Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?

1reproducao31 Abalado pela derrota contra o Santos, Palmeiras tem a sequência maldita. Se repetir resultados do primeiro turno, somará cinco pontos. E será rebaixado. Enquanto isso, briga entre organizadas mata mais um. Até quando?
"De novo, de novo, de novo, vai cair de novo." "Ei, você aí, time pequeno que parece o Guarani." Os coros da torcida santista dominavam o Pacaembu. E não perdoavam o rival vestido de verde. Depois de três vitórias seguidas, outra fracasso. O Palmeiras atingia a assustadora marca de 15 derrotas.

Dorival Júnior estava tenso, nervoso após a derrota para o Santos por. O 3 a 1 conseguido pelo time de Enderson Moreira, o deixou seriamente preocupado. Ele contava com mais esses três pontos, precisava deles. Por um motivo muito simples. O preocupante caminho até o final do Brasileiro.

Restam nove partidas para o clube de Paulo Nobre decidir sua vida. Cruzeiro no Mineirão, Corinthians, no Pacaembu, Bahia, na Fonte Nova, Atlético Mineiro, no Pacaembu, São Paulo, no Morumbi, Sport Recife no Pacaembu, Coritiba, no Couto Pereira, Internacional, no Beira-Rio. A última partida será contra o Atlético Paranaense, em São Paulo. Pode ser no Pacaembu ou na nova arena.

Contra esses mesmos adversários, os palmeirenses conseguiram só cinco pontos no primeiro turno. Foi a 'sequência maldita'. Se o time agora de Dorival Júnior repetir a mesma atuação, deverá ser rebaixado para a Segunda Divisão. Por isso da tensão, irritação do treinador.

"A nossa realidade é essa, por isso não podemos relaxar. O Palmeiras errou muito durante a competição e agora não pode mais se dar esse luxo. Não temos mais o direto de errar nesses jogos que temos pela frente. De jeito algum."

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Dorival sabe o quanto o time será pressionado nestes últimos nove jogos. O treinador viu hoje no Pacaembu velhas falhas da fraca equipe montada por Brunoro. Não é por acaso que será dispensado em dezembro, sem contrato renovado. Dos 36 contratados, não há grandes jogadores de marcação. A zaga é pesada, lenta. Lúcio e Tobio não são páreo para atacantes velozes de posse da bola.

O Palmeiras não pode sair atrás do placar que é um desespero. O medo do rebaixamento domina a todos. E a equipe se abre, tentando conseguir o empate a fórceps. Fica exposta a contragolpes rápidos. O Santos marcou três, mas poderia tranquilamente marcar outros dois ou três gols. Bastaria ter um pouco mais de capricho. Não foi por acaso que o time chegou à sua 15ª derrota. Perdeu mais do que o Coritiba, lanterna do Brasileiro.

A diretoria já ofereceu ainda no primeiro turno uma premiação ao time não ser rebaixado. O bilionário Paulo Nobre pensa o que fazer. Talvez aumentar o dinheiro oferecido. Seria caótico o rebaixamento com, finalmente, a liberação do novo Palestra Itália em 2015.

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"A confiança vinha sendo demonstrada em campo. Temos que reconhecer que erramos, mas isto não quebra o que estávamos buscando ao longo da competição. Se analisarmos friamente, tivemos uma partida nota 6, 7. Não foi brilhante. O 3 a 1 é penoso, mas acho que o Palmeiras também fez um bom jogo."

Para culminar o péssimo domingo para veio a provocação de David Braz. Ele não perdoou quando viu Valdivia irritado após a derrota. O zagueiro, que já atuou no Palmeiras, fez questão de esfregar os dois olhos, imitar o chororô, marca registrada do chileno após marcar gols ou comemorar vitórias importantes. O meia ficou irritado e quase acontece uma briga.

David Braz admitiu o erro ao provocar Valdivia. Mas não perdoou o time rival que segue ameaçado pelo rebaixamento. Viu algo estranho dos juízes no clássico de hoje. Diante de tantas desgraças que podem levar o clube de volta à Segunda Divisão, eles estariam com pena.

"A 'juizada' começou a querer ajudar o Palmeiras no final, foram várias faltas que só davam pra eles. Percebi que eles ficaram com dó. Com dó", repetiu, cruel.

Pior do que tudo só a selvageria que aconteceu na via Anchieta. Organizadas palmeirenses fizeram uma emboscada para a torcida santista. Motos e carros apedrejaram dois ônibus com santistas. Houve confusão, troca de tiros. Pauladas, chutes, socos. Tiros de morteiro. Em plena estrada que liga São Paulo ao litoral. Leonardo da Mata Santos, de apenas 21 anos, morreu atropelado. Ele pertencia às organizadas do Palmeiras. Outros dois torcedores foram atropelados e um outro tomou um tiro. Apenas cinco pessoas foram detidas.

Foi o troco. No primeiro turno, houve uma tocaia de santistas a palmeirenses. E já está prometido outro conflito por parte dos palmeirenses. Vingar a morte de Leonardo será a desculpa. Foi assustador o material recolhido na briga. Revólveres, madeiras, morteiros. Fora as pedras que ficaram na rodovia.

As autoridades brasileiras precisam tomar vergonha na cara e agir de verdade. Punindo esses vândalos, arruaçeiros. Caso contrário, muita gente ainda vai morrer. Precisa ser contido o bandido que usa o futebol para satisfazer seu caráter criminoso. Deixar fluir sua vontade de ferir, de matar. E os nossos omissos governantes assistem essa matança calados, desinteressados...
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Torcidas organizadas deveriam ser proibidas nos estádios?

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O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores…

 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...
O Corinthians atuou como um time pequeno. Retrancado. Vária vezes ficou sem qualquer jogador no ataque. Suportou uma pressão inacreditável. Tomou 11 escanteios, conseguiu apenas um. Viu o Internacional arrematar 13 vezes conta apenas quatro. O time de Abel Braga teve 65% de posse de bola contra 35% dos paulistas. Todo esse sufoco valeu a pena. Vitória por 2 a 1. Continua viva a esperança pela Libertadores.

"Nossa estatística me passou que tivemos 80% de posse de bola na maior parte do segundo tempo. Não foi justa a nossa derrota. De jeito nenhum. Fizeram os gols é só. Tomamos gols de crianças, infantis. Fomos muito melhor na partida. Eles jogaram com dez atrás. A derrota foi inadmissível", desabafava Abel. "O jogo serviu para mostrar que temos vergonha na cara", disse Elias. Ele e Gil foram muito criticados por não terem começado a partida pela Copa do Brasil contra o Atlético. Enquanto Tardelli, também da Seleção, atuou desde o início e foi fundamental na classificação dos mineiros à semifinal da competição.

O lado emocional seria fundamental nesta partida. O Corinthians precisaria se recuperar da eliminação da Copa do Brasil. E o Inter, então segundo colocado, tinha de se mostrar pronto para brigar pelo título. Parar de tropeçar nas partidas fundamentais do Brasileiro. Ainda mais atuando na sua casa, diante de sua apaixonada torcida.

O jogo oferecia a oportunidade de Mano Menezes fazer o que mais aprendeu. Desfigurar a maneira que o Corinthians construiu sua história. Nada de brigar, guerrear na frente, tentando a vitória. Se fizesse seu time trocar camisa preta e branca pela amarela do XV de Novembro de Campo Bom, ninguém estranharia. Os paulistas entraram em campo taticamente como uma equipe pequena. Covarde, presa no seu campo. Várias e várias vezes colocou duas linhas de marcação. Cinco na zaga e cinco no meio. Ninguém no ataque. O esquema de Parreira previa para o futuro, em 1994. 5-5-0.

Abel Braga tinha a obrigação de vencer para assumir a segunda colocação. Ganhar moral nestas dez partidas que restam para o fim do Brasileiro. E tratou de comprar a briga. Montou seu time mais ofensivo. Fez estrear Nilmar, o atacante que foi implorado por Mano a Mario Gobbi. Os gaúchos não tinham um volante especialista na marcação. Ambos mostravam capacidade de sair com a bola dominada. Capacidade técnica para iniciar jogadas ofensivas. Willians e Aránguis. Alan Patrick, Alex e D'Alessandro teriam toda a intermediária ofensiva para se deslocar. Além disso, Fabrício ganhou liberdade para atuar como ponta esquerda. E na frente, o leve artilheiro Nilmar.

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Só que o Internacional tem um grande ponto fraco. Ele já sabotou o time várias vezes. Seus zagueiros são pesados, mas fraquíssimos, sem recursos técnicos. É uma pena uma equipe com tantos sonhos escalar Ernando e Paulo. Lentos, sem recuperação. E foi por aí a sua ruína.

Logo aos três minutos, Fábio Santos cruzou. Guerrero teve tempo para errar, cabecear para o alto, enganando Fabricio. E chutar antes de Paulão chegar na bola. Corinthians 1 a 0. Era tudo o que não poderia acontecer para o time de Abel. O Internacional mostra péssimo poder de recuperação psicológica nos jogos importantes. Enquanto o nervosismos contagiava os gaúchos, o gol entusiasmava os paulistas. Aí é que o XV de Campo Bom, ou melhor, o Corinthians iria recuar mais ainda.

O que se viu foi uma equipe atuando no campo adversário. Mas sem conseguir encontrar espaço para suas triangulações. Os arremates eram muitos, mas sem direção. Dificultados pela aplicação impressionante dos atletas corintianos. Eles que escaparam dos ovos das organizadas no embarque para Porto Alegre, jogavam por suas carreiras. Para ter um pouco de paz.

