O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...
De um lado a superação.

Do outro a decepção.

O Corinthians foi com todos os méritos campeão paulista de 2013.

Teve força para enfrentar a decepção de perder o título mais desejado.

A dor da eliminação da Libertadores serviu como impulso.

E travou o Santos na sua casa, na Vila Belmiro.

Com o apoio de 90% dos torcedores.

Impediu que o clube fizesse história, ganhando o tetra paulista.

Frustrou a provável despedida de Neymar.

Destacou a quase certa saída de Paulinho.

O empate na Vila Belmiro mostrou a força de Tite.

O quanto seu time é bem formado taticamente.

Não está jogando o futebol decisivo de 2012.

Perdeu punch, pegada na saída de bola.

Está envelhecido.

Alessandro precisou de proteção de Romarinho e Edenílson.

Fábio Santos não apoia como a equipe precisa.

E Emerson perdeu arranque, velocidade.

Mas Paulinho outra vez jogou por todos.

Foi o grande nome da final

Se desdobrou.

Dominou o meio de campo.

Muricy sabia que ele roubaria a partida.

Mas não teve como anulá-lo.

2ae7 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

Muito pelo contrário.

O treinador assistiu passivo o volante fazer o que queria.

A decisão do torneio serviu para mostrar o quanto o Santos está sem rumo.

É a segunda reformulação de elenco que Muricy não acerta.

A primeira foi na eliminação da Libertadores de 2012.

Ele quis montar outro time no início deste ano.

Mas seu trabalho foi pífio.

Se o Santos chegou à final se deve à fraqueza do Paulista.

Mesmo assim, ganhou nos pênaltis de Palmeiras e Mogi Mirim para chegar à decisão.

E das vezes em que teve Neymar.

O futebol do Santos em 2013 é constrangedor.

Sem o menor desenho tático.

A equipe vive de individualidades.

Ficou muito claro isso no confronto no bem organizado Corinthians.

A partida foi tensa, nervosa, raivosa do início ao fim.

Do lado do Parque São Jorge a vontade de ganhar para cobrir as feridas da Libertadores.

Já o time da Vila Belmiro tentava mostrar que merecia confiança.

Que aos trancos e barrancos, arrancaria o tetra a fórceps.

Com a eliminação de Rodrigo Braghetto, Guilherme Ceretta de Lima foi escalado.

Ele ainda não estava pronto para um jogo de tamanha importância.

Foi um fantoche dos atletas.

Permitiu entradas violentas, provocações, foi desrespeitado.

Não teve coragem de expulsar ninguém para não se queimar.

Neymar estava muito mais nervoso do que o normal.

Discutiu, deixou o cotovelos e foi maldoso em divididas.

Tudo na frente de Ceretta que fingia não ver.

Nunca ele expulsaria Neymar em uma decisão de Paulista na Vila Belmiro.

Sem Montillo, Muricy foi obrigado a colocar Felipe Anderson.

Na frente, o irreconhecível André: lento, desconcentrado.

Parte da irritação da maior estrela santista era por isso.

Estava muito mal acompanhado.

A zaga corintiana não estava para brincadeira.

Paulo André deu uma entrada violentíssima em Neymar.

O cravo chegou a fazer buraco na canela do santista.

Ceretta fingiu que não viu, o que enlouqueceu o atacante.

O Corinthians aos poucos dominava o jogo.

Atacava em bloco e criava sérios problemas para Rafael.

Foi exatamente quando este domínio estava escancarado, veio o gol do Santos.

Em uma cobrança de falta, Durval ajeitou e Cícero acertou um chute forte.

Cássio ainda tocou na bola que foi morrer no fundo do gol.

Santos 1 a 0 aos 26 minutos do primeiro tempo.

O Corinthians mostrou poder de reação.

E em dois minutos empatou a partida.

O time outra vez usou a sua arma de atacar em bloco.

Depois de confusão na área, a bola sobrou para Danilo.

