133 O bipolar São Paulo desta vez foi vibrante no Pacaembu lotado. E venceu fácil o Flamengo: 2 a 0
O São Paulo segue bipolar. Depois de se arrastar em campo na derrota para o Fluminense, hoje o time mostrou raça, vibração e firmeza. Abriu 2 a 0 contra o Flamengo no primeiro tempo e no segurou a importantíssima vitória, no Pacaembu lotado.

Outra vez, a torcida tricolor deu todo seu apoio. Agora precisa de dez pontos nos oito jogos que faltam para acabar a temporada. E escapar do rebaixamento para a Segunda Divisão. Foi outra vitória para despertar confiança, como foram outras. Resta só saber se o time de Dorival Júnior mostrará o mínimo de regularidade.

Os gols foram de Lucas Pratto e Hernanes. Os cariocas reclamaram muito do primeiro gol, o do argentino. A bola realmente tocou no braço de Pratto.

"A gente tem se cobrado muito pra manter a intensidade e o ritmo, mas infelizmente fora de casa os adversários se expõe, jogam mais ofensivo. A gente acaba se preocupando mais em defender e ficamos muito recuados e isso faz com que o adversário crie muita oportunidade. Mas o professor está trabalhando para que a gente possa melhorar isso", resumiu, feliz, Sidão, após o resultado importantíssimo.

A estratégia teve grande responsabilidade na vitória do São Paulo. Dorival Júnior estava muito pressionado depois do vexame contra o Fluminense. Sabia que até seu cargo corria perigo.
Pensou bem e optou pelo esquema que proporciona mais estabilidade e intensidade. O 4-1-4-1. Tirou o imaturo Lucas Fernandes e Júnior Tavares e os seus 'brancos', como o pênalti infantil no Maracanã. Colocou em campo Edmar e o injustiçado Jucilei como primeiro volante. E tratou de centralizar Hernanes e Petros.

O Flamengo de Rueda veio ao Pacaembu enfraquecido. Já não tinha Guerrero. Começou o jogo sem Diego, sua referência técnica, e sem Juan. Berrio e Rodholfo entraram no time. A equipe carioca optou pelo 4-4-2. Sem um atacante fixo. Mas também sem força, sem vibração. Como se acreditasse que o rival, pressionado, entregaria a vitória. O primeiro tempo flamenguista foi algo deprimente. Time espaçado, marcando mal, atacando sem a menor objetividade. Nem parecia uma equipe treinada por um técnico com currículo tão importante. E com elenco caríssimo. Se continuar assim, pode até perder uma vaga para a Libertadores de 2018.

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O São Paulo entrou para a partida como deveria. Brigando por cada bola. Não dando espaço para o toque de bola carioca. Mostrava muita movimentação, pressão nas intermediárias. Era o time que deseja a vitória. Tinha consciência do que fazer. Era óbvio que o Flamengo foi surpreendido. Não esperava essa postura tão decisiva. E foi envolvido. O primeiro tempo foi todo tricolor.

Nos primeiros 20 minutos, o São Paulo chegou a ter 68% de posse de bola. Era outro time em relação àquele perdido contra o Fluminense. E tanta vontade só poderia terminar em gols. Hernanes cobrou escanteio, Edmar desviou de cabeça, Rever chuta em direção de Pratto. A bola toca no braço do argentino e entra. São Paulo 1 a 0, aos 15 minutos. O lance é interpretativo. O juiz Rafael Traci optou por considera que o lance foi involuntário. E o gol legal.

O Flamengo teve a chance de empatar a partida com o jogador mais irritante da partida. Everton Ribeiro deu um passe espetacular para Everton. Livre diante de Sidão, o atacante chutou em cima do goleiro. O que Everton desperdiçou de lances foi absurdo. Errou passes, escanteios, se precipitava como juvenil. Inacreditável como Rueda permitiu que continuasse em campo atrapalhando sua equipe.

O São Paulo seguiu dominando. Diego Alves fez excelente defesa em chute de Lucas Pratto, aos 28 minutos. Mas aos 39 nada pôde fazer. Sidão deu um chutão, Militão desviou para Cueva. O peruano cruzou com estilo. Hernane chegou para cabecear livre. 2 a 0. A zaga flamenguista só faltou tirar uma selfie. Ficou assistindo de lugar privilegiado o gol.

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No segundo tempo, o Flamengo tentou mudar o destino no jogo. Se lançou para o ataque. O São Paulo estava bem postado. E Dorival não quis arriscar perder a vitória obrigatória. E segurou seu time atrás. Até apostando na incompetência ofensiva carioca.

Apesar da entrada de Diego e passarem a ter o domínio do jogo, os flameguistas cometiam um pecado mortal. Não tinham penetração. Pouquíssimas finalizações. Marcos Paquetá foi tão mal quanto o fraquíssimo Geuvânio.

O tempo passava com o Flamengo tocando a bola e o São Paulo apenas se defendendo. Não se preocupando sequer em contragolpear. Sidão só trabalhou no final do jogo, em chute de Everton Ribeiro e em uma forte cabeçada no chão de Rhodolfo.

No final do jogo, vitória merecida do São Paulo.

E para variar, uma pitada a mais do péssimo trabalho da diretoria de Leco. Enquanto a torcida gritava o nome de Jucilei, que teve ótima atuação, o jogador, emprestado pelo Shandong Luneng, confirmava. "Eu estava triste. Soube que o São Paulo não vai me contratar. É difícil para qualquer atleta. Mas tenho de seguir em frente, enquanto estiver por aqui."
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