1ae19 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...
Mais de 3.500 pessoas invadiram o treino do Atlético.

Ensandecidos pela possibilidade de ficar perto de Ronaldinho.

Isso em Tijuana, no México.

Cuca ficou tão impressionado que definiu.

O treino decisivo para o jogo de amanhã seria fechado.

Mesmo assim há a certeza de que o cerco continuará.

Dentro e fora do hotel.

E mesmo durante o jogo, há a perspectiva de muitos traidores.

Ou seja, mexicanos que gritem por "Dinho", como o meia é chamado por lá.

O que aconteceu foi apenas mais uma prova.

O Brasil tem dois ídolos verdadeiros.

Um é Neymar, um prodígio dentro dos nossos domínios.

Outro para consumo externo e interno, Ronaldinho Gaúcho.

A imprensa mexicana afirma que o debutante time mexicano foi longe demais.

Já abusou dos brasileiros.

Tirou a invencibilidade do campeão mundial Corinthians.

E eliminou o Palmeiras.

Agora a caminhada pela Libertadores deverá ser encerrada.

Não pelo Atlético Mineiro.

Mas pela equipe de Ronaldinho Gaúcho.

O técnico argentino Antonio Mohamed disfarça.

Garante que não teme o camisa 10.

Mas setoristas juram que o Tijuana fará marcação especial sobre ele.

Aliás, todo o sistema defensivo será modificado.

A maneira de marcar será mais forte.

Há muita preocupação.

Tudo graças a um jogador.

O mundo acompanhou de longe as gandaias de Ronaldinho.

Para o Exterior chegam as jogadas mais lindas, os gols.

E desde que ele foi para Belo Horizonte, é isso que o mundo vê.

Por isso não há perdão para o descaso de Luiz Felipe Scolari.

Não nesta falta de rumo da Seleção Brasileira.

Nesta falta de referência.

1efe6 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

Japão, México e Itália entrariam de outra maneira em campo.

Se seus treinadores e jogadores soubesse que o Brasil tem duas armas.

Dois atletas desequilibrantes, capazes de fugir ao script previsível de Felipão.

Mas o treinador não conseguiu encontrar uma maneira de aproveitar tanto talento.

Não quis nem deixá-lo no banco para obrigar os adversários a se preocupar.

Pensar no que fazer se ele entrar.

A pergunta que todos do Atlético mais ouvem no México é uma só.

"Por que Ronaldinho Gaúcho está fora da Copa das Confederações?"

Há grande constrangimento em responder.

Não tem explicação pelo que está jogando.

Repassam a culpa a quem de direito, Felipão.

Jornalistas europeus e sul-americanos vão pelo mesmo caminho.

O veterano treinador cometeu um grande pecado.

E não tem nada a ver com Romário em 2002.

Ronaldinho Gaúcho vive fase excelente.

Muito ao contrário do atacante pouco antes da Copa do Japão.

O Brasil da competição que está para começar pesará sobre Neymar.

Será ele quem terá a responsabilidade de fazer o diferente.

Decidir não só os jogos, mas o torneio para o Brasil.

Justo agora quando sua cabeça está um trevo.

O Barcelona acumula propostas baixas.

Os catalães querem levá-lo por uma barganha.

Sabem que seu contrato termina em julho de 2014.

E podem ficar com ele sem pagar um tostão ao Santos no próximo ano.

Para antecipar a situação, não oferecerem quanto vale, pelo menos R$ 100 milhões.

Se propõem a pagar menos da metade.

O jogador tem de falar para a imprensa que não sabe o que acontece.

A verdade é dura, impera o capitalismo.

Seu pai percebeu que basta esperar até dezembro.

E aí assinar um pré-contrato com o Barcelona.

Acertando tudo, preço dos direitos, luvas, salários.

Ele quer resistir ao assédio agora dos espanhóis.

Mesmo se o Santos ceder, ele vai exigir uma fortuna.

Neymar muda de ideia como muda de cabelo.

De acordo com seus 21 anos.

Muitas vezes quer ficar, outras sair.

Deixa por conta do pai.

Neymar ficou frustrado demais com a perda do tetra paulista.

Não sabe se chegará à outra final com o Santos.

Pode ser vendido.

Ou até pior, continuar muito mal acompanhado.

Com jogadores fracos, que não podem ajudá-lo a carregar o time à nova decisão.

Só sabe que daqui seis dias deverá se apresentar à Seleção.

E aí tudo ficará mais pesado.

Não há com quem dividir a responsabilidade da conquista.

Ronaldinho Gaúcho seria no mínimo um escudo.

Alguém para trocar ideia, mostrar o que viveu saindo do Grêmio cedo demais.

E com certeza, alguém que atrairia metade do interesse da imprensa.

Nacional e, principalmente, internacional.

A competição tem tudo para ser infernal para Neymar.

Felipão virou as costas a um ídolo.

Em um país que tem apenas dois.

E vai arcar com isso.

Ele que prepare sua velha desculpa nas coletivas.

A de não falar sobre um jogador que não convocou.

Pensa que está sendo esperto.

Mas os conselhos de seu assessor só fragilizam sua imagem como técnico.

O mostram como alguém que não precisa dar explicações.

Neste país de cordeiros que vivemos, foi fácil.

Será interessante responder a jornalistas do Exterior.

E principalmente aos torcedores.

As arquibancadas das novas arenas podem ser aliadas à Seleção.

Ou suas piores inimigas.

Ronaldinho Gaúcho seria um aliado que não poderia ser desprezado.

Até em Tijuana se sabe muito bem disso.

Só na sede da CBF que não.

Talvez durante jogos da Copa das Confederações, Felipão se lembre.

Da alegria, da emoção do abraço no reencontro entre os dois.

Por que na convocação ele se esqueceu.

Virou as costas a um dos dois únicos ídolos brasileiros...
1futurapress1 O México mostra o que só Felipão finge não saber. O Brasil tem apenas dois ídolos. Interno é Neymar. Para o restante do mundo, Ronaldinho Gaúcho. Talento que o técnico fez questão de virar as costas...

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