Aos 12 minutos, Cássio mostrou arrojo, coragem. E se chocou com Wellington Silva. Sofreu um profundo corte na orelha. A partida ficou paralisada para seu atendimento. Foram 13 minutos de acréscimo. Mas o tempo em que o jogo ficou paralisado serviu para deixar os nervos colorados à flor da pele. Abel suava insegurança. D'Alessandro, raiva e ansiedade. Infelizmente para o Inter, Alex estava apático e Nilmar sem ritmo. De onde deveria haver neurônios, sobrava afobação.

O XV de Campo Bom, ou melhor, o Corinthians se aplicava de maneira impressionante. Elias abdicava de jogar. Só queria destruir, dar carrinhos, brigar como um volante 'brucutu'. O mesmo fazia Bruno Henrique. Petros seguia D'Alessandro. Jadson e Renato Augusto tratavam de marcar e não arma. E até Guerrero ajudava atrás da linha de bola. Estava claro que o Internacional teria dificuldades em criar chances de gol.

A segurança atrás de Gil demonstrava o erro grotesco de Mano. Ele precisava ter atuado contra o Atlético Mineiro na Copa do Brasil. Se tivesse atuado, os paulistas poderiam sim estar vivos e não eliminados. Ele atuou por ele e pelo inseguro Anderson Martins. Fagner e Fábio Santos tratavam ficar atrás, dando chutões. Só raramente cruzavam a linha de meio de campo.

O domínio do Inter era estéril, improdutivo. A afobação e a aplicação na marcação sabotava o último passe e o arremate. Fabricio teve várias chances, mas parecia um juvenil. Tremeu na hora de empurrar a bola para a rede. O castigo, cruel. Jadson bateu falta na intermediária. Levantou para a área. Que setor do Internacional falhou? Lógico que o miolo de zaga. Ernando e Paulão acompanharam a cabeçada de Gil para as redes. XV de Campo Bom, ou melhor, Corinthians 2 a 0 aos 53 minutos do primeiro tempo.

O placar acabava de vez com a sanidade de Abel Braga. O treinador ficou desesperado. Colocou sua equipe ainda mais à frente no segundo tempo. Colocou Valdivia no lugar de omisso Alan Patrick. E adiantou ainda mais a marcação gaúcha. Mais pressão. Mano tratou de repetir a fórmula covarde que estava dando certo. Time encolhido, com duas linhas. Agora uma de quatro e cinco na intermediária. Guerrero não suportava mais correr. Ficou andando à frente.

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A pressão do Inter ficou ainda mais raivosa quando entrou Wellington Paulista. Jogador tosco, mas que deveria estar na partida antes. Para brigar nos cruzamentos. Nas bolas levantadas para a área. Foi assim que o time de Abel descontou. Gil desviou a bola de cabeça. Sem querer atrapalhou demais Cássio. O goleiro não conseguiu segurar. Nilmar surgiu veloz atrás dele e empurrou a traiçoeira bola para as redes. 2 a 1, aos 27 minutos.

Haveria tempo para o Inter empatar e virar o jogo. Isso se D'Alessandro não perdesse tempo e concentração discutindo com tudo e todos. Ele era o principal articulador dos gaúchos. Sem o seu talento o que sobrou foram os cruzamentos para a área. Os zagueiros corintianos cansaram de dar chutões e cabecear a bola para longe. Cássio também esteve seguro. E exímio na arte da cera.

A determinação corintiana deu resultado. Apesar do sufoco, o time conseguiu uma vitória importantíssima. Acalmará suas organizadas. Os ovos serão guardados. E leva o time ao quinto lugar, a um ponto do Atlético Mineiro e do próprio instável Internacional, quarto e terceiro colocados. Recuperação importante do XV de Campo Bom, ou melhor, do covarde Corinthians de Mano Menezes...
 O Corinthians pisou na sua história. Jogou como um time pequeno, parecia o XV de Novembro de Campo Bom. Mas venceu o Inter por 2 a 1 em Porto Alegre. Continua vivo na briga pela Libertadores...

Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão…

11 Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão...
Carta aberta a Luiz Antônio...

"Não sou íntimo e nem quero ser. Apenas me sinto obrigado a escrever estas bem traçadas linhas. Porque tenho a convicção de que você não sabe o que está acontecendo. A razão, para, de repente, roubar o lugar de Luxemburgo, de Felipão. E se tornar o treinador mais rejeitado do país.

"Você fez por merecer a criação de uma nova série televisiva. "Todo Mundo Odeia o Mano." E odeia mesmo. Os motivos são inúmeros. O primeiro é sua arrogância. E ela não veio do nada, eu sei. Entrevistei seu agente, Carlos Leite. Sua personalidade como treinador foi moldada, trabalhada. Não é natural Com palpites de sua filha, jornalista. Suas entrevistas nada têm de espontâneas. Mas há um motivo. Leite foi assessor de Jorge Mendes, o maior agente de jogadores e técnico do mundo.

"Mendes trabalha há anos com José Mourinho. O treinador português tem o ego maior do que o de Cristiano Ronaldo, também agenciado por Mendes, diga-se de passagem. Caro Luiz Antônio, Leite foi aluno de ficar babando diante da rede de relacionamentos montada pelo agente lusitano. Na última Eurocopa, dos 23 jogadores de Portugal, 17 eram dele. Carlos espera um dia fazer o mesmo na Seleção Brasileira. Só que antes, tratou de aplicar com você tudo o que aprendeu com Mendes e Mourinho. Foi uma péssima ideia.

"Mourinho se considera uma divindade enviada à Terra. Foi duas vezes campeão da Champions, tem sete títulos nacionais no currículo e mais onze títulos importantes. Ele adora o apelido de "The Special One" ou "O Especial". Ele se considera um gênio. Não é treinador da Seleção de Portugal há pelo menos dez anos. Tem 51 anos, diz que comandará os portugueses quando estiver bem mais velho.

"José aprendeu que todas as vitórias são deles. Os empates e derrotas são dos jogadores. Na sua concepção, a imprensa é formada por ignorantes, com salário miserável. Dirigentes são burros com dinheiro e poder. Jogador são tratados como cavalos de raça com cérebro. E precisam ser disciplinados para fazer o que ele deseja. Sem contestação. Torcedores não o interessam. Só lembra deles na hora da conquista. Para receber as palmas. No restante do tempo, não quer nem saber. Seus conselheiros na vida são dois. Jorge Mendes e o espelho.

"Mourinho é excelente taticamente. Consegue ter uma visão privilegiada do futebol. Os títulos importantes o acompanham, lhe dão razão. Até mesmo o galã de Hollywood, George Clooney pensa em filmar uma biografia do treinador. Embora sua postura seja ridícula, ele tem motivo para se gabar. Você, não.

"Comprou a ideia de Leite o transformar em Mourinho dos trópicos cedo demais. Percebeu que a sorte sorriu demais na Batalha dos Aflitos. O Grêmio o jogou no cenário nacional como um vencedor, iluminado. Os dirigentes do Corinthians e do Cruzeiro brigaram pela sua contratação em 2007, lembra? Que satisfação almoçar com os corintianos e jantar com os cruzeirenses. No mesmo dia. Os dirigentes beijando seus pés. Esperando, angustiados, como um pretendente a uma noitada com a Gisele Bünchen, a sua resposta.

"Acabou seduzido pelos planos de Andrés Sanchez. Fechou a porta no Cruzeiro, pelo desprezo. Foi para a Segunda Divisão, sua especialidade. Havia vencido com o Grêmio e conquistou facilmente o bicampeonato. Mas já demonstrou sua arrogância no trato com Finazzi, Acosta, Lulinha. O trio não pode ouvir seu nome. Você tem um péssimo costume. Como Mourinho você gosta de hierarquizar o ambiente em um clube. Se coloca como o comandante e não quer ter a menor intimidade com os coadjuvantes, com os reservas. Tolera os bons. E tem uma intimidade total com a estrela do time. Com a imprensa, a mesma coisa. Você não sabe que está tomando veneno de canudinho.

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"Luiz Antônio, você precisa perceber que isso só provoca um clima de ódio nos clubes. Os jogadores rejeitados fazem questão de espalhar essa postura elitista. Desabafam para os conselheiros e seus empresários, melhores fontes de nós, 'os ignorantes' jornalistas. Dependendo do clube, como o Corinthians, essa maneira de agir chega aos membros das organizadas. Sua antipatia ganhou o país.

"Quando Andrés Sanchez o levou à Seleção Brasileira, repórteres não se conformavam com sua insegurança. A falta de determinação de esquemas táticos e até de convocações. Como é que pode alguém convocar 12 goleiros diferentes? E 106 jogadores? É um grande atestado de falta de rumo. Pior que, confrontado, apelava para a postura arrogante. Não admitia ser questionado. Deixava claro, com ar de tédio, que sabia o que estava fazendo. Tinha dó de quem não conseguia entender seus atos.

1ap8 Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão...

"No futebol, para sua falta de sorte, Luiz Antônio, é fácil avaliar o acerto ou o erro nas atitudes. As derrotas e vitórias dão o parâmetro. E o fracasso foi seu companheiro na Seleção. Na Copa América do Paraguai. Nas Olimpíadas, quando tirou do cargo Ney Franco. Foi tentar você o ouro inédito em Londres. Acreditou ser uma barbada. Perdeu para os mexicanos. Já sem o guarda-chuvas de Andrés e Ricardo Teixeira, acabou demitido por José Maria Marin. Você ficou triste, deprimido que eu sei.

