reuters O Corinthians foi covarde. Irreconhecível. Tomou um sufoco desnecessário do Al Ahly. Está na final do Mundial de Clubes. Se Tite repetir o medo, perde para o Chelsea. Ou até para o Monterrey…

Foi desesperador.

E desnecessário.

O Corinthians venceu o Al Ahly.

Está na final do Mundial de Clubes.

Mas a vitória por 1 a 0 foi covarde.

Tite fez o time abrir mão de jogar no segundo tempo.

Mesmo tendo pela frente um adversário muito mais fraco.

E tomou um sufoco incrível.

Postou duas linhas de marcação.

Amarrou a equipe brasileira.

Os egípcios tocaram a bola à vontade.

Se tivessem o mínimo de talento, poderiam ter eliminado os brasileiros.

Foi decepcionante demais.

Tite conseguiu a façanha de calar cerca de 30 mil corintianos que estavam em Toyota.

Todos tensos, nervosos, desesperados.

Viam o time, que chamavam de 'todo-poderoso', covarde em campo.

Porque, se o recuo fosse para armar contragolpes, tudo bem.

Só que não era.

Quando o time retomava a bola, os jogadores não saíam.

A ordem de Tite era segurar a vantagem de 1 a 0 de qualquer maneira.

Ela nasceu no primeiro tempo, quando o Corinthians quis jogar.

O time desde o início estava preso.

Mas tocando a bola em direção ao gol de Ekramy.

Apenas Guerrero isolado na frente.

Por trás dele, o trio: Émerson, Danilo e Douglas.

Com Paulinho liberado para surgir no ataque.

O restante da equipe deveria marcar.

Fechar os setores.

Principalmente Alessandro e Fábio Santos.

Os egípcios entraram assustados em campo.

Teriam pela frente o campeão invicto da Libertadores.

O treinador Hossam El Badry estava preocupado.

E tratou de apelar para o esquema 4-5-1.

Era para esperar, marcar os 'mágicos' brasileiros.

Abrindo mão de jogar, o Al Ahly deu a posse de bola para Tite.

O Corinthians lembrava o Barcelona.

Chegou a ter 66% de posse de bola no primeiro tempo.

Mesmo assim, pouco criou.

O gol veio do rebote de um escanteio.

A bola voltou para Douglas que levantou na cabeça de Guerrero.

O peruano cabeceou com consciência, deslocando o goleiro.

Gol do Corinthians, aos 29 minutos...

A partir do 1 a 0, Tite recuou a equipe.

Queria os contragolpes, mas não liberava seus jogadores.

Quando o time retomava a bola, não tinha opções no ataque.

Os egípcios perceberam que não havia tanta magia assim.

E começaram a tocar a bola, sem medo.

No segundo tempo, Tite atraiu ainda mais o adversário para seu gol.

Era ele quem tinha duas linhas de marcação.

E Guerrero mais isolado do que José Dirceu.

O Al Ahly tinha todo o espaço para trocar passes na intermediária.

E foi empurrando o Corinthians para a sua área.

Aos dez minutos, entrou Aboutrika.

O veterano de 34 anos, jogador de mais consciência, talento do time.

O sufoco ficou pior, mais qualificado.

Enquanto isso, dava pena de Sheik, Douglas e Danilo.

Viraram volantes improvisados.

Correndo atrás de egípcios.

O Corinthians segurava de qualquer maneira a vantagem.

Abdicou de atacar, de jogar.

Tite queria chegar à final do Mundial de qualquer maneira.

Mas exagerou.

O Corinthians passou a ter uma postura covarde.

Abusou de chutões, não teve paciência para tocar a bola.

Tudo seria explicável não fosse o adversário tão fraco.

O campeão africano não esperava tanto medo.

O segundo tempo foi monótono, irritante e tenso.

O Al Ahly sem potencial técnico para aproveitar o espaço que tinha.

Os minutos se arrastavam.

Apesar do sufoco, Cássio não fez uma grande defesa.

Não precisou.

Nas arquibancadas do estádio de Toyota, os corintianos sofriam.

E foi assim até o final.

O Corinthians conseguiu segurar a vitória por 1 a 0.

Foi muito interessante reparar nos jogadores, no time.

Não houve a vibração esperada.

Eles pareciam envergonhados.

Esse não foi o Corinthians que encantou o Brasil.

Tite pode até dar cambalhotas pela chegada à decisão.

Mas ele montou seu time de maneira covarde.

Medo desnecessário diante de um adversário tão fraco.

Toda badalação envolvendo o Mundial de Clubes fez mal.

Afetou o comandante corintiano.

Tivesse um adversário minimamente melhor, o time perderia a vaga.

Se repetir a estratégia, o Corinthians perderá a decisão no domingo.

Seja o Chelsea ou até o Monterrey.

No Japão, o campeão da Libertadores decepcionou.

Foi um arremedo de time.

Covarde e que abriu mão de jogar futebol.

Tomara que tenha sido apenas um vacilo.

E que Tite volte à realidade.

Faça o que se espera dele e de seu time.

Veio a vitória, mas não motivo de comemoração, de alegria.

O time pode muito mais.

Hoje, o Corinthians não foi Corinthians...

(Tanto não foi que os números são assustadores.

O Al-Ahly chutou mais a gol do que a equipe de Tite.

Inaceitável.

Mesmo com a desculpa da mera sobrevivência...)

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