Publicado em 13/02/2013 às 15h01
O respeitado Wall Street Journal reverencia o Corinthians, clube que representa a ascensão da classe média brasileira. Só se esquece de valorizar o responsável por esse crescimento econômico fulminante: o nobre ex-presidente Lula…

Em agosto de 2011, a CNN entrou para a história.
Provocou revolta no Parque São Jorge.
Em seu site oficial o Corinthians.
O classificou como 'small club'.
Um 'clube pequeno' de São Paulo, que tinha coragem de tentar Tevez.
Nada como um dia após o outro.
Hoje o Wall Street Journal faz uma matéria especial sobre o Corinthians.
E com todo respeito.
O classifica como a personificação da ascensão da classe média brasileira.
Mostra o potencial do clube que há cinco anos estava na Segunda Divisão.
E hoje é campeão não só da Libertadores, como do mundo.
"Há cinco anos, o clube fundado há 102 anos estava quebrado e relegado à segunda divisão.
Atualmente, o Corinthians tem 35 milhões de torcedores, patrocínio da Nike.
E é o time brasileiro mais rico, avaliado em cerca US$ 500 milhões.
Ele está entre os dez times mais valiosos do mundo, de acordo com a consultoria BDO, de Nova York."
Esse é só um trecho da matéria que se desmancha em elogios.
Trata o Corinthians com reverência poucas vezes vista no Wall Street Journal.
"O orgulho de Itaquera é o gigante estádio de futebol em construção.
E que se será a primeira sede em mais de uma década do Corinthians.
Nos últimos anos, o time passou da pobreza à riqueza.
Símbolo do crescimento da classe média baixa brasileira:
Os milhões de brasileiros que estão redesenhando o país com o seu novo poder aquisitivo."
Houve até espaço para uma frase do vice Luiz Paulo Rosenberg.
O novo estádio corintiano será "o que é Israel para os judeus".
A postura submissa mostra que os norte-americanos estão chocados.
Eles vivem uma profunda crise econômica.
Tanto que no site oficial do jornal está assim estampado:
"Assine três meses pelo preço de um."
A falta de dinheiro nos Estados Unidos é imensa.
Em todas as áreas.
Principalmente, o futebol.
Sua liga de futebol está pagando cada vez menos.
Com jogadores sem representatividade.
A própria CNN já havia pedido desculpas ao Corinthians por chamá-lo de pequeno.
E se viu obrigada a fazer matérias especiais.
Tanto pela conquista do Mundial como pela compra milionária de Pato.
A matéria do Wall Street Journal chega em excelente hora.
Quando os dirigentes estão buscando patrocínio para o Itaquerão.
Havia uma negociação a todo vapor com a Petrobrás.
Mas a crise que a empresa vive tornou inviável a transação.
Seria uma desmoralização.
Em 2012, houve uma enorme queda de lucro da empresa.
Chegou a mais de 36%.
Seria absurdo anunciar disponibilizar R$ 400 milhões para batizar o estádio.
Isso não impede de os dirigentes corintianos seguirem negociando com estatais.
O clube tem uma imensa força política.
O próprio Itaquerão, estádio de R$ 1 bilhão, e o patrocínio da Caixa, não negam.
A matéria do Wall Street Journal louva a reviravolta corintiana.
Dá o mérito para quem estava arrasado há cinco anos.
Porém peca ao se esquecer que o clube teve um grande auxílio governamental.
Mas isso não chamaria a atenção do público norte-americano.
Fica então uma vitória da classe média.
E não se fala mais nisso.
Mas a cada elogio do Exterior ao Corinthians há de se lembrar de uma pessoa.
E reconhecer que, sem ela, essa ascensão não existiria.
Luiz Inácio da Silva, apelido Lula.
Homem que Barack Obama conhece tão bem...
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