Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão…

a14 Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão...
Junte João Denoni, Souza e Ayrton.

Mais 36 anos e a pedida de R$ 350 mil mensais.

Como ingrediente decisivo, fundamental na receita...

A falta de empenho de Gilson Kleina.

Pronto, está explicada a saída de Marcos Assunção do Palmeiras.

O jogador apenas perdeu tempo desde que o Brasileiro acabou.

Ele e seu procurador Ely Coimbra Júnior poderiam ter buscado outros clubes.

Isso se tivessem sido tratado com maior sinceridade.

E não houvesse por parte de Arnaldo Tirone tanto medo da torcida.

Da opinião pública.

O capitão, das várias infiltrações no joelho para jogar, nunca foi prioridade.

O erro de avaliação foi dele e seu empresário.

Deveriam estar muito mais atentos aos sinais.

Principalmente de Gilson Kleina.

Desde que o Palmeiras caiu, ele reclamou de tudo.

Cobrou publicamente a letargia da diretoria.

Enquanto várias equipes contrataram, o clube rebaixado se enrolou.

Foi só o Conselho Deliberativo exigir responsabilidade e acabaram os reforços.

Kleina nunca abriu a boca para exigir a renovação do seu capitão.

Não bateu no peito e disse que ele seria fundamental em 2013.

Muito pelo contrário.

Seu silêncio significou gritos de 'pode sair' para os dirigentes.

A revelação João Denoni, com idade para ser filho de Assunção o tranquilizava.

O volante de 18 anos e mais a chegada de Ayrton resolveriam o problema.

O lateral tem um grande talento com a bola parada.

Não tanto quanto Assunção, mas seus chutes são muito bons.

Fora a volta de Souza, que foi bem, emprestado ao Náutico.

Pode assumir a função de Assunção.

E sem o Palmeiras gastar nada.

Além do mais, a personalidade do capitão do time era forte demais.

Após as preleções de Kleina, sempre colocava sua opinião.

Seu conhecimento de futebol o fazia falar dos pontos fortes e fracos dos adversários.

Assunção fazia para tentar ajudar.

Foi o único a ter coragem de cobrar Valdivia.

Por não se conformar com a falta de envolvimento do chileno.

O Palmeiras para ser rebaixado e o meia não se sensibilizava.

Agia como se tudo estivesse normal.

Aos berros Assunção exigiu que ajudasse.

E houve uma grande discussão.

O elenco adorou a postura do capitão.

Que, na verdade, deveria ser do técnico.

E teve coragem de enfrentar a torcida organizada palmeirense.

Não fugiu do confronto.

Não quis nem saber da fama de violenta das torcedores.

Exigiu respeito a ele e ao time.

a3 Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão...

São raros os treinadores que gosta de tanto envolvimento de um jogador.

A maioria vê como quebra de hierarquia.

É preciso ter muito desprendimento.

O Palmeiras é o primeiro time grande de Kleina.

E ele pretende se impor.

Sua palavra precisa ser a última, a decisiva.

O que seria uma demonstração de abnegação também se voltou contra Assunção.

As infiltrações, para não sentir dores, viraram ponto negativo com o passar do tempo.

Ele voltou de forma apressada de uma artroscopia no joelho direito.

Cirurgia para corrigir o rompimento do menisco.

Retornou com dores e acreditando que ajudaria o time.

Mas não foi exatamente o que aconteceu.

Mesmo sem dores, perdia a explosão muscular para marcar como era necessário.

Deveria ter ficado mais tempo se recuperando.

Só que o Palmeiras não parava de perder.

Ele quis jogar.

Kleina compraria uma grande briga ao barrá-lo.

O volante fazia enorme sacrifício para tentar evitar o rebaixamento do clube.

Colocando em risco a própria saúde, uma torção poderia ter consequências terríveis.

Se os médicos diziam que poderia jogar, o técnico não iria falar não.

Os torcedores reconheciam o empenho de Marcos Assunção.

Assim como o time todo.

Seria drástico demais para qualquer treinador o tirar do time.

Ainda mais com companheiros tão fracos, limitados.

Mas agora, não.

Assunção não é primordial.

