29 1024x576 O Atlético de Madrid não conseguiu a façanha final na despedida do Vicente Calderón. Venceu o grande rival por 2 a 1. Mas a vaga para a final da Champions, contra a Juventus, ficou com o Real Madrid. Os melhores chegaram à decisão...

Uma jogada que parecia morta transformou o último jogo da Champions League no Vicente Calderon. O Atlético de Madrid vencia por 2 a 0. Dava esperança à torcida colchonera. Os gols de Saúl Ñíguez e Griezmann feitos nos primeiros 15 minutos de partida. O domínio psicológico era todo do time de Diego Simeone.

Até que, aos 41 minutos, um lateral foi cobrado para Benezema. Ele de costas para o gol, marcado por três jogadores. O francês conseguiu se livrar do trio e cruzou para Kroos bater forte. Oblak fez uma defesa sensacional. Espalmou. E Isco, no rebote, marcou. 2 a 1.

Cristiano Ronaldo mandou a vibrante torcida rival se calar. Ele, que ouviu palavrões e vaias, sabia. Tudo estava decidido.

O gol teve um impacto fulminante. O Atlético de Madrid, que havia perdido por 3 a 0, a primeira partida semifinal teria de vencer por 5 a 1. Os donos da casa sabiam que tudo estava perdido. Mesmo assim, lutaram. Navas fez defesas maravilhosas. E o placar de 2 a 1 foi mantido.

O Real Madrid perdeu, mas está na final da Champions.

Terá pela frente a Juventus, dia 3 de junho, em Cardiff.

Os melhores chegaram, com justiça, à decisão.

A partida de hoje foi cercada de emoção. Os torcedores atleticanos fizeram algo pouco comum na Europa. Foram até a concentração do time antes do jogo. E levaram uma faixa com um singelo pedido. "Até a última gota de sangue." Ou seja, deixassem a alma em campo. Compensassem a trágica derrota por 3 a 0 na primeira partida da semifinal, que tanto comprometeu o confronto no Vicente Calderón.

Os jogadores fizeram questão de aplaudir tanto apoio.

E Simeone havia prometido luta do início ao fim de jogo.

Foi o que o Atlético de Madrid fez.

Impôs um ritmo alucinante. Apostou no coração para fazer história. Teve a coragem que faltou no Santiago Bernabéu. O time marcou a saída de bola, imprensou o Real Madrid na defesa. O tratou como time pequeno. Zinédine Zidane esperava pela pressão. Mas nem tanto. Os colchoneros queriam uma reviravolta histórica. Não deram tento para o grande rival tocar a bola, diminuir o ritmo de jogo, como havia planejado o treinador francês.

Como um trator, o Atlético precisou apenas de 15 minutos para abrir 2 a 0. Aos 11 minutos, depois de um escanteio muito treinado, Saúl Ñíguez se antecipou a Cristiano Ronaldo. E cabeceou forte. 1 a 0. O segundo gol também viria de bola parada. Fernando Torres, que saiu jogando, e muito bem, partiu contra a defesa com a bola dominada. Foi derrubado de forma precipitada por Varane. Pênalti.

O francês Griezmann escorregou na hora da cobrança. E conseguiu roçar com o pé direito na bola, antes de chutar de esquerda. Lance irregular, imperceptível, a não ser pelas câmeras. Navas quase defendeu, mas a bola entrou. 2 a 0.

Foi quanto Simeone cometeu um erro.

Sua atitude parecia sabia.

Ele mandou seu time diminuir a pressão. Passar a jogar como está acostumado contra adversários fortes fora de casa. Recuou demais suas duas linhas de quatro. Deu o domínio, a posse de bola para o Real Madrid. Ele sonhava marcar mais gols em contragolpes. Não poderia tomar nenhum.

Só que o Real Madrid tem o melhor histórico ofensivo da elite do futebol mundial. Nos 60 últimos jogos, pelo menos marcou um gol. Simeone parece não ter aprendido com os 3 a 0 da terça-feira passada.

Seu time estava bem compactado, firme.

Oblak mostrando ao mundo o grande goleiro que é.

Tudo ia bem, controlado.

O plano era ir para o intervalo com os dois gols de vantagem.

Cristiano Ronaldo estava travado, preso na marcação.

Até que, aos 41 minutos, o português cobrou um lateral na intermediária do Atlético de Madrid. Benzema recebeu de costas. Cristiano Ronaldo esperava a devolução. Só que o francês tentou o improvável. Partiu para cima dos três marcadores. Conseguiu levar a bola de maneira incrível. E a serviu para Kross. Oblak fez defesa sensacional. Mas a bola sobrou para o onipresente Isco. 2 a 1.211 O Atlético de Madrid não conseguiu a façanha final na despedida do Vicente Calderón. Venceu o grande rival por 2 a 1. Mas a vaga para a final da Champions, contra a Juventus, ficou com o Real Madrid. Os melhores chegaram à decisão...

As câmeras flagraram a reação imediata de Simeone.

O argentino tomou um gole d'água.

Brindava sozinho o que sabia ser o fim do jogo.

O final da caminhada do Atlético de Madrid na Champions.

Seria impossível marcar mais três gols no Real Madrid.

Um descuido com Benzema e tudo estava acabado.

Zidane voltou para a segunda etapa com seu time fechado.

Compactado.

Sabia que sofreria pressão.

Mas não como no primeiro tempo.

Em cada célula dos jogadores dos dois times, a certeza.

Já estava decidido o time que disputaria a final da Champions.310 O Atlético de Madrid não conseguiu a façanha final na despedida do Vicente Calderón. Venceu o grande rival por 2 a 1. Mas a vaga para a final da Champions, contra a Juventus, ficou com o Real Madrid. Os melhores chegaram à decisão...

O Atlético de Madrid se lançou à frente.

Tentou ao menos aumentar o placar.

Mas Navas estava em uma noite de enorme inspiração.

Se mostrou firme, tranquilo.

Fez ótimas defesas.

As duas linhas de quatro do Real Madrid marcavam forte.

Pior do que elas, só o inclemente relógio.

Os minutos voaram.

A última partida da Champions no Vicente Calderón foi vitoriosa. O Atlético de Madrid venceu por 2 a 1 o maior rival. Saiu do estádio aplaudido de pé por sua torcida. Jogadores e Simeone agradeceram tanto apoio.

Só que o Real Madrid levou a melhor.

E estará em Cardiff no dia 3 de junho.

Contra a Juventus.

Será a 15ª final do time espanhol.

A nona da equipe italiana.

O Real Madrid já tem 11 conquistas.

A Juventus, duas.

Os dois times já fizeram a final duas vezes.

Os espanhóis venceram em 98 e 2015.

A decisão tem tudo para ser fabulosa.

O Real Madri segue favorito.

Mas a Juventus está forte, confiante.

São os dois melhores times.

Merecem decidir a Champions...

64 O Atlético de Madrid não conseguiu a façanha final na despedida do Vicente Calderón. Venceu o grande rival por 2 a 1. Mas a vaga para a final da Champions, contra a Juventus, ficou com o Real Madrid. Os melhores chegaram à decisão...

http://r7.com/LFkQ