612 Nem com a ajuda do juiz, o São Paulo venceu o lanterna do Brasileiro. Um vexame na estreia de Dorival Júnior. 2 a 2 em pleno Morumbi. Já são oito partidas que o time de Leco não consegue vencer. E segue mergulhado na zona do rebaixamento...
Foi lastimável a estreia de Dorival Júnior no São Paulo. Mesmo com a ajuda do trio de arbitragem, que confirmou um gol impedido de Lucas Pratto, jogando contra o lanterna do Brasileiro, em pleno Morumbi, o máximo que o time de Leco conseguiu foi o empate em 2 a 2. Sofrendo, inclusive, um gol de calcanhar de Everaldo.

Neste confronto entre o último e o penúltimo colocado, a igualdade de força. Foi um clássico. E os dois seguem abraçados na zona do rebaixamento. O São Paulo está há oito partidas sem conseguir uma mísera vitória. O ponto conquistado fez com que a equipe de Dorival saltasse de 19º para 17º na tabela de classificação. O que deveria ser encarado como um feito.

A torcida vaiou muito o time de Leco.

Wellington Nem e Cueva foram muito xingados pelos torcedores.

Foi o primeiro ponto que o Atlético Goianiense conseguiu fora de casa.

Dorival Júnior viu o que terá pela frente.

"Muito triste você levar dois empates. Acabou o jogo, faltam três minutos, não pode tomar gol assim. A confiança oscila no decorrer do jogo. A gente teve o jogo controlado. Não pode escapar dois pontos como esse, em casa, Quanto as vaias, O torcedor está no seu direito, ele paga ingresso, é paixão. Numa noite como essa, fria, e ele apoiando. Não tem o que falar. Mas precisamos corrigir esses erros finais que estão custando muito caro", lastimava Petros.

"Temos de nos voltar para a entrega da equipe, que foi importante, Mudança de comportmaento nos mostra um novo caminho. Tivemos posse, mas poucas penetrações no primeiro tempo. No segundo tempo, melhoramos, conseguimos as vantagens, mas não sustentamos, e isso complicou.

"Pelo esforço que conseguimos os gols, demos a possibilidade ao adversário de alcançar a recuperação. temos de exaltar o que a equipe fez de bom. vendo a entrega, tenho de acreditar cada vez mais que o caminho da recuperação está aberto. Espero que resultados aconteçam com essa entrega, que é o que o torcedor quer ver. Resultado positivo é fundamental, mas comportamento mostra outro caminho.

"A sequência de resultados ruins atrapalha, gera insegurança. Mas somos profissionais e temos de saber conviver com isso. A gana que a equipe mostrou hoje, se repetirmos, será o primeiro passo para a recuperação. Espero que não seja apenas um cartão de visitas. ", estas foram as primeiras declarações de Dorival Júnior depois de sua decepcionante estreia como sucessor de Rogério Ceni.

212 Nem com a ajuda do juiz, o São Paulo venceu o lanterna do Brasileiro. Um vexame na estreia de Dorival Júnior. 2 a 2 em pleno Morumbi. Já são oito partidas que o time de Leco não consegue vencer. E segue mergulhado na zona do rebaixamento...

Dorival é um especialista em assumir equipes ameaçadas de rebaixamento. Vivido, ele foi esperto. Buscou valorizar o que o confuso, afobado, tenso, nervoso São Paulo mostrou no Morumbi. E que que deveria ser encarado como natural. A vontade de vencer. Isso, o time teve. Não foi apático como nos últimos tempos de Rogério Ceni.

Mas futebol é muito mais do que vontade.

O São Paulo teve pela frente o fraquíssimo Atlético Goianiense. O clube do Planalto Central vive uma crise financeira. Não tem condições de montar uma equipe competitiva. Seu técnico Doriva, sabe muito bem disso. Como também conhece o São Paulo intimamente. Foi campeão da Libertadores e Mundial pelo clube. E o treinou em 2015.

Tinha certeza que a torcida, que nunca viu o clube ser rebaixado no Brasileiro, iria em peso ao Morumbi. O São Paulo precisava vencer a partida, de qualquer maneira. Os resultados frustrantes já haviam tirado o emprego de Rogério Ceni. Ele foi legitimamente sabotado por Leco e Pinotti, os dois maiores vendedores do futebol brasileiro. Dirigentes que transformaram o clube tricampeão mundial em mero balcão de negócios. Com um entra e sai de jogadores vergonhoso.

