O martírio do São Paulo continua. Mesmo com Dorival Júnior, os mesmos sintomas: apatia, insegurança, tensão. E derrota para a Chapecoense, 2 a 0. Time na zona do rebaixamento. Nove partidas sem uma vitória. Cada vez pior...
Continua o martírio do São Paulo. De nada adiantou a chegada de Dorival Júnior no lugar de Rogério Ceni. A equipe continua apática, insegura, tensa. E cada vez pior. O time perdeu para a Chapecoense por 2 a 0, em Santa Catarina. E segue estagnado na zona do rebaixamento. Já são nove partidas sem uma vitória. E cinco rodadas entre os últimos do Brasileiro.

A campanha é vergonhosa.

Em 14 jogos, são três vitórias, três empates e oito derrotas.

O pior é que a diretoria estava animada com os três primeiros jogos que Dorival teria no clube. Atlético Goianiense, Chapecoense e Vasco. Pelo planejamento, seriam nove pontos na tabela. Mas nas duas partidas iniciais desta 'atalho' na tabela, dois fracassos. Empate com o lanterna Atlético Goianiense e derrota, hoje, em Chapecó.

Esse é o resultado do desmanche promovido por Leco e Pinotti.

E os dois continuam negociando Rodrigo Caio e Cueva. Tentam empurrá-los para a Rússia e México. Os dois seguem obcecados, querendo dinheiro. Nem um pouco preocupados com o que estão fazendo com o clube, tricampeão mundial.

O São Paulo está cada vez pior. A pressão da imprensa, da torcida, da diretoria sobre os jogadores já intimida o time. Está claro que o desempenho individual dos jogadores vai de mal a pior.

Como era previsto, o grande balcão de negócios que Leco e Pinotti transformaram o clube é o grande sabotador. Não adianta alegar que o clube acabou de contratar Petros, Arboleda e Jonatan Gomez. É preciso tempo para entrosá-los. Eles estão nitidamente perdidos em campo. E infectados pelo ambiente derrotista de uma equipe reformulada em pleno Brasileiro.

A campanha vexatória não é por acaso.

Dorival Júnior mal chegou e está no olho do furacão. O time não teve a mínima reação com sua chegada. Muito pelo contrário. Os jogadores estão visivelmente mais inseguros, com medo de tentarem jogadas, dribles. São burocráticos, tentando evitar se comprometer. Isso é muito grave.

As declarações do técnico após mais esta derrota denunciam sua preocupação.

Dorival deixou escapar a sabotagem da própria diretoria, com o desmanche e com as contratações 'tapa buracos', feitas em cima da hora. Para tentar compensar os jogadores que foram vendidos.

"É uma sequência muito ruim, nove jogos tira a confiança. Estaremos conversando com a diretoria, tudo tem que ser feito com equilíbrio nesse instante, foram muitas chegadas e saídas, isso acabou conturbando o desenvolvimento do trabalho.

"É inaceitável o descontrole depois do primeiro gol da Chapecoense. É natural que estejamos preocupados. Quando fizemos os gols contra o Atlético-GO também houve desarranjo. Hoje tínhamos 20 minutos para tentar a recuperação e houve um descontrole desnecessário pelo que a equipe vinha mostrando. Era questão de tempo para encaixar uma jogada e conseguir uma tabela que nos colocasse em situação de definição. É um momento difícil."

Quem conhece Dorival Júnior sabe. Ele não consegue disfarçar, não é dissimulado como alguns treinadores. Ele estava arrasado depois da derrota contra a Chapecoense. Assustado com a falta de reação dos atletas. Mesmo os jogadores que deveriam ser líderes como Lucas Pratto, Rodrigo Caio, estão abatidos, irritadiços, nervosos. Não há quem assuma o comando do time dentro de campo. Todos jogam calados, resignados. Agem como se estivessem condenados à Segunda Divisão.

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O jogo contra a Chapecoense pode ser considerado um clássico. Reunia dois times mergulhados na crise. Se o São Paulo estava há oito jogos sem ganhar, o time de Santa Catarina vinha há sete. Com novo treinador, Vinicius Eutrópio substituiu Vagner Mancini. Ele, tanto quando Dorival Júnior, precisa vencer.

Com um material humano muito pior, mas menos pressão, a Vinicius tratou de montar seu time no esquema mais seguro. Respeitou o São Paulo. A Chapecoense atuava no 4-5-1, tendo no velocista e rodado lateral Apodi, seu desafogo. A ordem era travar o meio de campo do São Paulo. Não deixar Cueva respirar. E foi o que aconteceu. Outra vez, o mais criativo jogador do São Paulo não teve espaço.

Pior para os jogadores que dependiam dele para receber a bola. Lucas Pratto e Wellington Nem tinham de se virar. Os laterais Bruno e Júnior Tavares também não colaboraram. Não porque não quiseram. Tentaram. Mas são fracos. Não houve triangulações pelas pontas.

Jonathan Gómez é um caso à parte. Ele foi contratado como meia. Mas, talvez pela fragilidade de marcação de Petros e Jucilei, ele tem atuado mais como volante. Brigando na marcação, dando carrinho, dividindo. Mas esquecendo de ajudar o ataque.

Como aconteceu contra o Atlético Goianiense, o time do São Paulo segue muito mal distribuído em campo. Com os setores distantes. Dando espaço para os adversários tocarem a bola, atacar.

O 'clássico dos desesperados' estava equilibrado. Mas uma infantil bola parada desmoronou o São Paulo. Aos 17 minutos do segundo tempo, Diego Renan cobrou falta na área e Túlio de Melo, 1m93, disputou a cabeçada com Júnior Tavares, 1m78. Lógico que o atacante da Chapecoense ganhou a disputa. E cabeceou forte para o fundo do gol de Renan Ribeiro. Falha absurda de planejamento de jogo. Nunca alguém tão baixo poderia estar na disputa com o mais alto jogador do time de Santa Catarina. Isso é básico. E Dorival Júnior tem culpa no cartório.

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Petros resumiu muito bem o que se passou depois do gol.

"Time sem confiança não pode tomar gol. Não pode sair atrás no placar."

Sua definição foi cirúrgica.

Depois do gol, psicologicamente, o São Paulo desmoronou.

Aceitou, passivo, a derrota.

Ela ganhou números finais, aos 46 minutos. Júnior Tavares tentou sair jogando e perdeu para Lourency. Na disputa, a bola sobrou para Lucas Marques. Da entrada da área, ele acertou chute forte. No canto direito de Renan Ribeiro. 2 a 0, Chapecoense.

Não há a menor dúvida.

O que já estava muito ruim com Rogério Ceni...

Está pior com Dorival Júnior...
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