2agenciapalmeirascesargrego O Palmeiras goleou o Vitória por 4 a 2. Por trás da festa da torcida, um erro absurdo do árbitro ajudou a equipe de Cuca. Outra vez os palmeirenses não jogaram bem. A vitória foi mentirosa...

O Palmeiras goleou o Vitória 4 a 2. Dudu fez sua melhor partida em 2017. Uma festa para quem foi à arena palmeirense nesta manhã maravilhosa de domingo, em São Paulo. Isso que interessa ao torcedor.

Mas a verdade é que o Palmeiras outra vez jogou mal. Perdido taticamente. Por grande parte da partida, a postura do milionário time da Crefisa foi de equipe de pelada. Começou perdendo o jogo. O clima ficou pesado, com a torcida cobrando, os jogadores tensos, errando passes fáceis. O time baiano crescendo em contragolpes primários.

Até que o árbitro Bruno Arleu de Araújo teve a coragem de marcar um pênalti inexistente de Wallace em Mina. Foi patético fingimento do zagueiro. Mas o juiz resolveu marcar assim mesmo. Bruno é apenas mais um árbitro neste Brasileiro que, quando indeciso, toma decisão a favor do time mais poderoso, jogando em casa.

Uma vergonha.

A partir do injusto empate, os baianos se perderam e facilitaram a goleada palmeirense. Mesmo assim, Wallace acertou uma cabeçada no travessão, quando a partida estava 2 a 1. Foi uma vitória de Pirro, mentirosa. Mas que convence, principalmente, quem não assistiu à partida, pelos gols.

O Palmeiras está longe de mostrar o futebol que todos esperam. E principalmente para quem investiu tanto para conquistar a Libertadores da América. Por trás da comemoração dos gols, contra um fraquíssimo adversário, da alienação, havia muitos sorrisos amarelos.

"Precisamos melhorar em muita coisa, mas o erro da arbitragem foi fundamental, no melhor momento da equipe. Não tirando o mérito do Palmeiras, mas foi mais demérito da nossa equipe", analisava o experiente Wallace, ex-jogador do Flamengo, e que se envolveu no pênalti fictício envolvendo Mina.

"O juiz sempre ajuda o time grande. Não foi pênalti. Estávamos muito melhor na partida. Até que o juiz resolveu marcar esse pênalti. É muito difícil", desabafava, Uillian.

Mas a última coisa que Cuca queria falar após o jogo era do pênalti inventado pelo árbitro, e que foi primordial para a goleada palmeirense. Ele queria era embarcar na empolgação da torcida. Da goleada. Estava tão empolgado, que voltou atrás à declaração logo após a derrota diante do Corinthians. A de que sua preocupação no Brasileiro era ficar entre os quatro primeiros. Declaração que incomodou o executivo Alexandre Mattos.

"Ninguém aqui jogou a toalha quanto à briga de título. A gente tenta ficar entre os quatro primeiros, o que não quer dizer ficar em quatro. Você não pode abrir mão do campeonato, tem muita água para rolar. É difícil um time se manter no mesmo nível nas 38 rodadas. Nós temos que buscar equilíbrio, estar bem nos mata-matas e no Brasileiro, mas é indiscutível priorizar a Libertadores.

"Quando chegar mais próximo, eu pretendo sair, tirar oito dias em Atibaia, e de repente não usar o time titular contra Botafogo e Atlético Paranaense. Temos que fazer da Libertadores a principal competição e assumir isso."

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Ou seja, Cuca deixa claro, avisando publicamente, que não quer cobranças nestas duas partidas do Brasileiro. Ele vai priorizar a Libertadores, quer os dirigentes queiram ou não.

Só que o treinador não pôde fugir do questionamento sobre o fraco futebol do Palmeiras. Mesmo nessa goleada. Cuca reagiu como a grande maioria dos treinadores acaba fazendo, quando seu momento é desconfortável. Negou a realidade.

