Empresários de Guerrero desistem do Corinthians. Palmeiras é a prioridade. Alexandre Mattos está convencendo Paulo Nobre. O peruano seria a estrela para substituir o dispensável Valdivia…

1ae20 Empresários de Guerrero desistem do Corinthians. Palmeiras é a prioridade. Alexandre Mattos está convencendo Paulo Nobre. O peruano seria a estrela para substituir o dispensável Valdivia...
"A OTB SPORTS, dos sócios Bruno Paiva, Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho, e do diretor executivo Fernando Paiva, se faz da presente para reiterar as afirmações do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, em coletiva prestada nesta sexta, 22, no CT Joaquim Grava.

OTB SPORTS e SCCP, na figura de seu presidente, fizeram o possível para chegarem a um acordo comercial e sacramentarem a permanência de Paolo Guerrero no clube. Infelizmente não foi possível.

O atleta cumprirá seu contrato com o SCCP até 15/7, e seguirá atuando com o mesmo empenho e dedicação que manteve ao longo dos últimos 3 anos."

Se foi um blefe do presidente Roberto de Andrade, ele deve estar muito arrependido. Nesta manhã de sábado, os empresários de Guerrero confirmaram oficialmente que não há volta. O jogador não renovará mesmo com o Corinthians. As negociações estão encerradas. Não aceitarão uma reviravolta.

A reação foi firme, decisiva. Os empresários conseguiram o que desejavam. Já que o clube se antecipou e garantiu que não tem como pagar os R$ 21 milhões de luvas e salários de R$ 520 mil por três anos, Guerrero está livre. Para acertar com quem quiser. Sem passar a imagem que o peruano tanto temia, a de mercenário. Sua paúra sempre foi grande da parte violenta das organizadas corintianas.

Roberto de Andrade fez exatamente o que Andrés Sanchez queria. Assumiu publicamente que o Corinthians não tem como pagar seu artilheiro. O clube não consegue respirar financeiramente, envolvido com a dívida com o Itaquerão. Guerrero arrasta uma dívida de mais de R$ 2 milhões em direito de imagem desde o ano passado. Por isso sua irritação ao começar a discutir a renovação de contrato, que termina no dia 15 de julho.

Andrés já havia antecipado o que iria acontecer. Resumiu em entrevista o pensamento da diretoria corintiana.

"A minha opinião é de que não renovem. Ele que vá para o Palmeiras, Flamengo, São Paulo, para onde quiser ir. É direito dele. Ninguém tem que ficar bravo. Se o Guerrero estivesse mal, estaria tomando pontapé. Ele está no papel dele. Não tem essa história de mercenário."

Roberto de Andrade confirmou que seu mentor estava correto.

"Ninguém paga a conta com carinho. O fato de o Andrés ter dito isso é porque ele é um pouco mais claro do que eu. O que ele pensa, fala. Eu posso até falar o que penso, mas penso um pouco mais. Ele é mais objetivo. Mas não tem problema, não mudou nada."

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As declarações dos dois deixaram Guerrero livre. Sabe que quem manda no Parque São Jorge é Andrés. A parte do que ouviu que mais o interessou e não sai de sua cabeça não está relacionado com dinheiro. "Se estivesse mal, estaria tomando pontapés." Ou seja, quando a pessoa que domina o Corinthians há dez anos fala de forma tão objetiva, sem respeito pelo que já fez pelo clube, é melhor sair.

A gota d'água veio no raciocínio do presidente corintiano. "Com 31 anos, podemos dizer que seria o último contrato dele, todo mundo quer fazer mais caprichado porque a aposentadoria vem em seguida." Roberto de Andrade quis mostrar que o jogador está tentando ganhar mais porque estava no ocaso da carreira.

O executivo de futebol, Alexandre Mattos, já entrou em contato com Bruno Paiva. Isso há mais de um mês. Falou de forma clara. Se Andrés Sanchez desistisse de verdade, o Palmeiras está interessado. Mattos sabia do receio que Guerrero tem das organizadas do Corinthians. E que não queria passar a imagem de mercenário, atuando por um rival. Só que as declarações de Andrés e Roberto de Andrade livraram o atleta deste peso.

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Paulo Nobre sabe que o time precisa de um artilheiro de verdade. Leandro Pereira, que deixou de ser Leandro Banana por imposição do presidente, Cristaldo e Rafael Marques não têm grande potencial. Guerrero se encaixaria muito bem nesta equipe que Oswaldo de Oliveira está montando.

Nobre está inseguro. Mas Alexandre Mattos insiste que a hora para agir é agora. O presidente palmeirense não quer perder o ótimo relacionamento que tem com a atual diretoria corintiana. Deve até telefonar para Roberto de Andrade, pedir permissão para negociar com o peruano. Mas enquanto isso, Mattos se aproxima de Paiva.

A direção do Flamengo sabe que seria ótimo ter uma estrela como Guerrero. Mas Bandeira de Mello não quer comprometer o trabalho de recuperação financeira. O clube continua travado financeiramente. O balanço de 2014 mostrava R$ 697 milhões em dívidas. Comprometer cerca de R$ 40 milhões com um só jogador por três anos é algo assustador para Bandeira.

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Ao contrário do que acontece no Palmeiras. Mattos insiste que a arrecadação da nova arena garante esse investimento. O atacante seria a grande estrela, diante da quase certeza da não renovação com Valdivia.

Os empresários do jogador ainda tentam cumprir o maior desejo do peruano: voltar para a Europa. Só que aos 31 anos e com o Corinthians tão em baixa nos três últimos anos, o mercado está fechado ao artilheiro. Empresários que negociam com a China se insinuam. Assim como os ligados aos clubes árabes. Seguir em São Paulo, defendendo o novo rico Palmeiras, é algo muito interessante. Principalmente na visão dos representantes do atleta.

Tite já conversou com Guerrero. Disse que confia nele e ele será seu titular absoluto até o último dia de contrato. Se fosse pelo treinador, lógico que o peruano continuaria. A relação entre os dois continua ótima.

Ao contrário do que aconteceu com Sheik. Tite se convenceu na Libertadores que o melhor é o veterano atacante ir embora. Ele se sentiu traído pelo pontapé sem bola que ele deu em Tolói e custou sua suspensão contra o Guarani do Paraguai. Por isso, desta vez não brigou pela sua permanência. Só pediu aos dirigentes que fizessem uma despedida em homenagem ao jogador que foi tão importante na conquista da Libertadores de 2012. O treinador ainda segue muito grato ao polêmico goleador.

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A direção segue esperando negociar Ralf e Gil na janela do meio do ano. Não há condições financeiras para mantê-los. Vagner Love terá duas semanas para tentar recuperar não só a boa forma física. Mas o seu futebol. Se não conseguir, os dirigentes vão tentar rescindir seu contrato. Assim como o de Cristian. Reforços que não passam de meros reservas. Cada um recebe R$ 500 mil.

Roberto de Andrade seguiu determinação de Andrés. E demitiu o diretor de futebol Sergio Janikian. O homem que agradeceu a Deus pelo Corinthians enfrentar o Guarani, na Libertadores. Sua declaração foi usada como combustível no clube paraguaio pelo treinador Fernando Jubero. Ele perdeu o cargo por querer notoriedade. Tentar aparecer demais.

A gota d'água foi na quinta-feira. Janikian passou a jornalistas amigos que o Corinthians iria segurar a jovem revelação Matheus Cassini. E o clube viraria as costas à proposta de 1,5 milhão de euros do Palermo. Roberto de Andrade e Andrés ficaram revoltados. Os dois querem essa transação. Assim como o jovem jogador que não quer receber os R$ 15 mil oferecidos no Parque São Jorge. Mas os R$ 80 mil da equipe italiana.

O então diretor de futebol avisou que o meia até estaria relacionado para enfrentar o Fluminense, amanhã. O que revoltou Tite. Andrés e Roberto chegaram à conclusão que era melhor se livrar de Janikian. E ele foi demitido. Para ficar melhor politicamente, a versão divulgada é que ele pediu para ir embora.

A obsessão de Andrés e Roberto de Andrade não está relacionada diretamente ao time, a Guerrero, à Libertadores de 2016. Os dois sonham com a possibilidade de renegociar o contrato do Itaquerão com a Odebrecht. Eles querem que o clube possa usar pelo menos uma parcela do que arrecada. Por contrato, todo o dinheiro tem ido direto para o pagamento de contrato. Já foram mais de R$ 40,6 milhões nas 34 partidas na nova arena. E nenhum centavo para o clube. Por enquanto a construtora está resistente. Mas os dirigentes vão insistir.

O clube se tornou inviável financeiramente. Graças ao amador contrato entre o clube e a Odebrecht. O responsável por esse acordo tem nome e sobrenome. André Sanchez. O homem que dispensou Guerrero do Corinthians...

O Cruzeiro só precisa domar a euforia. E Aguirre deixar o Internacional ser Internacional. O Brasil tem toda a chance de ter dois poderosos representantes na semifinal da Libertadores…

1afp4 1024x577 O Cruzeiro só precisa domar a euforia. E Aguirre deixar o Internacional ser Internacional. O Brasil tem toda a chance de ter dois poderosos representantes na semifinal da Libertadores...
A euforia do Cruzeiro diante da marcante vitória de ontem contra o River Plate se justifica. O time de Marcelo Oliveira teve o que faltou na Libertadores de 2014: atitude. Mesmo em Buenos Aires, o atual bicampeão brasileiro manteve sua vocação para atacar. Agora tem uma vantagem importantíssima para tentar chegar à semifinal, podendo até empatar no Mineirão.

A atitude foi justamente o que incomodou na derrota do Internacional para o Santa Fé, na Colômbia. Diego Aguirre colocou seu time sonhando com o 0 a 0. O amarrou na defesa e foi, com toda justiça, castigado com a derrota nos acréscimos. E agora precisa da reviravolta em Porto Alegre.

Os dois brasileiros que restaram na Libertadores merecem estar nas quartas. Se superaram. Foram pressionados na fase de grupos. Deixaram para trás o então favorito Corinthians, que naufragou diante do Guarani do Paraguai. E se encarregaram de despachar o problemático São Paulo e o renascido Atlético Mineiro.

O Internacional de Aguirre foi decepcionante porque se impôs com enorme firmeza contra o muito bem montado time de Levir Culpi. Mas o uruguaio caiu na fácil tentação. Lembrou dos seus tempos de jogador talentoso que foi. E sabia que seria até mais difícil sua equipe suportar os 2.640 metros de Bogotá e a pressão da torcida no El Campin. Mais até do que o Independiente Santa Fé.

Os gaúchos ameaçaram atuar no 4-2-3-1. Só que na prática foi um suicida 4-5-1. Por vezes, como já previra anos atrás, Parreira: 5-5-0. Ou seja, o Internacional atraiu os colombianos não só para seu campo. Mas para sua intermediária. Chegou a ser revoltante ver D'Alessandro e Valdivia marcando laterais. E não usando o talento, a técnica que possuem para atacar.

