O Palmeiras conseguiu perder para o fraquíssimo Jorge Wilstermann, na Bolívia. 3 a 2. Sem estrutura tática, o time esteve perdido, parecia um bando. A culpa foi do campo, justificou o treinador palmeirense...
Não houve soco na mesa e nem desabafo de Eduardo Baptista. Outra vez o milionário elenco do Palmeiras decepcionou. O time que foi eliminado pela Ponte Preta da final do Campeonato Paulista, perdeu para o fraquíssimo Jorge Wilstermann na Bolívia, por 3 a 2. Foi assustador o futebol mostrado pelo time brasileiro. A derrota tirou a chance de classificação antecipada para as oitavas da Libertadores.

O clube precisa pelo menos empatar com o Atlético Tucumán na sua arena, no dia 24. O time argentino vai jogar sua sobrevivência na competição. Precisará vencer. Ou seja, a derrota de hoje provocou uma partida de tensão desnecessária. Foi o castigo pela incompreensível incompetência do time. A altitude de 2.500 metros não serve de desculpa. O Palmeiras jogou mal demais.

Outra vez, o Palmeiras não mostrou o mínimo padrão. Depois de cinco meses de trabalho, a equipe de Eduardo Batista oscila, mostra insegurança, falta intensidade, organização, triangulações pelas laterais, infiltrações. As linhas seguem distantes. É um time vulnerável. Sua defesa falha demais, principalmente em infantis bolas aéreas.

E com grande dificuldade em armar seus ataques.

Em um grupo de péssimo nível técnico, o favorito Palmeiras perdeu sua invencibilidade na Libertadores. O time acabou a partida apelando para chutões, desarticulado. Parecia um bando em campo e não uma equipe treinada.

Foi lastimável o futebol mostrado em Cochabamba.

O Palmeiras não consegue descobrir a melhor maneira de jogar.

Só garra, luta, vontade, não adianta.

É preciso estratégia, organização, dinâmica, definição.

Os jogadores se mostram perdidos.

A cada partida, uma escalação, uma plano tático diferente.

O que aconteceu hoje na Bolívia foi algo muito sério.

A equipe não defendeu, não atacou, não contra-atacou.

Parecia um perdido bando de atletas que não se conhecia.

Não o time que se proclama favorito à conquista da Libertadores.

A desculpa de Eduardo Baptista não foi nada original.

Ele culpou o gramado.

"Eu acredito que uma coisa que atrapalhou foi o campo. O Palmeiras joga rápido, com a bola no chão. Perdemos muito a bola, demos contra-ataque. Não fizemos um bom jogo. Estávamos bem até tomar os dois gols. No segundo tempo deixamos o time mais rápido, tentamos colocar mais intensidade, mas não foi suficiente.

"Nós tentamos jogar. Acho que até os dois gols a gente vinha bem. O Palmeiras tenta jogar com a bola no chão, nós tentamos. No segundo tempo tentamos alçar mais a bola, porque pelo chão não estávamos conseguindo. Tomamos dois gols em que erramos o tempo de bola, um com o Jean e outro na bola aérea. O Wilstermann conhece bem aqui e tirou vantagem disso."

O que Eduardo Baptista fez foi apenas dar uma desculpa inconvincente para o fracasso de hoje. Seu time foi muito mal armado. Todos os treinamentos secretos foram apenas que a imprensa não soubesse o que todos os jornalistas sabiam. Borja seria reserva.

O treinador fixou Willian como titular.

E apostou em uma equipe leve para enfrentar a altitude de 2.500 metros.

Com leves lesões, Edu Dracena e Zé Roberto nem viajaram para a Bolívia.

Eduardo Baptista apostou em Vitor Hugo e Michel Bastos.

