4reproducao 1024x682 O culpado pela frustração, pela decepção do Palmeiras é Cuca. O time reflete seu treinador. Indeciso, inseguro, tenso, perdido. O primeiro passo para sair da depressão é básico. Definir um time. Ter coragem de escolher 11 no elenco recheado e milionário oferecido pela bilionária Crefisa...

Mina, centroavante. Roger Guedes, lateral direito. Dudu, segundo volante. Willian, lateral esquerdo. Guerra, primeiro volante. Borja? Sem saber onde estava. Se em um campo de futebol ou em um octógono de MMA.

Este é o retrato triste do Palmeiras, no clássico contra o Corinthians. Uma equipe completamente perdida. E vem sendo assim desde que Cuca reassumiu o clube, em maio. Depois de frustrante passagem de Eduardo Baptista.

"Eu sou realista: não consegui definir um Palmeiras. Não defini a lateral, não consegui dar uma sequência para eles e dizer: 'vocês são meus titulares'. Não defini titularidade do centroavante. Não é porque não quero. É porque não consegui. A culpa é minha. A gente precisa assumir a responsabilidade, sou eu quem escalo e não consegui até agora."

O que muitos enxergam como coragem de Cuca, na verdade é algo inadmissível. Último treinador brasileiro a vencer a Libertadores, atual campeão brasileiro com 80% dos jogadores com os quais trabalha agora. E que ganhou reforços milionários. A Crefisa investe R$ 100 milhões na temporada palmeirense.

E os resultados são pífios.

Os erros todos apontam. A estúpida interrupção do trabalho de Cuca, campeão do Brasil. Ele tinha de cuidar de dois parentes adoentados. Mas o seu desentendimento com Paulo Nobre sabotou a permanência no Palestra Itália. A falta de visão na substituição de Gabriel Jesus, jogador que o Manchester City comprou em agosto de 2016 e só levou em dezembro. O Palmeiras o utilizou como se não houvesse amanhã. O amanhã chegou e Cuca segue inconformado, não sabendo como preencher o espaço vazio pelo garoto.

As compras foram feitas de impulso. Alexandre Mattos lembra um novo rico de algum rincão deste país. Em vez de ter achado uma pepita gigante de ouro, tem a combinação do cofre da Crefisa. O executivo não sabe como usar tanto dinheiro. Só tem a convicção de que precisa comprar, movimentar esses R$ 100 milhões que a empresa colocou nas suas mãos em 2017.

Eduardo Baptista, in memorian, e Cuca deixam claro. Os jogadores que chegaram 'por baciada' não foram cuidadosamente estudados. Não houve a preocupação em como poderiam ser encaixados da melhor maneira. Como formariam uma equipe competitiva, pronta para realizar o sonho de Leila Pereira e Mauricio Galiotte: ganhar a Libertadores de 2017.

2reproducao5 O culpado pela frustração, pela decepção do Palmeiras é Cuca. O time reflete seu treinador. Indeciso, inseguro, tenso, perdido. O primeiro passo para sair da depressão é básico. Definir um time. Ter coragem de escolher 11 no elenco recheado e milionário oferecido pela bilionária Crefisa...

A dona da Crefisa e o presidente do Palmeiras festejaram o reveillon, com a lógica obtusa de quem não conhece profundamente o futebol. Se o clube venceu a Série B, pela segunda vez, em 2013, conseguiu se estruturar em 2014, ganhou a Copa do Brasil, em 2015, o Brasileiro, em 2016, a certeza da dupla estava na conquista da Libertadores este ano.

Bastaria dar dinheiro, contratar os jogadores mais badalados do mercado. Convencer a direção do Barcelona a só levar Mina em dezembro. Ter um técnico de ponta. Reforçar o campeão do Brasil e usar o caldeirão verde, que virou a nova arena, sempre lotada. E pronto.

O clima de euforia dominava o Palmeiras no início do ano.

Mas a expectativa é a mãe da desilusão.

A escolha do educado, cheio de boas intenções, Eduardo Baptista foi um erro cruel. Para ganhar a Libertadores escolheram um treinador que nunca disputou a competição. Algo tosco. Que agora parece piada de mau gosto.

Cuca, com os parentes cuidados, gozava de férias em Santa Catarina. Jogava futebol com os amigos, fazia churrascos. Se revigorava. E acompanhava de longe o que acontecia com o Palmeiras. Acreditou que seria fácil voltar e recolocar o time no caminho das vitórias.

