148 O Palmeiras recupera a confiança goleando o São Paulo. 4 a 2. Foi  um clássico eletrizante. E que castiga o desperdício de chances do time de Dorival Júnior, travado na zona do rebaixamento. E Felipe Mello pode voltar...
Rodrigo Caio perde gol sozinho diante de Fernando Prass. Hernanes dribla Jean, tem a chance de bater como quiser. Chuta fora. Contragolpe, três jogadores contra dois defensores. Marcos Guilherme, egoísta, prende a bola até perder. Contra-ataque em seguida do time de Cuca. Deyverson ajeita para Keno. 3 a 2, Palmeiras.

Com o São Paulo arrasado psicologicamente, Hyoran marca 4 a 2.

Goleada.

Vitória importantíssima palmeirense. Recuperação no Brasileiro. A volta da confiança dos jogadores, dos torcedores. E outra derrota, a 11ª em 22 partidas, que deixa o time de Dorival Júnior estagnado na zona de rebaixamento.

A partida foi emocionante, mas deixou claro falhas importantes na marcação dos dois times. Os sistemas defensivos falharam demais. Cuca e Dorival Júnior precisam trabalhar muito.

O técnico palmeirense, aliás, acertou em cheio com sua nova escalação. Tirou Thiago Santos e colocou Bruno Henrique e Tchê Tchê, volantes com ótima saída de bola. E também parou de insistir com Roger Guedes que, apesar de bom jogador, passava péssima fase, egoísta e atundo de cabeça baixa. Colocou dois meias habilidosos, Guerra e Moisés. Willian e o questionável Deyverson na frente.

Além de vencer a partida, o Palmeiras deixa aberta a possibilidade de reintegração de Felipe Mello.

"Eu acho que o Felipe foi muito mal na questão do áudio dele, já falei isso pessoalmente. Ele reconhece, reconheceu o erro e se desculpou. Isso o torna uma pessoa grande. Eu não sou o que ele falou. Eu não tenho nada contra ninguém. Vamos esperar essa semana, que fecha a janela. Se não aparecer nada para ele, eu não quero prejudicá-lo", disse Cuca, pela primeira vez, admitindo a reintegração.

O São Paulo começou a perder o clássico quando Lucas Pratto recebeu uma joelhada involuntária de Hernanes, aos 22 minutos do primeiro tempo. O atacante argentino tinha espaço e começava a fazer estragos na defesa palmeirense. Pratto teve de ser hospitalizado, devido à forte pancada na cabeça.

"Começamos bem, levamos o gol e tivemos calma. Deus me honrou para dois grandes gols. O mais importante foi o coletivo, a entrega e o apoio do torcedor. Mesmo vindo de uma derrota em casa, entenderam que não adianta ir ao estádio e vaiar. A gente sabe que o torcedor paga ingresso e tem direito de criticar. Hoje o estádio estava lotado e fizemos uma grande partida para retribuir", dizia, empolgado, Willian.

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"A gente fez o que tinha que fazer. Tentamos. Era um jogo difícil. Tentamos no segundo tempo conseguir a vitória, tivemos chances boas. No contra-ataque, eles conseguiram fazer o terceiro e ficou difícil. No calor da partida falta maturidade para fazer a leitura do momento, leitura do jogo. Estamos aqui, no estádio dos caras, temos um ponto, saímos na vontade de conquistar os três, sem proteger um ponto que já tínhamos. Acabamos tomando o terceiro. Essa humildade a mais que temos que ter", desabafava, tenso, Hernanes.

O resultado tem efeito imediato. Tanto no Palmeiras como no São Paulo. Cuca e seus jogadores ganham ânimo na briga em terminar o ano pelo menos entre os quatro primeiros do Brasileiro, classificado para a Libertadores de 2018. No Morumbi, a saída que a imaginação de Leco e Pinotti alcança. Deixar os preços de ingressos baixos, a partir de R$ 10,00, para o jogo fundamental contra a Ponte Preta, dia 9 de setembro.

Até este jogo, Dorival precisa acertar seu sistema defensivo. E treinar definição das jogadas. Seu time perdeu chances importantíssimas hoje no clássico. Ou seja, segue sendo uma equipe inconstante. E acumulando fracassos.

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"Tivemos alguns momentos da partida que foram chave para que saíssemos com resultado diferente. Foi no momento em que estávamos com 1 a 0, e tivemos a oportunidade na segunda bola. E no momento do 2 a 2, tivemos reais oportunidades, pelo menos três, e de repente poderia mudar completamente aquilo que acabou sendo a fase final da partida.

"Poderia ter sido a nosso favor em razão desses lances que desperdiçamos, principalmente a última situação, o contra-ataque. Além de não concluir a jogada, saímos em demasia, e aí demos o contra-ataque para o Palmeiras. Esses lances foram decisivos", lastimava Dorival Júnior. Em dez jogos no comando do time, o técnico é o retrato dessa instabilidade. Foram três vitórias, três empates e quatro derrotas.

O jogo foi frenético.

E mostrou que os dois clubes ainda buscam o time ideal. O Palmeiras começou querendo se impor, marcando forte a saída de bola. E tentando pressionar, usando com inteligência os lados do campo. Estava muito melhor. Quando um simples chutão de Sidão complicou as coisas. Cueva ganhou de Bruno Henrique. A bola foi para Lucas Pratto. Ele deixou Marcos Guilherme livre para marcar 1 a 0, São Paulo. Eram 12 minutos de jogo.

A torcida palmeirense já começava a ficar tensa. Lucas Pratto estava muito bem no jogo. Havia espaço para contragolpes. Só que uma joelhada violenta e involuntária de Hernanes, na cabeça do atacante, tirou o argentino da partida. O São Paulo começou a perder o jogo neste lance aos 22 minutos. Gilberto entrou muito mal.

Cuca adiantou ainda mais a marcação, mas os setores estavam distantes, dando espaço para contragolpes. E aos 31 minutos, Marcos Guilherme entrou 'rasgando' a titubeante zaga palmeirense e acertou um chute forte. A bola balançou o travessão de Prass. Em seguida, Michel Bastos driblou Cueva e cruzou. Edimar errou o tempo de bola. E Willian ficou à vontade para empatar. 1 a 1, aos 35 minutos.

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A virada viria três minutos depois, quando Willian driblou Jucilei na entrada da área e bateu forte, no alto. Indefensável para Sidão. 2 a 1, Palmeiras. Cuca levar a vitória para o vestiário. Mas Edu Dracena e Luan mostraram que foram uma fraca dupla. E Hernanes teve tempo de matar uma bola cruzado por Buffarini e chutar como quis para as redes 2 a 2.

O segundo tempo seguiu com o Palmeiras tentando pressionar e oferecendo contragolpes. O São Paulo desperdiçou três chances para marcar o terceiro. Só que Keno e Hyoran cumpriram seu dever. 4 a 2.

Alívio no Palestra Itália.

Com possibilidade grande de volta de Felipe Melo.

O treinador estava sendo pressionado. O caríssimo volante estava desvalorizado. A diretoria e os jogadores pediram seu retorno. O jogador se desculpou diante do grupo. Não há saída.

Ainda esta semana, ele deverá ser reintegrado.

E segue a crise no Morumbi...
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