242 O Palmeiras de Cuca passa por vexame. Derrota para o Audax, em Osasco. Outra vez a falta de meias comprometeu outra vez.  O time não tem a mínima coordenação. Parece um bando de jogadores amadores...
Outro duro e merecido golpe. O Palmeiras de Cuca voltou a perder. Só que o adversário não foi o tradicional Nacional, no Uruguai, pela Libertadores. A nova derrota veio contra o humilde Audax em Osasco. Mesmo com sua torcida dominando o estádio, o time de Paulo Nobre caiu por 2 a 1. E outra vez ficou escancarada a falta de meias competentes. A equipe não teve estrutura tática. Parecia um bando de amadores.

Foi a primeira vitória do time de Osasco contra um grande no Paulista.

Os palmeirense xingaram, vaiaram o time. Pouparam Cuca. Os palavrões foram para os jogadores. A pressão pelo time ter remotas chances de classificação na Libertadores chegou no Paulista.

"A torcida está no direito dela. Paga ingresso e lota o estádio. Eles têm o direito de vaiar. Apesar do resultado, ainda somos líderes. É continuar trabalhando que essa fase vai passar. O time não foi bem. Corremos atrás no segundo tempo, mas não conseguimos empatar", lamentava Dudu, perdido em campo, como boa parte da equipe.

"Foi muito pouco. Temos ciência de que podemos dar mais e saímos com muita vergonha pelo resultado. Temos de sair de campo com vergonha mesmo", decretava Zé Roberto.

"Tem que ser mais rápida a transição do meio para a frente, não com ligação direta, como muitas vezes está ocorrendo. Melhorar nossa pegada, nossa diminuição de espaço. É tudo coisa que, com o tempo, a gente vai fazer. Agora, tem que ter tempo. Se essas coisas estivessem todas certas, se estivesse tudo direitinho, bacana, eu não teria vindo", resumi, o treinador.

E as coisas não estão nada bacanas.

Cuca já jogou no Palmeiras. Sabe como o clube é passional. E também conversou muito com Alexandre Mattos. Ele teria de dar uma resposta à derrota contra o Nacional, em Montevidéu. Não deixar o clima de pessimismo dominar a diretoria, a torcida. Há a necessidade de vencer o Rosario Central na Argentina e golear o River Plate uruguaio na arena palmeirense. Para sonhar com a classificação para as oitavas de final na Libertadores.

A estratégia era simplória. E igual a do São Paulo de Bauza. Usar o insignificante Campeonato Paulista para recuperar a confiança. Os adversários pequenos são fracos, comparados com os grandes. Mas há os bem treinados. O Audax Osasco é um deles. E que mantém o utópico Fernando Diniz no comando do time desde 2013.

Utópico porque ele faz com que seus jogadores tenham de adotar a troca de passes, o tiki-taka que Pep Guardiola incorporou ao Barcelona em 2008. São proibidos chutões. E os jogadores do meio para a frente não guardam posição.

É tudo muito interessante. Tirando apenas o fato que o Audax não tem poder financeiro para contratar grandes atletas. E jogadores limitados tentam obedecer as instruções de Diniz.

Até hoje, o Audax ainda não havia vencido um grande sequer em 2016. Porque os treinadores com atletas melhores, invariavelmente, marcavam a saída de bola do time de Osasco. E rapidamente transformava a boa intenção de Fernando Diniz em utopia.

Mas para isso há a necessidade de uma mínima organização tática. Ter defesa bem postada. Meio campistas que fecham a intermediária do time e articule na adversária. E atacantes conectados com os meias, com os laterais. Isso é o mínimo que se espera de uma equipe importante do futebol mundial.

Mas o Palmeiras tem um problema crônico. Como quem definiu o elenco de 2016 foi o bilionário presidente Paulo Nobre, o time não possuiu nenhum grande meia. Seriam imprescindíveis dois para um clube que tem o objetivo de vencer a Libertadores. Mas Marcelo Oliveira e Alexandre Mattos se calaram diante da postura do presidente palmeirense. Para ele, o clube campeão da Copa do Brasil não necessitava.

Erro infantil de avaliação. A vitória da omissão. Marcelo Oliveira já pagou seu pagado. Foi expurgado do clube. Alexandre Mattos está engordando a cada dia de tanta tensão. A cobrança dos conselheiros é fortíssima. Paulo Nobre está vendo o time desmanchar o seu plano de levar a equipe o mais longe possível na Libertadores. Talvez até ao título.

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Só que sem jogadores com capacidade de articular os ataques é impossível. Alexandre Mattos contratou 33 atletas desde janeiro de 2015. E não teve a capacidade de contratar um grande articulador.

Cuca não está familiarizado ao recente futebol paulista. A última vez que passou por aqui foi em 2008, com o Santos. Ficou nítido na partida de hoje, que não houve um estudo profundo do Audax. O treinador montou o Palmeiras tentando fazer o básico. Apostando na superioridade técnica de seus atletas.

Mas cometeu um pecado mortal. Ao optar por 4-3-3, ele deu toda a intermediária para o time de Fernando Diniz. O Audax várias vezes se distribuiu com 4-5-1. Ganhava o meio de campo sem o menor problema. A equipe tinha espaço para sair jogando. E chegava com toda facilidade ao ataque.

Foi um massacre no primeiro tempo. O Audax pressionou, encurralou o Palmeiras na defesa. Criou várias chances. Poderia ter goleado. Explorou toda a fragilidade de marcação de João Pedro, a lentidão de Edu Dracena, a falta de vigor físico, velocidade de Zé Roberto.

Gabriel tinha de correr como um maratonista. Por ele e por Arouca e Robinho. A atuação de ambos parece ter inspirado o autor teatral Plinio Marcos. O título da peça "Dois Perdidos em uma Noite Suja" se encaixaria perfeitamente. Ambos não sabiam se marcavam, se atacavam, se cobriam laterais. Diante da dúvida, não faziam nada de produtivo.

Pior para Dudu, Gabriel Jesus e Alecsandro. O trio atacante voltava para tentar pegar a bola, que não chegava. O Palmeira não parecia um time profissional. Estava mais para um bando de amadores.

Velicka de pênalti e Camacho, em linda jogada, marcaram 2 a 0 no primeiro tempo.

No intervalo, Cuca trocou Gabriel Jesus por Erik e Alecsandro por Lucas Barrios.

Mandou seu time marcar por pressão a suicida saída de bola do Audax. A postura corajosa fez o Palmeiras criar várias chances de gols. Esse foi o lado bom. O ruim foi deixar espaço para tomar contra-ataques seguidos.

A partida ficou interessante para assistir. Mas preocupante pela falta de estrutura tática do time de Cuca. Lucas Barrios conseguiu descontar.

Mas o Audax venceu com toda a justiça.

Nas duas primeiras partidas, duas derrotas.

Cuca foi apresentado oficialmente ao Palmeiras.

E não conseguiu reagir.

Paga o preço de um elenco inchado.

Desequilibrado.

Sem peças fundamentais no futebol moderno.

Jogadores que unam o meio de campo com o ataque.

Qualquer treinador estaria encurralado sem esses jogadores.

Que responda por isso Alexandre Mattos.

E Paulo Nobre.

Marcelo Oliveira já pagou por sua omissão.

Sem meias, qualquer time vira um bando...
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