122 O milionário Palmeiras não sonha fazer de Valentim um novo Carile. Quer Mano, um técnico de grife
Se o Palmeiras se classificar para a Libertadores de 2018, os planos da Crefisa não são de manter o altíssimo investimento no clube. Mas de aumentar. A maior patrocinadora da América do Sul colocou R$ 115 milhões neste ano. "Se não vieram os resultados que sonhávamos em 2017, em 2018 virão. Sou persistente e sei a seriedade com que o trabalho é feito. No futebol é impossível vencer sempre. Além do patrocínio, já acertado, se precisarem de uma ajuda em contratações, vou ajudar." Leila Pereira me fez essa garantia, logo quando o Palmeiras caiu na Libertadores.

Até por contrato, o patrocínio aumentará. Em vez dos R$ 72 milhões que chegaram só pelo uniforme do clube, virão R$ 78 milhões, garantidos por contrato. A área social do clube não tem maiores problemas. Não há mais dificuldades de infra-estrutura na academia de futebol. As dívidas com os bancos foram pagas. Dos R$ 200 milhões que o ex-presidente Paulo Nobre emprestou, restam apenas R$ 50 milhões. O clube segue pagando R$ 4,5 milhões mensalmente e se livrará dela no fim do próximo ano.

Foi, de longe o clube que mais arrecadou no país, R$ 54 milhões. Entre débito e crédito, a previsão é que o clube tenha, em janeiro, R$ 35 milhões livres para contratações. Fora o dinheiro da Crefisa.

Para toda essa engenharia financeira seguir dando certo, o resultado do futebol é primordial, sabe bem Mauricio Galiotte. E por isso, politicamente, ele está pressionado. O cenário não permite um novo 'Fábio Carille' no clube. Um auxiliar iniciante assumir a nova equipe milionária que será montada, outra vez com o sonho de conquista da Libertadores, em 2018.

"O Corinthians estava quebrado, não tinha dinheiro para bancar grandes treinadores. Por isso, quando o Tite saiu foi buscar o Cristóvão e o Oswaldinho. O Carille assumiu por falta de opções até o final do ano. E pôde começar a temporada porque, vamos ser sinceros, a responsabilidade maior era não cair no Brasileiro. Jornalistas em janeiro cansaram de falar que a temporada seria um sofrimento só para o Corinthians.

"O Roberto de Andrade não tinha dinheiro para bancar um grande time. E com uma equipe esforçada, unida, bem entrosada houve a surpresa. Carille trabalhou muito bem com esses jogadores que desejavam ganhar espaço. Venceu o Paulista e deve ganhar o Brasileiro. Foi um grande lucro. O Palmeiras em 2018 entrará com foco novamente em ganhar a Libertadores. Não dá para apostar em um auxiliar sem experiência. Já foi um caos com o Eduardo Baptista, técnico novo, com futuro, mas inexperiente. O Alberto Valentim vai ter de esperar. Precisamos de alguém vivido, vitorioso. E cujo nome não provoque discussões."

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Ouço essa declarações na manhã deste domingo de um influente conselheiro, ligado ao grupo que sustenta Mauricio Galiotte na presidência, e já está comprometido com ele para a reeleição. Foi esse grupo que desejava a saída de Cuca, irritado com o desânimo, com o péssimo ambiente com os jogadores.

Ou seja, as próprias pessoas que comandam o clube acreditam que é necessária a contratação de um técnico de grife. O que Galiotte já sabe. Alguém que reacenda o entusiasmo perdido no clube, nesta triste segunda passagem de Cuca. Como aconteceu no retorno do treinador que foi campeão brasileiro em 2016, depois da demissão de Eduardo Baptista, Alexandre Mattos já foi avisado que o melhor é focar em apenas um profissional.

E ele é Mano Menezes.

Ex-treinador Seleção, vice campeão da Libertadores com o Grêmio, atual campeão da Copa do Brasil, torneio que já havia conquistado com o Corinthians, de Ronaldo. Aos 55 anos, ele terá seu contrato terminado com o Cruzeiro no final do ano. O novo presidente eleito Wagner Pires de Sá já rompeu com o atual Gilvan Tavares, que bancou sua candidatura. O motivo é querer total autonomia. E já avisou que o homem que comandará o futebol será o ex-presidente do Ipatinga, Itair Machado. A nomeação provocou a saída do vice Bruno Vicitin e do gerente e ex-jogador Tinga. Mesmo com o clube vencendo a Copa do Brasil. E tendo ótima reação no Brasileiro.

Mano Menezes não gostou da saída de Vicitin e Tinga, com quem mantinha ótimas relações. Ele garante que deseja conversar pessoalmente com Wagner Pires e Itair, assim que acabar o Brasileiro. E depois definir o seu destino. A princípio, a renovação com o Cruzeiro seria o caminho natural, já que o classificou para a Libertadores. Só que surgiu o interesse escancarado do Palmeiras. E, discreto, do São Paulo.

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Mano está de novo valorizado. Está nas suas mãos aceitar o Palmeiras. É o homem de grife e vencedor que Galiotte precisa. E o deseja o mais rápido possível para reformular o elenco. O elenco está inchado e com vários jogadores que não renderam o que se esperava. A ideia é deixá-lo um pouco menor, mas com novas peças. E o clube não repetirá o erro de 2016. Contratar jogadores sem consultar qualquer técnico. Como foi o caso de Felipe Melo, Guerra e Borja. Por mais que parecesse óbvio que qualquer treinador os desejasse, não era assim, por exemplo, com Cuca. Essas três peças fundamentais não se enquadraram no seu esquema tático, na maneira que pensa futebol.

Jair Ventura surgiria como um plano B. Mas seu nome perde força diante do efeito Eduardo Baptista. Um jovem treinador promissor fracassou, não soube se impor diante do elenco milionário deste ano. Em 2018 o time também terá peças importantes e caras. Há o medo de colocá-las nas mãos de alguém sem rodagem.

Roger, que foi desejado até antes de Eduardo Baptista, também não desperta mais a confiança de 2016. O trabalho mostrado no Atlético Mineiro foi uma profunda decepção. No escasso mercado de treinadores de ponta, há conselheiros que lembraram de Renato Gaúcho e Marcelo Gallardo, argentino do River Plate. Mas esses nomes não prosperaram.

Galiotte quer o sim ou o não de Mano Menezes. O mais rápido possível. O prazo que o próprio presidente palmeirense fixou é logo após o Brasileiro. Dinheiro não será problema. Assim como ajudou com Cuca, a Crefisa rachará o pagamento no novo técnico.

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Diante desse universo, Alberto Valentim sabe que suas chances são remotíssimas. Talvez nem mesmo se revolucionar o time e conseguir vitórias consagradoras nestes 11 jogos que faltam. Nem mesmo assim.

O Palmeiras milionário quer grife.

Cuca foi o último campeão com time brasileiro na Libertadores. Venceu o Brasileiro de 2016.

Mano comandou a Seleção, foi vice da Libertadores e acabou de ganhar a Copa do Brasil, com direito a eliminar o próprio Palmeiras de Cuca. E conquistar o título em cima do Grêmio de Renato Gaúcho, semifinalista da Libertadores.

O currículo de Alberto Valentim é ter sido demitido do Red Bull no Paulista.

E ser auxiliar fixo palmeirense. Só por isso assume o time. Mas de forma interina. Pela quinta vez. Não há o desejo de sua efetivação.

A situação é tão cruel quanto clara...
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