Gustavo Costas, o técnico do Santa Fé, não deve ser menosprezado. Ele já foi campeão em quatro países diferentes. Ganhou os campeonatos peruano, paraguaio, equatoriano e colombiano. O argentino de 52 anos sabe como montar times competitivos, vibrantes. E diante da proposta covarde de jogo colorada, colocou seu time na frente.

Se não fosse por uma excelente atuação de Alisson, o Internacional teria sido goleado. Perdeu aos 46 minutos do segundo tempo tomando gol infantil. Em cobrança de escanteio, que livre, Mosquera aproveitou.

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A torcida colorada foi fantástica ontem na chegada do time gaúcho. Deu apoio, fez festa, levantou o ânimo dos jogadores. Mas tudo dependerá da postura de Aguirre. O uruguaio terá de mostrar coragem e estratégia. O adversário não é tão matreiro quanto o Atlético Mineiro de Levir. Só mais voluntarioso. Atua de forma compacta, firme.

O Internacional precisará impor seu toque de bola. Aguirre precisa deixar D'Alessandro e Valdivia jogarem. Rodarem nas intermediárias. Evitar a todo custo o desespero. A ligação direta, os chutões da defesa para o ataque, buscando Lisandro Lópes. Como ocorreu na Colômbia. Chuveirinhos, bolas levantadas da intermediária serão perda de tempo. Apenas facilitará o firme sistema defensivo do Santa Fé.

O mapa da mina para a sonhada reviravolta está na marcação na saída de bola. Aplicação total do time colorado no preenchimento da intermediária colombiana. Seus zagueiros e volantes são firmes, duros. Mas com a bola dominada têm sérias dificuldades. Para chegar à semifinal da Libertadores, o Inter dependerá muito de força física, preenchimento de espaço e atitude. Sim, será um risco. Porque os contragolpes articulados por Omar Pérez costumam ser muito problemáticos. Morelo e Páez são oportunistas.

Mas o Atlético Mineiro também tinha ótimo contra-ataque. E o Inter se impôs. A missão é difícil. Mas está longe de ser impossível. A sorte de Aguirre foi que o resultado foi injusto na Colômbia. 1 a 0 é reversível. Desde que os colorados tenham coragem, disposição. E seu treinador deixe quem tem talento se preocupar primeiro com a criação e depois com a marcação. Essa estratégia de jogar como time pequeno fora dos seus domínios para reverter em casa é sempre um risco.

Foi isso que Marcelo Oliveira aprendeu. Lembra muito bem o que aconteceu no ano passado. Quando seu time, muito mais poderoso, do que o atual teve pela frente o San Lorenzo. Foi para Buenos Aires encolhido, medroso, covarde taticamente. E por sorte perdeu apenas por 1 a 0, com excelente atuação de Fábio. O técnico caiu na tentação de, discretamente, comemorar. Tinha certeza que reverteria no Mineirão.

Percebeu como o ótimo time de Edgardo Bauza poderia ser versátil. E, surpreendentemente, entrou no ataque. Desprezou o Mineirão lotado. E conseguiu sair na frente, marcando 1 a 0 aos nove minutos do primeiro tempo. O gol foi uma ducha gelada nos empolgados mineiros. O time perdeu a tranquilidade e queria vencer na raiva. Se desesperou. Sabia que tinha de marcar três gols. O máximo que conseguiu foi empatar o jogo em uma cabeçada de Bruno Rodrigo. A equipe era eliminada diante de mais de 44 mil torcedores.

 O Cruzeiro só precisa domar a euforia. E Aguirre deixar o Internacional ser Internacional. O Brasil tem toda a chance de ter dois poderosos representantes na semifinal da Libertadores...

Marcelo Oliveira me deu uma entrevista no final do ano. E disse que seu aprendizado maior foi na Libertadores. Não dava certo 'violentar a natureza do time'. Ou seja, o seu Cruzeiro não nasceu para atuar encolhido, como time pequeno. Recado que encaixa perfeitamente no Inter de Aguirre.

Foi assim que o Cruzeiro partiu para o jogo de ontem. Apesar de toda a tradição do River Plate, Marcelo Oliveira sabia. Os argentinos foram a equipe que pior se classificou na fase de grupo. É um time inconstante. Gallardo sabe das limitações financeiras e montou uma equipe que alterna bons momentos com brancos, principalmente no meio de campo. Deixa espaço nas laterais. Seus volantes são lentos na cobertura.

A maior qualidade do River é sua disposição física para o confronto. Tenta compensar na força o que falta de talento. O Cruzeiro marcou em Buenos Aires. Mas não renunciou ao jogo, como havia feito na mesma fase da Libertadores no ano passado. Comprou a briga quando tinha a bola nos pés. Foi uma partida disputada. O Monumental de Nuñez por vezes parecia campo neutro, apesar da torcida apaixonada.

Marcelo foi muito inteligente e firme. Tirou Arrascaeta que fazia péssima partida. Apostou em Gabriel Xavier. Sua entrada e mais a postura de o Cruzeiro marcar na frente, dificultando a saída de bola argentina, desequilibrou de vez o jogo no segundo tempo. A vitória era uma questão de justiça.

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Gabriel Xavier deu o gol para Willian, ele bateu na saída do desesperado Barovero, mas Vangioni salvou em cima da risca. O lance aos 18 minutos deixou os mineiros mais confiantes. Até que aos 36 minutos, veio o gol. Leandro Damião brigou com a zaga pelo alto e a bola sobrou para Gabriel Xavier. Esperto, ele chutou. Barovero rebateu e Marquinhos completou para as redes. Vitória cruzeirense por 1 a 0.

A euforia do time celeste tem de ficar para sua torcida. Ela acordou de madrugada para recepcionar seus jogadores. A única esperança do River Plate em chegar à semifinal está na maneira com que o Cruzeiro encarar a segunda partida. Marcelo Oliveira precisa, de verdade, conscientizar seu time que é preciso muita seriedade. E estratégia.

O time brasileiro não pode entrar para tentar agradar seus torcedores. Ter a certeza que pode chegar à semifinal goleando o River Plate. Não há essa necessidade. Se impor essa desnecessária pressão. É preciso ser calculista, frio na Libertadores. A vitória seria sensacional. Mas o empate serve. Não há porque se expor desnecessariamente.

Se impor é algo muito diferente do que se obrigar a golear. O Cruzeiro ainda é um time em formação. Perdeu peças fundamentais como Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart. A nova equipe tem como principal característica a compactação, a velocidade, as triangulações pelas laterais. A técnica com a bola dominada. Tudo isso pode ruir se a empolgação contaminar o time e, o River Plate, por exemplo, marcar o primeiro gol. Marcelo Oliveira precisa preparar psicologicamente sua equipe. Talvez esse seja o desafio maior da revanche no Minerão.

A síntese dessas quartas da Libertadores. Tanto Internacional quanto Cruzeiro têm condições de chegarem à semifinal. Os gaúchos precisam ter coragem e comprar a briga. Usar o talento de seus jogadores contra o perigoso Santa Fé. Já dos mineiros se exige atitude, malícia. O time é superior tecnicamente do que o River. O problema é que os jogadores sabem disso.

Tudo está nas mãos e nos neurônios de Diego Aguirre e de Marcelo Oliveira. No ano passado, o futebol nacional, depois de 23 anos, ficou, com justiça, fora das semifinais. Desta vez, não. O Brasil está muito vivo nesta Libertadores...
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Oito partidas foram até muito para Drubscky. Mexeu com o homem errado no Fluminense: Fred. Acabou demitido. Sem dinheiro para medalhões, a diretoria trouxe um ‘parceiro’ do atacante, dono das Laranjeiras, Enderson Moreira…

1gazetaesportiva Oito partidas foram até muito para Drubscky. Mexeu com o homem errado no Fluminense: Fred. Acabou demitido. Sem dinheiro para medalhões, a diretoria trouxe um parceiro do atacante, dono das Laranjeiras, Enderson Moreira...
Nem mesmo Rogério Ceni tem tanto poder no São Paulo. Ele é a estrela maior por um clube mergulhando em profunda crise financeira. Não conseguiu nem pagar o 13º do ano passado. O dinheiro de abril não foi depositado. Assim como os dois últimos meses de direito de imagem.

O único jogador a motivar o torcedor a ir para o estádio ficou 20 meses sem receber seus direitos de imagem. Vinte meses! E nem pensou em processo. Por isso, os dirigentes do Fluminense se dobram às vontades de Fred. E Ricardo Drubscky perdeu seu emprego, depois de apenas oito partidas trabalhando nas Laranjeiras.

Seu grande pecado não foi a goleada que o time sofreu por 4 a 1 para o Atlético Mineiro. Nem a ameaça precoce de rebaixamento no Brasileiro. O erro foi querer enfrentar o atacante. Jornalistas que acompanham o clube diariamente revelam que os dois entraram em colisão. O técnico, desconhecido nacionalmente, queria o óbvio do atacante. Que seguisse os princípios básicos de seu livro Universo Tático de Futebol.

Ou seja, exigia uma maior participação de Fred no esquema tático do Fluminense. Que não ficasse apenas parado esperando a bola e reclamando. O elenco, sem os milhões da Unimed, é fraquíssimo. O atacante não suportou as queixas do técnico. Os dois se desentenderam. E passaram a se evitar.

1ap8 1024x647 Oito partidas foram até muito para Drubscky. Mexeu com o homem errado no Fluminense: Fred. Acabou demitido. Sem dinheiro para medalhões, a diretoria trouxe um parceiro do atacante, dono das Laranjeiras, Enderson Moreira...

Os dirigentes ficaram sabendo do impasse. E escolheram, sem pestanejar, apoiar o ídolo. E Drubscky tomou o rumo da rua. E Enderson Moreira acaba de voltar, depois de quatro anos, para as Laranjeiras. Seu grande mérito, ter ótima relação com Fred. Assim como pesou sua amizade com Leandro Damião, ao ser contratado pelo Santos.

O tradicional clube carioca fechou 2014 devendo R$ 484 milhões. No ano passado, ainda teve apoio da Unimed-Rio. Seu presidente Celso Barros ajudava a manter os medalhões no time. Mas a crise financeira atingiu a empresa. E Celso teve de parar de ajudar o clube que controlava.

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O efeito foi catastrófico. Conca, Rafael Sóbis, Carlinhos, Bruno, Chiquinho foram embora. Cristóvão Borges foi demitido em pleno Campeonato Carioca. Ele vinha cobrando a diretoria da necessidade de reforços.

A principal contratação para esta temporada resume o potencial dos cofres tricolores: Magno Alves, 39 anos. Ele havia saído do Fluminense em 2002. Sem deixar saudades. E volta muito mais velho.
Neste cenário caótico, Fred é rei. Tudo passa por seu crivo. Dirigentes fazem questão de ouvir sua opinião em qualquer decisão mais importante ligada ao futebol. É tratado com o mesmo respeito do ano passado, quando era atacante titular da Seleção Brasileira que iria disputar a Copa.

