13 O Corinthians fez o que quis do acovardado Santos no Itaquerão. 2 a 0 foi pouco. Gols do incansável Romero e do artilheiro dos clássicos, Jô. O time de Fábio Carille, com justiça, é líder do Brasileiro...

O Corinthians tratou o Santos como time pequeno. Marcou sob pressão a saída de bola, encurralou o rival na sua área. Nem parecia um clássico. O time de Fábio Carille venceu com toda facilidade por 2 a 0. Gols do incansável Romero e de Jô. O ex-atacante da Seleção Brasileira disputou seis clássicos neste 2017. E marcou em todas as partidas.

Os mais de 40 mil corintianos, entusiasmados, terminaram o jogo gritando olé, olé, olé.

Além da ótima atuação corintiana, outro fator chamou a atenção. O péssimo futebol santista. A equipe de Dorival Júnior esteve perdida, tensa, travada. Acovardada. Sem força sequer para equilibrar a partida. Se portou de forma assustadoramente ruim. Sem Lucas Lima, contundido, o Santos não teve coordenação, articulação das jogadas. No segundo tempo tomou um sufoco desmoralizante, não conseguiu sequer criar uma chance real de gol.

Embora o Santos seja o único time brasileiro invicto na Libertadores, classificado para as oitavas de final. E também com vaga garantida para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Mas o péssimo início no Brasileiro, com uma vitória e três derrotas, irrita parte do Conselho Deliberativo. E o trabalho de Dorival vem sendo questionado.

No Parque São Jorge, o clima é outro.

O Corinthians é líder do Brasileiro.

São três vitórias e um empate.

Aproveitamento de 83,3%.

O time está invicto há 17 partidas em 2017.

E não perdeu um clássico sequer.

"Tem que ter sempre humildade, agradecer aos companheiros. Fizemos uma grande partida. Foi mais um jogo seguro. Vamos continuar nessa batalha. Sempre tenho a cabeça tranquila, os pés no chão. Nunca vai estar excelente. Estou muito feliz com o momento. Tenho sempre humildade e agradeço a Deus. Meus companheiros fizeram uma grande partida. Em um clássico, fizemos um jogo seguro, batalhamos, corremos e fizemos os gols no momento necessário", dizia Jô, muito animado.

"Mudamos peças e continuamos com a consistência. Temos um comandante que trata todo mundo igual e dá confiança. Mesmo com o título paulista, procuramos não nos acomodar, mantendo o alto nível e dando o nosso melhor. O Fábio é o grande mentor do que está acontecendo, trabalha, isso não é por acaso, não caiu de paraquedas. Ele vem fazendo, com seus auxiliares, um grande trabalho", alertou Cássio, resumindo a empolgação não só do elenco, mas também da diretoria, com Fábio Carille.

Na coletiva, após o jogo, o técnico corintiano aproveitou a ótima fase para ironizar a imprensa. E mesmo grande parte dos conselheiros que pressionou Roberto de Andrade, pedindo um treinador consagrado. E não ele, que era mero auxiliar de Oswaldo de Oliveira. Fora a cobrança pela contratação de jogadores importantes.

"Levei isso com muita tranquilidade. Sabia de tudo que aconteceria, torcida, imprensa esperando um cara de peso, contratações badaladas, mas quando fui oficializado e comecei a falar com as pessoas para traçar uma ideia de trabalho, e nenhum momento trouxe isso para dentro. Nossa linha de trabalho vai seguir independentemente de ser primeira ou 15ª força.

"Falar sobre os adversário é difícil, mas com o meu grupo é com pés no chão, trabalho e humildade. Jô pediu para falar após o jogo e pediu todo mundo com os pés no chão. É difícil falar o que pensam os outros, mas estamos passando a ideia de que será difícil jogar contra o Corinthians", garantia, orgulhoso.

O Corinthians foi um time intenso contra o Santos.

No primeiro tempo, quando a equipe de Dorival não havia assumido toda a covardia tática, o time conseguiu equilibrar o duelo no estádio corintiano. Tentava ao menos contra-atacar em velocidade. Vladimir Hernández já não dava conta de substituir Lucas Lima. O colombiano se esforçava. Mas falta talento visão de jogo. Ricardo Oliveira dependia apenas de sobras.

55 O Corinthians fez o que quis do acovardado Santos no Itaquerão. 2 a 0 foi pouco. Gols do incansável Romero e do artilheiro dos clássicos, Jô. O time de Fábio Carille, com justiça, é líder do Brasileiro...

O time de Dorival teve duas chances na primeira etapa. A primeira, depois de furada espetacular de Pablo, Pedro Henrique travou Bruno Henrique, na hora do chute. A segunda, com Victor Bueno, travado por Cássio.

O Corinthians respondeu com Rodriguinho, que obrigou Vanderlei a excelente defesa. O time foi melhor, mas errava o passe final, antes do arremate. Faltava atenção e sobrava precipitação.

No segundo tempo, o Santos se encolheu. Se acovardou. Quis atrair o Corinthians para tentar vencer nos contragolpes. Só que o time ficou encolhido demais. E sem ligação entre o meio de campo e ataque. Tanto que não conseguiu criar uma mísera chance de gol.

O time de Fábio Carille retornou com muito mais vontade, coragem, determinação. Marcação alta, intensa. O Corinthians estava disposto a ganhar o jogo, somar três pontos. E melhorou graças à entrada forçada de Camacho, no lugar do contundido Maycon. A troca de passes melhorou. O time ficou mais fluído, objetivo.

Dorival tentou melhorar sua equipe. Colocou Rafael Longuine no lugar de Vladimir Hernández.

Mas de nada adiantou.

O Corinthians venceria a partida com bolas aéreas. Aos 24 minutos, Fagner cruzou e Jô ajeitou para Romero. O paraguaio não teve coragem de perder o gol. 1 a 0.

33 O Corinthians fez o que quis do acovardado Santos no Itaquerão. 2 a 0 foi pouco. Gols do incansável Romero e do artilheiro dos clássicos, Jô. O time de Fábio Carille, com justiça, é líder do Brasileiro...

Carille pediu para seu time continuar atacando.

Não era para recuar.

Dorival Júnior tentou melhorar a péssima saída de bola santista.

Trocou David Braz por Yuri.

E, desgastado, Ricardo Oliveira por Rodrigão.

Mas não deu tempo para os santistas perceberem como ficaria o time. No mesmo minuto que entrou Rodrigão, aos 29, Jadson cruzou. A bola foi perfeita para Rodriguinho. Ele a ajeitou para Jô. O atacante foi obrigado a girar seu corpo no ar e dar uma puxada de bico de chuteira. A bola encobriu Vanderlei e foi deitar na rede. Corinthians 2 a 0.

O jogo estava decidido.

Mas ainda houve tempo para uma expulsão tão justa quanto infantil de Bruno Henrique.

Ele acertou cotovelada escandalosa em Romero.

O golpe foi fraco, mas mereceu a expulsão.

Assim como seu time, a derrota.

O Corinthians de Carille vai ficando cada vez mais encorpado.

Falta de sorte que perde Fagner, Rodriguinho e Romero.

Todos convocados por suas seleções.

Carille garantiu já ter pensado em soluções.

Mas esta noite, ele só queria celebrar a liderança.

Enquanto Dorival tinha de lidar com queixas e questionamentos...

4 O Corinthians fez o que quis do acovardado Santos no Itaquerão. 2 a 0 foi pouco. Gols do incansável Romero e do artilheiro dos clássicos, Jô. O time de Fábio Carille, com justiça, é líder do Brasileiro...

http://r7.com/6ONB