"Seu plano com Carlos Leite era chegar à Copa de 2014. Fazer uma grande campanha e ir trabalhar no Exterior. Daí o afinco com que você estuda inglês. Cuida do espanhol. Trabalhou respiração para nas coletivas estar sempre com o cérebro oxigenado. Todos os 'penso que' antes de começar a responder é uma maneira ganhar tempo de escolher as melhores palavras. Você é todo artificial.

"Mesmo assim, foi trabalhar no clube mais popular do Brasil. Já que a Seleção só desgastou sua imagem. Não surgiu qualquer proposta europeia. Na Gávea, seu jeito autoritário só construiu inimigos. Mesmo com o gaúcho Pelaipe tentando convencer que, apesar de arrogante, você era muito bom técnico. Não adiantou. Os dirigentes se cansaram de suas exigências e os jogadores de sentirem o medo de rebaixamento para a Segunda Divisão que você tinha. Sua saída acabou comemorada. Ainda mais que você largou a equipe que pouco tempo depois seria campeã da Copa do Brasil. Mais festa nos vestiários por sua ausência.

 Porque todo mundo odeia Mano Menezes? Porque tem a arrogância, a prepotência de um José Mourinho dos trópicos. Só que em vez de duas Champions, é bicampeão da Segunda Divisão...

"A volta ao Corinthians o mostrou traumatizado. Irritadiço com os fracassos na Seleção. Inseguro, incoerente. Cada dia fala uma coisa. Muda de ideia como troca de roupa. Viu Mario Gobbi enfrentar Andrés Sanches e ser abandonado. A segurança que tinha para fazer a reformulação do time de Tite, sem cobranças, acabou. Daí seu nervosismo. A goleada para o Santos por 5 a 1, a eliminação do Paulista pelo Penapolense. Na Copa do Brasil, resolveu dançar no Itaquerão contra o Atlético. Teve de engolir a comemoração na eliminação por 4 a 1 no Mineirão.

"Você, Luiz Antônio, conseguiu com sua arrogância ser odiado. Se esqueceu que Mourinho tem seu currículo vitorioso que permite o narcisismo. Você é especialista em Segunda Divisão, bicampeão da Série B. Pode dar palestras sobre o tema. Os torcedores não o suportam. Não se sentem representados por esse ser artificial, prepotente, sem humor. Capaz de vibrar que um radialista tenha caído no esgoto. Tudo porque ele foi ouvir torcedores que não toleram seus fracassos. Ainda bem que Gobbi conseguiu convencer as lideranças das organizadas ontem. Se não, eles iriam protestar em frente à sua luxuosa moradia, exigindo que abandone o Corinthians.

"Carlos Leite tem ligações importantes. Você não ficará sem trabalho depois de dezembro. Roberto de Andrade, o homem de Andrés nas eleições, não o quer no Parque São Jorge. Deseja a volta de Tite. Paulo Garcia e Roque Citadini também consideram seu trabalho fraco. Ilmar Schiavenato, candidato independente, idem. Você virou unanimidade, Luiz Antônio.

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"Se não sabe, ou finge não saber, os jogadores corintianos têm muita mágoa de você. Sentiram nas suas declarações o repasse dos fracassos durante todo 2014. Dizer que o time não está pronto é uma maneira de tentar se salvar, preservar sua imagem. Luiz Antônio, uma equipe que se sinta traída pelo técnico não rende. O atleta não derruba uma gota de suor a mais, para o 'professor'. Pior para quem tem prêmio de R$ 1,2 milhão se levar o clube à Libertadores. Não é bom contar com esse dinheiro. Ainda mais quando sabem que você não existirá no Corinthians em 2015. Serão apenas essas dez últimas partidas no Brasileiro. E depois, adeus.

"Mostrar proximidade, almoçar junto com os atletas. Brincar, conversar agora é uma tentativa desesperada de tentar cumplicidade. Você teve o ano todo para fazer isso. Jogador de futebol é instintivo. Rancoroso. E muito interesseiro. No Parque São Jorge todos sabem que não será você quem decidirá o futuro de cada um no ano que vem.

"Luiz Antônio, você precisa rever seus conceitos. Perceber porque é tão detestado por onde passa. Não tem títulos, não tem vitórias, conquistas suficientes para toda essa arrogância. Precisa de um banho de humildade. Aceitar questionamentos. Trocar ideias. Ouvir. Está longe de ser o José Mourinho dos Trópicos. Seus feitos são pobres para tanta pose. Uma Copa do Brasil, um Gaúcho, um Paulista. E, sua especialidade, dois títulos de Segunda Divisão.

"O pior é você que possui ótima visão de futebol. Afetada pelos fracassos na Seleção e Flamengo, opta pelo medo fora de São Paulo. Trai a alma do Corinthians. É inteligente. Mostrou o caminho tático de Felipão para a Copa das Confederações.

Precisa entender um dia que não está lidando com marionetes, com robôs. E sim com seres humanos. Sua arrogância, seu narcisismo, sua prepotência, que você não faz questão nem de disfarçar, são seus piores inimigos. O fazem alvo fácil de dirigentes, jogadores, jornalistas, torcedores. Talvez essa carta o faça entender porque o Brasil adora te odiar, Mano Menezes...
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Mano Menezes não é herói por ficar no Corinthians. Ele não sai porque ainda tem R$ 1 milhão a receber. Não quer pagar para ir embora como fez em outro clube que fracassou: o Flamengo…

 Mano Menezes não é herói por ficar no Corinthians. Ele não sai porque ainda tem R$ 1 milhão a receber. Não quer pagar para ir embora como fez em outro clube que fracassou: o Flamengo...
Mano Menezes não tem nada de herói. Continuar no Corinthians garante pelo menos mais R$ 1 milhão no bolso. Bom para o Natal, o Revellion. Ainda mais para quem começará 2015 desempregado. O treinador recebe cerca de R$ 500 mil mensais para trabalhar no Parque São Jorge. Seu compromisso terminará em dezembro. São dois meses até lá. Não vai jogar dinheiro fora.

O técnico pagou R$ 400 mil. Para ir embora do Flamengo em 2013. Ele temia o rebaixamento da equipe no Brasileiro. Não iria imaginar nunca que o clube carioca sem ele, com os mesmos fracos jogadores, conseguiriam vencer a Copa do Brasil. E conseguiu escapar da Segunda Divisão.

Se Mano quisesse ir embora do Parque São Jorge, Mario Gobbi aceitaria. E até o livraria de pagar a multa dos salários que restam para ele receber. O presidente perdeu todo o apoio que tinha para governar o Corinthians até fevereiro de 2015, quando acaba seu mandato. Gobbi já estava isolado por ter brigado com Andrés Sanchez. Agora é evitado a todo custo pelos conselheiros. Há uma grande revolta pelo apoio insano que ele delega a Mano Menezes.

Mario Gobbi já havia avisado o quanto é uma pessoa estudiosa do esporte que representa o clube no mundo. "Eu não entendo nada de futebol", avisou ao se tornar diretor de futebol nas mãos de Andrés. Foi compensação por ter perdido a presidência do Conselho Deliberativo. Perdido, em um meio que não conhecia, se agarrou a Mano Menezes. E seguiu com obediência cega as determinações do técnico.

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O que o presidente está fazendo é apenas retribuir o bom trabalho do treinador na sua primeira passagem pelo Parque São Jorge. Mas as custas do Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Resta o Brasileiro. O presidente aceitou as explicações porque o treinador já desistiu do título. Gobbi só implorou a Libertadores. Que o Corinthians fique entre os quatro primeiros colocados. Mano respondeu que fará todo o possível. Isso não basta. Se o time não conseguir classificação, será o caos financeiro. Os juros dos empréstimos do Itaquerão sufocam o clube. As bilheterias da competição sul-americana são fundamentais para 2105.

De polícia, o delegado Mario Gobbi entende. E pediu proteção aos seus jogadores e a Mano no treinamento de hoje. Foi vergonhoso. Uma cidade tão violenta como São Paulo abrir mão de dezenas de policiais para proteger o clube de seus próprios torcedores. Organizadas que já foram tão defendidas pelo próprio Gobbi, quando houve a morte de Kevin Beltran. Movimentou de vereador, a deputado estadual, federal, senador, ministro e ex-presidente para liberar 12 torcedores presos na Bolívia.

Mano e seus atletas desta vez saíram ilesos. Nada aconteceu no CT, ao contrário do que ocorreu em fevereiro, quando os torcedores invadiram o CT. Desta vez só muitas faixas, palavrões e pedidos para que Mano Menezes vá embora do Corinthians.

"Não sou homem de desistir. Vou continuar no Corinthians", disse a jornalistas. Com tom que desejava recordar Dom Pedro I e seu dia do Fico. Os repórteres não viam um ato de heroísmo como Mano queria demonstrar. Na verdade, tudo o que ele quer é receber seus salários até o final do ano. Não quis virar as costas a R$ 1 milhão.

Treinou o time para enfrentar o Internacional em Porto Alegre. Muito 'corajoso', tirou do time Felipe, Guilherme Andrade e Malcom. Repassou silenciosamente a culpa da goleada para o Atlético Mineiro a atletas jovens, inseguros que escalou para a decisão de quarta-feira. Os tais 'jogadores que não estão preparados para jogar pelo Corinthians', como resumiu Cássio. O esquema tático será covarde em Porto Alegre. 4-5-1. Mano sabe que só não pode perder. Para tudo não ficar muito pior, insuportável no Parque São Jorge.