O Mundial deveria ser a catapulta para o Fluminense e Unimed dividirem pelo menos 12 milhões de euros, cerca de R$ 40 milhões. O jogador avisou ao mundo que tentaria a façanha de repetir Jairzinho. Marcar um gol em cada uma das sete partidas que o Brasil jogaria. Quantos ele marcou? Um. Contra o fraquíssimo time de Camarões.

Suas péssimas atuações o acabaram por levar à reserva. Foi os jogadores mais criticados no Mundial. O interesse do futebol europeu desapareceu. Houve uma importante sondagem da Tailândia. Mas ele não se interessou. O Cruzeiro tentou levá-lo de volta para disputar essa Libertadores. A diretoria não cedeu. Exigiu dos mineiros 10 milhões de euros, R$ 33 milhões. O jogador, queria pelo menos R$ 800 mil por um contrato de três anos. Não houve acordo.
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A Unimed, que bancava R$ 650 mil de seus salários foi embora. O Fluminense passou de R$ 300 mil que colocava, na sua conta, passou a pagar R$ 800 mil sozinho. E o jogador renovou seu contrato por mais quatro anos no final de janeiro.

Ficou para ser jogador de referência. Para novos patrocinadores e torcida. O combinado foi: se houver uma proposta que o atacante considera interessante, o clube não colocará obstáculo. Desde que seja superior a 10 milhões de euros, R$ 33 milhões.

Fred é capitão do time. E tem exercido sua liderança neste momento de profunda crise nas Laranjeiras. Conversado e até ajudado financeiramente os companheiros mais jovens. É adorado no elenco. E tem enorme influência na Comissão Técnica.

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Cansou de conversar longamente sobre o que seria melhor ao time com Cristóvão Borges. Tentou fazer a mesma coisa com Drubscky. Só que não só não teve esse espaço, como foi censurado pelo técnico. Ele queria muito mais do que um líder em campo. Desejava um atacante moderno, capaz de suportar a intensidade que pretendia impor no Fluminense. O choque foi inevitável. Fred tem o seu estilo parado. E, se não conseguiu mudar durante a Copa do Mundo, não seria agora que mudaria.

Antes que Dubscky fizesse o que estava pensando, colocar o veterano atacante na reserva, a direção do Fluminense agiu. Sem dor na consciência, o mandou embora. "Correção de rumo", alegou o diretor executivo Fernando Simeone. Bela expressão para não expor Fred, a principal e única estrela do Fluminense.

Sem dinheiro para medalhões, o investimento foi baixo. E certeiro. Enderson Moreira é amigo particular de Fred. Assim como seu antecessor, só conseguiu durar oito partidas no Atlético Paranaense. Não há a menor possibilidade de choque, conflito entre o treinador e o veterano atacante. Enderson já trabalhou nas Laranjeiras. Sabe que mexer com o capitão do time é suicídio certo. O clube e a antiga patrocinadora, a Unimed, preferiram romper com as organizadas a ficar contra Fred.

Celso Barros vive sua derrocada na Unimed. Além de ter sido obrigado a não bancar mais o time do coração, perdeu, uma eleição na cooperativa de trabalho médico, depois de 21 eleições seguidas. Perdeu há nove dias o importante pleito do Conselho Fiscal no Rio de Janeiro. Ele é o presidente há 16 anos, mas seu poder foi limitado com a derrota.

Setoristas do Fluminense garantem que o Palmeiras sondou o clube sobre a possibilidade de contratar o atacante. Mas sem chegar R$ 30 milhões, os dirigentes garantem que ele não sai. Ainda mais agora como tudo está como ele quer. Com Enderson Moreira, seu amigo, comandando o time.

O único desejo do presidente, Peter Siemsen, a Fred. O Fluminense só não pode ser rebaixado no Brasileiro. Aí seria terrível para a reconstrução financeira do clube. O capitão e artilheiro colocará todo seu empenho para que isso não aconteça. Ainda mais ao lado de quem confia, faz o time jogar e correr por ele, o parceiro Enderson. O inimigo Drubscky já está longe das Laranjeiras...
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Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está ‘quase’ contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o ‘técnico dos sonhos’…

1ap7 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...
Carlos Miguel Aidar tem um modo muito peculiar de trabalhar. Sempre que há uma notícia que o interessa, aciona um intermediário para a espalhar para alguns jornalistas. Com detalhes que são favoráveis ao dirigente. Como o acordo de cinco anos para a norte-americana Under Armour substituir a brasileira Penalty, que criou problemas com Rogério Ceni. Serão R$ 122 milhões por cinco anos, comemorava Aidar.

Só que o dirigente se esqueceu de citar a maravilhosa comissão de R$ 18 milhões com o intermediário dessa negociação. Como ele se chama? "Ah...É um rapaz chamado Jack, da empresa Far East, de Hong Kong", respondeu o vice de marketing Douglas Schwartzamann. Assim mesmo, um 'rapaz chamado Jack'.

Aliás, comissão na gestão Aidar é algo muito interessante. O São Paulo esteve para dar 20% de comissão para Cinira Maturana, namorada do próprio presidente. Vale lembrar a nota divulgada pela própria Puma.

(...)Em 28 de agosto de 2014, a marca foi informada pelo SPFC que havia sido a vencedora da concorrência para o patrocínio e fornecimento de material esportivo do clube. No mesmo dia, os representantes do SPFC e da PUMA assinaram o acordo, que passaria a vigorar assim que terminado, de forma antecipada ou não, o contrato do atual fornecedor de material esportivo. A Sra. Cinira Maturana esteve presente em algumas reuniões tão somente como convidada do presidente do clube.
Este acordo previa o respeitoso término do contrato do atual fornecedor de material esportivo, uma vez que a PUMA sempre respeita os contratos vigentes dos seus concorrentes.
Somente depois de assinado o acordo, a pedido do presidente do clube, a Sra. Cinira Maturana foi indicada como pessoa de contato para a transição entre o fornecedor atual do clube e a PUMA. (...)

Por coincidência, o acordo foi desfeito depois que a notícia vazou para a imprensa.

Comissão é algo muito peculiar de verdade no Morumbi. Há uma semana o clube, que deve salários e direito de imagem aos seus jogadores, teve de pagar R$ 2.495.585,55 à Prazan Comercial Ltda. A Justiça determinou essa quantia de comissão que não foi paga pela contratação de Jorginho Paulista, em 2002.

"Não me lembro. Foi em 2002, já faz 13 anos. Comissão no futebol é a coisa mais banal. Por algum motivo, que não me lembro, não foi pago." Foi desta maneira que, Carlos Augusto Barros e Silva, se explicou. O atual presidente do Conselho Deliberativo era diretor de futebol do clube. E ele simplesmente não se lembra de não ter pago a "coisa mais banal do futebol" quando contratou Jorginho Paulista. Agora, ele se lembrou.

Para mudar o foco desse assunto desagradável, os intermediários de Carlos Miguel voltaram à carga. Passaram a informação que o presidente foi para a Colômbia contratar o seu 'técnico dos sonho', Juan Carlos Osório.

Muito irônico. Aidar é um homem de muitos sonhos. Principalmente com técnicos estrangeiros. Primeiro o homem talhado para comandar o São Paulo o português André Villas-Boas. O ex-auxiliar de José Mourinho, técnico do vitorioso Porto, do Chelsea, do Tottenham. Ele estava com problemas no Zenit da Rússia.

2ap2 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...

O presidente são paulino era só sorrisos ao falar do português a conselheiros. Mas sua fisionomia mudaria quando André avisou o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro que mudara de ideia. Iria seguir na Europa. Provavelmente no Zenit. Tudo teria sido resolvido. Tanto parece ser verdade que seu time acaba de ser campeão russo.

Depois, o desejo passou a ser o argentino Jorge Sampaoli. O dirigente tinha a convicção que ele abandonaria a Seleção Chilena para trabalhar no Morumbi. Soube que não. Então esperaria pelo final da Copa América disputada no próximo mês no país andino. Não adiantaria. Sampaoli confirmou que ficará comandando o Chile na Copa de 2018.

3ap2 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...

Depois veio a interminável saga Alejandro Sabella. O ex-treinador da Seleção Argentina, vice campeão do mundo. E desempregado. Deveria ser fácil convencê-lo a vir. Ele já atuou no Grêmio, foi assessor de Passarella no Corinthians. Fala muito bem português. Só que Sabella avisou. Quer trabalhar na Europa. De preferência na Inglaterra. A imprensa portenha sabia dessa preferência desde o final da Copa de 2014, quando Sabella não quis seguir comandando os argentinos.

Mas a cúpula do São Paulo e os assessores de Aidar continuaram insistindo. Sabella iria ceder. Não aceitou trabalhar no Morumbi. Mas o clube não poderia ficar por baixo. E divulgou que 'cansou de esperar'.

Agora, Aidar e seu vice Ataíde Gil Guerreiro foram para a Colômbia. Antes, representantes do São Paulo já haviam conversado com Juan Carlos Osório. O treinador do Atletico Nacional virou o novo 'técnico dos sonhos' e homem que revolucionará o futebol brasileiro.

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O presidente são paulino oferece um tapete vermelho ao colombiano. Se aceitar o convite, ele comandará todo o futebol do clube. Desde os garotos de Cotia. Adotará o trabalho que já faz com o Atletico Nacional e que segue o padrão europeu. Sob sua vigilância, todas as equipes de base jogarão taticamente como o time principal. Para que as jovens promessas não estranhem quando forem encorporadas aos profissionais.

Tempo não faltaria para colocar suas ideias em prática. A primeira ideia de Aidar é oferecer emprego ao colombiano até abril de 2017, quando termina o seu mandato. Sem falar na enorme possibilidade de o dirigente concorrer a mais três anos de poder, até abril de 2020, se vencer nova eleição.

Os informantes de Aidar insistem que foi Kaká o responsável pela escolha do colombiano. Ele alertou o presidente depois da eliminação do São Paulo da Sul-Americana no ano passado. O adversário foi Atlético Nacional. O veterano meia teria ficado impressionado pela variação tática do adversário, típica de clube europeu de ponta.

O currículo de Osório impressionou a cúpula são paulina. Ele foi auxiliar técnico por cinco anos do Manchester City. Ele é pós-graduado em futebol na Universidade de Liverpool. Como treinador foi campeão norte-americano com o New York Red Bull. Venceu quatro campeonatos colombianos. Um com o Once Caldas e três com o Atletico Nacional. Foi sondado para treinar a Costa Rica. E também interessa o Cruz Azul do México.

Osório é um treinador disciplinador, muito estudioso. Tem como característica a intensidade, a dedicação tática dos jogadores que dirige. É abertamente inspirado no futebol europeu. Tem influências alemãs, inglesas e espanholas. Costuma acompanhar as partidas com um bloquinho, onde anota, durante os 90 minutos, os erros do time. E tem muita personalidade. É exigente, firme com os atletas.

