1ae40 O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...
Foi bonito. Corajoso. Pressionar o líder do Brasileiro no seu estádio. Marcar a saída de bola com coragem. Ter 19 minutos de domínio. Luís Fabiano obrigado Vitor a fazer excelente defesa. Pato, livre, cara a cara, chutou fraquíssimo, nas mãos do goleiro atleticano.

O técnico Juan Carlos Osório disse que iria usar o jogo como parâmetro das pretensões do São Paulo no Brasileiro. Estava animado, feliz com o que via. Não tardaria para perceber que, na verdade, estava iludido.

Quando seu time parecia que iria marcar, veio o primeiro gol de Pratto, com muita sorte. Seis minutos depois, o argentino faria o segundo com muita qualidade. O terceiro, com oportunismo, demorou um pouco mais 17 minutos. Aos 42, a eficiência de Lucas Pratto voltaria a desequilibrar. E líder do Brasileiro marcava o terceiro e liquidava a partida. Pato ainda descontou no segundo tempo. Mas o Atlético Mineiro venceu por 3 a 1. Continua líder, só que agora abriu oito pontos do São Paulo, travado na quinta colocação.

"Foi ataque contra ataque. O São Paulo tem jogadores importantes. Mas fomos mais eficientes. Conseguimos marcar e saímos com essa importante vitória", dizia Lucas Pratto, confessando que, pela primeira vez na carreira, fez três gols em um só jogo.

"Temos qualidade para jogar. Jogamos assim contra um time bem entrosado. Podemos jogar contra qualquer time. Pena que não é todo dia que a gente tem um gramado assim bom para jogar. Mas a gente criou tudo o que tinha para fazer. Bateu bola na trave, bola para fora, o goleiro defendeu. Foi um jogo sem muita lógica", avaliou Rogério Ceni.

Osório mostrou muita coragem na montagem da equipe. Apostou em três zagueiros e com dois alas bem abertos. Cinco jogadores no meio de campo e Pato e Luís Fabiano na frente. Até parecia o 3-5-2 que Muricy Ramalho consagrou em vários títulos que conquistou no Morumbi.

A intenção do colombiano foi perfeita. Superpovoar o meio de campo, travar a troca talentosa de bola mineira. Ainda no nascedouro. Na intermediária atleticana. Foi um sufoco que realmente surpreendeu Levir Culpi. O time paulista foi muito superior no início do jogo.

Osório impediu a saída de bola com talento dos volantes mineiros. E comprou a briga como poucos sequer imaginaram. O grande problema foi que para tudo sair com perfeição, o seu time deveria fazer o primeiro gol. E tirar de vez a paz de espírito do líder do Brasileiro.

Chances apareceram. Luís Fabiano começou o jogo no ritmo do São Paulo, abrindo espaço, tabelando em velocidade, chutando a gol. Ele obrigou logo de cara Victor a uma excelente defesa, ao quatro minutos. Mas o lance capital aconteceu aos 17 minutos. Em um contragolpe, Michel Bastos deixou Pato livre, sem marcação.

O atacante desceu da intermediária, invadiu a grande área, sem ser perturbado chutou para o gol. Nem um pai, brincando com o filho de cinco anos, em uma manhã de domingo, não chutaria tão fraco. Lance ridículo para um jogador que recebe R$ 800 mil mensais. Victor se assustou até a lentidão da bola, que parecia mais recuada do que batida pelo principal atacante adversário.

1cam O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...

Enquanto isso, Levir tratou de reequilibrar seu time. Pediu para Thiago Ribeiro recuar para compor no meio de campo. Os mineiros passavam a jogar no 4-5-1. Sim, um esquema que primeiro marcava. Mas tinha condições de travar o 3-5-2 de Osório. Porque seu time está muito entrosado, confiante, eficiente.

