Um ano depois, o ‘apequenado’ Palmeiras vira o exemplo que o São Paulo de Carlos Miguel Aidar quer imitar. Nada como um dia após o outro…

1ae19 Um ano depois, o apequenado Palmeiras vira o exemplo que o São Paulo de Carlos Miguel Aidar quer imitar. Nada como um dia após o outro...
"Eu queria dizer que a manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética e demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que ano após ano se apequena."

Não faz nem um ano que Carlos Miguel Aidar pronunciou essas palavras. Foi exatamente no dia 28 de abril de 2014. Na época, a briga era por Alan Kardec. Nada como um dia após o outro. O 'encolhido' Palmeiras virou a grande motivação do presidente do São Paulo para tentar, de forma desesperada, convencer os conselheiros de seu clube. Não há como concorrer com a nova arena do rival. Não com o ultrapassado Morumbi.

Aidar percebeu o óbvio. Acabou o poder de negociação de grandes shows e eventos em estádios. A nova arena multiuso na Água Branca se tornou a primeira opção. Foo Fighters, que se apresentou em janeiro, e Pearl Jam, em novembro, são bandas acertadas há muito tempo. Antes de o Palestra Itália ter sido remodelado. Agora a concorrência está injusta.

Não bastasse as dependências da nova arena, o concorrente são paulino tem a AEG como parceira. A empresa tem contratos com artistas importantíssimos como Rolling Stones, Beyoncé, Madonna, Lady Gaga, Rod Stweart, U2. E negocia a vinda de alguns deles para o próximo semestre. A empresa já trouxe Paul McCartney. Roberto Carlos fará show de aniversário neste sábado.

Aidar está vendo os grupos e cantores que escolhiam o Morumbi migrar para o Palestra Itália. Fora o que acontece no futebol. Mesmo com a insignificância do Campeonato Paulista, o Palmeiras já arrecadou na sua arena, cerca de R$ 12 milhões. O São Paulo, com o Morumbi, ficou até agora com cerca de R$ 1,4 milhões. A diferença é gritante.

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O Corinthians arrecadou cerca de R$ 6,6 milhões. Mas não há como fazer grandes shows no Itaquerão. A receita se restringirá ao futebol.

O dirigente são paulino tem falado muito sobre a necessidade de enfrentar o novo Palestra Itália. Tem conversado com donos de empreiteiras. Seu plano segue o que foi feito pelo Palmeiras. 'Reformular' o Morumbi. Não usará o termo construir novo estádio para pagar menos impostos, como fez o rival. Ele quer encostar o anel intermediário no gramado. O inferior não seria mais usado por torcedores. E atrás de um dos gols haveria uma pequena arena multiuso de 25 mil lugares. Construída especificamente para shows.

"Para esse plano, o Morumbi terá de ficar dois anos fechados. No mínimo", avisa o presidente. Se tudo der certo, o São Paulo repetirá os passos do Palmeiras também em relação ao Morumbi. Adotará o estádio 'abandonado' como sua sede.

Também, por coincidência ou não, exigir da construtora que pegar a obra, o mesmo modelo de financiamento do Palmeiras. E não o do Corinthians. Depois de pronto, a arrecadação dos jogos ficará com o clube.

Carlos Miguel conta com a construção de uma linha de metrô que fique muito perto do Morumbi. Para acabar com a maior reclamação, o estádio fica longe do centro da cidade. O que o torna inviável. Principalmente para partidas noturnas, que terminam por volta de meia-noite.

O dirigente pretende apresentar todo o projeto para votação no final de junho. Talvez em julho. Ele faz questão de dizer que está tudo adiantado. É bom levar em consideração que não se pode animar antecipadamente com as promessas do dirigente. Desde que assumiu, há um ano, ele não conseguiu um patrocínio master para a camisa do clube. Algo que ele assegurava não ser difícil quando era candidato.

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Mas o dirigente tem a plena certeza. Não será fácil seu projeto ser aprovado. A oposição, encabeçada por Juvenal Juvêncio, já trabalha tentando sabotar essa reformulação. Que ninguém duvide que nada será fácil para Aidar. A oposição em 2014 conseguiu barrar, sem muita luta, a cobertura do Morumbi, projeto que Carlos Miguel se empenhou com toda alma.

A seu favor está a nova postura dos conselheiros. Diante das instalações e dos lucros do Itaquerão e do novo Palestra Itália não há outra saída.

"O Allianz Arena e a Arena Corinthians são estádios muito mais modernos que o Morumbi, muito melhores. O Morumbi foi inaugurado há 50 anos e hoje é totalmente ultrapassado e anacrônico. É bonito, mas apenas isso. Servirá apenas para mandarmos nossos jogos, nada mais. Em breve, ele será como o velho Canindé que deixamos para vir fazer o Morumbi.

"(O Morumbi) está fora dos novos conceitos. O público fica longe do campo, tem lugar em que o torcedor fica a 100 metros do jogador, não tem aquele calor humano. Estádio hoje em dia não precisa ter capacidade para 100 mil pessoas, basta ver na Europa ou nos EUA com os novos campos de baseball. Os estádios do Corinthians e do Palmeiras são melhores que o nosso em acesso, segurança, dependências e qualidade, em tudo."

Aidar abriu o coração para o meu amigo Luis Carlos Simon, em maio do ano passado. Desde então sua obsessão pelo novo estádio palmeirense o domina. Tem um peso maior do que o novo técnico que contratará para o lugar de Muricy Ramalho.

Carlos Miguel quer, de qualquer maneira, agir como o clube que se apequenou. E ter uma arena multiuso para chamar de sua. Só que precisa antes dobrar a oposição. Travar seu ex-mentor Juvenal Juvêncio. Esta briga pode fazer com que o São Paulo perca ainda mais tempo. E continue com seu velho e ultrapassado Morumbi...
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O Cruzeiro sente na pele o descaso da Globo. A emissora carioca sacrifica o atual bicampeão brasileiro. Pela audiência, exige que o time jogue sem descanso. E coloca em risco o Mineiro e a Libertadores…

1ae18 O Cruzeiro sente na pele o descaso da Globo. A emissora carioca sacrifica o atual bicampeão brasileiro. Pela audiência, exige que o time jogue sem descanso. E coloca em risco o Mineiro e a Libertadores...
"A Federação agiu de forma intensa para interceder junto com a TV para o jogo (Cruzeiro x Atlético) ser no sábado, e junto à Conmebol, via CBF e com endosso da TV, para que o jogo entre Cruzeiro e Universitario, pela Copa Libertadores, fosse para transferido do dia 21 para o dia 22.

Eu disse ao presidente Gilvan que trabalharia para que a TV concordasse com a realização no sábado. Hoje (segunda-feira), pela manhã, recebi a confirmação de que a TV Globo queria o jogo no domingo, às 16 horas."

"Houve num primeiro momento, a sinalização da televisão de que o jogo poderia ser no sábado. Eu tive o cuidado de manter o presidente Gilvan informado a todo o momento, mas hoje a televisão sacramentou a intenção de passar o jogo no domingo.

A televisão paga milhões para os clubes, com quem tem contratos. Se há um questionamento do Cruzeiro, que seja feito diretamente com a TV Globo, com quem tem contrato firmado. Entendo a insatisfação do presidente. Ele, certamente, não ficou satisfeito, como a Federação também não ficou plenamente satisfeita. Tudo o que estava ao meu alcance foi feito."

A confissão, escancarada, foi feita pelo presidente da Federação Mineira de Futebol, Castellar Guimarães Neto.

Ele explicou que, diante da exigência da Globo, para que Cruzeiro e Atlético jogassem no domingo, nada poderia fazer. Mesmo admitindo o absurdo da situação.