O Corinthians já é sexto no Brasileiro. Um bom resultado no domingo é fundamental para a luta pela Libertadores. Pelo menos o dia foi produtivo no Corinthians. Apesar de todos os palavrões que ouviu, Mano deixou claro aos dirigentes que não pedirá para ir embora. Só aceita ser demitido. Não é herói. Só não quer virar as costas a R$ 1 milhão...
3ae3 Mano Menezes não é herói por ficar no Corinthians. Ele não sai porque ainda tem R$ 1 milhão a receber. Não quer pagar para ir embora como fez em outro clube que fracassou: o Flamengo...

Institutos suíço e alemão mostram para o mundo. O quanto o Brasil ficou de joelhos para a Fifa, por causa da Copa mais cara da história. O legado? A conta de R$ 33 bilhões que ficou para os brasileiros pagarem…

1ae10 1024x576 Institutos suíço e alemão mostram para o mundo. O quanto o Brasil ficou de joelhos para a Fifa, por causa da Copa mais cara da história. O legado? A conta de R$ 33 bilhões que ficou para os brasileiros pagarem...
Foi necessária uma análise de fora. Um estudo profundo divulgar ao mundo o que jornalistas brasileiros já haviam denunciado há muito tempo. O Brasil como país perdeu com a Copa do Mundo. E a Fifa teve o maior lucro com uma competição da sua história. O balanço foi feito pela instituição suíça Solidar em parceria com o alemão Institut Heinrich Boll.

Dilma Rousseff e Aécio Neves têm sua parcela de culpa. Uma por seguir com planejamento absurdo. O outro por se calar, não protestar, tentar tirar Minas Gerais desse cenário vexatório. Pelo contrário, até brigou pela abertura da Copa em Belo Horizonte. Não há anjo entre os presidenciáveis.

As conclusões deixam ufanistas iludidos com vergonha de se olharem no espelho. Com o governo brasileiro bancando a maior parte dos gastos da competição. E virando as costas a várias promessas de melhoria na infraestrutura das cidades que foram sedes dos jogos. Sem o menor constrangimento, políticos oportunistas se aproveitaram da festa. Dois bilhões de reais foram gastos só em uma operação inédita que colocou o Exército e as Forças Especiais nas ruas para ajudar as policias. E a prisão um mês antes do início do Mundial dos principais líderes dos protestos de 2013. Só assim, os turistas tiveram direito ao paraíso artificial que virou o país.

"A Copa no Brasil não terá um centavo de dinheiro público. A iniciativa privada bancará o Mundial." A promessa de Ricardo Teixeira virou piada. A Folha de São Paulo divulgou um estudo destacando que os custos ao governo brasileiro ficaram em R$ 35 bilhões. Das 12 arenas construídas só três foram particulares. O Itaquerão, a do Internacional e a do Atlético Paranaense. As demais foram bancadas pelo governos estaduais e municipais. Mesmo nessas particulares, houve incentivo fiscal e condições de empréstimos financeiros especiais. Ou seja, o país perdendo mais dinheiro.

Foram R$ 8 bilhões de dinheiro público nos estádios. Bem diferente da garantia de R$ 2,8 bilhões do Ministério do Esporte. Os institutos alemão e suíço mostram que o custo do assento da Copa do Mundo brasileira também foi o mais caro de todos os tempo: R$ 15,4 mil cada. Na Copa da África saiu por R$ 8,2 mil. Na da Alemanha, R$ 8,9 mil. Ou seja, quase o dobro. A explicação para o superfaturamento? Nenhuma.

As melhorias no país não saíram do campo das promessas. A modernização dos aeroportos. O trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro é hilário. Ficaria pronto em 2012, de qualquer maneira. Garantiram várias autoridades em 2007, quando o país assegurou a Copa. Presidente, governador, prefeito, secretário de estado. Resultado: nada foi feito para unir as cidades mais desenvolvidas do país. A obra ficou para 2020...

Em Porto Alegre haveria uma linha especial de metrô que deixaria o torcedor na porta dos estádios do Inter e do Grêmio. Pela rivalidade, o benefícios atingiria também o clube tricolor. Pura utopia.

 Institutos suíço e alemão mostram para o mundo. O quanto o Brasil ficou de joelhos para a Fifa, por causa da Copa mais cara da história. O legado? A conta de R$ 33 bilhões que ficou para os brasileiros pagarem...

A ação governamental foi vergonhosa. Se todas as promessas fossem postas em prática, o custo da Copa chegaria a R$ 70 bilhões. O que seria caótico. A decisão foi abandonar as obras de infraestrutura. Realizar apenas o que a Fifa exigia. Mesmo assim conseguiu fazer o Mundial mais caro de todos os tempos. Somando as da África, Coreia e Japão e Alemanha, o custo ficou abaixo do que foi gasto por aqui.

A Fifa tinha um contrato com direito a multa bilionária. Caso o Brasil não colocasse em prática o que havia prometido. Mesmo assim, o governo passou por muitos constrangimentos. Principalmente nos prazos da entrega dos estádios. Até hoje membros do COL agradecem aos céus por não ter chovido na abertura da Copa no Itaquerão. A cobertura não foi colocada com a desculpa que os vidros ficariam verdes com os raios solares. Seria humilhante autoridades do mundo todo presas em suas cadeiras, tomando chuva. Fora todos os atrasos e acessos precários às novas arenas.

Os institutos Solidar e Heinrich Boll resumem o que são, na visão deles, as arenas de Cuiabá, Brasília, Natal e Manaus. Os quatro elefantes brancos da Copa. "Estádios super-dimensionados e praticamente inutilizados." O presidente da Fifa, Joseph Blatter, já se defendeu dessas obras em cidades onde o futebol local não comporta arenas tão caras. "Nós queríamos oito arenas. O governo brasileiro pediu 12 para fazer uma realinhamento político." Ou seja, foi o Brasil que pediu uma dúzia de estádios e seus quatro elefantes brancos de estimação. A manutenção de cada arena custa em média, R$ 700 mil por ano. Mais gastos públicos.

A denúncia que governante nenhum gosta de ouvir. Os institutos suíço e alemão mostra quem mais de 250 mil pessoas foram desalojadas por causa da Copa. E quem milhares até hoje não conseguiram encontrar lugar para morar. Dos 350 mil vendedores ambulantes no país, só quatro mil tiveram acesso às arenas.

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Cai por terra a análise difundida que a Fifa teria lucro de R$ 4 bilhões com o Mundial. De acordo com os estudos, a entidade de Blatter ganhou entre R$ 10 e R$ 7,5 bilhões. Limpos, sem impostos. Outra perda de dinheiro para o país.

O resumo do estudo. As cidades que sediaram os jogos aumentaram sua dívida interna para bancar o evento. Até em 51% do que gastariam no período de sete anos, tempo em que as obras da Copa foram construídas. Cidades que não tiveram jogos também gastaram mais de 20% do seu orçamento. Com atividades relacionadas à Copa.

Ou seja, o Brasil como estado perdeu muito mais do o vergonhoso time de Felipão. A derrota por 7 a 1 para a Alemanha no Mineirão não chega perto do prejuízo ao país. O legado é mentiroso. A paz que os turistas viveram não mais existe. A violência voltou ao normal. O índice de 58 mil mortos assassinados por ano não para de aumentar.

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Os governos de Manaus, Brasília e Cuiabá precisam pagar para ter jogos importantes nas suas arenas. Natal despreza setores do estádio e coloca à venda uma capacidade bem menor. As autoridades sabem que não irá lotar. Os gramados das novas arenas já se deterioram porque os responsáveis pelos estádios tentam economizar e não seguem o padrão de tratamento ensinado pela Fifa.

A conta fica com os cidadãos. Até esta sexta-feira, 17 de outubro, os brasileiros já pagaram um trilhão, 296 bilhões e 285 milhões em impostos neste ano. Dentro desse quadro, o que são R$ 35 bilhões? Muita coisa. Para um país pobre, recordista em desigualdade social. Onde a maior cidade da América Latina vive o vexame de racionamento de água. O estudo do Solidar e do Heinrich Boll chocam a Europa. Mostram o quanto custou a festa de um mês de Copa para os brasileiros. Mas aqui todos fingem não enxergar. Que venham as Olimpíadas...
1ap7 Institutos suíço e alemão mostram para o mundo. O quanto o Brasil ficou de joelhos para a Fifa, por causa da Copa mais cara da história. O legado? A conta de R$ 33 bilhões que ficou para os brasileiros pagarem...

A angústia de Paolo Guerrero. Se o Corinthians não se classificar para a Libertadores, o peruano deverá ir embora. Não suportará mais um ano jogando com Romero, Malcom e Gustavo Tocantins…

1agenciacorinthians1 1024x576 A angústia de Paolo Guerrero. Se o Corinthians não se classificar para a Libertadores, o peruano deverá ir embora. Não suportará mais um ano jogando com Romero, Malcom e Gustavo Tocantins...
As lágrimas de Paolo Guerrero tinham motivos profundos. Ele estava humilhado pela goleada que o Corinthians sofreu do Atlético Mineiro. Abriu mão à toa de enfrentar a Guatemala jogando pelo Peru. A imprensa de Lima criticou a sua falta de patriotismo. Ele era a maior atração da partida de terça-feira. Pediu a liberação ao técnico Pablo Bengoechea. E hoje estava cabisbaixo no ônibus que fugiu da imprensa no aeroporto de Congonhas. Havia um medo enorme dos dirigentes das organizadas depois dos 4 a 1 de ontem.