Foi recebido como se Dom Sebastião tivesse voltado a Portugal, depois de seiscentos anos de espera. Cuca e Dom Sebastião mereciam a alcunha com que eram tratados pelos torcedores e pela imprensa. Como o português, o treinador era 'o Desejado'.

Parecia que seria a solução de todos os males palmeirenses. Só que Cuca se perdeu diante de tantas opções. Com jogadores que conhecia de longe. Não sabia que a personalidade de Borja é tão complicada. Tímido e egocêntrico ao mesmo tempo. Que Guerra é irritadiço. Não sabe como controlar Felipe Melo, que se considera um xerife do time, personagem que se perdeu na década de 70, cujos representantes eram Abel, Rondinelli, Moisés, Chicão.

310 O culpado pela frustração, pela decepção do Palmeiras é Cuca. O time reflete seu treinador. Indeciso, inseguro, tenso, perdido. O primeiro passo para sair da depressão é básico. Definir um time. Ter coragem de escolher 11 no elenco recheado e milionário oferecido pela bilionária Crefisa...

Cuca não sabe como dizer não a Zé Roberto, que já não rende como lateral e não consegue recompor, marcar e atacar com velocidade, quando atua no meio. Dudu, capitão do time, age como uma prima donna, não aceitando o contato físico com seus marcadores. Descontrolado, xinga a tudo e reclama de todos. Roger Guedes, sabotando seu potencial ao jogar de cabeça baixa. Jean, perdido na lateral, sem saber se marca ou ataca. Egídio sem saber defender ou cruzar.

Fernando Prass vivendo a insegurança da renovação ou não do contrato que termina em dezembro. Já é uma injustiça com Jailson. Cuca segue chorando de saudade, ao olhar a foto de Moisés, que leva na carteira, e sonha que será peça mágica que fará seu Palmeiras encaixar. Tchê Tchê escravo de sua versatilidade. Não sabe mais se é lateral ou volante. Cada vez mais tenso, erra passes de um metro, está sempre mal colocado e é driblado com facilidade.

Michel Bastos é um enorme desperdício. Rende mais do que Zé Roberto e Egídio juntos pela lateral. Ele e todo elenco sabem. Para não criar problema, como no São Paulo, o jogador se cala. E se distancia. Keno é outro a sofrer injustiça. É mais efetivo no ataque. Mas como joga pelo setor esquerdo, o predileto de Dudu, segue na reserva. Raphael Veiga, meia promissor, segue esquecido. Pelo menos tem a companhia de Erik.

Willian dá a alma pelo time. Mas ao tentar ser meia, ponta, centro-avante, tudo ao mesmo tempo, só se desgasta. Não rende o que poderia.

As arrancadas de Mina com a bola dominada deixaram de ser elemento surpresa. Viraram demonstração de desespero de um time sem convicção. Sem saída de bola. Tenso, previsível. E que apela aos escanteios, laterais como se fossem pênaltis. Não passando do triste 'Cucabol'.

Ainda há tempo para uma revolução.

O primeiro passo precisa ser dado por Cuca.

Ter culhão para definir um time.

5reproducao O culpado pela frustração, pela decepção do Palmeiras é Cuca. O time reflete seu treinador. Indeciso, inseguro, tenso, perdido. O primeiro passo para sair da depressão é básico. Definir um time. Ter coragem de escolher 11 no elenco recheado e milionário oferecido pela bilionária Crefisa...

Escolher 11 entre 25 que poderiam ser seus titulares.

Isso é o fácil quando se trabalha em um clube pobre.

Cuca está no time de maior patrocínio da América Latina.

Precisa parar de agir como um garoto em uma sorveteria nova.

E optar por dois entre 99 sabores.

Cuca sonha assumir a Seleção Brasileira depois de Tite.

Precisa saber escolher e seguir um rumo.

Seu Palmeiras de 2017 é o reflexo de sua postura.

Inconstante, incoerente, indefinido, tenso.

Uma equipe sem conjunto, sem confiança.

E que sabota o talento individual de seus jogadores.

Chega, Cuca!

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Passou da hora de você se assumir como o técnico.

Você é o líder, o comandante deste Palmeiras.

Não há como ter medo de cara feia.

Definir quem é reserva e titular.

E escolher um esquema.

Parar de suspirar por Gabriel Jesus e Moisés.

Volte a ser o treinador campeão brasileiro de 2016.

Troque a calça roxa, sinônimo de triste superstição.

Se ainda estiver tomado pela insegurança...

Aqui vai um telefone que pode mudar ajudar.

2095-3000.

Basta pedir o departamento profissional de futebol.

Mandar chamar um tal de Fábio Carille...
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