1reproducao O momento não é para dar espetáculo, Roberto de Andrade justifica o péssimo futebol do Corinthians. E tenta acelerar a troca com o Internacional. Giovanni Augusto por Valdivia...
As vaias no final da partida entre Botafogo e Corinthians representam bem o que aconteceu no gramado do estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Como a maioria da torcida era corintiana, a decepção com o time de Fábio Carille apenas repetiu o que vem ocorrendo durante 2017. O 0 a 0 não deveria surpreender ninguém.

Por uma questão de sobrevivência do treinador cover de Tite, o Corinthians abdicou do ataque. No Campeonato Paulista, de péssimo nível técnico, o time disputou 13 jogos e marcou apenas 14 gols. Marca insignificante.

A chance de comandar o Corinthians só surgiu para Carille por causa da crise financeira do clube. O auxiliar viu Cristóvão e Oswaldo de Oliveira serem demitidos sem dó, depois da saída de Tite para a Seleção. E percebeu o óbvio. Com o elenco oferecido por Roberto de Andrade, não havia condição alguma de ser ofensivo.

A melhor saída seria repetir literalmente o que Tite fazia. Pegou o molde dos treinamentos e da distribuição tática da equipe. Fixou o esquema 4-1-4-1. Não importando que jogadores tivesse. Pior, acabou se convencendo que o pouco talento que tinha à disposição era preguiçoso.

Marlone, Guilherme, Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel não servem para o time vibrante, intenso, capaz não só de recompor a marcação na intermediária. Mas também atacar com gana, vibração, fome de gols.

Não.

Eles aceitavam apenas uma função.

Carille foi consultado e deu seu veredicto sobre o quarteto. Poderia sair do clube e não faria falta. Roberto de Andrade se animou e, depois do assédio de três meses, aceitou conversar com a diretoria do Atlético Mineiro. E despachou, contra a vontade, Marlone. Pegou, em troca, o atacante veloz pelas beiradas do campo, que Carille pedia: Clayton.

A estratégia do troca-troca deu muito certo. E Roberto de Andrade aproveitou o assédio do Internacional. O treinador, e ex-gerente corintiano, Antônio Carlos pedia Giovanni Augusto. O presidente corintiano só aceitou liberá-lo por Valdivia. Os dois clubes acertaram a troca na última sexta-feira. Apenas a parte salarial entre os jogadores precisa ser fechada. O que não deverá ser problema.
Quanto a Guilherme, a diretoria já avisou empresários amigos. Ele está no mercado para ser emprestado, vendido. O Corinthians só não deseja seguir pagando seu salário para atuar em outro time. Nem uma parte sequer.

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Roberto de Andrade quer mais paciência em relação a Marquinhos Gabriel. Ele percebeu o forte assédio ao jogador. Santos, Grêmio, Cruzeiro e Grêmio consultaram o clube sobre a possibilidade de contratar o meia atacante. Andrade quer que Carille insista. Dê mais chances a ele. Assim que se recuperar de contusão, voltará à equipe.
Sem atletas confiáveis e preso ao seu esquema, Carille foi obrigado a cometer duas heresias táticas em Ribeirão Preto. Tratou de colocar os volantes Maycon e Camacho como meias, atuando pelo lado do campo.

O que fez Moacir Júnior, técnico do Botafogo? Travou Jadson. E Jô e Romero 'morreram' de inanição. A bola não chegava nos atacantes, com Maycon e Camacho jogando como meias. O fraco time de Ribeirão Preto quase não incomodou Cássio.

Mas só Valdivia e Clayton serão insuficientes para revolucionar o ineficiente ataque corintiano. Está em todas as redes sociais o chute de três dedos de Romero dado ontem contra o gol do Botafogo. A bola sai rodando e vai para a lateral do campo.

Gabriel e Jadson tentaram tabelar e acertaram o juiz Flávio Rodrigues.

O vídeo da monótona partida pode ser indicada a pacientes insones.

O time precisa de pelo menos mais quatro reforços importantes.

O objetivo este ano é conseguir vaga para a Libertadores de 2018.

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A paz política que salvou Roberto de Andrade do impeachment, cala a revolta de conselheiros com o péssimo momento do time. Andrés Sanchez, a grande força na diretoria, mergulhou o clube na recessão com o péssimo acordo com a Odebrecht pela construção do estádio. O dinheiro das arrecadações se esvai para pagar uma dívida que parece interminável.
Em meio a este caos financeiro, Carille segue mais do que prestigiado por Roberto de Andrade. Se o time decepciona, ganha vaias da torcida, é criticado pela imprensa, não importa. O presidente segue apoiado o ex-auxiliar de Tite. O 0 a 0 em Ribeirão Preto foi analisado pelo dirigente de forma pragmática. Sabe que basta uma vitória no Itaquerão, no próximo domingo, e o time estará classificado para a semifinal do Paulista.

"O momento não é para dar espetáculo", repete Andrade aos seus conselheiros mais próximos. "O Corinthians precisa é classificar", resume.

E isso, Carille está conseguindo, mesmo com todas as vaias.

Ninguém pode negar...
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