O time de Marcelo Oliveira empatou domingo com o Atlético, no primeiro jogo da semifinal do Mineiro. E já hoje enfrenta o Huracan, na Argentina, pela Libertadores. Um sacrifício estúpido. O clássico poderia ter acontecido no sábado.

Tudo ficará pior neste final de semana. O Cruzeiro enfrentará outra vez o Atlético, no jogo decisivo. Só um time decidirá o Campeonato Mineiro, contra Caldense ou Tombense. A rivalidade dominará do confronto. Os jogadores darão a alma para vencer. E logo na próxima terça-feira, dia 21, o Cruzeiro enfrentar o Universitário Sucre pela Libertadores. Por isso, a diretoria cruzeirense implorou jogar a semifinal com o Atlético no sábado. 24 horas de descanso a mais pode representar a diferença entre seguir ou ser eliminado. A Federação Mineira aceitou. Mas a Globo não quis. Exigiu no domingo. E ponto final.

O Atlético Mineiro foi beneficiado. Como jogou na quinta-feira, dia 9, contra o Santa Fé, acabou sacrificado atuando no domingo passado. Mas entrará em campo apenas amanhã, quarta-feira, para enfrentar o Atlas, no México. Terá um dia a mais que o rival desta vez.

O importante para a Globo é ter mais audiência no dia nobre do futebol, no meio do programa de Fausto Silva. Se vai prejudicar o Cruzeiro, atrapalhar o time na busca do título mineiro e na definição de sua vida na Libertadores, pouco importa aos executivos da emissora carioca.

A Globo faz isso no Brasil todo. Tem muito mais poder que as Federações e até a CBF. Escolhe de maneira inclemente as partidas que podem dar audiência. Esse é o critério que usa no Rio e em São Paulo, suas principais praças.

1reproducao22 1024x614 O Cruzeiro sente na pele o descaso da Globo. A emissora carioca sacrifica o atual bicampeão brasileiro. Pela audiência, exige que o time jogue sem descanso. E coloca em risco o Mineiro e a Libertadores...

Nada de Botafogo contra Fluminense. A emissora quis Flamengo e Vasco no domingo. E foi o que a Federação Carioca fez. Por duas vezes seguidas, os botafoguenses e tricolores não verão seus times na tevê aberta. Não são clubes que atraia telespectadores. Ao contrário dos times de Eurico Miranda e Vanderlei Luxemburgo. É assim e pronto, sem contestação.

Como também na sua principal praça, São Paulo. Até o todo poderoso Marco Polo de Nero teve de ceder. Ele anuncia com toda a pompa e circunstância que os mandos e horários dos jogos decisivos do Paulista são da Federação. Mas não é bem assim.

Marco gostaria de fazer Santos e São Paulo no sábado. E Corinthians e Palmeiras no domingo. Dobraria a atenção para o seu torneio mais importante. Só que a Globo não quis. Para seus executivos, o melhor foi deixar as duas partidas no domingo. Por quê?

Para ganhar mais audiência com o clássico no Itaquerão, domingo às 16 horas. E o jogo menos atrativo, reunindo santistas e são paulinos, ficou para as 18h30. Forçando cada vez mais o torcedor a comprar pacotes da tevê a cabo. Em vez de audiência, dinheiro.

A ironia em toda essa situação é a postura do presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares. Ele aceitou o pedido de Marcelo Oliveira e contratou Paulo André, um dos líderes do movimento Bom Senso F.C. A exigência do dirigente: que o atleta não se envolvesse em questões políticas com a CBF. Não fosse sindicalista, apenas jogador. Por isso ele estava calado.

Só que com a postura da Globo e da Federação Mineira, Gilvan autorizou o zagueiro. Ele está liberado para procurar uma maneira legal de proteger o Cruzeiro. Os atletas que serão obrigados a atuar em partidas decisivas com menos de 60 horas de descanso. Um abuso em qualquer lugar civilizado do planeta. E ontem, o zagueiro já entrava em ação.

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"Praticamente 48 horas depois do último jogo e a gente volta a campo. O elo mais fraco acaba sendo prejudicado, mas temos que cumprir nosso papel e tentar buscar a vaga para que na semana que vem não sofra tanto. Estamos do jeito que dá para ser."

Paulo André pode acionar o Sindicato de Jogadores de Futebol de Minas Gerais para tentar alguma solução. Será quase impossível, ele sabe disso.

A briga será enorme. Na grade de programação da emissora carioca ninguém costuma mexer. A diretoria cruzeirense já se conforma em ter o Atlético Mineiro no domingo. A esperança é que a Conmebol passe a partida contra o Universitário Sucre para quarta-feira. As chances são remotas.

Esse é mais um exemplo do que os clubes brasileiros se sujeitam quando dirigentes só pensam no dinheiro. E na hora de aceitar não têm coragem de reivindicar. Proteger seus clubes, seus atletas de situações como a que o Cruzeiro enfrenta. Porque, para a Globo, se o time de Gilvan perder o Mineiro e for eliminado, ou pegar uma pior classificação na Libertadores, tanto faz.

Há um mantra que executivos da emissora do Rio de Janeiro repetem há décadas, em tom de piada. "A Globo não é uma instituição de caridade." Nunca foi, desde a aliança com a Ditadura Militar. Não iria mudar agora...
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A desculpa oficial do fim do indecente patrocínio da Crefisa aos árbitros: a Fifa proibiu. A extraoficial: Paulo Nobre implorou a Marco Polo para acabar. Excelente notícia para o Palmeiras…

1ae17 A desculpa oficial do fim do indecente patrocínio da Crefisa aos árbitros: a Fifa proibiu. A extraoficial: Paulo Nobre implorou a Marco Polo para acabar. Excelente notícia para o Palmeiras...
Esta foi melhor notícia possível para o Palmeiras nas semifinais de Paulista. Os árbitros não usarão mais o logotipo da Crefisa e da Faculdades das Américas, empresas que patrocinam o clube. Há uma desculpa oficial e outra, extraoficial.

A oficial é que a Fifa proíbe esse conflito de interesses. Não havia cabimento os árbitros serem bancados por empresas que patrocinam um clube envolvido na decisão do campeonato. O veto teria chegado à sede da Federação Paulista de Futebol. Sem saída, Marco Polo del Nero foi obrigado a recuar. E acabou. Acabou a indecente propaganda dos juízes nos jogos finais do Paulista.

O coronel Marinho, responsável pela arbitragem, alegou na semana passada que enfrentaria até a Fifa. E que o campeonato era da Federação. Mas hoje teve de mudar seu discurso. Haveria a possibilidade de o campeão não ser reconhecido pela entidade máxima do futebol mundial. O que seria caótico.

Agora há a desculpa extraoficial. Marco Polo del Nero é conselheiro vitalício do Palmeiras. Ele teria recebido um pedido de Paulo Nobre para acabar com o patrocínio. O presidente do clube já teria até o aval dos responsáveis pela Crefisa e da FAM. A publicidade foi negativa, um tiro no pé. As críticas foram muito além que a instituição financeira poderia imaginar.

Paulo Nobre recebeu vários pedidos de conselheiros para atuar. E acabar com o que nos corredores do clube se batizou de 'idiotice'. Se o Palmeiras conseguisse ser campeão paulista, o título ficaria marcado para sempre. Seria amaldiçoado. Principalmente se um dos árbitros tivesse ajudado a equipe patrocinada pela Crefisa.

2ae11 1024x576 A desculpa oficial do fim do indecente patrocínio da Crefisa aos árbitros: a Fifa proibiu. A extraoficial: Paulo Nobre implorou a Marco Polo para acabar. Excelente notícia para o Palmeiras...

Ou até pior. Poderia ser prejudicado. No jogo contra o Botafogo, o Palmeiras foi prejudicado em lances cruciais. Marcelo Rogério não marcou um pênalti claro, evitou expulsar jogadores interioranos e, para sua sorte, Zé Roberto, impedido, perdeu um gol fácil. Fora isso, foi ridículo vê-lo com o mesmo patrocínio na camisa do time verde.

