jogador ainda está irritado com a invasão ao CT do Corinthians.

Quando ele foi agredido.

Conseguiu, por sorte, não depor contra os vândalos das organizadas.

A Justiça paulista encerrou o caso antes de seu testemunho.

O grande problema está nos R$ 12 milhões exigidos pelo Benfica.

O Palmeiras já aceitou pagá-los.

O Corinthians está desviando o seu orçamento ao Itaquerão.

Comprar Elias foi exceção.

1ae14 O Corinthians acompanha com interesse o impasse de Alan Kardec. Já há empresários oferecendo Wesley. Valdívia pode sair depois da Copa. E Marcos Assunção processa o clube para receber. A falta de dinheiro trava o Palmeiras no seu centenário...

Exigência de Mário Gobbi.

Ele enfrentou a determinação de Andrés Sanchez.

O presidente tem uma obsessão para o seu término de mandato.

Deixar a equipe classificada para a Libertadores.

A eleição está marcada para fevereiro de 2015.

Mas pode ser antecipada para dezembro.

O Corinthians não quer gastar mais quatro milhões de euros.

Mesmo Mano Menezes acreditando que ter Kardec seria ótimo.

Mas não descartaria ter o jogador por empréstimo.

A sombra corintiana tem sido usada pelo estafe do jogador.

O que ainda não foi forte suficiente para abalar Nobre e Brunoro.

Mas tem provocado um efeito colateral ruim.

O atacante não está se sentindo valorizado.

Algo que também aconteceu na difícil renovação de Leandro.

O jogador se desgastou com os dirigentes.

E mesmo com os companheiro de time, com Gilson Kleina.

Seu ambiente não é mais tão agradável como já foi.

Enquanto isso, a diretoria já deu o aval.

Se surgir algum interessado em Wesley, ela vai conversar.

O contrato do jogador termina em fevereiro de 2015.

Já pode acertar um pré-contrato com outra equipe em agosto.

E sair sem render um tostão ao clube.

Justo ele que custou R$ 21 milhões.

O meio campista quer um grande aumento para continuar.

Enquanto isso, Valdívia tem um sonho.

Que o Chile faça ótima campanha na Copa.

E algum clube do Exterior o contrate.

Ele sabe que sua relação com o Palmeiras está desgastada.

Principalmente com os torcedores.

Não há mais a mesma confiança no seu futebol de anos atrás.

Mesmo os dirigentes e conselheiros cansaram de apostar.

E se decepcionar com ele.

Como não ter podido enfrentar o Ituano nas suas melhores condições físicas.

Por causa da partida diante do Bragantino.

Jogo decidido pelo Palmeiras e ele provocava os zagueiros adversários.

Resultado: recebeu pancadas nos tornozelos.

E não tinha como atuar normalmente na partida fundamental contra o Ituano.

Ninguém o criticou de maneira pública para evitar confusões.

Mas seu nome agrada a cada vez menos no Palestra Itália.

A eliminação do Palmeiras da final do Paulista custou caro.

Espantou empresas que pensavam no patrocínio master.

Desde maio de 2013 o clube não tem patrocinador na sua camisa.

Paulo Nobre já pegou mais de R$ 85 milhões emprestados.

E os repassou ao Palmeiras.

Marcos Assunção está esperando o parecer da justiça.

O clube deve R$ 700 mil ao jogador.

"Fui cobrar e o Brunoro me disse.

'Sei que você está certo.

Mas vá procurar os seus direitos na Justiça.'

Uma tristeza o dirigente saber que o clube deve.

Mas manda o atleta entrar com uma ação para receber.

Nunca pensei que o clube iria me tratar desse jeito."

O processo já existe.

Enquanto isso, Vinicius foi emprestado ao Vitória.

Deixou claro que o clube não aposta na base.

Não tem coragem de bancar os garotos.

Prefere gastar contratando atletas de outros clubes.

E o ano do centenário vai passando.

Sem motivo algum para alegria...
 O Corinthians acompanha com interesse o impasse de Alan Kardec. Já há empresários oferecendo Wesley. Valdívia pode sair depois da Copa. E Marcos Assunção processa o clube para receber. A falta de dinheiro trava o Palmeiras no seu centenário...

Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos…

1getty Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Hora da ressaca.

Do amargo na boca.

O balanço da primeira fase da Libertadores foi péssimo.

Desde 2002, o Brasil tem pelo menos quatro times nas oitavas.

Dos seis que começaram a competição, três se foram.

