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O UFC fez história. Recebeu as mulheres. Ronda Rousey e Liz Carmouche mereceram ser as pioneiras. Não pela beleza ou homossexualismo. Pelo talento dentro do octógono…

Postado por Cosme Rímoli em 24 de fevereiro de 2013 às 05:54 em Sem categoria | 22 Comments

reproducao O UFC fez história. Recebeu as mulheres. Ronda Rousey e  Liz Carmouche mereceram ser as pioneiras. Não pela beleza ou homossexualismo. Pelo talento dentro do octógono... [1]
Não foi o massacre que Dana White sonhava.

A bela Ronda Rousey esteve a ponto de ser finalizada.

Sua oponente, e zebra, Liz Carmouche, calou por segundos o Honda Arena.

Ela mochilou Ronda e encaixou um mata-leão.

A maior aposta do UFC esteve por um triz.

Por sorte, as mãos de Liz se fixaram na boca e não no pescoço de Rousey.

Ronda suportou a pressão e mostrou garra e talento para se livrar do golpe.

E se vingou.

Jogou Liz no chão e as duas passaram a duelar pela melhor posição.

Foram várias transições, a busca do ângulo fatal.

Mais forte, com uma impressionante técnica vindo do judô, a campeã se impôs.

E aplicou o golpe que todos esperavam.

Na sua sétima luta de MMA, veio a sétima chave de braço.

Sétima no primeiro assalto.

Vitória empolgante, arrebatadora.

Enquanto Dana White suava, alivado, festa para Ronda e Liz.

As duas fizeram história ontem.

Acabou o tabu.

As mulheres invadiram de vez o UFC.

Fizeram a principal luta da noite, da edição 157.

Já lutaram decidindo o cinturão dos galos.

E abriram caminho no principal evento de MMA do mundo.

Dana queria a vitória de Ronda por um motivo mercadológico.

E machista.

Ela é muito bonita.

Loira, sorridente, corpo muito feminino, repleto de curvas.

Se diz solteira, sem namorados.

Sensacional atrativo para as tevês, fotógrafos e fãs esperançosos.

Tem apenas 26 anos.

Foi medalha de bronze na Olimpíada de Pequim.

Teve uma vida sofrida.

Com o pai cometendo suicídio para interromper uma doença degenerativa.

Ronda expôs o lado obscuro de uma atleta olímpica.

"Dediquei minha vida inteira ao judô.

Ganhei uma medalha de bronze em Pequim.

Recebi dez mil dólares (cerca de R$ 20 mil) da Federação Norte-Americana de Judô.

E depois viraram as costas para mim.

Pensaram nas novas lutadoras e me esqueceram.

Tive de trabalhar como garçonete, não sabia o que fazer.

Minha vida era o judô.

Foi quando descobri o MMA.

É um sonho para mim entrar no UFC."

Sorridente para as câmeras, é muito agressiva lutando.

Campeã no Strikeforce.

Com um cartel espantoso, seis vitórias, seis chaves de braço.

Todas no primeiro assalto.

Como o UFC comprou o Strikeforce, Dana ficou à vontade para negociar com Ronda.

Ela já é uma estrela nos Estados Unidos, capas de várias revistas.

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Convites para filmes, campanhas de publicidade.

E excelente lutadora.

A combinação perfeita para abrir nova fonte de renda para o UFC.

Esperta, Ronda fez questão de ser sexy até na pesagem de sexta-feira.

Em cima da balança, colocou os braços para trás e sorriu.

Foi uma festa para os fotógrafos.

Sua oponente também foi um achado.

Liz foi fuzileira naval.

Eletricista de helicópteros.

Participou da guerra do Iraque.

Foram três idas e vindas para os Estados Unidos durante o confronto.

Quando o conflito acabou, decidiu lutar MMA.

Fez uma boa campanha no Strikeforce.

Mas foi chamada por Dana por outro motivo.

Homossexual assumida, quebrou outra barreira no UFC.

Fez filmes promocionais para a luta ao lado de sua companheira.

Além de agradar as mulheres, o público gay também foi atraído para o combate.

Preconceitos foram quebrados.

A noite foi histórica.

Porém o mais importante foi a luta em si.

De altíssimo nível.

É isso o que importa no mundo do UFC.

O mundo da elite do MMA está aberto para mulheres talentosas.

Como Ronda e Liz...

(A decepção do UFC 157 foi masculina.

A luta entre Lyoto Machida e Dan Henderson.

Tão aguardada quanto frustrante.

Os dois adversários se respeitaram demais.

O brasileiro fugiu do confronto, queria só contragolpes.

Buscou a vitória sem riscos.

Foi o que conseguiu diante de um grande adversário.

Só que com 42 anos e que não lutava há um ano e três meses.

A luta não teve golpes contundentes de lado algum.

Lyoto fugiu quase o tempo todo.

A torcida não perdoou e vaiou o combate.

Vaiou muito.

O brasileiro venceu em decisão dividida, contestável até.

29/28, 28/29 e 29/28.

Se houvesse empate, ninguém protestaria.

Talvez uma compensação pela luta que venceu diante de Rampage Jackson.

E que os juízes deram a vitória ao norte-americano.

Mas a vitória deu a Lyoto a chance da disputa pelo título.

Vai esperar a luta entre Jon Jones e Chael Sonnen.

Seu sonho é a revanche contra Jones.

Se lutar contra ontem, o sonho vai virar pesadelo.

De novo...)

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