1reproducao22 Novo arena do Palmeiras. Muito barulho por nada. Migalha para o clube, parte do leão para a W.Torre. Por pouco dinheiro, o clube desrespeita até a sua história. E renega o Palestra Itália...
A situação financeira do Palmeiras é precária.

Deve mais de R$ 200 milhões.

Tem cotas de transmissão de futebol adiantadas até 2015.

Seu time está na Segunda Divisão outra vez, depois de dez anos.

A Kia Motors desistiu de seguir bancando a camisa do time.

Série B não interessa.

Alegou a crise mundial e encerrou o compromisso.

Os bancos não se animam a emprestar dinheiro ao Palmeiras.

O presidente e milionário Paulo Nobre tem levantado empréstimos em seu nome.

E repassado ao clube.

Conselheiros não querem criar problemas e fingem que não sabem.

Há jogadores com direitos de imagem atrasados.

O time B foi extinto por falta de verba e de revelações.

A grande esperança era a venda do naming rights do novo estádio.

A W. Torre fechou com o grupo Allianz.

O anúncio oficial de R$ 300 milhões por 20 anos.

Deveria provocar saliva na boca de Brunoro e Paulo Nobre.

Mas muito longe disso.

Quando o acordo com a W. Torre foi fechado em 2008, a decisão foi clara.

Transparente.

Fechada pelo então presidente Belluzzo.

E revoltou diversos dirigentes na época.

A construtura ficaria com 80% dos naming rights.

Ao Palmeiras somente 20%.

Ou seja: dos R$ 300 milhões, apenas R$ 60 milhões.

Para serem pagos em 20 anos.

Os valores estão longe de serem animadores.

De mudar o potencial do elenco, de acertar salários.

O Palmeiras receberá R$ 750 mil nos três primeiros anos.

R$ 1,5 milhão do quarto ao oitavo ano.

R$ 2,250 milhões do nono ao 13 ano.

R$ 3 milhões do 14º ao 18º ano.

E finalmente R$ 3.750 milhões nos dois últimos anos.

O contrato poderá ser renovado se a Allianz quiser.

Por mais dez anos.

E a proporção continuará a mesma.

80% para a construtora e 20% ao Palmeiras.

Nos shows, é ainda pior.

Apenas 5% ficará com o clube nos primeiros cinco anos.

10% nos cinco seguintes.

15% do décimo ao 15º.

20% até o vigésimo ano.

25% até o 25º ano.

E 30% até o trigésimo ano.

O clube ficará com 5% do que a W. Torre vender dos camarotes.

A bilheteria dos jogos ficará com o Palmeiras pelo menos.

Só que tudo que é ruim, pode ficar pior.

Paulo Nobre recebeu inúmeros pedidos em relação ao nome do estádio.

3reproducaopalestra Novo arena do Palmeiras. Muito barulho por nada. Migalha para o clube, parte do leão para a W.Torre. Por pouco dinheiro, o clube desrespeita até a sua história. E renega o Palestra Itália...

A esmagadora maioria dos torcedores quer que Palestra seja mantido.

Pelo menos fizesse parte do nome.

Mas os representantes da Allienz não nasceram ontem.

Sabem que se colocar o nome Palestra fariam um suicídio.

O termo é ligado umbilicalmente ao Palmeiras.

Desde os tempos em que o clube se chamava Palestra Itália.

Todos poderiam se referia à arena como Palestra.

E esquecer a Allianz.

Assim, nada feito.

Apesar do apelo de Paulo Nobre, não houve jeito.

A empresa dará ao torcedor três opções para que ele vote no nome do estádio.

Não o que ele quer.

A eleição é controlada.

As três opções foram escolhidas não têm o termo Palestra.

Enfatizam, claro, o Allianz.

Allianz Parque, Allianz Center e Allianz 360º.

A tendência é que a primeira vença.

No subconsciente coletivo há a ligação do antigo nome do início do século XX.

O famoso Parque Antarctica.

Será uma pálida compensação.

O primeiro grande clube a fechar o naming rights de sua arena é o Palmeiras.

Mas já serve de parâmetro para Corinthians, Grêmio, Inter, Atlético Paranaense, São Paulo.

Ninguém quer um acordo como o feito pelo clube de Paulo Nobre.

Nem de longe.

Pouquíssimo dinheiro.

E nenhuma autonomia.

Nem a de poder colocar o inesquecível termo Palestra na nova arena.

É deprimente.

Mostra que modernidade não é necessariamente sinônimo de progresso.

De grandes lucros.

Por 30 anos, o Palmeiras usará uma nova e belíssima arena.

Que não envolveu o dinheiro público.

Mas cujo acordo foi draconiano.

Entregou a parte do leão para a W.Torre.

Restaram migalhas ao Palmeiras.

Finalmente agora os conselheiros, sócios e torcedores acordaram.

Mas é tarde demais.

Resta só esperar e começar a olhar no relógio.

Depois de 30 anos haverá motivo para comemoração.

Nestas próximas três décadas, a festa é da W. Torre...
2reproducao10 Novo arena do Palmeiras. Muito barulho por nada. Migalha para o clube, parte do leão para a W.Torre. Por pouco dinheiro, o clube desrespeita até a sua história. E renega o Palestra Itália...

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