1ae30 Neymar e o Brasil se livraram do fantasma. Fim do trauma contra o México. Sofrida e empolgante vitória por 2 a 0. Time classificado para as semifinais da Copa das Confederações. Com protestos e tudo...
Fortaleza...

Neymar acabou com o engasgo.

Distribuiu chapéus, driblou.

Marcou um belíssimo gol.

E deu outro para Jô marcar.

2 a 0 sofrido, mas empolgante.

O camisa 10 se livrou de um fantasma.

Assim também como o Brasil.

Mostrou que aprendeu a vencer o México.

Depois de começar muito bem o jogo, o time sofreu.

Mas conseguiu não só vencer e eliminar o México.

Se classificou para as semifinais da Copa das Confederações.

Um trauma foi embora.

O clima de manifestação contra a Copa não afetou a idolatria.

No Castelão, os torcedores cantaram o hino brasileiro até o final.

Mesmo sem música.

Os jogadores ficaram ainda mais emocionados, empolgados.

Não viram os protestantes que viraram as costas para o gramado.

Melhor.

Ficou bem dividida a manifestação do amor ao futebol.

Pela primeira vez depois de 2007, o time foi repetido três vezes.

Entrosamento contra os mexicanos é fundamental.

A equipe foi formada desde as categorias de base.

Houve um planejamento profundo na busca da medalha olímpica.

Ela veio.

O sonho é aprimorar para chegar pela primeira vez a uma semifinal de Copa.

Mas primeiro é preciso espantar a crise.

O time está jogando mal nas Eliminatórias.

A imprensa está descontente com o treinador Jose Manuel de la Torre.

E pede a sua saída.

Seu time havia jogado covardemente na derrota para os italianos.

Precisava de um bom resultado hoje para não ser eliminado precocemente.

De la Torre continuou fiel à sua filosofia.

Time compactado, buscando atrair, irritar o Brasil.

E aproveitar os contragolpes.

As duas indefectíveis linhas de quatro nas intermediárias.

O desejo não deu certo por um motivo simples.

Felipão colocou o Brasil 'dentro' dos mexicanos.

Foi um pressing incrível nos primeiros minutos de jogo.

Para não deixar ninguém respirar.

A intensidade, os dribles, a raiva de Neymar eram transparentes.

Ele queria fazer do jogo uma revanche pessoal.

E tratou de atuar onde mais rende.

Aberto, como se fosse um ponta esquerda.

Felipão fez mesmo o caminho inverso de Mano Menezes.

Deixou o camisa 10 acompanhado.

Ele tinha Marcelo, Paulinho, Oscar sempre por perto.

O que dificultava demais o sistema de marcação mexicano.

O Brasil buscava o talento, forçava pela esquerda.

Mas foi pela direita que veio o gol.

Belíssimo.

Hulk tocou para Daniel Alves.

Preciso, ele colocaria a bola na cabeça de Fred.

Mas Rodriguez se antecipou e desviou para o alto.

A bola procurou Neymar.

O sem-pulo foi cinematográfico.

Deve ter feito Sandro Rosell cair da cadeira, vibrando.

Golaço do Brasil.

Nada de dancinha, coreografia de grupo de pagode decadente.

Comemorou como atleta, emocionado.

Apontou para os céus e agradeceu.

"Obrigado, Pai."

1gettyimages Neymar e o Brasil se livraram do fantasma. Fim do trauma contra o México. Sofrida e empolgante vitória por 2 a 0. Time classificado para as semifinais da Copa das Confederações. Com protestos e tudo...

A Seleção Brasileira conseguia o 1 a 0 aos nove minutos do primeiro tempo.

O gol acabou com o plano de De la Torre.

Outra derrota seria o final da Copa das Confederações.

E talvez do seu trabalho frente ao México.

Ele tinha de tentar a sobrevivência do time e a sua.

Liberou Guardado, Chicarito e Giovanni dos Santos.

