O fracasso e o vexame de O Fiel. O jornal oficial do Corinthians...

Os comandantes do departamento de marketing do Corinthians juraram que iriam mudar o mundo.

Revolucionar.

Fazer com que o dinheiro chovesse no Parque São Jorge.

E começaram a atirar em todas as áreas.

Cruzeiros, cartão de crédito, milhares de modelos de camisetas, agência de viagens.

Sites, filme, lingerie, isqueiros e até cachaça.

A ordem de Luiz Paulo Rosenberg e Caio Campos é faturar, ganhar o máximo com a marca Corinthians.

Lógico que com essa gana toda seria impossível acompanhar todos os projetos de perto.

E foi o que aconteceu com o jornal O Fiel.

Único jornal do mundo a ter o direito de estampar o distintivo do Corinthians na capa.

E se apresentava, também na capa, como oficial do clube.

Em setembro de 2009 a direção corintiana acertou com a gráfica Novaforma, de Santana do Parnaíba, a criação de um diário.

Sim, no projeto inicial, o jornal era para ir às bancas todos os dias, depois da Libertadores deste ano.

Com planos para os próximos cinco anos.

Começou semanal.

Estampado na capa levava a sugestiva frase: "jornal oficial do Corinthians".

O departamento de marketing acompanhou de perto o lançamento.

Tanto que, com o esperado crescimento do jornal, a redação deveria ser no próprio Parque São Jorge.

Houve edições em que foram impressos 42 mil exemplares.

A distribuição era na capital paulista, na Baixada Santista e interior do Estado.

O fracasso do Corinthians na Libertadores e a crise que atinge os jornais fez O Fiel definhar.

Os torcedores não empolgaram com as notícias impressas, como Rosenberg e Caio esperavam.

Muito menos os anunciantes.

O que deveria ser uma situação normal no mundo capitalista, se transformou em um vexame.

Como o marketing terceiriza os produtos Corinthians, o clube não tem responsabilidade jurídica sobre eles.

Foi o que aconteceu com a equipe que fazia o jornal O Fiel.

Desde novembro de 2009, funcionários não recebem.

Embora com carteira assinada, não ganharam férias, 13º, salários...Nada.

O conselho que os jornalistas receberam: procurar seus direitos na Justiça.

Um jornalista já chegou a procurar o presidente Andres Sanches e ouviu dele:

"Não tenho nada a ver com isso."

O departamento de marketing também se isenta de responsabilidade.

A velha desculpa de que o produto é terceirizado.

O Fiel está indo às bancas de maneira precária, sem periodicidade, feito de maneira artesanal.

Esse tipo de marketing revolucionário, o futebol dispensa, envergonhado...

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