"Não vejo o Palmeiras jogando mal, sinceramente, vejo sempre com mais posse e finalizações que os adversários. Estamos entre os cinco primeiros, em dois mata-matas importantes e com chance de passar nos dois. Temos que ter confiança na gente em primeiro lugar e fé, porque daqui a pouco as coisas que não estão dando certo virão a nosso favor."

Ter posse de bola e não saber o que fazer com ela. E arrematar de qualquer maneira, de onde estiver. Essas duas situações não significam que um time esteja melhor do que o outro. Muito pelo contrário. O Palmeiras segue sua saga desde o retorno de Cuca. Uma equipe que abandona o meio de campo, a zona da criação. Opta pela correria, bolas levantadas para a área e pela disputa física dentro da grande área.

Guerra passa a ser um luxo desnecessário. O Palmeiras simplesmente despreza o melhor armador da Libertadores de 2016. O time não o procura. Busca lançamentos, bolas atravessadas ou disparadas em velocidade de Roger Guedes e Dudu. Como os laterais mudam a cada jogo, não há entrosamento, cumplicidade para as triangulações pelas laterais.

O Palmeiras é uma equipe forte individualmente, com jogadores caros, vividos. Mas desesperada taticamente. Principalmente quando atua em casa.

Contra o péssimo time do Vitória, o Palmeiras sofreu muito. Bastou Gallo montar seu time com duas linhas de proteção à grande área. Esquema básico de técnico iniciante em qualquer curso no Paraguai. Foi o que bastou para o Palmeiras se complicar. Abrindo mão da técnica e neurônios de Guerra, restou a empolgação, a força do torcida.

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Tudo ficaria ainda dramático quando Felipe Melo perdeu uma bola fácil no meio de campo, o Vitória contragolpeou e Uilian acertou chute fortíssimo da entrada da área. 1 a 0, Vitória, aos 9 minutos do primeiro tempo.

O Palmeiras entrou em parafuso perdendo a partida. Os jogadores mostraram insegurança, raiva, frustração. Erravam passes, forçavam cruzamentos, chutes. O time mantinha a posse de bola, mas não tinha ideia do que fazer com ela. Até que entrou em ação o árbitro Bruno Arleu de Araújo. Em uma dividida clara, entre Mina e Wallace, o colombiano fingiu ter sofrido carga. Um desempenho digno de Alexandre Frota em Hamlet. Mas Bruno Arleu ficou comovido com o tombo e marcou a inexistente penalidade. Roger Guedes empatou, aos 34 minutos.

O lance foi fundamental.

O fraquíssimo time baiano perdeu confiança. E tomou a virada em um lance que mostra todo o treinamento 'científico' do Palmeiras. Dudu chutou da intermediária, a bola bateu em Patrick e sobrou para Guerra, o colombiano foi ajeitar para ele mesmo bater ao gol, mas Dudu foi mais rápido. 2 a 1, Palmeiras, aos 45 minutos do primeiro tempo.

Na segunda etapa, os baianos partiram para o ataque e chegaram a criar chances claras para empatar. Neiton perdeu gol cara a cara com Prass. Wallace acertou cabeçada no travessão. Quando a torcida já estava preocupada, Dudu puxou contragolpe na velocidade e cruzou, Willian acertou a trave e no rebote, Mayke estufou as redes, 3 a 1, e alívio, aos 25 minutos.

Os baianos sentiram o golpe. E tomara o quarto gol. Depois de arrancada de Mina, Michel Bastos cruzou para Dudu marcar outra vez. O Vitória ainda descontou, com um belo gol. David deu um chapéu em Egídio, rolou para André Lima, recebeu na frente e fez 4 a 2, aos 39 minutos.

O Palmeiras venceu, goleou.

Mas quem viu o jogo, sem paixão, percebeu.

Segue muita coisa errada no time mais caro da América Latina...
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