Ele tocou com precisão para as redes : 1 a 1, aos 28 minutos.

A partir daí, o Corinthians se impôs.

Foi muito melhor.

Tentou de travar Neymar.

Ele não teve espaço para se movimentar.

Tite tirou Emerson no segundo tempo.

Colocou Edenílson.

Apenas para encaixotar a maior esperança da Seleção de Felipão.

Neymar não teve como fugir da marcação à sua frente e às suas costas.

Seu futebol foi improdutivo.

Uma decepção.

Em outro jogo importante, ele não rende.

 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

Já que há enorme chance de ter sido a sua última decisão pelo Santos.

Os encontros com representantes do Barcelona continuam.

Enquanto isso, o Corinthians criava e desperdiçava chances de gol.

Danilo, Paulinho e Romarinho acertaram a trave.

Alexandre Pato está entrando para o folclore corintiano.

Perdeu o gol mais feito do jogo, cara-a-cara com Rafael chutou para fora.

No final, o empate que servia para o Corinthians.

O 27º título paulista.

Conquistado diante da paralisada torcida santista.

Ela sabia que o adversário havia sido muito melhor.

Via os torcedores rivais pedindo para Paulinho ficar.

Mas não tiveram força e nem vontade de pedir por Neymar.

Nenhum santista aplaudiu o Santos.

Muito pelo contrário.

Só palavrões e decepções.

Os sábios torcedores sabem que o time precisa de outra reformulação.

E ela será mais ou menos profunda.

Depende da saída ou não de Neymar.

"Eu não sei nem se vou morrer amanhã.

Quanto mais se vou sair do Santos."

Resposta juvenil do maior ídolo da Seleção Brasileira.

Poucas vezes na sua carreira ele esteve tão nervoso em um jogo.

Antes de começar o clássico ele se ajoelhou e rezou.

Nunca ele tinha feito isso, nem em partidas muito mais importantes.

Como a final da Libertadores ou a decisão das Olimpíadas.

Está claro que sabe estar a um passo de sair.

E queria demais ir para a Europa nos braços de sua torcida.

Com a faixa do inédito tetracampeonato paulista.

Não conseguiu e distribuiu mal humor, irritação.

Em compensação, Paulinho era o outro lado da moeda.

Estava profundamente emocionado, se despedia de outra maneira.

Feliz.

Deu um longo abraço em Tite de agradecimento.

O treinador é responsável pelo volante desenvolver seu talento.

O Corinthians comemorou demais a conquista do Paulista.

Como não faria se estivesse na Libertadores.

Mas o time precisava ganhar qualquer coisa.

Ter uma alegria para aliviar a perda da Libertadores.

Conseguiu o título e agradeceu ao apoio dos seus torcedores.

A equipe não se esqueceu das palmas do Pacaembu mesmo com a eliminação contra o Boca.

O time de Tite se superou.

Deixou toda a frustração para o rival santista.

O clube que teve tempo mas não conseguiu se preparar.

A equipe de Muricy neste torneio foi um punhado de jogadores em campo.

Com um desenho tático básico, primário.

Só chegou tão longe pelos adversários.

Com a frustração da sua final é obrigado a olhar no espelho.

E resolver o que fazer com Neymar.

Para começar nova reestruturação.

Já o Corinthians mostrou que tem força de sobra.

Vai brigar para valer por uma nova vaga na Libertadores.

Mesmo sem Paulinho.

O time já tem uma filosofia, rumo.

2013 será triste por a Libertadores ter fugido.

Mas hoje ganhou uma pequena compensação.

É com toda a justiça o campeão dos paulistas.

E Paulinho se impôs a Neymar...
 O Corinthians mostra toda sua força. Supera a dor da eliminação da Libertadores. Consagra Paulinho. É campeão paulista. E Acaba com o sonho do tetra santista. Expõe Neymar a mais uma decepção. Talvez a última na Vila...

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