O destino de Luís Fabiano seria outro. Estava nas suas mãos ser o substituto de Ronaldo no moderno e novo rico Corinthians. Preferiu voltar ao São Paulo, fracassou. Perdeu a Seleção. E agora está à venda. Pipocou, resume Andrés Sanchez...
Com Valdivia, ele brincou, provocou.

Mas com Luís Fabiano, não.

O assédio foi verdadeiro, havia um plano traçado.

Ele o queria como o substituto de Ronaldo.

Ocuparia o lugar de ídolo no Corinthians.

Andrés Sanchez foi o chefe da delegação brasileira na Copa da África.

Como não fala inglês, fugia das cerimônias da Fifa.

Tinha muito tempo livre.

Vivia concentrado com os jogadores.

"Sem frescura", como gostava de se definir.

Seu uniforme era calção, camiseta, chinelos.

E maços de cigarros.

Passava o tempo conversando com os atletas, com Dunga.

A aproximação de Luís Fabiano foi natural, a troca de ideias.

Ele já projetava voltar ao Brasil.

A Europa não tinha sido o que imaginava.

Não conseguiu atuar por times grandes.

Sua última esperança era a Seleção ser campeã do mundo.

E se possível com ele na artilharia.

Se tudo acontecesse como sonhava, o Milan deveria ser o seu destino.

Embora no Real Madrid, Kaká havia recomendado o atacante e amigo.

Ele estava na mira dos italianos.

Andrés sabia de tudo isso.

Assim como que Ronaldo não suportava mais jogar.

Gordo e com dores imensas nos joelhos.

Na época a Hypermarcas patrocinava o Corinthians.

Era quem pagava mais a um clube no Brasil.

Mas exigia que o clube tivesse um ídolo para ter como garoto propaganda.

O contrato de R$ 32 milhões despertava inveja, cobiça no País.

Andrés queria mantê-lo de qualquer maneira.

E via em Luís Fabiano o jogador ideal para o Corinthians.

Para a Hypermarcas, que não abria mão de um atacante.

Artilheiro, genioso, com forte personalidade, marqueteiro.

Ele tinha tudo para ser o sucessor de Ronaldo.

Fora todo o prazer que o dirigente teria em relação ao rival.

Nunca tolerou a arrogância, a prepotência do São Paulo de Juvenal Juvêncio.

Andrés havia prometido aos seus dirigentes que tomaria tudo do rival.

Principalmente a marca de ser referência de modernidade no futebol brasileiro.

E já acalentava com Ricardo Teixeira, o sonho do Itaquerão abrir a Copa.

Aproveitava o ódio do presidente da CBF de Juvenal.

Sabia da possibilidade real do Morumbi ser trocado pelo estádio que nem existia.

O então presidente corintiano chegou a sonhar com Kaká.

Mas sabia que o preço era irreal e ele não queria voltar ao Brasil tão cedo.

Luís Fabiano, não.

Sabendo de todo o cenário, Andrés esperou a Copa acabar.

1ae6 1024x576 O destino de Luís Fabiano seria outro. Estava nas suas mãos ser o substituto de Ronaldo no moderno e novo rico Corinthians. Preferiu voltar ao São Paulo, fracassou. Perdeu a Seleção. E agora está à venda. Pipocou, resume Andrés Sanchez...

E veio a derrota, a decepção do Brasil.

Como também do Luís Fabiano, que não foi artilheiro do Mundial, nem destaque.

O Milan preferiu investir no sueco Ibrahimovic, o tirando do Barcelona.

Foi a senha para Andrés começar a assediar para valer Luís Fabiano.

A direção do Sevilla também ficou frustrada em não vender o atleta.

Queria fazer dinheiro com o brasileiro.

Ele não tinha sido o grande artilheiro que os espanhóis esperavam.

Acabou 2010 e Ronaldo estava nas últimas como jogador.

Andrés pedia, insistia que continuasse.

Mas gordo e com os joelhos inchando após as partidas, o atacante iria parar.

O combinado foi que disputaria a Libertadores de 2011 e encerraria a carreira.

O sonho era dar o título inédito ao Corinthians.

Enquanto isso, Andrés ligava para Luís Fabiano e fazia uma proposta concreta.

O jogador sabia que Ronaldo iria parar e o status que ganharia.

Seria o seu substituto, com todas as regalias.

Andrés chegou a contar todos o plano de modernização corintiana.

Formação do time mais poderoso do Brasil.

Com direito até a novo estádio com chances de sediar a Copa.