No Morumbi, se dá como praticamente certa a contratação. Aidar não divulgaria à toa sua viagem até Medellín. Mais um fracasso seria vexame enorme. O dirigente sabe muito bem disso. E há conselheiros otimistas garantindo que ainda hoje, a contratação deverá ser anunciada. Os dirigentes do Atletico Nacional querem uma compensação financeira para liberá-lo. Seu contrato vai até 2017.

Osório é agora o técnico dos 'seus sonhos'. Como já foram André Villas-Boas, Sampaoli, Sabella. Ou seja, o colombiano é a quarta opção depois da saída de Muricy. Os quatro com perfis completamente diferentes. O que só mostra a falta de rumo de Aidar.

Mas esse detalhe não interessa ser divulgado. Assim como o estranho problema que persegue o São Paulo: essas 'banais' comissões milionárias nas negociações...
1reproducao23 Em Medellin, na Colômbia, Carlos Miguel Aidar manda avisar que Osório está quase contratado. A quarta opção para suceder Muricy se tornou agora o técnico dos sonhos...

Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro, Rafael Sóbis…

1reproducao21 Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro,  Rafael Sóbis...
O Corinthians é o clube que pior lida com jogadores da base neste país. Isso não acontecia no passado. Rivellino, Wladimir, Casagrande, Adãozinho, o goleiro Ronaldo, Viola e tantos outros.

A sua tradição foi se perdendo com os anos de descaso e medo de lançar suas revelações. Naufragou de vez com Tite. O treinador simplesmente não confia nos atletas sem vivência. Teme que em jogos decisivos não tenham estrutura psicológica. Prefere os atletas rodados, vividos, veteranos.

Por causa de Tite, o clube fez seu pior negocio de sua história moderna. Pronunciar o nome Marquinhos perto do treinador e de Andrés Sanchez é despertar a mais pura consternação. Sabem o quanto comprometeram o patrimônio corintiano.

Aos 17 anos, o zagueiro era considerado um talento. Personalidade, inteligência nas antecipações, técnico, ótima saída de bola, vigoroso nas divididas. Era capitão da Seleção Brasileira sub-17. Com todo esse currículo, o treinador foi pressionado a promovê-lo. Logo passou a treinar com os profissionais em 2011. Logo veio a Copa São Paulo de 2012 e ele se impôs. Foi o grande jogador em mais uma conquista corintiana na base.

Voltou aos profissionais. E acabou recebido com a mesma frieza por Tite. O treinador estava satisfeito com Chicão, Felipe, Leandro Castán, Paulo André, Vinicius e Wallace. Marquinhos nem no banco ficava. O técnico sugeriu que ele poderia tentar a adaptação como volante. Foi a gota d'água. Ele já trabalhava com Giuliano Bertolucci, empresário que tirou Oscar do São Paulo, levou para o Internacional e depois o colocou no Chelsea.

Bertolucci chegou com uma proposta da Roma. Ofereceu 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 5 milhões. E queria que o Corinthians aceitasse fixar o restante dos direitos do jovem zagueiro em mais 3,5 milhões de euros, cerca de R$ 11 milhões. Não houve nem contraproposta, nem pedido de porcentagem em futura negociação, para surpresa do empresário. Nada. Incompetência pura.

1reproducaolance3 Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro,  Rafael Sóbis...

O diretor de futebol na época é hoje o presidente, Roberto de Andrade. Ele consultou Tite e o treinador só faltou fazer a mala de Marquinhos. Aceitou sua venda sem dó. Além da pouca idade, considerava seu físico franzino e pouca estatura, 1m81, para zagueiro moderno.

Marquinhos se firmou como um dos melhores zagueiros da Europa. Bastou uma temporada na Itália. Foi disputado a dentadas pelos dirigentes do Barcelona e do PSG. No final, os franceses o compraram. Por 34,6 milhões de euros. Nada mais, nada menos do que R$ 116,7 milhões. Em um ano a Roma lucrou mais de R$ 100 milhões nas costas do Corinthians. Isso aconteceu há dois anos.

Marquinhos hoje, aos 21 anos, é presença constante e obrigatória nas convocações de Dunga.

A situação retrata muito bem a falta de cuidado da trinca que está de volta no comando do futebol corintiano. Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Tite.

E outra vez, os conselheiros e pessoas ligadas à base estão revoltadas. O time principal precisa desesperadamente de um meia talentoso, inteligente, competitivo, de ótimo chute. Não tem dinheiro para comprar. O clube está mergulhado em dívidas por causa do Itaquerão. Muito pior até do que quando Marquinhos foi embora.

1reproducao22 Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro,  Rafael Sóbis...

Mesmo assim, o clube acertou a venda de Matheus Cassini. Canhoto, de 19 anos, destaque no time campeão da Taça São Paulo este ano. Depois da conquista foi promovido para os profissionais. Outra vez Tite teve um garoto promissor nas mãos. E o permitiu apenas treinar. Não o colocou para jogar nem no insignificante Campeonato Paulista. Mesmo assim, o Palermo da Itália ofereceu 1,5 milhão de euros pelos 70% dos direitos que o Corinthians tem do jogador. Os outro 30% são do seu empresário, Nilson Moura.

Roberto de Andrade, Andrés e Tite aceitaram. A única diferença do caso Marquinhos é que o clube exige 10% do lucro que o Palermo tiver em futura venda.

"O Corinthians mudou muito. Não confia na sua base. E infelizmente joga dinheiro fora. Os meninos apesar de ganhar os títulos mais importantes na categoria não são aproveitados. Prefere comprar atletas de outros clubes. O motivo, não sei. É um desperdício", lamenta Wladimir, lateral esquerdo que surgiu jovem no clube e chegou até a Seleção Brasileira.

1ae19 Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro,  Rafael Sóbis...

"Eu também não tive a atenção que merecia. Sair da base do Corinthians é muito complicado", admitiu Everton Ribeiro. Ele foi vendido para o Coritiba por R$ 1,5 milhão em 2011. Quatro anos depois, o Cruzeiro o repassou para o Al Ahli por R$ 25 milhões.

Rafael Sóbis também foi outro jogador desperdiçado. Saiu de graça. "Era juvenil e percebi que não teria chance no Corinthians. E acabei indo para o Internacional." Bastaram dois anos e o atacante foi vendido para o Bétis por 8 milhões de euros, cerca de R$ 26,9 milhões que ficaram nos cofres gaúchos.

O garoto tinha o apelido de Marcelinho, pela semelhança com seu ídolo, Marcelinho Carioca. Estava feliz da vida jogando na base corintiana. Mas seus pais exigiram que o clube pagasse os estudos do filho e mais uma ajuda de custa. O dinheiro não veio e ele foi para o São Paulo. Abandonou o antigo apelido. Assumiu o nome Lucas. Acabou vendido para o PSG por R$ 108 milhões.

O Corinthians é o atual campeão brasileiro e paulista sub-20. Além de vencedor da Copa São Paulo 2015. O clube vive um dos seus piores momentos financeiros da história. Disputou a Libertadores devendo salários, direito de imagem e premiações. Foi eliminado precocemente diante do Guarani do Paraguai. Mesmo assim, o departamento profissional está fechado para suas revelações.

3ae7 Mesmo afundado em dívidas, o Corinthians vira as costas para a base. Descaso e incompetência se juntam no desperdício de jovens talentos. Matheus Cassini, Marquinhos, Lucas, Éverton Ribeiro,  Rafael Sóbis...

Tite tem enorme culpa nisso. Dos treinadores brasileiros, ele é um dos com maior aversão aos jovens garotos. Até mesmo Mano Menezes acompanhava mais de perto o trabalho na base. Confiava mais nos meninos. Por isso veteranos como Sheik e Danilo tiveram vida tão longa no Corinthians. Deverão sair agora porque seus contratos estão vencendo. E são atletas caros. Se dependesse apenas da vontade do técnico, eles seguiriam. Talvez se aceitem ganhar bem menos, até continuem.

Guilherme Arana, Pedro Henrique, Tocantis treinaram com os profissionais este ano e já foram devidamente despachados. Roberto de Andrade e Andrés gostariam que Tite trabalhasse com mais atletas da base. Mas já entenderam que criariam enorme problema. Ele não sente confiança. Tem apostado em Malcom por pura falta de opção. Por Vagner Love estar muito mal.

Do atual time titular, só Malcom saiu da base direto para o time. Cássio estava sem clube depois de sua passagem pelo PSV. Fagner nasceu no Parque São Jorge, mas passou pelo Vitória, PSV, Vasco e Wolfsburg até voltar. Com 50% dos seus direitos comprados. Felipe, do Bragantino. Gil veio do Valenciennes. Fábio Santos, Grêmio; Ralf, Grêmio Barueri; Elias, Sporting; Jadson, São Paulo; Emerson, Fluminense; Guerrero, Hamburgo.

Para deixar tudo ainda mais surreal, o Corinthians já investiu R$ 2,3 milhões em um CT faraônico para suas categorias de base. Ele ficará em uma área de 59 mil metros quadrados, ao lado do CT dos profissionais. Terá três campos oficiais, um de grama sintética, mini-estádio para duas mil pessoas, piscina, vestiários, departamento médico,academia, mini-escola, auditório e refeitório com capacidade para 150 jogadores. Isso para quatro categorias da base. A Ambev investiu R$ 1,5 milhão e a Odebrecht, R$ 1 milhão.

O custo dessa obra imensa está orçado em R$ 41 milhões. Esse dinheiro deverá vir na forma de Lei do Incentivo ao Esporte, projeto que deduz impostos das empresas que colaborarem. Já há até o nome que batizará esse CT dos garotos: Ronaldo Luiz Nazário de Lima.

Mas perguntas realistas que devem ser feitas. De que adianta tanto investimento na base se o clube não aproveita seus garotos talentosos? E pior, não consegue lucrar revendendo esses atletas. Mesmo ganhando com seus meninos ganhando os títulos mais importantes no país.

O que acontece na base do Corinthians é simples. Triste casamento que deu certo. A incompetência encontrou o descaso...
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A demissão mais dolorida de Felipão. Depois do Palmeiras e Seleção, foi mandado embora do clube que era a sua ‘casa’, o Grêmio. Perto dos 67 anos, milionário, é hora de repensar a vida…

1reproducaolance2 A demissão mais dolorida de Felipão. Depois do Palmeiras e Seleção, foi mandado embora do clube que era a  sua casa, o Grêmio.  Perto dos 67 anos, milionário, é hora de repensar a vida...
Foi uma demissão lastimável. Em todos os aspectos. O homem que em novembro completará 67 anos perdeu o seu último refúgio. Acreditava que receberia tratamento especial, carinho. Como se estivesse voltando para a casa. Por 17 anos, o retorno foi sonhado pelo Grêmio. Seu filho mais pródigo, capaz de fazer esse país pentacampeão do mundo, retornaria.

