Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido…

1gazeta6 643x1024 Chegou a hora da vingança para Vanderlei Luxemburgo da Silva. Fazer o seu Flamengo derrotar o Palmeiras de Mustafá e Belluzzo. Dar o troco no clube que o desprezou quando mais precisava, desempregado, esquecido...
Antes de contratar Ricardo Gareca, Paulo Nobre cedeu ao apelo de José Carlos Brunoro. Permitiu que o seu executivo responsável pelo futebol do clube se encontrasse oficialmente com Vanderlei Luxemburgo. Ele estava desempregado, desesperado para voltar a trabalhar. Brunoro, amigo íntimo do técnico sabia disso. Perguntou se ele aceitaria R$ 200 mil mensais e mais bônus para classificar o time para a Libertadores, vencer a Copa do Brasil, ganhar o Brasileiro. Em maio, a situação palmeirense ainda não estava tão deprimente.

O treinador queria mais dinheiro. Mas deixou aberta a possibilidade de negociação. Só que Paulo Nobre desistiu. Teve de desistir. Os ex-presidentes Mustafá Contursi e Luiz Gonzaga Belluzzo foram frontalmente contra o retorno do treinador. Ficaram histéricos ao saber da possibilidade do retorno. A queixa dos dois é pessoal. Não suportam o personalismo do técnico. Nobre percebeu que suas ações ficariam travadas no Conselho Deliberativo.

A esta altura já havia recebido o sinal verde que valeria a pena viajar para a Argentina. Gareca estava querendo investir na sua carreira internacional. E o Palmeiras serviria de porta de entrada no futebol brasileiro. E Luxemburgo foi esquecido. Se não houvesse acordo com o ex-treinador do Velez, outro técnico desempregado seria chamadado: Dorival Júnior. Luxemburgo, não.

O treinador carioca completou oito meses desempregado, largado. Os dirigentes de clubes grandes haviam desistido do técnico de 62 anos. Nos últimos dez anos ele vive uma decadência espantosa. Seu prestígio desapareceu. Assim como os títulos importantes. Ele não se reciclou. Sua carreira como treinador chegou a longos 34 anos. Foram 36 trocas de equipes que passaram pelas suas mãos.

Não aprendeu inglês, italiano, espanhol. Se contentou com sua intuição e sua visão privilegiada do jogo. Cercado por aduladores, deixou o seu ego prevalecer. Queria ser o primeiro manager oficial do futebol brasileiro. Queria ganhar dinheiro na revelação e na venda de jogadores nos clubes. E até quando um atleta promissor que escolhesse desse certo: fosse comprado pelo futebol europeu ou chegasse à Seleção.

Chegou a ter a maior Comissão Técnica do país. Empresários e dirigentes a ironizavam 'em off'. Diziam que ela caberia em um ônibus. Mas duplo, daqueles que circulam em Londres.

Tudo começou a desmoronar quando teve de enfrentar a Comissão de Inquérito Parlamentar. Enfrentou situações desmoralizantes. Como a revelação que sua idade estava fraudada. Ele era mais velho do que seus documentos mostravam. Teve vantagem jogando nas categorias de base, contra atletas mais jovens. Foi 'gato' no popular. Pior que chegou até a atuar pela Seleção Brasileira quando garoto. Seu nome nunca teve w ou y.

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Seu patrimônio pessoal foi questionado. Perdeu o comando do Brasil. Não fosse a CPI deveria ter sido o técnico da Seleção na Copa de 2002, vencida por Felipão. Esta mágoa o acompanha como uma tatuagem. Acreditava na promessa de seu amigo Ricardo Teixeira. Ele o compensaria pela tristeza que passou em 2000. Teria o comando do time brasileiro em 2014. Quando, em 2007, o então presidente da CBF conseguiu teve a certeza que o Mundial seria aqui, Luxemburgo quase soltou fogos. Bastaria fazer bons trabalhos e sonhava substituir Dunga.

Nada deu certo. Foram fracassos seguidos de fracassos. No Santos, Palmeiras, Atlético Mineiro, Flamengo, Grêmio. Não havia a menor condição de aspirar o cargo. Ricardo Teixeira já havia abandonado a CBF, com a revelação do escândalo da ISL. Vanderlei ficou sem o menor apoio de ninguém junto à Seleção. Terminou o ano passado trabalhando em nove partidas do Fluminense até ser mais uma vez mandado embora.

Disse que tiraria um período 'sabático'. Iria se aprimorar. Não foi para a Europa aprender. Não teve encontros com técnicos como Guardiola, Ancelotti, Low. Não quis voltar a grandes clubes do Velho Continente para verificar o que de novo estava acontecendo. Não se permitiu. O vexame que teve de enfrentar no Real Madrid foi marcante demais.

O máximo que Luxemburgo fez de novo foi trabalhar como comentarista da Fox Sports durante a Copa. Ele assistia aos jogos, anotava o que podia das partidas. E tentava mostrar intimidade com jornalistas brasileiros antes dos jogos, nos restaurantes dos estádios. Sua péssima dicção atrapalhava os telespectadores, não entendiam muito do que falava. O vínculo acabou com o fim do Mundial.

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A direção do Flamengo, desesperada com a possibilidade do rebaixamento, apelou ao treinador. Luxemburgo não fez exigências. Sua Comissão Técnica que cabia no ônibus duplo londrino não existe mais. O clube só aceitou Antônio Mello, seu preparador físico, e o ex-jogador Deivid, como seu auxiliar técnico.

Vanderlei se apegou à esta última oportunidade com unhas e dentes. Parou de jogar pôquer, deixou de lado seu site de vinhos, esqueceu de vez o delírio de ser senador por Tocantins. Até os ternos com corte italiano foram para o armário. Se focou no que sabe fazer melhor na vida: ser técnico. Entendeu o quanto o ego o deixou estagnado, ultrapassado. Apelou para a motivação. Com um elenco fraco, limitado, montou um esquema simples, defensivo. A competitividade vem do empurrão da apaixonada torcida flamenguista que não aceita a Segunda Divisão.

Esperto como sempre, Vanderlei já avisou. O objetivo do clube este ano é não ser rebaixado. Assim se livra de cobranças mais fortes pela Copa do Brasil ou classificação para a Libertadores. Foi assim que conseguiu uma recuperação louvável no torneio nacional. Da última colocação, o Flamengo já ocupa a décima colocação. Campanha que já está até garantindo começar 2015 empregado.

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É assim que ele levará seu time para o jogo de hoje no Pacaembu. Contra o clube em que foi bicampeão brasileiro, quatro vezes Paulista. Quebrou seu jejum de títulos de 17 anos em 1993. Mas nem com o seu amigo íntimo Brunoro no comando do futebol, o aceitou de volta. Virou as costas para ele, desempregado, desacreditado. E agora está à beira da zona do rebaixamento, envergonha seu torcedor no ano do centenário.

Vanderlei Luxemburgo da Silva é uma pessoa vingativa. Este sentimento o dominará às 22 horas, quando colocará seu time do coração contra aquele que o confirmou como grande treinador para o Brasil. Há 21 anos. Mas o momento não é de agradecimento. Não para o avô, carioca de Nova Iguaçu. É hora de ir à forra. Afundar o Palmeiras ainda mais na sua crise. Mostrar para Mustafá, Belluzo e Paulo Nobre que não está acabado...
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Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge…

2ae11 Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge...
Conselheiros ligados a Mario Gobbi fizeram questão de comentar em 'off' para os jornalistas que vão todos os dias para o Corinthians. Nilmar pediu para jogar de novo no Parque São Jorge uma fortuna. Seu empresário, Orlando da Hora, pediu R$ 800 mil mensais mais luvas de R$ 2 milhões.

Vários órgãos de comunicação 'por acaso' divulgaram a 'notícia' há duas semanas. O assunto foi encerrado. Afinal de contas, como exigir que o clube bancasse tanto por um atacante diferenciado, claro. Mas com 30 anos e com operações nos dois joelhos? Sem mercado nem entre os clubes médios europeus? Gobbi estava mais do que certo.

O maior interessado, Mano Menezes, se calou. O treinador sonhava com o oportunismo e a a velocidade do jogador do Al Jaish do Catar. Só que o exorbitante salário divulgado, o convenceu que a direção fazia muito bem em não investir tanto. O remédio foi se conformar.