Kleina costura uma nova equipe.

Sabe, mas não vai assumir nunca, que não é para lutar pela Libertadores.

Para brigar pela volta do time à Série A.

E Segunda Divisão não requer talento refinado.

Mas correria, força física, briga pela bola.

O técnico tem vivência para isso.

Vem de times pequenos e médios.

Ficou evidente que Marcos Assunção se tornou dispensável.

Ainda mais porque foi radical na sua pedida.

Ganhava R$ 250 mil.

Empresários mais vividos consideram um ótimo salário para um jogador de 36 anos.

Só que sabendo ser o último vínculo na carreira, sua pedida foi de R$ 400 mil.

R$ 150 mil a mais mesmo com o rebaixamento.

Ele fará 37 anos em julho.

Foi sua grande falha.

A direção do Palmeiras ganhou de presente a desculpa para não renovar.

Até porque decidiu manter o salário do R$ 250 mil.

Foi quando na semana passada, o jogador e o agente baixaram para R$ 350 mil.

Esperavam pelo meio termo, R$ 300 mil.

E, de acordo com dirigentes que passaram aos conselheiros, não baixariam um centavo.

Com o respaldo do Conselho de Orientação Fiscal, a negociação foi encerrada.

O COF se tornou cúmplice e grande escudo para dizer não a Marcos Assunção.

Esses são os detalhes da saída do 22º jogador do Palmeiras de 2012.

O seu capitão foi embora.

O time rejuvenece.

O clube gasta menos.

E Gilson Kleina ganha autoridade.

Tudo poderia ser muito mais simples.

Com o clube assumindo a necessidade de renovar a equipe.

E não querendo pagar tanto a um atleta abnegado, mas veterano.

Porém no Palestra Itália é assim.

Tudo vira um drama, nada é transparente.

A escolha é pelo constrangedor.

Está cada vez mais explicado o sal grosso nas traves adversárias.

E a Segunda Divisão...

(Para piorar de vez a revelação.

Assunção acaba de garantir.

O Palmeiras lhe deve dinheiro desde junho.

Seis meses meses de atraso.

Outro vexame.

Com o volante atuando à base de infiltração.

E Marcos ainda chorou muito.

Não queria sair do Palestra Itália.

Não dessa maneira.

Sem a menor consideração.

Esse jogador pode ser chamado de tudo.

Menos de mercenário...)

77 Comentários

"Os constrangedores bastidores da saída de Marcos Assunção do Palmeiras. A pedida alta foi desculpa. Kleina não protestou. Sabe que terá mais autoridade com a saída do único a ter coragem de cobrar Valdivia. As infiltrações e dores foram em vão…"

7 de January de 2013 às 11:19 - Postado por Cosme Rímoli

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Comentários
  • Adriano Montagnani
    - 9 de janeiro de 2013 - 17:16

    Caro Cosme, se você acha que saída do Assunção foi vergonhosa, ainda não viu nada. A entrada dele no Santos será ainda pior. Como justificar receber bem menos do que já recebia no Palmeiras para jogar no Santos? Acabei de ler que a pedida "só valeria" para o verdão, pois segundo seu agente, ele "carregou o piano". Agora eu pergunto, não é a condição primordial do jogador honrar a camisa? Ou será melhor aproveitar da situação para "fazer seu pé de meia" no fim da carreira? Finalmente, um desabafo, é muita cara de pau para pouco futebol. Abraço.

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  • Larissa
    - 8 de janeiro de 2013 - 16:38

    Alguns lideres se incomodam quando tem alguém da equipe com espirito de liderança, é uma ameaça a eles... Kleina preferiu não ficar com Assunção, mas Kleina não é Palmeiras e o Palmeiras além da dívida financeira tem uma de gratidão, de moral e de hombridade. Palmeiras está as moscas e as moscas sabe o que fazem com ... né?

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  • Fran Cisco
    - 8 de janeiro de 2013 - 12:06

    /..Marcelo Novais 21:57../ Jamais esquecerei essa correção! É o efeito colateral de escrever sobre o small green! Go to palestrinha!!