Mas é preciso ir no íntimo da questão.

Entender os motivos dos fracassos.

Sem desculpas esfarrapadas.

As derrotas foram tão claras que elas não se sustentariam.

A eliminação de Atlético Paranaense, Flamengo e Botafogo foi justa.

Grêmio, Cruzeiro e Atlético Mineiro passaram.

O campeão brasileiro terminou sua campanha em segundo no grupo.

Os gremistas e atleticanos lutam para confirmar a liderança.

Mas não chegarão, por exemplo, no Velez.

O clube argentino é o primeiro na classificação geral.

Só pode ser ultrapassado pelo Santos.

Não o brasileiro, que nem conseguiu vaga à Libertadores.

Mas pelo mexicano, o Santos Laguna.

Lembrando que o primeiro colocado geral tem uma grande vantagem.

Decide os mata-matas em casa.

Até, se conseguir chegar, à final.

Inclusive se chegar à final.

Este privilégio foi do Atlético Mineiro em 2013.

Do Fluminense em 2012.

Do Cruzeiro, 2011.

Do Corinthians, 2010.

Do Grêmio, 2009.

Do Fluminense, 2008.

Do Santos, 2007.

O mesmo Velez teve esse privilégio há oito anos.

O fim dessa sequência não foi por acaso.

Há algo errado no ar nesta Libertadores para os brasileiros.

Dinheiro, não é.

Os elencos daqui são melhores.

O apoio das torcidas foi efetivo.

O problema está no banco de reservas.

Os treinadores e seus esquemas táticos ultrapassados.

Miguel Ángel Portugal, Jaime e Eduardo Hungaro são fraternos no vexame.

O trio passou muita insegurança aos seus elencos.

Economizar na contratação de treinadores é um erro gravíssimo.

Não é por acaso que o espanhol e o botafoguense estão na alça de mira.

O flamenguista se segura na conquista da Copa do Brasil.

E na final do Carioca.

A campanha do Atlético Paranaense foi bizarra.

Perdeu três jogos e ganhou outros três.

Abriu mão do campeonato estadual pela Libertadores.

Mas não conseguiu montar uma equipe forte.

Muito pelo contrário.

Perdeu peças importantes de 2013.

Principalmente Vagner Mancini.

Justiça seja feita, fazia ótima campanha.

Até trombar com Mario Celso Petraglia e ser demitido.

Miguel Ángel era treinador do Bolivar.

Chegou na sua primeira experiência no futebol brasileiro.

Estranhou.

Mas estava blindado.

Trabalhando no clube mais fechado e antipático do país.

Onde as informações são restritas.

Vingança de Petraglia por ter sido banido do futebol?

O clube apostou na recuperação de Adriano.

Ele desviou o foco do limitado time atleticano.

Sem imaginação, vulnerável, instável.

Ninguém no Paraná apostava que o time iria longe na Libertadores.

E não foi.

Acabou eliminado pelo Strongest, por ironia, em La Paz.

Altitude que o técnico espanhol conhece tão bem.

Adriano voltou a marcar depois de dois anos, mas de nada adiantou.

1apgnoticias Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Derrota por 2 a 1 e fim da linha na Libertadores.

Agora, Petraglia, dono do Atlético Paranaense avisa.

Não garante a permanência do treinador.

Agora?

O principal objetivo do ano foi perdido logo na primeira fase.

Mas quase nem isso consegue.

Na pré-Libertadores precisou da decisão por pênaltis contra o Sporting Cristal.

Era o prenúncio do que estava para acontecer.

O clube voltava à competição depois de nove anos.

Mas não se preparou.

A desculpa é que o foco foi desviado para a nova Arena da Baixada.

Mas o clube sofre por apenas uma opinião se impor.

A de Petraglia, que trata o clube como sua casa.

A apaixonada torcida atleticana merecia mais modernidade.

Estádio novo e mentalidade atrasada não levam a nada.

O colapso do Botafogo era previsível.

Perdeu suas principais peças depois da ótima campanha de 2013.

Seedorf era inevitável.

Não havia como impedir que assumisse o Milan.

Mas perder Oswaldo de Oliveira foi estupidez.

O técnico bicampeão carioca.

E responsável, junto com Seedorf, pela vaga à Libertadores.

Retorno à importante competição depois de 18 anos.

Mas o que fez Maurício Assumpção?

Atolado em dívidas, tentou ser europeu.

Perdeu Oswaldo de Oliveira para o Santos.

