1294 O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká...

Não houve samba, festa, espetáculo.

No intervalo, as vaias venceram as vuvuzelas.

Não adiantou treino secreto, privado, escondido.

O Brasil jogou da mesma maneira previsível que todos decoraram.

Só que o adversário não foi Zimbábue ou a Tanzânia.

Foi a Coreia do Norte, 105ª colocada no ranking da Fifa.

Os coreanos fizeram exatamente o que se esperava deles.

Infelizmente, o Brasil de Dunga também.

Ele não vai admitir nunca que Kaká não tem condições de jogo.

Completamente sem ritmo, não produziu.

Por ele, a bola não chegou a Robinho ou a Luís Fabiano.

Elano não tem talento para tentar um drible inesperado, uma tabela surpreendente.

Tudo que sabe fazer é chutar de longe.

Não importa se existem oito jogadores à sua frente.

O jogo do Brasil não fluía.

Foi quando Robinho se cansou de esperar pela bola.

Assumiu uma personalidade escondida.

Jogou por ele e por Kaká.

Passou a ser o meia de que o Brasil  precisava.

Foi atrevido, driblou, deu o gol para Elano.

Se soubesse chutar...

Foi Robinho quem mudou o cenário árido, triste, sem criatividade do Brasil.

Por sorte, Maicon foi Josimar.

Acertou um chute com pouquíssimo ângulo.

Surpreendeu o goleiro Myong-guk.

Abriu o caminho para o segundo gol.

Os coreanos entraram para empatar em 0 a 0.

Sentiram o gol.

Eles se desestabilizaram.

O meia Robinho encontrou Elano livre.

Ele teve de fazer o 2 a 0.

Aí, Dunga abriu o time.

Tirou Elano, colocou Daniel Alves.

Trocou Kaká por Nilmar.

E Felipe Melo por Ramires.

Tomou o gol no contragolpe o gol  de Ji Yun-nam.

Ganhou argumentos para começar com o mesmo time contra a Costa do Marfim.

Se os africanos não se preocuparem só em dar pontapés, como fizeram com gosto, diante de Portugal, a situação ficará complicada.

Dunga demonstrou que vai com Kaká, sem ritmo ou confiança, até o limite.

O Brasil precisa de um meia com condições físicas que una o meio de campo com o ataque.

Robinho não pode ser dois em todas as partidas.

Hoje foi, o Brasil ganhou.

Graças ao talento, a iniciativa de Robinho.

Não à manjada estratégia de Dunga.

Lembra um velho quarteto que foi chamado de mágico em 2006.

Dunga que sabe como ninguém olhar para o passado, pode assistir a um teipe especial de Brasil e França, em Frankfurt.

Ganhar Copa América e Copa das Confederações e ter o time decorado pelos países que enfrenta não é bom negócio.

Que o aprendizado venha rápido.

Daqui cinco dias, virá a Costa do Marfim.

Robinho não será dois todas as partidas...

Veja mais:
+ Especial da Copa no R7
+ Leia mais destaques do dia
+ Concorra a camisetas da seleção vencedora da Copa

http://r7.com/SFcz