O medo no Palestra Itália era que o árbitro de domingo no Itaquerão poderia prejudicar o clube, tentando mostrar isenção nos lances mais importantes. E acabasse ajudando o Corinthians.

Paulo Nobre, a cúpula da Crefisa e Marco Polo del Nero finalmente entenderam. Os R$ 60 mil que a empresa disporia para bancar a alimentação, viagens, hospedagem e os gastos dos árbitros até o final do Paulista, eram indecentes. Não havia cabimento.

Marco Polo del Nero deixou claro à revista Veja. A tevê, patrocinadores e taxas garantem nada menos do que R$ 130 milhões para a Federação Paulista. Por mais mesquinha que pudesse ser a diretoria da FPF, ela poderia dispor de R$ 60 mil para esses gastos com os juízes.

Embora tardia, a decisão foi mais do que correta. Restabeleceu a credibilidade nesta decisão de Campeonato Paulista. Tirou toneladas de responsabilidade das costas dos juízes. A desconfiança de adversários do Palmeiras também sumiu. Se o time for campeão será por suas forças.

Tudo o que aconteceu foi uma enorme lição. Primeiro para os executivos da Crefisa. Não há favores para a Federação Paulista em fase de decisão de campeonatos. Para Paulo Nobre, omisso diante da absurda decisão. Tinha de ter barrado a negociação no ato. E para Marco Polo. Apesar do seu sobrenome, Nero só houve um. Ele não é imperador de Roma. É um dirigente de futebol e suas decisões são passíveis de críticas, muitas críticas.

Não há como virar as costas. Fingir que uma empresa que coloca R$ 43 milhões em um clube não tem interesse em vê-lo campeão. Por isso, o final dos tempos seria fazer qualquer favor para os árbitros de seus jogos.

Seja qual for o motivo, a Fifa ou o pedido de Paulo Nobre, a decência prevaleceu. Acabou o maldito patrocínio dos juízes na decisão do Campeonato Paulista. Para o bem da Crefisa, da Federação Paulista e árbitros, da credibilidade do futebol. Mas, principalmente, para o Palmeiras...
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Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras…

1reproducao21 Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras...
O vexame e a vingança estão unidos no Parque São Jorge. Afetam os artilheiros do Corinthians. O peruano Pablo Guerrero escancara a inaceitável epidemia de dengue que o governo estadual tenta esconder. O governador Geraldo Alckmin repete o que fez com o vexatório racionamento de água em São Paulo. Procura desviar o foco. Só que agora não existe a elegante expressão crise hídrica. Epidemia é epidemia.

O político do PSDB evitava de qualquer maneira se aprofundar em relação à doença tropical infecciosa, que assola os países mais pobres do mundo. Em 2014 já mostrava desconforto quando houve 35 mil casos no estado. Este ano a situação se agravou. E não há como fugir da temida palavra. A Organização Mundial da Saúde considera 300 casos por cem mil habitantes como epidemia. O estado mais rico da América Latina já tem 258 mil casos só nos três primeiros meses do ano. O que já alcança 585 casos por 100 mil, quase o dobro do necessário.

Com dores em todo o corpo, principalmente cabeça e olhos, febre alta e tremedeira, Guerrero mostrava no sábado pela manhã todos os sintomas da doença. Está internado no luxuoso hospital São Luiz, no nobre bairro do Morumbi. A previsão dos médicos corintianos é a que leve 20 dias para se recuperar plenamente. O corintiano escancara de faz pensar no que a população sobre com a epidemia sem controle. Foram 14 mortes só em São Paulo por causa da dengue no ano passado. E o governo de Alckmin segue com desculpas, sem ações efetivas contra a doença.

13 Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras...
O Corinthians corre o risco de perder seu fundamental atacante para o restante do Campeonato Paulista. Nos dois últimos jogos da fase de grupo pela Libertadores, contra San Lorenzo e São Paulo. E talvez até o primeiro jogo das oitavas de final da competição sul-americana.

Com isso, de maneira inesperada, Tite perde seu melhor atacante. O definidor. Atleta que vive seu auge. Marcando os gols, atuando como pivô. Definidor para as jogadas aéreas tão treinadas. O técnico tem de optar por Vagner Love.

Ao contrário do peruano, o auge do jogador foi há cerca de cinco anos, quando atuava no CSKA. Love fará 31 anos em junho. Envelheceu mal. Perdeu o arranque, a velocidade que o tornavam diferenciado. Mais pesado, se tornou um alvo mais fixo dos zagueiros. Embora ainda possua boa técnica, não é tão letal quando o titular corintiano.

"Para complicar, o Vagner não está com a explosão, reação instintiva rápida quando a bola chega para a definição. Seu treinamento na China era completamente diferente. Como era na Rússia. Foi por isso que não conseguiu jogar no Palmeiras em 2009. Ele só estará bem no Corinthians do meio do ano para a frente. A readaptação para alguns atletas é mais lenta, como no caso do Vagner", revela o técnico Jorginho, que comandou o Palmeiras em 2009.

Com Vagner em campo, o Corinthians muda a sua maneira de atacar. Emerson, Jadson e Renato Augusto precisam ficar mais adiantados, o que exige um desgaste maior do trio. O time fica sem referência na frente e nas bolas altas. Tite tentará resolver soltando mais o trio. Para que tenha sempre companhia para infiltrações e tabelas, como no gol que Renato Augusto marcou contra a Ponte Preta.

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Vagner Love não poderia estar mais motivado. Não só pela importância dos jogos da Libertadores. Mas especialmente nesta semifinal diante do Palmeiras, no domingo. Apesar de haver nascido no clube, o atacante cultiva grande rancor de sua saída do Palestra Itália em 2009.

Sua chegada no meio do Brasileiro e, principalmente sua exigência salarial, implodiram o ambiente. Diego Souza foi o mais revoltado. Exigiu equiparação salarial ao ídolo que o então presidente Belluzzo trazia de volta. O meia não conseguiu. Houve muitas discussões no elenco. Houve um racha que acabou sabotando o trabalho de Muricy e o título nacional que estava nas mãos palmeirenses.

Membros das organizadas souberam o que havia acontecido. Não quiseram saber que não foi culpa de Love. Ele apenas havia aceito o que Belluzzo decidiu pagar. Com o Palmeiras perdendo o título, membros das facções mais violentas palmeirense se encontraram com Love em uma agência do Bradesco na Água Branca. Houve troca de agressões.

A situação já estava complicada. Para piorar, o jogador passou a receber ameaças de morte. Não só para ele, mas para sua família. Inclusive esposa e filha. Seu empresário, Evandro Ferreira, acompanhou todo o drama. E avisou aos dirigentes que, no Palmeiras, ele não atuava mais.

Os membros das organizadas palmeirenses o consideram um traidor. E enquanto houver confronto com os times em que ele estiver, não há perdão. É xingado, ameaçado. Por isso, Vagner Love entra diferente em campo quando enfrenta o Palmeiras.

3ae7 Guerrero escancara a epidemia de dengue em São Paulo, que o governo Alckmin tentava esconder. E dá a chance de outra vingança para Vagner Love, contra seu odiado Palmeiras...

Um dos maiores prazer que teve na carreira foi quando marcou o gol de empate em 2 a 2 no confronto com o Flamengo em 2012. Seu gol sacramentou o rebaixamento palmeirense, a volta à Segunda Divisão. No confronto pela semifinal do Paulista, no Itaquerão, pelo seu novo clube, ele sabe o quanto será vigiado pela torcida corintiana. E já adiantou. Terá o maior prazer em marcar novo gol contra o clube que o lançou. E comemorará para valer com a torcida do maior maior rival.

