224 Neymar dá um show no Itaquerão. Vitória contra o Paraguai por 3 a 0. Aos 25 anos, o capitão do Brasil igualou Pelé. E a Seleção aumentou seu recorde com Tite. E é o primeiro no ranking da Fifa, depois de sete anos...

Neymar deu um show no Itaquerão. Mostrou que o melhor jogador do Brasil pode ser o capitão da Seleção na Copa do Mundo. Deu seu show particular, driblou à vontade, escancarou a defesa paraguaia. Marcou gol. Mas jogou para o time e mostrou controle emocional, que Tite tanto queria. Devolveu os muitos pontapés que tomou com mais dribles, não discutiu com marcadores ou com o juiz.

Alcançou Pelé. Aos 25 anos, chegou aos 52 gols com a camisa da Seleção.

Mesmo número de gols que tinha o melhor de todos os tempos.

Com a mesma idade, claro.

Pelé marcou no total, 77 gols.

Vitória marcante por 3 a 0.

Depois de sete anos, o Brasil volta a ser o primeiro do ranking da Fifa.

Com direito a palmas, gritos de olé e empolgação da torcida mais exigente do país, a paulista.

O recorde brasileiro nas Eliminatórias só aumenta. Foi a oitava vitória consecutiva em oito jogos com Tite. São 25 gols marcados e apenas dois sofridos. O Brasil chegou a 33 pontos. Está mais do que garantido na Copa da Rússia.

Tite cumpriu o que prometeu. O técnico havia prometido que a Seleção não entraria na euforia, apesar da fase excelente. Das sete vitórias. Do prometido, e cumprido, apoio integral da torcida paulista. Ainda mais no Itaquerão, estádio do Corinthians, clube onde o treinador foi campeão mundial e da Libertadores.

Mesmo tendo uma seleção inferior tecnicamente e que veio ao Brasil para se defender, Tite não fez o que Arce desejava. Não escancarou a Seleção. Muito pelo contrário. Deixou a euforia irresponsável para os torcedores. O time se manteve ortodoxo, seguindo o esquema tático firme, intenso que tanto está dando certo. 4-1-4-1.

O Paraguai parecia uma equipe de pebolim. Manteve suas duas linhas de quatro no seu campo. E deixava dois jogadores abertos pelas pontas, tentando aproveitar os contragolpes. O time é muito forte fisicamente. E corre muito.

Estava mais do que claro que a partida exigiria muita paciência. Tite não quis forçar a marcação alta na saída de bola dos paraguaios. Estava preocupado com os chutões, que poderia transformar o jogo em uma perigosa aposta de corrida entre os zagueiros brasileiros contra os comandados de Arce.

A paciência de Neymar foi testada ao limite. Desde o início da partida ele sofreu várias faltas. Entradas pesadas, irritantes. Não era por acaso. A intenção era desequilibrar psicologicamente o melhor jogador brasileiro. Mas foi nítida a preocupação do atacante em se conter. Ele tinha de mostrar mais controle e respeito pela faixa de capitão, que voltava a assumir depois da Olimpíada.

Para desviar o foco Neymar, Philippe Coutinho mostrava inspiração. Embora renda muito melhor na esquerda, onde atua no Liverpool, o jogador conseguia excelentes triangulações pela direita com Fagner, que substituía muito bem Daniel Alves. Tinha todos os motivos para se sentir em casa.

Assim como Paulinho, confiante pelos três gols que marcou contra o Uruguai, atuava à frente, deixava a proteção da zaga para Renato Augusto e Casemiro. E se lançava ao ataque, buscando ser o elemento nem tanto surpresa.

O jogo era tenso, marcado por faltas duras dos paraguaios. Havia pouco espaço para infiltrações, por mais que Roberto Firmino se esforçasse, estava muito abaixo do contundido Gabriel Jesus. Faltava talento para o improviso.

Mas Philippe Coutinho quebrou a rotina. Avançou com decisão pela direita. Tocou a bola para Paulinho. O volante atuou de maneira perfeita como pivô. Com um toque deixou livre Coutinho, que bateu cruzado de esquerda. De primeira. Indefensável para o ótimo goleiro Anthony Silva. Lindo gol.

Brasil 1 a 0, aos 34 minutos.

O gol trouxe alívio. Mas não foi o suficiente para fazer com que os paraguaios alterassem sua disposição tática defensiva. Não se abriram. Continuaram dando pouquíssimo espaço aos brasileiros.

A vantagem de um gol era o retrato perfeito do primeiro tempo.

No intervalo, Tite foi obrigado a tirar Marquinhos, mal fisicamente. O trocou por Thiago Silva. O contestado zagueiro do Paris Saint Germain tinha nova chance na Seleção.

O Paraguai tinha a obrigação de tentar ao menos um ponto, Arce abriu seu time. Não adiantava perder por pouco. E tratou de adiantar seus jogadores para o 4-3-3. A ordem era enfrentar, correr o risco. Mas sem loucuras.

331 Neymar dá um show no Itaquerão. Vitória contra o Paraguai por 3 a 0. Aos 25 anos, o capitão do Brasil igualou Pelé. E a Seleção aumentou seu recorde com Tite. E é o primeiro no ranking da Fifa, depois de sete anos...

Só que bastou um pouco mais de espaço. Principalmente para Neymar. O jogador passou a desequilibrar de vez a partida. Aos cinco minutos deu uma arrancada inesperada. Passou como quis por Paulo Silva e foi derrubado, dentro da área, pelo desesperado Rodrigo Rojas.

Pênalti.

Neymar pegou a bola com toda a tranquilidade. Correu com convicção. Correu e parou passos antes da cobrança. Mas o goleiro Anthony Silva o desestabilizou. Ficou estático. Não arriscou um canto. O camisa dez do Brasil 'cantou'que cobraria no canto esquerdo e facilitou a defesa do goleiro paraguaio.

A reação da torcida paulista foi de total solidariedade. Os gritos de "Neymar, Neymar, Neymar" dominaram o gelado Itaquerão.

E o melhor jogador brasileiro reagiu ao apoio incondicional. Ele passou a jogar melhor ainda. Dar dribles seguidos nos seus marcadores, abrir espaço na defesa paraguaia.

Mas ele não ficaria com a frustração do pênalti perdido.

E deu a resposta dez minutos depois.

Se desperdiçou o pênalti aos oito minutos, aos 18 minutos deu outra arrancada fantástica. Passou por três jogadores, invadiu a área e bateu para o gol. A bola desviou na zaga e enganou Anthony Silva. Brasil 2 a 0.

Os paraguaios sabiam que o jogo estava perdido. Perderam a gana, a garra, a correria do primeiro tempo. O Brasil seguiu jogando de forma séria, responsável.

E Neymar dando seu show à parte.

Com dribles desconcertantes, tomando pontapés e dando a resposta com mais dribles, como um capitão de verdade tem de fazer.

Marcelo ainda faria o terceiro, depois de uma troca de passe belíssima que envolveu Neymar, Phillipe Coutihho, Paulinho e o toque sutil de Marcelo para as redes, aos 40 minutos.

Depois de sete anos, o Brasil volta a ser primeiro no ranking da Fifa.

Vitória espetacular que foi encerrada com o justo coro.

"Titeeee, Titeeee, Titeeeee"...
146 Neymar dá um show no Itaquerão. Vitória contra o Paraguai por 3 a 0. Aos 25 anos, o capitão do Brasil igualou Pelé. E a Seleção aumentou seu recorde com Tite. E é o primeiro no ranking da Fifa, depois de sete anos...

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