55 O Palmeiras teve de suar sangue para ganhar do Internacional. Apesar de estar na Segunda Divisão, o time gaúcho se superou. Vitória do time de Cuca graças ao gol contra de Léo Ortiz. A briga pelas quartas da Copa do Brasil está aberta...

Nada de goleada. Muito pelo contrário. Foi uma partida muito equilibrada, difícil. O Palmeiras sofreu para ganhar do Internacional. O time gaúcho, apesar de ter caído para a Segunda Divisão, mostrou ótima organização tática, técnica e intensidade. Só faltou força ofensiva. O time de Cuca pressionou, principalmente no primeiro tempo, quando teve chances mais claras. O gol que dá a vantagem para os paulistas foi contra. De Léo Ortiz.

Com os gaúchos passando grande parte do jogo com dez jogadores atrás da linha da bola e partindo veloz para os contragolpes, o Palmeiras teve grande dificuldade para se impor. Cuca precisa corrigir urgentemente o posicionamento de sua defesa. Toda bola parada, em escanteios ou faltas laterais, foi sinônimo de perigo. Erros infantis que poderiam ter tirado a vitória palmeirense.

Borja acertou duas vezes a trave.

Uma na do Internacional e outra na do próprio Palmeiras.

Além de salvar uma bola em cima da linha.

O 1 a 0 deixa aberta a disputa para das quartas de final da Copa do Brasil.

A Conmebol divulgou a punição ao clube pela briga na partida contra o Peñarol, no Uruguai. Serão três partidas sem a presença de torcedores. Mas em jogos que o Palmeiras atuar fora de casa, pela Libertadores. O presidente Mauricio Galiotte promete que vai recorrer. Mas há um alívio na diretoria. O medo era que o time teria de jogar com sua arena vazia em dois ou três jogos. A pena não assustou os dirigentes.

"As pessoas falavam que nós seríamos goleados. Mostramos a nossa força. Dá para virar, ficar com a vaga em Porto Alegre", avisava, orgulhoso, Marcelo Cirino, apesar da derrota.

"Foi goleada. Enfrentamos um gigante, muito melhor que muitos times da Série A. Vai ganhar Série B com pé nas costas. Por isso, foi goleada", destacava, Felipe Melo.

"O Inter não é um time qualquer. É um time que jogaria a Primeira Divisão igual a qualquer outro. Foi infeliz, caiu, mas é forte, organizado, tem marcação, tem saída em velocidade. Se você deixar o Cirino no contra-ataque, se deixar o D'Alessandro armar, deixar o Nico López concluir... Enfrentamos uma boa equipe", resumiu Cuca.

A reação dos palmeirense foi de total respeito. O Internacional, apesar do vexame da primeira queda para a Segunda Divisão, e da perda do Gaúcho para o Novo Hamburgo, conseguiu montar uma equipe forte, vibrante e muito tática. Mérito de Antônio Carlos. O ex-jogador e agora treinador conseguiu mesclar conceitos táticos importantes e ainda soube motivar o time. Seus atletas entraram na arena palmeirense para provar que não são jogadores de Série B.

Cuca queria aproveitar a arena. E fez o Palmeiras marcar de forma intensa a saída de bola gaúcho. Os dez primeiros minutos foi de domínio. Mas o time gaúcho conseguiu controlar esse ímpeto. Com muita seriedade e concentração na marcação. Suas duas linhas de quatro travavam o toque de bola, as triangulações pelas laterais. Fechavam de maneira eficiente as intermediárias.

E, aos 12 minutos, o Internacional quase saiu na frente. Em uma cobrança de escanteio, Borja foi cortar, jogar a bola para fora com a coxa. Acertou a própria trave. Na sobra, Marcelo Cirino bateu forte e Borja salvou em cima da linha de gol.

Por mais que Antônio Carlos tivesse decorado a maneira de o Palmeiras atuar, o talento individual dos jogadores aparecia. Dudu, Guerra, Willian e Borja conseguiram superar, em alguns lances, as duas barreiras. E criaram chances. O time se ressentia do apoio efetivo de Jean e de Zé Roberto, que não é o mesmo há muito tempo.

O time não teve a leveza, a habilidade e a rapidez de Tchê Tchê. Cuca designou o polivalente volante para marcar individualmente D'Alessandro. O treinador só faz isso quando respeita demais o adversário. E foi o que Tchê Tchê fez, entrou só para travar o argentino. Felipe Melo teve mais espaço para jogar do meio para a frente.

Por ironia, quando o Internacional estava melhor, sofreu o gol.

Felipe Melo fez excelente lançamento para Willian. Na velocidade e habilidade, o atacante conseguiu espaço para cruzar. Buscava Borja. Só que Léo Ortiz esticou a perna tentando evitar que a bola chegasse no colombiano. Gol contra, aos 32 minutos do primeiro tempo.

O gol deu confiança aos palmeirenses. E trouxe decepção para os colorados. O Palmeiras teve uma chance excepcional para ampliar. Dudu descobriu Borja livre. Ele chegou a driblar o jovem goleiro Daniel. Só que adiantou a bola e a chutou no pé da trave. Desperdiçou gol incrível.

Na segunda etapa, os sistemas defensivos conseguiram se impor. As chances foram muito poucas, de lado a lado. Cuca não quis escancarar o time e correr o risco de não vencer, sem tomar gol, em casa. Já o Internacional buscava o ataque em bloco. E nas bolas paradas, percebendo a péssima noite da defesa palmeirense.

1reproducao14 1024x696 O Palmeiras teve de suar sangue para ganhar do Internacional. Apesar de estar na Segunda Divisão, o time gaúcho se superou. Vitória do time de Cuca graças ao gol contra de Léo Ortiz. A briga pelas quartas da Copa do Brasil está aberta...

A partida se tornou disputado, repleto de divididas, faltas. Um belo duelo tático. Mas chato para o torcedor. As chances de gols eram raríssimas. Dudu teve a derradeira chance, quando aos 46 minutos, partiu com a bola dominada diante de um só zagueiro, com Erik correndo livre à sua esquerda. O atacante palmeirense se enrolou e chutou em cima do goleiro Daniel. Cuca precisa mostrar o lance para o seu egoísta jogador.

1 a 0 não representa muito na Copa do Brasil.

Mas não para o Palmeiras.

Há a convicção que, em Porto Alegria, dia 31 de maio, os colorados terão de se abrir, buscando uma vitória de dois gols. Por isso Cuca treinará o seu contragolpe.

Os mais de 32 mil torcedores que foram à arena saíram frustrados.

Esperavam uma goleada contra a equipe que disputa a Segunda Divisão.

Mas Cuca estava feliz.

Soube enxergar todas as dificuldades que enfrentou.

E conseguiu a vitória.

Percebeu que já sérios problemas nas laterais.

Além da movimentação do seu ataque, muito lenta.

Valeu o resultado.

O Palmeiras não venceu um time com perfil da Série B.

Derrotou o grande Internacional.

Os jogadores de Antônio Carlos honraram a camisa.

E transferiram a decisão para as quartas, em Porto Alegre.

Irão 'dar a vida' para ficar com a vaga.

Até o dia 31, Cuca deverá estar com o time melhor treinado.

E a previsão é de outro duelo no Beira-Rio.

A vaga para as quartas da Copa do Brasil está aberta.

Algo que muitos consideravam impossível.

O Internacional de Antônio Carlos reverteu todas as previsões...

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