1reuters19 O Fluminense caiu no Paraguai. Foi eliminado da Libertadores diante do Olimpia. Como em 2012. Por causa dos zagueiros. Se Celso Barros só se preocupar com atacantes será sempre assim...
Em 2012 havia sido a mesma coisa.

Quando o Fluminense foi eliminado pelo Boca Juniors.

E ontem o clube saiu da Libertadores de 2013.

Perdeu de virada para o Olimpia no Paraguai.

Esta fora da competição mais importante da América do Sul.

Enquanto Celso de Barros tiver fixação por meias e atacantes será assim.

O clube não contrata zagueiros à altura do time.

Digão, Leandro Euzébio, Gum.

Todos mal protegidos por Edinho.

Foram dois anos com um grande time do meio para a frente.

E eliminações seguidas por panes de seus beques.

Abel pode falar o quanto quiser sobre brio do elenco.

E é verdade, seu time pressionou os paraguaios ontem.

Teve muito mais chances de marcar.

Mais volume de jogo.

Boa movimentação de Wagner, Wellington Nem...

E principalmente de Rhayner, muito bem na direita.

Carlinhos apoiava bem.

Enquanto Fred se preocupava em trocar cotoveladas com os zagueiros.

Mesmo assim, foram criadas várias situações de gol.

Só que não adiantaram nada.

Cinco minutos de pane da defesa e fim de Libertadores outra vez.

Abel Braga havia deixado escapar.

Queria mais o 0 a 0 do que vitória por 2 a 1 no Rio.

Havia conseguido o que queria.

O time não teve iniciativa em casa o suficiente para ganhar.

Mas comemorou de verdade o empate.

Tinha a convicção que seu time faria um gol no Paraguai.

E sua intuição estava certa.

Rhayner se aproveitou de recuo fraco, irresponsável de Mansur.

O atacante que tem dificuldade para finalizar, marcou de chaleira.

1 a 0 Fluminense aos 12 minutos do primeiro tempo.

O gol foi uma ducha de água fria no Olimpia.

O time ficou tenso, aberto para tomar o segundo gol.

Mas os cariocas perderam chance excelente criada por Rhayner na direita.

Ele invadiu a área e cruzou.

Por um triz, a bola não sobrou para os atacantes cariocas.

Abel havia deixado Rafael Sóbis e Thiago Neves no banco.

Apostava em uma equipe compactada.

Com Edinho, Jean, Rhayner e Wagner juntos na marcação.

Explorando a velocidade de Wellington Nem.

Fred lutando com os zagueiros e abrindo espaço para os companheiros.

Tudo estava dando certo.

O treinador Ever Almeida agiu rápido, de maneira precisa.

Colocou o grandalhão Ferreyra no ataque, no lugar do meia Caballero.

A mexida aos 20 minutos funcionou.

Incomodou e expôs a insegura zaga carioca.

O Olimpia também adiantou a marcação para travar a saída de bola dos brasileiros.

Foi quando começou o sufoco.

A insegurança de Digão e Leandro Euzébio contaminou o time.

Animou a fanática torcida no Defensores del Chaco.

Tudo que estava piorando, deteriorou.

Foi quando Rhayner fez falta infantil na lateral da área.

Diego Cavalieri tentou adivinhar o cruzamento.

E se adiantou.

Até por conta de sua zaga que não merece confiança.

Só que Salgueiro cobrou direto para o gol.

A bola o encobriu: 1 a 1.

O Olimpia empatava a partia aos 35 minutos.

Cinco minutos depois, Digão atropelou Bareiro dentro da área.

De maneira desnecessária.

O jogador do Olimpia corria de frente para a linha de fundo.

Pênalti infantil, sem desculpas.

Salgueiro bateu forte e virou o jogo para os paraguaios.

2 a 1 Olimpia.

2reuters4 O Fluminense caiu no Paraguai. Foi eliminado da Libertadores diante do Olimpia. Como em 2012. Por causa dos zagueiros. Se Celso Barros só se preocupar com atacantes será sempre assim...

"Assim não é possível.

Saímos na frente e tomamos dois gols em cinco minutos.

Aí fica ruim", desabafava Fred.

Ele expressou o que time sentia.

Conseguiu fazer o mais difícil, marcar um gol no Paraguai.

E toma a virada de maneira fácil.

O segundo tempo foi um sufoco do Fluminense.

Os paraguaios entraram apenas para contragolpear.

Abel colocou Rafael Sóbis e Thiago Neves.

O volume de jogo foi todo dos brasileiros.

Conforme o tempo ia passando, o nervosismo dominava o Fluminense.

O Olimpia se defendia como podia.

Usando até o velho recurso de tirar os gandulas, sumir com as bolas.

Tudo para roubar tempo e irritar o adversário.

E deu certo.

Os minutos passaram, mas faltou tranquilidade, firmeza.

O time não tinha consciência tática, só luta.

E assim não se chega a lugar algum.

O nervoso Fluminense acabou pagando caríssimo por sua zaga.

Perdeu o jogo e mais uma ano não conquista a Libertadores.

Abel e seu time saíram arrasados do Defensores del Chaco.

Mais uma eliminação.

Só que esta será uma sina.

Enquanto Celso de Barros não contratar zagueiros de qualidade será sempre a mesma coisa.

O time até consegue se classificar na fase de grupos.

Quando começa o mata-matas costuma ser presa fácil de times inferiores.

Como o do Olimpia, muito abaixo tecnicamente dos brasileiros.

Só resta lamentar.

Dois seis brasileiros classificados para as partidas eliminatórias só resta o Atlético.

O Fluminense caiu na sua velha armadilha.

Monta o elenco pensando do meio para a frente.

Sem zagueiros confiáveis, estáveis, não se vence Libertadores da América

É bom Celso de Barros aprender isso de uma vez por todas.

Abel Braga sabe mas não pode pressionar o mecenas...
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