O México passava a atuar no 4-3-3.

O esquema estava mais do que definido.

A defesa brasileira passou a ser muito forçada.

Os mexicanos são habilidosos, velozes.

Thiago Silva, David Luiz e Luís Gustavo passaram a aparecer.

Oscar e Paulinho recuaram para fechar a intermediária.

Ficou um belo duelo.

Aos 15 minutos, Marcelo quase complica tudo ao tentar dar um chapéu na área.

A pressão mexicana já incomodava.

Mas o Brasil já tinha os contragolpes.

Aos 22 minutos, Neymar quase fez um gol espetacular.

Recebeu de Fred.

Deu um chapéu com o peito em Rodriguez e bateu forte.

Por cima.

O México aos poucos foi ganhando a intermediária.

E só não criava mais problemas pelo bom desempenho da zaga.

Felipão também está condicionando a equipe a marcar atrás da linha da bola.

O que atrapalhava demais as ações mexicanas.

E mostrava lições do futebol europeu.

O primeiro tempo terminou com os mexicanos melhores.

Faltou mais Oscar ao Brasil.

A segunda etapa era tudo ou nada para De la Torre.

A Seleção, com vantagem, era muito cautelosa.

Não desmanchava seu desenho tático.

Muitas vezes apenas Neymar ficava além do meio de campo.

Logo os torcedores mostraram que são fiéis.

Mas quando o time está jogando bem.

Os cearenses logo começaram a pedir por Lucas.

Foi quando aos nove minutos Neymar deixou Hulk livre.

Cara a cara com Corona.

Seu ângulo era pouco para o arremate.

Fred e Paulinho entravam livres, era só rolar.

Mas não levantou a cabeça e preferiu chutar para fora.

A torcida não perdoou e voltou a clamar por Lucas.

Mas Felipão estava preocupado com a pressão mexicana.

E tratou de tirar Oscar.

Colocou o volante Hernanes.

Queria que ajudasse a bloquear o meio.

O jogo continuou tenso.

Cada centímetro era disputado com raiva.

Aos 20 minutos, um lance empolgante.

Paulinho disparou com a bola dominada do meio de campo.

Passou por quatro jogadores e serviu para Neymar

Ele chuta no canto, Corona faz boa defesa.

O maior perigo dos mexicanos era com Giovanni.

Canhoto, descia pela direita para bater com a canhota.

David Luiz estava ótimo na cobertura de Marcelo.

O time de De La Torre já incomodava muito.

A tensão já era companheira aqui no Castelão.

Foi quando Luiz Felipe chamou Lucas.

Nem assim, os cearenses se acalmavam.

Tinham motivo.

A bola ficava dançando na pequena área de Júlio César.

Os mexicanos exageravam nos cruzamentos.

Assim como o Brasil recuava demais seu meio de campo.

Felipão colocou a Seleção em seu campo.

Quatro zagueiros e mais os três volantes encolhidos.

O treinador trocou Fred, que pouco fez, por Jô.

A ordem era tocar a bola.

Deixar o tempo passar.

A vitória já estava nas mãos.

Mas viria mais.

Neymar resolveu selar com chave de ouro.

Driblou dois jogadores pela esquerda e deu o gol para Jô.

Predestinado, ele só colocou a bola nas redes.

A torcida cearense também foi presenteada com o gol.

O time sofreu, mas somou seis pontos.

Está classificado.

E agora espera o jogo contra os italianos em Salvador.

Ele definirá se irá para Belo Horizonte ou voltará a Fortaleza.

A missão de hoje dentro de campo foi cumprida.

Mas que não se misture as coisas.

Futebol é futebol.

E a vida complicada no Brasil é bem outra...
3gettyimages Neymar e o Brasil se livraram do fantasma. Fim do trauma contra o México. Sofrida e empolgante vitória por 2 a 0. Time classificado para as semifinais da Copa das Confederações. Com protestos e tudo...

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