1reuters13 O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...
Cuca é o treinador do Brasil que mais acredita em sorte.

Não há ninguém na elite como ele.

Suas medalhinhas, sua camiseta religiosa embaixo do agasalho.

Seus rituais.

E ontem ele saiu de Tijuana convicto.

Os deuses nestas quartas da Libertadores estão com o Atlético.

O que começou trágico acabou sensacional.

E fruto do acaso.

A contusão no adutor da coxa de Bernard mudou o jogo.

O coadjuvante Luan foi fundamental no ótimo resultado.

Mesmo jogando muito mal, o Atlético foi premiado.

Conseguiu o injusto empate em 2 a 2.

Resultado que só pode ser explicado pelos deuses do futebol.

Depois da desgastante viagem de 20 horas até Tijuana, veio o jogo.

O argentino Antonio Mohammed queria usar suas duas armas.

O desgaste físico do time brasileiro.

E o gramado artificial.

Ele sabe o quanto os brasileiros sofrem para se adaptar.

Sua equipe entrou da mesma forma que jogou contra o Corinthians.

Quando derrotou o campeão do mundo.

Marcando pressão e impondo correria.

Principalmente pela esquerda, forçando Núnez e Martínez.

Um erro de avaliação de Cuca foi fatal.

Ele acreditou em Bernard.

Que o jovem jogador superaria o desconforto na coxa esquerda.

Não superou, deu trotes no primeiro tempo.

Não conseguia correr.

Foi como se o Atlético Mineiro jogasse com um homem a menos.

Em seguida ficaria com um olho a menos.

Ronaldinho Gaúcho recebeu bolada forte no olho esquerdo.

Logo a pancada iria inchar seu rosto.

Ele já estava bem marcado, seu desempenho não foi bom.

"Joguei com um olho só.

Estava difícil enxergar com o esquerdo", justificaria.

1a´p O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...

No primeiro tempo, ninguém do Atlético jogou bem.

O Tijuana criou e desperdiçou várias chances.

O time atuava de maneira compacta, veloz.

E se aproveitando da intimidade com o gramado sintético.

O óbvio gol mexicano saiu aos 31 minutos.

Moreno misturou habilidade e visão.

Deu excelente passe de calcanhar para Riascos.

Gilberto Silva se desdobrou tentando cortar.

Só conseguiu ajeitar.

O chute foi ágil, forte.

Victor não conseguiu defender.

Tijuana 1 a 0.

Cuca estava todo tenso, o sufoco mexicano era para valer.

O Atlético Mineiro fez péssimo primeiro tempo.

Mereceria sair perdendo por dois ou três gols.

No intervalo, Cuca teve de tirar Bernard.

O jogador que o Atlético negocia com o Borussia estava contundido.

Além de atrapalhar o time poderia ter uma lesão mais séria.

Luan entrou com uma missão específica.

Ajudar a travar o lado esquerdo mexicano.

Ele tinha de ajudar na marcação.

E se possível atacar.

Os mexicanos estavam empolgados.

Sentiam a fraqueza física do adversário.

E principalmente a falta de intimidade com o carpete.

Só a Fifa para permitir essa atrocidade.

Como deixar que os mexicanos tenham tanta vantagem?

É mesma coisa que vôlei de praia ser disputado no asfalto.

Tivessem coragem e união, os brasileiros pressionariam a Conmebol.

Para pelo menos protestar.

É muita vantagem ao Tijuana.

Logo aos sete minutos, o segundo gol mexicano.

Victor se esforçou para defender chute de Moreno.

Mas a bola sobrou nos pés de Martínez, livre para fazer 2 a 0.

O resultado era péssimo.

E o Tijuana ainda jogava melhor.

Os atleticanos sabiam que precisavam ao menos descontar.

E aí entrou em campo o aliado de Cuca, o acaso.

Ronaldinho bateu mal um escanteio.

Arce não pegou em cheio na bola.

Ela procurou Tardelli.

O chute saiu fraco, mas o suficiente para enganar Saucedo.

Gol do Atlético Mineiro: 2 a 1, aos 20 minutos.

Um resultado fantástico diante da superioridade mexicana.

No Horto, o time precisaria de uma vitória simples por 1 a 0.

A partida ficou mais tensa, brigada nas intermediárias.

O Tijuana queria de qualquer maneira o terceiro gol.

E o Atlético tinha em Tardelli seu grande jogador.

O homem que lutava para encontrar espaço na zaga mexicana.

O tempo passava rápido e o time brasileiro jogava melhor.

Mais agrupado, trocando passes.

Só que não era noite de Ronaldinho e Jô.

Os dois estavam mal, irreconhecíveis.

Luan dava uma aula de dedicação.

Marcando atrás e lutando no ataque.

Quando parecia que seria decretada a derrota atleticana, veio o inesperado.

Cuca iria tirar Tardelli.

A substituição estava para acontecer.

Quando o atacante pediu para continuar.

Diante da vontade do jogador, Cuca tirou Jô.

Foi a providência o auxiliando.

Coube a Tardelli entrar aos trancos e barrancos pela zaga mexicana.

E servir de bandeja para Luan.

Ele estava livre diante do goleiro.

O chute saiu fraco, mas passou por baixo de Salcedo.

Era o empate do Atlético Mineiro.

Aos 47 minutos do segundo tempo.

2 a 2.

Sim, 47 minutos do tempo final.

Luan chorou demais, comemorando o gol.

Sabia da sua importância.

O resultado é espetacular diante de tantas dificuldades.

Não precisaria nem mais vencer no Independência.

Um empate em 0 a 0 ou 1 a 1 já basta.

Fora a vitória simples.

E a vaga para a semifinal da Libertadores fica garantida.

O Atlético Mineiro teve garra, raça.

Mas muita sorte.

Tardelli jogou por ele e por Ronaldinho.

O time tecnicamente foi mal.

Taticamente, foi engolido pelo Tijuana.

No final, a superação valeu.

E veio o empate.

Cuca tem mesmo que comemorar.

O resultado foi enganoso, injusto com os mexicanos.

Mas Luan e Tardelli mudaram o jogo.

Conseguiram o empate em 2 a 2.

E levar o fim da conversa para o Independência.

O time ontem se safou da derrota.

Mesmo jogando mal quebrou a invencibilidade da defesa mexicana em Tijuana.

Marcou dois gols.

E agora vai se preparar com calma.

Para não depender da sorte na semana que vem.

O Tijuana não é páreo para o Atlético.

Basta ter concentração e jogar de forma compacta.

As chances de vitórias sobre os mexicanos imensas.

Ronaldinho, Jô e Bernard não vão jogar tão mal.

Tudo promete ser muito diferente no Horto.

Mas não há lugar para reclamação.

O empate em 2 a 2 foi um prêmio do destino.

Da sorte para Cuca.

Na próxima quinta-feira, que use a competência para levar adiante o Atlético Mineiro.

E ter o gosto de chegar às semifinais da Libertadores de 2013.

Sem precisar ser refém da sorte de um coadjuvante.

Ensinar para os jogadores do Tijuana o já consagrado refrão.

"Caiu no Horto..."
1afp O Atlético Mineiro mostrou raça e muita sorte. Graças a Tardelli e ao coadjuvante Luan. O 2 a 2 contra o Tijuana dá a certeza. A semifinal da Libertadores está nãos mãos do time de Cuca...

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