Essa gana é sua maior arma para convencer Tite que ele é a aposta ideal. Aliás, o treinador está muito satisfeito com o empenho do atacante nos treinamentos. Quer aproveitar a chance dada pelo desleixo do governo paulista com sua população. Poder colocar a camisa titular corintiana enquanto Guerrero padece em um hospital com dengue.

O futebol é como a vida, imprevisível. Ainda mais com a população de um país tão desprotegida por seus políticos omissos. O Brasil segue sujeito a epidemias que refletem apenas o desleixo, a irresponsabilidade e, muitas vezes, a corrupção.

Não fossem Guerrero e Vagner Love ninguém se lembraria das 258 mil pessoas infectadas pela dengue em São Paulo. Por quê? Porque são anônimas. Agora que a doença infecta o atacante titular do Corinthians, quem sabe o governador comece a cumprir sua obrigação. A desmoralização envergonha.

São Pedro o ajudou com as chuvas de março, já que não houve obras significativas anos atrás para enfrentar a previsível 'crise hídrica'. É preciso descobrir qual será o santo que nos protegerá da dengue.

Caso o Corinthians fracasse nos dois jogos que restam na fase de grupo da Libertadores ou não vença o Campeonato Paulista, será muito bom lembrar da pífia política para a saúde pública do digno governador Geraldo Alckmin. Cúmplice da epidemia de dengue no estado mais rico da América Latina...
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No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras…

1gazetapress 1024x682 No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras...
As semifinais do Campeonato Paulista serão as dos sonhos de Marco Polo del Nero. Sem times pequenos. Na partida que a Globo não quis mostrar, com medo de baixa audiência, o Santos venceu o XV de Piracicaba por 3 a 0 . E enfrentará o São Paulo em um dos clássicos que definirá os finalistas. Provavelmente esse jogo acontecerá no próximo sábado. Na Vila Belmiro ou no Pacaembu, dependerá da diretoria santista. Corinthians e Palmeiras no Itaquerão, domingo.

Há agora a garantia de interesse redobrado, arrecadações altas. O futebol paulista badalado em todo o país. O que é ótimo para Marco Polo, presidente da CBF a partir da próxima quinta-feira. Terá uma saída de gala, como gostaria.

Mas não houve só alegria hoje. A diretoria santista ficou revoltada, mas não houve negociação. A TV Globo não quis mostrar o jogo que teria direito. Sem Neymar, a equipe do Litoral ganhou a fama de enterrar audiência. A emissora carioca preferiu mostrar para São Paulo um filme: "O Espetacular Homem-Aranha". O restante do Brasil ficou com Flamengo e Vasco. Fiel à sua tradição de comprar para não mostrar e não deixar mostrar, a Globo proibiu a Band de mostrar o Santos. Mostrou o GP de Louisiana, de Fórmula Indy.

Em Santos, a partida foi muito disputada. O Santos tinha torcida e melhor time. Mas o XV de Piracicaba tentou fazer história. Toninho Cecília buscava surpreender a favorita equipe de Marcelo Fernandes. O time interiorano estava muito bem montado taticamente. No agora cada vez mais famoso, 4-1-4-1. A estratégia era preencher o meio de campo. Não dar espaço para o Santos se impor.

Marcelo Fernandes queria decidir logo o jogo. E comprou a briga. Montou seu time no 4-3-3. Apostava no talento principalmente dos seus jogadores do meio para a frente. Sem mercado na Europa, aos 31 anos Robinho ainda se impõe nos campos brasileiros. Principalmente enquanto tiver fôlego. No Santos faz o que quer. Só se preocupa em atacar e tentar, na base dos dribles e da velocidade, desmontar as defesas adversárias. Embora continue abusando de firulas desnecessárias.

Enquanto Robinho chamava atenção, dois jogadores desequilibravam para valer a partida: Lucas Lima, esse sim digno de já jogar na Europa. Volante de muita técnica, força física e excelente visão de jogo. Ele dominava as intermediárias. Para acompanhá-lo, Geovânio. O meia canhoto está amadurecendo. Deixando de cair em provocações baratas. E conseguindo ditar o ritmo santista.

Diante do ímpeto interiorano, o Santos aos poucos acabou se impondo. A técnica venceu a vontade. O XV de Piracicaba cometia um pecado mortal. Dava muito espaço aos jogadores santistas pensarem. E logo aos 10 minutos, Geovânio deu chutou como quis da entrada da área. A bola acertou o travessão de Roberto. Seria assim o jogo todo. O time de Toninho Cecílio correndo, lutando enquanto a equipe de Marcelo Fernandes criava chances agudas de gol.

Tanto que aos 15 minutos, Lucas Lima invadiu a grande área driblando. Sofreu pênalti claro e desnecessário de Fabiano. Não havia o que discutir. Robinho pegou a bola e não se importou se Ricardo Oliveira briga para ser artilheiro do Paulista. Cobrou e marcou: Santos 1 a 0.

O XV se enervou perdendo a partida. Se abriu. O que foi ótimo para o Santos trocar passes, encontrar mais espaço para jogar. Dominou as intermediárias e foi criando e desperdiçando chances de gol. Vale a pena destacar a velocidade do ataque santista. É uma enorme arma que Marcelo Fernandes descobriu na reestruturação da equipe.

Aos 37 minutos, o melhor do jogo, Lucas Lima acertou outra vez a trave de Roberto. O time santista não terminou o primeiro tempo goleando por uma questão de detalhes. Vale destacar, a lealdade do XV. Mesmo com seus jogadores driblados, Toninho Cecílio não permitia pontapés desleais. O time era superado, mas não apelava.

3reproducao4 No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras...

No segundo tempo, a consolidação da vitória no placar. Marcelo Fernandes colocou seu time marcando sob pressão a saída de bola piracicabana. Foi um massacre. Os atletas do XV não tinham técnica para escapar do sufoco.

Aos sete minutos, Robinho, que já estava cansado, saiu. Saiu com dores na coxa esquerda de uma trombada com Fabiano. Entrou Marquinhos Gabriel no seu lugar. Geovânio e ele passaram a revezar pela direita e esquerda, abrindo espaço para marcar mais gols.

O Santos criou várias chances até que Marquinhos Gabriel chutava com chance para marcar o segundo gol. Mas a bola 'morreu' no braço esquerdo de Leonardo. Outro pênalti legítimo. Ricardo Oliveira cobrou com convicção e fez 2 a 0, aos 35 minutos. Se igualou a Crislan, do Penapolense, com nove gols. São os artilheiros até agora deste Paulista.

Mas ainda viria o terceiro gol, que faria justiça ao domínio santista. Lucas Lima se aproveitou de bobeada de Fabiano, driblou o zagueiro e o desesperado goleiro Roberto. Só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. Santos 3 a 0.

O time de Marcelo Fernandes foi o que menos teve trabalho nestas quartas de final. Irá enfrentar o São Paulo com a vantagem do mando de jogo. A diretoria pensando em mais dinheiro quer o Pacaembu. Os jogadores desejam a Vila Belmiro, velho dilema.

Mas quem perdeu nesta tarde foram os santistas que não têm tevê a cabo. A Globo os impediu de ver uma ótima apresentação do seu time de coração. Muito melhor do que um filme repetido do Homem-Aranha. Esse é o problema do monopólio...
12 1024x575 No jogo em que a Globo não quis mostrar, para não perder audiência, o time de Robinho se impôs na semifinal de sonhos da FPF: Santos e São Paulo e Corinthians e Palmeiras...

