710 O Corinthians titubeia. Mesmo com o Itaquerão lotado, o time apenas empatou com o limitado Atlético Paranaense. A vitória deveria ser obrigatória. Mas Arana, Rodriguinho e Pablo fizeram falta demais ao líder do Brasileiro...

'Santa' boca de Renato Gaúcho. O treinador gaúcho vaticinou que o Corinthians iria despencar no Brasileiro, logo após seu Grêmio vencer o Flamengo no Rio. Mesmo com o Itaquerão lotado, o time de Fábio Carille mostrou um futebol instável. E apenas empatou com o limitado Atlético Paranaense em 2 a 2. O time corintiano mostrou como seu elenco é reduzido. Rodriguinho, Guilherme Arana e Pablo fizeram muita falta.

Hoje era uma partida que a vitória era obrigatória.

O Corinthians segue líder invicto, absoluto. Com 36 pontos, em 14 rodadas. 11 distantes do segundo colocado, o Grêmio. Já são 28 partidas de invencibilidade em 20178. Está longe de despencar. Mas desperdiçou dois pontos importantes em casa. Mas a partida serve como alerta a Carille. Aos dirigentes. O elenco está no limite. Se cair na tentação de vender dois ou três titulares, a euforia pode virar tristeza.

"O importante é que conseguimos pontuar. Saímos atrás, o que ainda não tinha acontecido e conseguimos virar. Infelizmente tomamos o gol em uma virada. A gente fica chateado porque queria se distanciar, mas conseguimos pontuar, a equipe deles também jogou, e o Brasileiro é assim", tentava se animar, Jô.

Carille segue aprendendo a se comportar como treinador. Grande demonstração foi suas declarações após o empate. Fez questão de negar o óbvio, como tantos fazem há anos. O técnico corintiano começou hoje.

"Não foi tropeço de jeito nenhum. O Grêmio perdeu em casa para o Avaí, por exemplo. Sabemos da dificuldade do campeonato. Não tem nada de tropeço, parabenizei os atletas pela entrega e pelo ponto conquistado. Vamos ver esse ponto lá na frente.

"Rendimento eu já falei que foi bom, e o resultado acontece. O campeonato é difícil, o Avaí ganhou em Porto Alegre, coisa que ninguém esperava. Se tivesse com 26 estaria todo mundo feliz, e estamos com 36. Cria a sensação que vai pegar o Atlético Paranaense em casa e ganhar, mas não é assim. Fiquei preocupado por causa do clássico, o relaxamento depois é natural, mas não aconteceu. A resposta foi ótima, por tudo que aconteceu na quarta, contra o Palmeiras."

Na verdade, o Corinthians decepcionou. E muito. Houve esta combinação de relaxamento depois da vitória no clássico, na casa do maior rival, e depois ter pela frente o Atlético Paranaense em convulsão. O time segue titubeante este ano. Namorando a zona do rebaixamento. Com constante mudança de rumo. Já teve Paulo Autuori, Eduardo Baptista e agora assumiu Fabiano Soares. Grafite pediu para ir embora por só conseguir marcar um gol em 24 jogos. O time de ponta que o veterano atacante esperava que fosse formado, nunca passou de sonho.

A equipe é limitada, sem grandes destaques individuais.

Os três pontos seriam obrigatórios a Corinthians.

Só que duas situações sabotaram o previsível roteiro.

2agenciacorinthians O Corinthians titubeia. Mesmo com o Itaquerão lotado, o time apenas empatou com o limitado Atlético Paranaense. A vitória deveria ser obrigatória. Mas Arana, Rodriguinho e Pablo fizeram falta demais ao líder do Brasileiro...

O primeiro, a morosidade, a lentidão, até uma certa displicência com que o time encarou o jogo. Principalmente no primeiro tempo. Agia como se fosse ganhar a partida na hora que entendesse. A falta de concentração no fundamento básico do futebol, o passe, sabotava o plano básico de vitória.

É nesse ponto que a outro ponto, e muito mais importante, veio à tona. As peças de reposição do Corinthians são muito abaixo dos titulares. Marquinhos Gabriel não deu a consistência na articulação das jogadas, não conseguiu participar efetivamente da recomposição, não lutou em campo como Rodriguinho.

Moisés está vários degraus abaixo de Guilherme Arana, atualmente o melhor lateral esquerdo deste país. Com a sua suspensão, o Corinthians perdeu muito. Na marcação e no ataque pela ponta esquerda.

Pedro Henrique é outro que se esforça. Mas a experiência, a firmeza de Pablo seguem sendo fundamentais na defesa. Forma um dupla perfeita com Balbuena. Não foi por acaso que toda a defesa corintiana estava insegura, tensa. Duas trocas forçadas, Arana e Pablo, acabaram com a firmeza de um dos grandes pontos forte corintianos. A insegurança atingiu em cheio Gabriel. O volante teve de atuar mais atrás, como um terceiro zagueiro.

Mérito de Fabiano Soares para complicar ainda mais as coisas. O treinador que não comandou sua equipe do campo, por não estar inscrito no BID, colocou o Atlético Paranaense para marcar a saída de bola corintiana. Sob pressão, mesmo atuando no Itaquerão.

Ficou evidente o incômodo, a dificuldade dos corintianos. A ausência de Rodriguinho era sentida no ritmo corintiano. Aberto na ponta direita, o canhoto Marquinhos Gabriel nada produzia. Jadson acabou sobrecarregado. E Jô isolado.

O Atlético Paranaense mostrava personalidade. Encarava o Corinthians sem medo. E se aproveitava da lentidão, das ausências e da falta de concentração corintiana. Foi assim que o time saiu na frente.

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E saiu na frente do placar com um golaço. Jonathan dominou a bola na direita. Passou por Moisés como quis. Por Maycon. Não deu tempo para a cobertura de Gabriel. E fintou Pedro Henrique. E chutou sem defesa para Cássio. Foi um gol lindo. Depois de sete partidas, o Corinthians tomava gol. Pior, em todas 14 partidas que disputou neste Brasileiro, era a primeira vez que saía atrás no placar.

Mas o time tinha Jô. Ele segue na sua redenção. Capitão do time, muita personalidade e presença na área, compensou a fraca partida corintiana marcou dois gols. Chegou a artilharia do Brasileiro, com nove gols. O lado bom de um sábado ruim para os corintianos.

Mas em um chute despretensioso de Otávio, que bateu em Balbuena e enganou Cássio. 2 a 2.

Aos 29 minutos, Sandro Meira Ricci não marcou pênalti de Moisés em Jonathan. O corintiano pisou no pé do jogador atleticano na disputa de bola. Lance difícil, mas pênalti.

Pelo fraco futebol que o Corinthians mostrou, o empate é um prêmio.

Fica o aviso.

Sem três titulares, esse time não é o mesmo.

São desfalques demais para um elenco pequeno.

E pode começar a fraquejar, como vaticinou Renato Gaúcho...
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