1gazeta7 Ney Franco que não acredite na coletiva de Juvenal Juvêncio. Ele está profundamente decepcionado com a omissão do treinador. Conselheiros insistem que ele contrate Mano Menezes...
"Fomos atropelados pelo Atlético.

Ele foi infinitamente melhor do que nós."

Esta era as últimas frases que Juvenal queria ouvir.

Não do comandante do São Paulo.

O time havia sido goleado no Independência.

Em vez de revolta, elogio ao rival.

O presidente está decepcionado.

Profundamente irritado com Ney Franco.

E analisa se continua com o treinador.

Ou dá outro choque de gestão no time.

Continua inseguro.

Embora o tenha garantido hoje no cargo.

Sua coletiva foi muito estranha, contraditória.

Seu apoio ao técnico não convenceu.

Está decidindo o que fazer.

Primeiro decidiu pelo afastamento de atletas sem peso.

João Filipe, Cañete, Wallyson, Fabrício, Cortez, Luiz Eduardo, Henrique Miranda.

Está discutindo o que fazer com o treinador.

Nem durou nem um ano a alegria que sentiu em julho de 2012.

Ele procurou Marin e queria tirar Ney Franco das seleções de base.

O presidente da CBF já queria demitir Mano Menezes.

Ney sairia junto.

E liberou o técnico para substituir Leão no São Paulo.

As indicações que Juvenal tinha do treinador mineiro eram excelentes.

Pessoa de diálogo, estrategista.

Com capacidade de fazer jogadores seus aliados.

Ao contrário de Leão.

Sua chegada no São Paulo foi auspiciosa.

Tinha um bom grupo nas mãos.

O objetivo, factível.

A classificação para a Libertadores da América, depois de dois anos.

Havia duas possibilidades.

No Brasileiro ou na Copa Sul-Americana.

Conseguiu a vaga nos dois.

Ney Franco obteve a quarta colocação no Brasileiro.

E fez do time campeão da Sul-Americana.

Começou 2013 e o sonho de Juvenal Juvêncio já era outro.

Desbancar o rival Corinthians.

O clube de Andrés Sanchez havia vencido a Libertadores e o Mundial.

O dirigente dizia a conselheiros que acabaria com a festa corintiana.

Estava entusiasmado com a venda de Lucas.

Dos R$ 108 milhões teria R$ 87 milhões para torrar.

Estava disposto a fazer inesquecível o último ano inteiro do seu mandato.

Ele deve sair em abril de 2014.

Juvenal e o piloto e diretor Adalberto Batista buscariam reforços.

O foco foi Paulo Henrique Ganso.

R$ 23,9 milhões foram gastos com ele.

Ney Franco não foi consultado.

O presidente e piloto e diretor queriam uma estrela no time.

O treinador insistia na necessidade em substituir Lucas.

Osvaldo seria o atacante em velocidade pela esquerda.

Queria um pela direita e o nome era Vargas do Napoli.

Adalberto Batista foi incumbido de fechar a transação.

O São Paulo tinha a prioridade.

Mas o interesse do Grêmio fez o clube italiano querer mais dinheiro.

E também uma cláusula inédita da liberação do atleta quando precisasse.

Quando a transação estava para ser definida, Adalberto estava na Austrália, em férias.

Tentou monitorar o negócio por telefone.

Mas o Grêmio tinha dirigentes na Itália e fechou a transação.

Ney Franco precisou se contentar com Wallyson, jogador que estava quase um ano parado.

Aloísio, que não tem a mesma característica velocista de Lucas.

O desencanto com Ney começou em relação a Ganso.

O treinador havia conseguido montar o São Paulo como gostava.

Insinuante, rápido nos contragolpes.

E com grande poder de pegada no meio de campo.

Jadson vivia a sua melhor fase, tanto que se tornou convocável.

Só que o time não tinha o ex-meia santista.

A diretoria queria que o treinador o escalasse de qualquer maneira.

Mesmo com o meia apático, inseguro, estranhando o novo clube.

Ney foi resistente e o meia caríssimo virou seu parceiro no banco.

A situação acabou por irritar o jogador, que se afastou do treinador.

Ele detestava começar as partidas no banco.

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Juvenal deixava claro em entrevistas que o queria no time.

E Ganso entrou onde o treinador não queria.

Dividindo a armação com Jadson.

O futebol do meia caiu muito com a entrada do ex-santista.

Pelo lado direito, sem Lucas, Ney Franco desprezou seus atacantes.

Preferiu improvisar o lateral Douglas, um velocista.

Mas muito fraco para atacar, quando a bola cai nos seus pés.

Os dirigentes ficaram ressabiados de vez em relação aos veteranos.

Ney Franco não soube enfrentar Lúcio, Luís Fabiano e até Fabrício.

Não teve firmeza.

Todos eles criaram problemas para o treinador.

O zagueiro por ser substituído contra o Arsenal em Sarandi.

