1reproducao14 O Corinthians não tomou conhecimento do Palmeiras, do seu elenco milionário, da sua arena lotada. Vitória por 2 a 0, com excelente partida de Guilherme Arana. E o time de Carille, líder invicto, segue sua disparada histórica no Brasileiro...

O Corinthians não tomou conhecimento do elenco mais caro do Brasil. Nem na arena lotada. Das alterações ousadas de Cuca. Nada afetou a firmeza, a autoridade, a compactação, a recomposição, a frieza. O Corinthians seguiu na sua caminhada histórica neste início do Campeonato Brasileiro. O time de Carille, derrotou o grande rival, o Palmeiras, por 2 a 0.

Guilherme Arana foi o jogador que desequilibrou a partida. Sofreu o pênalti de Bruno Henrique, que Jadson cobrou com perfeição. E o jovem lateral ainda marcou o segundo gol.

Os corintianos, líderes do Brasileiro, chegaram a 35 pontos nas 13 primeiras rodadas. Agora são 11 vitórias e dois empates. Aproveitamento espantoso de 89,7%. O clube chegou a 27 partidas de invencibilidade, a terceira maior sequência de toda sua história. E ainda acabou com a série de 28 jogos sem derrotas do Palmeiras em sua casa. Na disputa entre os rivais, a equipe de Cuca estagnou nos 19 pontos, 16 pontos os separam na tabela de classificação. A diferença retrata muito bem o momento dos dois clubes.

"Muitos não acreditavam na quarta força, mas isso continua, a gente treina todo dia, cabeça no lugar, hoje colocamos a bola no chão e conseguimos um grande resultado na casa deles. Quando jogo aqui, sempre faço um golzinho. Aos meus amigos palmeirenses que estão assistindo lá em casa, forte abraço aí", ironizava, Guilherme Arana.

Ele era o retrato da confiança que domina o Corinthians.

"Às vezes não tem tempo de treinar, de encaixar. Ano passado tivemos esse tempo depois da eliminação no Paulista. Mas o time está querendo, está buscando, mas esse ano não estamos sendo eficientes", admitia, Edu Dracena.

Ele, a personificação da decepção que toma conta do Palmeiras.

58 O Corinthians não tomou conhecimento do Palmeiras, do seu elenco milionário, da sua arena lotada. Vitória por 2 a 0, com excelente partida de Guilherme Arana. E o time de Carille, líder invicto, segue sua disparada histórica no Brasileiro...

O que aconteceu hoje no estádio palmeirense foi tudo previsto por Fábio Carille. Ele preparou seu time para a pressão na saída de bola do time de Cuca. E que o adversário seguiria desprezando o meio de campo, mesmo com a volta de Guerra. E, afobado, tenso, pressionado, a equipe milionária rival apelaria para cruzamentos e mais cruzamentos para a área. E deixaria brechas para contragolpes. Porque suas linhas (defesa, meio campo e ataque) seguem muito distantes, deixando espaços para ser explorados, principalmente pelas laterais do campo.

Foi assim que o Corinthians conseguiu, sem susto, a vitória por 2 a 0. Com o time racional, muito bem treinado, encolhido, só esperando a oportunidade para explorar as fraquezas adversárias. Cuca não teve como mudar esse roteiro.

"Uma vitória muito grande, equipe concentrada o tempo todo, cumprindo função com e sem bola, determinada. Saímos muito felizes daqui não só pelo resultado, mas pela atuação de todos.

"A gente sabe muito jogar sem bola, ver Jadson aos 34 anos dobrando marcação com Fagner não é para qualquer um. O Palmeiras tinha que se atirar e se atirou, criamos chances para ser mais. Tudo o que nós programamos para esse jogo aconteceu.

"Taticamente muito bem organizado, os jogadores de uma entrega fora do normal, uma equipe de homens, que sabe o que quer."

Fábio Carille deixava estampado no rosto a felicidade por mais esta vitória, que ele sabe ser muito especial. Diante do maior rival, na casa palmeirense. São 12 pontos de vantagem na liderança do Brasileiro para o segundo, Santos. A arrancada inicial corintiana segue espetacular.

"Um jogo como a gente imaginava, o Corinthians bem ajustado, linhas de quatro muito próximas da área deles, com Jô e Rodriguinho um pouquinho adiante. Fatalmente iria ter algum espaço para o Guerra flutuar nas costas dos volantes, esse espaço até apareceu, mas não demos a bola para o Guerra. Tivemos um controle grande em termos de posse de bola, mas essa defesa consistente do Corinthians, essas duas linhas com espaço bem diminuído lá atrás, te dificulta entrar por dentro, tem que ser pelo flanco. E aí tem que ter definição.