Mas tudo ficou muito constrangedor hoje. O Internacional fechou a contratação de Nilmar. Ele assinou contrato por três anos. Seu salário? R$ 430 mil. Pouco mais do que a metade 'divulgado' no Corinthians. A luva de R$ 2 milhões, dividida em 39 parcelas foi mantida. Orlando da Hora e o atacante nunca foram de rasgar dinheiro. O que teria acontecido?

Simples. Orlando da Hora deu a desculpa que Gobbi queria ouvir. Os R$ 800 mil mensais foram apenas a primeira pedida. Técnica comum entre os empresários do mundo todo. Até na feira de Acari é assim. Depois da exigência inicial há a negociação. Mas o Corinthians tem sérias dificuldades financeiras. Já gasta R$ 12 milhões com salários de jogadores. A dívida envolvendo o Itaquerão só cresce. A procura ao atacante aconteceu porque sua identificação com o clube é enorme. Foi uma exigência dos conselheiros.

 Nilmar fechou com o Internacional. Receberá pouco mais da metade do que pediu para o Corinthians. Gobbi não se abala. Não houve duelo pelo atacante. Falta dinheiro no Parque São Jorge...

A direção do Inter ouviu do staff do jogador que havia proposta do Cruzeiro e de uma equipe da Índia. Mas o presidente Giovanni Luigi não se abalou. Eram R$ 430 mil mensais e as luvas parceladas. Ponto final. Orlando da Hora esperava que os corintianos o procurassem novamente. Perdeu tempo.

Nilmar assinou contrato esta manhã por três anos. No Parque São Jorge, só Mano Menezes lamenta. O presidente Mario Gobbi não se abala. A conselheiros ele diz que tentou. E que não pagaria R$ 800 mil e mais luvas de R$ 2 milhões. Não sabe e nem quis saber que o atacante fechou com o Inter por pouco mais da metade da primeira proposta de Orlando da Hora. Gobbi melhor do que ninguém sabe o quanto o dinheiro está curto no Parque São Jorge...
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Político que comparou Ronaldinho a ‘macaco’ é professor de Direitos Civis no México. Estava ensinando aos seus alunos: o horror da segregação contra os negros nos Estados Unidos. Vergonhoso…

1reproducao18 Político que comparou Ronaldinho a macaco é professor de Direitos Civis no México. Estava ensinando aos seus alunos: o horror da segregação contra os negros nos Estados Unidos. Vergonhoso...
"Tento ser tolerante, mas detesto o futebol e o fenômeno idiotizante que produz. O detesto ainda mais porque o povo estorva e inunda as avenidas para fazer com que se demore duas horas para se chegar em casa, e tudo para ver um macaco, brasileiro, mas macaco ainda. Isto já é um circo ridículo."

Carlos Manuel Treviño escolheu errado o jogador de futebol para mostrar o seu racismo. O político que foi secretário de Desenvolvimento Social de Querétaro por três anos escolheu Ronaldinho Gaúcho. Comparou o negro brasileiro a um macaco, com todas as letras no seu facebook. Ele desabafou sua raiva por ter ficado preso no trânsito na sexta-feira à noite, quando o meia foi apresentado como novo contratado do Querétaro no Estádio La Corregidora.

Treviño é uma figura deprimente, estúpida. Usa as redes sociais para mostrar sua aversão aos sul-americanos e ao futebol. "O mundo seria melhor sem comentaristas de futebol argentinos. E sem argentinos!" Desprezou os fãs do esporte que detesta. "São como animais."

Mas ele vai pagar caro desta vez por sua estupidez. Ronaldinho Gaúcho é o jogador estrangeiro mais importante a ser contratado da história do México. Jamais alguém eleito pela Fifa duas vezes como o melhor do mundo, campeão da Copa foi atuar no país. Não só a cidade de Querétaro, mas todo o país está orgulhoso da contratação. Da mídia internacional que o brasileiro ainda é capaz de trazer.

O milionário Olegario Vázquez Raña é dono de um conglomerado que vai reúne desde fábrica de móveis, hospitais e uma poderosa rede de telecomunicação no México. Possui também o Querétaro. Foi ele quem decidiu pagar dois milhões de dólares, cerca de R$ 4,6 milhões, para Ronaldinho Gaúcho passar duas temporadas no seu time. Mais bônus por vitórias, desempenho nos torneios a serem disputados. Mansão e carros de luxo. Ainda passagens de primeira classe para o Brasil. Para o jogador e seus familiares.

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A primeira entrevista de Ronaldinho Gaúcho foi transmitida em rede nacional. Ele já frequentou os principais programas da tevê mexicana. Foi capa de revistas e jornais. Lógico que seu primeiro contato com o torcedor do Querétaro iria causar confusão. Principalmente no caótico trânsito mexicano. Foi o que aconteceu. E irritou Carlos Treviño.

Mas como já foi exposto, o deputado nunca havia escondido a repugnância que sentia aos sul-americanos e ao futebol. Quando se levanta o passado dessa pessoa, se descobre outros motivos para o desvio do seu caráter. Na sua visão doentia de mundo, o fanatismo também tem espaço. Ele é um descontrolado do Pittsburgh Steelers, time de futebol americano. A equipe é dos Estados Unidos, da Pensilvânia. Não entende como seu esporte seja desprezado pelo restante da população mexicana, que prefere o esporte de Ronaldinho.
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O mexicano racista pensou que iria mostra sua insanidade sem maiores consequências. Quem iria ter a coragem de enfrentar um ex-deputado? Um ex-secretário do Desenvolvimento Social? Que ironia... A reação internacional foi intensa. Mas dentro do México, Treviño conseguiu ser pior. E foi muito além da ingênua campanha #somostodossimios. A maioria esmagadora de políticos de seu partido, PAN, Partido da Ação Nacional, exige a sua expulsão. Fora radicais torcedores do Querétaro que juraram vingança.

Treviño decidiu pedir desculpas. Mas do seu jeito. "Ofereço minhas sentidas desculpas para Ronaldinho por meu comentário infeliz. Assumo a responsabilidade dos meus atos. Peço desculpa sinceramente ao clube Querétaro e aos seus torcedores pela minha lamentável expressão. Como pessoa e como jogador, Ronaldinho tem todo o meu respeito." Sua maior preocupação estava com o processo de sua expulsão do PAN. "Ofereço de coração sinceras desculpas por minha imprudente declaração que atenta contra a instituição e seus princípios."

Ele deveria saber muito bem que o racismo é muito discutido no México. Não só contra os negros. Mas contra os indígenas. Campanhas são feitas para a integração dos descendentes dos primeiros habitantes do país. Manifestações são feitas na rua. A situação é incômoda. Inquieta a população.

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Apesar das desculpas de Carlo, a pressão do milionário Olegario Vázquez Raña vai continuar. O clube exige que as autoridades mexicanas façam o que for possível contra Treviño. A 'Comissão do Jogado", associação de atletas mexicanos também exige resposta imediata das autoridades.

Assis e Ronaldinho ainda não se posicionaram oficialmente. Na verdade, estão assustados com a situação. Não esperavam esse ataque racista. Por natureza, Assis não gosta de se envolver em confusão. A tendência é que ele e seu irmão apoiem o que o Querétaro fizer. Ambos querem voltar o foco ao futebol. O meia de 32 anos deverá estrear neste domingo contra o Chivas, em Guadalajara. Os primeiros reflexos dessa possibilidade já atingiram o preço dos ingressos. Subiram 50%. As arquibancadas passaram de 100 pesos, R$ 17,68, para 150 pesos, cerca de R$ 26,52.

E ontem, Treviño mostrou todo o seu desespero na tevê. Ele e sua família estão sendo ameaçados pela sua demonstração de racismo. A situação ficou muito mais irônica.

Revelou ser professor de Direitos Civis. Sim, professor. E, apaixonado que é pela sociedade norte-americana, estava detalhando aos seus alunos a luta contra a segregação racial. Também a batalha de Nelson Mandela na África do Sul.

Só que todos os seu princípios foram esquecidos diante do congestionamento de trânsito provocado por Ronaldinho, na última sexta-feira. A raiva o fez comparar o brasileiro a um 'macaco'.

"Racista jamais. Intolerante, sim eu sou" Disse o professor de Direitos Civis à Milenium Televison mexicana, tentando se justificar.

Carlos Treviño deverá ser expulso o PAN e também corre o risco de ser demitido da escola onde é professor. E ser processado. Ele e sua família estão sendo ameaçados. Seu arrependimento tardio é cômodo. Ele não esperava a repercussão. Afinal, havia dito que o mundo seria melhor sem argentinos. E que os torcedores de futebol são animais. E nada tinha acontecido.