E foi justamente a eficiência que mudou o rumo do jogo. Marcos Rocha se aproveitou do espaço que Reinaldo lhe proporcionou. Levantou a cabeça e fez excelente cruzamento para Lucas Pratto. O argentino se antecipou a Toloi e desviou a bola. Rogério Ceni ainda conseguiu o milagre. Mas a bola voltou e bateu no ombro do atacante e entrou. Gol do Atlético Mineiro, aos 19 minutos.

Como sempre acontece no atual São Paulo, sofrer um gol traz um peso, uma angústia transparente. A confiança se esvai. O time abaixa a cabeça. Se mostra fraco psicologicamente. E isso não se faz contra o líder do Brasileiro, diante da melhor equipe do país.

O castigo não tardou. Bastaram seis minutos. E outra vez os três zagueiros do São Paulo provaram que não valem por um bom. O excelente Giovanni Augusto desceu nas costas do improvisado Thiago Mendes e enfiou a bola entre Lucas Pratto e Lucão. Lógico que o argentino chegou primeiro. E, com muita qualidade, desviou para as redes de Rogério Ceni. 2 a 0, Atlético.

O São Paulo se perturbou mais ainda. Paulo Henrique Ganso, que havia começado bem a partida, sumiu. Michel Bastos também. Luís Fabiano deveria até ter sido substituído. Se irritou profundamente com o desenho da nova derrota. Perdeu o foco. Alexandre Pato corria de um lado e do outro, buscando a chance de finalizar. E ela veio.

Luís Fabiano brigou com a zaga e a bola dobrou limpa para Pato. O chute foi fortíssimo de dentro da área. Victor conseguiu uma ótima defesa. Logo em seguida, o veterano atacante serviu Ganso. O meia colocou a bola na trave. E no rebote, livre, Pato chutou fora. Inacreditável.

2cam O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...

Se Pato gostava de desperdiçar, Lucas Pratto, não. Hudson deu péssimo passe no meio de campo. A bola caiu nos pés de Giovanni Augusto. Ele deu outro passe perfeito. O argentino dominou e antes que a bola batesse no gol. 3 a 0 Atlético aos 43 minutos do primeiro tempo. sem hipocrisia, todos no Mineirão sabiam que o jogo estava decidido.

No segundo tempo, o São Paulo entrou para tentar ao menos descontar o placar. Só que quem mudou foi o Atlético Mineiro. Levir sabia que teria o contragolpe à disposição. Teve mesmo. Por isso, seu time passou a ter Carlos no lugar de Cárdenas. Para ganhar na velocidade o espaço que os paulistas dariam.

O São Paulo colocava Centurión para pelo menos ter mais correria na frente.O jogo ficou muito elétrico, com chances de lado a lado. Aos 13 minutos, um raio de esperança. Paulo Henrique Ganco descobriu Pato entrando por trás da zaga. Gol que animou um pouco o descrente Osório. 3 a 1.

O jogo seguiu aberto, com chances dos dois lados. Apesar da empolgante torcida atleticana implorar por Guilherme, Levir Culpi usou o bom senso. E fechou a intermediária. Tirou Thiago Ribeiro e colocou Danilo Pires. O Atlético já controlava mais o ímpeto do São Paulo.

O time de Osório já demonstrava o recorrente cansaço de fins de partida. E o placar se manteve. Com a torcida atleticana comemorando a manutenção da liderança do Brasileiro.

Foi um jogo suado, brigado. Que revelou várias situações. Entre elas que o São Paulo tem talento suficiente para jogar no ataque, seja em que estádio for. Mas desde que o time contrate um ou dois bons zagueiros de verdade. E já o Atlético precisa marcar mais forte, apesar da sina ofensiva da equipe.

A partida também serviu para diferenciar os rumos dos dois no Brasileiro. O Atlético quer quebrar o jejum de 1971. E o São Paulo já dará volta olímpica se chegar entre os quatros primeiros e chegar à Libertadores de 2016...
111 O São Paulo teve coragem, jogou bonito, parecia estar no Morumbi. Mas Lucas Pratto decidiu. Marcou os três gols do líder do Brasileiro. 3 a 1 Atlético Mineiro...

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