116 O rancor de Paulo Autuori. Desperdiçou a festa pela incrível classificação do Atlético Paranaense na Libertadores. Preferiu atacar jornalistas. Como se fossem culpados pelos vexames que teve na carreira...
"Sou muito pragmático nesta situação. A vida é assim, é dura. Os iluminados no futebol sabem tudo, comentam os fatos e dedico a vitória aos oportunidades de plantão. Vamos, na nossa privacidade, comemorar. Só nós acreditávamos. Foi um bom jogo para quem assistiu, e a equipe mereceu passar esta fase de classificação.

"Se ganha, é ótimo. Se perde, inventam história. Meu coração não tem espaço para rancor. Estou satisfeito como a equipe se comportou, mas a vida é assim. No jogo contra o San Lorenzo, estava tudo aberto e virou, como virou para o Flamengo hoje. Ninguém contava com o Atlético. Essa é a realidade. É mais um a lição que o futebol nos dá."

60 anos, 36 trocas de clubes.

Nada menos do que 43 anos de carreira.

Foi campeão mundial, da Libertadores, de Brasileiro.

E foi elogiado até não mais poder.

Pela imprensa que agora ironiza.

Mas também fracassou.

E acumulou demissões seguidas.

Paulo Autori fez o melhor desabafo da Libertadores.

Tinha motivo.

Mas errou o alvo.

Seu Atlético Paranaense foi a zebra, se classificou no grupo 4, o chamado Grupo da Morte. Tinha como rivais o Flamengo, a Universidad Católica e San Lorenzo. Acabou sobrevivendo, junto com os argentinos. Os favoritos cariocas acabaram eliminados.

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Autuori sabia que, caso não conseguisse a vaga para as oitavas de final, poderia sim ser demitido. O Atlético não conseguiu o título paranaense, perdeu a final para o Coritiba. Começou o Brasileiro sofrendo enorme goleada para o Bahia, 6 a 2. Mesmo poupando jogadores, ele não esperava esse desastre.

O jogo contra o Universidad Católica foi de alto risco para sua permanência no clube. Seu trabalho está longe de ser unanimidade no Paraná. Estão ficando famosos seus embates com repórteres após os jogos.

Milionário, Autuori só trabalha porque quer.

Ele deseja voltar à elite dos treinadores brasileiros.

Desde 2007, suas passagens por clubes grandes têm sido fracas, decepcionantes. Cruzeiro, Grêmio, Vasco, São Paulo e Atlético Mineiro apostaram em contratos longos, mas tiveram de ser rompidos por fracassos.

O Atlético Paranaense lhe deu guarida.

No clube mais fechado para a imprensa do país, ele segue trabalhando.

E aproveitando cada coletiva para dar suas estocadas nos jornalistas.

Como se fossem culpado de sua saída dos holofotes.

Está em um grande clube, com ótima estrutura.

Mas não há a visibilidade de São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte.

Ele é um homem sério, com visão, a ponto de enfrentar Marco Polo del Nero.

Muito interessante o que respondeu se aceitaria trabalhar na CBF.

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"No futuro, gostaria de participar de um grupo que poderia ajudar, pensar, fortalecer o futebol brasileiro. Com essa direção da CBF, quero distância. Conceitualmente, existe uma divergência total. Temos pessoas habilitadas para ser presidente da CBF. O que temos que ter ali é a figura de um ex-atleta preparado, capacitado e que possa representar o país no exterior.

"A minha crítica à CBF é que ela não pensa e não trabalha o futebol brasileiro como deveria. O problema dela é seleção. Ela acha que se a seleção vai bem, está tudo bem. Mas não está, está tudo horrível. O Tite está fazendo um bom trabalho, mas isso não mudou em nada o nosso futebol.

"Se pensarmos em desenvolver um trabalho benfeito, patrocínio não vai faltar. Não falta agora, com os escândalos que têm, com um presidente que não pode sair do país e o outro que está preso nos EUA. Essa é a nossa realidade."

Paulo Autuori não ficou parado no tempo.

Se reciclou.

Seus esquemas táticos são modernos.

Os times têm intensidade, marcação alta, coordenação.

Excelente dinâmica.

Mas o Atlético Paranaense se ressente de qualidade técnica.

Ele sabe.

Mas não cobra publicamente.

Seria desafiar a direção do clube.

Prefere se divertir ironizando a imprensa.

Tirasse esse rancor, Autuori faria melhor.

Para o futebol brasileiro.

E para ele mesmo.

Jornalistas não têm culpa dos vexames que seus times passaram.

E se não teve fôlego para chegar à Seleção...

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