Agencia Estado99222 Os nervos de Celso Roth são os responsáveis pelo maior vexame da história do Internacional...E é bom ele se preparar para procurar emprego em 2011...

Pela primeira vez na história não haverá um sul-americano na final do Mundial de Clubes.

Não haverá o esperado confronto com a Inter de Milão.

Os brasileiros caíram nas semifinais.

O Internacional proporcionou o maior feito da história do futebol africano.

O Mazembe do Congo venceu o campeão da Libertadores, o time de Celso Roth por 2 a 0 em Abu Dahbi.

Não há nada do que reclamar.

Do árbitro holandês, da violência que não veio.

Não aconteceu nada além da incompetência dos brasileiros.

Foi o maior vexame de um clube brasileiro no Mundial de clubes.

Deu pena dos cerca de dez mil torcedores colorados que cruzaram o mundo para apoiar a equipe do coração.

Eles tiveram de ver o excêntrico goleiro Kidiaba pular sentado, impulsionado pelos pés e pelo bumbum.

Depois, a dancinha do restante da equipe africana, comemorando a grande vitória.

A grande pergunta que todos estão se fazendo: quem é o culpado?

Infelizmente, ele responde pelo nome de Celso Roth.

O treinador precisa ser responsabilidade pela ansiedade, pelo nervosismo, pelo Inter jogar tão longe da área até tomar o primeiro gol dos africanos.

E também pela apatia na marcação.

Os brasileiros tomaram dois gols como se estivessem treinando.

Bolivar e Indio assistiram Kabangu e Kaluiytuka marcarem os gols.

Tiveram a postura de repórteres privilegiados.

O desenho tático da partida foi simples.

Os africanos trataram de marcar com duas linhas de quatro.

A segunda na sua própria intermediária.

E os dois atacantes ajudando, mas prontos para o contragolpe.

Se desdobrando.

Não apelaram nem para os pontapés.

O Inter foi uma equipe burocrática, sem imaginação.

E pior, sem vibração, sem garra, sem sangue.

Uma postura inesperada, omissa.

Representou bem a agonia do seu travado comandante.

D'Alessandro se embolou entre os africanos.

Roth deixou apenas Alecsandro na frente.

Rafael Sóbis chamou a responsabilidade partindo com a bola dominada.

Mas, estranhamente, estava orientado para atuar longe da área, na intermediária.

Mesmo assim, foi o grande jogador do Inter, conseguiu quatro chances para marcar.

Veio o primeiro gol em uma bobeada absurda do time que ficou olhando Kabangu dominar e marcar.

O lance aconteceu aos sete minutos do segundo tempo.

Havia tempo demais para um time consciente e muito melhor tecnicamente virar o placar.

Mas faltou consciência aos gaúchos.

O descontrole partiu de Roth.

Suas substituições enfraqueceram o Inter.

Ele tirou Alecsandro que era mesmo de uma inutilidade absurda.

Só que saiu também Tinga, o melhor do meio-campo colorado.

Inexplicável.

Pior ainda foi tirar Rafael Sóbis.

De fazer a festa de qualquer gremista.

E sem estratégia nenhuma, o Inter partiu desesperado para o ataque.

Além de se locomover com o bumbum, o goleiro Kidiaba fazer boas defesas.

Nada fora do normal.

Os jogadores do Inter mostravam nervosismo e falta de confiança na hora de finalizar.

Isso facilitou o trabalho do goleiro africano.

Em mais um contragolpe normal, Kaluyituka dominou a bola e bateu da entrada da área.

Renan demorou para ir para a bola: 2 a 0.

Desastre completo.

O vexame terá conseqüências.

E o principal culpado, Celso Roth deverá pagar.

Haverá troca de diretoria do Inter.

Há enorme chance dele ser trocado em 2011.

Mas não há nada que diminuirá a dor, a frustração.

A raiva.

Perder o Mundial para a Inter de Milão, seria terrível, mas aceitável.

Agora, ser derrotado na semifinal, pelo Mazembe, era inimaginável.

Até gremista fanático não esperava.

Mas não há como fugir.

O maior inimigo do Internacional não nasceu no Congo.

Nasceu em Caxias do Sul.

Tem contrato só até o dia 31 de dezembro.

E responde pelo nome de Celso Roth.

Um homem que ainda não aprendeu a vencer.

Levou para o abismo o gigante Internacional.

E lá em Abu Dahbi definiu bem o seu possível futuro.

"A vitória não cumpre o que promete.

Mas a derrota, sim."

Ou seja: ele sabe que não há futuro para ele no Beira Rio depois do vexame que proporcionou hoje...

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