No subconsciente de muitos, o único com capacidade para reconquistar a Libertadores e o Brasileiro. Títulos que ficaram para trás em 1995 e 1996. Só que Luiz Felipe Scolari não era nem sombra do treinador que deixou o estádio Olímpico.

Milionário, traumatizado pela responsabilidade do maior vexame do futebol deste pais. E sem a menor paciência para suportar pressão pelo clube não ter dinheiro. Não tinha mais a disposição de duas décadas atrás de procurar jogadores para formar um time competitivo. Sabia que tudo recairia sobre suas costas. Mas ainda acreditava que os torcedores gremistas, a quem tanto trouxe alegria, o preservaria. Erro lastimável.

Toda a sua identificação com o azul, branco e o negro foram esquecidos. Torcedor quer vitória, título, não desculpas pelos fracassos seguidos. E eles vieram. A eliminação da Copa do Brasil diante do Santos, depois do vexame racista com Aranha, no estádio Olímpico.

A sonhada vaga para a Libertadores de 2015 ficou pelo caminho. A perda do Gaúcho para o Internacional de Aguirre. A confirmação que o gremista se preparasse para sofrer no Brasileiro foi a gota d'água. A senha de que o clube lutaria para não ser rebaixado fez a diretoria agir.

O presidente Romildo Bolzan Júnior havia prometido ao ex-Fabio Koff que não encostaria um dedo em Felipão. Ele seria o seu treinador até o seu final de mandato, em 2016. Só sairia se quisesse.

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A prioridade de Romildo é resolver o enrolado pagamento da nova arena, construída pela OAS. Já deu imóveis para amortizar a dívida. A construtora tem sua cúpula atingida em cheio pela operação Lava-Jato. E tem deixado de pagar o empréstimo tomado pelo BNDES. A situação está complicadíssima.

Com o débito com a arena, o clube estaria com dívidas perto de R$ 300 milhões. O que torna impossível formar um grande time. Com jogadores importantes como, por exemplo, o Internacional.

Felipão estava arrasado, massacrado depois da vexatória campanha do Brasil na Copa de 2014. Fora o 7 a 1 para a Alemanha, a derrota por 3 a 0 para a Holanda, na decisão do terceiro lugar. Ele perdeu o chão de vez, o rumo de casa, ao ouvir de José Maria Marin e Marco Polo que não continuaria na Seleção. Os dois haviam prometido a ele que, fosse qual fossem os resultados do Brasil na Copa, seguiria. Sabiam que o elenco era jovem demais. Felipão acreditou. Não percebeu o quanto a opinião pública exigia sua demissão.

Scolari foi tão ingênuo que, convocado para a reunião que marcaria sua demissão, ele levou o balanço de atuação dos jogadores na Copa. E a lista daqueles que gostaria que continuassem sendo convocados. E os que se queimaram. Marin e Marco Polo não quiseram nem olhar. Ele e Parreira estavam no 'olho da rua'.

1ap6 1024x716 A demissão mais dolorida de Felipão. Depois do Palmeiras e Seleção, foi mandado embora do clube que era a  sua casa, o Grêmio.  Perto dos 67 anos, milionário, é hora de repensar a vida...

A tristeza de Felipão foi agravada ao perceber que havia um carro de reportagem da Globo no edifício onde mora José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Nele estava o repórter Marco Aurélio Souza. O treinador entendeu que, além de demitido, a emissora a quem abriu a Granja Comary iria ter o privilégio do furo nacional. Marco Aurélio escreveu ao blog dizendo ser uma 'coincidência' sua presença no edifício de Marin enquanto Felipão perdia o emprego.

Felipão ficou muito ferido. Desorientado. Nas ruas de São Paulo e Rio era ironizado, xingado. Estava ficando deprimido. Buscou guarida no seu Rio Grande do Sul. Seu amigo íntimo Fabio Koff sabia tudo o que se passava. O treinador também tinha conhecimento das dificuldades financeiras gremistas.

Koff quis resolver os problemas dos dois lados. Ofereceu a Felipão o 'carinho' do Grêmio. Desde que ele aceitasse um salário razoável. Por R$ 350 mil, Felipão voltava para o estádio Olímpico. Com seu parceiro de todas as horas, Murtosa, R$ 50 mil. Na Seleção, Scolari recebia R$ 612.154,43 na carteira de trabalho. E seu auxiliar, embolsava R$ 82.785,50. Mais prêmios por objetivo.

Em 15 dias, seu clube de coração o resgatava. A recepção que Felipão teve foi maravilhosa. Torcedores gremistas agiam como se não fosse o mesmo técnico a envergonhar o Brasil. A frase 'o campeão voltou' foi a mais repetida ao pisar de novo no estádio Olímpico. Ganhou a camisa gremista número 1 das mãos de Fábio Koff. Se emocionou. Dizia que teria no clube de seu coração o 'abraço e o carinho' que precisava nesta hora tão difícil.

 A demissão mais dolorida de Felipão. Depois do Palmeiras e Seleção, foi mandado embora do clube que era a  sua casa, o Grêmio.  Perto dos 67 anos, milionário, é hora de repensar a vida...

Só que ele não pôde fazer milagres. Encontrou um time medíocre com a torcida imaginando que ele bastaria. Faria milagres com a equipe fraca que tinha nas mãos. Ainda mais para aborrecê-lo havia Kléber. O jogador que ousou desafiá-lo no Palmeiras. E com quem jurou que jamais trabalharia de novo. A sua primeira providência foi afastá-lo. Se o Grêmio perdesse milhões com processo, já que tinha contrato com o jogador até 2016, não era problema de Felipão. Não queria nem olhar para a cara de Kléber.

O treinador fez um trabalho fraco no seu retorno. Mesmo com jogadores ruins, não conseguiu encontrar definir esquema tático competente. O Grêmio virou uma equipe lenta, com péssima saída de bola, sem criatividade no ataque, previsível. Covarde. Facilmente anulada.

Começou o Brasileiro empatando com a Ponte Preta no Olímpico em 3 a 3. Seu time foi vaiado e ele xingado. Depois a lamentável derrota para o fraquíssimo Coritiba por 2 a 0. Na volta à Porto Alegre, os torcedores não o pouparam. Pelo contrário. Os gritos de 'velho gagá', 'burro', 'incompetente', foram acompanhados dos pedidos para 'ir embora'. Ouviu ainda o adjetivo que mais o tira do sério: 'ultrapassado'.

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Estava sendo tocado de seu refúgio. Em menos de 300 dias, o carinho havia virado repulsa. O presidente Romildo também havia perdido a paciência com ele. O treinador o expunha em todas as entrevistas lembrando que pedia reforços que nunca chegavam. Era a hora de mandá-lo embora.

Foi tudo constrangedor. Para tentar deixar um pouco menos, Romildo deu coletiva. Falou que o técnico pediu demissão. Mas não convenceu a imprensa gaúcha e os torcedores. Sabem que a direção gremista que o mandou embora. Não vai assumir para não humilhar ainda mais aquele que era seu 'filho' que lhe dava mais orgulho.

O futuro de Felipão é incerto. Ele não precisa mais do futebol. Tem muitos investimentos, principalmente imóveis. No Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Goiás. Pode viver uma vida de rei com suas rendas. Seleções periféricas como a do Peru, de Honduras, Costa Rica já pensaram no brasileiro. E ele recusou.

Mas a verdade é que a terça-feira 19 de maio de 2015, é cinzenta, triste. Seu último refúgio não existe mais no futebol. Os lugares no Brasil onde encontrou mais felicidade viraram as costas com prazer ao seu trabalho. Palmeiras, Seleção Brasileira e agora, Grêmio.

A vida do técnico Luiz Felipe Scolari mudou. Para muito pior. Abandonado até pelo clube que mais ama. Milionário, 66 anos, chegou a hora de repensar a vida. Ser sincero e analisar se vale a pena continuar sendo técnico de futebol...

(No final da tarde, como é de costume, Felipão desenhou a realidade como ele quis. Por meio de nota de sua assessoria de imprensa.

(..."Existem grupos interessados em fazer essa substituição porque outros grupos vão tomar conta do poder. Este é um problema que já não era mais da minha alçada e não é da minha alçada, mas que está acontecendo e acontecerá. Provavelmente o Romildo vai ter que se cuidar muito bem dessa parte. O resto, quando não se tem o resultado desejado, como foi o do meu resultado no Campeonato Gaúcho, que eu prometi ao doutor Fábio e não consegui, eu acho que tenho um débito e esse débito estou pagando saindo do Grêmio. E pedindo a demissão, o Grêmio não tem ônus nenhum. Isso que eu quero frisar mais uma vez. Não quero ônus de alguém. Eu quero deixar o Grêmio em condições e possibilidades de até boas contratações se assim quiser. Porque aí será melhor para o Grêmio. Eu como gremista gostaria de ver muito mais. Um Grêmio muito melhor".)
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Palmeiras não se preocupa. Dudu não cumprirá os seis meses de punição por agredir árbitro. Deve até jogar no domingo contra o Goiás. A justiça esportiva no Brasil não passa de um pobre teatro mambembe…

1ae17 Palmeiras não se preocupa. Dudu não cumprirá os seis meses de punição por agredir árbitro. Deve até jogar no domingo contra o Goiás. A justiça esportiva no Brasil não passa de um pobre teatro mambembe...
Ao contrário do que poderia parecer, ninguém está desesperado no Palmeiras. Dudu não vai cumprir seis meses de suspensão. Paulo Nobre já foi tranquilizado pelo departamento jurídico. Assim como Oswaldo de Oliveira sabe que talvez já possa até escalar o atacante no domingo, contra o Goiás. O único a levar a sério o teatral julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo foi o desavisado atleta. Poderia ter economizado suas lágrimas.

Mas seu rosto logo secou. O advogado palmeirense, André Sica, o tranquilizou na saída do tribunal. Ele seguirá o mesmo caminho por seu ídolo e colega corintiano João Zanforlin. Adotará os mesmos passos que livraram Petros da também assustadora suspensão de 180 dias por agressão a um árbitro. E transformaram em três jogos de suspensão.

A legislação esportiva brasileira é vergonhosa. Permite recursos e mais recursos. O primeiro deles é o efeito suspensivo. Um recurso que impede que a punição seja cumprida enquanto não aconteça o outro julgamento exigido pelo clube. É exatamente isso que o Palmeiras deverá fazer ainda hoje. E liberar Dudu para jogar domingo e até que outro julgamento, no Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista.

Se a condenação for mantida, não há razão para medo. A justiça permite ainda outro julgamento. No benevolente Pleno do STJD da CBF.

O Palmeiras segue a mesma linha de raciocínio que transformou severos seis meses de afastamento de Petro em ridículos três jogos de suspensão. A chave é transforma a agressão ao ato hostil, com pena muito mais branda no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

E desmoralizar a principal prova, além das imagens. A súmula do árbitro Guilherme Ceretta de Lima, que apitou a final do Campeonato Paulista, entre Santos e Palmeiras. Aqui a reprodução, como o juiz escreveu. Em letras maiúsculas.