O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão…

1reproducao20 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...
A entrada de Valdivia foi fundamental. Ajudou a desmontar a retranca do Botafogo de Ribeirão. Com muito sofrimento, o Palmeiras dominou, mas criou poucas chances. Venceu por 1 a 0 em um lance que nasceu do talento do problemático chileno e acabou nos pés de Landro Banana. Está na semifinal do Campeonato Paulista. O jogo foi tenso. Marcado pela péssima arbitragem de Marcelo Rogério. Se o Santos vencer o XV de Piracicaba, o adversário será o Corinthians, no Itaquerão.

Trauma é algo importante. Persegue o homem onde ele for. Esse foi o caso de Oswaldo de Oliveira. No ano passado, ele perdeu o título paulista como treinador do Santos. O adversário era o pequeno Ituano. A decepção ficou tatuada na sua pele. E doze meses depois, a chance da volta por cima. O primeiro passo em busca do título era tirar da frente o Botafogo de Ribeirão, um outro time pequeno, como aquele de Itu.

Oswaldo pensou, analisou a torcida apaixonada, desesperada por título. Como a diretoria que, humilhada, ainda tem o gosto da Segunda Divisão na boca. O bilionário Paulo Nobre mudou radicalmente sua postura conservadora. E mesmo com os mais de R$ 200 milhões em dívidas, tratou de montar um elenco forte, com 20 reforços.

No planejamento de Nobre, Mattos e Oswaldo, há duas metas realistas. Uma classificação e um título possível. A vaga para a Libertadores de 2016. E a conquista do Campeonato Paulista, já que Corinthians e São Paulo estão divididos pela maior competição sul-americana e o Santos está se remontando, sem grandes possibilidades financeiras.

Mas até chegar a estes confrontos, o Palmeiras precisaria se livrar do Botafogo. Antes da Crefisa tomar a péssima decisão de bancar os árbitros dos jogos decisivos do estadual, Nobre já estava irritado. Ele sabe mais do que ninguém o quanto estava rendendo para seu time atuar na nova arena. Até o jogo de hoje, a torcida já havia colocado nos cofres verdes nada menos do que R$ 11,2 milhões. O time que mais faturou no País.

O presidente queria o clube nas primeiras colocações. Para pelo menos decidir uma eventual semi no seu estádio. Apesar da arrecadação dividida, havia não só a certeza de mais dinheiro, como o apoio de seus torcedores. Só que Oswaldo fracassou. Fez a quarta pior campanha, atrás dos outros três rivais.

A Federação Paulista de Futebol deu uma bela mãozinha. Pisou no regulamento e manteve, de maneira inexplicável, o jogo contra o Botafogo no campo palmeirense. Apenas Corinthians e São Paulo deveriam ter esse privilégio. Só que a FPF viu que jogaria dinheiro importante em taxas tirando a partida da Capital paulista.

Ou seja, o Palmeiras não tinha do que reclamar desse confronto de hoje. O elenco de Oswaldo é muito melhor do que tem Régis Angeli. A expectativa era a de que o Palmeiras iria partir decidido, imponente para conseguir uma vitória que despertasse a autoestima, a confiança. Para isso precisaria atacar seu adversário. Era evidente que o time de Ribeirão Preto iria se defender.

Foi o Botafogo entrou para o jogo. Preso ao sistema consagrado 4-1-4-1. Nada de espaço no meio de campo. Todos atrás da linha de bola quando o Palmeiras atacasse. A surpresa foi como Oswaldo montou seu time.

Escaldado pelo sofrimento com o Santos, o treinador não escancarou o Palmeiras. Pelo contrário. O plano tático era simples. O usado pela Seleção Brasileira na Copa do ano passado. O 4-2-3-1. O time deveria atuar sem afobação. Trocando passes, invertendo os lados, com paciência para conseguir o resultado. Sem o menor drama de consciência em deixar Valdivia e Cleiton Xavier no banco de reservas.

Oswaldo nunca foi um conhecedor profundo dos times interioranos de São Paulo. E não estudou a fundo o Botafogo. Se tivesse, saberia que seu sistema defensivo é lúcido, firme. Não adiantaria manter jogadores sem recursos técnicos como Rafael Marques e Leandro Banana. Apenas Dudu e Robinho mostravam talento, inteligência diante dos troncudos zagueiros interioranos.

Logo no início do primeiro tempo, dois lances importantíssimos. Aos cinco minutos, Dênis levantou para a área. Eli Sabiá subiu para cabecear. Fernando Prass disputou a bola com ele pelo alto. Ela sobrou para Bruno Costa que marcou. Lance discutível. Mas Marcelo Rogério anulou. O árbitro carregava na barriga o mesmo logotipo Crefisa do Palmeiras, algo lamentável.

A resposta palmeirense veio em um escanteio. Aos 22 minutos, Zé Roberto cruzou, Vitor Ramos desviou e a bola sobrou livre para Dudu. Ele estava a um metro do gol aberto, sem goleiro. Acertou a trave. Se tentasse dar um peixinho seria muito mais fácil.

2ae9 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...

O Palmeiras mostrou muita paciência e pouca penetração. Principalmente pelas laterais. Lucas e Zé Roberto estavam travados. Faltava intensidade ao time de Oswaldo, que dominou mas pouco criou.

A torcida, tensa, esperava por Valdivia, no intervalo. Ele não veio. Quem apareceu foi Victor Luíz, que entrou no lugar de Zé Roberto, que sentia dores na perna. Mas o time voltou melhor. A postura mais ofensiva, marcação na saída de bola do Botafogo demonstrava mais obstinação, vontade de ganhar o jogo. A paciência, a la Barcelona, ficara no vestiário.

Aos sete minutos, um erro absurdo do inseguro Marcelo Rogério. Em um cruzamento, Dudu chegou na frente da zaga para cabecear. Gimenez o empurrou. Pênalti claro que o inseguro árbitro não marcou. Efeito do patrocínio da Crefisa. O Botafogo teve uma chance de ouro. E irregular. Raro contragolpe, Diogo Campos desceu livre pela direita. E serviu para o veterano Zé Roberto, ex-Botafogo, livre com Fernando Prass. Ele chuto para fora. Para sorte do Palmeiras e do árbitro. O jogador do clube interiorano estava impedido.

Oswaldo de Oliveira decidiu deixar a prudência de lado. Esquecer o Ituano. E tratou de colocar Valdivia. Mas escancarou seu time. Tirou o firme volante Gabriel. O problemático chileno continua muito talentoso. O que faz que abuse da diretoria e dos torcedores palmeirenses. Mal entrou em campo e o meia já centralizava todas as tentativas de ataques palmeirenses.

Bastaram 11 minutos, dos 17 aos 26 minutos. E logo Valdivia mostrava sua importância. Com habilidade deixou um marcador caído depois de driblá-lo e descobriu Lucas livre na direita. O cruzamento foi rápido, rasteiro. Antes de a zaga botafoguense se articular. A bola encontrou Leandro Banana livre. O toque para as redes trouxe a tranquilidade que os torcedores sonhavam. Palmeiras 1 a 0.

Como o Palmeiras continua uma equipe muito inconstante emocionalmente, o gol trouxe confiança. E o time passou a jogar ainda melhor. O Botafogo não tinha força e nem talento para conseguir coisa melhor. A vitória foi suada até o momento do gol. Depois, acabou consolidada com troca de passes conscientes, com o time seguro. Robinho soube preencher o meio de campo aberto, passou a atuar como volante, para que Valdivia atuasse como meia.

O resultado foi importantíssimo. Mostrou ao executivo Alexandre Mattos o quanto ele precisa contratar um meia talentoso para se livrar de Valdivia. Caso contrário, a dependência continuará. E mais, ficou cristalino o quanto foi prejudicial o patrocínio da Crefisa para os juízes.

11 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...

A expectativa se confirmou. O desconforto, o nervosismo, a insegurança de Marcelo Rogério tentando mostrar que não iria ajudar o Palmeiras, acabou atrapalhando sua atuação. E tudo promete se complicar ainda mais. Como entrará o juiz do mais que provável encontro contra o Corinthians no Itaquerão, valendo uma vaga à final do Paulista?

