divulgação0213 O Fluminense não tem mais seu ponto fraco: Fernando Henrique...
Foram longos dez anos se fingindo de surdo nas Laranjeiras.

Quantas e quantas vezes torcedores, comentaristas e até dirigentes deixaram escapar:

"O ponto fraco do Fluminense é o goleiro"...

Ele tinha nome de ex-presidente.

Fernando Henrique.

Sua instabilidade realmente foi crônica durante a década que esteve no clube.

Era capaz de defesas absurdas assim como de falhas inacreditáveis.

O que o segurava era a sua dedicação, o seu amor, a identificação com as três cores.

Seu empenho nos treinamentos e a sua inteligência ganharam técnicos e mais técnicos.

Fernando Henrique era tão exemplar como profissional que eles perdoavam suas falhas.

Mesmo os companheiros de time.

Ele conseguia criar um clima tão positivo, de tanta vibração, que eles torciam para o goleiro.

O presidente da Unimed, Celso Barros, foi por anos aconselhado a trazer um grande jogador para a posição.

Mas sua proximidade, sua amizade com Fernando Henrique acabava por desestimulá-lo.

E ele fez ótimas partidas, não há como negar.

Seu ápice foi na conquista da Copa do Brasil de 2007.

E fez uma ótima Libertadores de 2008, quando o time foi vice.

Como também péssimos jogos.

Estava abaixo do nível do time que o Fluminense sonhava montar.

Mesmo assim, ele conseguiu entrar como titular por 250 vezes com a camisa tricolor, um feito.

Se os homens não tinham coragem de interferir, chegou o destino.

Uma bola boba em um treinamento em um sábado morto de setembro mudou a sua vida.

A bolada quebrou o dedo médio da mão esquerda.

Ele teve de ser submetido a uma operação e perdeu a fase final do Brasileiro.

Muricy Ramalho já estava insatisfeito com ele.

Havia acompanhado as falhas nas saídas do gol e nas bolas rasteiras.

Queria outro goleiro.

A direção do clube e até o amigo de Fernando Henrique, Celso Barros também.

Muricy soube da briga entre Fernando Henrique e seu reserva Rafael.

O desentendimento envolvia os torcedores, pedido dos goleiros de apoio, uma tristeza.

O resultado é que Ricardo Berna assumiu o posto.

Teve uma presença segura na conquista do Brasileiro.

Mas Muricy Ramalho já havia entrado em contato com seus amigos em São Paulo.

No Palmeiras.

E ele soube que era possível a contratação de Diego Cavalieri, do Cesena.

Excelente goleiro, e o que sempre lhe faltou na vida foi jogar.

Reserva por anos de Marcos no Palmeiras.

Seu talento sempre foi reconhecido.

Assim como a timidez.

Ela travou tanto a sua carreira como Marcos.

Não se impôs no Liverpool e no Cesena.

Muricy sabe muito bem tanto do talento como da timidez.

A ponto de confirmá-lo como seu titular absoluto.

Fernando Henrique viu muito bem o quadro.

De titular se tornou quarta opção em apenas dois meses.

E usou a sua amizade para conseguir a rescisão do contrato que terminaria apenas em dezembro.

Tem no bolso um excelente proposta do Ceará.

E está disposto a recomeçar, inclusive com direito a luvas e aumento no salário.

Seguiu o caminho da dignidade.

Disposto a não ouvir nunca mais que é o ponto fraco do time que defende...


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