divulgacao9925 Outro time da Ponte Preta é injustiçado. O Santos ganhou, mas não mereceu ser semifinalista do Paulista...
O forte sistema de marcação de Gilson Kleina e o cansaço quase derrubaram o Santos.

Deveriam...

O time venceu a Ponte Preta por 1 a 0, gol de Neymar.

Mas não convenceu nem o pai de Neymar.

Muricy Ramalho colocou na Vila Belmiro o que tem de melhor.

Mesmo Arouca sentindo dores.

Experiente, o técnico sabia que seius atletas estavam cansados.

E ele esperava decidir o jogo no primeiro tempo, quando todos ainda tinham fôlego.

O calor senegalesco não fazia parte dos seus planos.

Jogadores rodados e fundamentais para o talento de Neymar brilhar estavam travados.

Elano e Léo foram se desmanchando em campo.

O ritmo de jogo de Ganso está muito, mas muito abaixo do mínimo necessário.

Bons toques e passes desconsertantes ainda aconteceram quando a bola chegava aos seus pés.

Mas a bola tinha de chegar até ele.

Arouca também estava muito abaixo.

Se percebia faltar confiança e decisão nas divididas.

Claro sintoma de quem ainda sente dores.

Zé Eduardo esforçado, dando trombadas até nas traves, mas muito abaixo tecnicamente dos seus companheiros.

Neymar ficou isolado e apelou à sua juventude para tentar criar, driblar, tabelar.

Mas sabia estar sozinho.

Para dar um contorno ainda mais dramático ao jogo, Gilson Kleina armou seu time com muita felicidade.

Marcou forte o Santos a partir das intermediárias.

Abriu mão de um atacante fixo na área.

E montou duas linhas.

Uma de cinco atletas para proteger sua área.

E outra, também com cinco, já a partir da intermediária no campo santista.

Ninguém no time de Muricy tinha tempo de respirar.

Na única escapada muito bem articulada, Neymar marcou aos 20 minutos.

O gol não mudou a postura treinada, milimetricamente organizada da Ponte.

A estratégia era marcar, tomar a bola e partir, com seus jogadores baixinhos para o ataque.

Foi isso durante o jogo inteiro.

A Ponte mostrou muita personalidade.

E foi envolvendo o desgastado Santos.

Cada vez mais.

A torcida santista se dividia em olhar para o gramado e para o relógio.

Foi uma tortura chinesa.

Cada vez mais ficava clara a injustiça no placar.

O time campineiro nos últimos 20 minutos fez o que quis com o Santos.

Ficou com a posse de bola como se fosse ela a equipe grande.

E atacou dos dois lados do gramado.

Chegou a acertar a trave de Rafael.

Mas não houve jeito, a estrela santista brilhou.

O time chegou à semifinal do Paulista.

Vale destacar que, desde que Muricy assumiu, venceu os três jogos em que a a vitória era obrigatória.

Agora tem a obrigação de descansar porque logo na quarta-feira terá o América do México pela Libertadores.

E no final de semana, o vencedor de São Paulo e Portuguesa.

Todos sabem na Vila Belmiro o quanto Muricy quer o time de Juvenal para mostrar que sabe se virar bem no mata-mata.

Mas agora o importante é descansar.

Amarrar os jogadores nas camas e os obrigarem a dormir o máximo que puder.

Caso contrário, a sorte pode acabar.

Hoje, o Santos não mostrou o seu potencial.

A Ponte Preta foi injustiçada.

Se impôs diante da equipe mais talentosa do Brasil e jogando no caldeirão da Vila Belmiro.

Mas o destino não quis se dobrar e a vaga ficou com o Santos.

Gilson Kleina e seu exército sabem que cumpriram bem demais seu papel.

Que coisa ingrata esse tal de futebol...

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