APÓS TER SOFRIDO UM TRANCO DO SEU ADVERSÁRIO, SR. GEUVANIO SANTOS SILVA, N. 11, ATINGIU COM O ANTE BRAÇO AS COSTAS DO MESMO, QUANDO A PARTIDA SE ENCONTRAVA PARALISADA, SENDO EXPULSO DE IMEDIATO.

ATO CONTÍNUO PARTIU EM MINHA DIREÇÃO, E DESFERIU UM GOLPE DE FORMA INTENCIONAL COM SEU ANTE BRAÇO ATINGINDO AS MINHAS COSTAS, PROFERINDO AS SEGUINTES PALAVRAS: – '' VOCÊ É UM SAFADO, SEM VERGONHA, VEIO AQUI ROUBAR A GENTE, SEU FILHO DA PUTA, MAU CARÁTER, LADRÃO'', TENDO QUE SER CONTIDO PELOS SEUS COMPANHEIROS.(VERMELHO DIRETO)."

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O 'golpe intencional' citado na súmula não deveria deixar dúvida alguma. Mas na juridição brasileira deixa. Ainda mais quando o jogador é de time grande, importante. Custou R$ 19 milhões. Se chama Dudu.

As desculpas dada ontem pelo atleta foram patéticas. Primeiro ele disse que não se lembrava de ter xingado o árbitro. E depois, a agressão pelas costas, foi apenas uma maneira de protestar diante da injustiça do cartão vermelho que sofreu por trocar empurrões e tapas com Geuvânio do Santos.

O Palmeiras havia adiado o julgamento de Dudu para 'serenar os ânimos' do TJD. Deixar a 'poeira baixar', como repetem os veteranos advogados que frequentam a Federação Paulista de Futebol. Mas mesmo assim, a pressão foi grande, de acordo com a importância do acusado e do clube.

Na visão crua de quem trabalha no direito esportivo do Brasil, a situação é simples de resumir. Quando o TJD costuma ser rígido e sacia a opinião pública sedenta de justiça. Costuma ter auditores mais jovens. O Pleno da FPF, com auditores mais experientes, vividos, costuma ser mais compreensivo. E o Pleno do STJD da CBF, mais carinhoso ainda com atletas e equipes representativos.

Está claro que a justiça esportiva brasileira infelizmente é política. Impossível negar que repete o mesmo caminho fora dos campos esportivos neste país. Quem pode pagar advogados caros, dificilmente é preso, tantos são os recursos e mais recursos.

Dudu não pode ser crucificado. Assim como Petros, Guerrero, Fred, Jobson, jogadores de clubes grandes que foram favorecidos. O problema crônico é do país.

2ae7 Palmeiras não se preocupa. Dudu não cumprirá os seis meses de punição por agredir árbitro. Deve até jogar no domingo contra o Goiás. A justiça esportiva no Brasil não passa de um pobre teatro mambembe...

O reflexo na sociedade é evidente. O da impunidade. Quando um jogador xinga e agride um árbitro e não sofre uma suspensão firme, o exemplo que passa é o da permissividade. Tudo é permitido. O juiz em campo representa a legislação. Quando é xingado, humilhado e recebe um empurrão pelas costas por ter dado um cartão vermelho e nada acontece ao atleta, a sociedade é contaminada.

Como aconteceu no Planalto Central. Bruno Henrique, atacante do Goiás, jogava contra o Serrinha. Foi lançado na área. A bola foi longa. Ele a ajeitou com o braço e fez o gol. O árbitro André Luiz Castro não percebeu. O jogador comemorou, vibrou, mesmo sabendo o quanto o lance foi desonesto. Depois ainda teve a coragem de dar a seguinte declaração. "A bola pegou na minha coxa." O Goiás ganhou três pontos.

O atleta foi indiciado pelo TJD goiano. No artigo 234-A do CBJD, por "atuar de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente". Os julgadores foram firmes. O condenaram a 12 partidas. Seria um marco da justiça desportiva no Brasil. Mas o departamento jurídico do Goiás não se preocupou. Sabia muito bem como funcionam os tribunais.

1goias1 Palmeiras não se preocupa. Dudu não cumprirá os seis meses de punição por agredir árbitro. Deve até jogar no domingo contra o Goiás. A justiça esportiva no Brasil não passa de um pobre teatro mambembe...

"Estamos com o recurso pronto e vamos protocolar na Federação. Nossa primeira alegação é que não há a prova no processo. Não basta ter apenas o vídeo no lance, é necessário ter a prova no processo e isso não há. Nosso segundo ponto de defesa é para desqualificar o atleta no Artigo 243-A para o Artigo 250 (praticar ato desleal ou inconveniente durante a partida, prova ou equivalente). Nesse caso a pena seria de uma a três partidas", declarou ou advogado do Goiás, João Vicente.

Ou seja, mesmo com o vídeo deixando clara a irregularidade, o 'doutor' sabia que o esperto jogador estaria livre para jogar as finais do Campeonato Goiano. E as 12 partidas não passavam de mera bravata.

Dito e feito. As 12 partidas se transformaram em duas. E Bruno Henrique estava lépido e solto na decisão. Titular nos dois jogos finais que deram o título goiano ao seu time contra o Aparecidense. Impossível maior desmoralização maior para a justiça esportiva.

Por esse caso e muitos outros, Oswaldo de Oliveira, Paulo Nobre e o próprio Dudu estão tranquilos. O Palmeiras terá seu reforço de R$ 19 milhões contra o Goiás. Novos julgamentos amenizarão esses seis meses de suspensão. Deverão se transformar em poucas partidas de punição. Como aconteceu com Petros. E outros árbitros agredidos, a legislação ferida? Desmoralizados, como sempre.

A Justiça Desportiva neste país não passa de um pobre teatro mambembe. Aqui a lei de Gerson prevalece. Economize suas lágrimas, Dudu...
2reproducao7 Palmeiras não se preocupa. Dudu não cumprirá os seis meses de punição por agredir árbitro. Deve até jogar no domingo contra o Goiás. A justiça esportiva no Brasil não passa de um pobre teatro mambembe...

Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge…

2ae Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge...
O deputado federal Andrés Sanchez Navarro é muito esperto. Seus inimigos mortais, como Carlos Miguel Aidar e Marco Polo del Nero, admitem. É preciso cuidado com ele. É vingativo. Aprendeu com seu amigo Lula a usar os veículos de comunicação para o que quer. Destruir adversários. Ou fazer aliados poderosos.

Se a ISL e a Polícia Federal não tivessem derrubado Ricardo Teixeira, ele estaria dando as cartas no futebol brasileiro. Teria a presidência da CBF como presente do amigo íntimo. Mas houve tempo suficiente para posar de coordenador de seleções. Não ter função prática alguma. A não ser fazer churrasco para José Maria Marin e Marco Polo del Nero.

Mas pôde ver de perto o vexame nas Olimpíadas de Londres, com Mano Menezes, o 'seu' técnico. E ainda ganhar um estádio como prêmio. Recompensa por ter implodido o Clube dos 13. E garantido a manutenção do monopólio da Globo nas transmissões do futebol. Privilégico que vem desde a Ditadura Militar.

"O Andrés Sanchez tinha um estádio prometido para detonar a mesa (o Clube dos 13). Ele ia ganhar um estádio. Estou falando aqui porque ele falou comigo e não pediu segredo. Falei com ele e perguntei: ‘Que sacanagem é essa?’. Porque ele é tudo, menos bobo. "Kalil, estou ganhando um estádio". Virei as costas e saí andando. Porque eu também se me dessem um estádio detonava a mesa."

O ex-presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, falou de forma aberta para a ESPN-Brasil. Andrés não o desmentiu. "Ele sabe que é verdade o que eu disse", completa o ex-dirigente atleticano, assumindo a inveja pela negociação que feito ex-presidente corintiano.

Só que o destino não costuma ser muito carinhoso com os espertos demais. Andrés ganhou e comemorou com Lula, Ricardo Teixeira e a cúpula da Globo a conquista do Itaquerão. Mas não conseguiu enxergar a crise mundial. Acreditou que as primeiras conversas com a cúpula da Emirates Airlines seriam definitivas. A empresa havia chegado no Brasil em 2009. E queria crescer, se popularizar por aqui.

1divulgacao2 Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge...

As negociações com os naming rights do Corinthians estavam encaminhadas. Andrés saboreava os R$ 400 milhões por 20 anos. Seria a maior transação já feita na história do futebol da América Latina. Mas o acaso outra vez sabotou o planos. A recessão mundial fez a empresa diminuir suas pretensões no Brasil. Em seguida, morreram três operários trabalhando na obra. E finalmente, a péssima campanha do Brasil na Copa. O lastimável cenário do futebol no país, com queda de audiência e crescente desinteresse de público. A Emirates virou as costas de vez para o insistente brasileiro.

Andrés Sanchez perdeu quatro anos fantasiando, se iludindo com o naming rights enquanto o apelido Itaquerão se consolidava. Virou um obstáculo grande demais, apesar dos seus palavrões. Donos de agências importantíssimas no Brasil sabem que agora é tarde. Virou sinônimo do estádio corintiano. A Fifa o conhece oficialmente por Itaquera Stadium, o que só piora ainda mais a triste situação. A empresa que tentar batizar a arena jogará dinheiro fora.

Andrés segue perseguido pela maré de falta de sorte. E falta de visão. O ex-prefeito Kassab não tinha autonomia para dar R$ 420 milhões em CDIs para a construção da arena. O Ministério Público considerou ilegal a doação. Empresa alguma aceita comprar esses papéis. Ele tentou vendê-los de volta para a Prefeitura de São Paulo. O prefeito das ciclovias, Fernando Haddad, gargalhou. Disse que não aceita de jeito algum.

 Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge...

Haddad é inimigo de Andrés. Sabe que Lula gostaria que o ex-presidente corintiano o sucedesse. Mas o imponderável outra vez pulou nas costas do dirigente. O ex-presidente da República tinha certeza que a popularidade do Corinthians daria ao amigo íntimo mais de um milhão de votos como deputado federal. O filiou com orgulho no PT. Mas veio a eleição e a decepção. Teve 'apenas' 169.834. Mostrou que é inviável sonhar como prefeito de São Paulo.

Tudo ainda iria piorar. O Supremo Tribunal Federal desconfiou de suas declarações de bens. O ministro Luiz Fux autorizou que a Procuradoria-Geral da República investigue todas as propriedades de Andrés. Assumiu para ser candidato ter um patrimônio de apenas R$ 1.725.209,67. Se for comprovado ter mais, seu mandato pode ser cassado.

Todos no Corinthians sabem que Andrés manda mais do que Roberto de Andrade. Na verdade, completa dez anos de poder absoluto no clube, desde a sua primeira eleição, em 2005. Ele substituiu Alberto Dualib, de quem foi vice de futebol, mas renega qualquer ligação.