E promoveu Eduardo Hungaro.

Seu maior mérito era ter o gênio calmo de Oswaldinho.

Caiu no seu colo logo a Libertadores.

Com um elenco limitado.

E sem o clube ter a capacidade de pagar seus atletas em dia.

Hungaro e a diretoria resolveram abrir mão do Carioca.

Mas foi um grande tiro no pé.

Porque o time ficou completamente sem ritmo de competição.

Entrava nas partidas da Libertadores inseguro.

O retrato do treinador.

Hungaro, foi tão previsível quanto o espanhol Miguel Ángel.

Equipe lenta, dependente do veterano Jorge Wagner.

Sem compactação.

Se não fosse Jefferson, teria colecionado goleadas.

Mesmo assim, o goleiro não evitou a última colocação.

O grupo 2 só teria o campeão argentino San Lorenzo a se temer.

Mas o Botafogo conseguiu ficar abaixo de dois clubes sem tradição.

Unión Espanhola e Independente del Valle.

Sem dinheiro ou imaginação a diretoria encaminhou duas contratações.

Dois veteranos.

Fabrício Carvalho do Cabofriense, que já está fechado.

Com a eliminação da Libertadores, Sheik tenta travar sua ida ao clube.

Até enfrentaria a rejeição do elenco pela competição.

Agora sem ela, a ida se mostra um grande erro.

Os jogadores não o querem por estar com seus salários atrasados.

Não se conformam que, mesmo assim, chegue um atleta caro.

O time ontem foi goleado por 3 a 0 para o San Lorenzo.

1ae13 Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Presa fácil demais na Argentina.

Incrível foi o depoimento de Hungaro.

"A equipe não esteve em campo. Inaceitável o rendimento. Surpreendente. Houve também mérito do San Lorenzo, que entrou muito decidido, buscou o tempo todo o ataque, nos empurrou para trás. Não tivemos saída de bola, poder de marcação. Foi um jogo em que realmente o rendimento foi, além de surpreendente, inaceitável."

Só se esqueceu de dizer que ele era o treinador.

Foi o responsável pelo caos em campo.

O clube já soma sete vitórias, seis empates e dez derrotas em 2014.

Desorganização botafoguense que a bola fez bem em punir.

Nem 60 mil pessoas conseguiram carregar o Flamengo nas costas.

O time instável, desorganizado, sem pegada ou poder de fogo, caiu.

Em pleno Maracanã.

Eliminação na derrota por 3 a 2 para o Leon.

Jaime não conseguiu dar estabilidade ao time.

A parte defensiva parecia juvenil.

 Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Cada bola alçada pelos mexicanos era sinônimo de desespero.

Só mostrou o que os dirigentes já haviam adiantado entre eles.

A conquista da Copa do Brasil foi inesperada, não planejada.

O clube está fazendo um trabalho sério para pagar suas dívidas.

Com esforço incrível conseguiu se livrar de mais de R$ 100 milhões.

Mesmo assim, a conta é altíssima.

O clube continua devendo mais de R$ 500 milhões.

Não tinha condições de montar uma grande equipe.

Mas seu departamento de futebol é fraco.

O trabalho de Paulo Pelaipe não se justifica.

O material humano que ele ofereceu é fraquíssimo.

A diretoria resolveu manter Jaime, esperando outro milagre.

Só que a Libertadores é uma competição muito mais exigente.

Nem se compara a Copa do Brasil.

Não permite perder cinco pontos para o Bolívar.

Empatar em casa e perder por um erro infantil em La Paz...

Assim como ter um jogador expulso aos 12 minutos no México...

O time não tinha elenco ou grandes estratégias para esses excessos.

A partida de ontem foi disputada com o coração.

Faltou cérebro, técnica.

Não por acaso o time carioca ficou sempre atrás no placar.

Mereceu a desclassificação.

A hora é de recolher os cacos na Gávea.

Seguir pagando suas dívidas.

Não se deixar enganar se vier a conquista do Carioca.

O time é fraco e Jaime parece ter chegado ao seu limite.

Os sobreviventes brasileiros são mesmo os mais fortes.

O Grêmio está bem entregue nas mãos de Enderson Moreira.

Ele já havia mostrado no Goiás seu potencial.

Bem diferente do incoerente modelo acovardado de Renato Gaúcho.

A equipe gaúcha marca forte, mas também chega no ataque firme.

Consegue se compactar, reagrupar em velocidade sem a bola.

