ap1 O Real Madrid caiu de pé. Faltou um gol e Cristiano Ronaldo para o milagre. Mas a justiça foi feita. O moderno Borussia chega à decisão em Wembley. Nova ordem na Champions League...
Continuam as aulas na Europa.

Para Felipão e Parreira.

Real Madrid e Borussia fizeram um jogo de perder o fôlego.

Valia a desejada vaga para a final da Champions League.

Os espanhóis precisavam tirar a diferença de três gols.

Perderam por 4 a 1 na Alemanha.

As estrelas de Florentino Perez precisavam mostrar mais que talento.

Raça e distribuição tática.

Tinham pela frente o único invicto da Champions.

Time de melhor preparo físico da Europa.

Com média de 24 anos, mas condicionada como equipe veterana.

Especialista em preencher os espaços, contragolpear em velocidade jogando fora de casa.

Em Dortmund a blitz havia dado certo, encurralando o surpreso Real.

Mas em Madri, ninguém falava em milagre.

Sonhavam com a remontada.

Ou seja, uma reviravolta.

José Mourinho queria escapar de sua sina.

Ele foi contratado a peso de ouro para ganhar a Liga.

Não ficar pela terceira vez consecutiva nas semifinais.

O português tratou de articular o seu pressing.

Acordou aos gritos suas estrelas.

Fez o time fugir de sua característica.

Comprou a briga, marcou sem medo os alemães na saída de bola.

Nada de toque de bola cerebral.

O que importava era ritmo, se impor.

Derrubar o Borussia e o relógio.

O Real não tinha Cristiano Ronaldo no auge.

Sentia uma contratura na coxa.

Seu poder de definição e arranque estavam comprometidos.

Higuain, Di Maria, Modric e Ozil deveriam abrir espaço para o português.

Mourinho tinha vontade de chorar de saudade de Marcelo.

Pelo lado esquerdo, Fábio Coentrão é fraco demais.

O treinador barrou com inteligência Pepe.

O péssimo jogador naturalizado português por Felipão.

Ele foi responsável direto pela goleada na semana passada.

Lewandowski deve três dos quatro gols que marcou a ele.

Sérgio Ramos ficou onde rende mais, na zaga.

E entrou Essien na direita.

O Borussia entrou com suas duas linhas de marcação.

Quatro zagueiros, cinco no meio e Lewandowski na frente.

Jürgen Klopp apostava no desespero espanhol.

Com os espaços para os contragolpes.

Só que não contava com tanto coração por parte do Real.

Foi emocionante a dedicação do time.

Havia consciência, troca de posições, infiltrações.

Ataques em bloco.

Uma pena que o time não tivesse dois laterais.

E principalmente Ozil dormisse no gramado.

Sem raça, sem sangue, sem o tesão dos companheiros.

Tudo ficou dramático com o primeiro tempo terminando 0 a 0.

Sobravam 45 minutos para os espanhóis marcarem três gols.

Mas mal começou o segundo tempo e o grande susto.

Lewandovski conseguiu se livrar de Sérgio Ramos.

E acertou o travessão de Diego Lopez.

Quase houve uma sucessão de infartos no Santiago Bernabéu.

Götze, contundido, fazia muita falta no ataque alemão.

Mourinho percebeu que seu time precisava ser mudado.

Ter jogadores mais agudos para abrir a defesa alemã.

Colocou Kaká e Benzema.

Tirou o inútil Coentrão e Higuain.

E o brasileiro começou a jogada do primeiro gol.

Ele serviu Ozil que cruzou para Benzema.

1 a 0, Real.

O cruel relógio apontava 36 minutos.

O time espanhol passou para a pressão total.

Não deixou o forte time do Borussia respirar.

Se não tinha jogadas de linha de fundo, ia na compactação.

Foi uma lição para o modorrento time de Felipão.

O time tanto pressionou que fez o segundo gol.

Aos 42 minutos, Benzema serviu Sérgio Ramos.

Ele chutou com raiva, estufou a rede.

2 a 0 e pouquíssimos minutos para a busca do terceiro.

Howard Webb deixou o jogo chegar até os 51 minutos.

Mas faltou sorte e Cristiano Ronaldo inteiro.

No final, a classificação justa, merecida do Borussia.

Pela segunda vez na sua história vai decidir uma Champions.

O Real foi aplaudido de pé por sua torcida.

Mourinho está decidido a sair.

Florentino Perez quer que continue.

E promete uma reformulação no elenco.

A começar pela saída de Kaká.

Quanto aos alemães, agora resta refazer o fôlego.

O batimento do coração.

Com sangue frio e muita luta saíram vivos de Madrid.

Justificaram a campanha irretocável.

Time moderno que mostra o quanto é importante preencher os espaços.

Não deixar os adversários respirar na sua casa.

E a mistura da compactação e velocidade fora.

O Borussia merece decidir o título em Wembley.

Espera apenas o adversário de amanhã.

Por um milagre do Barcelona.

Ou o que parece muito mais provável.

Um épico clássico germânico contra o Bayern.

Que Felipão e Parreira não desgrudem da televisão...
reuters O Real Madrid caiu de pé. Faltou um gol e Cristiano Ronaldo para o milagre. Mas a justiça foi feita. O moderno Borussia chega à decisão em Wembley. Nova ordem na Champions League...

Campo neutro.

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