16 O Palmeiras venceu a guerra contra o Internacional. Abriu seis pontos do Santos, segundo colocado. E mergulhou o rival gaúcho na zona do rebaixamento. A torcida empolgada gritou o coro “é campeão”, “é campeão”. O jejum de 22 anos está para acabar…
O Palmeiras venceu uma guerra contra o Internacional. No lance decisivo, usou a força. Sua fatal bola parada. Depois de um escanteio, Cleiton Xavier, marcou o gol fundamental. 1 a 0. Com a vitória, abriu seis pontos do segundo colocado, não mais o Flamengo, mas o Santos. E faltando apenas quatro rodadas para o Campeonato Brasileiro acabar. Não é por acaso que a torcida gritava 'é campeão' ao final da partida. O jejum de 22 anos está para acabar. Além do resultado fundamental, o time de Cuca mergulhou o tradicional rival gaúcho na zona do rebaixamento.

Cuca e os jogadores comemoraram rezando após a partida.

Ficaram de joelhos após o jogo.

Agradeceram aos deuses do futebol a vitória na batalha.

"O jogo era super decisivo pela pontuação e pelo emocional, com o Santos ganhando, a três pontos e com mais vitórias. Nos obrigamos a vencer, era um jogo atípico, mas nos adaptamos e vencemos essa boa equipe que é o Internacional. A ansiedade aumenta a cada dia, mas vamos 'bater campeão', se Deus quiser", comemorava, muito emocionado, o treinador palmeirense.

O capitão Dudu chorava muito após o jogo. E, com lágrimas nos olhos, colocou para fora toda sua emoção. Deu um depoimento que resumia a mágoa do grupo. De quem se via desacreditado. E agora está tão perto da sonhada conquista.

"É um choro de agradecimento, de força de vontade do nosso time. A gente vem numa desconfiança muito grande, muitos não acreditam, falam que é cavalo paraguaio. Mas a gente está perto, né? Agora temos dois jogos em casa, uma vitória e um empate que vamos ser campeões.

"Não é choro de campeão porque não ganhamos nada ainda. Ficamos tristes por falarem que não fazemos bom futebol, mas é um título que o clube não conquista há 22 anos e estamos muito próximos disso. Falo para o torcedor acreditar, lotar essa arena, que vamos ser campeões."

Na prática, faltam duas vitórias e um empate nestes últimas quatro rodadas. Mas é possível que apenas ganhar dois jogos sejam suficientes. Os adversários: Atlético Mineiro, fora; Botafogo, em casa; Chapecoense, em casa; e, Vitória, fora.

Não dá para disfarçar.

A diretoria, Cuca e os jogadores sabem que o título está nas mãos.

A emoção na vitória de hoje se justifica. O time entrou muito pressionado. O Santos havia vencido pela manhã a Ponte Preta, em Campinas. Havia passado o Flamengo. E estava a apenas três pontos. Além disso, o Internacional estava com a corda no pescoço. Celso Roth montaria a equipe mais forte fisicamente possível. E mostraria a sua especialidade em amarrar partidas de futebol. Transformar jogos em guerra, onde cada centímetro é disputado com carrinhos, preenchimento de espaço, superpopulação de atletas nas intermediárias.

Seu toque de Midas é deixar o jogo mais feio possível, principalmente quando tem um time superior pela frente. Para o fraco Inter de 2016, sair com um empate da arena palmeirense seria uma façanha. Seria uma guerra de músculos e nervos.

Não bastasse o Santos e o Internacional, ainda havia a chuva. No início da partida, um temporal atingiu o estádio do Palmeiras. E deixou o péssimo gramado que a WTorre oferece após seus shows, ainda pior. Era outro adversário a ser vencido.

Cuca não se iludiu. Nada de esperar espetáculo. O seu time também entrou para guerrear e não só para jogar futebol. Os jogadores mais técnicos tiveram de se adaptar. E não fugiram das divididas, dos carrinhos, das ombradas, das sutis cotoveladas.

