120 O Real Madrid mostrou sua força. Venceu o Bayern de virada, 2 a 1, em plena Munique. Dois gols dele, Cristiano Ronaldo. Recordista, chegou a 98 na Champions.  E o centésimo em torneios europeus...
O Real Madrid mostrou sua força. Se impôs, com autoridade, personalidade, talento e força física. Em plena Munique, o time espanhol venceu de virada o poderoso Bayern por 2 a 1. Conseguiu uma vantagem excepcional nas quartas de final da Champions League. Pode até perder por 1 a 0, na próxima terça-feira, em Madrid.

Cristiano Ronaldo foi o grande carrasco do time de Ancelotti. Marcou os dois gols do Real Madrid, para entusiasmo de Zidane. O português é o grande recordista da história da Champions, marcou seu 98º gol na Champions. Chegou ao seu centésimo em torneios europeus.

A expulsão de Javí Martínez teve um peso decisivo na vitória espanhola.

Assim como o pênalti inexistente, desperdiçado por Vidal.

Por ironia, Neuer, que evitou uma goleada do Real Madrid, tomou o segundo gol de Cristiano Ronaldo por debaixo das pernas.

O melhor goleiro do mundo estava inconsolável após a partida.

Não merecia tamanho castigo.

Real Madrid e Bayern era o duelo mais esperado das quartas de final da Champions de 2017. Ancelotti enfrentaria seu ex-clube, tendo sob seu comando o talentoso elenco bávaro. Lá já acrescentou intensidade na marcação, vibração e velocidade nos contragolpes. O que faltavam ao time quando estava sob a tutela de Pep Guardiola.

Zidane, que herdou o Real Madrid de Ancelotti, tem sido muito objetivo. Aproveitou a consistência tática deixada pelo italiano, que irritava os puristas madrilenhos, mas abriu espaço para o talento. Quem consegue sabe jogar tem direito ao improviso, desde que respeite o esquema tático. Os merengues formam uma equipe competitiva, mas insinuante, naturalmente ofensiva. As tradições merengues são respeitadas.

O poder bilionário dos clubes proporcionou a formação de elencos invejáveis.

São naturalmente dois dos maiores favoritos ao título da Champions.

Ancelotti sabia que teria de fazer tudo para ganhar a primeira partida do confronto. Aproveitar o fato de atuar em casa, com a fanática torcida do Bayern. E montou sua equipe para tentar sufocar os espanhóis, logo de cara. Abrir vantagem e, depois, explorar os contragolpes, velha artimanha do treinador italiano.

Zidane, por seu lado, sabia que não haveria como evitar no início do jogo a pressão bávara. E tratou de orientar seu time para quebrar o ritmo do jogo. Evitar a correria desenfreada, que seria cúmplice dos alemães. O francês tratou de fazer suas estrelas preencher as intermediárias. Evitar não só o toque de bola, como o nascedouro das triangulações que Ancelotti tanto adora, pelas laterais.

O Bayern tratou de fazer sua marcação alta e apostar nos suas grandes estrelas nas pontas. O canhoto Robben pela direita. E o destro Ribery na direita. Ele sabia que os dois iriam render o máximo no primeiro tempo. A idade já chegou para a dupla. O holandês tem 33 anos. E o francês, 34 anos. Ancelotti cometeu um grande erro, abriu mão da explosão de Douglas Costa para bancar a personalidade de Ribery.

Os alemães lamentavam muito não poder contar com seu artilheiro Lewandowski. O polonês não conseguiu se recuperar de uma lesão no ombro direito, que sofreu contra o Borussia, pelo Campeonato Alemão. Thomas Muller atuou adiantado. E foi um fracasso. Teve atuação lastimável.

Zidane colocou os onipresentes Casemiro e Modric para marcar forte no meio de campo. Não na intermediária espanhola. Para não permitir que os alemães ficassem trocando passes perto da sua área. Se quisessem, que tocassem longe de Navas. O espírito solidário de Kroos, Bale e Benzema era espantoso. Mas sacrificava Cristiano Ronaldo, isolado na frente.

Carvajal não sofria com Ribery, mas não apoiava. Ele auxiliava Nacho Fernández e Sérgio Ramos. Pepe fraturou duas costelas e não pôde jogar. Pela esquerda, embora Robben fosse muito mais perigoso, Marcelo atacava. Era o desafogo da pressão alemã.

