Publicado em 20/01/2013 às 20h16
O dia é histórico, de júbilo. O palmeirense tem de comemorar. À meia-noite o clube se livrará para sempre de Arnaldo Tirone. O presidente que transformou a alegria em desgraça. Que ele aproveite a praia do Leblon e acompanhe o clube que levou para a Segunda Divisão…

Não há dúvidas porque o Palmeiras foi rebaixado.
Fernando Prass e Ayrton sentiram na pele.
Tiveram o desgosto de atuarem no 0 a 0 contra o Bragantino.
Logo na estreia do Campeonato Paulista, a decepção, velha companheira.
A partida de despedida tem a marca registrada Arnaldo Tirone.
Luan vaiado e ameaçando ir embora.
"Estou de saco cheio."
Que beleza...
Onde chegou o Palmeiras nas mãos desse presidente.
Um dos piores, se não for o pior que pisou no Palestra Itália.
Seu mandato termina hoje.
O legado: um time ridículo, a Segunda Divisão no Brasileiro.
Quase R$ 200 milhões em dívidas.
Contas reprovadas pelos conselheiros.
E travado, impedido de contratar por irresponsabilidade administrativa.
A história do clube e o torcedor pagaram o preço de uma escolha errada.
Se aproveitando da guerra de egos no Palestra Itália, Tirone apareceu.
Carregando o nome do pai, excelente dirigente, atrasou a vida do Palmeiras em dois anos.
Deixou o time na Série B e sai sorrindo.
Acompanhado por seu fiel escudeiro, Roberto Frizzo.
Vice que trabalhou contra o treinador do time.
Sem força política para tirar Scolari, minou seu trabalho até mais não poder.
Com medo da parte violenta das organizadas palmeirenses, Tirone manteve Felipão.
Mesmo trabalhando mal demais.
Com uma visão estrábica da realidade, trocou a Copa do Brasil pelo rebaixamento.
Tirone foi capaz de transforma a alegria em desgraça.
Time rebaixado, foi tomar sol no Leblon.
Para tirar o stress.
E teve a coragem de desperdiçar dinheiro com Valdivia.
Só um ingênuo não percebe o quanto ele corrói o ambiente do time.
Ganha o maior salário e não se envolve em nada.
Faltou força moral para os dirigentes vendê-lo, emprestá-lo, trocá-lo.
Doá-lo e deixar de pagar cerca de R$ 500 mil a cada 30 dias.
Sem vontade de jogar ou sequer de se enturmar, ele apenas desfruta do grande salário.
É ele que Tirone queria que fosse ídolo do seu time.
O presidente ouviu péssimos assessores e passou pela vergonhosa contratação de Wesley.
Esticou o pires para os torcedores, querendo R$ 23 milhões.
O presidente implorou.
Obrigou até Marcos entrar nesse vexame.
E a resposta ao pedido de esmola foi rejeitado.
O Werder Bremen exigiu o dinheiro ou iria à Fifa porque Wesley já treinava no clube brasileiro.
E o Palmeiras pagou o dinheiro de um craque por apenas um bom jogador.
O ambiente do clube foi de resignado fracasso na gestão Tirone.
Os ex-presidentes que o apoiavam no início se afastaram.
Inseguro, como dirigente tinha comportamento bipolar.
Um dia prometia que seguiria o que a ala de Mustafá Contursi pedia.
No outro jurava ir no caminho de Belluzzo.
Não teve competência para seguir por caminho algum.
Confuso, perdeu reunião na Federação Paulista de Futebol.
Complicou as finanças do clube.
Fora dele, aceitou fazer tudo o que Andrés Sanchez exigia.
Não levou os clássicos do Palmeiras ao Morumbi.
Só para agradar o corintiano, que o aproximou de Kassab e de Haddad.
Sozinho, Tirone acreditou não ter representatividade junto aos prefeitos.
Nunca enxergou a representatividade do Palmeiras.
Por tudo isso, só um vexame a mais poderia marcar a sua despedida.
Mais de dez mil apaixonados e ingênuos foram hoje ao Pacaembu.
Apoiaram, gritaram e se frustraram.
Voltaram para casa com o 0 a 0 diante do fraquíssimo Bragantino.
O Palmeiras de Gilson Kleina foi uma arremedo de time.
Com jogadores não limitados, mas ruins mesmo.
Henrique, Barcos, Wesley e Fernando Prass se salvam.
O restante não deveria vestir a camisa palmeirense.
Coloca porque Tirone é o presidente, Frizzo, o vice.
E César Sampaio, o gerente.
Ele marcou sua passagem no futebol do clube.
Prometendo entregar para a Mancha Verde o espião.
A pessoa que vazava informações sobre as muitas confusões no elenco palmeirense.
Sampaio se esqueceu que, quando jogador, conheceu de perto a ala violenta da Mancha.
Ele atuava no Palmeiras de Nelsinho, que teve atletas ameaçados de morte.
Passados os anos, ele resolveu ameaçar entregar pessoas a essa torcida.
Assim caminhou o Palmeiras com Arnaldo Tirone.
Da maneira com que os torcedores saíram do Pacaembu.
Decepcionados, envergonhados com o 0 a 0 diante do Bragantino.
Com Barcos infectado pela ruindade dos companheiros.
Batendo pênalti na trave.
Tirone foi um péssimo presidente até o final.
Ele implorou para Riquelme jogar no Palmeiras.
Queria deixar como último ato a contratação do meia.
"A caneta é minha", disse, desafiando os conselheiros.
Viajou para Buenos Aires, com medo do fracasso, não assumiu sequer a viagem.
Fez muito bem, se conhece.
Riquelme, jogador problemático de 34 anos...
E que não entra em campo há seis meses não se dobrou.
Sabia da situação no Palmeiras e só aceita assinar se a proposta vier do próximo presidente.
Outro fracasso marca registrada Tirone.
Paulo Nobre e Décio Perin duelam amanhã pela presidência.
O que vencer já sabe que será quase impossível ter uma administração pior.
O atormentado torcedor palmeirense que termina mais esse domingo de cabeça baixa, já sabe.
A segunda-feira será muito pior.
Acabou a onda de incompetência que dominou o clube nos dois últimos anos.
Há um enorme motivo de jubilo, alegria.
Arnaldo Luiz de Albuquerque Tirone não será mais presidente.
O mandato termina nesta meia-noite.
Terminará a penitência dos torcedores.
Que ele vá para a praia, aproveite.
E nunca mais ocupe um cargo no Palmeiras...
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