Guerrero sabe que o Corinthians precisa se classificar para a Libertadores de 2015. Só assim haverá a certeza de um grande time, companheiros de melhor qualidade. Agora só há o caminho do Brasileiro. Onde o time jogará às últimas dez partidas pressionado. Com todos sabendo que Mano Menezes não será o treinador no próximo ano. O que arrepia ainda mais o atacante é saber que haverá manifestações das organizadas.

Ele não se esqueceu da invasão do CT corintiano em fevereiro. Nem poderia. "O Paolo foi esganado pelos torcedores", garantiu o presidente Mario Gobbi. Convidado a depor sobre a agressão, Guerrero ouviu os conselhos de advogados do clube. Se ausentou dos depoimentos. Se ele confirmasse ter sido agarrado pelo pescoço por membros das organizadas corintianas não teria mais paz. Sua vida seria um inferno. Preferiu ficar quieto, dar tempo ao tempo.

Só que realmente o tempo passou. Ele tem 30 anos. Fará 31 no dia 1 de janeiro. Seu contrato terminará em julho de 2015. A partir de janeiro ele pode assinar com qualquer equipe um pré-contrato. E ir embora de graça em agosto do próximo ano. Paolo é o melhor atacante corintiano. Um dos melhores da América do Sul. Times grandes da Europa, como o Bayern de Munique onde jogou, têm as portas fechadas a um atacante peruano de 31 anos. Mas times médios ingleses ou os melhores árabes ou chineses o receberiam com tapete vermelho.

Ele recebe R$ 350 mil mensais no Corinthians. A diretoria tenta a sua renovação há pelo menos quatro meses. Oferece R$ 500 mil e contrato de um ano. A vencer em julho de 2016. Só que o jogador quer um acordo mais longo. O ideal seriam mais três anos. No mínimo dois anos. Só que aí recebendo mais, um bom reajuste em cima dos R$ 500 mil no segundo ano.

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Guerrero não está mostrando a menor pressa em renovar. Até colocou um agente para conversar com os dirigentes. Ele não quer se desgastar. Com ninguém. Nem ser visto como mercenário. Está apenas pensando muito em um dos últimos contratos que assinará na carreira. Ele quer que seja o mais lucrativo e estimulante possível.

Não é segredo para ninguém no Parque São Jorge que Guerrero detesta a ligação entre as organizadas e a diretoria. Ficou muito impressionado no ano passado quando Mario Gobbi autorizou. E representantes das torcidas se trancaram com Sheik. O ex-companheiro foi xingado, cobrado e teve de jurar que não era homossexual. Tudo por conta no beijo na boca de Izac Azaar, dono do restaurante Paris 6. Emerson queria desviar o foco por ter destratado Tite na partida contra o Coritiba. Mas a emenda ficou pior do que o soneto. E para não apanhar pediu desculpas para os truculentos representantes das organizadas. Guerrero deu graças aos céus por não ter ido depor contra eles.

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Falei com dois empresários importantes paulistas. Ambos têm a mesma convicção. Se cuidassem da carreira de Guerrero, recomendariam que ele não ficasse no Corinthians em 2015. Principalmente sem a Libertadores. Seria uma temporada difícil. As dívidas do Itaquerão se acumulam. Haverá troca de presidente. Possivelmente a volta de Tite. Nova reformulação do time. Enfim, viver quase tudo de novo deste ano. Só que um ano mais velho. Menos valorizado no mercado. Tendo Copa América e Eliminatórias para a Copa de 2018 pela frente.

"Ficar seria mais do mesmo. Sem a Libertadores, o Corinthians terá novo ano tenso. Só mais desgastes, cobranças. O ideal seria começar vida nova, mais lucrativa em mercados emergentes. Como o chinês. Melhor do que jogar em equipes menores da Europa. O Guerrero ganharia até mais em um ano por lá do que três no Parque São Jorge." Me diz o empresário melhor sucedido e que está há décadas no mercado.

Mario Gobbi tem até coceira quando pensa no desejo de Guerrero por três anos. Ele sofre a 'síndrome Sheik'. O Corinthians a pedido de Tite renovou o contrato do atacante por dois anos. Só que ele se acomodou. A diretoria se arrepende até a alma por esse compromisso longo com o 'herói da Libertadores de 2012'. Não quer fazer o mesmo com o 'herói do Mundial 2012'.

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Muito temperamental, Guerrero vai observar com muito cuidado os dez últimos jogos do Corinthians no Brasileiro. Perceber como ficará o ambiente. Lógico que também analisará ofertas que surgirem. E depois decidir seu futuro. Ver o Corinthians eliminado da Copa do Brasil foi um duro golpe para Paolo. Ele dará mais atenção à seleção do seu país no futuro. Ficou extremamente decepcionado com o desempenho do time. O peruano marcou o primeiro gol contra o Atlético Mineiro. E viu a equipe se desmoronar, sofrer quatro gols atleticanos.

Guerrero viu Alexandre Pato ir embora para o São Paulo. Romarinho está no Al-Jaish do Catar. Sheik na praia, depois de dispensado pelo Botafogo. Seus companheiros de ataque no Corinthians. São Angel Romero, Malcom, Luciano e Gustavo Tocantins. Jovens promessas. Atletas psicologicamente imaturos. O peruano tem de jogar e ainda orientar, acalmar o atleta escalado para atuar ao seu lado. Está cansado.

O desgaste está sendo exagerado. O sorriso fácil em 2012 sumiu do rosto de Guerrero este ano. Tem se mostrado um atleta tenso, irritadiço. Visivelmente desconfortável. O que aconteceu ontem no Minerão foi sinal claro. As lágrimas que escorreram pelo rosto de Paolo foram de vergonha pela goleada por 4 a 1. E de cansaço. Está perdendo a graça ser o melhor atacante do Corinthians. O time não é à sua altura. Só poderá vir a ser se o time conseguir se classificar para a Libertadores. Caso contrário, os indícios são claros. Guerrero não renovará...
 A angústia de Paolo Guerrero. Se o Corinthians não se classificar para a Libertadores, o peruano deverá ir embora. Não suportará mais um ano jogando com Romero, Malcom e Gustavo Tocantins...

Corinthians ou São Paulo. Quem será humilhado no próprio quintal?

Mano dançou cedo demais. O vexame no Mineirão fará o Corinthians deixar de ganhar R$ 10 milhões. Escancarou um sério racha. Campeões mundiais contra os fracos jogadores contratados. A Libertadores de 2015 está por um fio…

1ae9 Mano dançou cedo demais. O vexame no Mineirão fará o Corinthians deixar de ganhar R$ 10 milhões. Escancarou um sério racha. Campeões mundiais contra os fracos jogadores contratados. A Libertadores de 2015 está por um fio...
Enquanto os jogadores do Atlético Mineiro dançavam, ironizando Mano Menezes, conselheiros da oposição e da situação já trocavam telefonemas, preocupados. A eliminação do Corinthians da Copa do Brasil, depois da vexatória goleada por 4 a 1 implodia o plano mais fácil para a chegada a Libertadores. A incompetência do time sabotava também a possibilidade imediata de ganhar pelo menos R$ 10 milhões. Os preços seriam majorados no Itaquerão para a semifinal e decisão do torneio.

Logo de cara seriam dois clássicos contra o Flamengo. E fosse qual fosse o adversário da decisão, Cruzeiro, Santos ou Botafogo, a certeza de estádio abarrotado. Muito dinheiro foi para o ralo com a derrota de ontem.

2014 já será um ano sem títulos para o Corinthians. Fracassos no Paulista, Copa do Brasil e do próprio Brasileiro, Mano já abriu mão. Assumiu que seu time não tem competência para ser campeão. Mario Gobbi aceitou a resignação do treinador. Enfrentou furiosos conselheiros que exigiam a demissão do técnico desde setembro. Apenas fez questão de assumir publicamente a obrigação de classificação para a mais rentável competição na América Latina.

"A vaga na Libertadores é o compromisso mínimo. Temos de recolocar o Corinthians na Libertadores." Garantiu o inseguro presidente, quando os líderes do time foram convocados a depor para a imprensa. Dando de 'livre e espontânea vontade' sua solidariedade a Mano Menezes. Isso diante de Gobbi, o homem responsável por seus salários.

Roberto de Andrade é o candidato de Andrés Sanchez à presidência. A oposição quer que Roque Citadini saia como candidato da oposição. O milionário Paulo Garcia quer concorrer de novo. Em comum com os três, a dependência da Libertadores. Cálculos de conselheiros ligados à economia do clube garantem que o clube arrecadaria pelo menos R$ 30 milhões se chegasse à decisão da competição sul-americana em 2015. Esse dinheiro seria fundamental para amenizar a grande dificuldade financeira criada pelo Itaquerão.

2ae5 Mano dançou cedo demais. O vexame no Mineirão fará o Corinthians deixar de ganhar R$ 10 milhões. Escancarou um sério racha. Campeões mundiais contra os fracos jogadores contratados. A Libertadores de 2015 está por um fio...

Por isso, o vexame de ontem no Mineirão não será esquecido. O 4 a 1 fechou a tampa do caixão de Mano Menezes. As mínimas chances que tinha de continuar no Corinthians no próximo ano não existem mais. Conselheiros revoltados queriam uma atitude firme de Gobbi, a demissão do técnico na madrugada de ontem. Acontece que o presidente delegado deu sua palavra de honra a Mano que ele ficará até dezembro, quando termina seu contrato.