"Eles vivem um momento mágico, a bola vai onde está o zagueiro, é mérito deles também. Se você sai na frente, seria diferente. Quando você comete um pênalti e sai atrás, as coisas mudam, você tem que reverter, não tem mais aquela paciência da arquibancada. O Corinthians vive um momento ímpar, ele finaliza três e faz dois gols. Nós finalizamos 12, 15 e não conseguimos"

"Eu sou realista: não consegui definir um Palmeiras. Não defini a lateral, não consegui dar uma sequência para eles e dizer: 'vocês são meus titulares'. Não defini titularidade do centroavante. Não é porque não quero. É porque não consegui. A culpa é minha. A gente precisa assumir a responsabilidade, sou eu quem escalo e não consegui até agora", assume Cuca.

Ou seja, a partida aconteceu com os dois técnicos previam.

Com a enorme diferença.

Carille sabia o que fazer.

Cuca, não...

4agenciacorinthians 1024x640 O Corinthians não tomou conhecimento do Palmeiras, do seu elenco milionário, da sua arena lotada. Vitória por 2 a 0, com excelente partida de Guilherme Arana. E o time de Carille, líder invicto, segue sua disparada histórica no Brasileiro...

Só que a diferença do que se viu em campo foi gritante. O domínio de bola do Palmeiras foi estéril. O número muito maior de arremates, que Cuca tentou destacar, foi feito de maneira desesperada. No improviso. Os poucos do Corinthians foram treinados, com jogadas preparadas, pensadas, ensaiadas. Daí, o aproveitamento fantástico.

O Corinthians entrou em campo fiel ao seu tradicional 4-1-4-1. Com o time completamente entrosado, sabendo o que vai fazer. O Palmeiras tentou vencer na base da correria, força física, bolas aéreas. No empurrão de sua apaixonada torcida. Cuca arriscou o 4-3-3. Ninguém melhor do que ele sabia o quanto seria importante conseguir a vitória. Acabar com a caminhada fabulosa do rival neste Brasileiro.

Só que o Corinthians soube anular as infiltrações palmeirenses, sua maior arma. O clube que age como novo rico, gastando sem a menor coerência o dinheiro da Crefisa, ainda não contratou dois grandes laterais. Algo obrigatório com que sonha em ganhar a Libertadores. Roger Guedes e Dudu não têm o apoio que necessitavam pelas pontas. Por isso são tão individualistas. Hoje foram individualistas e improdutivos.

O pragmático Corinthians não teve tanta dificuldade como se esperava. O Palmeiras era afobado, irritadiço e inseguro. O time foi travado pela marcação de Fábio Carille. Com facilidade. Vale destacar sempre, nesta campanha, até aqui histórica, a dedicação de todos os jogadores corintianos, marcando forte e sempre pronto para contragolpear em velocidade.

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E foram assim os gols corintianos. Em alta velocidade, Romero tocou para Guilherme Arana dentro da grande área. Bruno Henrique chegou atrasado para a dividida e derrubou o ótimo lateral. Pênalti claro. Jadson cobrou com perfeição. 1 a 0, Corinthians, aos 21 minutos de jogo. Era tudo o que Carille sonhava. E Cuca temia.

Com a desvantagem, diante de sua torcida, o inconsistente Palmeiras tinha de atacar ainda mais. E o Corinthians, consciente, deixou a posse de bola ao rival. E se defendeu. Esperando a chance de dar outro bote. E ele veio aos 19 minutos do segundo tempo. Romero lançou Guilherme Arana por trás da zaga. Nas costas de Roger Guedes que, no desespero de Cuca, foi para a lateral. O Palmeiras estava escancarado no ataque. Arana bateu cruzado, Prass não conseguiu defender. 2 a 0.

Todos no estádio sabiam: a partida estava acabada.

Foi deprimente ver Mina como centroavante, Borja dando pontapés por trás, Dudu reclamando até do ar que respirava, Roger Guedes abaixando a cabeça e tentando driblar até os gandulas. O milionário dono da casa completamente perdido, frustrado, sem conseguir jogar. Sem esquema. Parecia um 'catado' de jogadores caros que nunca se viram na vida.

Enquanto se louva o espetacular começo de Brasileiro do Corinthians, se assusta com a instabilidade, a falta de rumo do Palmeiras. Seus jogadores caríssimos não conseguem formar um time de verdade. Cuca tem grande responsabilidade. E o desempenho do time bancado pela Crefisa é decepcionante.

Corinthians e Palmeiras demonstram a cada dia.

Estão em rumos completamente diferentes.

Carille e seus pupilos sabem o que querem.

Cuca e seus jogadores seguem perdidos...

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