    Responder
  • Vito Chiarella
    - 8 de janeiro de 2013 - 09:29

    Cosme, Acho que já cansou ficar falando dos erros do atual presidente do Palmeiras, não leva nada, isso não vai mudar. A esperança é com a chegada de um novo presidente que, no mínimo, deverá resgatar o respeito ao Nome e a Historia do Palmeiras.

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  • eduardo todeschini
    - 8 de janeiro de 2013 - 02:52

    O Marcos Assunção se arrebenta todo pra continuar jogando, faz infiltração e o no final vai pra rua. Só da para tirar uma conclusão disso tudo, Certo foi o Valdivia em não se esforçar nem pouco, o exemplo q fica para os jogadores do palmeiras é o do Valdivia.

    Responder
  • Varela
    - 8 de janeiro de 2013 - 02:38

    Exagerou. Não havia razão pra pedir aumento e pra ganhar essa fortuna.

    Responder
  • Renato
    - 8 de janeiro de 2013 - 02:12

    Eu não entendo muito esses questionamentos quanto ao Kleina. Todos os técnicos começaram a trabalhar em times pequenos, e quando vieram para algum time grande, surgiam como apostas, como sempre. Muitos deram certo, como o Luxa, o Scolari, o tão aclamado Tite, e até outros por ai, como o Cuca, o Dorival. Se ele vai dar certo, não sabemos. Mas ele é melhor que muito técnico ai. Ou vocês queriam o derrotado do Celso Roth, ou o andante do Adilson Batista comandando seus times?

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  • Hudson da Silveira
    - 8 de janeiro de 2013 - 01:05

    Jogador de futebol, em sua maioria, é uma corja de hipócritas e egoístas. Dentro do campo, tenta quebrar a perna do adversário muitas vezes e pronuncia muitos palavrões (depois, nas entrevistas, tem a cara-de-pau de dizer que “Deus isso” e “Jesus aquilo”). Fora de campo, trai a esposa e os filhos com prostitutas e travestis, sonega o Imposto de Renda e mostra uma “máscara” terrível ao escolher dar entrevistas apenas para a maquiavélica Rede Globo. Temos muitos jogadores de maus exemplos, que o tempo, senhor da razão, mostra. Temos poucos atletas de bons exemplos, por exemplo, o Rogério Ceni, que muitas vezes entrou em campo carregando as filhas no colo (valorizando a família) e que nunca disse “sou o bom” ou “sou o melhor”, mas sim “o São Paulo é grande” ou “o São Paulo é um conjunto”. Temos o Zico, que sempre foi fiel ao Flamengo e à família. Temos o Messi, que desde o ano 2000 está no Barcelona e sempre fala em encerrar a carreira no clube catalão, além de declarar convictamente “ter um filho foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida”. Em outros esportes, temos grandes homens, grandes atletas, tipo o Gustavo Kuerten (tênis), o Oscar (basquete) e o Emerson Fittipaldi (automobilismo). Todos nós temos uma consciência, limpa ou pesada, além de uma memória, forte ou fraca.

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  • Papito
    - 8 de janeiro de 2013 - 00:54

    É até comovente da parte do Marcos Assunção chorar por querer continuar no Porco e tal, mas não tem cabimento pagar o que ele queria de salário, sendo que ele esta talvez no último ano de carreira como jogador de futebol profissional. Concordo que poderiam sim ter um pouco mais de consideração, mas também da a entender que ele estava fazendo um grande favor para o Porco jogando até o fim lutando contra o rebaixamento, o que não é verdade. Ele jogou todo esse tempo contratado pelo clube, com acordo salarial e tudo. Quanto a ele não receber isso já é outra história, ele entra na justiça que ele recebe. Que ele de sequencia na carreira dele em outro clube ou que encerre logo e vá curtir os milhões ganhos todos esses anos.

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  • Samanta
    - 8 de janeiro de 2013 - 00:36

    Paulo Teta,Diego e outros incautos;time GRANDE não precisa de erros de arbitragem,anulação de 30% dos jogos de um campeonato para vencê-lo nem da ajuda de político influente para construir seu estádio.Olhem seu terreiro primeiro antes de falar dos outros.

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