Gobbi estava completamente perdido, desorientado ao dar sua entrevista ontem no Mineirão. Envergonhado com a goleada, xingado pelos torcedores, cobrado pelos conselheiros. Sua opção por manter Mano Menezes provocou a humilhante e história derrota por 4 a 1. E a garantia de prejuízo financeiro. Nervoso, suas palavras não tinham consistência alguma.

"Não é porque não teve resultado que vou mandar o treinador embora, não teve resultado de títulos, mas o time jogou, foi feito um novo plantel, tem um trabalho sendo feito. Só que não é do dia pra noite. Agora vem a segunda parte da reformulação, é difícil, tem que ter paciência. No final do ano, vamos por mais qualidade técnica, o time vai crescer muito."

Como 'vamos por mais qualidade técnica no final do ano'? As contratações estão encerrada. O discurso de Gobbi é vazio. Faltam dez rodadas para o final do Brasileiro. O Corinthians é o sexto colocado, com o time inseguro, inconstante. Internacional, Vitória, Palmeiras, Coritiba, Santos, Bahia, Goiás, Grêmio, Fluminense, Criciúma são os adversários. A pressão já será enorme no domingo, em Porto Alegre, contra o time de Abel Braga.

O choro de Guerrero deixando o Mineirão ontem resumia a decepção dos jogadores. Principalmente os mais experientes, os que foram campeões mundiais. Cássio revelou um racha no elenco. A reformulação imposta por Mano e Gobbi foi um fracasso. O Corinthians ficou mais fraco que 2013. Não foi por acaso que o goleiro deixou escapar raivoso sua revolta.

"Tem jogador aqui que não está preparado para jogar no Corinthians." Cássio foi direto. Não é só uma questão de idade, não. Estava nítido na partida de ontem seu desespero com a dupla de zagueiros que Mano escolheu. Felipe e Anderson Martins foram outra vez péssimos, inseguros. Guilherme Andrade não protegeu os fracos zagueiros. Malcom se intimidou com a importância da partida de ontem. Jovem demais. Os veteranos também não aprovam o comportamento de Luciano, considerado arrogante, individualista.

2ae6 Mano dançou cedo demais. O vexame no Mineirão fará o Corinthians deixar de ganhar R$ 10 milhões. Escancarou um sério racha. Campeões mundiais contra os fracos jogadores contratados. A Libertadores de 2015 está por um fio...

Há muita revolta na própria diretoria corintiana em relação a Mano. Como é que Tardelli jogou as duas partidas com a Seleção na China e em Cingapura e foi para a decisão ontem no Mineirão? Enquanto Gil ficou o tempo todo no banco de reservas. Elias só entrou quando o desastre se desenhava. Outro motivo para desabafo. Houve uma discreta comemoração nos bastidores corintianos quando o Atlético tirou a partida do Independência. No Mineirão, a pressão ao time de Mano seria muito menor. Mesmo assim, seus jogadores não suportaram.

A declaração de Cássio já começou a ter consequências. Logo no vestiário, ele foi avisado que teria de amenizar o que falou. Por isso procurou os repórteres ontem, tentando se desmentir. "Aqui é um grupo, a gente não tem problema com nenhum jogador, quando se perde, perde todo mundo e, quando se ganha, também. Eu tenho minha parcela assim como todos os outros jogadores." Seu desmentido não adiantou.

Já há jogadores descontentes com o que ouviram. Como o vaidoso Luciano, que fez questão de mostrar sua irritação, se negando a dar entrevistas. Há uma divisão, um racha entre os campeões mundiais e os fracos reforços que a diretoria contratou. Isso fica cada vez mais nítido em cada partida. Basta reparar nas reclamações durante os jogos e até nas comemorações de gols. Mano se omite. Como ontem. "A hora é de silêncio", disse, lavando as mãos, diante das declarações de Cássio.

1reproducao28 Mano dançou cedo demais. O vexame no Mineirão fará o Corinthians deixar de ganhar R$ 10 milhões. Escancarou um sério racha. Campeões mundiais contra os fracos jogadores contratados. A Libertadores de 2015 está por um fio...

As organizadas prometem outra vez protestar contra Mano Menezes, contra os jogadores, contra Mario Gobbi. Os dirigentes ligados à parte econômica do clube se desesperam. Não esperavam o fracasso ontem. E vão rezar para o time conseguir pelo menos chegar em quarto lugar no Brasileiro. Também abriram mão da conquista do Brasileiro faz tempo.

O nome de Tite é repetido do porteiro até o provável novo presidente do clube, Roberto de Andrade. Resta só saber que herança Mario Gobbi e Mano deixarão. Se o time estiver classificado para a Libertadores, reforços importantes serão contratados. Se não, o Corinthians será obrigado a buscar atletas médios, jovens promessas. Terá um time muito mais barato. Com a possibilidade até de perder atletas ao Exterior. Como Guerrero.

A dança dos jogadores do Atlético Mineiro trouxe muita dor de cabeça aos parceiros Mario Gobbi, Mano Menezes e Carlos Leite. O empresário terá dificuldade em encontrar um clube forte disposto a pagar R$ 500 mil mensais em 2015 a um treinador que acumula fracassos na Seleção Brasileira, no Flamengo e no Corinthians. Um técnico com trabalhos tão fracos tem de pensar dez vezes antes de sair dançando por aí.

Ainda teve de ouvir Levir Culpi desancando sua atitude, de dançar, quando o Corinthians venceu o Atlético por 2 a 0 no primeiro jogo, no Itaquerão.

"Acho um baixo nível, sabe... Faz parte do futebol. Já usei, inclusive, e me condeno por ter usado. Mas acho que o futebol deve ser vencido com categoria, educação. Seria impossível para mim, sair correndo e fazendo aviãozinho em um momento como esse porque o cara perdeu por 4 a 1. Não faz parte do esporte. A gozação do torcedor que mantém o futebol animado. Mas do profissional não. Somos brasileiros e muito mal educados."

Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro…

1reproducao27 1024x679 Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro...
"Não temos líderes na política brasileira. Depois que o presidente Lula terminou o seu segundo mandato, ficamos sem. A presidente Dilma está ainda tentando, aprendendo a exercer a liderança. Eu sempre tive essa minha personalidade forte, firme. Estou usando a minha experiência de vida na política brasileira e está dando certo."

Essa afirmação é de Romário. Foi feita para mim, no México, no Pan de Guadalajara. Lá ele já começava a perceber que o caminho da política estava aberto. Havia muito espaço vago para uma pessoa com sua personalidade, seu carisma, seu poder de mobilização. E a coragem de dizer sempre o que quis, do alto dos seus alegados 1m67.

Fiz outra entrevista longa com ele para a revista Vip. Foi no final da década de 90. Ele me disse de maneira espantosa. "Nasci em um favela aqui do Rio, a Jacarezinho. Meus pais não tinham dinheiro para comprar um carrinho. Sai do hospital dentro de uma caixa de sapatos. Era pequeno, do tamanho de um rato. Desde menino entendia o sacrifício dos meus país. Fizeram de tudo para me preparar para a vida. Eu sabia que seria algo importante."

Romário aprendeu a sempre correr atrás do que desejava. Com paixão, paixão, volúpia para o buscar melhor. Inclusive quando o assunto é mulher. Ele me disse, desta vez falando para o Jornal da Tarde, de maneira direta o quando gosta do sexo oposto. Perguntei porque tantos casamentos.

"Só vou responder se você colocar do jeito que eu disser. Sem amenizar", disse provocativo. Tive de aceitar. "Os meus relacionamentos são simples. Enquanto tiver paixão, eu continuo. Por que eu gosto de f... Dentro do carro, na praia, onde for. Se for para dar beijo na bochecha, vou dar na minha mãe." Ele era o principal jogador do Vasco e não um senador da República.

Sem querer causei um enorme problema para ele na sua carreira. Quando ele foi convocado para um amistoso contra a Alemanha em Porto Alegre por Parreira, foi colocado como reserva. Era dezembro de 1992. Parreira escalou a equipe. No ataque, como centroavante na época, Careca. Perguntei, lógico, após o treinamento. "Como é que você se sente, vindo da Holanda até o Rio Grande do Sul. Só para ficar na reserva?" Pronto, acendi o pavio. "Se fosse para ficar na reserva, não deveriam nem ter me chamado."

1ae8 Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro...

Foi o caos, Parreira ficou irritadíssimo. E tratou de deixar Romário de fora de quase todas as eliminatórias. Elas foram sofridas. O Brasil precisava desesperadamente vencer o Uruguai. Ou poderia ficar de fora da Copa de 1994. A pressão foi enorme para a volta do atacante, um dos melhores do mundo no Barcelona. Foi convocado e teve uma atuação fantástica. Decidiu a partida para a Seleção.

Naquela época, repórteres de jornal podiam entrar no gramado após o jogo. Eu estava lá quando Romário correu para o vestiário. Fui no seu encalço. Guardas me seguraram, impediram que continuasse a perseguir o atacante. Foi a única vez na minha vida que tive de agradecer a Ricardo Teixeira. O presidente da CBF me viu e como tinha imposto a Parreira a convocação de Romário, queria que suas palavras fossem estampadas no jornal. Ele pediu aos guardas para me soltarem e e autorizou o atacante a desabafar. "Sabia que iria ajudar o Brasil. Vim aqui para isso. E vou fazer mais na Copa." Falou e suas declarações foram proféticas.