Mas o Palmeiras esteve muito fragilizado taticamente. O time não sabia o que fazer diante da forte marcação alta boliviana. Errava passes demais. Sem Felipe Melo, suspenso, Thiago Santos mostrava incrível dificuldade para sair jogando de cabeça erguida. Jean e Michel Bastos travados, com medo da correria que os bolivianos prometiam fazer pelos lados do gramado. O fraco Jorge Wilstermann tinha a obrigação de vencer o jogo para seguir sonhando com a fase de mata-matas, as oitavas. E iria atacar.

O time de Eduardo Baptista nem foi montado para jogar na frente. E muito menos atrás. O que se assistiu foi a insegurança travar o Palmeiras. Com as linhas adiantadas, os bolivianos confundiam o time brasileiro. O obrigava a dar chutões. Era como se o meio de campo não existisse.

Um caos.

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Sem a ofensividade dos laterais, o Palmeiras passou a centralizar a partida. Caiu no ritmo lento e traiçoeiro do Jorge Wilstermnn. Os jogadores sabiam que o empate servia. E não se expunham fisicamente para tentar marcar a saída de bola boliviana no ataque. Poupavam fôlego. Na verdade, acreditavam que um provável empate seria motivo de alívio.

Mas uma Vitor Hugo estava em uma noite terrível. Ele perdeu o tempo da bola em uma cobrança da intermediária, Morales surgiu entre ele e Michel Bastos. Cabeceou forte, indefensável para Fernando Prass. Aos 35 minutos, o time de Cochabamba saía na frente, 1 a 0. Mal o Palmeiras tentava se reposicionar, veio segundo gol.

Cinco minutos depois do primeiro, Machado tomou a bola de Guerra, perdido na intermediária. O jogador do Jorge Wilstermann resolveu bater da intermediária. O ar rarefeito ajudou. O chute foi reto, entrou violentamente perto do ângulo de Fernando Prass. Indefensável: 2 a 0.

O Palmeiras ainda teve esperança.

Aos 45 minutos, Dudu cobrou falta lateral. Alex Silva, ele mesmo! o ex-zagueiro do São Paulo, cortou de ombro levantamento de Dudu. A bola sobrou limpa para Guerra descontar. 2 a 1. E o primeiro tempo acabou, com os jogadores palmeirenses sonhando com outra virada, como contra o Peñarol.

Eduardo Baptista não foi nada ousado no intervalo. Trocou Willian por Borja. E manteve o sistema 4-2-3-1. Com Guerra muito bem marcado. Roger Guedes prendendo demais a bola, como sempre, e Dudu perdido, fora do ar. Thiago Santos com dificuldade para acertar passes de um metro. Tchê Tchê sobrecarregado. E Borja isolado à frente.

Os jogadores se olhavam, conversavam. Estavam visivelmente perdidos. Pareciam um bando, não havia a disposição tática definida de um time da elite do futebol sul-americano.

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Aos 21 minutos, outro jogador que esteve em péssima noite falhou. Jean perdeu o tempo da bola, ela o encobriu. E encontrou Saucedo. Ao dominar a bola e partir para o gol, Fernando Prass o derrubou. Pênalti. Rudy Cardozo bateu forte no meio do gol, 3 a 1. O time boliviano que se fixou no esquema 4-1-4-1, dominou as intermediárias. Dominou o Palmeiras como quis, apesar de seus jogadores fracos.

A falta de talento ficou comprado em um mero cruzamento aéreo para a área do Jorge Wilstermann. Cabezas foi cabecear para fora e acabou fazendo um inacreditável gol contra. 3 a 2.

Nem com o gol de presente, o Palmeiras conseguiu reagir.

E sofreu uma derrota assustadora.

Não pelo placar, mas pela maneira com que o time jogou.

E Eduardo Baptista não socou mesa alguma.

Nem desabafou.

Apenas colocou a culpa na derrota no gramado.

Não assumiu o quanto seu time foi mal montado.

Muito menos que a equipe não tem o menor padrão.

Quatro meses de trabalho do técnico e nada.

Cada partida mais imprevisível do que a outra.

Se seguir jogando desta maneira, não vence a Libertadore...

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