gettyimages23 O choque de egos entre Valdívia e Felipão. Dirigentes do Palmeiras estão apavorados...

Valdívia saiu de maneira muito ruim do Palmeiras.

Vanderlei Luxemburgo disse abertamente que não havia lugar para o chileno e para Diego Souza.

E convenceu a diretoria a despachar o meia.

Valdívia foi para o mundo árabe e mesmo lá conseguiu ser chamado para a Copa do Mundo da África.

O louco Bielsa o deixou na reserva.

Nunca foi indispensável para a sua seleção.

Os fracassos seguidos palmeirenses talvez fizeram Valdívia ser maior do que ele realmente é.

Os comentários saudosistas: "ah, se o Luxemburgo não o tivesse mandado embora" eram repetidos como um mantra.

O Palmeiras queria comprar 50% dos seus direitos federativos.

Mas também há vida pensante nos Emirados Árabes.

O risco para os dirigentes do Al-Ain não compensavam.

Ou tudo ou nada.

E foi tudo.

O grupo Eternos Palmeirenses ajudou o clube a investir R$ 13,7 milhões.

Daqui um mês ele completará 27 anos.

E Valdívia chegou.

Como um enviado dos céus.

Encontrou a carência da torcida.

E uma equipe mediana, sem grande talento.

A não ser no gol, com Marcos e no ataque, com Kléber.

E Luiz Felipe Scolari.

Eles nunca haviam trabalhado juntos.

Felipão também é um enviado dos céus que retornou a peso de ouro ao Palestra Itália.

É o treinador que mais recebe no País: R$ 70o mil livres.

Ele tem um nome a zelar.

Único treinador a dar a Libertadores da América ao Palmeiras.

Pentacampeão do mundo.

Seus times sempre foram marcados por jogadores brigadores, vibrantes, atletas.

Para se superar, eles precisam correr.

Valdívia nunca foi um grande atleta.

Ele lembra os meias antigos, da década de sessenta.

Muito habilidoso, gosta de lançar, tabelar.

Mas participa menos da partida do que Felipão e Bielsa gostam.

Eles não é um jogador moderno, polivalente.

Pelo contrário.

Com o Palmeiras com uma equipe limitada, o choque era previsível.

Felipão é exigente, sabe que seu nome está em jogo.

Valdívia é mimado.

Sempre foi tratado como muito respeito.

Mas sua volta ao Palmeiras beirou a beatificação.

E em cinco partidas, nenhum gol.

Pior, rendimento abaixo do sonhado, do desejado, do necessário.

E quatro vezes Felipão não teve medo em tirá-lo de campo.

O chilen0 se segurou.

Mas hoje no Pacaembu, perdeu a calma.

Mesmo sabendo que as câmeras estavam em cima dele, fez questão de jogar um copo de água no chão.

Revoltado.

Felipão disse que não se importa com a reação do jogador.

E que ele está fora de forma.

Com a derrota de virada para o Cruzeiro, o time estava ganhando por 2 a 0 e perdeu por 3 a 2, tudo piorou.

Muito.

Os dirigentes já se telefonaram ontem à noite.

Sabem com quem estão lidando.

E vão fazer com que os dois conversem neste início de semana.

Tudo o que o Palmeiras não precisa agora é Valdívia contra Felipão.

A missão não será fácil.

O chileno está irritadíssimo.

Assim como Felipão ao assistir a atitude rebelde, desafiadora do seu jogador.

Ruim para o Palmeiras.

Muito pior para quem investiu seu rico dinheirinho em Valdívia.

Ele já está de fora do grupo com que Bielsa quer renovar a Seleção Chilena.

Amanhã, o time enfrentará a Ucrânia, em Kiev.

Quem no mundo pagaria R$ 13,7 milhões por esse chileno?

Só o Palmeiras...

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