1agenciacorinthians O Corinthians de Fábio Carille, competitivo, brigado e feio, está nas semifinais do Paulista. Venceu o Botafogo de Ribeirão por 1 a 0. Não mostrou futebol de campeão...
Foi do jeito Fabio Carille de ser. Futebol competitivo, brigado. Feio. Futebol sem risco, sem emoção. Nada de espetáculo. 33 mil e 500 torcedores viram mais um jogo tedioso. O Corinthians venceu o Botafogo de Ribeirão Preto por 1 a 0. Pragmático. Bastou o gol de Rodriguinho. Marcou apenas 15 gols em 14 partidas. Nos 22 jogos que fez no ano, chegou à oitava vitória por 1 a 0. Gol de Rodriguinho de cabeça. O time está nas semifinais do Campeonato Paulista de 2017.

Não mostrou futebol de campeão.

A escassez de gols não impediu que o time conseguisse a segunda campanha entre todos os clubes. O que mostra o baixo nível técnico do Campeonato Paulista deste ano. A equipe tem enorme chance de enfrentar o São Paulo na luta para chegar à decisão do Paulista. Dependerá da partida entre Santos e Ponte Preta, amanhã à noite no Pacaembu. Basta o time de Dorival Júnior vencer.

Se acontecer a vitória ou o empate do time campineiro, será ele o adversário corintiano.

Carille foi pressionado após o jogo.

Cobrado diante de mais uma partida horrorosa do Corinthians.

E, como esperado, se defendeu.

"Vocês (jornalistas) não têm direito de criticar o Corinthians em momento algum no Campeonato Paulista. Colocaram a gente como quarta força, estamos entre os quatro. Mas vamos buscar coisas maiores, podem ter certeza. Nosso time é sólido no sistema defensivo, só precisa melhorar os passes simples. Estamos fazendo triangulações, mas há muitos erros. Quando crescermos nessa parte técnica, criaremos mais possibilidades de gols."

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Carille não teve coragem de negar que o tédio dominou a partida.

Ele sabe bem a razão.

Nada é por acaso.

Ao assumir o Corinthians, depois das passagens patéticas de Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, Fábio Carille conversou muito com Tite. Foi auxiliar do treinador da Seleção Brasileira por cinco anos. Os dois não são só colegas, viraram amigos. E Tite o aconselhou. Com a grave dificuldade financeira no Parque São Jorge, não adiantaria sonhar. O melhor seria montar um time competitivo, fechado, com muita intensidade. Seria o suficiente. Principalmente no Campeonato Paulista, com tantas equipes fracas.

Carille precisaria se firmar para depois se atrever.

E é exatamente o que está fazendo.

No Paulista já são 14 jogos, oito vitórias, quatro empates e duas derrotas. 15 gols a favor e nove contra. Campanha mais do que suficiente para levar a equipe à semifinal. O time não tem grandes destaques individuais. Jadson, Rodriguinho, atletas com maior potencial técnico, se portam como operários e não como meias, cabeças pensantes.

Todos estão unidos pelo esquema da moda.

O que Tite trouxe da Europa e difundiu no Brasil.

O 4-1-4-1.

Na Seleção Brasileira, a distribuição tática do time possibilitou nove vitórias em nove jogos. Com futebol brilhante, empolgante. Fez renascer o amor da população à camisa amarela. Porque Tite consegue arrancar toda a técnica dos atletas que possui. Já Carille não tem nem repertório como treinador e muito menos peças talentosas para ir além de um futebol tedioso, sem imaginação, previsível. Vencedor pelos adversários fracos e intimidados com a camisa do Corinthians, como o Botafogo de Ribeirão Preto.

Carille acerta ao detalhar os passes errados. Seu time não consegue ter uma sequência de troca simples de bola na intermediária. Há precipitação e falta de precisão irritantes. A saída de bola da defesa para o ataque é lenta. Principalmente porque até o sorveteiro do Itaquerão, se montasse um time, marcaria Fagner e travaria Jadson e Rodriguinho. É o que basta para o Corinthians ficar sem saber o que fazer. Foi o que fez Moacir Júnior. O que tornou o jogo sonolento. Porque o Botafogo de Ribeirão Preto tinha um objetivo pequeno, ambição de equipe menor. Empatar em 0 a 0 e decidir a vaga para a semifinal nos pênaltis.

Moacir Júnior tratou de fazer da sua equipe um espelho da corintiana. Montou seu 4-1-4-1. E as intermediárias do Itaquerão ficaram sobrecarregadas. A garantia de falta de emoção. Muitas faltas e erros seguidos de passes dos dois times. O Corinthians teve duas chances preciosas no início da partida. Por duas distrações e péssimo posicionamento da zaga interiorana do que por talento. Jô e Rodriguinho ficaram cara a cara com Neneca.

O atacante chutou forte, de cabeça baixa. Como um juvenil. E acertou a bola em cima do goleiro, que fez corajosa saída. Já o meia foi bizarro. Ele tentou dar um chapéu em Neneca. Mas a bola bateu na sua canela e foi até o arqueiro. Os lances aconteceram no primeiro e no oitavo minuto de jogo. E iludiram completamente a torcida. Muitos sonharam com uma goleada.

Mas bastaram os nervos dos atletas do Botafogo se acalmarem e o jogo se mostrou equilibrado. Com direito a uma cabeçada muito boa de Marcão, aos 22 minutos, que obrigou Cássio a excelente defesa. Foi uma raríssima estocada do acovardado Botafogo.

O Corinthians adiantava sua marcação. Mas faltava espaço e talento para triangulações pela beirada do campo, lição básica que Tite deu para Carille. O time também mostrava medo de chutar de fora da área. E apelava para os chuveirinhos, cruzamentos da intermediária que facilitava o trabalho da zaga do Botafogo.

A irritação já começava a dominar os torcedores.

Foi quando Jadson dominou a bola na intermediária. Fagner disparou pela direita, o que atraiu a atenção dos defensores de Moacir Júnior. O experiente meia conseguiu mostrar o seu melhor. Levantou a bola com curva e velocidade na cabeça de Rodriguinho. Bastou ao meia desviar a bola e ela ficou indefensável para Neneca, Corinthians 1 a 0, aos 37 minutos do primeiro tempo.

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Gol saiu na hora mais do que oportuna.

Trouxe alívio. Os 33 mil e 500 torcedores esperavam que a partida deixasse de ser monótona. Com o Botafogo tendo o mínimo de coragem. O jogo era eliminatório. Precisava buscar o empate. Só que a expectativa foi em vão.

O Botafogo se manteve atrás. E o Corinthians marcando forte, mostrando intensidade na intermediária. E nenhum talento, imaginação, coordenação ofensiva. A partida seguiu um tédio.

O segundo tempo seguiu errando passes, tabelas. O que irritava o mais apaixonado corintiano. Os goleiros não foram incomodados. Poderiam aproveitar o tempo livre para ler, estudar inglês, fazer palavras cruzadas.

O resultado deixa Carille firme no cargo.

É semifinalista do Paulista.

O trabalho está dando certo.

Mas o futebol do time é medíocre.

Como o elenco formado pela endividada diretoria.

O estádio segue sugando o dinheiro do clube.

O clube conseguiu a classificação.

Mas não desperta confiança.

Está longe de mostrar força para ser campeão.

E a arrecadação, R$ 1.681.481,10, foi reservada.

É uma das infindáveis prestações para pagar o Itaquerão.

Por isso a diretoria não tem dinheiro para montar um time forte...

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