2ae13 O Neymar que o Brasil protege e estraga. Perdeu três gols feitos contra o fraco Palmeiras. Foi preciso Rafael nos pênaltis classificar o Santos para as semifinais do Paulista. Amanhã todos se esquecem...
Três chances desperdiçadas.

Cara a cara com Bruno.

Em duas tocou displicente facilitando as defesas de Bruno.

A outra foi para fora.

No mais se distraiu driblando várias vezes Ayrton.

Essa foi a participação de Neymar.

Nem parecia que era um clássico e valia a sobrevivência.

Ficou nítido que o Palmeiras não preocupava o melhor jogador do Brasil.

Tinha certeza de que seus gols não fariam falta.

Faltou concentração, vontade, coração.

Se tivesse, teria marcado pelo menos dois gols.

E evitaria que decisão das quartas do Paulista chegasse aos pênaltis.

O jogo acabou em um surpreendente 1 a 1.

Foi quando Rafael se impôs a Kléber e Leandro.

O Santos se classificou às semifinais por 4 a 2.

Neymar será poupado.

Será elogiado por ter atuado com dores.

Como se não fosse parte da vida normal dos atletas.

Mas se ele não fosse tão blindado, deveria ser cobrado.

E duramente por Muricy Ramalho.

Os três gols que desperdiçou poderiam ter custado a eliminação.

Acabado com o sonho inédito do tetracampeonato paulista do Santos.

Ele tem 21 anos e precisa ser corrigido.

Mas não será.

Porque a dependência de Muricy em relação ao seu futebol é extrema.

E esse comportamento acaba refletindo na Seleção Brasileira.

Neymar não é cobrado na Vila Belmiro.

E não admite reclamações na Seleção Brasileira.

Se Marin controla Felipão, não faz o mesmo nas arquibancadas.

Vestisse a camisa do Brasil, Neymar seria vaiado pelo desperdício de gols.

Pela falta de vontade de dar um chute forte, estufar as redes.

Classificar o time.

Toques no contrapé do goleiro fica bonito no vídeo, no youtube.

Ou seja, provocou o sufoco desnecessário dos pênaltis.

O clássico foi desequilibrado.

O Santos com muito melhor elenco teve chance de golear o Palmeiras.

Muricy organizou seu time no 4-2-3-1.

Para pressionar a saída de bola da encolhida equipe de Kleina.

Sem a qualidade, foi obrigado a apostar na dedicação.

Não teve como escapar do 4-5-1.

Sem lateral esquerdo porque o Santos não tinha lateral direito.

A ordem era fechar a intermediária.

Encurralar Neymar e Montillo.

Mas Kleina cometeu um erro absurdo.

Deixou seu pior marcador, Ayrton diante do melhor driblador do Brasil.

Neymar fez o que quis e o que não quis.

Logo aos 12 minutos, o Santos saiu na frente.

Neymar chutou cruzado.

A bola iria para fora.

E o consciente Cícero empurrou a bola para as redes.

O sufoco continuou.

Muricy tratou de colocar Arouca na ponta direita.

E complicou Marcelo Oliveira.

Se o Santos tivesse um artilheiro teria se fartado

André está irreconhecível.

Não parece o mesmo jogador que nasceu na Vila Belmiro.

Lento, sem reflexo, perdeu também sua técnica.

Incapaz de fazer as tabelas mais básicas.

E péssimo nos arremates, cabeceios.

Uma caricatura do que já foi.

Montillo também não consegue se encontrar.

Márcio Araújo o dominou com toda autoridade.

O argentino aceitou facilmente ser anulado, não procurou abrir espaço, se deslocar.

É um jogador sem encanto com a camisa santista, até aqui uma decepção.

Apesar do volume muito maior, faltou objetividade pelas pontas.

O clube precisa desesperadamente buscar dois laterais de verdade.

Prestar toda as homenagens a Léo, mas seu tempo já passou.

Diante do Palmeiras encolhido, o Santos poderia ter goleado.

Criou e desperdiçou várias chances.

Até que o castigo veio com o cruzamento de Souza.

Edu Dracena estava pessimamente colocado.

E Kleber empatou aos 38 minutos do segundo tempo.

Veio o temor desnecessário à Vila Belmiro.

Nos pênaltis, Rafael se impôs.

 O Neymar que o Brasil protege e estraga. Perdeu três gols feitos contra o fraco Palmeiras. Foi preciso Rafael nos pênaltis classificar o Santos para as semifinais do Paulista. Amanhã todos se esquecem...

Ninguém amanhã vai cobrar Neymar.

Nem depois.

Muricy já se apressou a defendê-lo.

Até porque sabe o quanto seu time é dependente.

"Defendi desde o começo que ele ficasse dentro do país.

Às vezes o cara oscila um pouco, a gente entende.

E aí começam as conversas de que é o cabelo, a namorada.

A gente sempre está achando que o outro é o errado nesse pais.

Ele tem 21 anos, e a gente não perdoa.

Ao contrário, tem que incentivar ele para melhorar.

Eu era um dos que incentiva para ele não ir para fora.

Mas já estou achando diferente.

Estou ficando de saco cheio igual ao Neymar."

Tradução: ninguém questione o camisa 11 santista.

E essa redoma de vidro, de superproteção o trava.

Impede que amadureça.

O Santos terá agora o Mogi Mirim.

Time que massacrou o Botafogo.

Resta só esperar que Neymar leve mais a sério o jogo.

Contra o fraco Palmeiras já fizeram falta.

Muitos fingiram que não repararam.

É bom ele saber que tanta paciência só nessa terra sem ídolos.

Na Europa será bem diferente...
1ae27 O Neymar que o Brasil protege e estraga. Perdeu três gols feitos contra o fraco Palmeiras. Foi preciso Rafael nos pênaltis classificar o Santos para as semifinais do Paulista. Amanhã todos se esquecem...

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