Trabalho importante e que garantiu até agora a invencibilidade no torneio.

Sem grandes estrelas, o time privilegia o coletivo.

É a equipe brasileira hoje mais bem preparada para seguir em frente.

Os mineiros têm suas cruzes mais pesadas.

O Atlético sente a troca de filosofia de jogo de Cuca para Autuori.

É uma equipe muito menos espetacular, ofensiva.

Ronaldinho Gaúcho está muito abaixo de 2013.

Bernard levou metade de um pulmão do time.

Seus jogos ficaram mais travados, tensos.

O Independência também não parece o grande cúmplice.

Caiu em uma chave facílima.

Teve a chance de ser o primeiro colocado geral.

Mas titubeou.

Conseguiu perder quatro pontos diante do Nacional do Paraguai.

Zamora e Santa Fé foram outros presentes no sorteio.

A invencibilidade até agora vem mais graças à incompetência alheia.

Mesmo com Anelka é uma incógnita na fase mata-mata.

Já o Cruzeiro parece ter se deslumbrado com a conquista do Brasileiro.

Entrou para desfilar seu talento na Libertadores.

E quase paga com a eliminação.

Marcelo Oliveira chacoalhou seu time na hora certa.

1hojemdia Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Evitou o vexame.

Sua visão tática foi perfeita.

Ao colocar Júlio Baptista como falso atacante.

Ganhou neurônios e força física.

Misturando pivô, cabeçadas, assistências o jogador se impôs.

Abriu espaço para os habilidosos Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

Muito melhor do que a ineficiência de Marcelo Oliveira.

E Borges envolvido com seus constantes problemas físicos.

O Cruzeiro teve a coragem de perdes cinco pontos para o Defensor.

Três para o Real Garcilaso.

E quase consegue ser eliminado.

Reagiu quando descobriu que estava jogando a Libertadores.

Não brincando de jogar futebol contra os pequenos do Campeonato Mineiro.

A gana, a raça misturada à técnica pode fazer a diferença nos mata-matas.

Basta evitar recaída, principalmente jogando fora.

A Libertadores de 2014 ainda pode ser motivo de alegria para o país.

Caíram os despreparados.

Os mais atrasados taticamente.

Ficou o melhor trio.

Mas é indecente a comparação.

O poderio financeiro dos times brasileiros é muito superior.

A América do Sul está vivendo uma crise enorme.

Três equipes serem eliminadas é um vexame.

Atlético Paranaense, Botafogo e Flamengo que revejam seus caminhos...
1fotoarena1 Foi um grande vexame. O Brasil não tinha o direito de perder a metade dos seus times na primeira fase da Libertadores. Flamengo, Botafogo e Atlético Paranaense sofrem com a incompetência administrativa e treinadores fracos...

Leandro Damião. R$ 42 milhões. Apenas cinco gols em 12 jogos pelo Santos. O lento atacante tenta se adaptar ao time mais veloz do Brasil. Seu fraco futebol o faz ser comparado a Alexandre Pato…

1ae12 Leandro Damião. R$ 42 milhões. Apenas cinco gols em 12 jogos pelo Santos. O lento atacante tenta se adaptar ao time mais veloz do Brasil. Seu fraco futebol o faz ser comparado a Alexandre Pato...
R$ 42 milhões...

Leandro Damião está sendo tratado como Alexandre Pato do Litoral.

A reação dos dirigentes e conselheiros da Vila Belmiro é igual.

Idêntica à dos corintianos.

Também não se conformam com o dinheiro comprometido.

O maior que um clube brasileiro já gastou a um atleta atuando no País.

Só não é mais caro que o próprio Pato.

Foram R$ 43 milhões por 60% dos direitos do atacante.

Leandro Damião era um sonho de Luís Álvaro.

Mesmo convalescendo de seus graves problemas cardíacos, ele agiu.

Convenceu Odílio Rodrigues da necessidade de uma estrela no time.

Neymar já havia ido embora.

Assim com Montillo, uma tremenda decepção.

Foi quando o Santos apostou no atacante do Internacional.

Com a intermediação da Doyen Sports.

A empresa sediada em Malta e representada no país por Renato Duprat.

O homem que levou a MSI ao Corinthians.

A diretoria ficou revoltada quando soube da transação.

E exigiu que o clube pagasse cada centavo à Doyen.

Conselheiros não queriam passar o mesmo vexame vivido pelo Corinthians.

Correr o risco de ter seu clube devassado por causa de uma empresa.