Por R$ 60 mil, a milionária Federação Paulista de Futebol conseguiu abalar a credibilidade do seu campeonato mais importante. A Crefisa só atrapalhou quem deveria ajudar: o Palmeiras...
1ae14 O talento de Valdivia foi fundamental. E o Palmeiras, suando sangue, conseguiu eliminar o Botafogo. A semifinal deverá ser contra o Corinthians, no Itaquerão...

Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores…

1ae13 1024x682 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...
Uma cobrança perfeita de falta de Rogério Ceni. E a história de São Paulo e Red Bull mudou radicalmente. O gol do ídolo de 42 anos fez um enorme bem para seu clube. A vitória por 3 a 0 não só classificou a equipe para a semifinal do Paulista. Mas resgatou a confiança, fundamental no confronto contra o Danúbio, no Uruguai, pela Libertadores, quando a vitória também será obrigatória.

Rogério Ceni foi fundamental na classificação de hoje. Apesar da diferença técnica entre os times, o São Paulo estava sendo envolvido pelo Red Bull. Mauricio Barbieri colocou seu time marcando a saída de bola. Ele queria se aproveitar da falta de controle emocional do time de Milton Cruz. A insegurança era nítida quando o jogo começou.

Cada atleta de camisa tricolor sabia da pressão que enfrentaria em caso de derrota. O time todo se culpava pela demissão de Muricy Ramalho. Não se esforçou para tentar salvar o emprego do técnico que sofria com diverticulite, arritmia e pedras na vesícula.

Só que hoje tinham de jogar por cada um. Eles têm plena consciência que um novo treinador será contratado. Por enquanto, Alejandro Sabella é o nome mais divulgado pela diretoria. Mas que ninguém se esqueça de Mano Menezes. Ou do próprio Vanderlei Luxemburgo, em caso de o Flamengo não ganhar o Campeonato Carioca.

Portanto, precisavam vencer o novado Red Bull e seguir adiante. Milton Cruz sabia que seu time não tinha condições psicológicas para arriscar. E, vivido, montou o São Paulo em um seguro 4-5-1. Sua intenção era preencher o meio de campo. Travar o time leve e atrevido de Barbieri.

O Red Bull disputava pela primeiras vez a Primeira Divisão do Paulista. Não tinha nada a perder. Muito pelo contrário. A sensação no clube empresa era que a campanha havia sido ótima. Importante. Os jogadores estavam em um mata-mata nas quartas contra o grande São Paulo.

Só que os atletas queriam mais. Assim como seu técnico. E trataram de tentar aprontar uma enorme zebra. Marcando a saída de bola do São Paulo, eles complicaram a partida no seu início. Tiveram o domínio do jogo. Edmílson teve duas chances excepcionais, cara a cara com Rogério Ceni. Mas o rodado atacante pareceu um juvenil. E chutou em cima do goleiro. Lulinha também teve sua chance. Deu de letra e Ceni defendeu.

Outra vez, Ganso era vaiado com razão pelos torcedores não conseguia armar. A maior esperança do time era o canhoto Michel Bastos, atuando como se fosse ponta direita. Milton Cruz queria utilizá-lo como Guardiola faz com Robben. Na frente, Alexandre Pato esperava qualquer sobra. Não tinha coragem de sair da área para tentar a tabela.

Mesmo com três volantes, Denílson, Souza e o estreante Wesley, o São Paulo era envolvido pelo bom toque de bola do time campineiro. Os 18 mil torcedores que foram ao Morumbi se mostraram irritados, tensos. A situação estava péssima para o São Paulo. Parecia questão de tempo para o Red Bull fazer seu primeiro gol. Se ele acontecesse, a impressão era que o time de Milton Cruz desabaria.

2ae8 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...

Foi quando aos 42 minutos, Alexandre Pato recebeu a bola. E decidiu partir para cima dos zagueiros. Na entrada da área tomou um pontapé de Romário. Os jogadores do Red Bull perceberam o que fizeram. Falta a caráter para Rogério Ceni. Ele foi para a batida. Os atletas campineiros tentaram tumultuar, enervar o veterano ídolo. A falta levou dois minutos para ser cobrada. E quando foi, mudou o jogo.

Rogério Ceni colocou Paulo Henrique junto à barreira, para tirar a visão de Juninho. O goleiro do Red Bull tentou adivinhar. Imaginou que a bola iria no outro canto, por cima do batalhão de atletas que tinha à sua frente. Deu um passo para a direita. Foi suicídio. Rogério cobrou a bola na direção de Ganso, que se abaixou. 1 a 0 São Paulo, aos 44 minutos do primeiro tempo. Era a 127ª vez que tinha o prazer de estufar as redes adversárias. Nunca um goleiro na história teve tamanha ousadia.

O gol mudou todo o panorama da partida. No segundo tempo, o Red Bull se escancarou tentando o empate. Era tudo o que Milton Cruz e seus jogadores sonhavam. Campo para jogar. Com maior técnica e melhor preparo físico, o São Paulo se impôs.

Logo aos cinco minutos, Ganso deixou Pato livre. A dupla tão desacreditada funcionou. São Paulo 2 a 0. Os próprios jogadores do Red Bull sabiam que tudo estava perdido. O golpe de misericórdia veio em um excelente cruzamento de Michel Bastos, o Robben de Milton Cruz, para Ganso. O meia fez o que tanto Muricy Ramalho pedia. E cabeceou para as redes. 3 a 0.

Depois do sufoco inicial, vitória incontestável do São Paulo. Classificado para as semifinais do Paulista. E mais confiante, espiritualmente mais forte para lutar pela vitória obrigatória no Uruguai, contra o Danúbio. Enquanto isso, os dirigentes garantem que Alejandro Sabella está mais próximo. Mas isso fica para depois. Hoje a missão foi cumprida. Com marcante participação do eterno Rogério Ceni...
3reproducao3 Rogério Ceni mudou o rumo. Foi o personagem principal na reviravolta do São Paulo contra o Red Bull. Garantiu a semifinal do Paulista e confiança no duelo da Libertadores...

A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite…

1ae12 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...
A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação logo no primeiro jogo das quartas-de-final. Mostrou sua incompetência. A Ponte Preta teve um gol absurdamente anulado, quando dominava o Corinthians e a partida estava 0 a 0. O bandeira Vicente Romano Neto inventou impedimento.

O lance foi claro, vergonhoso. Ajudado, o time de Tite se recuperou na partida e venceu o dificílimo jogo por 1 a 0, gol de Renato Augusto. Foi muito injusto o que aconteceu no Itaquerão. A maneira que o Corinthians chegou à semifinal do Paulista acabou sendo constrangedora.

Logo na manhã deste sábado, uma surpresa nada agradável para Tite. Guerrero acordou com febre alta, suando e com fortes dores no corpo. Os sintomas clássicos de dengue. Guerrero foi internado imediatamente no hospital São Luiz. A previsão do departamento médico corintiano é que, se confirmada a doença, o peruano ficará dez dias, no mínimo, longe do futebol.

Se isso se confirmar, o artilheiro perderá jogos fundamentais. Como o contra o San Lorenzo, no Itaquerão, na quinta-feira. A esperança é que se recupere a ponto de enfrentar o São Paulo, no último jogo da fase de grupos da Libertadores.

O desfalque de Guerrero mudaria toda a maneira de o Corinthians atacar. O time está mais do que habituado em atuar com o peruano como referência no ataque, fixo. Brigando, prendendo dois zagueiros. Com Vagner Love, as características do ataque se transformariam. Não haveria mais um atleta como referência na frente. A defesa rival teria mais tranquilidade não só para marcar, como sair com a bola dominada.