Ele desrespeitou Ney Franco e o grupo.

Não quis acompanhar o restante da partida.

Tomou banho e esperou por todos no ônibus.

E ao chegar em São Paulo disse que, quando saiu, o jogo estava empatado.

O time perdeu o jogo.

Ficou fora de algumas partidas insignificantes.

Para parecer que estava punido.

Chegaram os jogos para valer, ele voltou.

E o sabotou o time contra o Atlético no Morumbi.

Quando o time estava muito melhor, foi expulso infantilmente.

Facilitou a virada atleticana.

O treinador não tomou qualquer atitude, o protegeu.

Luís Fabiano além de não jogar bem, caçou expulsões.

Mas sempre contou com uma proteção especial.

A do piloto e diretor Adalberto Baptista.

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Ele não disputou a final da Sul-Americana expulso contra o Tigre.

Na Libertadores conseguiu a façanha de tomar o vermelho de forma surreal.

Com a partida contra o Arsenal terminada no Pacaembu.

Ele resolveu xingar o árbitro colombiano Wilmar Roldán.

Pegou quatro jogos de suspensão.

Prejudicou demais o clube na Libertadores.

Outra vez, a falta de pulso de Ney, que não o cobrou.

Aí, vieram as reclamações de Fabrício.

O volante estava recuperado de suas várias contusões.

Queria jogar, mas Ney Franco o preteriu.

Fabrício reclamou e muito.

O técnico não tomou qualquer atitude.

Ney Franco não teve o apoio de Rogério Ceni.

O perdeu no ano passado, quando o desmoralizou.

O goleiro queria a entrada de Cícero no time.

E pediu o jogador contra a LDU pela Sul-Americana.

O treinador não o colocou e ainda disse que quem escalava era ele.

Que Ceni era apenas mais um jogador.

O goleiro nunca foi 'apenas mais um jogador' no São Paulo.

O treinador perdeu fundamental aliado no Morumbi.

Juvenal não perdoa Ney Franco pelo que fez no Independência.

Com o São Paulo precisando vencer, deixou três atacantes no banco.

Silvinho, Wallyson e Ademílson.

Escalou o improvisado lateral Douglas na frente.

Além disso, insistiu em colocar no time Paulo Miranda.

Atleta que tem um futebol que Juvenal detesta.

E assistiu sem reação o São Paulo sofrer a humilhante goleada por 4 a 1.

Nos momentos decisivos da Libertadores, o treinador não mostrou força.

Não contagiou o elenco, o time entrou sem força, sem pegada contra o Atlético.

Principalmente no Independência.

No vexame por 4 a 1, Juvenal não quis ficar até o final do jogo.

Não suportou.

Com o São Paulo perdendo por 3 a 0 ele não quis mai ver a partida.

E nem dar entrevistas, o que é perigoso a Ney Franco.

O piloto e diretor Adalberto Baptista diz que o treinador continua.

Mas ele sabe que quem manda é o presidente.

E Juvenal está na dúvida.

Tem ouvido muitos conselheiros insistirem por Mano Menezes.

Ele seria um treinador mais enérgico que Ney.

E também homem de diálogo.

No auge da sua empolgação, para tirar Ney da CBF, o presidente prometeu.

Garantiu que o queria até o final do seu mandato.

Ou seja: até abril de 2014.

Esse foi o motivo maior que fez o técnico aceitar trabalhar no Morumbi.

Mais do que qualquer multa, Juvenal não gosta de quebrar a sua palavra.

Por isso analisará muito o que fazer nos próximos 16 dias de folga forçada.

Com o time eliminado da Libertadores e do Paulista.

Definirá atletas que deverão sair.

Cortez, Denílson, Paulo Miranda, Rhodolfo, Fabricio, Cañete, Edson Silva.

Todos correm risco.

Se houver uma boa proposta, Luís Fabiano também irá embora.

Há a chance de rescindir o contrato de Lúcio.

Reforços estão sendo estudados.

A equipe que montou não foi suficiente para o seu sonho em 2013.

Não atrapalhou a festa corintiana no Paulista.

E nem teve chance na Libertadores.

Mas há a Recopa, Campeonato Brasileiro...

Juvenal quer que o resto do ano seja diferente.

E vai agir.

Se com Ney Franco ou não, ainda está decidindo.

Mas a decepção do presidente com o treinador mineiro é real.

2013 está muito diferente do que sonhara...

(Sua primeira providência foi pífia.

Juvenal afastou jogadores insignificantes.

João Filipe, Cañete, Wallyson, Fabrício, Cortez,

Luiz Eduardo, Henrique Miranda.

Eles serão negociados.

Muito pouco para o vexame do time na Libertadores.

Continua o medo dos medalhões...)
 Ney Franco que não acredite na coletiva de Juvenal Juvêncio. Ele está profundamente decepcionado com a omissão do treinador. Conselheiros insistem que ele contrate Mano Menezes...

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