Atlético Mineiro paga com vexames falta de rumo do dividido e ambicioso Nepomuceno
"Acho que nossa equipe sentiu o jogo de domingo, esforço muito grande. Alguns jogadores caíram no segundo tempo e isso interferiu na nossa performance. Mas nossa intenção é recuperar a confiança da equipe, isso vem acontecendo, postura boa, com confiança, marcando bem. os resta dar os parabéns a equipe do Londrina."

Essa foi a desculpa que Oswaldo de Oliveira deu para mais um vexame na sua carreira. A perda da final da Primeira Liga, caricatura de campeonato, que os próprios clubes sabotaram. A derrota foi para o pequeno Londrina, nos pênaltis, 4 a 2. Depois de 0 a 0 nos 90 minutos, com o time mineiro não chutando sequer uma bola ao gol da equipe do interior paranaense.

O Londrina está na décima colocação na Segunda Divisão do Brasileiro, 11 pontos distantes do quarto colocado, sem esperança de subir para a Série A este ano.

Só os salários de Fred pagariam quase quatro meses todos os atletas do Londrina. Com teto de R$ 20 mil, os atletas custam R$ 270 mil a cada 30 dias. O elenco galáctico montado por Daniel Nepomuceno custa R$ 10,6 milhões. Ou seja, 39 vezes mais.

É um vexame histórico.

Para fechar a administração Nepomuceno. O escolhido para suceder Alexandre Kalil, elevado a prefeito de Belo Horizonte pela força do Atlético Mineiro, foi um desastre. Apostou em nomes consagrados, caríssimos. E mostrou falta de rumo na sucessão de treinadores. Conseguiu ir piorando suas escolhas de modo assustadora.

Levir Culpi, Diego Aguirre, Marcelo Oliveira, Roger Machado, o interino Diogo Giacomini, Rogério Micale a agora, teve a coragem de contratar, Oswaldo de Oliveira.

A vergonha que o time passou no Estádio do Café é para entrar na história do clube. Quando Nepomuceno assumiu, seu discurso era que o Atlético Mineiro buscaria o bicampeonato da Libertadores. E foi acumulando fracassos. Paga a segunda folha mais cara de todo o Brasil, só perde para o Palmeiras, sustentado pelo bilionário casal de mecenas, donos da Crefisa.

Foi dinheiro demais desperdiçado nestes quase dois anos. O clube nem se aproximou de repetir a conquista da Libertadores. Nem de vencer o Brasileiro. O time faz campanha pífia na competição deste ano. É apenas o nono. Não vencerá o torneio.

O máximo que conseguiu foi disputar e perder a final da Copa do Brasil do ano passado, caiu diante do Grêmio. Depois de perder para o América o Mineiro de 2016, venceu o cada vez mais insignificante torneio este ano.

E só.

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Nepomuceno não teve respaldo para sequer tentar a reeleição. O que é inacreditável, já que o clube vive um momento histórico, com todas as vertentes políticas unidas pela construção do seu estádio, se livrando de vez do Mineirão e do Independência, do América.

Mas o presidente se mostrou completamente sem rumo. Não teve estrutura para apostar em uma filosofia. Não soube lidar com as derrotas. Não teve força para ser escudo de Levir Culpi. Demitiu Marcelo Oliveira ainda na decisão da Copa do Brasil, depois de perder para o Grêmio em Belo Horizonte. Roger Machado ouviu promessa que teria tempo para impor sua metodologia. Foi despachado.

Escolher Rogério Micale, especialista em jogadores de base, e que precisou da ajuda de Tite para ganhar a medalha olímpica, já tinha sido algo absurdo. O elenco de jogadores rodados, tarimbados, rejeitou solenemente o técnico de juvenis. E mais fracassos.

Mostrando que sabe como piorar o que está ruim. Nepomuceno escolheu Oswaldinho. Desempregado por estar ultrapassado. O Corinthians, clube que o fez campeão mundial em 2000, percebeu o erro que cometeu ao recontratá-lo. E o demitiu depois de nove partidas no ano passado.

Oswaldo durou 16 jogos no Oriente Médio, este ano.

Mesmo assim, Nepomuceno o contratou. Assinou acordo até 2018, apesar de o próprio presidente ir embora após a eleição do final deste ano. Nem o candidato da situação e nem o da oposição querem Oswaldo. As duas alas prometem tirar Cuca do Palmeiras.

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Oswaldo finge não saber que é um técnico tampão. Para dirigir o Atlético Mineiro até o final do Brasileiro. Ele tinha a chance de fazer como outro treinador ultrapassado, Vanderlei Luxemburgo. Ganhar um título que não mexeu um dedo para levar o time à final.

Se Luxemburgo conseguiu não ser tão incompetente a ponto de perder o Pernambucano para o Salgueiro, conseguiu mergulhar o Sport na zona do rebaixamento no Brasileiro.

Talvez Oswaldo não consiga levar o Atlético Mineiro para a Segunda Divisão. Mas já conseguiu entrar para a história do clube com a perda da Primeira Liga diante do Londrina.

Milhões de atleticanos estão revoltados, envergonhados, se sentindo tolos por acreditarem nos sonhos de grandeza de Nepomuceno.

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Comandar o Clube Atlético Mineiro com competência é uma façanha para poucos. Acreditar ser possível ter as rédeas de uma das maiores agremiações da América Latina e ainda ser secretário de Desenvolvimento de Belo Horizonte foi erro absurdo.

E quem pagou pela divisão, pela falta de rumo, foi o clube. Dois anos que poderiam ser marcantes, com jogadores importantes, desperdiçados.

Que o próximo presidente se comprometa publicamente. Que tenha como foco único de sua vida, cuidar da grande do Atlético Mineiro. E não pensar ao mesmo tempo na sua vida política.

Nem a população de Belo Horizonte merece essa divisão absurda.

Ambição tem limite.

Os anos Nepomuceno acabam de maneira frustrante.

Por culpa do presidente/secretário.

E de suas escolhas.

Alguém com foco não colocaria o caríssimo time nas mãos de Micale.

E muito menos de Oswaldo de Oliveira.

Nem mesmo como tampão...
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