Em 1998, Romário chorou muito com o corte. O futevôlei sabotou sua panturrilha. E não pôde disputar a Copa da França. Suas lágrimas incendiaram a concentração. Cansamos de perguntar a Zico e a Zagallo se eles haviam prometido que esperariam pela recuperação do atacante durante o Mundial. E a negativa foi sempre veemente. Romário se vingou. Pediu a um desenhista fazer a caricatura da dupla em portas de uma boate que ele era sócio.

Romário era muito ligado ao seu pai Edevair. Ele era torcedor de verdade do América do Rio. O pedido que atuasse como jogador do clube foi atendido. Mas apenas em 2009. No ano anterior, o pai havia falecido. Ele nunca se contentou em apenas aquela homenagem. Foi quando surgiu a chance de virar nada menos do que presidente do tradicional, mas combalido clube carioca. Romário disse que aceitaria disputar o cargo. Desde que não houvesse concorrentes e tivesse de fazer campanha.

Foi aceito. A eleição aconteceu ontem. Teve 194 votos e cinco nulo. Oficialmente o cargo será dele em novembro, quando será aclamado pelo Conselho Deliberativo. O time está na Série B do Carioca. A presença do ex-jogador é vista como um atrativo para patrocinadores. O sonho de Romário é fazer a equipe disputar as principais séries do Campeonato Carioca e Brasileiro.

2reproducao8 Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro...

Ao ser eleito deputado federal, Romário tinha um sonho. Ser prefeito do Rio de Janeiro. Ele acreditava que precisava revolucionar sua cidade. Só que a eleição acontecerá apenas em 2016. Foi quando surgiu a possibilidade de sair candidato ao Senado. Tinha de enfrentar César Maia, três vezes prefeito carioca. Uma raposa política. O total de votos foi de 4 milhões e seiscentos mil votos. 63% contra 20% de Maia.

"Com 4 milhões e 683 mil e 572 votos. Sou o senador mais bem votado da história do Estado do Rio de Janeiro. Meus pais, nem no melhor dos cenários, imaginariam que aquele menino que saiu da maternidade numa caixa de sapatos, ocuparia um dos cargos mais altos da República. Driblei a pobreza jogando futebol e, apesar de muitos torcerem o nariz, eu me orgulho muito disso. O futebol ainda é um esporte criminalizado, muitos nem consideram jogador de futebol um atleta, mas eu estou aqui para vencer barreiras e quebrar paradigmas. Só tenho a agradecer as pessoas que me confiaram o voto. Este cenário eleitoral comprova que a população cansou de votar em bem nascidos e querem ver o seu espelho no Congresso. Hoje, entra para história um ex-favelado que virou senador da República. Obrigado."

Romário agradeceu na sua página da Internet. Virou um dos maiores fenômenos da última eleição. Com problemas com PSB é assediado por vários partidos. Todos o querem como representante na luta pela prefeitura carioca. Inclusive já é favorito nessa nova corrida eleitoral. Aos 48 anos ele tem tudo para ter um futuro enorme na política. Se Marina Silva fosse eleita presidente, o queria no Ministério dos Esportes.

4reproducao4 Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro...

Como deputado federal, ele já massacrava a CBF, Marin, Marco Polo del Nero, Gilmar Rinaldi. Agora senador, os ataques irão até se intensificar. Não se conforma por ter sido enganado pela CBF e Fifa. Os 32 mil ingressos reservados para a Copa a pessoas deficientes nunca viraram realidade. "Essa dupla, Marin e Del Nero, não entende nada de futebol brasileiro e não quer fazer o bem ao nosso esporte", disse ao SBT.

Senador da República e presidente do América, Romário quer e pode muito mais. Ocupa exatamente a lacuna que deixou claro existir no cenário político. Faltam líderes. O bebê que, subnutrido, saiu do hospital dentro de uma caixa de sapatos chegou onde jamais poderiam supor Lita e Edevanir. Ele é o retrato do poder de superação do brasileiro...
1afp1 Romário resume a superação do brasileiro. De bebê subnutrido, favelado a ídolo mundial. Senador da República, presidente do América. E já favorito a prefeito do Rio de Janeiro...

Depois da Copa, Jô mergulha de cabeça na depressão. Nada de Alemanha, Europa. Está há seis meses sem marcar um gol. Saudoso do companheiro Ronaldinho, foi pego na balada. E está com dois pés fora do Atlético Mineiro…

1ae7 Depois da Copa, Jô mergulha de cabeça na depressão. Nada de Alemanha, Europa. Está há seis meses sem marcar um gol. Saudoso do companheiro Ronaldinho, foi pego na balada. E está com dois pés fora do Atlético Mineiro...
Em abril, há exatos seis meses, as rádios de Belo Horizonte garantiram. Jô já estava vendido para um clube da Alemanha. A transferência seria por 15 milhões de euros, cerca de R$ 45 milhões. Setoristas de jornais do Atlético Mineiro deixavam escapar. A negociação seria com o Borussia Dortmund.

No início do treinamento do Brasil para a Copa, Jô estava feliz. Se dizia no melhor momento da sua carreira. E que devia tudo ao Atlético Mineiro. Dizia que só sairia se fosse bem para o clube. Ele sabia que das dificuldades financeiras, com o dinheiro da venda de Bernard retido pela Fazenda.

Era um eufemismo óbvio que estava disposto a sair. Felipão garantia ao atacante que ele faria muito sucesso na Alemanha. Voltaria à Europa mais maduro, 'pronto'. A diretoria do Atlético Mineiro sentia a euforia pela chegada da Copa. O clima de vitória levou dirigentes experientes a tentar ganhar mais com Jô. Por que 15 milhões de euros e não 20 milhões?, sonhavam conselheiros mais animados.

O Borussia desistiu de tentar o brasileiro. Fechou com o italiano Mobille, artilheiro do Campeonato Italiano de 2013. Por 19,4 milhões de euros, cerca de R$ 58,8 milhões. A notícia não abalou a Cidade do Galo. Afinal, haveria outras propostas. Com toda certeza, Felipão utilizaria Jô. E se tudo desse certo, o preço de um campeão do mundo dispararia.

Só que acabou a ficção. Veio a realidade. A Seleção Brasileira foi um fiasco. E a participação de Jô, fraquíssima. Lógico que os empresários sumiram. Se esqueceram do atacante brasileiro reserva da Seleção Brasileira, que perdeu em casa por 7 a 1.

Os reflexos da Copa atingiram em cheio a Jô. O jogador perdeu a motivação. Voltar ao Atlético Mineiro era algo que não esperava. Os treinamentos, as atuações eram decepcionantes. Sem entusiasmo, comprometimento. E havia mais. O técnico não era o compreensivo Cuca. Mas Levir Culpi. Ele foi contratado por Alexandre Kalil para acabar com a indisciplina, com a acomodação atleticana. O dirigente percebia algo parecido com o que havia acontecido no Corinthians, depois da conquista da Libertadores e do Mundial. 2013 foi um ano péssimo no Parque São Jorge.

Kalil exige ao menos a classificação para a Libertadores de 2015. Levir percebeu que era hora de enfrentar o inevitável. O primeiro alvo foi Ronaldinho Gaúcho. O treinador se reuniu com o presidente do clube. E foi direto. O meia não estava rendendo. Seria melhor antecipar sua saída. E enquanto fosse algo amigável. O vivido jogador já percebia que não era mais peça fundamental na organização tática atleticana. E começava a criar problemas.

Como quando foi liberado para atuar na despedida de Deco. Afirmou que perdeu o voo para Portugal. Mas não se reapresentou no clube, não treinou. Era chegada a hora. E foi feita a rescisão de contrato. Jô se sentiu sem seu grande parceiro. Ficou ainda mais fechado, incomodado.

1siteoficialatletico Depois da Copa, Jô mergulha de cabeça na depressão. Nada de Alemanha, Europa. Está há seis meses sem marcar um gol. Saudoso do companheiro Ronaldinho, foi pego na balada. E está com dois pés fora do Atlético Mineiro...

Foi quando faltou a um treinamento em agosto. Kalil mandou avisar que estava multado em 40% dos seus salários. Recebe R$ 200 mil a cada 30 dias. Muito embora membros de sindicatos de atletas do país garantem que as multas dadas pelos clubes só podem chegar a 10%. Depois da punição, o jogador pediu desculpas. E prometeu que iria mudar. Realmente mudou. Seu futebol nunca esteve pior.

Levir passou a deixar de considerá-lo fundamental à equipe. Sem movimentação, força, disposição nas partidas. Os gols sumiram. Há 22 jogos que Jô não consegue fazer um único tento a favor do Atlético. Seis meses. O treinador começou a não levá-lo para vários jogos. Não bastasse isso. Na semana passada, o atacante procurou a diretoria alegando estar com problemas particulares. Não treinou na sexta, no sábado. Não jogou contra o São Paulo no domingo.

Mas veio a madrugada da segunda-feira. E onde ele estava? Na quadra da escola de samba Tradição, no Rio de Janeiro. Que tipo de problema particular é esse que o impede de jogar. Mas não de sambar pela madrugada? As fotos do jogador ao lado de fãs irritou demais os dirigentes. Afinal, amanhã o clube decide sua vida na Copa do Brasil no Mineirão.