Dorival Júnior havia acertado sua contratação com o São Paulo. Mas pediu para não enfrentar o Santos, no clássico de domingo. Afinal, ele havia sido treinador da equipe do Litoral há muito pouco tempo. Foi poupado para o jogo de hoje, ideal para a recuperação do time. O lanterna do Brasileiro, em pleno Morumbi. Leco e Pinotti trataram de promover um jeito de arrecadar mais dinheiro. E fizeram preços promocionais. Havia ingressos de R$ 10,00 para os são paulinos acompanharem a partida.

E eles atenderam ao chamado dos dirigentes. 31.333 torcedores foram, iludidos, ao Morumbi.

A ilusão acabou rapidamente. Dorival montou o time no tradicional 4-4-2. Sem invenções. Exigiu o básico dos jogadores. Cada um desempenhando apenas uma função. Tratou de usar cinco estrangeiros. Os argentinos Buffarini, Gómez e Lucas Pratto, o peruano Cueva e o equatoriano Arboleda. Apostou em Wellington Nem. Ele e Cueva estão marcados pela torcida. E com razão. Ambos têm jogado mal demais. Só que Dorival resolveu ver para crer, enxergar com os próprios olhos.

E viu.

Dois atletas tensos, precipitados, nervosos. Sem a mínima confiança. Parecem dois juvenis atuando com jogadores profissionais. E quanto mais erravam passes e dribles, mais tentavam. Prejudicaram outra vez o São Paulo. E mereceram as vaias. Eles foram importantes em tornar o primeiro tempo monótono, sem criatividade. Só correria, sem neurônios. Buffarini e Júnior Tavares mostraram de novo que não conseguem ajudar, ser o desafogo do time, pelas laterais.

613 Nem com a ajuda do juiz, o São Paulo venceu o lanterna do Brasileiro. Um vexame na estreia de Dorival Júnior. 2 a 2 em pleno Morumbi. Já são oito partidas que o time de Leco não consegue vencer. E segue mergulhado na zona do rebaixamento...

Doriva deixou o São Paulo ter o domínio integral do jogo, a posse de bola do time da casa foi de incríveis 78%. Mas um domínio de bola enganoso. Com passes trocados longe da grande área goiana. Nos poucos contragolpes que o Atlético Goianiense se animou a fazer, ficou clara a fraquíssima marcação são paulina. Jucilei e Petros oferecem toda a intermediária aos adversários. Rodrigo Caio foi atrapalhado pelo inseguro e mal posicionado Arboleda.

O São Paulo conseguiu sair na frente graças a um gol ilegal. Cueva cobrou falta no travessão. No rebote, Lucas Pratto, impedido, fez o gol. O goleiro Felipe defendeu a bola quando ela já havia ultrapassado a linha. Eram 12 minutos do segundo tempo.

Os gritos de alívio da torcida são paulina duraram pouco. O Atlético Goianiense adiantou seu time e em oito minutos, empatava o jogo. Em uma bola cruzada, Cueva foi afastar. Errou o chute e ajeito para Niltinho. Ele dominou a bola com o pé direito e de esquerda, fez um golaço. 1 a 1.

O desespero, as vaias, os palavrões voltaram às arquibancadas. Nem e Cueva saíram e foram execrados pelos torcedores. O São Paulo, já sem esquema tático, seguiu lutando e conseguiu fazer 2 a 1. Aos 38 minutos, Marcinho acertou chute fortíssimo da entrada da área. Foi na direção do goleiro Felipe, que falhou e acabou tomando o gol.

A festa não durou um minuto. Bruno Pacheco cruzou, a defesa do São Paulo titubeou. A bola sobrou para Everaldo. Ele estava de costas para o gol de Renal Ribeiro. Poderia ajeitar para um companheiro. Mas não. Para aumentar a dor dos são paulinos, o atacante resolveu acerta a bola de calcanhar. E marcou um gol desmoralizante. 2 a 2.

Os jogadores do São Paulo desanimaram.

A torcida xingou muito.

E Dorival Júnior viu o que terá pela frente.

Isso se Leco não conseguir vender Rodrigo Caio e Cueva.

O desmanche no Morumbi não termina nunca.

Talvez isso explique a zona do rebaixamento.

E a vergonha de oito partidas sem uma vitória...
311 Nem com a ajuda do juiz, o São Paulo venceu o lanterna do Brasileiro. Um vexame na estreia de Dorival Júnior. 2 a 2 em pleno Morumbi. Já são oito partidas que o time de Leco não consegue vencer. E segue mergulhado na zona do rebaixamento...

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