Só que o castigo chegou. Sua punição deverá servir de exemplo. Comparar uma pessoa negra a um macaco é inaceitável. Mesmo sendo um ignorante, alienado. Tudo fica pior quando é um professor de Direitos Civis. Pessoa que passa seu conhecimento a alunos. Por isso o México e o mundo estão chocados. A contratação de Ronaldinho Gaúcho já começa a fazer bem para a vida mexicana...
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Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil…

1ae20 Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil...
Carlos Miguel Aidar teve coragem. Demitiu Juvenal Juvêncio do São Paulo. O presidente mandou embora de sua diretoria o homem que o ressuscitou para o futebol. O homem que, depois de três mandatos, elegeria quem ele quisesse no seu lugar. A notícia acaba de ser divulgada. E vai na contramão da recuperação fantástica do clube no Brasileiro. Logo depois da vitória diante do líder Cruzeiro.

Como foi colocado no blog, o clima nos bastidores entre os dois era péssimo. Tudo começou com os ataques de conselheiros à filha de Carlos Miguel, Mariana. Ela seria auxiliar do presidente. Mas como havia trabalhado como empresária de jogadores, sendo agente Fifa, as críticas vieram pesadas. Envolviam insinuações.

Aidar esperava que Juvenal se colocasse a favor de Mariana. Mas o ex-presidente se calou. Carlos Miguel considerou uma resposta. Interpretou que o ex-presidente concordava com os boatos. O atual presidente percebeu que ao lado de Juvenal nunca conseguiria o apoio da oposição para reformar o Morumbi.

Decidiu romper com o dirigente. Da pior maneira possível. O desmoralizou em uma entrevista. Como ex-presidente da OAB, advogado consagrado, cada palavra que disse foi pensada, calculada. Sua intenção era acabar com a reputação de Juvenal. O mostrar como ultrapassado. E, principalmente, mostrar aos conselheiros do Morumbi que não tem medo dele.

"Pagar bicho em dinheiro, no vestiário, em saquinho de pão? Acho que não dá mais. Dirigir o clube em duas, três pessoas... O jeito de ele gerir é ultrapassado.

"Viagens para diretores, conselheiros, passagens, hospedagens. Eu vendi 20 carros. Serviam pra quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. Meu carro está aí na porta, eu dirijo meu carro. O São Paulo parou no tempo.

"Encontrei o São Paulo muito pior do que imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube com pacote de ingressos na mão para show, para jogo, distribuindo para sócios."

"A base deveria produzir mais jogadores. A base meio que se isolou do São Paulo. Quando assumi, tinha 320 meninos. Cortei para 240. E vai ficar entre 150, 160."

A entrevista dada à Folha caiu como uma bomba no clube. Foi tão pesada que muitos acreditavam que havia sido combinada. Um rompimento fajuto, para enganar os membros da oposição. Só para que Aidar tivesse o apoio que precisava. Não era.

 Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil...

A questão ficou familiar. O neto de Juvenal Juvêncio pediu demissão imediatamente do cargo de vice Joáo Paulo Juvêncio do cargo de diretor-adjunto de finanças. Ele é filho do ex-gerente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha. Os dois fizeram campanha para a eleição de Aidar.

Mas isso não bastou Aidar queria mostrar que era ele quem mandava no clube. Não seria marionete de Juvenal. E o ameaçou seriamente de demissão de diretor das categorias de base. Perderia a administração do CT de Cotia. Juvenal ficou revoltado com a situação.

Tudo piorou ontem, quando conselheiros empolgados com a vitória do São Paulo contra o Cruzeiro, queriam Pato diante do Corinthians. O clube deveria bancar R$ 1 milhão de multa. O jogador ainda pertence ao clube do Parque São Jorge. Mas conselheiros ligados a Aidar confirmaram que a 'péssima situação financeira' deixada por Juvenal impedia esse pagamento.

Isso foi a gota d'água. O ex-presidente teria ido ao escritório de Aidar. Os dois discutiram feio. O ex-presidente mostrou sua revolta e afirmou que foi traído. Já Aidar replicou afirmando ter demitido sua filha Mariana. Os dois teriam gritado um com o outro. E Juvenal foi demitido.

Essa foi a carta mostrando a postura oficial do clube. Divulgada há pouco.

"Comunico o fim da colaboração do Dr. Juvenal Juvêncio na diretoria por mim presidida. São Paulo Futebol Clube reconhece a importante contribuição que Juvenal sempre deu ao clube, primeiro como diretor, depois como presidente e por último como diretor novamente.

Neste momento em que o São Paulo Futebol Clube trilha novos caminhos, agradeço pessoalmente o empenho de Juvenal durante tantos anos e presto minha homenagem a esse grande são-paulino.

Carlos Miguel C. Aidar.
Presidente"

 Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil...

A resposta veio pesada.

Foram demitidos também os auxiliares de Juvenal em Cotia, Geraldo Oliveira e Marcos Tadeu.

"O Carlos Miguel é um predador que vai acabar com o São Paulo. Está demitindo todo mundo como um maluco. Eu disse isso para ele. A traição é um processo terrível do ser humano. E ele está traindo todos que o apoiaram", afirma Juvenal.

"Ele quer aprovar um projeto (de reforma do Morumbi) que ninguém sabe qual é, quais são as empresas, quanto custa, nada!

"Ele é capaz até de demitir o Muricy porque o Muricy não aceita aquele monte de jogadores que o Carlos Miguel tenta empurrar. O Aidar é um maluco. Ele está fazendo um tratamento de beleza. Acho que os remédios estão afetando os seus neurônios." Juvenal ironizou Aidar há pouco ao Estado de São Paulo.

O ex-presidente tem 82 anos. Está lutando com um câncer de próstata. Ainda é muito poderoso no São Paulo. Só não continuou sendo o principal dirigente do clube porque era proibido por estatuto. Tinha apoio de sobra para mais um mandato. Sua força no Conselho Deliberativo é enorme. E desde já, os conselheiro ligados a ele prometem guerra a Carlos Miguel.

1reproducao17 1024x692 Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil...

Por ironia do destino, foi Aidar quem deu o cargo de diretor de futebol a Juvenal em 1984, quando era presidente. Trinta anos depois, Juvenal retribuiu o favor. Ressuscitou Carlos Miguel oferecendo a ele a chance de concorrer como representante da situação à presidência do clube. Sem chance de vitória, a oposição até desistiu da eleição.

Com o rompimento drástico, o reflexo imediato ser no Conselho Deliberativo do clube. O sonhado projeto de reforma do Morumbi, desejado por Carlos Miguel, deverá ter a resistência agora também da oposição. Muitos e muitos conselheiros já estavam estrando a postura vaidosa de Aidar. Comprou briga com o Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Flamengo, CBF. José Maria Marin é amigo de décadas de Juvenal.

A situação é complicadíssima. E pode sim afetar a briga do time na luta com o Cruzeiro pelo título do Brasileiro. Milton Cruz, por exemplo, é homem de total confiança do ex-presidente. O medo de muitos conselheiros é que Aidar saia demitindo as pessoas de confiança do ex-mandatário.

O que está em jogo agora é uma guerra intensa de egos. Na prática, Juvenal, o homem que ressuscitou Carlos Miguel Aidar foi demitido. Pelo seu protegido. Mas promete vingança. Usando os muitos conselheiros que estão do seu lado. Enquanto esses dois homens continuarem a brigar, tudo será muito pior para o São Paulo. Só que ambos se esquecem do clube que juram amar...

(O vice presidente do São Paulo, Roberto Natel, pediu demissão em solidariedade a Juvenal Juvêncio. Na reunião de ontem à noite, Aidar não estava preocupado. Tinha certeza que havia conseguido aliados políticos na sua sonhada decisão de reformar o Morumbi. Recompensa por haver despachado Juvenal...)
3ae3 Carlos Miguel manda embora Juvenal do São Paulo. O homem que o ressuscitou para o futebol. Mas Juvêncio promete vingança. Pior para o clube que tenta ser campeão do Brasil...