Vidal fazia excelente partida para o Bayern. Conduzia o time a uma pressão firme durante todo o primeiro tempo. Thiago Alcântara, mais discreto, também acelerava o toque de bola, as inversões para tentar iludir a defesa espanhola. Lahm e Alaba se projetavam à frente e participavam da paciente busca de espaços nas duas linhas de quatro espanhola.

Era um jogo de xadrez.

Cada detalhe era fundamental.

E logo em um mero escanteio, o Bayern conseguiu seu merecido gol.

Tudo treinado à exaustão, como sempre faz Ancelotti.

Robben cobrou forte, Muller fez o corta-luz, e Vidal se antecipou a Nacho.

A cabeçada foi fulminante, forte como um chute.

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A bola entrou com velocidade de 68 quilômetros por hora.

Navas nada pôde fazer.

Aos 24 minutos, 1 a 0, Bayern.

Era tudo que Ancelotti sonhava.

Mas Zidane segurou seu time.

Não o escancarou atrás do empate.

O Real seguiu marcando forte.

Até que veio o lance capital da partida.

Ribery chutou forte da entrada da área.

A bola bateu no ombro de Carvajal.

Mal colocado, o árbitro italiano Nicola Rizzoli marcou pênalti.

Inexistente.

Eram 44 minutos do primeiro tempo.

Vidal pegou a bola, estava confiante.

Bateu.

Chutou fortíssimo, a bola subiu e passou por cima do gol.

Desperdício que iria custar caro.

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No intervalo, Zidane adiantou sua marcação.

O Real Madrid tentaria buscar o empate.

Mas sem se escancarar.

Ancelotti queria os contragolpes.

Mas nem houve tempo para o duelo tático.

Logo no primeiro tempo, tudo mudou.

Casemiro deu excelente passe para Carvajal.

Ele cruzou e Cristiano Ronaldo, com um movimento de corpo, conseguiu escapar dos zagueiro. E recebeu a bola livre para fuzilar Neuer. A bola era indefensável. 1 a 1.

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O gol teve efeitos dramáticos para o jogo. Trouxe confiança aos espanhóis. E insegurança aos alemães. O Bayern se desgastara muito no primeiro tempo. O cansaço já estava estampado nas suas estrelas veteranas. O Real já dominava o jogo. Modric cruzou para uma cabeçada de Bale que obrigou Neuer a uma defesa cinematográfica. Aos poucos, o time da casa se encolhia.

Foi quando o espanhol Javí Martínez fez uma falta aos 12 minutos, tomou amarelo. E aos 15 fez nova falta digna de cartão e recebeu o vermelho. Expulsão infantil e que sabotou o Bayern. O Real Madrid passava a ter um jogador a mais no campo.

Zidane ordenou que o time tocasse a bola com calma.

E desgastasse ainda mais os alemães.

Xabi Alonso deixou o time para a entrada do lateral Bernart.

Alaba foi para a zaga atuar ao lado de Boateng.

Douglas Costa entrou tardiamente no lugar do extenuado Ribery.

Os espanhóis com um a mais, eram donos das intermediárias.

A expectativa de massacre do Bayern não se confirmou por Neuer.

O goleiro fez grandes defesas, em arremates de Benzema e Cristiano Ronaldo.

Mas o futebol é irônico.

Ansensio cruzou e Cristiano Ronaldo entrou de sola na bola.

E ela passou por baixo das pernas do goleiro da Seleção Alemã.

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2 a 1, Real Madrid.

Gol marcado aos 31 minutos.

Virada importantíssima.

A ponto de Zidane segurar seu time.

Mandar que o toque de bola fizesse o tempo passar.

O objetivo era garantir a ótima vantagem.

O Bayern não teve força para reagir.

Perdeu em casa.

E precisará de uma façanha na próxima terça, em Madrid.

Cristiano Ronaldo era só entusiasmo.

Chegou ao seu 98º gol pela Champions.

E 100º em torneios europeus.

É um excelente jogador.

Mas a vitória do Real Madrid foi do conjunto.

Mérito de Zidane, que foi auxiliar de Ancelotti.

O pupilo superou o mestre...
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