1reproducao12 O Corinthians se preparava para deixar de ganhar R$ 50 milhões. Mas os dirigentes viram R$ 80 milhões irem embora com a ida de Marquinhos ao PSG. Foi disparado o pior negócio da história corintiana...
Administração moderna não significa sem erros.

Muito pelo contrário.

O clima constrangedor do Parque São Jorge não deixa dúvidas.

Ainda mais quando foi o pior negócio de sua história.

Dominou a conversa hoje entre os conselheiros.

Fez com que logo se esquecessem da crise vivida pelo rival São Paulo.

Das confusões da diretoria de Juvenal Juvêncio.

Do duelo entre Rogério Ceni e Adalberto Baptista.

A hora era de se olhar no espelho.

A pancada foi dolorida demais.

A diretoria disfarçava.

Mas sabia ter feito o pior negócio de todos os tempos.

Vendeu Marquinhos, zagueiro capitão da Seleção de base, a preço de banana.

O emprestou para a Roma por R$ 3,9 milhões.

E fixou seu passe em mais R$ 3,5 milhões.

Não levou em consideração o enorme potencial.

E sua personalidade forte.

Ao chegar no profissional o garoto viu que não teria chances.

Tite tinha seu grupo formado.

Os zagueiros eram Chicão, Felipe, Castán, Paulo André, Vinicius e Wallace.

De nada adiantou a fama que o precedeu.

Nem ter vencido a Copa São Paulo de 2012.

Por mais que treinasse muito bem, não ficaria nem no banco.

Pouco importavam suas convocações constantes para a Seleção.

Tite só tinha olhos para o grupo formado para vencera Libertadores.

O garoto se desiludiu.

Tratou de dar o aval ao seu empresário Giuliano Bertolucci.

Ele é amigo pessoal de Andrés Sanchez.

Já fez vários negócios com Kia Joorabchian.

Empresário de vários jovens jogadores.

Foi ele quem tirou Oscar do São Paulo e levou para o Inter.

1ae18 O Corinthians se preparava para deixar de ganhar R$ 50 milhões. Mas os dirigentes viram R$ 80 milhões irem embora com a ida de Marquinhos ao PSG. Foi disparado o pior negócio da história corintiana...

Ele não atuou no Parque São Jorge porque Andrés não quis guerra com Juvenal.

O empresário ofereceu antes mesmo de o levar ao Inter.

A amigos já confidenciou que se arrepende.

Deveria ter comprado mais essa guerra com os tricolores.

Bertolucci sabia possuir outra joia nas mãos.

E tudo foi facilitado diante da passividade no Parque São Jorge.

A negociação com os italianos foi a mais fácil possível.

Olheiros já faziam o que dirigentes da base corintiana deveriam fazer.

Observavam Marquinhos há anos.

E previam que seria um ótimo negócio contratá-lo.

Foi uma festa quando ele foi avaliado tão baixo pelos brasileiros.

Não houve o menor cuidado no Parque São Jorge com a transação.

Pelo contrário.

Beirou o amadorismo.

Dirigentes ficaram irritados quando o garoto confirmou que preferia ir embora.

Trataram quase como ofensa e o liberaram por uma pechincha.

Viraram as costas a um excelente jogador.

Marquinhos não só se firmou na Roma.

Como seu estilo técnico, com excelente antecipações despertou a atenção do Barcelona.

O clube catalão logo começou a negociar com os italianos.

No Parque São Jorge o clima era de comoção, raiva pela precipitação.

Tite se absteve da transação.

Disse que o clube estava bem com seus zagueiros.

E que Marquinhos não teria espaço.

Foi sincero.

O treinador não pode carregar todo o erro nas suas costas.

Ele é um funcionário.

Caberia à direção perceber o potencial do seu jovem atleta.

Os corintianos se preparavam para ser criticados.

O Barcelona chegava a acenar com R$ 66 milhões.

Já era péssimo, terrível.

Mas aí veio o Paris Saint Germain.

E ontem deixou a situação constrangedora, bizarra.

Pagou nada menos do que R$ 101 milhões por Marquinhos.

De agosto de 2012 a julho de 2013, o Corinthians deixou de ganhar R$ 80 milhões.

Em apenas onze meses esse dinheiro deixou de entrar nos cofres.

O jovem atleta se tornou o quarto zagueiro mais caro da história.

Só ficou atrás de Ferdinand, Thiago Silva e Thuram.

Marquinhos tem apenas 19 anos e assinou contrato por cinco anos.

Como clube formador, o Corinthians tem direito a uma triste compensação.

Apenas 3% do valor pago pelo PSG.

Cerca de R$ 3,3 milhões.

E outros míseros 5% por uma cláusula no contrato com a Roma.

Ou seja, mais R$ 5,5 milhões.

Na ponta do lápis, o clube paulista lucrou R$ 21,1 milhões.

E viu o PSG pagar R$ 101 milhões.

As críticas são generalizadas no Parque São Jorge.

Os dirigentes se escondem atrás da vontade do menino em ir embora.

Não tiveram pulso forte diante de um jogador de 18 anos.

E hoje lamentam.

Deixaram de ganhar R$ 80 milhões.

Até que enfim um motivo para Juvenal Juvêncio sorrir.

Ele não está sozinho quando o assunto é mal negócio.

Como é que corintianos podem apontar os R$ 24 milhões pagos por Ganso?

Ou criticar a inutilidade de gastar R$ 20 milhões por Luís Fabiano?

Se eles deixaram de ganhar R$ 80 milhões?

Clima de total constrangimento no Parque São Jorge.

Todos da administração Mario Gobbi sabem o péssimo negócio que fizeram.

Por falta de visão.

E de pulso para se impor diante de um menino de 18 anos e seu empresário.

Pelos valores envolvidos, não há dúvidas.

Esse foi o pior negócio da história do Corinthians.

Se a oposição estivesse viva...
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