A má administração de Juvenal Juvêncio endividou o São Paulo. Impede que o clube gaste R$ 1 milhão de multa para ter Pato contra o Corinthians. Ele queria muito jogar no Itaquerão. Contra o time que investiu R$ 43 milhões para trazê-lo da Europa…

1saopaulofc.net  A má administração de Juvenal Juvêncio endividou o São Paulo. Impede que o clube gaste R$ 1 milhão de multa para ter Pato contra o Corinthians. Ele queria muito jogar no Itaquerão. Contra o time que investiu R$ 43 milhões para trazê lo da Europa...
Mais um reflexo da briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio. Conselheiros da situação e da oposição estavam entusiasmados com a reação do São Paulo no Brasileiro. A vitória diante do Cruzeiro deixou o clube a apenas quatro pontos da liderança. Com reais possibilidades nas 17 rodadas que faltam, brigar pelo sétimo título nacional.

Em nome dessa reação, eles desejavam Alexandre Pato domingo em campo. Vestindo a camisa do São Paulo. Contra o Corinthians, no Itaquerão. Bastaria pagar a multa de R$ 1 milhão prevista em contrato. A diretoria corintiana já estava ficando tensa, Mario Gobbi irritado com essa possibilidade. Perder o clássico com um gol marcado por um atacante que pertence e tem R$ 400 mil de salários e R$ 40 mil de 'auxílio moradia' para atuar no tricolor.

Só que isso não acontecerá. O vice de futebol, Ataíde Gil Guerrero, está fazendo questão de avisar desde ontem. A cada conselheiro que o procura e faz o pedido, ele explica. O clube tem graves dificuldades financeiras deixadas pela gestão de Juvenal Juvêncio. Não há como pagar esse R$ 1 milhão ao Corinthians.

Carlos Miguel Aidar não tem poupado Juvenal. Deixa claro o quanto está difícil administrar o São Paulo com tantas dificuldades financeiras. A TV Globo adiantou R$ 50 milhões dos torneios que transmitirá de 2016 e 2018.

"Peguei o São Paulo (em abril) com R$ 109 milhões de dívida bancária. Em julho, tenho R$ 131 milhões de dívida. Aumentei R$ 22 milhões da dívida, que é a contratação do Kardec e imposto sobre ela. Vou compensar agora. Vou )receber 5,4 milhões de euros (cerda de R$ 16 milhões) pelas vendas de Douglas (para o Barcelona) e Lucas Evangelista (à Udinese).

O São Paulo é um clube viável? É! Mas gastou mais do que podia. Eu estou fazendo milagre. Pago R$ 2,3 milhões por mês de juros bancários..."
2spfc A má administração de Juvenal Juvêncio endividou o São Paulo. Impede que o clube gaste R$ 1 milhão de multa para ter Pato contra o Corinthians. Ele queria muito jogar no Itaquerão. Contra o time que investiu R$ 43 milhões para trazê lo da Europa...

As declarações à Folha ainda estão repercutindo. Juvenal se sente traído por Carlos Miguel. Pessoas ligadas ao ex-presidente garantem. Várias vezes ele deixou o seu doloroso tratamento de câncer de próstata para pedir votos a Aidar. Em compensação jura que o enfrentará e não deixará o comando do CT de Cotia.

Indiferente à briga política, Alexandre Pato está frustrado. Gostaria muito de jogar contra o Corinthians. Ele já confidenciou a companheiros de Morumbi: não quer nunca mais jogar no rival. Espera que ou o São Paulo o compre depois do empréstimo ou vá para a Europa. Atuar no Corinthians não mais.

O motivo foi a perseguição da torcida depois de tentar dar uma cavadinha na decisão por pênaltis que desclassificou o clube da Copa do Brasil de 2013. Além disso, ele sempre soube que não fazia parte dos planos de Tite. Foi imposto pela Nike, patrocinadora que desejava um grande ídolo no Parque São Jorge. Para vender mais camisas do time.

Mano Menezes foi ainda mais frio com Pato. Não se limitou a pouco conversar com ele, como fez Tite. O atual treinador corintiano o ameaçou com a reserva. Esperava uma reação do atacante. Mal sabia o técnico que Pato estava disposto a deixar o Parque São Jorge de qualquer maneira. Ele tinha memória. Lembrava que, quando membros das organizadas invadiram o Centro de Treinamento, muitos gritavam que queriam quebrar as suas pernas.

Feliz demais no Morumbi, ele queria retribuir a acolhida que teve jogando no Corinthians contra o Itaquerão. Mostrando que, embora pertença legalmente ao clube, já se considera 'do São Paulo'. Sem nenhuma ligação afetiva ao clube que pagou R$ 43 milhões por seus direitos.

Mas o sonho não irá se realizar. Com tem destacado o vice Gil Ataíde, a administração passada não deixou dinheiro em caixa. Não há de onde tirar o R$ 1 milhão para que o jogador esteja em campo no Itaquerão. Muricy Ramalho já sabe que o 'quadrado mágico' não terá seu atacante mais agudo. Para alívio de Mario Gobbi. Ele não queria nem pensar em o Corinthians perdendo domingo, no seu estádio, diante de sua torcida, com um gol de Alexandre Pato. Isso só não vai acontecer graças à péssima administração Juvenal Juvêncio, de acordo com a diretoria de Carlos Miguel Aidar...
 A má administração de Juvenal Juvêncio endividou o São Paulo. Impede que o clube gaste R$ 1 milhão de multa para ter Pato contra o Corinthians. Ele queria muito jogar no Itaquerão. Contra o time que investiu R$ 43 milhões para trazê lo da Europa...

O destino é irônico com o Corinthians. Repete 2013. Só inverte a posição dos personagens principais. Mano Menezes já sabe que não continuará em 2015. E Tite não voltará só se não quiser…

 O destino é irônico com o Corinthians. Repete 2013. Só inverte a posição dos personagens principais. Mano Menezes já sabe que não continuará em 2015. E Tite não voltará só se não quiser...
Foi o então vice de futebol, Roberto de Andrade, quem ponderou. Não havia cabimento oferecer dois anos de contrato a Mano Menezes. Não seria justo com o Corinthians. O mandato de Mario Gobbi terminará em fevereiro de 2015. Andrade insistiu que, se o novo presidente desejasse outro treinador, o clube teria de pagar dez meses de multa pela dispensa do técnico. Só então Gobbi se convenceu e o acordo foi fechado até dezembro de 2014.

Muita coisa mudou desde novembro de 2013. O prestígio de Mano Menezes rapidamente caiu. Mais do que o fracasso no Paulista, o decepcionante futebol mostrado pelo time tem respingado no próprio Mario Gobbi. O presidente tem sido cobrado cada vez mais insistentemente por conselheiros no Parque São Jorge. Cada vez que ele se aventura a circular pelo clube nos finais de semanas é cobrado por sócios. As reclamações convergem para o fraco futebol do Corinthians.

Pessoas ligadas a Roberto de Andrade garantem o arrependimento do ex-vice de ter contratado Mano. E mais. A falta de paciência com Tite. Há um sentimento crescente de saudade de recolocar o time nas mãos do ex-treinador.

Muita gente que trabalhou com o técnico campeão da Libertadores e Mundial em 2013 tem uma certeza. Sua frustração de ver Felipão na Seleção e a ansiedade de assumir o Brasil depois da Copa de 2014 travaram o técnico. Virou sua obsessão. Com a escolha de Dunga para o cargo que acreditava ser seu por direito, 'Tite voltará a ser Tite', me garante um importante conselheiro da situação e favorável ao retorno dele em 2015.

Tite percebeu o tempo que perdeu com esse ano sabático. Estudou o quanto pôde futebol. Viajou para a Europa. Comentou Champions League. Se atualizou, se preparou, se irritou com o 7 a 1 da Alemanha. E esperou ser chamado para o lugar que Felipão ocupou. Ninguém entre os treinadores modernos teria currículo melhor do que ele. Sua trilogia Brasileiro de 2011, da Libertadores e do Mundial de 2012 deveria ser respeitada. Não foi. Contrariado, viu Dunga retornar.

As sondagens de Japão e de Paraguai não darem em nada. Representantes de Grêmio, Santos, Internacional, Flamengo e até Palmeiras bateram à toa na sua porta. Deprimido, Tite entendia que sua ligação umbilical que já teve com Andrés Sanchez o impedia de frequentar o mesmo ambiente que Marin e Marco Polo del Nero.

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Quando Dunga chegou sorridente à sede da CBF ao lado de Gilmar Rinaldi, ele entendeu que 2014 já havia acabado em pleno agosto. Não iria aceitar trabalhar em um clube brasileiro para tentar salvá-lo do rebaixamento. Por isso barrou logo de cara o interesse de Paulo Nobre em levá-lo ao Palestra Itália. Em uma inversão irônica, Felipão assumiu o Grêmio no cargo que Tite não quis.

