O Corinthians conseguiu travar o Coritiba. E conseguiu segurar o 0 a 0, no Paraná, debaixo do sol inclemente do meio-dia. O resultado mantém o time de Fábio Carille na liderança do Brasileiro, com 20 pontos. O time pode ser superado pelo surpreendente Grêmio, se o time de Renato Gaúcho vencer o Cruzeiro, amanhã, em Belo Horizonte.

O confronto foi equilibrado. E deu a lógica. As duas melhores defesas do Brasileiro conseguiram superar os ataques. E a falta de gols era esperada. Foi uma partida tensa, disputado nas intermediárias superpopuladas. A estratégia tanto de Carille quanto de Pachequinho era não deixar o adversário articular seus ataques. E conseguiram, com a cumplicidade do horário estúpido que a CBF obrigou os times a jogarem.

Jadson, desgastado, foi poupado.

E fez muita falta.

Mas tudo fica pequeno diante de mais uma demonstração de estupidez. O comboio de torcedores corintianos que foi para Curitiba acabou errando o caminho do estádio Couto Pereira. Eram três ônibus e uma van. Eles acabaram encontrando centenas de membros das organizadas do Coritiba. A reação foi imediata. Uma chuva de tijolos, pedras atiradas em direção aos veículos. Corintianos acabaram descendo dos ônibus para enfrentar os rivais.

Só que era muito desigual. O número de torcedores paranaenses era bem maior do que o de paulistas. Alguns torcedores do Corinthians acabaram encurralados. E ficaram para trás. Entre eles, Jonatan José Gomes Souza da Silva. Caído, foi socado e pisoteado por vários membros das organizadas do Coritiba. A cena é deplorável. Jonatan, que chegou a ser dado como morto, está em estado gravíssimo.

A selvageria foi tanta que membros das organizadas do Coritiba se empurravam pelo 'privilégio' de pisotear a cabeça de Jonatan desacordado. Policiais do Paraná prenderam um suspeito. João Carlos de Paula. Ele pertence à torcida Império Alviverde. João Carlos, de 24 anos, nunca havia sido preso.

Foram necessárias várias viaturas de polícia e bombas de efeito moral e de pimenta para dispersar os torcedores. Eles queriam seguir brigando. Um helicóptero ficou sobrevoando o local para intimidar os vândalos.

A briga deixou sete pessoas feridas.

O confronto revoltante aconteceu às 8h30.

As autoridades deste país precisam agir.

Criminosos usam o futebol para cometer atrocidades.

Enquanto houver torcidas organizadas será esse caos.

Ninguém tem a mínima segurança nos arredores dos estádios brasileiros.

Até quando o Brasil seguirá de joelhos diante das organizadas?

317 O Corinthians sofreu, mas conseguiu travar o Coritiba. 0 a 0, mais um ponto para o líder do Brasileiro. Mas o futebol perde importância diante da selvageria. Torcedor corintiano é pisoteado por rivais. Até quando este país ficará de joelhos para as organizadas?

Quanto à partida, Carille deixou claro sua insatisfação. Realmente, o Corinthians não teve a intensidade, principalmente no ataque, que estava mostrando nas últimas partidas, cinco vitórias consecutivas.

"O jogo de hoje é para servir como alerta. Porque nos últimos jogos estávamos tendo uma resposta muito boa. Estávamos tendo equilíbrio da parte defensiva com a parte ofensiva. Talvez o atraso do ônibus, de ficar quase 30 minutos na porta do hotel, horário, questões fora de campo... É difícil saber a razão, é a soma de vários fatores. Mas graças a Deus conseguimos um empate, estamos invictos e estamos na parte de cima da tabela. Pelo nosso rendimento, nós temos que comemorar sim esse resultado conquistado aqui."

Carille e os jogadores reclamaram muito de um lance isolado, aos 42 minutos do segundo tempo. Jô tabelou com Maycon e recebeu atrás da linha da bola. Estava em posição legal. O gol foi legal. Mas acabou anulado por Marcelo de Lima Henrique atendeu a sinalização do bandeira Michaelo Correa. Um erro de grave consequência.

"Nosso desempenho foi abaixo do normal, não jogamos bem e essa foi a conversa no vestiário. Por isso o ponto precisa ser comemorado. Os jogadores entraram falando que era tabela, o bandeira estava estranho desde o começo do jogo. Se o Coritiba tivesse feito um bom jogo teria ganho de nós. A descontração fez com que errássemos e o Coritiba teve mais volume.

"Mas mesmo jogando mal, fizemos um gol legítimo que foi anulado. Futebol é assim. Mesmo não fazendo um jogo bom, a gente criou a situação, jogando por uma bola. Infelizmente, o bandeirinha errou", reclamava o treinador corintiano.

Carille teve razão as duas vezes. O Coritiba esteve um pouco melhor do que o Corinthians. A pressão na saída de bola, a obediência tática e a entrega do time paranaense foram surpreendentes. Até pelo horário desgastante, com o sol fortíssimo das 11 horas. Chiquinho não queria que o Corinthians tivesse espaço para ditar o ritmo do jogo. Deixar lento, perigosamente monótono e depois explorar contragolpes velozes, em bloco. A ordem do técnico paranaense era 'matar o mal pela raiz', ou seja marcação alta.

Os corintianos se viram obrigados a dar chutões. O time se ressentiu demais da ausência de Jadson, poupado. E Rodriguinho, estava desgastado pelo fuso horário de 13 horas, e pela viagem pesada da Austrália ao Brasil. Ele foi servir a Seleção Brasileira do outro lado do mundo. Ele e Fagner, que também foi, estavam bem abaixo do normal.

Para piorar as coisas, Marquinhos Gabriel, substituto de Jadson, sentiu um pequeno estiramento da coxa direita e teve de sair, aos 29 minutos do primeiro tempo. Entrou o atacante agudo, Clayson. E o Corinthians abriu mão de vez da articulação do seu ataque. O Coritiba também fez de Rildo seu jogador fundamental. Veloz, o ex-corintiano tinha a missão de segurar, travar Guilherme Arana, válvula de escape pela esquerda.

O Coritiba, sem muita técnica, usa a força no ataque. Abusou de bolas aéreas, levantadas para a disputa física dos seus atacantes com a zaga corintiana. Fez muita falta Kléber. Expulso contra o Bahia por dar cusparada no adversário. Ele tem muito mais qualidade do que Henrique Almeida e Alecsandro. Mas uma pena que não consiga controlar o gênio impulsivo.

A partida não foi marcada por grandes lances. Estupendas defesas dos goleiros. Foi absolutamente tática e o calor do meio-dia prejudicou demais os times. O Corinthians volta para São Paulo com um ponto. Poderiam ser três, se o gol não fosse mal anulado.

E, amanhã, torce contra o Grêmio, para manter a liderança.

Terrível mesmo só a barbárie em Curitiba.

As organizadas sempre levaram terror aos estádio.

Vândalos, criminosos seguem querendo matar desconhecidos.

As autoridades seguem de braços cruzados.

Presas à legislação vergonhosamente frouxa.

E que só incentiva os bandidos a mostrarem sua fúria...

218 O Corinthians sofreu, mas conseguiu travar o Coritiba. 0 a 0, mais um ponto para o líder do Brasileiro. Mas o futebol perde importância diante da selvageria. Torcedor corintiano é pisoteado por rivais. Até quando este país ficará de joelhos para as organizadas?

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