Teria as regalias e o dinheiro da Hypermarcas, como Ronaldo.

Seria o grande ídolo do Corinthians.

Teria todas as chances de disputar a Copa de 2014.

Foi quando Luís Fabiano foi sondado por Juvenal Juvêncio.

Ele contou do assédio de Andrés, do Corinthians.

O presidente são paulino ficou revoltado.

Disse que ele tinha a 'estirpe' são paulina.

E voltaria ao Morumbi.

Luís Fabiano ficou dividido.

Mas acabou optando pelo Morumbi.

"Ele pipocou", disse Andrés, decepcionado.

Falou a jornalistas e à sua diretoria.

Ronaldo sabia de tudo e foi aí que indicou Adriano.

O presidente corintiano não se empolgou com o plano B.

Sabia o quanto o atacante carioca era problemático.

Foi uma enorme decepção para todos, menos para Andrés.

2ae5 O destino de Luís Fabiano seria outro. Estava nas suas mãos ser o substituto de Ronaldo no moderno e novo rico Corinthians. Preferiu voltar ao São Paulo, fracassou. Perdeu a Seleção. E agora está à venda. Pipocou, resume Andrés Sanchez...

Enquanto isso, Luís Fabiano assinou contrato por quatro temporadas.

Juvenal sabia que estava contundido.

Não se importou.

Pagou os R$ 20 milhões pedidos pelo Sevilla.

E banco cerca de R$ 500 mil mensais ao jogador.

Luís Fabiano recebido com festa para 45 mil pessoas no Morumbi.

Andrés garantiu a parceiros de diretoria que iria esperar.

Veria o arrependimento do são paulino.

Entenderia que virou as costas ao melhor projeto.

Tudo o que havia prometido a Luís Fabiano foi cumprindo.

Itaquerão na Copa, patrocinadores ricos, Centro de Treinamento.

Apoio total da Globo, muito dinheiro vindo de todos os lados.

E a formação de um grande time.

Vieram as conquistas do Brasileiro, da Libertadores e do Mundial.

Tudo em seguida.

Enquanto isso no São Paulo, só problemas.

Juvenal desnorteado pelo Morumbi ser descartado do Mundial.

A falta de planejamento, troca de técnicos, de times.

Cobrança da imprensa, da torcida e da diretoria.

Irritado, nervoso, Luís Fabiano se sabotou.

Voltou a provocar expulsões infantis.

Perdeu a corrida para a Seleção Brasileira de Felipão.

E a confiança dos torcedores.

Vários foram ao CCT para gritar o coro que mais odeia.

"Pipoqueiro, pipoqueiro, pipoqueiro."

Foi quando cometeu o maior dos seus erros.

Para se valorizar, diante de tanta pressão, falou do Corinthians.

"Perdi muita coisa para vir para o São Paulo, abri mão.

Se for contar as coisas que eu fiz...

Deixei de ir para o rival.

O que foi campeão da Libertadores e mundial."

Para a direção do São Paulo, o desabafo doeu.

Chegou aos ouvidos dos dirigentes como arrependimento.

Ficou claro para Juvenal.

Luís Fabiano entendia ter 'perdido muita coisa' para estar no São Paulo.

O presidente esperou, deixou passar a Libertadores.

E escancarou ontem sua mágoa.

O atacante por quem tinha tanto carinho está na prateleira.

"Se chegar uma proposta importante, ele pode ser transferido."

Simples assim, sem nenhum cuidado.

Foi o troco de Juvenal pelo jogador ter cometido o maior pecado.

Mostrado arrependimento por não ir ao Corinthians.

Só que agora é tarde.

O clube onde poderia estar já tem Pato, Guerrero, Sheik.

E Juvenal não o negociaria nunca com o Corinthians.

A direção espera despachá-lo para longe.

Ao Oriente Médio, ao Leste europeu.

Quer fazer dinheiro com o jogador de 32 anos.

Pouco importa se acabará de vez com suas chances de Copa.

Enquanto isso, Andrés não se cansa de repetir no Parque São Jorge.

"Tá vendo?

Se o Luís Fabiano não tivesse pipocado tudo seria diferente..."

Seria mesmo...
4gazeta1 O destino de Luís Fabiano seria outro. Estava nas suas mãos ser o substituto de Ronaldo no moderno e novo rico Corinthians. Preferiu voltar ao São Paulo, fracassou. Perdeu a Seleção. E agora está à venda. Pipocou, resume Andrés Sanchez...

http://r7.com/qeh_