O duelo entre Tite e Guto Ferreira mereceu um capítulo à parte. Os dois se conhecem muito. Guto foi auxiliar do próprio Tite por dois anos no Internacional, entre 2008 e 2009. Continuam grandes amigos. As conversas sobre futebol são constantes. Cada um sabe como o outro pensa.

E Guto começou a agir ainda durante a semana. Fez seu time treinar em gramado rente e molhado, para a bola correr muito, como no gramado do Itaquerão. Os atletas foram obrigados a usar travas de alumínio, que muitos não gostam. Tudo para que seu time treinasse com toda a intensidade com que sonhava anular o time do amigo.

Guto tratou de tirar um meia e colocar mais um volante. Sabia que o ponto forte corintiano está no meio de campo, com seus jogadores se aplicando para dominar o setor. E assim controlar o adversário. Atacar e defender em bloco. Com o apoio dos laterais. A maneira mais comum que os grandes times europeus atuam.

Para o veneno, o antídoto. Com nada menos do que quatro volantes com forte pegada, Juninho, Fernando Bob, Josimar e Bruno Silva, o oxigênio não chegava aos pulmões corintianos. Elias, Jadson, Renato Augusto e Emerson era muito bem vigiados. Quase não conseguiram jogar no primeiro tempo.

Apenas o volante da Seleção Brasileira teve uma ótima chance. Fagner e Jadson tabelaram e abriram a defesa. A bola foi rolada para Love que descobriu Elias livre, na entrada da área. Em vez de correr mais com a bola, afobado, chutou fraco para fácil defesa de Matheus.

O lance aos dez minutos o que o Corinthians fez de melhor no primeiro tempo. A Ponte Preta foi ganhando confiança por conseguir anular o adversário. Os atletas percebiam a afobação dos corintianos. Não tinham paciência para se livrar dos adversários. Precipitavam jogadas.

Inteligentes, os jogadores rodados de Campinas como Renato Cajá e Rildo encontravam espaço por trás de Ralf e Elias. Começavam a incomodar, encontrar espaço. Principalmente pelas laterais. Tanto Fagner como Uendel estavam sobrecarregados. A Ponte tinha maior posse de bola do que o Corinthians no Itaquerão, um feito.

Cássio já tinha feito duas ótimas defesas, quando veio o lance mais polêmico do jogo. A Ponte Preta teve um gol legal anulado. Lance claro, que comprometeu todo a partida.

Biro Biro encontrou Juninho livre, o chute saiu forte, Cássio rebateu. A bola sobrou livre, para Renato Cajá, que empurrou para as redes. A Ponte Preta fazia 1 a 0 aos 37 minutos. Só que o bandeira Vicente Romano Neto não deixou. Sabotou o trabalho do árbitro Flávio Rodrigues de Souza. Marcou um inexistente impedimento. A arbitragem bancada pela Crefisa ajudou o rival do Palmeiras. Impediu que o time interiorano saísse na frente.

O Corinthians estava dominado. Se ficasse atrás no placar, ninguém pode dizer o que aconteceria. E ninguém vai poder. Porque Vicente Romano Neto não permitiu.

O 0 a 0 foi no intervalo foi um presente para o Corinthians. Triste injustiça para a Ponte Preta. O time interiorano não merecia tamanho erro do bandeira.

Nos 15 minutos que teve para conversar com seus jogadores, Tite agiu. E muito bem. Tratou de adiantar a marcação na saída de bola dos campineiros. E exigir maior proximidade dos atletas. Assim dariam mais opção para quem estivesse organizando a jogada. Era para atuar com mais personalidade.

3ae6 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Os atletas da Ponte souberam no intervalo o quanto haviam sido prejudicados. Entraram no segundo tempo irritados com a arbitragem. Perderam a concentração. Um gol anulado injustamente tem peso enorme. Ainda mais em uma decisão na casa do adversário favorito. O dano que o bandeira Vicente Romano Neto foi imenso.

Muito melhor postado e com confiança, o Corinthians foi outro no segundo tempo. E logo marcou 1 a 0. Jadson tocou de peito para Renato Augusto. Ele procurou e encontrou Vagner Love. O atacante fez muito bem o pivô, devolvendo a bola com açúcar e afeto. A zaga da Ponte não acompanhou Renato Augusto. O corintiano foi ágil e chutou rasteiro, rápido. Matheus ainda tocou na bola, mas ela foi morrer no fundo das redes. Gol do Corinthians, aos dez minutos.

1reproducao19 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

A partir daí, Tite fez seu time recuar. Inverteu o tabuleiro de xadrez. Era seu time que marcava, que esperava o erro do adversário. O Corinthians passava a atuar no 4-1-4-1. Renato Augusto, Jadson e Emerson passaram a fechar a intermediária. Apenas Love ficava mais adiantado.

O time campineiro estava muito nervoso, irritado. Com o erro do primeiro tempo e com o gol sofrido. A Ponte não tinha espaço para tocar a bola. O vivido e consciente Corinthians, invicto há 30 partidas no Itaquerão, sabia muito bem o que fazer. Marcou, diminuiu o ritmo de jogo. E conseguiu a importantíssima vitória. Chegou à semifinal do Paulista.

Tite tem a plena consciência que sua equipe não atuou bem. E que precisa agradecer ao seu melhor jogador hoje no Itaquerão. A torcida ainda precisa decorar seu nome: Vicente Romano Neto, bandeira, patrocinado pela Crefisa...
2reproducao5 A arbitragem, patrocinada pela Crefisa, entrou em ação. Anulou gol legítimo da Ponte. Ajudou o Corinthians a chegar à semifinal do Paulista. O bandeira Vicente Romano foi o melhor jogador de Tite...

Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata-mata decisivo…

1reproducao18 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...
Quanto vale abalar a credibilidade do maior estadual do Brasil? Cerca de R$ 60 mil. Será esse o valor que a Federação Paulista de Futebol receberá da Crefisa para bancar os árbitros na fase decisiva do torneio. A negociação é ilegal. Por um singelo motivo.

A Crefisa também é a patrocinadora do Palmeiras, clube classificado para essas partidas que decidirão o campeão paulista. Paga R$ 43 milhões para que seu logotipo e também da Faculdade das Américas estejam na camisa verde. Quanto mais as marcas aparecerem, melhor. O time de Paulo Nobre enfrentará amanhã o Botafogo de Ribeirão. Se vencer, se classificará para a semifinal. Ganhando, decidirá o título. Sendo campeão, fantástico para a empresa.

Acontece que quem apitará os jogos do Palmeiras serão os mesmos árbitros patrocinados pela mesma instituição financeira. Um escândalo em qualquer lugar do mundo. A Fifa proíbe porque o conflito de interesse é evidente. De acordo com o regulamento de Organização de Arbitragem, o que acontece em São Paulo é absurdo.

"Anúncios de patrocinadores nas camisas dos árbitros serão permitidas somente se não criarem conflitos de interesse com nenhum dos times participantes. Caso isso aconteça, o árbitro não deve usar a camisa com a publicidade." Está muito claro no artigo 15. E mais: a Fifa só permite propaganda nas mangas. Mas não é o que a FPF promete. Uniformes que foram vazados mostram o logotipo da Crefisa nas costas e no peito das camisas dos juízes e bandeiras.

Segue o mesmo critério que impede que juízes sirvam de homens-placa para cigarros, bebidas alcoólicas e cassinos. Uma questão de ética.

Tudo se torna mais mesquinho, estranho, desnecessário quando se analisa quanto o Campeonato Paulista rende para a Federação. Vale a pena começar com números chocantes. A entidade presidida por Marco Polo del Nero arrecada cerca de R$ 130 milhões com o torneio de 2015. Os números foram confirmados pela Veja São Paulo. O grosso do dinheiro vem de patrocinadores, direitos de televisão. Mas também de taxas.

