1efe1 O Corinthians tremeu diante do Boca Juniors. Se esqueceu que é o campeão da Libertadores, do mundo. Jogou como quando era o virgem da América. Perdeu até de pouco...
O maior erro do Corinthians foi fatal.

Respeitou demais a camisa do Boca Juniors, a Bombonera.

E mereceu perdeu o jogo por 1 a 0.

O placar é reversível no Pacaembu.

Mas desde que o time mude a sua atitude tensa.

Incompreensível a postura insegura, medrosa dos brasileiros.

Parecia que o atual campeão da Libertadores e do mundo é o Boca.

Talvez Tite tenha sido a única pessoa a cair na milonga de Riquelme.

A frase que o Corinthians tem uma Libertadores, mas o Boca seis.

Isso era na época em que a economia argentina estava forte.

E não massacrada, que não permite ao time mais popular do país ter grandes jogadores.

Tem atletas esforçados, lutadores e que honram a camisa azul e amarela.

Dispostos de ir 'até a morte' cumprindo as determinações de Carlos Bianchi.

O veterano Mr. Libertadores tem quatro na coleção.

Ele voltou e tratou de montar uma equipe competitiva, catimbeira.

Tinhosa, tirando espaço para o que os brasileiros gostam de fazer.

Tocar a bola, ditar o ritmo do jogo.

Talvez por isso nunca tenha perdido um mata-mata contra nossos representantes.

O jogo de ontem dependeria de o Corinthians se impor.

Fazer como em 2012, no primeiro tempo da final em Buenos Aires.

Marcar forte a saída de bola do Boca, jogar adiantado, sem medo.

Querendo vencer e não se importando com a Bombonera.

"Tudo o que não podemos é repetir o segundo tempo do ano passado."

Esse era o desejo de Tite.

E foi exatamente o que aconteceu durante grande parte do jogo.

Os jogadores se encolheram.

Acabaram compactados no campo corintiano.

Ficaram muito atrás.

Não só atraíram os argentinos, mas os encorajaram.

A ausência de Riquelme foi uma dádiva para o Boca.

O time de Bianchi ficou remoçado e mais pegador.

O Boca aproveitou o espaço oferecido pelo Corinthians.

Erbes, Somoza, Erviti, Miño e Blandi desequilibraram a partida.

O meio do campo argentino, menos técnico, mas foi mais lutador.

Danilo e Emerson atrapalhavam a dinâmica corintiana.

Ficavam muito atrás.

Na linha dos volantes.

Ao retomar a bola, estavam longe demais de Romarinho e Guerrero.

Deixavam a dupla isolada na briga com as botinas da zaga argentina.

Alessandro e Fábio Santos são excelentes pessoas.

Mas outra vez o Corinthians não tinha laterais para desafogar o time.

Buscar jogadas de linha de fundo.

Tite precisa tomar providência, buscar opções no elenco.

Sua fidelidade principalmente a Alessandro é incompreensível.

Recuado e centralizando o jogo, o Corinthians facilitava o trabalho do Boca.

O lado psicológico também era portenho.

Eles vibravam a cada dividida ganha.

Emerson e Romarinho estavam visivelmente preocupados.

Tinham a certeza de que tomariam pontapés por ter ido bem nas finais de 2012.

Emerson ainda mais, porque além de jogar, provocou, deu mordida.

Agiu como quem esperava que um rival lhe quebrasse a perna.

Dobrava os joelhos em todas as divididas.

2efe2 O Corinthians tremeu diante do Boca Juniors. Se esqueceu que é o campeão da Libertadores, do mundo. Jogou como quando era o virgem da América. Perdeu até de pouco...

E se esqueceu de jogar.

Romarinho, menos visado, ainda criou alguma coisa.

Assustadora também estava a defesa.

Qualquer bola aérea se transformava em desespero.

Gil e Paulo André viveram especialmente em uma noite ruim.

A sorte que os argentinos são limitados.

E não acreditavam nas chances que surgiam em escanteios e faltas laterais.

O que já foi ruim no primeiro tempo, ficou pior no segundo.

O Corinthians voltou mais tenso.

Desperdiçando o que tem de melhor, a precisão de passes.

Os erros foram animados os xeneizes até que veio o inevitável.

Erbes tentou chutar para o gol.

A bola partiu cruzada, errada.

Por trás da zaga, surgiu Blandi.

O que era um erro se tornou o gol do Boca Juniors.

O time de Carlos Bianchi saía na frente aos 14 minutos.

1 a 0.

O Corinthians ainda teve sangue frio por alguns instantes.

Romarinho obrigou Orion a excelente defesa aos 18 minutos.

E aos 24, Guerrero da entrada da área acertou a trave.

O que parecia ser o começo de uma reação parou por aí.

Carlos Bianchi mandou seu meio de campo pressionar Paulinho.

Era ele quem originava as jogadas corintianas.

Danilo já estava fora, contundido.

A massa encefálica corintiana estava travada.

Emerson continuava com medo do que aprontou em 2012 e sumiu do jogo.

De nada adiantou a entrada de Pato, a bola não chegou.

O Boca teve um adversário nervoso, irritado, sem rumo.

Tivesse mais talento, poderia ter vencido até por mais gols.

O Corinthians caiu por 1 a 0.

Perdeu com justiça por ter jogado como antes de 2012.

Quando a Libertadores e o Boca eram tabus, gigantes inalcançáveis.

Tite teve uma péssima noite.

Assim como seu time, desarticulado, inseguro, com medo.

Esse não é o Corinthians campeão da Libertadores, do mundo.

Se não mudar radicalmente a postura aqui no Pacaembu será eliminado.

Eram exatamente a falta de nervos...

E de confiança que impediam a conquista da Libertadores.

Na Bombonera fez tudo o que o decadente Boca precisava.

E o inteligente Bianchi se aproveitou.

Ditou o ritmo veloz e brigador que interessava ao Boca.

Ganhou o jogo no respeito dos brasileiros.

"Não me lembro de termos jogado tão mal", confessou Sheik.

Que Tite assista várias vezes o teipe do jogo de hoje.

É tudo o que seu time não pode fazer no Pacaembu.

Se fizer parecido, acaba a Libertadores de 2013.

Mesmo tendo um time muito melhor.

O aviso foi dado da pior maneira possível na Bombonera.

O Corinthians perdeu como nos velhos tempos.

Quando era o virgem da América.

Tremeu diante da camisa azul e amarela...
3afp O Corinthians tremeu diante do Boca Juniors. Se esqueceu que é o campeão da Libertadores, do mundo. Jogou como quando era o virgem da América. Perdeu até de pouco...

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