Uma lástima outra vez a arbitragem.

Péricles Bassols foi permissivo. Não teve coragem para evitar o confronto dos jogadores. As entradas maldosas. As divididas com a sola da chuteira. O árbitro não queria expulsar ninguém. Economizou nos cartões, o que só tornou o jogo ainda mais violento.

Os gaúchos atuando no previsível 4-5-1. E o Palmeiras, com o temporal, teve de abrir mão do seu 4-3-3. Iria jogar no 4-4-2. Abriria mão de sua velocidade para guerrear no meio de campo. O jogo seria tenso do primeiro ao último minuto. E feio. Não havia espaço para jogadas de talento.

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A bola parada seria o único caminho para o gol.

E ele veio.

Aos 16 minutos, após uma mera cobrança de escandeio, Thiago Santos repôs, de cabeça, a bola na área. Ela caiu nos pés do jogador mais frágil fisicamente em campo. Cleiton Xavier. Sozinho diante diante de Danilo Fernandes, o meia não deu chances para o ótimo goleiro. 1 a 0, Palmeiras.

Nem perdendo o jogo, o Internacional mudou seu plano. Seguiu primeiro se defendendo. E esperando as suas bolas paradas para tentar marcar. Anderson era o único jogador talentoso colorado. Sofria uma solidão aguda. Não tinha com quem jogar.

O primeiro tempo só teve outra chance aguda. Como? Bola parada, lógico. Dudu levantou e Vitor Hugo cabeceou forte, obrigando o goleiro do Inter à excelente defesa. O lance aconteceu aos 47 minutos.

No intervalo, Roth trocou Ceará e colocou Sasha. E Cuca colocou o gladiador Alecsandro no lugar do veloz, mas improdutivo e contundido, Roger Guedes. E a briga seguiu nas intermediárias. O jogo era horroroso. E de Salvador chegava a notícia que o Vitória vencia o Atlético Paranaense e mergulhava o Internacional na zona do rebaixamento.

O time colorado continuou pragmático. E só teve a sua melhor chance, uma arrancada de Anderson, por rara desatenção do meio de campo palmeirense. O meia invadiu sozinho e diante do goleiro Jaílson chutou fora.

56 O Palmeiras venceu a guerra contra o Internacional. Abriu seis pontos do Santos, segundo colocado. E mergulhou o rival gaúcho na zona do rebaixamento. A torcida empolgada gritou o coro “é campeão”, “é campeão”. O jejum de 22 anos está para acabar…

Na guerrilha que foi a partida, Gabriel Jesus foi mais um volante do que o atacante refinado e artilheiro da Seleção Brasileira. Era o que o jogo pedia. Dudu também se preocupava mais em defender do que criar.

O Inter ainda tentou buscar o empate na reta final do jogo. Mas o Palmeiras se defendeu com unhas, dentes e chutões. O final da partida foi de pura tensão. A falta de talento ofensivo do Internacional também foi cúmplice de mais essa vitória do líder.

O Palmeiras está mais perto do que nunca do título.

É o time mais constante do Brasileiro.

Seu bom futebol ficou no passado.

Está apelando para o coração, para o emocional.

E arrancou esses três pontos a fórceps.

Por isso, tanta vibração ao final do jogo.

Cuca sabe que só um desastre tira o Brasileiro do Palmeiras.

Vencer a batalha campal de hoje foi fundamental.

Por isso tanta emoção dos jogadores e técnicos ao ouvir o coro.

Prematuro, ainda.

Mas que tem tudo para ser certeiro.

Depois de 22 anos.

"É campeão. É campeão. É campeão..."
37 O Palmeiras venceu a guerra contra o Internacional. Abriu seis pontos do Santos, segundo colocado. E mergulhou o rival gaúcho na zona do rebaixamento. A torcida empolgada gritou o coro “é campeão”, “é campeão”. O jejum de 22 anos está para acabar…

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