1reproducao26 Depois da Copa, Jô mergulha de cabeça na depressão. Nada de Alemanha, Europa. Está há seis meses sem marcar um gol. Saudoso do companheiro Ronaldinho, foi pego na balada. E está com dois pés fora do Atlético Mineiro...

O Atlético perdeu a primeira partida das quartas contra o Corinthians por 2 a 0. Levir Culpi queria força total. As fotos de Jô desviaram o foco do treinador por pouco tempo. Logo ontem, segunda de folga, já havia decidido que não o colocaria no jogo. Não queria perder o comando do time. Na manhã de hoje, Jô procurou o diretor de futebol, Eduardo Maluf. A conversa foi rápida. Quem define é Alexandre Kalil. O encontro talvez acontecesse hoje à tarde. Mas foi adiado. Provavelmente para quinta-feira.

Jô soube hoje que Levir não o quer na partida de amanhã. Nem como reserva. Não o quis nem junto com os demais jogadores, concentrados. Não é segredo para ninguém que, se dependesse do técnico, Jô teria o seu contrato rescindido. Mas acontece que o Atlético gastou 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 4,5 milhões por 50% dos direitos do jogador. O recuperou depois de ter sido dispensado por indisciplina do Internacional. E agora tem nas mãos um atacante sem ânimo, depressivo e indisciplinado.

Seu contrato deveria terminar em 2015. A tendência é que seja dispensado. Deixou de ser fundamental há muito tempo na Cidade do Galo. Sua concentração no futebol foi embora com a Copa. Se sente contaminado pelo fracasso do time de Felipão. Tanto que o interesse de clubes europeus no seu futebol desapareceu. Ele está exatamente como no Internacional em maio de 2012. A história se repete. Perdeu muito de sua credibilidade na Cidade do Galo.

Sambar na Tradição, em plena madrugada de segunda-feira, não foi exatamente uma bela atitude a tomar. Não com o clube tendo um jogo eliminatório dificílimo contra o Corinthians. Foi sumariamente cortado do grupo que irá se concentrar. Está muito perto de ter seu contrato rescindido. Se não for agora, não ficará no clube em 2015. Jô brincou com a sorte. Perdeu novamente. 2014 está sendo um ano inesquecível na sua carreira. Mas não como imaginava...
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Jogar contra o Japão sempre foi uma maneira de levantar a autoestima da Seleção. 4 a 0, quatro gols de Neymar. Um dos melhores jogadores do mundo se divertiu em Cingapura..

1afp Jogar contra o Japão sempre foi uma maneira de levantar a autoestima da Seleção. 4 a 0, quatro gols de Neymar. Um dos melhores jogadores do mundo se divertiu em Cingapura..
Jogar contra o Japão sempre reergueu a autoestima do futebol brasileiro. Por mais que existam a disciplina tática, a obediência, a organização, o futebol é decidido com o talento com a bola nos pés. Ainda mais quando o respeito se torna reverência. A ponto das faltas serem economizadas, nada de pontapés. Esse cenário foi um parque de diversão para um dos melhores jogadores do mundo. Neymar não jogou. Se divertiu. Marcou todos os gols na goleada por 4 a 0 em Cingapura. Pouco importou que o gramado fosse indecente. Repleto de areia. Expondo o quanto é amadora a organização dos amistosos do único país pentacampeão mundial.

"Nem nos meus melhores sonhos imaginava marcar quatro gols jogando pela Seleção. O Dunga falou no vestiário que a melhor maneira de demonstrar respeito pelo adversário é vencendo. Foi o que fizemos", disse Neymar. Aos 22 anos, ele chegou aos 40 gols. É o oitavo artilheiro da Seleção em todos os tempos. Se forem contabilizados apenas os amistosos oficiais, passa para quinto. Romário, contra a Venezuela, em 2000 foi o último jogador a marcar quatro gols com a camisa amarela.

Neymar hoje fez o que quis. O mexicano Javier Aguirre só pode ser amigo íntimo de Dunga. Foi absurda a postura tática dos japoneses. Suicida, até. Mesmo com um time muito fraco nas mãos, ele tentou a consagração. Colocou sua equipe aberta, tentando repetir o que o México fez nas últimas partidas contra os brasileiros. Tentou adiantar a sua marcação. Travar a saída de bola dos sul-americanos. Uma estupidez.

Willian, Oscar, Tardelli e Neymar talvez tivessem dificuldades se estivesse diante de adversários mais qualificados. Com potencial para tabelas curtas, descidas em bloco nos contragolpes. Até fisicamente mais fortes. E com vivência suficiente capaz de matar as jogadas com faltas. Não ter vergonha de truncar o jogo. Os japoneses estavam muito longe disso. Entraram no gramado/areia intimidados. Com medo.

3ap1 Jogar contra o Japão sempre foi uma maneira de levantar a autoestima da Seleção. 4 a 0, quatro gols de Neymar. Um dos melhores jogadores do mundo se divertiu em Cingapura..

O Brasil sentiu o cheiro de sangue. É inadmissível a ingenuidade da defesa nipônica, jogando adiantada, em linha. Situação ideal para o Brasil compacto de Dunga. Time com as peças muito próximas. Com excelente poder de recomposição. E velocidade no ataque. Mesmo descontando a fragilidade do adversário, a movimentação da Seleção é algo que merece ser destacada. Ainda reflexo do 7 a 1 da Alemanha.

A Seleção se empenhou. Dunga sabia que o jogo seria fácil. Tinha informações das dificuldades de Aguirre no seu início de trabalho no Japão. A mentalidade mexicana está sendo muito difícil de ser compreendidas pela equipe. Para piorar ainda mais, a geração é fraca. Não tem grandes valores individuais. É uma equipe medíocre, esforçada. E que está aprendendo a marcar a saída de bola adversária. A se compactar. E a jogar com a defesa adiantada, em linha. É preciso muito, mas muito treino e jogos para essa filosofia dê resultado.

Dunga tem nas mãos jogadores vividos. Com experiência nos melhores times do mundo. Com exceção de David Luiz contundido, a equipe era a mesma que havia vencido a Argentina. O esquema tático também era o mesmo. Um acerto. Independente do adversário, o Brasil precisa redescobrir a sua maneira de atuar. Mais de acordo com o potencial de sua geração. Só Neymar é fora de série. A Seleção tem bons jogadores no contexto mundial Depende como todas os grandes times do mundo de tática, estratégia, dedicação. Humildade para marcar forte quando estiver sem a bola.

Foi o que fez com toda facilidade. Tardelli mostrou toda a inutilidade de atuar com um atacante preso, enfiado com um poste na área adversária. Toda a Copa, Felipão fez o Brasil atuar com dez jogadores. Facilitou o trabalho dos adversários. Sobrecarregou o time, sem perceber. A leveza de Tardelli, Willian e Oscar mais à frente facilitou a vida de Neymar. Desde os primeiros minutos ficou claro que a partida seria dele.

O esquema do Brasil, a inspiração, a defesa em linha e o respeito submisso dos japoneses se juntavam. E se transformavam em um tapete vermelho para um dos mais talentosos jogadores do planeta. A diversão começou com uma bola no travessão em cobrança de falta. Depois, Tardelli o descobriu em um passe excelente, por trás dos zagueiros. Aos 17 minutos, Brasil 1 a 0.

Jogador tem instinto. Os brasileiros perceberam que seria muito fácil. Apenas erraram em tentar tocar a bola em velocidade no gramado/areia. Muitos passes foram perdidos. Os japoneses obedeciam as ordens de Aguirre. E adiantavam seu meio de campo para atuar perto do ataque. Criaram algumas oportunidades. Mais por erro de posicionamento brasileiro. Tiveram até um pênalti não marcada. Luiz Gustavo cortou com a mão cobrança de falta. O árbitro Ahmad A'Qashah, de Cingapura, não teve personalidade para marcar. Os organizadores dos amistosos da Seleção precisam contratar árbitros de melhor nível. Fazem uma economia estúpida, comprometem os jogos com juízes ruins.

No segundo tempo, Dunga colocou Philippe Coutinho e Everton Ribeiro. Tirou Willian e Oscar. O Brasil ganhou em objetividade. Diante dos japoneses desgastados fisicamente e ainda mais abertos, Neymar deitou e rolou. Aproveitou lançamento em curva de Coutinho atrás dos zagueiros. 2 a 0, logo aos dois minutos. O camisa 10 da Seleção não perdoou rebote de Kawashima: 3 a 0, aos 32 minutos.

2ap Jogar contra o Japão sempre foi uma maneira de levantar a autoestima da Seleção. 4 a 0, quatro gols de Neymar. Um dos melhores jogadores do mundo se divertiu em Cingapura..

E aos 36, completou excelente troca de passes do ataque brasileiro. Parecia treino. Kaká levantou a bola para o jogador do Barcelona cabecear. 4 a 0, aos 36 minutos. Se forçasse mais, a goleada seria maior. Mas os atletas estavam cansados e satisfeitos.

A passagem da Seleção pela Ásia foi a melhor possível dentro do gramado/areia. Ganhou da Argentina, recuperou parte do respeito mundial. E se divertiu diante dos limitados japoneses. O ano terminará com jogos diante da Turquia e Áustria. Dunga está fazendo um bom início de retomada. Taticamente, o Brasil percebeu sua limitação. Ficou mais competitivo.

Agora só falta o treinador parar de arrumar confusão. Se perder com discussões com treinadores e jornalistas. Pensar só no time. Se tiver essa capacidade, será melhor para a Seleção. Todos estamos cansados de vexames...
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