Leandro Damião estava convencido que precisava trocar de clube.

Buscar mais holofotes para continuar a sonhar com a Copa do Mundo.

Escapar também da péssima fase que vivia no Beira-Rio.

1gazeta4 Leandro Damião. R$ 42 milhões. Apenas cinco gols em 12 jogos pelo Santos. O lento atacante tenta se adaptar ao time mais veloz do Brasil. Seu fraco futebol o faz ser comparado a Alexandre Pato...

Situação que afastou os interessados do futebol europeu.

Chegou ao Santos cheio de expectativas.

Mas não demorou para vir a decepção.

Em cada treino, em cada jogo.

Ele mostrou o futebol com que Luís Álvaro e todos sonhavam.

Muito pelo contrário.

O motivo, Oswaldo de Oliveira sabe.

Mas não pode externá-lo.

Reclamar em público.

E ele não tem nada a ver com falta de luta.

Ou espírito de grupo.

Defeitos que fizeram o Corinthians expelir Pato.

Muito pelo contrário.

Leandro Damião é muito esforçado.

E fez questão de se enturmar.

Trata a todos com carinho.

É muito querido, principalmente pelos garotos.

Mas justamente é aí que está o problema.

A jovialidade, a velocidade dos seus companheiros de time.

O atacante é lento demais para acompanhar a parte ofensiva do Santos.

Geuvânio, Gabriel, Rildo, Cicinho.

Mesmo os rodados Arouca e Cícero são ágeis demais.

Leandro Damião não está conseguindo acompanhar a rapidez das jogadas.

Não consegue correr, se movimentar corretamente para finalizar.

Por isso tem perdido tantos e tantos gols fáceis.

Falta de tempo para ajeitar o corpo, virar o pé, mirar a cabeçada.

É um gravíssimo problema para Oswaldo.

Ele não pode diminuir o ritmo dos santistas.

Facilitaria ainda mais o ótimo sistema de marcação do Ituano.

O Santos está fazendo um trabalho diferenciado.

Tentando dar mais velocidade a Leandro Damião.

Ele precisa se superar.

Como começou sua carreira profissional com 18 anos, tem vários defeitos.

Principalmente nos fundamentos.

Perder gols se tornou natural na sua carreira.

Mesmo atuando em uma equipe mais cadenciada como era o Internacional.

A situação ficou mais aguda no Santos.

Cinco gols em 12 partidas é pouco demais.

Esse curto período de Vila Belmiro já matou sua chance de Copa.

Ele mesmo não tem coragem de pedir uma vaga a Felipão.

Sabe que seu período de adaptação está sendo um sofrimento.

Para ele e para o clube.

Mas há o peso do dinheiro.

Ele foi comprado pela Doyen por R$ 42 milhões.

O Santos pagará esse dinheiro.

Mais os R$ 450 mil mensais.

E R$ 50 mil, de auxílio moradia, nova coqueluche nos contratos.

Alexandre Pato recebe R$ 700 mil mensais.

Divididos por Corinthians e São Paulo.

Mais os R$ 40 mil do aluguel de sua mansão é por parte dos corintianos.

Leandro Damião é o maior salário da Vila Belmiro.

E dirigentes e conselheiros exigem uma reação.

Que ele seja peça fundamental na final do Paulista no domingo.

Se irritaram demais dos gols fáceis que desperdiçou.

Oswaldo de Oliveira não reclamará nunca publicamente.

Mas sabe que o estilo de jogo do Santos não combina com o atacante.

Só que a situação está feita, amarrada.

O ideal seria óbvio.

Deixá-lo no banco e escalar Rildo no time.

E deixar Gabriel mais à frente.

Só que no futebol brasileiro não se coloca um jogador caro no banco.

O ambiente no Corinthians foi implodido em 2013 por causa de Pato na reserva.

Ney Franco teve de colocar, contrariado, Ganso no seu time.

Leandro Damião está fazendo o que pode.

Se desdobrado em treinamentos de velocidade e finalizações.

Sabe que foi contratado para o time errado.

Foi parar na equipe mais veloz do futebol brasileiro.

E precisa se adaptar.

Não está sendo comparado a Alexandre Pato do litoral à toa...
3ae8 Leandro Damião. R$ 42 milhões. Apenas cinco gols em 12 jogos pelo Santos. O lento atacante tenta se adaptar ao time mais veloz do Brasil. Seu fraco futebol o faz ser comparado a Alexandre Pato...

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