Sabe muito bem que o Corinthians está mergulhado em uma absurda crise financeira por causa do Itaquerão. O acordo que fez com a Odebrecht foi péssimo. Nenhum centavo da arrecadação dos jogos fica no clube. Vai direto para o pagamento do estádio. O que é uma loucura. Andrés sonha com uma renegociação, mas a cúpula da construtora não quer nem saber. Não há de onde tirar dinheiro mais dinheiro. Por contrato, o clube é proibido de jogar como mandante em outro lugar que não seja no estádio que, segundo Kalil, ganhou para implodir o Clube dos 13.

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Andrés está com os nervos à flor da pele. A eliminação precoce do Corinthians da Libertadores de 2015 foi o golpe final. Agora que não há mesmo boa possibilidade para o restante do ano.

E o clube tem o seu maior ídolo com o contrato encerrando em agosto. Paolo Guerrero. O peruano tem personalidade forte e nunca foi de longos abraços, sorrisos, afagos com o dirigente. Andrés sabe muito bem que o Corinthians não possui dinheiro para comprometer R$ 40 milhões com o atacante: R$ 21 milhões de luvas e R$ 19 milhões em salários por três anos. A saída do atacante é uma questão de tempo.

Mas para não assumir a falta de dinheiro, o que resolveu fazer o 'esperto' dirigente? Jogar a culpa na ganância de Guerrero.

"Se for com o que está pedindo, se não abaixar, a minha opinião é de que não renovem. Ele que vá para o Palmeiras, Flamengo, São Paulo, para onde quiser ir. É direito dele. Ninguém tem que ficar bravo. Se ele estivesse mal, estaria tomando pontapé. Ele está no papel dele. Não tem mercenário."

Andrés fez questão de resumir a situação ontem, nas câmeras da TV Gazeta. Sabia o que estava falando. Esperto, pareceu um frade falando do atacante. Mas misturou as palavras Palmeiras, São Paulo, Flamengo e mercenário. O que fica para o corintiano que aprendeu a cultuar o tatuado artilheiro do Mundial é que ele deseja trocar de clube. E virou o assunto deste 18 de maio de 2015.

Ele sabe que Guerrero morre de medo das organizadas corintianas. Foi esganado na invasão feita pelos torcedores ao Centro de Treinamento no ano passado. O ex-presidente Mario Gobbi revelou publicamente o ato absurdo. Temendo represálias, o atacante não formalizou a denúncia na polícia. Trocar o Parque São Jorge por um grande rival como o Palmeiras e continuar em São Paulo seria provocar as organizadas corintianas. O deputado sabe que o peruano tem tudo para preferir voltar à Europa ou ir para a China. Por isso o desabafo tem o poder de blefe.

1ae16 Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge...

Sensacional artimanha de Andrés Sanchez. Fazer a imprensa e os torcedores passarem o dia discutindo, imaginando Guerrero com a camisa do Palmeiras, do São Paulo, do Flamengo. A sua ingratidão com o Corinthians. Buscar outros artilheiros na história que saíram de um rival para autuar no outro.

Assim, pouquíssimas pessoas se lembrarima que hoje é dia de aniversário. Há um ano era inaugurado o Itaquerão. Os corintianos assistiam o time perder para o Figueirense. Mas não importava. O que valia era a felicidade de ter seu estádio. Um arena 'ganha' por Andrés, de acordo com Alexandre Kalil.

O ex-presidente ficou um tempo administrando o estádio. Estava brigado com Mario Gobbi. Mas desistiu diante da pressão das organizadas. Elas reclamavam dos preços caríssimos dos ingressos. Suas chefias sabiam da dívida do Itaquerão. E queriam que Andrés as explicasse. Diante do desgaste, ele desistiu de ser o 'administrador'.

 Guerrero no Palmeiras. A esperta estratégia de Andrés Sanchez, o dono do Corinthians. Desviar o foco de um ano do Itaquerão, estádio que está falindo o Parque São Jorge...

Os 34 jogos do Corinthians na arena renderam mais de R$ 69 milhões nas bilheterias. Só que os R$ 40,6 milhões líquidos deste primeiro ano ficaram com o fundo criado para pagamento do estádio.

As dívidas do Corinthians com o estádio passam de R$ 1,3 bilhão. Ela sufoca, tira o oxigênio corintiano. Faz o clube atrasar salários, direitos de imagem dos jogadores, da Comissão Técnica. Implode o ambiente no time. Colaborou demais na eliminação da Libertadores.

Por isso, o esperto Andrés Sanchez quis desviar o foco. Não quis bolo, nem festa hoje. O estádio é uma conquista sonhada há mais de 100 anos pelos corintianos. Mas o preço está sendo alto demais. Estupidez que a cúpula corintiana não quer ver tornada pública nesse dia que deveria ser tão especial.

Muito melhor falar em Guerrero no Palmeiras...

Triste o clube que é atrelado a decisão de um só homem. Este é o retrato do Sport Club Corinthians Paulista. Que se submete às vontades e desejos do deputado federal do PT, Andrés Navarro Sanchez.

Infeliz aniversário, Itaquerão...
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Para desespero dos dirigentes, a eliminação do Boca Juniors da Libertadores é um marco. Os clubes serão punidos pela selvageria de seus torcedores. O futebol da América do Sul passa a ser civilizado…

 Para desespero dos dirigentes, a eliminação do Boca Juniors da Libertadores é um marco. Os clubes serão punidos pela selvageria de seus torcedores. O futebol da América do Sul passa a ser civilizado...
Até que enfim o futebol sul-americano saiu da Idade das Trevas. Deu o primeiro passo. O Comitê Disciplinar da Conmebol eliminou o Boca Juniors da Libertadores. A estúpida agressão com gás pimenta de membros de suas organizadas aos jogadores do River Plate custou caro. O time mais popular da Argentina não só não disputa mais esta Libertadores.

Muito mais importante do que o lamentável caso: foi derrubada de vez a tese de que o clube não tem nada a ver com os atos de seus torcedores. Ainda mais jogando em csa.

Na próxima competição organizada pela Conmebol, pode ser a Copa Sul-Americana, o Boca atuará quatro partidas na Bombonera com portões fechados. E seus torcedores estarão impedidos de irem em outros quatro jogos quando o time não for mandante. Mais o pagamento de 200 mil dólares, cerca de R$ 600 mil.

Mas não foi nada fácil. Desde 1960 foram 55 edições. E nenhum clube havia sido eliminado da competição, por mais absurdo que seus torcedores possam ter cometido.

Em 1962, uruguaios jogaram garrafas em jogadores santistas. Dois episódios lamentáveis no Pacaembu. Em 1991, o Corinthians perdia por 2 a 0 para o Flamengo. Aos 28 minutos do segundo tempo, as organizadas resolveram invadir o gramado, acabar o jogo. Foram além. Roubaram garrafas de cerveja dos bares do estádio. E passaram a jogá-las no campo. Depois desse absurdo, as garrafas de vidro foram proibidas na América do Sul.

Em 2006, as organizadas e a PM travaram uma batalha homérica. Os torcedores queriam linchar jogadores tanto do Corinthians como do River Plate. Inúmeros casos de racismo. Pedras em ônibus, nos jogadores, guerras de rojões. E infelizmente até morte na arquibancada, quando um sinalizador esfacelou o cérebro de Kevin Spada, menino de 14 anos que resolveu ver o campeão mundial Corinthians enfrentar seu time de coração, o San José, em Oruro, Bolívia.

Torcidas do Palmeiras, do São Paulo, do Santos, do Inter, do Cruzeiro, do Atlético Mineiro, do Flamengo, Vasco já apedrejaram ônibus adversários. Fizeram tocaias. Soltaram rojões em hotéis para adversários não dormir. A selvageria não é privilégio de nenhum clube.

Foram anos e anos de descaso, impunidade, vergonha. Os 'julgamentos' eram arbitrários, sem nenhum fundamento técnico. De acordo com as ditaduras militares que dominaram a América Latina por décadas. Os próprios dirigentes da Conmebol determinavam as punições. De acordo com o poderio político, financeiro dos times envolvidos, vinham as 'penas'. Quem fazia justiça não eram advogados, juízes de direito. Mas meros executivos da entidade. Muitos deles canalhas, corruptos, tão ou até mais criminosos do que os vândalos.

Foi a Fifa, apenas em 2010, que obrigou que a Conmebol criasse seu Comitê Disciplinar. Sempre houve resistência. Os executivos da entidade gostavam das benesses de se fingir de juízes de Direito.

Mas o Comitê Disciplinar é um órgão estranho. Sujeito à pressões. Em muitos casos de suspensão, como por exemplo, o de Emerson, do Corinthians, apenas uma pessoa é incumbida de determinar a pena. O máximo que o clube faz é enviar as imagens do incidente, as explicações por escrito e as desculpas do jogador. "Não há um julgamento normal. Tudo vai depender da boa vontade desse membro do comitê. Não há lógica, não há nada. Os clubes ficam de mão amarradas." O resumo é de João Zanforlin, experiente advogado do Corinthians.

O que aconteceu ontem à noite foi algo que parecia lógico. Tudo que aconteceu na Bombonera foi inacreditável. Mas eliminar pela primeira vez um time da Libertadores. E ainda mais o Boca Juniors acabou sendo marcante, difícil demais. Até o governo da presidente Cristina Kirchner tentou interferir. Mergulhado na recessão, como o vizinho Brasil, Cristina não queria o clube mais popular fora da competição.

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A pressão foi imensa na sede da Conmebol, no Paraguai. Ela já fica em Assunção e não pode ser presidida por brasileiros ou argentinos. Foi um acordo para que ela não seja favorável a uma das maiores potências da América do Sul. Os dirigentes sabem quem são.

Os membros do Comitê Disciplinar ficaram reunidos quase 12 horas até chegar ao veredito. Enquanto isso, a omissa e absurda polícia argentina tentou amenizar a situação do Boca. Divulgou sua mentirosa suspeita que o gás pimenta que atingiu os jogadores do River Plate chegou voando, das arquibancadas. E não veio do túnel, onde torcedores do Boca Juniors rasgaram ou queimaram um pedaço do túnel inflável, por onde os atletas rivais entraram no gramado.

Logo ficou claro que a versão era falsa. Até a absurda trajetória dos tiros que mataram John Fitzgerald Kennedy em 1963 foi melhor explicada. O gás pimenta partiu mesmo das mãos dos torcedores. O túnel fica 'grudado' nos alambrados do acanhado, histórico, mas ultrapassado estádio Bombonera.

Nas 12 horas de discussão, os auditores da Conmebol sabiam que estavam tomando uma decisão com enorme peso. Não só por tirar o Boca da competição. Mas por deixar claro que, a partir de agora, os clubes serão severamente punidos pelos atos dos seus torcedores.

Foi um absurdo o Corinthians não ser eliminado da Libertadores de 2013 após o assassinato do boliviano Kevin Beltran. O sinalizador partiu das suas organizadas. Mas como não havia precedentes. O julgamento foi político. Pesou o peso do governo brasileiro, defendendo o clube mais popular da rica São Paulo. E que havia acabado de ganhar não só a própria Libertadores como o Mundial de Clubes.