O técnico entendeu que não adiantaria nada ficar depressivo, inconformado. Rubens Minelli já havia mostrado que sempre haverá injustiçados que não atingirão a Seleção Brasileira. Tite resolveu problemas familiares, encaminhou filho e filha. E decidiu que voltará ao trabalho no início de 2014. Escolherá o melhor lugar para começar do 'zero'. Montando o elenco com critério. Se preparar para ficar anos onde escolher. No Corinthians ficou três anos e meio.

Pois é lá mesmo, no Parque São Jorge, que seu nome renasce com muita força. Roberto de Andrade não quer continuar com Mano Menezes. A relação entre eles não foi boa. Até mesmo Andrés Sanchez, maior defensor da volta do treinador, perdeu o entusiasmo. Mano voltou muito diferente da Brasileira, do Flamengo. Os fracassos o deixaram mais frio, mais distante das pessoas, dos jogadores.

Depois de quase dez meses de trabalho, ele insiste que foi contratado para reformular a equipe em 2014. Só que Mano finge não perceber. O Corinthians precisa desesperadamente que ele tenha ao menos um mínimo de sucesso no seu trabalho este ano. Endividado, o clube tem de garantir a classificação para a Libertadores de 2015. Está muito pesado enfrentar os juros do Itaquerão.

Mano é vaidoso, mas inteligente. Sabe da angústia que toma conta de Mario Gobbi. O presidente está isolado por brigas com seu mentor, Andrés Sanchez. Algumas delas pelo fraco desempenho do time nas mãos do atual técnico. O maior representante da oposição, o milionário Paulo Garcia, se tornou o grande contribuinte da campanha de Andrés a deputado federal. Mesmo Roque Citadini, e suas folclóricas declarações, se aproximou de Andrés. Roberto de Andrade ainda acredita ser o candidato de consenso da situação para substituir Gobbi. Paulo Garcia ainda pensa se vai concorrer ou não.

Mas há um consenso entre os candidatos corintianos. Ambos não querem seguir com Mano Menezes. E cobiçam o retorno de Tite ao Parque São Jorge. O caminho está aberto. O treinador continua ligado profundamente ao ambiente do clube. Mantem um apartamento de altíssimo luxo na Zona Leste, no Tatuapé, bem próximo ao Corinthians.

O técnico ainda não se conformou. O fato de a direção ter conversado com Mano quando ainda estava trabalhando no Parque São Jorge ainda dói. Mas ele entende que é assim que o futebol brasileiro age. Também viveu o outro lado. Firmou compromisso com o Atlético Mineiro quando Procópio ainda trabalhava por lá. Gobbi não irá procurá-lo para reconduzi-lo ao lugar de Mano. Até porque tem apenas pouco mais de quatro meses de mandato.

 O destino é irônico com o Corinthians. Repete 2013. Só inverte a posição dos personagens principais. Mano Menezes já sabe que não continuará em 2015. E Tite não voltará só se não quiser...

Mas Roberto de Andrade e Paulo Garcia o cobiçam. Mano Menezes, orientado por seu eficiente empresário Carlos Leite, também já sabe. Não vai criar caso de forma desnecessária agora. Mas já começa a pensar no seu futuro em 2015 longe do Parque São Jorge. Antes, quer cumprir sua obrigação, sua meta de colocar o time na Libertadores.

O caminho ideal, a conquista do Brasileiro de 2014, parece impossível. Vai colocar todas as suas fichas na Copa do Brasil e nas posições entre terceiro e quarto do Campeonato Nacional. Se conseguir, terá cumprido sua meta e poderá sair valorizado. Atingido o target, já que gosta de colocar sua carreira como a de um executivo: reformulou o time envelhecido campeão da Libertadores e do Mundial. E ainda o teria colocado na Libertadores de 2015.

Este é o clima atual no Corinthians. Bem parecido com os meses finais de 2013. Quando Tite fingia não saber que não continuaria. No dia 19 de setembro do ano passado, Mano demitia o Flamengo. E sabia que o caminho estava aberto para o seu retorno ao Parque São Jorge. Agora tem plena consciência que não ficará no próximo ano. Enquanto Tite só não retornará ao Corinthians se não quiser...
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Sandro Meira Ricci foi o grande parceiro de Mano Menezes. Seus erros esconderam a covardia tática do Corinthians contra o Flamengo. Com mais essa derrota, Mano abriu mão de sonhar com o título. Mesmo faltando 17 rodadas. Triste…

2ae9 Sandro Meira Ricci foi o grande parceiro de Mano Menezes. Seus erros esconderam a covardia tática do Corinthians contra o Flamengo. Com mais essa derrota, Mano abriu mão de sonhar com o título. Mesmo faltando 17 rodadas. Triste...
Sandro Meira Ricci foi o grande parceiro de Mano Menezes. Ao confirmar o gol irregular de Wallace e marcar um pênalti inexistente de Fágner, ele roubou toda a atenção. O foco todo está no árbitro. E não no péssimo trabalho do treinador na derrota do Corinthians para o Flamengo por 1 a 0, no Maracanã.

Outra vez, o clube paulista mostrou futebol lento, inconvincente. Apesar de ter um elenco muito superior ao do time carioca, ficou atrás. Mano deixou a equipe defendendo. Ofereceu campo para o limitado elenco de Vanderlei Luxemburgo se impor. O treinador corintiano parecia ter tipo um surto de amnésia. Ele esqueceu a força da torcida flamenguista empurrando seu time. Principalmente quando enfrenta adversário covarde taticamente.

Não é para menos que tanto candidatos da situação como da oposição à eleição do Corinthians já decidiram. Não querem seguir com Mano Menezes como treinador do time. Sua rejeição é imensa entre os conselheiros. Apesar de o clube gastar R$ 12 milhões com seus jogadores, o resultado é pífio. O treinador já abriu mão de brigar pelo título do Brasileiro. Está a dez pontos do líder Cruzeiro.

Havia o respeito pela tradição do Flamengo. Mas conselheiros e dirigentes no Parque São Jorge tinham a convicção que a partida, mesmo no Maracanã, era para vitória obrigatória. A diferença técnica entre os dois times é muito grande. Mas ninguém esperava que Mano iria colocar o Corinthians com uma postura de equipe pequena. Há grande diferença entre se defender e se apequenar.

Desde os primeiros minutos, ficou claro que o time paulista pensou pequeno. Em vez de tomar o domínio do jogo. Se assumir como o responsável por determinar o ritmo da partida, o Corinthians renunciou à iniciativa. Preferiu ficar correndo atrás dos flamenguistas. Vanderlei Luxemburgo precisava vencer. As derrotas diante de Grêmio e Goiás haviam abalado a confiança dos torcedores e da própria diretoria. Seu time precisava de uma vitória contra um dos grandes do país.

E tratou de apostar no seu grande jogador. Everton estava absurdamente livre. Incrível Mano Menezes ter Ralf, manter Elias travado no campo corintiano, segurar Fagner e mesmo assim, o flamenguista fazer o que quiser com a bola. O Corinthians simplesmente não marcou o principal jogador rival. Erro primário, inaceitável.

Assim como outra modorrenta atuação corintiana. Parecia que a equipe havia ido para o Rio de Janeiro comer uma feijoada. E fazer a digestão no Maracanã. O time tocava de uma maneira lenta demais. Lodeiro e Renato Augusto pareciam atuar em câmera lenta. Quase não atravessavam a intermediária adversária. Se preocupavam em marcar. Eram dois atletas anulados pela covardia tática corintiana.

Os flamenguistas apelavam pela correria. Apenas Everton mostrava técnica. Os demais mostravam raça, disposição, correria, vontade. Tinham gana. Mesmo jogador limitado tem instinto. Eles perceberam que os corintianos estavam mais interessados em empatar, ficar tocando bola atrás. Era quase tudo o que o Flamengo precisava.

Mas como faltava talento ao time carioca para marcar, a presença de Sandro Meira Ricci foi fundamental. Em uma bola fácil para a arbitragem, houve um levantamento para a área. Eduardo Silva estava escandalosamente impedido. Ele dominou a bola e Wallace estufou as redes de Cássio. Gol inacreditavelmente confirmado. 1 a 0, Flamengo, aos 19 minutos do segundo tempo.

1ae19 Sandro Meira Ricci foi o grande parceiro de Mano Menezes. Seus erros esconderam a covardia tática do Corinthians contra o Flamengo. Com mais essa derrota, Mano abriu mão de sonhar com o título. Mesmo faltando 17 rodadas. Triste...

