divulgacao41 O inseguro Luxemburgo sabe que nada está decidido no Flamengo. A vitória contra o Potosí não é garantia de permanência. Para mandá lo embora,como Ronaldinho quer, Patricia Amorim tem de bancar a multa de R$ 3,3 milhões...
"Fui bem, não fui?"

A pergunta foi de Luxemburgo para o repórter Jorge Eduardo da rádio Globo/Rio.

Ele se referia à lamentável coletiva que deu após a vitória contra o Real Potosí.

O treinador fugiu de todas as perguntas.

Inseguro.

Disse que estava trabalhando já para a partida de sexta-feira contra o Olaria.

Ou seja: não estava demitido.

No mais, enrolou, não falou nada com nada.

E fez o que mais gosta.

Elogiar o próprio trabalho.

Disse que chegou para salvar o Flamengo da Segunda Divisão em 2010.

Salvou.

Depois ganhou o Carioca invicto e conseguiu a vaga para a Libertadores.

Ficou sete meses invicto.

Da eliminação da Copa do Brasil pelo Ceará de Vagner Mancini, ele não falou.

Nem pelos 4 a 0 que tomou da Universidad de Chile, no Engenhão, na eliminação da Copa Sul-Americana.

Muito menos dos dez jogos sem vencer no Brasileiro.

Destacar o lado favorável é típico dele.

Ficou claro que ele não vai pedir demissão.

Não quer perder o emprego e muito menos a multa de R$ 3,3 milhões.

Se o Flamengo quiser vê-lo longe terá de pagar.

Ele não está nem um pouco preocupado se Ronaldinho o quer ver longe da Gávea.

Assim como a maioria dos atletas.

O desgaste é evidente.

E percebido nos detalhes.

Todos sabiam que sua cabeça está a prêmio.

A ameaça de demissão é absoluta.

Mesmo assim, os jogadores titulares não fizeram questão de comemorar com ele os gols.

Léo Moura e, principalmente Ronaldinho Gaúcho, não quiseram lhe dar moral.

Uma mera corrida para o banco seria significativa.

Os experientes jogadores sabiam muito bem disso.

Por isso correram em sentindo inverso a Luxemburgo.

O Flamengo mostrou muita disposição e criou inúmeras chances no primeiro tempo.

Mas no segundo, a equipe cansou.

E Luxemburgo reforçou o sistema de marcação com medo dos bolivianos.

Houve muita tensão na vitória por 2 a 0.

A torcida ficou muito irritada porque o Real Potosí criou chances de empatar na etapa final.

O belo gol de Ronaldinho Gaúcho no final do segundo tempo aliviou o clima.

Mas o Flamengo outra vez foi um time muito irregular.

Outro detalhe que não pode ser desprezado foi a ausência dos dirigentes na coletiva de Luxemburgo.

Esta é a demonstração clássica de apoio incondicional.

Muito pelo contrário quando um dirigente não o acompanha.

Ele sabe que já se transformou em persona non grata na Gávea.

O motivo: expor Ronaldinho Gaúcho.

Deixar vazar que ele estava com mulher em Londrina.

Justo ele, a quem o Flamengo deve a maior parte dos salários dos últimos seis meses.

A Traffic não lhe pagou R$ 4,5 milhões.

E mesmo assim, ele foi o líder que o time precisava na vitória diante do Real Potosí.

De nada adiantaram os beijinhos, abraços.

A direção sabe que o jogador não suporta Luxemburgo.

Assim como grande parte da direção.

O vice Michel Levy telefonou e acertou até os salários de Joel Santana.

Ele tem a certeza que deixará o Bahia hoje e acertará sua ida ao Flamengo.

"Ninguém sabe o amanhã", disse Joel ontem ao ser questionado se estava se despedindo do Bahia.

Só que existem os R$ 3,3 milhões de multa.

Luxemburgo já mandou avisar Patricia Amorim que não abrirá mão.

A presidente está sem saber o que fazer.

Tem se aconselhado com os dirigentes que nomeou, mas juridicamente está amarrada.

A situação está confusa.

Nem mesmo a classificação na Pré-Libertadores mudou o quadro.

A insegurança de Luxemburgo é o maior sinal de que tudo pode mudar hoje.

A Gávea não está calma.

Muito pelo contrário.

O dia promete ser muito agitado.

Na prática, Luxemburgo conseguiu só algumas horas a mais como treinador do Flamengo.

A decisão sairá hoje.

(Isso se Patricia Amorim conseguir se controlar.

Após a vitória do Flamengo, ela colocava a culpa na imprensa pela crise que o clube vive.

"Vocês queriam me derrubar", dizia, incoerente.

Era a sua diretoria que deseja a saída de Luxemburgo.

Ela não quis dizer se ele continuará ou não.

Com certeza queria pensar.

Para tomar decisões importantes no Flamengo ela precisa ouvir muita gente...)

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