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A tese ridícula do então presidente do Corinthians, Mario Gobbi, prevaleceu. A que o Corinthians não tinha nada a ver com suas organizadas. Enquanto ele berrava nos microfones, trabalhava como um moro pela libertação dos 12 membros das torcidas presos em Oruro. A prisão foi sim arbitrária, outra estupidez. Mas negar a ligação das organizadas no clube é hipocrisia. O grupo que administra o clube desde 2005 veio das arquibancadas. Andrés Sanchez é um dos fundadores da Pavilhão Nove.

O grande medo dos dirigentes sul-americanos sempre foi ver seus clubes punidos pelos atos de seus torcedores. Mas a regra no mundo civilizado é essa. Além de a polícia mandar os vândalos para a cadeia.

A Conmebol fez história ontem. Os dirigentes do Boca Juniors são dominados por suas violentas torcidas organizada, as barras bravas. Há traficantes, assassinos, ladrões, cambistas, drogados infiltrados nas principais. Todos sabem e ninguém age. Na Argentina como no Brasil não há vontade política para separar os criminosos das torcidas. O medo de medidas antipopulares que reflitam nas eleições.

Com a punição, os clubes daqui por diante terão de vigiar seus torcedores. Acabou a farra. Foi aberto o precedente. A eliminação foi importantíssima. Mas, mantendo a tradição política da Conmebol, a Bombonera foi poupada. O estádio deveria ser interditado por pelo menos seis meses. Para que fosse alterado o lugar onde entra para campo o time visitante. E também que servisse de exemplo para outras arenas onde o torcedor faz o que quer.

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Como por exemplo controlar um drone fantasiado de fantasma, com a letra B no peito. A piada em relação ao River Plate, que já visitou a Série B, está perfeita. O que não é possível é um mecanismo de ferro ficar voando livre sobre as cabeças de milhares de pessoas. Se ele cai pode ferir seriamente qualquer pessoa, matar outro menino.

Mesmo diante de todos os fatos e o julgamento, o presidente do Boca Junior, Daniel Angelici, já recorreu. Não concordou com a eliminação da Libertadores. Quer seu time jogando os 45 minutos restantes.

Com a maleável Conmebol não é bom comemorar antes. Enquanto Cruzeiro e River Plate não começarem a disputar uma vaga para a semifinal da Libertadores, tudo é possível.

Caso tudo siga o seu rumo normal e a sentença seja confirmada, o futebol sul-americano tem muito o que comemorar. E os dirigentes de seus principais times aprendam de vez. Eles estão ligados uterinamente com suas organizadas. As consequências da estupidez do crime que seus torcedores decidirem praticar recairão sobre os clubes. Como em qualquer lugar civilizado do mundo...
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Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos…

 Endividados, Corinthians e São Paulo querem se livrar de Guerrero e de Luís Fabiano. Não há como pagar R$ 40 milhões ao peruano. Ou razão para evitar que o veterano vá para os Estados Unidos...
"Idiotas." "Pau no ..."

Guerrero e Luís Fabiano reservaram essas 'edificantes' expressões a torcedores do São Paulo e do Corinthians, após as eliminações precoces, frustrantes de seus times na Libertadores. Os atacantes fizeram questão de falar e escrever em veículos que não cabem desmentidos: televisão e instagram. Assustados assessores de imprensa não tiveram como ligar para as redações tentando dizer que seus patrões foram mal interpretados.

A verdade é que ambos vivem momentos decisivos nas suas carreiras. A permanência dos dois no Morumbi e no Parque São Jorge se mostra dispensável. Experientes, vividos e muito caros, entendem o que está acontecendo.

Luís Fabiano foi chamado pela centésima vez de 'pipoqueiro' por indignados são paulinos no desembarque do time em São Paulo. Ele jogou mal na partida que tirou o São Paulo da Libertadores, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Errou um gol feito e ainda bateu pênalti em cima de Fábio. Justificou a sua fama de artilheiro de 'gols inúteis'. Nas partidas realmente importante ele se descontrola. Ou briga com adversários, juiz ou atua abaixo do seu potencial. Por isso o coro de 'pipoqueiro' o persegue há anos.

"A eventual perda do Luis Fabiano será mais um golpe duro. Mas ele ultimamente tem tido reiterados problemas de saúde que não o deixam apto a jogar, e precisamos do jogador inteiro, para que cumpra seu papel. Se for para o Orlando City, se isso vier a acontecer, será porque será bom para ele. O São Paulo não vai criar obstáculos de espécie alguma para a saída dele, não ofereceríamos a renovação", disse, com todas as letras, Carlos Miguel Aidar. O presidente foi sincero em abril.

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A atual diretoria do São Paulo não vê mais sentido manter um jogador caríssimo, que acumula contusões e decepções. São R$ 600 mil a um atleta que vai completar 35 anos em novembro. Com problemas financeiros graves, o clube deve salários e direito de imagem a todos os jogadores. Além disso, ele é um atleta de personalidade forte, que se impõe como titular. Mesmo lento e sem o faro de artilheiro de anos atrás. Se tornou um problema para Milton Cruz.

Enfrenta pela primeira vez a concorrência aberta de Alexandre Pato. "Esse ano não vou aceitar mais ficar no banco", disse o seu rival de posição, nove anos mais novo." Sempre estive com o grupo. Trabalhei honesto. Por tudo que passei no futebol poderia estar chiando. Aturei uma fala no momento errado do Pato, dizendo que não ficaria no banco. Engoli calado." Rebateu o veterano atacante, destacando as palavras 'grupo' e 'honesto'.

Fossem nos tempo áureos, o recado de Luís Fabiano faria Pato se desculpar em público. Ou no mínimo se calar. Não foi o que aconteceu. A resposta veio direta. ""Em momento nervoso, de final do jogo, nós temos que pensar em trabalhar, e não criticar o colega."

Kaká é amigo íntimo, de frequentar a casa de Luís Fabiano. Ele sabe de toda a situação. E está tentando levá-lo para o Orlando City. Vanderlei Luxemburgo já pediu para a direção do Flamengo estudar a contratação. Empresários tentam uma proposta importante do futebol chinês ou árabe. Aidar e o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, concordam que seria muito melhor para o São Paulo sua saída.

Haveria espaço para Pato. Centurión teria mais oportunidades. Alan Kardec poderá retornar aos gramados em setembro, depois de operação no joelho direito. A sombra de Luís Fabiano ainda é muito forte.

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O resumo da situação. A diretoria não quer mais o veterano, caro e problemático atacante. Já percebeu que não tem o que fazer no Morumbi. O respeito que tinha dos torcedores sumiu. Após a eliminação do time na Libertadores, nas redes sociais foi ridicularizado, principalmente por são paulinos.

Como rompeu a parceria de mais uma década com o empresário espanhol José Fuentes, caberá ao próprio jogador escolher seu melhor caminho. Tem garantido mais R$ 4,2 milhões em salários até dezembro, se quiser 'forçar a natureza'. Ou tentar ser mais feliz em outro lugar. No Morumbi, ele não é mais desejado. Por isso sua profecia depois da eliminação desta Libertadores tem tudo para durar muito tempo.

"Os idiotas que me xingam hoje, vão comemorar meus gols amanhã."

Paolo Guerrero vive uma outra situação. Mas também completamente desconfortável. Tite adoraria seguir com o jogador. Só que o Corinthians está amarrado às dívidas por causa do Itaquerão. Já deve mais de R$ 2 milhões em direito de imagem e salário ao peruano. Seu contrato termina em agosto.

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Depois que ele e seus empresários souberam das contratações de Vagner Love e Cristian por salários de R$ 500 mil mensais, decidiram não abrir mão da pedida de luvas de sete milhões de dólares, cerca de R$ 21 milhões. Mais salários de R$ 520 milhões. Por um contrato de três anos. Na verdade, eles já não haviam absorvido a contratação de Alexandre Pato recebendo R$ 800 mil mensais, fora os famosos R$ 40 mil de auxílio moradia.

Há um agravante. Paolo já tem 31 anos. Deseja passar fechar um ótimo contrato por três anos e depois encerrar sua carreira no clube de 'seu coração', Allianza Lima.

Só que o mergulho do Corinthians nas dívidas do Itaquerão coincidiu com a negociação pela sua renovação. O ex-presidente Mario Gobbi teve uma atuação péssima. Enfrentou os empresários do atleta. Logo depois da briga, como por encanto, todos os valores exigidos pelo peruano vazaram na imprensa. São mais de seis meses de exposição desnecessária, amadora. O que só desgastou a relação entre o jogador, torcida, imprensa, dirigentes, conselheiros.

Com o passar dos dias, semanas, meses, Guerrero foi ficando cada vez mais irritadiço. Considera ingratidão pela qual é tratado no Corinthians. Isso afetou diretamente seu desempenho em campo. Suas divididas passaram a ser mais duras, agressivas. Cartões amarelos e expulsões deixaram de ser exceções. Para piorar, teve até dengue.

Tite é uma das pessoas que mais o estimula a ter paciência. Quer que continue no Corinthians. O considera o atacante mais letal da América do Sul. Só que sabe que a questão financeira é pesadíssima. O Corinthians perdeu a sua maior fonte de renda de 2015. O torneio mais lucrativo acabou precocemente. Sem a Libertadores, a renovação do contrato do peruano ficou complicadíssima.

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Andrés Sanchez, o homem que realmente manda no Corinthians, já avisou ao presidente Roberto de Andrade. Não há como envolver cerca de R$ 40 milhões com um contrato de três anos com Guerrero. Ou ele e seus representantes, Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, reduzem em muito a pedida ou irá embora em agosto.

A discussão de Guerrero foi pela Internet. Um corintiano entrou no seu Instagram e disse com todas as letras o que muitos torcedores gritam nas arquibancadas. Inúmeros o criticavam nas redes sociais. Mas ninguém diretamente. Além de palavrões deste torcedor, havia o termo que o revolta: "mercenário". Ele retribuiu, chamando o corintiano de 'pau no ..." E disse que o esperava no CT na quinta-feira. Lógico que o fã não apareceu. Porém o desgaste foi exposto.

O sonho do atacante seria permanecer recebendo o que deseja ou voltar para a Europa. Só que nos últimos dias, surgiu a possibilidade de ir para a China. Ele não gostaria de ir a um mercado periférico. Mas não abre mão de receber o que acha justo. As contratações de Pato, Cristian e Vagner Love só o convencem que não tem de baixar um centavo de sua pedida.

Carlos Miguel Aidar e Roberto de Andrade sabem. Mas não externam para os torcedores. Ambos consideram melhor para São Paulo e Corinthians a saída de seus artilheiros. Com a eliminação da Libertadores não há motivos concretos lógicos para segurar esses jogadores. Aidar e Andrade só querem que as saídas aconteçam da maneira menos traumáticas possível. A alegria da convivência acabou...
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