Vale a pena divulgar que a FPF só ficou atrás de Palmeiras e Corinthians em termos de arrecadação deste torneio. Ela recebe 5% dos jogos. E até agora, nas 150 partidas, do Estadual chegou a R$ 2.138.090,79. Os cofres palmeirenses arrecadaram R$ 11.251.787,68. Os corintianos, R$ 5.579.874,44. Os demais 18 times ficaram abaixo.

Não custa detalhar o que a FPF abocanhou de cada clube até agora. Os tais 5% de cada partida.

R$ 873.684,25 do Palmeiras.

R$ 511.047,75 do Corinthians.

R$ 121.803,75 do São Paulo.

R$ 98.872,25 do Santos.

R$ 56.414,99 do Penapolense.

R$ 52.000,25 do São Bernardo.

R$ 51.400,45 do São Bento.

R$ 49.720,00 do XV de Piracicaba.

R$ 45.680,25 do Osasco Audax.

R$ 45.038,75 do Ituano.

R$ 37.931,75 do Botafogo.

R$ 33.143,00 do Bragantino.

R$ 29.422,25 do Capivariano.

R$ 28.942,10 da Ponte Preta.

R$ 23.414,50 do Rio Claro.

R$ 22.606,75 da Portuguesa.

R$ 18.624,25 do Linense.

R$ 17.762,25 do Marília.

R$ 13.409,25 do Red Bull.

R$ 7.272,00 do Mogi Mirim.

A FPF descontará seguirá descontando mais 5% de cada partida até o jogo final...

1ae11 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...

A Federação não perdoa clube algum. Com tanto dinheiro fica mais revoltante esse patrocínio da Crefisa aos árbitros. Os R$ 60 mil englobam taxa que recebem para apitar, verba de hospedagem, viagem e alimentação. Esse dinheiro para a riquíssima entidade de Marco Polo é insignificante.

Mas a FPF não se preocupou com a credibilidade de seu campeonato. Qualquer erro a favor do Palmeiras marcará esse Campeonato Paulista de 2015 para história. Como pode haver o reverso da medalha. Juízes querendo mostrar que não se deixaram levar pelo dinheiro dos patrocinadores. E apitar lances duvidosos contra o Palmeiras, só para deixar claro que não protegem o clube da Crefisa.

Até os jogos dos rivais também terão uma lupa de aumento. Se Corinthians, São Paulo ou Santos forem prejudicados, há quem possa pensar que os erros aconteceram para atrapalhar os rivais do Palmeiras. É uma sinuca de bico.

Tudo seria absolutamente evitável. Há milhares de empresas que poderiam bancar esses R$ 60 mil. E que não têm qualquer vínculo com time algum. Ou então a FPF assumir esse mísero custo, diante de sua realidade. Não prejudicar o torneio que ela mesmo tenta salvar.

Outro ponto questionável é em relação ao departamento de marketing da Crefisa. Que tipo de publicidade negativa é essa? A imagem da empresa foi absolutamente desgastada. Bancar juízes que trabalharão na decisão do Paulista, inclusive nos jogos do Palmeiras é a mais pura bobagem.

O presidente Paulo Nobre teria a obrigação de se colocar contra a transação. É óbvio que ele terá aborrecimentos incríveis. À toa. Ele conseguiu montar um elenco capaz de ser campeão paulista. Sem ajuda de ninguém. Mas se vier o título, a sombra ficará eternamente manchando a conquista.

Desgaste desnecessário também para Marco Polo del Nero. A situação trouxe a lembrança que ele é conselheiro vitalício palmeirense, torcedor do clube e filho de um ex-jogador do Palestra Itália. Por pura birra, diante da péssima repercussão do patrocínio, o dirigente garante que o contrato será cumprido.

Assim, por mesquinharia da FPF, o Paulista de 2015 conseguiu empanar sua fase mais interessante. Os mata-matas que levarão ao título. Do time da Crefisa ou não. A verdade é uma só: o campeonato está negativado...
 Quanto custou abalar a credibilidade do Campeonato Paulista, de R$ 130 milhões? R$ 60 mil. Será quanto a Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, gastará com os árbitros no mata mata decisivo...

O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub-20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante…

1ae10 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...
O Corinthians está enroscado financeiramente com o Itaquerão. Não é segredo para ninguém. Os R$ 420 milhões em forma de CDIs estão bloqueados pelo Ministério Público, que os consideram ilegal. A Odebrecht quer mais de R$ 1,2 bilhões envolvidos no estádio. O clube promete pagar em 12 anos. E tudo que consegue arrecadar desvia para o fundo que administra a bilionária dívida.

Renovações importantíssimas como as de Guerrero, Sheik e Danilo estão em compasso de espera. Não há dinheiro. Salário, direitos de imagem e premiações estão atrasados.

Já é absurdo, demonstração de incompetência e irresponsabilidade dos dirigentes não pagarem em dia os profissionais. Tudo fica ridículo, inaceitável quando os juniores corintianos não recebem.

Muitos garotos são arrimo de família. Pais, mães, avós, irmãos tiveram suas vidas sacrificadas para que pudessem jogar futebol. Seus salários são incomparavelmente mais baixos que os dos profissionais. A diretoria do Corinthians sabe muito bem disso. Mas não leva em consideração. E está dando enorme vexame.

Os garotos que foram campeões sub-20 paulistas e brasileiros de 2014 e que venceram a Copa São Paulo de 2015, não viram um centavo das premiações. Nada, zero.

O deputado federal pelo PT e mentor do presidente Roberto de Andrade, Andrés Sanchez, é acusado de ter prometido R$ 1 milhão para os jogadores, Comissão Técnica e funcionários se o time vencesse o Botafogo de Ribeirão e conquistasse a Copa São Paulo. O jogo foi no dia 25 de janeiro. E até agora, nada. Nem satisfação.

No dia 6 de dezembro, a equipe empatou com o Grêmio Osasco e foi campeã paulista. Quebrou jejum de 17 anos. Exatos 15 dias depois, o time derrotou o Atlético Paranaense por 2 a 0 e se sagrou campeão do Brasil. Cada uma desta conquista corresponderia a R$ 10 mil.

2ae7 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...

O Corinthians deve cerca de R$ 50 mil a cada atleta. O Lance! informa que Yan e Marcinho, PC, Henrique, Ualefi e Gilmar já até deixaram o clube. E não viram a cor desse dinheiro.

A situação é constrangedora. É vexatória. É maravilhoso, depois de mais de cem anos, o Corinthians ter um estádio para chamar de seu. Confortável, moderno. Mas não a esse preço. Comprometendo todas as finanças e dando calote até em menores, indefesos.

Nenhum deles terá a coragem de processar, de cobrar publicamente o clube. O medo de se queimar, antes mesmo de começar para valer a carreira impera. Os garotos acreditavam que era nisso que os dirigentes acreditavam. Todos iriam se calar.

R$ 50 mil significam muito para cada menino que está começando a vida. O dinheiro foi prometido a eles. E quando ganharam os títulos acreditavam que receberiam. Avisaram seus pais, que fizeram planos. Muitos são humildes, vivem em situação precária.

Desde as conquistas do Paulista e do Brasileiro são quase cinco meses de atraso. Da Copa São Paulo, já se aproxima de três meses. Essa situação não é digna de um clube da grandeza, da história do Corinthians.

Passou da hora de Roberto de Andrade e, seu mentor, Andrés Sanchez, cumprirem a obrigação. E pagarem os meninos corintianos. É uma questão de decência...
3ae5 O Corinthians deve até para seus meninos campeões. Não pagou pelos títulos Paulista e Brasileiro de 2014, sub 20. E nem pela Copa São Paulo de 2015. Revoltante...

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