divulgacao2974 O futebol está mostrando a maior ídolo da história do Inter. Não há mais lugar para a utopia, Paulo Roberto Falcão...
Rivellino quase foi apedrejado quando resolveu ser diretor de futebol do Corinthians.

Hugo de Leon saiu pelas portas do fundo do Olímpico quando foi treinador do Grêmio.

Assim como Toninho Cerezo no Atlético Mineiro...

"Nunca serei técnico do Flamengo.

Tive mais de dez convites.

Mas não suportaria a torcida que me idolatrou me chamando de 'burro'.

Prefiro ser ídolo por toda a vida na história do clube que eu amo."

As declarações são de Zico.

Renato Gaúcho aceitou o desafio e foi para o Grêmio.

Foi tratado como um rei pela torcida.

Isso estimulou os dirigentes do Inter a apostar em Falcão.

O comentarista já queria voltar a ser técnico há pelo menos dois anos.

Comprou a briga.

Mesmo lembrando que não foi bem na sua primeira passagem como treinador no Beira Rio em 1993.

Agora sua chegada foi celebrada como a salvação colorada.

Seria a antítese do pragmatismo modorrente de Celso Roth.

O Inter teria um elenco para dar espetáculos.

E não ficar rastejando entre 0 a 0 e vitórias magras, esqueléticas, por 1 a 0...

Seria a chegada de um DJ, de um MC...

Falcão iria animar as tardes e noites do Beira Rio...

Transformar os jogos em festas, em celebrações...

Assumiu em plena Libertadores...

Confiança total na sua filosofia ofensiva.

Ter no Barcelona um espelho...

Tudo lindo na teoria, no mundo de Alice...

Aí chegou a realidade...

Um time sem poder de marcação no meio de campo...

Aberto é tudo o que treinadores atuais adoram enfrentar...

Foi assim que o Peñarol conseguiu se classificar em plena Porto Alegre...

E que o Grêmio de Renato Gaúcho não teve dificuldade em vencer ontem...

O Beira Rio virou sala de tortura para a torcida colorada...

Em duas partidas decisivas marcou três gols...

Mas tomou nada menos do que cinco gols...

É muito...

Os gols que vem tomando são infantis...

Ridículos...

O Inter foi eliminado da Libertadores...

E agora precisa vencer o Grêmio por dois gols de vantagem no Olímpico para ser campeão...

Está em uma situação delicadíssima...

A torcida está mais do que desconfiada...

Começa a ficar desiludida...

No futebol atual tudo está muito rápido...

Os dirigentes estão dando todo o apoio ao maior ídolo da história colorada.

Mas já há os que começam a questionar a escolha...

Falcão estava sem treinar um time desde 1995...

Foram 16 anos só comentando, cobrando de longe...

Está certo que pegou só partidas importantes...

Primeiro para classificar o Inter para o mata-mata da Libertadores...

Depois para a final do Gaúcho...

Classificou.

Mas já caiu na competição sul-americana...

E está com um pé no precipício no Campeonato Gaúcho...

Trombou de frente com Renato, que não tem a menor vergonha de colocar seu time para jogar feio...

Dar bicões, fazer faltas, matar o jogo...

Filosofia contrária ao já questionado ídolo colorado.

As cabeças de Bolivar, Rafael Sóbis e Renan estão para ser oferecidas em praça pública...

Para o Grenal decisivo de domingo, o trio pode estar fora...

E D'Alessandro passará por um tratamento de choque para acordar...

É uma maneira de proteger o treinador...

Mesmo se o pior acontecer, Falcão terá o Campeonato Brasileiro...

Pelo menos o início dele...

Paulo Roberto quis correr o risco...

E está pagando o preço...

As primeiras tímidas vaias a ele já surgiram no final do jogo de ontem...

Ser o maior ídolo da história de um clube é maravilhoso...

Mas não garante imunidade nenhuma quando o ex-jogador resolve ser treinador...

"Ter sido técnico foi a pior escolha que fiz na minha vida."

Johan Cruiff, treinador da Catalunha, região que sonha em se tornar independente da Espanha...

E que joga em média uma vez por ano...

Talvez seja o tempo ideal para grandes craques talentosos preparar a equipe dos seus sonhos...

E abusar da utopia...

De um time que não se humilha marcando, dando pontapés em ninguém.

Que não funciona na Libertadores, no Campeonato Gaúcho, na vida...

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