Mas viria erro muito pior, primário. Éverton chutou forte. Fagner estava perto demais do flamenguista. E com o braço colado ao corpo. Mesmo se quisesse, não teria tempo para se posicionar e desviar a trajetória da bola. Clássico caso de bola na mão. Mas de frente para a jogada, Sandro Meira Ricci marcou pênalti. Inacreditável. Ainda mais para o juiz que representou o Brasil na Copa do Mundo. E que carrega o distintivo da Fifa no peito.

Eduardo da Silva cobrou muito mal e facilitou a defesa de Cássio. Só nos últimos vinte minutos, o Corinthians tentou buscar o ataque. Mas sem consciência, com muita precipitação. Time mal trabalhado, fácil de ser marcado. Não é por acaso que só marcou 25 gols no Brasileiro. 12 a menos do que o São Paulo. 18 a menos que o Cruzeiro!

Mario Gobbi se isola cada vez mais politicamente no Corinthians. Além das trapalhadas com as dívidas corintianas, o clube chega a gastar perto de R$ 1,2 milhão em salários de atletas seus para atuarem em outros clubes, o dirigente é o único que apoia Mano Menezes. Ele já sabe que terá de procurar outro lugar para trabalhar em 2015. Roberto de Andrade e Paulo Garcia não podem nem ouvir falar no seu nome.

Ele estaria sendo outra vez criticado neste domingo. A derrota para o limitado Flamengo trava o Corinthians no sonho de conquistar o Brasileiro. No planejamento do campeonato, os três pontos do Brasileiro eram imprescindíveis. Mas para isso, o Corinthians precisa atacar, marcar gols. Com Mano Menezes está cada vez mais difícil. O técnico teve muita sorte, Sandro Meira Ricci e seus erros absurdos surgiram no seu caminho. E o foco está desviado. Mais um péssimo jogo sob seu comando não será analisado como deveria. Por culpa do juiz que representou o Brasil na Copa do Mundo de 2014.

Diante dos decepcionantes resultados, Mano não se conteve no Maracanã. E confirmou o que poucos queriam ouvir no Parque São Jorge.

"Pelo que estamos jogando mais para a Libertadores do que para título", assumiu o treinador. Ele matou de vez a esperança de dirigentes e torcedores da conquista do Brasileiro de 2014. Mesmo faltando nada menos do que 17 rodadas. Faltando 51 pontos a serem disputados. Lembrando que, se o time não conseguir nem a Libertadores, será um caos financeiro no planejamento do clube para pagar o Itaquerão.

Só Mario Gobbi pode explicar porque defende tanto Mano Menezes. Assim como a Comissão de Arbitragem da CBF está sempre do lado de Sandro Meira Ricci...
3ae1 Sandro Meira Ricci foi o grande parceiro de Mano Menezes. Seus erros esconderam a covardia tática do Corinthians contra o Flamengo. Com mais essa derrota, Mano abriu mão de sonhar com o título. Mesmo faltando 17 rodadas. Triste...

“Olé, olé, olé.” “Guerreiros.Guerreiros.Guerreiros.” Merecidos gritos da torcida do São Paulo. Seus jogadores ganharam do grande Cruzeiro por 2 a 0. E ressuscitaram o Campeonato Brasileiro…

1reproducao16 Olé, olé, olé. Guerreiros.Guerreiros.Guerreiros. Merecidos gritos da torcida do São Paulo. Seus jogadores ganharam do grande Cruzeiro por 2 a 0. E ressuscitaram o Campeonato Brasileiro...
Kaká, Ganso, Pato e Alan Kardec. Desde que o 'quarteto mágico' atuou junto foram só vitórias. Hoje, veio a sétima, a mais importante. A partida que fez renascer o Campeonato Brasileiro. O São Paulo venceu o Cruzeiro por 2 a 0 no Morumbi. Depois de 12 jogos de invencibilidade, o amargo gosto da derrota. A diferença do líder mineiro que poderia ir para dez pontos, caiu para apenas quatro. A disputa está mais aberta do que nunca pelo título.

"Ganhamos do melhor time do Brasileiro. Se tivéssemos empatado, tudo ficaria difícil demais. Agora estamos mais fortes do que nunca para brigar pelo campeonato. Essa partida será importante para o nosso futuro. Quatro pontos é possível buscar", garantia Alan Kardec.

Até que enfim um colírio para os jogos. São Paulo e Cruzeiro mostraram porque são os dois melhores times do Brasil. A partida disputada no Morumbi foi sensacional para os padrões brasileiros. Ritmo intenso, preenchimento de espaço, técnica, talento, vibração. Jogadores entendendo que no futebol moderno é importante atacar, marcar, respeitar a estratégia pré-definida.

Marcelo Oliveira foi muito inteligente. Ele quis romper as artérias do 'quadrado mágico' de Muricy. Entrometeu Nilton, Lucas Silva e Everton entre Ganso, Kaká e Alexandre Pato e Alan Kardec. A intenção era impedir que o talento decidisse a partida. O Cruzeiro começou o jogo marcando forte na frente. Para que a bola não chegasse com qualidade no ataque são paulino.

Muricy por seu lado sabia que só poderia continuar brigando pelo título se vencesse o jogo. E tratou de colocar Denílson perseguindo Ricardo Goulart enquanto Souza mantinha Everton Ribeiro na alça de mira. Os demais estavam liberados para atacar quando o São Paulo tinha a posse de bola. O baixinho Auro virava ponta direita. Álvaro Pereira ficava mais atrás, principalmente para cuidar dos levantamentos na área.

Sem a bola, o São Paulo mostrava respeito aos mineiros. E tratava de se defender com uma linha de cinco na intermediária e quatro na defesa. Mesmo com tanta preocupação para evitar os gols, nada disso impedia uma partida emocionante. Pelo simples fato de que os dois times possuem jogadores mais talentosos do meio para a frente.

Fábio e Rogério Ceni tiveram de trabalhar muito. O São Paulo poderia ter saído na frente logo aos 16 minutos, quando Tolói livre para cabecear dentro da área, jogou para fora. A resposta foi maravilhosa. Ceni lançou para frente, a bola voltou e caiu no pé de Ricardo Goulart. Ele tentou encobrir o goleiro, mas o toque raspou o travessão e foi para fora.

Aos 28 minutos, os mesmos personagens. Em contragolpe fulminante, Ricardo Goulart teve a bola livre na grande área. Ele bateu forte, no ângulo. Rogério Ceni fez uma defesa espetacular. Muricy logo mexeu no time. Pediu para Alan Kardec voltar para a intermediária. Os mineiros tinham espaço para tocar a bola.

Mas mostravam um pecado mortal. O time não tinha cobertura. Sua defesa atuava em linha. O que era um perigo contra jogadores talentosos e inspirados como os que Muricy possui. Pagou caríssimo. Kardec descobriu Pato livre, o toque foi perfeito para Ganso. O meia invadiu a área, driblou Dedé e sofreu pênalti. Grande erro de Leandro Vuaden. O zagueiro já tinha tomado amarelo, merecia outro e a expulsão. O árbitro preferiu deixá-lo em campo.

"Sinceramente? Eu amarelava. Foi bom para mim...", reconhecia o zagueiro.

Depois de cobrar muito o árbitro, Rogério Ceni foi para a cobrança. Bateu com toda a seriedade possível. Bateu no meio do gol e deslocou Fábio. Foi seu 120º gol na carreira, o sétimo contra o mesmo goleiro. Um quando jogava no Vasco e seis desde que atua em Minas Gerais.

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O gol incendiou a partida. O Cruzeiro partiu para a frente, tentando o empate de qualquer maneira. E quase toma o segundo gol. Alan Kardec lançou Kaká. O meia estava livre, mas Fábio fez grande defesa. O primeiro tempo acabava.

Marcelo Oliveira, esperto, tratou de tirar Dedé. Colocou Manuel. E adiantou seu time. A ordem tentar o empate. Muricy antecipou essa postura adversária. E tratou de fixar as duas linhas de marcação. Souza passou a perseguir Ricardo Goulart. Deixou Everton Ribeiro, que voltava muito, para Denílson. A alteração foi importante. Ótima para o São Paulo.

Sobrava espaço para o tal quarteto mágico. Kaká corria como um garoto. Era o mais humilde dos quatro. Brigava muito pela bola. Sua postura influenciava os companheiros. A confiança logo se espalhava. O São Paulo estava muito melhor do que o líder do Brasileiro. Precisava de mais um gol para consolidar essa superioridade. E ele veio.

