Publicado em 12/12/2012 às 11h00
O Corinthians foi covarde. Irreconhecível. Tomou um sufoco desnecessário do Al Ahly. Está na final do Mundial de Clubes. Se Tite repetir o medo, perde para o Chelsea. Ou até para o Monterrey…
Foi desesperador.
E desnecessário.
O Corinthians venceu o Al Ahly.
Está na final do Mundial de Clubes.
Mas a vitória por 1 a 0 foi covarde.
Tite fez o time abrir mão de jogar no segundo tempo.
Mesmo tendo pela frente um adversário muito mais fraco.
E tomou um sufoco incrível.
Postou duas linhas de marcação.
Amarrou a equipe brasileira.
Os egípcios tocaram a bola à vontade.
Se tivessem o mínimo de talento, poderiam ter eliminado os brasileiros.
Foi decepcionante demais.
Tite conseguiu a façanha de calar cerca de 30 mil corintianos que estavam em Toyota.
Todos tensos, nervosos, desesperados.
Viam o time, que chamavam de 'todo-poderoso', covarde em campo.
Porque, se o recuo fosse para armar contragolpes, tudo bem.
Só que não era.
Quando o time retomava a bola, os jogadores não saíam.
A ordem de Tite era segurar a vantagem de 1 a 0 de qualquer maneira.
Ela nasceu no primeiro tempo, quando o Corinthians quis jogar.
O time desde o início estava preso.
Mas tocando a bola em direção ao gol de Ekramy.
Apenas Guerrero isolado na frente.
Por trás dele, o trio: Émerson, Danilo e Douglas.
Com Paulinho liberado para surgir no ataque.
O restante da equipe deveria marcar.
Fechar os setores.
Principalmente Alessandro e Fábio Santos.
Os egípcios entraram assustados em campo.
Teriam pela frente o campeão invicto da Libertadores.
O treinador Hossam El Badry estava preocupado.
E tratou de apelar para o esquema 4-5-1.
Era para esperar, marcar os 'mágicos' brasileiros.
Abrindo mão de jogar, o Al Ahly deu a posse de bola para Tite.
O Corinthians lembrava o Barcelona.
Chegou a ter 66% de posse de bola no primeiro tempo.
Mesmo assim, pouco criou.
O gol veio do rebote de um escanteio.
A bola voltou para Douglas que levantou na cabeça de Guerrero.
O peruano cabeceou com consciência, deslocando o goleiro.
Gol do Corinthians, aos 29 minutos...
A partir do 1 a 0, Tite recuou a equipe.
Queria os contragolpes, mas não liberava seus jogadores.
Quando o time retomava a bola, não tinha opções no ataque.
Os egípcios perceberam que não havia tanta magia assim.
E começaram a tocar a bola, sem medo.
No segundo tempo, Tite atraiu ainda mais o adversário para seu gol.
Era ele quem tinha duas linhas de marcação.
E Guerrero mais isolado do que José Dirceu.
O Al Ahly tinha todo o espaço para trocar passes na intermediária.
E foi empurrando o Corinthians para a sua área.
Aos dez minutos, entrou Aboutrika.
O veterano de 34 anos, jogador de mais consciência, talento do time.
O sufoco ficou pior, mais qualificado.
Enquanto isso, dava pena de Sheik, Douglas e Danilo.
Viraram volantes improvisados.
Correndo atrás de egípcios.
O Corinthians segurava de qualquer maneira a vantagem.
Abdicou de atacar, de jogar.
Tite queria chegar à final do Mundial de qualquer maneira.
Mas exagerou.
O Corinthians passou a ter uma postura covarde.
Abusou de chutões, não teve paciência para tocar a bola.
Tudo seria explicável não fosse o adversário tão fraco.
O campeão africano não esperava tanto medo.
O segundo tempo foi monótono, irritante e tenso.
O Al Ahly sem potencial técnico para aproveitar o espaço que tinha.
Os minutos se arrastavam.
Apesar do sufoco, Cássio não fez uma grande defesa.
Não precisou.
Nas arquibancadas do estádio de Toyota, os corintianos sofriam.
E foi assim até o final.
O Corinthians conseguiu segurar a vitória por 1 a 0.
Foi muito interessante reparar nos jogadores, no time.
Não houve a vibração esperada.
Eles pareciam envergonhados.
Esse não foi o Corinthians que encantou o Brasil.
Tite pode até dar cambalhotas pela chegada à decisão.
Mas ele montou seu time de maneira covarde.
Medo desnecessário diante de um adversário tão fraco.
Toda badalação envolvendo o Mundial de Clubes fez mal.
Afetou o comandante corintiano.
Tivesse um adversário minimamente melhor, o time perderia a vaga.
Se repetir a estratégia, o Corinthians perderá a decisão no domingo.
Seja o Chelsea ou até o Monterrey.
No Japão, o campeão da Libertadores decepcionou.
Foi um arremedo de time.
Covarde e que abriu mão de jogar futebol.
Tomara que tenha sido apenas um vacilo.
E que Tite volte à realidade.
Faça o que se espera dele e de seu time.
Veio a vitória, mas não motivo de comemoração, de alegria.
O time pode muito mais.
Hoje, o Corinthians não foi Corinthians...
(Tanto não foi que os números são assustadores.
O Al-Ahly chutou mais a gol do que a equipe de Tite.
Inaceitável.
Mesmo com a desculpa da mera sobrevivência...)
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