Ganso cobrou escanteio, Marcelo Moreno desviou a bola caiu, caprichosa, no pé de Alan Kardec. Ele deu um chute fortíssimo. Fábio foi impressionante. Ágil demais, evitou o gol espalmando com uma mão só. Mas o rebote voltou para o próprio Kardec estufar as redes. São Paulo, com todos os méritos, 2 a 0.

Marcelo Oliveira colocou Dagoberto, Júlio Baptista. Mas não tinha mais o que fazer. Muricy recuou seu time. Aceitou a pressão. Queria que seus jogadores segurassem o resultado. Foi o que fizeram com uma disposição emocionante, de quem deseja ser campeão. Toloi e Edson Silva, muitos criticados, hoje tiveram desempenho excelente.

Ao final do jogo, uma cena incrível no Morumbi. A torcida são paulina gritando olé para os jogadores do Cruzeiro. E aos atletas do time que ama, a palavra era outra. "Guerreiros, guerreiros, guerreiros." Muito bem escolhida. Nada mais justo. O São Paulo do 'quarteto mágico' se desdobrou e ganhou com toda a justiça do melhor time do Brasileiro por 2 a 0.

"Demos vida ao campeonato. A luta pelo título vai continuar aberta. Fizemos o que tínhamos de fazer", dizia o sorridente Rogério Ceni...
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São Paulo e Cruzeiro no Morumbi. Mais do que a briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Um jogo para acalentar os olhos e o coração de quem ainda insiste em amar esse tal de futebol…

1spfc2 São Paulo e Cruzeiro no Morumbi. Mais do que a briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Um jogo para acalentar os olhos e o coração de quem ainda insiste em amar esse tal de futebol...
A partida vai muito além do óbvio jogo entre os primeiros e segundos colocados. Todos sabem que será o confronto do time mais moderno contra o mais talentoso. O São Paulo entra em campo tentando salvar a competitividade do Brasileiro. Evitar que o atual campeão dispare de vez na liderança, alcance 49 pontos, fique a dez de distância dos paulistas, segundos colocados. E esvazie ainda mais a briga pelo título na 21ª rodada do campeonato.

Em um torneio por pontos corridos, não há final. Mas sim vários jogos decisivos, fundamentais na caminhada pelo título. Na matemática três pontos são iguais a três pontos. Mas na guerra psicológica, nos corações dos jogadores e dos treinadores, não. Há um clima de confiança maior quando há a vitória sobre um grande adversário, derrubar ou cair diante de um rival tem consequências. Influenciam na caminhada.

Marcelo Oliveira e Muricy Ramalho fazem questão de tentar não passar essa responsabilidade. Amenizam o confronto como podem. Apelam para o discurso que toda vitória contabiliza três pontos na tabela. Mas sabem que não é assim. Os treinos antecipando o confronto do Morumbi foram diferentes, a concentração mais intensa. O São Paulo sabe da obrigação de derrubar o líder e favorito ao bicampeonato na sua casa, com 60 mil torcedores apoiando. O Cruzeiro tem a convicção que se conseguir se impor, os horizontes ficarão abertos de vez.

O futebol brasileiro já estava carente antes da Copa do Mundo. Depois do 7 a 1 da Alemanha, tudo ficou pior de vez. Então, com a colaboração da parte da mídia que atua como promotora dos jogos, o São Paulo ganhou um 'quarteto mágico': Kaká, Ganso, Alan Kardec e Pato. São jogadores técnicos, diferenciados mas de 'mágicos' não têm nada. O batismo é inspirado em Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e o próprio Kaká de oito anos atrás.

Os 'mágicos' atuais no Morumbi precisam ser vistos de bem mais perto: Alexandre Pato está tentando provar que merece voltar ao futebol europeu há dois anos e não consegue. Luta contra uma instabilidade assustadora. Ganso tem talento reconhecido, mas parece jogador da década de 60, quando havia mais espaço para jogar, menos combatividade.

Alan Kardec aprendeu, entendeu futebol na sua passagem na Europa, tem visão, seu futebol está mais competitivo, efetivo, mas carece de velocidade. Aos 32 anos, o carismático Kaká atua com o coração. As contusões no joelho e no púbis lhe atrapalharam, roubaram as arrancadas fabulosas. É um exemplo de atleta dedicado, mas não tem o mesmo desempenho de anos atrás. Tanto é assim que não tem mercado mais na Europa e vai para os Estados Unidos em 2015.

Para o futebol brasileiro com clubes que devem juntos mais de R$ 6 bilhões, são jogadores sensacionais, muito acima da média. E com potencial para repentes que podem desequilibrar qualquer partida. E que tornam o São Paulo muito forte do meio para a frente. O problema é do meio para trás.
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O time de Muricy sofre demais com sua zaga instável. Um jogador desprezado pela torcida fará muita falta: o limitado Paulo Miranda equilibra a defesa, atuando com terceiro zagueiro ao lado de Tolói e Edson Silva. Ele é o melhor cabeceador, mas contundido, obriga o time improvisar Álvaro Pereira com esse terceiro zagueiro pela esquerda, quando o time é atacado. Se ele não conseguir se recuperar de problemas físico, Michel Bastos ocupara o setor. A equipe ganha no ataque, na composição do meio de campo, mas perde na defesa. Principalmente pelo alto.

O São Paulo tem mais talento. O Cruzeiro é mais equipe. Marcelo Oliveira soube escolher cada peça, otimizar o potencial de cada jogador em benefício do time. Desde os tempos em que trabalhava no Coritiba, o treinador era influenciado pelo futebol europeu. No preenchimento dos espaços, na compactação do time, na recomposição sem a bola. Velocidade nos contragolpes pelas beiradas do campo. E muito treinamento nas bolas aéreas. Nada é por acaso.

O único jogador que o clube comprou que teve ataque de estrelismo, foi logo despachado: Diego Souza. O Cruzeiro é o atual campeão brasileiro atuando como europeu. Com correria, vibração e coragem. Fugiu da fórmula desgastada e batida de tentar vencer seus jogos de qualquer maneira em casa e lutar por um empate na casa do adversário. A equipe tenta, na maior parte do jogo, atuar fora como se estivesse em casa. Ou seja, buscando vencer.

A obediência tática em vez do brilho individual fizeram que jogadores desprezados como Everton Ribeiro, Marcelo Ribeiro, Willian, Nilton, Henrique fossem ao máximo. Mostrassem potencial que até mesmo eles desconhecessem. Fora a confirmação de Dedé, Ricardo Goulart, Alisson. Fora a dedicação exemplar de veteranos como Fábio, Júlio Baptista e Dagoberto. Discretamente, o Cruzeiro tem o melhor elenco do Brasil. Onde há peça de reposição no banco com potencial próximo do titular.

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O fato de o jogo ser no Morumbi leva o aspecto emocional para o São Paulo. Sua inflamada torcida vai tentar empurrar com gritos o time. Sonhando com uma enfiada de bola inesperada de Ganso, um desvio de cabeça de Kardec, um chute oportunista de Pato, a presença imponente de Kaká. O Cruzeiro terá a seu favor os espaços que o adversário deixará, já que tem a obrigação de tentar vencer. Contragolpes em velocidade podem ser tão ou até mais ofensivo do que manter a bola no ataque.

Muricy Ramalho e Marcelo Oliveira disputam um duelo à parte. Com a instabilidade de Dunga e dos jogadores brasileiros atuais, nunca se sabe o que vai acontecer com a desacreditada Seleção. Vencer um confronto desses sempre é bom para dois candidatos em potencial para comandar o Brasil.

De longe, São Paulo e Cruzeiro será um dos jogos mais importantes deste Brasileiro de 2014. Neste cenário de terra arrasada do futebol brasileiro, a equipe mais técnica, mais talentosa diante da mais eficiente, mais moderna. O Cruzeiro não tem impressionantes 76,7% de aproveitamento por acaso. Assim o São Paulo 65%. Os mineiros com o melhor ataque da competição, marcaram 43 gols e os paulistas, os segundos 35. São merecidamente o líder e o vice líder neste longo torneio de pontos corridos.

O jogo não decide o título, mas terá importância fundamental nas próximas 17 rodadas. Para uma população tão angustiada depois do vexame da Copa do Mundo disputada na sua casa, o jogo é imperdível. Pode acalentar os olhos e o coração de quem ama o futebol...
1gazeta4 1024x576 São Paulo e Cruzeiro no Morumbi. Mais do que a briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Um jogo para acalentar os olhos e o coração de quem ainda insiste em amar esse tal de futebol...

Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra ‘vergonha’ com a Vila Belmiro…

1santos Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra vergonha com a Vila Belmiro...
"A Vila Belmiro é um estádio de acesso ruim, não tem onde estacionar, você não tem conforto, você não dá segurança. Eu tenho vergonha. Gostaria de receber os presidentes de outros clubes lá, eu sei que eles vão ter que ficar num lugar lá e os caras (torcida) vão ficar xingando eles. Isso não é legal para o futebol.

"Se colocar isso (no ar) eu vou dizer que é mentira." E deu uma gargalhada.

O presidente do Santos, Odílio Rodrigues, mostrou ao vivo, na tevê o que pensa do histórico palco santista. A 'vergonha' que sente diante de um acanhado estádio diante das novíssimas e superfaturadas arenas que estão espalhadas pelo país. E mais: criticou a falta de ter camarotes com acesso privativos onde os dirigentes adversários não fiquem à mercê de vândalos infiltrados na torcida santista. Ou treinadores adversários escapem de cusparadas devido à proximidade dos alambrados.

Em seguida, avisou o que faria se tudo fosse mostrado nas televisão. Diria que nunca falou o que havia acabado de dizer. Só que se esqueceu que estava ao vivo na ESPN Brasil. Sim, ao vivo. Não havia o que desmentir.

Conselheiros da oposição, da situação, torcedores, ex-jogadores, ex-presidentes, membros do Comitê Gestor ficaram revoltados. Como um presidente do Santos tinha a coragem de dizer na tevê que sentia 'vergonha' da Vila Belmiro? Estádio histórico onde o melhor jogador do mundo consagrou o clube com conquistas inesquecíveis.

Pelé teve a companhia de atletas inesquecíveis como Coutinho, Pepe, Zito, Clodoaldo, Dorval, Carlos Alberto, Gilmar, Mengálvio, Mauro, Almir Pernambuquinho.

1ae17 Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra vergonha com a Vila Belmiro...

O estádio também foi berço dos saudosos meninos da Vila. Juari, Pita, Nilton Batata, João Paulo. Veio o time campeão do País de 2002, com Robinho e Diego. E foi no gramado grudado aos alambrados onde também nasceu o melhor jogador do Brasil desde Ronaldo e que brilha no Barcelona: Neymar.

A cólera pelas palavras de Odílio provocou revolta. O Santos vive uma cizânia política absurda. Com acusações gravíssimas entre representantes da situação e da oposição. Com direito a carteirinhas de sócios fantasmas devidamente registradas. Al Capone, Augusto Pinochet, Vito Andolini, o don Corleone do filme "O Poderoso Chefão" estavam entre vários personagens nada edificantes que fariam parte de seis mil inscrições 'frias' no clube.

Fora as inúmeras críticas pelo envolvimento com a Doyen Sports, empresa de apostas on line. Ela está por trás das contratações de Leandro Damião, Rildo, Lucas Lima. O homem que levou a MSI para o Corinthians, Renato Duprat, é o responsável pela criticada parceria.

Odílio tenta abafar, mas sabe que a estranha venda de Neymar para o Barcelona continua despertando ira em conselheiros. E terá um peso enorme na eleição presidencial marcada para o dia 6 de dezembro. Situação e oposição trocam acusações das mais pesadas.

O caro time não consegue render no Brasileiro. Quando apresentou jogadores caríssimos como Leandro Damião e Robinho, o presidente falava em ganhar títulos. Só que os resultados são pífios. Tanto que não teve dúvida em despachar Oswaldo de Oliveira, técnico que contratou garantindo ser um dos melhores do país. O clube ocupa hoje apenas a décima colocação. Acumula seis derrotas nas seis últimas partidas jogadas fora. Tem como treinador Enderson Moreira que disse ontem não se preocupar com o torcedor, depois de perder por 3 a 1 para o Sport.

1gazeta3 Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra vergonha com a Vila Belmiro...

A Santos já estava um caldeirão prestes a explodir. Odílio Rodrigues acendeu o pavio. Ao assumir publicamente a vergonha que sente pela acanhada Vila Belmiro. Rodrigues se expressou da pior maneira possível. Mas falou o que muita gente importante e mesmos torcedores acreditam em relação ao estádio.

A história é belíssima. A arena nasceu em 1916 e se tornou um dos lugares mais antigos no país para assistir futebol. Só que o tempo passou. Santos progrediu como cidade. Ela ficou encalacrada de casas e ruas estreitas. Já foi remodelada diversas vezes. Não há onde para onde crescer. Nem sonhar com estacionamento. O acesso é problemático. Falta conforto, modernidade. O contraste fica mais chocante com os novos estádios da Copa de 2014.

O Santos pela sua importância mundial e por sua torcida merece uma nova arena. Há muitos e muitos anos. Isso é algo indiscutível. Vários e vários projetos foram abortados no nascimento. Tanto como dirigentes corintianos queriam sair do Parque São Jorge, comandantes santistas sonharam com nova casa. Diadema, São Vicente, Cubatão foram cidades que já estiveram na mira. Mas os projetos nunca saíram do papel.

Assim como assumir de vez o Pacaembu como sua nova casa, as diretorias sempre enfrentaram adversários terríveis para virar as costas à Vila Belmiro: os conselheiros. A grande maioria mora em Santos e não quer nem imaginar a equipe jogando longe do estádio quase centenário. É uma mistura de egoísmo, provincianismo e falta de visão. O Santos é muito maior do que esses conselheiros donos de suas cadeiras no Urbano Caldeira acreditam. É preciso crescer.

Essa é uma realidade indiscutível. O mundo moderno não permite que o clube se sacrifique para montar uma grande equipe. Traga de volta um ídolo como Robinho. E faça a partida de seu retorno para 12.329 pessoas. Absurdo desperdício de dinheiro. Não é por acaso que o clube não tem patrocínio master na sua gloriosa camisa há um ano e nove meses. A impressão que a diretoria passa a investidores é que o Santos é dos conselheiros. Para que possam ir de bermuda branca e óculos escuros se divertir nos fins de semana ver o time jogar no quintal de seus casas.

Os conselheiros santistas evitar que o Santos possa crescer é uma situação. Outra é dizer que tem 'vergonha' da Vila Belmiro. Isso nunca. Um estádio cuja memória fabulosa deve ser preservada acima de tudo. Sua história tem de ser preservada. Um presidente nunca pode se sentir envergonhado recebendo quem quer que seja no templo onde Pelé e tantos outros jogadores fabulosos brilharam.

2ae8 Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra vergonha com a Vila Belmiro...

Odílio Rodrigues não poderia ser mais infeliz. Como havia prometido, sem perceber que suas declarações eram ao vivo, ele tentou desmentir o indesmentível.

"Venho esclarecer que nunca disse e muito menos senti vergonha da nossa Vila Belmiro em momento algum da minha vida. Pelo contrário, tenho orgulho por tudo o que ela representa para cada um de nós santistas e para o futebol brasileiro. Uma declaração minha, dita ontem (terça) no programa da ESPN, foi usada fora de contexto e de forma indevida por alguns veículos de comunicação.

Quando disse tenho vergonha, em hipótese alguma me referi ao estádio. Eu explicava que muitas vezes nós recebemos os presidentes de outros clubes, em dias de jogos, e por não termos um acesso diferenciado, os presidentes acabam sendo xingados pelas torcidas enquanto se dirigem aos camarotes. Já recebi inclusive queixas de muitos presidentes pelo local destinado a eles na Vila Belmiro. Ainda complementei: isso não é bom para o futebol."

Torcedores e conselheiros não aceitaram sua justificativa. Tanto que haverá protestos hoje contra o presidente na partida contra o Coritiba. Mas a verdade é uma só. Odílio quer o que muitos sonham: um palco mais decente, lucrativo, confortável para o grande Santos e sua torcida. Não o atual, encalacrado, sufocado, pequeno. Mas usou as piores palavras possíveis. Que só fortaleceram o provincianismo de egoístas conselheiros. Aqueles que enxergam a acanhada Vila Belmiro como mera extensão de suas casas...
1reproducao15 Odílio Rodrigues deixou escapar o que todo santista deseja. Um estádio maior, moderno, digno da importância mundial do clube. Mas nunca poderia associar a palavra vergonha com a Vila Belmiro...

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